História New Family - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias As Provações de Apolo (The Trials of Apollo), Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Nico di Angelo, Will Solace
Tags Solangelo, Wilco
Visualizações 74
Palavras 2.701
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E ai galerinha.
Mais um capitulo ai pra vocês.
Espero que gostem, já mesmo tendo de fazer o Enem eu ainda consigo dar um jeito de postar essa fic.
Sei que foram poucos caps até agora, mas realmente pretendo continuar com essa frequência de um cap por semana. Não é tão fácil quanto parece, eu trabalho e estudo e por isso as vezes levo uns dois ou três dias (as vezes mais) para escrever esses caps que vocês leem em alguns minutos. Vou continuar a fic independente de qualquer coisa, que isso fique claro, mas eu queria pedir que me ajudassem a divulgar a fic, isso se estiverem gostando é claro.
Sem mais delongas...

Capítulo 3 - Three


Fanfic / Fanfiction New Family - Capítulo 3 - Three

Will ajudou Hazel e as garotas a organizarem todo o chá de fraldas e pareceu realmente divertido na hora de escolher um presente para o bebê que ele descobrira ser uma menina. Eu preciso confessar que apesar de ter ajudado Hazel até acompanhado a gravidez eu não estava nem um pouco animado para isso. Ela adorava falar sobre como a filha vivia chutando e mais de uma vez ela me fez sentir os chutes. Minha irmã pode ter achado incrível mas para mim foi aterrorizante. O que de tão bom poderia haver em se ter uma pessoa dentro de você lhe chutando? Isso era apavorante.

Eu e Will estávamos dormindo tranquilamente, nós dois havíamos acabado de ter um dia anormalmente tranquilo, sem monstros tentando nos devorar, sem cadáveres bizarros para analisar ou crianças quase morrendo na emergência. Também não havíamos tido conversas desagradáveis eu brigas, na verdade o dia parecia perfeito, tão perfeito que mais parecia um sonho. Até o meu celular tocar.

Eu resmunguei e virei pro lado abraçando Will e apoiando minha cabeça em seu peito, estava cansado e com medo que fosse trabalho, sendo o principal perito forense do meu departamento polícia nem sempre o trabalho vinha nas horas mais apropriadas.

— Não vai atender? — Will perguntou em tom sonolento enquanto beijava a minha testa e afagava o meu cabelo.

— Isso não é hora de se ligar pra ninguém... — resmunguei enquanto o abraçava com mais força.

A mão de Will deslizou por minhas costas, seus dedos tocando minha coluna de leve, com muita delicadeza, o que me causou um arrepio.

Meu celular parou de tocar e tive tempo de me acomodar ali nos braços do meu filho de Apolo favorito e então o celular dele começou a tocar. Nós dois nos encaramos por um segundo sabendo que era coincidência demais.

Will se sentou rapidamente quase me derrubando e atendeu ao celular.

— Alô? — Ouvi ele dizer enquanto me sentava também e observava suas costas nuas, o quarto estava escuro mas mesmo assim percebi a tensão em seus músculos — Como assim?... Frank se acalma... — nunca pensei que meu coração dispararia apenas de ouvir esse nome mas ele estava ligando para o Will não era coisa boa — Calma, se ela a recém começou a sentir as contrações temos bastante tempo... — a palavra “contrações” me fez quase ter um ataque cardíaco isso eu admito, praticamente pulei da cama e comecei a procurar minhas roupas, engraçado como elas nunca pareceram tão difíceis de encontrar quanto agora — Tudo bem. Frank, mantenha a calma, não há nada que possa fazer, apenas ajude Hazel a se acalmar. As contrações começam bem antes da criança nascer, tenho certeza que falei isso. Nico e eu vamos pra aí pela viagem nas sombras, vai ficar tudo bem.

Will desligou na mesma hora em que eu ascendi a luz. Eu estava apavorado Solace mantinha um olhar determinado e seguro enquanto começava a se vestir, as marcas que eu deixara em suas costas desaparecendo sob a camiseta. Acabei vestindo minha calça preta e a camiseta velha do acampamento, já desbotada, que pertencia a Will.

— Onde eles estão? — perguntei assim que terminei de me vestir.

Will me encarou, o cabelo loiro completamente bagunçado, as roupas, uma calça de abrigo cinza e uma camiseta azul, completamente amassadas. Isso sem levar em conta as marcas avermelhadas, perfeitamente visíveis, em seu pescoço. Eu certamente não estava em situação diferente e pra melhorar ainda vestia uma camiseta que ficava grande em mim. Não estavamos muito apresentáveis mas isso teria de bastar.

— Na casa deles em Nova Roma. — respondeu Will sem hesitar.

Ele segurou minha mão e eu o puxei comigo para a viagem nas sombras. Me adaptara tão bem a essa experiência que já não sentia mais nada, Will por outro lado precisou de um instante para se recuperar da náusea quando aparecemos na sala de estar da minha irmã.

Eu ansiosamente esperei que seu enjoo passasse antes de seguir com ele para o quarto da Hazel e do Frank. Ela estava sentada na cama vestindo uma camisa que com certeza possuía ao filho de Marte, estava abotoada até o penúltimo botão, ela parecia cansada, o cabelo crespo estava preso em uma trança bagunçada, com várias mechas que lhe escaparam. Ela sorriu brevemente ao me ver, e eu quis correr até ela e lhe abraçar com força, o que não fiz pelos seguintes motivos, ela parecia realmente muito confortável apertando a mão do Zhang, e eu tinha medo de fazer alguma besteira levando em conta o tamanho da sua barriga.

Minha irmãzinha parecia bem até, ao menos bem melhor que o Frank que estava pálido e com expressão apavorada. Ele estava vestindo um pijama branco.

Os dois nos encararam, Frank parecia aliviado mas o olhar de Hazel era diferente, ela avaliou tanto o meu estado quanto o de Will, seu rosto corou brevemente e eu não entendi ao certo o porquê até que ela falou ao mesmo tempo em meu cunhado nos agradecia por ter vindo tão rápido e no meio da noite.

— Me desculpe se interrompemos vocês... — disse ela.

Foi a minha vez de corar.

— Não... er... Nós não... — cada vez mais eu me enrolava nas palavras.

— Não interrompeu nada... — disse Will apenas com o rosto levemente rosado.

Hazel sorriu, mas logo seu sorriso se transformou em uma careta de dor. Frank e eu ficamos completamente assustados com isso, Will foi o único de nós a manter a calma, ele pousou a mão na barriga dela, e eu sabia que ele estava usando seus poderes como filho do deus da medicina para averiguar a situação de forma menos invasiva que a tradicional.

— Tudo bem. — disse ele mais para mim e Frank do que para Hazel, ela não parecia assustada apenas cansada — Ainda tem pouca dilatação. Ajuda se você levantar e andar um pouco Hazel. Ah, Frank, Nico, vocês dois poderiam chamar mais algum filho ou descendente de Apolo? Seria bom se eu tivesse alguma ajuda aqui.

E com isso eu tive ciência de que ele estava dizendo que nenhum de nós era útil nessa situação. Não me dei ao trabalho de comentar ou sequer de me chatear, não quando eu sabia que esta era a verdade.

Fank e eu saímos e fizemos exatamente o que Will nos pediu, eu não conhecia quase ninguém em Nova Roma, por isso deixei a missão de procurar um médico com Frank, eu apenas o segui.

Acabamos encontrando uma garota da quarta corte que se dispôs a ajudar. Ela era filha de Apolo, mas eu percebi, com certo alarde, sua tatuagem tinha apenas uma linha, o que significava que ela estava no acampamento por no máximo um ano e por tanto não deveria ter muita experiência e nem as habilidades muito desenvolvidas.

Que os deuses nos ajudem. Era tudo o que eu conseguia pensar.

Voltamos para a casa de Frank e Hazel, mal entramos e eu já podia ouvir minha irmã gemendo de dor.

A filha de Apolo que Zhang encontrou, se não me engano seu nome era Alyssa ou algo assim, ela e Frank correram até o quarto de minha irmã enquanto eu andava de maneira hesitante.

Quando entrei Hazel deixou escapar um grito de dor, Frank correu para o seu lado e a abraçou com um olhar aflito, sua camisola, bem como os lençóis e até mesmo parte do chão, estavam molhados. Provavelmente pelo líquido amniótico que vaza quando a bolsa estoura.

Will desviou os olhos de minha irmã por um instante e me ali parado a porta. Não posso nem imaginar o quão ridículo e apavorado eu devo aparentar estar, já que tudo o que ele fez foi me lançar o seu olhar severo de médico e praticamente ordenar que eu esperasse do lado de fora do quarto.

Estava atordoado demais para perceber que Will Solace havia acabado de falar comigo dessa forma. Em outras circunstâncias eu poderia ter retrucado e agido como uma criança birrenta que se recusa a seguir ordens. No entanto eu realmente queria muito uma desculpa para sair dali.

Eu não saberia dizer quantas horas passei andando de um lado para o outro na sala, no corredor ou na cozinha. Tudo o que eu sabia era que cada vez que Hazel gritava meu coração se despedaçava e eu ficava em pura agonia.

Até que os gritos pararam e eu fiquei petrificado no corredor próximo a porta do quarto. Por alguns minutos não houve som algum, de absolutamente nada, e então um choro fino e estridente de bebê ecoou pela casa.

Eu parei em frente a porta, incerto se podia ou não entrar. O choro cessará tão repentinamente quanto começara. Por alguns breves instantes eu fiquei parado esperando, em minha mente mil e uma possibilidades para o choro ter cessado, nenhuma delas boa. Até que eu não aguentei e abri a porta, entrando no quarto as pressas.

Quase esbarrei em Will quando entrei, se ambos não tivemos bons reflexos teríamos tombado um no outro na certa. Ele me olhou por um instante, ele estava cansado e tenho certeza de que ele não tinha essas olheiras horas atrás, mas apesar disso o sorriso que ele me deu era tão genuíno e espontâneo que por um segundo não havia mais nada no mundo a não ser nós dois. E então no segundo seguinte eu retorno a realidade.

— Hazel… — eu pergunto.

— Ela está bem. — Will diz me dando passagem e me permitindo ver minha irmã na cama, toda sorridente ao lado de Frank com um pequeno, realmente muito pequeno, bebê nos braços — As duas estão bem. — Will retorna a dizer e põe a mão no meu ombro — Pode se aproximar sabia? Ela não vai morder é só um bebê.

A garota filha de Apolo passou por mim em direção a sala, ela não parecia apenas cansada, mas traumatizada. E apesar disso apenas agora eu percebia as semelhanças e diferenças que ela tinha com Will, exatamente os mesmos cabelos loiros, e os mesmos olhos azuis, mas a pele dela era mais bronzeada que a dele.

Dei mais uma olhada na mais nova família. Mesmo sem chegar perto eu podia ver a fina penugem negra que era o cabelo da menina. Ela estava mamando no peito da mãe, cena esta que, preciso confessar, me causou certo desconforto. Hazel estava sorridente, parecia mais feliz do que nunca e eu gostei de ver ela assim. Frank também não estava muito diferente, ele sussurrava algo para a menina enquanto lhe fazia um cafuné. A bebê era tão pequena que eu quase achava ser possível que ela fosse segurada por apenas uma mão. Bem, Frank provavelmente poderia segura-la com uma mão, mas ele tende a ser desajeitado por isso imagino que não vá faze-lo.

Eu me aproximei devagar. Até que Hazel me viu e me chamou. Eu parei ao lado dela, sem saber o que fazer. Apenas observei a menina. Ela me olhou com os mesmos olhinhos de Hazel, porém levemente puxados, a pele morena, nem tão clara quanto a de Frank, nem tão escura quanto a de Hazel.

— Ela é linda não é? — diz Frank.

Hazel sorri para ele e Will concorda. Eu por outro lado não sei dizer. Por isso apenas me mantenho em silêncio.

— Quer pegar? — pergunta minha irmã.

— Eu… melhor não… eu não sei segurar uma criança, acho melhor não pegar. — digo me enrolando nas palavras.

— Não seja bobo. — diz Hazel — Não é difícil. Só precisa manter a cabeça apoiada vamos lá Nico.

Antes que eu pudesse responder ela já estava passando a menina para meus braços. A bebê resmungou mas não se mexeu, e Will me ajudou com as posições dos braços.

Ela era tão pequena. E tão leve. Além de mole. Por um instante me apavorei ao segurar sua cabeça e perceber o quanto ela era mole, aquilo era assustador. Segurar um bebê recém nascido foi a coisa mais assustadora que eu fiz em toda minha vida. Estou acostumado a lidar com fantasmas e esqueletos, que por mais birrentos que possam ser, não são tão frágeis quanto um bebê.

— A cabeça é mole… — eu deixei escapar e percebi minha voz me denunciando sobre o quão assustado eu estava.

Will e Hazel riram, apenas Frank me lançou um olhar solidário.

— Tudo bem. — disse Will sorrindo — É normal. Bebês não nascem com o crânio totalmente formado, se não não passariam. Isso é a moleira, os ossos vão se formar daqui a alguns meses e aí a moleira some.

— Foi só um comentário. — eu retruquei — Não pedi a explicação detalhada…

Will me olhou com um sorriso, diferente de Hazel que parecia prestes a me repreender pela falta de educação. Ele provavelmente entendeu que eu estava nervoso e falando sem pensar, e que o motivo do meu nervosismo estava nos meus braços.

Eu olhei para a menininha nos meus braços mais uma vez, inconscientemente tentei acomoda-la melhor nos meus braços. Ela me encarava de forma curiosa, os bracinhos fininhos para fora dos panos em que Will a enrolara, ela segurou o tecido da minha camisa e seus olhos iam se tornando cada vez mais sonolentos.

— Eliza não é? — eu perguntei pois não tinha certeza se era realmente esse o nome da menina. Hazel havia me falado, mas para ser sincero eu me lembrava com clareza o suficiente para dizer com certeza que era isso.

— Sim.  — disse Hazel enquanto Frank como um perfeito pai coruja ficava na minha volta murmurando “cuidado”.

— Eliza… — eu disse encarando a bebê com atenção enquanto ela começava a fazer caretas e a soltar pequenos grunhidos — Acho que ela quer a mãe…

Hazel riu enquanto pegava a menina dos meus braços. Confesso no momento em que ela começou a resmungar tive medo de continuar com ela e ela chorar, mas no fim tudo o que Eliza fez foi se acomodar com a mãe e dormir.

— Melhor irmos. — disse Will — Todos estamos cansados. Voltamos amanhã. Da forma convencional. — acrescentou Will para mim — As viagens nas sombras gastam muita energia, e se você estiver fraco vai acabar virando sombras. Não se esqueça que isso quase aconteceu uma vez.

Eu apenas resmunguei como sempre e Hazel riu.

— Tomem cuidado. — para a minha surpresa foi Frank quem falou — Se alguma coisa acontecer pode ter certeza que ligamos ou mandamos uma mensagem de íris.

— As mensagens de íris as vezes são inconvenientes… — resmungou Hazel — Não vamos esquecer que Percy já viu a Reyma no banho graças a isso.

— O celular existe por algum motivo… — eu digo entendendo o que Hazel está insinuando.

Ela ainda achava que tinha atrapalhado algo entre mim e Will quando Frank ligou avisando que ela estava entrando em trabalho de parto, e ela tinha de atrapalhar algo com uma mensagem de íris o que seria muito constrangedor. Não ia adiantar dizer que eles não atrapalharam nada, e eu também não estava disposto a dizer para a minha irmã que não tinha como ela atrapalhar algo que já foi feito.

— Vamos… — eu disse quando percebi que Will não dava sinais de se afastar da pequena Eliza.

Ele segurou minha mão ainda sorridente e eu não pude deixar de dar uma última olhada da menina que dormia tranquilamente nos braços da mãe. A minha sobrinha. Eliza.

Fiz a viagem de volta, Will apenas tomou um banho rápido e pareceu desmaiar na cama de tão cansado que estava. Mas eu demorei a dormir.

O rostinho sereno de Eliza passou pela minha cabeça mais uma vez. Ela quase não chorou, dormiu sem dificuldades e não me parecia que seria uma criança difícil. De repente, sem perceber, eu me vi imaginando o futuro dela, tentando prever se ela mudaria, se pareceria mais com Hazel ou com Frank quando crescesse, se seria uma criança agitada como Leon ou não. Eles teriam quase a mesma idade, será que seriam amigos? Eliza gostaria me ter como seu tio ou preferiria me evitar como a maioria dos semideuses, tanto gregos quanto romanos?

Era engraçado como até ontem eu não queria uma criança perto de mim de maneira alguma e agora estava me perguntando essas coisas sobre ela. Eliza mexeu um pouco comigo, isso eu preciso admitir. Segura-la e vê-la tão confortável nos meus braços mexeu comigo

Talvez, apenas talvez, ter uma criança em casa não seja assim tão ruim.


Notas Finais


E é isso ai.
O que acharam? O Nico vai realmente ceder ou não?
Me digam nos comentários


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