História New Eden, Das Zentrum (ABO) - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adão, Alpha, Eden
Visualizações 17
Palavras 1.355
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Genese


O começo não foi muito claro. Eram homens grandes, pelo menos maiores que nós, crianças, todos vestidos de branco. Uma roupa que cobria todo o corpo, até o rosto.

Eram mesmo homens? Eram humanos? Não sabemos. Nunca havíamos investigado o fim do mundo. O lugar de onde vinham aqueles seres que cuidaram de nós enquanto éramos indefesos ainda.

Eu me chamo Trawe e meu irmão, Ttreve. Na verdade, sempre fomos só nós dois no mundo, desde sempre. Os homens grandes, todos de branco, “os de fora” como os chamávamos, nunca falavam conosco. Nunca se comunicaram, nunca fizeram nada além de trazer comida e mantimentos. No fundo era mesmo somente eu e Ttreve.

Eu era como uma criança de nove anos e meu irmão também.  Aprendemos cedo, pelo afeto e pela sobrevivência, que tínhamos de cuidar um do outro. Sozinhos seria muito mais difícil viver. Era eu e ele naquela “ilha”.

“Ilha” entre aspas porque estávamos cercado de água por quase todos os lados. Mas a água era doce, potável. Haviam peixes, animais, a maioria inofensivos. Haviam frutas. O sol raiava belo quase todo dia. Mas algumas coisas não se encaixavam.

Havia um único caminho que saia da ilha sem ser pela água. Mas era um caminho encoberto por uma densa vegetação e nunca fomos lá. Tínhamos medo de descobrir o que havia lá. Era de onde “os de fora” vinham. Era o que chamávamos de “fim do mundo”.

Por que fim do mundo? Bem, tenho medo de dizer, mas lá vamos nós. Eu não lembro bem de nada, mas Ttreve lembra um pouco. Ele disse que viu um mundo cheio de máquinas. Disse que viu uma escuridão imensa e ao passar por um portal, saiu nesta ilha. Ele diz que essa memória está fraca, mas que tem certeza de que não foi um sonho. Ele tem medo também, diz que teme que aquela porta foi o que nos trouxe à vida e seria a porta que nos levaria de volta à morte. Assustador, por isso, nunca vamos para aquele lado.

Somos só nós... mas algumas coisas nunca estão bem explicadas. As vezes no meio da noite nós dois acordamos e ouvimos barulhos estranhos. Vozes sussurrando e as vezes vultos parados, como se nos observasse. Essa é uma das coisas que nos uniu mais ainda, desde que nos lembramos vivos. Coisas estranhas acontecem, mas temos um ao outro. Em momentos de medo, nos abraçamos e fechamos os olhos até o medo passar. Ficar imóvel nessa posição sempre pareceu funcionar e em algum momento o barulho parava ou a sombra desaparecia.

Tudo parecia fluir bem. Caçávamos às vezes, pegávamos peixes, frutas. Sobrevivíamos bem. Fazíamos cabanas de folhas quando o frio apertava.

Mas vamos deixar de enrolação. Vamos falar do que realmente aconteceu com o passar do tempo. Hoje entendo que eu estava envelhecendo rápido. Digo, não só eu. Eu e meu irmão. Não exatamente envelhecíamos, amadurecíamos rapidamente.

 

Em questão de semanas estávamos com algo na faixa do que seria visto como 18 anos, acho. Um dia dormimos e, quando acordamos, nos estranhamos. Ttreve estava diferente, estava mais alto, assim como eu. O seu corpo não estava mais liso, seu tórax estava inchado, mas de forma bela. Seus músculos haviam se desenvolvido e ele agora tinha pelos pelo corpo. Ao me checar, notei o mesmo. O que havia acontecido conosco?

Além disso, antes não tínhamos vergonha de andar nu. Eu e ele éramos como um, tínhamos o “fazedor de xixi” iguais praticamente. Não tínhamos vergonha um do outro. Mas nesse dia isso mudou. Olhando atentamente, o “fazedor de xixi” de Ttreve estava maior, BEM maior. Além disso, havia pelos em volta. Estava bonito, olhar aquilo me despertou uma sensação nova e estranha. Eu queria abraça-lo, agarrá-lo. Ao fita-lo nos olhos, notei que ele também estava olhando para o meu. Ficou claro que estávamos sentindo o mesmo e aquilo me deu vergonha. Cada um correu para um lado.

Nos vimos de novo instantes depois, cada um enrolado em folhas, escondendo partes do corpo.

Sentamos, lado a lado, respiramos fundo.

- Você está diferente.

- Você também.

- O que aconteceu? Somos outras pessoas agora, irmão? Eu sei que ainda é você, mas... está diferente.

- Digo o mesmo. Parece que nosso corpo fez como se fosse uma mudança. Estou mais alto e você também. Estamos mais fortes. Mais musculosos... E sentindo coisas estranhas.

- Você também está sentindo?

- Estou.

- Quando me olha nu, certo? Pois sinto o mesmo.

- Exatamente. Não sei o que é isso.

Ttreve me olhou nos olhos. Pude notar um misto de preocupação com afeto. Sorri de volta. Ele me abraçou, abraço de amigo.

- Vamos ficar bem. Temos um ao outro. Para sempre, prometemos.

Sorri e assenti, mas senti algo estranho. Aquele toque na pele dele. Conforme me abraçou, seus pelos tocaram em mim e uma sensação assustadora me percorreu. Mais tarde entenderia que não era assustadora propriamente, mas era uma novidade que não estava preparado para entender.

Ttreve olhou para baixo e fez uma expressão de confusão. Acompanhei o olhar dele e vi que a folha que tapava meu “fazedor de xixi” estava erguida. Me levantei em choque e constatei que meu “fazedor de xixi” estava duro, inchado. Será que estava doente?

- Ah, vira pro outro lado!

Olhei para Ttreve e ele tapava seus olhos.

- Eu sinto um negócio estranho quando vejo isso!

Notei que sua folhinha também subiu. O “fazedor de xixi” de Ttreve estava inchando e crescendo. Estava grande, inchado e com uma cabeça vermelha e molhada como um morango fresco. Minha nossa, que sensação era essa! Tapei meus olhos em pânico. O que estava sentindo? Era algum tipo de hipnose? Algum encanto?

Passaram-se alguns minutos.

- Você ainda está de olhos tapados?

- Estou.

- O seu desinchou?

- Sim. E o seu?

- Também. Será que era tipo uma gripe e passou?

Destapei meus olhos.

- Não sei.

Ttreve também destapou seus olhos.

- Eu acho que talvez sei o que está acontecendo. Mas preciso fazer o teste. Se acontecer de novo, tapamos nossos olhos, tudo certo?

Ttreve assentiu enquanto eu me aproximava de volta.

- Antes não tínhamos nenhum problema com estar nu. Nem tínhamos problema algum em ajudar o outro, mesmo que isso envolvesse encostar no “fazedor de xixi”. Como naquela vez que uma agua viva encostou no seu e eu retirei. Não havia nada de estranho ali. Acho que sei qual é o problema.

Estiquei minha mão e segurei “fazedor de xixi” de Ttreve. Ele suspirou fundo. Aquilo, antes, não havia significado algum, não havia maldade, não havia nada de estranho. Mas dessa vez comecei a sentir inchar em minhas mãos. Notei que o meu também inchava e aquela sensação voltava. Aquela sensação quente que me assustava.

- AAA, tapar!

Tapei os meus de volta. Ficamos alguns segundos em silencio. Ambos pensativos.

- Sabemos que o problema que surgiu envolve o “fazedor de xixi”.

- Mas também sentimos quando nos vimos nu.

Pensei um pouco.

- Vamos mudar o nome. “Fazedor de xixi” era algo que era como um dedo, uma unha, um braço ou uma perna. Algo que não tinha restrição. Agora mudou. Vamos chamar de... Gênese. Porque foi o começo dessa era conturbada. Gênese, uma palavra que significa início para marcar o início de algo que ainda não sabemos. Algo que ainda descobriremos.

Após alguns instantes, destapamos os olhos.

- Vamos ter que andar sempre coberto, para evitar que o Gênese inche. Por que será que isso ocorre?

- Não sei, irmão. Mas vamos descobrir. Juntos.

Seu olhar brilhou junto ao meu. Sentíamos como o outro estava. Estávamos preocupados, mas sentíamos aquela união. Sentíamos que, juntos, não havia o que temer. Nem mesmo a grande escuridão.

 

Ouvimos o barulho que ecoava quando os “homens de fora” vinham. Arregalamos os olhos e fitamos a passagem, imóveis, conforme os seres de branco surgiam no campo de visão e se aproximavam lentamente.

A passos lentos, vinham em nossa direção. Dessa vez, tinham em suas mãos um trovão brilhante. Seriam eles deuses? Nossos criadores?

O que fariam? O que queriam de nós?

Ainda descobriríamos...


Notas Finais


Easter egg e spoiler escondido...


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