História New Eden, Das Zentrum (ABO) - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adão, Alpha, Eden
Visualizações 15
Palavras 1.327
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Exodo


Se aproximaram e simplesmente deixaram algumas coisas que pareciam tecidos animais. Cada movimento que faziam era lento, como se fossem tão ameaçadores quanto podiam ser. Tendo deixado os estranhos panos, se afastaram e aos poucos sumiram na rota que levava ao fim do mundo.

Olhei para Ttreve que respondeu com um olhar de curiosidade. Me aproximei de um dos panos e o segurei, erguendo-o. Era um pano grande. Analisamos o estranho objeto e logo percebemos que eram, na verdade quatro objetos. Dois pares de objetos, por assim dizer. Após verificar bem, estiquei-o e notei que podia fazê-lo envolver meu tórax. Tentei.

Para nossa surpresa, cobriu perfeitamente meus braços, meu tórax e minha barriga. Ttreve gostou da ideia e fez o mesmo.

- Isso vai ajudar também no frio!

Peguei a outra peça, que era diferente. Esta era mais comprida. Tinha duas extremidades conectadas. Refletimos por instantes até que Ttreve teve uma ideia.

- Já sei! Não pode ser coincidência que uma das peças cobriu perfeitamente uma parte do corpo. Provavelmente “os de fora” trouxeram isso para que nos cubramos. Exatamente porque estamos tendo problemas em nos olhar. Se uma peça cobriu a parte de cima, a outra peça deve o que?

Epifania! Respondi.

 - Cobrir a parte de baixo!

Me levantei com ela em mãos e tentei encaixar as duas pernas na abertura maior que se dividia em dois. Cada perna foi para um lado e Bam! Tapou-me da cintura para baixo. Larguei as folhas e agora estava completamente coberto do pescoço para baixo!

Ttreve sorria por sua genialidade e fez o mesmo. Estávamos agora cobertos. Sem medo de nos olharmos, embora o Gênese de cada um de nós fizesse um volume muito notável.

Olhei novamente para a rota do fim do mundo. Quem eram eles?

- Por que “os de fora” nos trouxeram coisas para nos cobrir? Por que eles sempre cuidaram de nós?

Ttreve deu de ombros.

- Não faço ideia.

Sorri. Fomos caçar. Estávamos famintos. Mesmo cobertos, estávamos diferentes. Ttreve pescando agora era invejável. Parecia ter uma força, um tipo de essência que estava me cativando. Percebi que era recíproco.

Uma parcela do dia passou sem incidentes memoráveis. Em certo momento, fui pegar frutas em uma árvore que era um pouco alta e acabei caindo. Doeu mas não tanto. Ttreve veio a meu socorro rapidamente.

- Minha nossa, seu pé está sangrando.

Olhei, aparentemente havia cortado o pé. Ttreve puxou para cima um pouco do pano que cobria minhas pernas e pressionou sobre a ferida.

- É só aguardar alguns instantes que sara. Igual antes.

Já tinha me machucado outras vezes. Sabíamos o que fazer. Era só segurar a região para não sangrar demais e esperar. O machucado sarava em minutos.

O tempo correu, até que Ttreve soltou meu pé de suas mãos.

- Pronto, sarou.

Ele levantou os olhos para a parte de minha perna que ficou a mostra, conforme ergueu o tecido. Especificamente minha canela.

- Nossa, você está com uma canela peluda.

Notei que ele olhou hipnotizado para minha perna. O que era aquilo? Ele começou a passar a mão sobre meus pelos. Um calor subiu suavemente.

- Ttreve, pare...

Falei baixo. Ele ergueu mais o pano e segurou minha perna. Se aproximou e lambeu meus pelos da canela. Aquilo me esquentou mais ainda e aquela sensação voltou forte.

- PARE!

Me afastei.

- A sensação, Ttreve! Não abaixe sua guarda! Você estava sob o encanto da sensação novamente, não estava?

Ttreve arregalou os olhos, com medo.

- Minha nossa. Estava! Por que estou fazendo isso?

- A sensação fez você ter vontade de me devorar? Me morder? Por que você estava me lambendo? Boca serve para comer.

Ttreve parou para refletir.

- Não, a sensação não tem a ver com fome. Ela queria que eu lambesse. Lambesse tudo em você. Morder também, mas sem machucar.

- Pare! Não vamos falar disso porque também estou sentindo essas sensações.

- Mas por que? Não acho que se nos lambêssemos faríamos mal um pro outro.

- Eu sei. Mas estamos sendo controlados pela sensação. Ela que quer que façamos isso. E se perdermos o controle?

Ttreve não teve contra-argumento. Assentiu.

Tinha caído da árvore, mas tinha pego uma maçã. Estiquei a mão e entreguei-a para Ttreve. Sorrimos.

O restante do dia passou “razoavelmente normal”.

 

Logo a noite caiu e o frio veio. A cabana de folhas não estava sendo suficiente. Nos abraçamos, como fazíamos, para manter o calor corporal e foi quando começou o problema.

- Irmão, aquela sensação está voltando.

Droga! Estava voltando comigo também. Mas estava frio demais. Se não ficássemos grudados, abraçados, morreríamos de frio. Estávamos de frente, abraçados um com o outro.

Senti o Gênese de Ttreve inchar junto com o meu.

- Não sei o que fazer, irmão. Mas não vamos nos soltar. O frio não permite. Não podemos.

Instantes se passavam.

- Até que essa sensação não é ruim. Mas ela faz eu querer esfregar o meu Gênese no seu.

O calor me subia. O que fazer? Puxei o tecido que cobria meu Gênese e ele saltou, duro. Ttreve fez o mesmo.

- Eu também sinto isso.

Ttreve começou a se movimentar lateralmente, esfregando nossos Genese. Senti uma certa umidade, mas quente. Estava tudo quente agora. Suspirando, me esfreguei também. Senti Ttreve úmido. Estava suando. Senti seu cheiro. Aquele cheiro estava me deixando louco. Me fazia desejar mais e mais esfregar-me nele.

- Olha isso, Trawe.

Ttreve afastou um pouco e segurou o Gênese, estava vazando. Não como se mijasse, mas algumas gotas transparentes estavam vazando.

- Você tá vazando!

-  Você também!

- Tá muito bom, não quero parar.

- Nem eu.

Não sei em que momento, Ttreve começou a mexer em seu Gênese em um movimento rítmico e eu o imitei. Movimentávamos nossos Gênese feito bastões se esfregando. Os dois molhados, melecados, soltando ainda mais daquele gel que eu sentia como se fosse perfume.

- Essa sensação está aumentando...

Ttreve em um certo momento gemeu. Pensei que aquilo poderia ser dor, mas não. Parecia dor mas não era. Era algo que intensificou o que eu sentia. Grunhiu feito um animal selvagem e, enquanto o fazia, seu Gênese começou a espirrar um líquido branco. Espirrou quente e incessante. Até que senti uma sensação indescritível e, ao senti-la, o meu Gênese também jorrou o mesmo líquido branco.

Assim que essa sensação acabou, ainda juntos, grudados, o calor permanecia, mas a sensação havia se esvaído.

- O que aconteceu, irmão?

- Não sei, mas sei que gostei.

- Eu também. Não estou mais com frio. O que quer que tenha sido isso, nos esquentou.

Ficamos abraçados mais um pouco.

- Tenho a estranha impressão que já fizemos isso antes. Mas não faz sentido. Nunca tentamos isso.

- Sinto o mesmo. Estranho, não?

- E agora fico pensando, o que será isso que vazou de nosso Gênese?

Ficamos silenciosos.

- Você também sentiu vontade de lamber, não sentiu?

Silencio de alguns instantes.

- Sim, senti. Mas não faz sentido, por que eu iria querer lamber uma coisa gosmenta que saiu do seu Gênese? Sabemos que é de onde sai xixi, coisa que não é para se beber.

Mais um silêncio.

- Não sei explicar. Mas podemos dormir agora. Pelo jeito a sensação se foi e não vai voltar tão cedo.

- Talvez o jeito de afastar a sensação é mexendo no Gênese e soltando essa coisa branca.

Refleti. Parecia uma ideia razoável.

- Amanhã testamos. Se a sensação voltar, tentamos soltar isso e ver se a sensação passa.

- Trato feito.

Sorrimos olhando um para o outro e caímos no sono, lentamente. Foi neste dia que passamos a chamar a rota do fim do mundo de êxodo. A saída que algum dia investigariamos.

O dia de saber a verdade estava não muito longe. Mas comer a maçã do pecado e conhecer a realidade seria a coisa mais dolorosa que faríamos.

 

Adão e eva.

Trawe e Ttreve.

Ying e Yang.



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