História New Gotham - Capítulo 11


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Palavras 4.281
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Lá no céu


Fanfic / Fanfiction New Gotham - Capítulo 11 - Lá no céu

Era tudo muito, muito grande por ali. Essa era a melhor descrição que Nike conseguia conceber para o local onde se encontravam.

Lembraria Themyscira, pela sua magnitude, se as coisas não fossem bem mais pratas que douradas, e se não lhe passasse a impressão de estar presa em uma caixa de fósforos no meio do nada, toda vez que se deparava com uma das enormes "janelas" que lhe mostravam o exterior do lugar, o espaço.

A visão de dentro do Satélite da Liga da Justiça era bonita de se ver, não podia negar, com as estrelas bordando toda aquela imensidão negra, mas tinha que admitir (nem que fosse apenas para si mesma) que o espaço não era um lugar que a deixasse confortável.

Haviam sido tele-transportados para a base espacial do maior grupo de heróis da Terra, logo após a briga na escola. Fora uma experiência bem diferente dos portais entre o mundo patriarcal e a ilha em que nascera.

O grupo que os recepcionou parecia já estar a espera, certamente avisados por Terry. Os garotos que estavam machucados foram logo levados para cuidados médicos por um jovem careca que flutuava envolto em uma luz verde saída de seu anel, enquanto permanecia sentado de pernas cruzadas.

O Batman os seguiu e ela foi atrás por impulso, ou talvez porque estava tão preocupada com Matt quanto Terry.

Só se deixou relaxar um pouco quando o Lanterna Verde lhes garantiu que o garoto estava bem e sua perna estaria cem por cento em dois dia.

O deixaram no quarto (sedado, para que não fizesse perguntas demais), sob os cuidados da jovem de olhos verdes a quem ela não conhecia.

-Como vai explicar isso a mãe dele? – Nike perguntou.

-Daremos um jeito. – respondeu ele antes de encontrarem com o Superman no corredor - Como está o seu garoto? – pergunto, referindo-se ao outro enfermo.

-Jack está bem agora, só um pouco enjoado. Rex ligou o aparelho que canaliza os raios solares sobre ele, mais uma hora e já estará pronto para outra.

Terry soltou um muxoxo e começou a andar pelo corredor, com o casal super poderoso atrás.

-Uma hora isso vai ter que acontecer, Batman. – disse o amigo, já sabendo o que incomodava Terry - Eles terão que assumir tudo isso um dia... Assim como nós.

A resposta foi outro muxoxo, ao que Joe e Nike se entreolharam por sobre a cabeça de Terry. Ele, achando graça do mau humor do amigo, ela sem entender.

-Qual o problema? – perguntou a mulher, pouco antes de adentrarem um imenso holl principal da estação.

Era possível ver algumas pessoas trabalhando em vários pontos da estação, ou deveriam estar trabalhando. A maioria mantinha a atenção voltada para o centro, na plataforma mais a cima.

Lá, a equipe principal da Liga da Justiça (a qual Nike não conhecia ainda), formada pelo jovem monge que auxiliara Matt – o Lanterna Verde; uma mulher loira de maio escuro – Aquagirl; e um homem truculento vestindo uma armadura com asas – Gavião Guerreiro; os aguardava juntamente com mais três pessoas que eram facilmente reconhecidas por quem quer que os avistasse.

Eles eram, provavelmente, o real motivo de tamanho burburinho.

-Aquele é o meu problema... – disse o Batman, apontando para os três "visitantes" enquanto subiam as escadas juntos, mesmo que para Joe fosse mais fácil voar até lá. E, chegando ao alto da plataforma, eles ficaram frente a frente com suas "versões originais".

Nike já havia lido sobre o fascínio que os três exerciam no mundo patriarcal. Lembrava especialmente de uma matéria que os chamava de "Trindade" e tentava explicar o porquê da tão forte influencia. E agora, vendo-os ali, juntos, ela compreendeu que nada do que lera podia explicar com exatidão o que eles simbolizavam.

O pai de Joe, o senhor Kal-El, estava com seu uniforme negro, o qual vestia desde que o filho passara a usar o seu.

Ao seu lado estava a rainha das Amazonas, sua mãe, em todo seu esplendor, e com o uniforme que a tempos não usava.

Mas, o que mais impressionara Nike fora ver o primeiro Batman ao lado dela. Ele vestia uma armadura negra que o mantinha ereto, não deixando ninguém perceber sua real idade. Ela mesma chegara a duvidar que se tratasse do mesmo homem que conhecera na noite anterior.

-Nossa, três dos fundadores originais! - Joe foi o primeiro a saldá-los com um abraço no pai, um beijo na mão da Diana e um pedido de benção ao padrinho que, embora Bruce fosse ateu, ele costumava conceder-lhe sempre que se encontravam. - Sejam bem vindos.

-Estávamos aqui tentando arrancar-lhes o motivo da visita. – disse a Aquagirl.

-Mas eles não quiseram nos dizer nada antes da chegada de vocês. – completou o Gavião Guerreiro, que certamente não gostava da intromissão, mas o respeito que tinha pelos três o impedia de ser grosseiro. Outra percepção que a novata só teria mais tarde.

-Precisamos conversar sobre... – começou o primeiro Superman – ...os novatos.

-Temos um sistema de avaliação e treinamento para os novatos. – comentou o Lanterna Verde.

-Muito demorado e burocrático. – completou o primeiro Batman, a voz grossa, seca, quase rude e sem emoção.

-Que eu me lembre as regras para seleção de novos integrantes foram colocadas por vocês mesmos. – obviamente Terry fora o único a ter coragem de transformar em palavras o que todos pensaram, agüentando firmemente o olhar que Bruce lhe dera.

-Melhor conversarmos em particular. – interferiu Diana, e, com um olhar ao redor, os outros entenderam que havia gente demais prestando atenção no assunto.

O primeiro Batman se retirou da plataforma e os demais o seguiram. Ele se encaminhou para a sala de reuniões dos fundadores. O grupo principal não costumava usar aquele espaço, as portas só se abriam após "scanear" e reconhecer um dos fundadores, ou pessoas que eles houvessem deixado os representando, o que excluía Aquagirl, já que seu pai, Aquaman, não participara da criação da Liga (N/A: seguindo a formação do desenho "Liga da Justiça" de 2001).

Bruce parou em frente à porta e deixou que a luz emitida do aparelho lhe sondasse o corpo.

-Identificado: Batman 0-01. Acesso liberado. – disse a voz metálica.

Ele deu um passo para trás, abrindo passagem para os demais.

-Identificado: Superman 0-02, Acesso liberado. Identificado: Mulher Maravilha 0-03, Acesso liberado. Identificado: Gavião Guerreiro 3-02, Sucessor Mulher Gavião, Acesso liberado. Identificado: Batman 3-05, Sucessor Batman, Acesso liberado...

Quando Aquagirl se aproximou, Bruce interferiu.

-Preparar análise para novo acesso.

-Iniciando análise. – respondeu a voz metálica, uma luz começou a scaniar a mulher logo em seguida – Análise concluída.

-Incluir: Aquagirl 3-04. Autorização de voz AlphaB.

-Identificado: Aquagirl 3-04. Inclusão na ala dos fundadores autorizada por Batman 0-01. Acesso liberado.

O Lanterna Verde passara, o máquina entoou novamente a frase:

-Identificado: Lanterna Verde 3-03, Sucessor Lanterna Verde, Acesso liberado.

Então, chegara à vez de Nike, por um minuto ela temeu que o ex marido de sua mãe lhe virasse as costas, entrasse e batesse a porta na sua cara. Mas para sua surpresa ele voltou-se novamente para o comutador.

-Preparar análise para novo acesso.

-Iniciando análise. – respondeu a voz metálica, a "scaniando" em seguida – Análise concluída.

-Incluir: Mulher Maravilha. – Nike olhou para ele surpresa, mas Bruce não pareceu perceber - Sucessora da Mulher Maravilha 0-03. Autorização de voz AlphaB.

-Identificado: 3-07 Mulher Maravilha. Sucessora Mulher Maravilha. Registro incluído por Batman 0-01. Inclusão na ala dos fundadores autorizada por Batman 0-01. Acesso liberado.

Com tapinhas no seu ombro, Joe, o único que ainda não havia sido identificado para entrar, gracejou.

-Acho que isso torna oficial. Bem vinda ao time...

-Identificado: 3-06 Superman. Sucessor Superman. Acesso liberado. – disse a máquina antes deles dois entrarem.

A porta se fechou assim que Bruce a atravessou, indo sentar-se na cadeira com seu brasão nas costas, onde Terry aguardava ao lado.

-Mulher Maravilha, heim? – perguntou o Gavião Guerreiro, com a expressão carrancuda, já sentado na cadeira que um dia fora de sua mãe.

-Como dissemos, a reunião é para falar dos novos. – disse Clark, ainda em pé, dando um sorriso sem graça para a "filha".

-Deixe que eu me encarrego das apresentações, Kal – disse Diana, de sua cadeira – Essa é Nike, princesa de Themyscira e minha filha. – a jovem Amazona apanhou a troca de olhares ao redor da mesa, e se perguntou quantos deles saberiam o que intencionava saber, e quantos deles acreditavam na mentiram que lhe contaram – Nike recentemente decidiu vir para o mundo patriarcal, sem a minha autorização... – o tom chegava próximo de ser severo.

-Isso me lembra alguém. – gracejou o primeiro Superman, se sentando.

-Lembra é? – ela perguntou-lhe divertida, sabendo que o amigo se referia a ela mesma, depois voltou a encarar a filha – Eu deveria fazê-la passar pelas mesmas provas que minha mãe, sua avô, me obrigou, para provar que merecia essa missão... Mas isso seria inútil. Você já derrubou todas as suas professoras em combate. É a nossa melhor guerreira. – recostou-se na cadeira, deixando o silencio reinar por um breve momento antes de continuar – Ontem o Batman me convenceu que sua teimosa permanecia no mundo patriarcal poderia ser proveitosa.

-Proveitosa? – perguntou desconfiada, algo naquela frase lhe deixou cabreira, provavelmente a parte do "Batman me convenceu".

-Há tempos a Liga não tem uma representante das Amazonas. – disse Bruce – Sua tia Donna e Cassandra Kent optaram por se casar e viver entre nós... Diferente de sua mãe, elas envelheceram. E, embora ainda sejam fortes, o corpo delas não é mais tão resistente quanto o necessário. – ele fez uma pausa, onde esperou que ela se pronunciasse, mas como não aconteceu, ele prosseguiu – Com o afastamento da Barda, o poder de fogo da formação principal está diminuído. Uma Amazona resolveria esse problema. A Liga vê com bons olhos a adesão de Karla Kent, ou de sua prima Lian, mas elas ainda precisam de muito treinamento. Você por outro lado está pronta.

Ela deu um sorriso debochado que o fez lembrar de Damian.

-Então, estão me pedindo para me juntar a vocês?

-Não é um pedido. É uma ordem. Real. – disse Diana estreitando os olhos para ela – Se quer permanecer no mundo patriarcal, você deve representar dignamente a sua raça. Ou isso, ou você volta para casa.

-E se eu não voltar?

-Você não terá mais casa.

Nike arregalou os olhos por um curto momento. A mãe não teria coragem de lhe exilar, teria? Depois, recordou a história e... É claro que ela teria coragem.

-Então eu lhe pergunto, Nike, princesa de Themyscira, você aceita a missão que lhe dou de honrar o nome das Amazonas no mundo patriarcal, sob o nome conquistado por mim, de Mulher Maravilha e junto ao grupo que eu ajudei a fundar?

Era isso, se quisesse ficar para descobrir quem era seu pai, teria que se juntar a Liga e honrar o nome que sua mãe e tia construíram. Caso contrário teria que aceitar a historinha de que Kal-el era seu pai e voltar para casa com isso.

-Eu aceito sua missão, minha mãe e rainha. – disse abaixando a cabeça levemente – Tentarei honrar nossa raça e o nome que você carregou.

-Tentará não, você vai honrar. – respondeu a mãe em tom severo, abrindo um sorriso logo em seguida – Eu tenho certeza disso.

-Ok, agora sim é oficial. – disse Joe olhando para Terry (do outro lado da mesa) com um sorriso exagerado – Isso faz da gente uma Trindade?

-Não. – ele respondeu seco, arrancando risos de todos (menos de Bruce, é claro) – Eu não vou com a sua cara, lembra?

Joe jogou beijinhos na direção dele, fazendo os demais rirem ainda mais.

-Imagino que essa não é a única imposição que vocês vão nos fazer. – grunhiu o Gavião Guerreiro de sua cadeira, cortando o clima alegre – Vão nos enfiar goela a baixo os quatro adolescentes que vieram com vocês, também?

-Rex, não seja grosseiro. – repreendeu a loira, Aquagirl.

-Não estou sendo grosseiro, Marina. Foram eles que acabaram de nos impor essa Mulher Maravilha sem nem nos perguntar se queríamos uma. - Diana sorriu para ele por um momento, como se lembrasse de algo, enquanto isso Rex continuava - Não sabemos quem ela é, suas habilidades. Nunca a vimos em ação e... O que foi? – perguntou ao perceber o olhar da Amazona.

-Nada, senti saudades da sua mãe, só isso. – respondeu, o desconsertando.

Da atual equipe que liderava a Liga da Justiça, Rex era o mais velho, tinha por volta de seus 40 anos e estivera envolvido com o grupo desde que nascera. A frase o fez lembrar que Diana o pegara no colo diversas vezes quando bebê.

-Quanto a sua queixa, - continuou ela - eu não preciso pedir autorização para escolher um sucessor, criança. E não seria leviana ao ponto de dar o cargo a ela apenas porque é minha filha. Nike está à altura de sua equipe e quem está garantindo isso sou eu.

-E eu. – completou Bruce, do outro lado da cadeira.

-Nós. – disse Clark – Diana escolheu sua sucessora e tem o aval de mais dois fundadores. Não há o que discutir quando a permanência de Nike no grupo, Rex. – ele estreitou os olhos para o homem de aço, incomodado, mas não disse nada.

-Então por que nos trouxeram aqui? – pela primeira vez o jovem Lanterna Verde abriu a boca, a voz calma, aparência tranqüila em total conformidade com sua aparência de monge budista (embora verde) – Não precisavam pedir uma reunião secreta na ala dos fundadores para apresentá-la, podiam simplesmente ter nos informado lá no saguão. Sendo assim, imagino que tenham outro assunto para tratarem conosco.

-E esse sim depende da aprovação de vocês. - concordou o velho Batman, completando o raciocínio do monge verde. Fez uma pausa mais longa do que o necessário para entrar no tal assunto – É um pedido pessoal meu.

-Nosso. – completou Terry – Alias, é mais meu do que seu.

-E qual é o pedido? – perguntou Marina curiosa.

Entre o silencio que se seguiu, Terry tirou o capuz, revelando suas feições. Nenhuma surpresa, no entanto, nos dez anos que trabalhara junto a eles, sua identidade secreta deixou de ser segredo para os homens e mulheres dentro daquela sala.

-Imagino que saibam quem é o garoto baleado que subiu.

-Seu irmão. – disse Gavião Guerreiro.

-Exato, e eu preciso da ajuda de vocês para protegê-lo.

XXXXXX

Ele abriu os olhos atordoado.

-Você acordou? Que bom. - os olhos verde esmeralda brilhavam para ele, emoldurados pelo cabelo negro e o sorriso farto - Está se sentindo melhor?

Matt acenou em positivo, enquanto se mexia na cama levemente.

-Onde estamos?

-Você não vai acreditar se eu te contar.

Ele esticou-lhe a mão para tocar-lhe a face, próximo a altura dos seus olhos. Gabrielly logo entendeu o motivo.

-É, eu não tenho fotofobia... – disse, o sorriso meio falhando – Sou meia Tanagariana... Os olhos são de minha mãe.

-Tamaraniana. Então, é por isso que você voa e... – levou a mão as dela.

-...solto raios pelas mãos, é. – deu de ombros – Desculpa pela mentira. Mas não é algo que a gente costume contar no primeiro encontro...

Ele riu com ela, até que, em uma mexida maior na cama, tomou consciência da dor e levou a mão à perna.

-Ta doendo muito? – ela perguntou preocupada.

-Não. – mentiu.

-Eu posso chamar alguém.

-Não, serio, não precisa... É só que... – olhou ao redor mais uma vez - onde a gente está?

A resposta que teve foi a porta se abrindo e dando passagem aos dois caras que ele vira com ela mais cedo.

-Eu não acho que isso vá acontecer, serio. – dizia um deles antes de pousar os olhos sobre a proximidade entre ele e a Grayson – Isso é mesmo necessário?

-Ah Jack, ele está machucado. – respondeu Gabrielly, enquanto se afastava de Matt e ia cumprimentar os recém chegados com beijinhos no rosto.

-Eu também estava e não te vi lá pendurada na minha cama... – ele rosnou em resposta.

-Deixe de ser ciumento. – disse o outro – Você só precisou pegar um sol e já está de pé de novo. – esticou a mão na direção de Matt – Não fomos devidamente apresentados ainda, prazer, eu sou Darek Drake Wayne, primo da Gabrielly. E esse ciumento de plantão é Jack Danvers, nosso amigo de infância.

-O que voa... – concluiu – Você já está bem? Aquele laser pareceu ter te atingido feio.

-É que o laser era de Kryptonita. – respondeu ele.

-Kryptonita? – Matt piscou algumas vezes, enquanto de lembrava da onde tinha lido aquela palavra antes, e o que ela significava - Então, você... É filho do Superman?

-Não, primo. Em segundo grau.

Matt voltou os olhos para Darek.

-E você? Qual o seu poder?

-O melhor. – apontou a cabeça com o dedo – Cérebro. Eles não costumam pensar muito, sabe.

-Hey! – Gabrielly deu-lhe um tapa no ombro – Lógico que a gente pensa...

-O Derek só costuma fazer isso muito mais rápido, só isso. – disse Jack.

Não podia ser só isso.

-Mas eu vi você lutando e foi... Impressionante. – comentou Matt, tentando esconder a inveja.

Darek deu de ombros.

-Sempre gostei de artes marciais. – disfarçou – E costumo ser um aluno dedicado... Nada demais.

-Ah me desculpe cara, mas aquilo que você fez lá não é coisa de quem gosta SÓ de artes marciais... Nem de um bom aluno.

-Hehe. – riu Jack – Olha só, ele também pensa. – deu tapinha no ombro de Darek – Quero ver se livrar dessa agora.

O outro cruzou os braços.

-Na verdade, não creio que precisarei me explicar muito.

-Como assim? – para variar, Jack não acompanhou o raciocínio dele.

-Para terem nos trazido para onde estamos, tenho certeza que ele terá duvidas mais importantes para perguntar do que da onde provêem as minhas habilidades físicas.

-O que volta a minha pergunta original. – disse Matt voltando os olhos para Gabrielly – A onde nós estamos?

Ela deu um sorriso sem graça antes de finalmente responder.

-Satélite da Liga da Justiça.

-O que?

XXXXXX

-Então, o guri está com problemas? – perguntou o líder do grupo.

Terry balançou a cabeça levemente em resposta.

-Matt está sendo perseguido e não sabe disso. Ele não tem noção do perigo que corre.

-E quem está atrás dele? – perguntou Joe.

-Ra's Al Ghul. – respondeu o seu padrinho, fazendo quase todo o grupo arregalar os olhos.

-Ra´s? Ra´s Al Ghul? – repetiu o jovem Lanterna Verde – o garoto está sendo perseguido pela liga dos assassinos? – era no mínimo estranho vê-lo tratando Matt por "garoto" já que o LV não parecia ser mais velho que ele – O líder da Liga dos Assassinos?

-Dentre outras organizações criminosas, sim, ele mesmo. – disse Terry.

-E o que ele quer com seu irmão? – fora a primeira pergunta de Nike como parte do grupo, e, como tal, ao que parece, Bruce achou que ela deveria ser respondida a altura.

Diferentemente de todos na sala, Nike não tinha noção do tamanho do problema que eles tinham. Então, o pai verdadeiro acionou o sistema holográfico para auxiliou na curta explanação.

-Ra's Al Ghul é um terrorista e assassino internacional cujo objetivo final é um mundo em equilíbrio ambiental perfeito. Ele acredita que a melhor maneira de alcançar este equilíbrio é eliminar a maior parte da humanidade. – fez uma leve pausa antes de continuar – Ra's costuma utilizar os Poços Lázaro que...

-Eu sei o que são. – disse a filha o cortando por um momento.

Ele acenou em positivo, a encarando por um momento. Continuou.

-Estes poços têm lhe concedido uma vida útil de vários séculos. Porém, há alguns anos, ele não pode restaurar seu corpo original e teve que transferir a sua consciência para o corpo da filha, Tália Al Ghul. O que ele considera geneticamente aceitável, mas não o ideal.

-Por ser um corpo de mulher. – disse Diana – O que me consola é que ele deve passar maus moçados todo mês...

Marina segurou a risada enquanto a filha lhe dava um sorriso, entendendo o ponto que a mãe expusera. Tensão pré menstrual não era algo que nenhum homem saberia lhe dar direito.

Em seguida ela voltou o olhar para Bruce e, perceber que ele lhe observava a deixou incomodada, a fazendo perder o sorriso. E, mesmo que ele não demonstrasse nenhuma expressão por de baixo da máscara, a sensação de que o ex-marido de sua mãe tinha raiva dela só aumentava.

-Ah... Mas o que tudo isso tem haver com o Matt? – perguntou, por fim, tentando se livrar da sensação.

-Ra's está em busca de um corpo masculino para transferir sua consciência novamente. – disse Terry – Mas não pode ser qualquer corpo e, na avaliação doentia desse maluco, eu e meu irmão temos a genética adequada para isso.

-E por que ele e não você?

-Eu não sou tão fácil de pegar como o Matt, Gavião.

-Mas o que vocês têm de tão especial? – mais uma vez a pergunta de Nike silenciou o grupo.

A maioria deles conhecia a história, ou parte dela. Sabiam que isso era um assunto pessoal do venho Batman, e só cabia a ele o direito de responder a pergunta.

Ela logo percebeu isso assim que todos voltaram seus olhares para ele. Então, ela também o fez, aguardando pacientemente as palavras que demoraram a vir.

Bruce passou mais tempo que o necessário pensando no que implicaria contar a ela essa parte da história. Afinal, aquele também era o real motivo de estar mentindo sobre a paternidade que ela tanto queria saber e, ele não era burro, sabia bem que a filha não engolira a mentira que lhe aviam contado por completo.

Inclusive ele não sabia se tinha orgulho ou raiva dela ter lhe puxado nesse ponto.

-Ra's foi meu mestre. – começou a dizer, pausadamente – Na sua concepção eu sou o melhor aluno que ele jamais teve... E... ele acha que minha genética ideal para o desenvolvimento pleno das capacidades físicas e mentais humanas.

Ela parecia confusa e, quando ele parou de falar, ficou com a expressão de quem estava esperando-o continuar.

-Mas o que isso tem haver com eles? – perguntou ao perceber que Bruce havia terminado com a explanação.

Foi Terry quem a salvou.

-Geneticamente falando, eu e meu irmão somos filhos dele. – e fez um movimento com a cabeça apontando para Bruce.

Ela piscou algumas vezes, parecendo incomodada com a informação.

Gavião Guerreiro rosnou.

-É, concordo que o jovenzinho é uma presa bem mais fácil que você ou o outro filho dele.

-Outro filho? – certo, agora era claro o incomodo de Nike com a informação. Ela ali preocupada por ter sido o motivo do fim do casamento da mãe e o homem já tinha um monte de filhos espalhados por ai?

-O padrinho tem três filhos. – disse Joe, lhe explicando a situação – Dois adotados e um de sangue... Bom, além dos McGinnis, mas no caso deles a ligação é apenas genética. É uma história meio longa...

-E qual é o plano para manter Al Gluh longe? – Rex jogou a pergunta para os Batman a sua frente, mudando o assunto. Se a novata queria explicações que as procurasse depois.

-O jovem McGinnis tem o roby de lutar contra criminosos a noite. – começou a dizer Bruce – O plano é fazê-lo acreditar que a Liga se interessou por ele e quer trazê-lo para cá, para treiná-lo. Conseqüentemente o tirando de circulação.

-Isso aqui não é um jardim de infância.

-Rex, por favor. – reclamou Marina mais uma vez – Nós o ajudamos com a sua irmã quando você precisou.

-Eu sei do incomodo que isso pode causar, Rex, - disse Terry - mas o satélite da liga é o segundo lugar mais seguro para ele no momento.

-Segundo? – Joe riu – Imagino que o primeiro seria a Batcaverna.

-Na verdade, a Batcaverna é o terceiro. – respondeu McGinnis – Mas, para levá-lo para lá, inevitavelmente eu teria que lhe dizer quem sou. Algo que eu queria evitar, ou, pelo menos retardar. – suspirou – Trazê-lo para cá é uma forma de prepará-lo sem que ele descubra sobre mim.

-E onde os demais entram nisso? – perguntou o Lanterna.

-Eles completam a fachada. – respondeu, dessa vez, o primeiro Superman – O jovem McGinnis não acreditaria ter sido selecionado sozinho, depois de vê-los em ação. O jovem Drake e a Gayson já tem um certo treinamento, sendo netos de quem são... – um olhar denunciou para Nike que o avô se tratava do velho Batman – ...E estão a par da situação. Jack seria um bom poder de fogo também e já passou da hora de receber um treinamento devido.

Houve um curto silencio depois dessa explanação, até que Terry resolveu levantar a questão decisiva.

-Então? Posso contar com vocês?

Marina foi a primeira a concordar.

-Mas é claro que pode. Eu vou me encarregar pessoalmente da grade de treinamentos deles e com muito prazer, Terry. – disse sorridente.

O Lanterna balançou a cabeça em concordância.

-É sempre bom passar nossos conhecimentos a diante. Conte comigo parta as aulas teóricas.

Ele olhou para Nike. Ela acenou em positivo.

-Se eu já tenho voto, o meu é sim. – respondeu - Ficarei feliz em ajudar.

-Gostaria de sugerir a inclusão da Karla nesse novo grupo de novatos. – disse Joe – Ela já havia sido aprovada na nova seleção, mas receberia o treinamento sozinha... – deu de ombros – Ela e o Jack vivem brigando e, como ela é mais forte que ele – riu – vai ser engraçado vê-la chutando a bunda dele de vez enquanto.

Terry deu um sorriso para o amigo, ele sempre arrumava um jeito de fazer o ar parecer menos pesado. Então, voltou a atenção para o último deles.

Gavião Guerreiro bufou contrariado.

-Eu sei que vou detestar isso... Mas, sim, pode contar comigo também. Somos um time, afinal.

-Obrigado, Gavião. Obrigado mesmo.

XXXXXX

Continua...

XXXXXX

Ola leitores!

O que acharam do capitulo novo com a apresentação de mais 3.245 personagens? Até parece uma revistinha corriqueira da DC ne hauahauahua

Desculpem, deve ter ficado confuso. Mas, eu não inventei muita coisa não. Os integrantes da Liga da Justiça seguem a formação mostrada na serie de desenhos Batman do Futuro, excluindo a Barda.

Nota: O Lanterna Verde era um garotinho quando Terry começou a trabalhar com eles, então, imagino que ele não seja muito mais velho que o Matt nos dias que se passam a fic. Mas eu não sei o nome dele. Se alguém ai souber e puder me dizer, vai ajudar e muito mais pra frente.

Sim, eu estou tentando recriar algo como os Titãs, ou quem sabe a Justiça Jovem. Vamos ver como os personagens vão se relacionar entre si, se renderem boas cenas é capaz de ampliar a participação deles.

Esse capitulo foi bem mais explicativo, só conversa e nada de ação, nem de romance. Mas ele é um marco de mudaça na fic.

Espero que tenham gostado das surpresas (ida para o satélite, inclusão da Nike na Liga e aparecimento da Trindade).

Melhor, me deixem um comentário dizendo o que acharam dessas novidades. ^^

E agora? Como a Nike vai fazer para descobrir quem é o verdadeiro pai?

E será que o plano de afastar o Matt não vai acabar o fazendo descobrir quem é o Terry?

E os shippes? Já tem alguma torcida?

bjs

Gilda



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