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História New Horizon- Facing Ages- HinnyRomione - Capítulo 1


Escrita por: Dralrs

Notas do Autor


Oi gente!
Após um longo hiatus( muito mais longo do que havia previsto) cá estou eu de volta para continuar contando um pouquinho do que imagino para o futuro do quarteto fantástico.
Recuperada psicologicamente da pandemia pude deixar minha criatividade fluir e trazer aqui para vocês um pouco de alegria, afinal, nos tempos mais sombrios precisamos nos lembrar de acender a luz, e a minha luz são vocês leitores. Eu estava com muita saudade de escrever essa história, ela tem sido o meu refúgio nas ultimas semana e realmente espero que gostem.
Agora antes de eu deixar vocês lerem:
1- Se você me conheceu há pouco tempo e não leu a primeira temporada, pode ler a segunda com tranquilidade, a continuação se passa pouco mais de 2 anos depois.
2- Essa temporada, conforme me pediram no insta, vai ser um pouco mais leve, mais familiar, mais romântica, MAS... Terá seus periodos de drama. Cada um dos 4 protagonistas terá seu grande arco, e o primeiro será Ron.
Agora por favor, leiam! Mal posso esperar para mostrar o que já tenho pronto!
Até daqui a pouco nas notas finais...

Capítulo 1 - Everybody hates distance


Fanfic / Fanfiction New Horizon- Facing Ages- HinnyRomione - Capítulo 1 - Everybody hates distance

New Horizon- Facing the ages– Hinny/Romione

 

“Não é a distância que mede o afastamento.”

 

Capítulo 1- Everybody hates distance

Junho 2003

Ronald trancou a porta do seu quarto da hospedagem após um longo dia e se largou na poltrona na varanda.

Não que tivesse sido uma longa viagem entre Londres e Paris. A chave de Portal fora relativamente tranquila de enfrentar. Difícil era o que lhe esperava nos dias seguintes. Isso sim o estava cansando. Paris estava ameaçada por Linux Goulard, um louco matando com a varinha sem motivo aparente, e que dava sinais de querer se espalhar pela Europa. Não havia previsão de quando iriam sair do país, e os franceses recrutaram esforços. Kingsley deu ordem expressas para que só voltassem após o homem ser capturado.

Sacudiu a cabeça, tentando esquecer os problemas por um instante.

O vento perfumado que bateu em seu rosto o lembrou Hermione. Ainda que tivesse visto a mulher mais cedo aquele dia, doía pensar nela sem saber quando se veriam de novo. Vendo a cidade iluminada da sacada, o ruivo decidiu que escreveria à mulher, dizendo que tinha chegado bem ao país, e que já estava instalado.

Minha querida Hermione,

Já estou acomodado no hotel. O funcionário do ministério francês nos encontrou na floresta de Haguenal para recolher a chave de portal e nos colocou num trem até a capital. Aqui no hotel, antes de ir embora, recebemos dele um mapa para entrarmos no ministério, e é uma sorte que você tenha me ensinado aquele feitiço para traduzir placas e livros. Não ouço uma palavra de inglês desde que cheguei. A não ser que se conte, é claro, os resmungos dos aurores que estão sob meu controle. Acho que Kingsley deve realmente confiar em mim para me oferecer uma chefia de missão com apenas dois anos de formado.

Ah, e você tinha razão em dizer que Paris é um dos locais mais lindos que conheceu. Pelo visto, ela continua sendo a “cidade-luz” que visitou com seus pais há 10 anos. Ao passarmos rapidamente pela rua de frente, que está no centro da cidade, percebi que os trouxas franceses parecem ser as pessoas mais bem humoradas e falantes da terra. Falam tão rápido quando os Delacour e parecem andar dançando. Olhando essa beleza toda é difícil de acreditar que a cidade esteja sob uma ameaça.

Amanhã vamos ao ministério, e posso te garantir que não demorará mais que um par de semanas para emboscarmos Linux. Quer dizer, é o que espero. Não sei se consigo ficar mais tempo do que isso longe de você.

Fico agoniado de pensar em você sozinha nessa casa enorme. Espero que Bichento cumpra o papel dele e vigie a vizinhança direito. Se em qualquer momento ele der um alerta, não banque a heroína, meu amor. Corra para a lareira e deixe os aurores resolverem o resto. Fique bem, e então eu estarei bem.  

Vai ser difícil ficar tão longe, já que até o vento aqui tem seu cheiro, mas é meu trabalho. Já conto os dias pra te ver de novo.

Seu Ron.

Terminou a carta e não demorou a ir se deitar.

No dia seguinte, após um belo café da manhã, Ronald chamou os demais aurores do batalhão para uma conversa.

– Escutem, não podemos sair todos juntos, vai chamar a atenção dos trouxas na rua. E mesmo os bruxos desse hotel poderão ficar desconfiados. Então vamos descer em pequenos grupos de 3 ou 4 e em horários diferentes. Eu vou na frente com Greg, Hyacint e Jared, depois de dez minutos sai outro grupo, até saírem todos, correto?

Todos assentiram, e Ron corou as orelhas de leve. Ainda não estava acostumado a liderar, especialmente sendo mais novo que alguns dos aurores que estavam ali.

– Mantenham suas varinhas dentro do casaco, mas a fácil alcance. – ele sussurrou para os três colegas ao saírem do hotel.

Ron sacou o mapa do bolso e o seguiu, os outros o imitando. Olhou atento as placas nas esquinas até finalmente chegar ao sexto distrito e se deparar com a Fonte de Wallace na Praça Furstemberg.

– Certo, agora lembrem-se. Basta tossir e vamos ser levados para o subsolo.

Ele foi na frente, encostando displicentemente na fonte e fingindo um acesso de tosse enquanto a raiz das árvores ao redor subiam e formavam uma espécie de gaiola ao redor dele. Em segundos, sentiu-se sendo puxado para baixo, a escuridão o cegando totalmente, até o elevador parar em um saguão magicamente iluminado, com uma voz estridente anunciando repetidamente:

Bienvenue au Ministère des Affaires Magiques de la France.

Rony deteve-se alguns segundos para olhar ao redor. O átrio do Ministério da Magia francês exibia, no centro de sua cúpula de vidro, o brasão do ministério com o lema: “Incanté, Envouté, Conjuré”, bem como a data de fundação, 1790. Em volta do brasão, Ron se impressionou ao ver desenhos de criaturas e constelações.

“Uau, Hermione ia surtar aqui...”, ele pensou, enquanto sacava a varinha para traduzir a placa que exibia os departamentos em cada andar e saber onde precisava ir.

Nível 5- Departamento de cooperação internacional em magia

Se dirigiu então ao elevador para chegar ao quinto andar, sinalizando discretamente para os aurores que o procuravam.

O elevador parou e Ron sorriu aliviado ao se deparar com o embaixador inglês que o ministério mantinha na França.

– Borgs! Obrigado por me esperar em frente ao elevador, ficaria um pouco perdido. – Ron cumprimentou o careca bigodudo com um aperto firme.

– Não foi nada, rapaz. Já vou te levar para conversar com o Ministro, mas antes vamos à minha sala para eu atualizá-lo. – E acrescentou olhando os outros aurores, completamente distraídos observando o corre-corre dos bruxos franceses – Vocês também.

Borgs voltou a andar e Ron revirou os olhos e olhou feio para os outros, resistindo a vontade de azarar dois deles, que tinham os olhos pregados numa garota provavelmente veela.

Quando todos estavam acomodados, o embaixador foi até a mesinha de centro e abriu sobre ela o que só podia ser um mapa de Paris.

Com um toque de varinha, o mapa ficou animado e uns pontinhos pretos apareceram.

–Aqui estão as vítimas de Linux.  Não há um padrão de idade, sexo, feitiço usado para matar e nem parentesco com ele. Além de bruxos, dois trouxas também foram assassinados. Logo, não podemos sequer supor o motivo dos crimes. Já estamos há duas semanas sem um novo assassinato.

Ron passou a mão pelo queixo, pensativo.

– Ok, Borgs, mas quem é esse homem?

– Aí está o problema. O nome que assina com o sangue das vítimas é Linux Goulard. Mas obviamente o nome não existe. Nosso livro de nascimentos não registrou ninguém com esse nome. Tudo o que sabemos, com base em uma testemunha, é que o assassino é um homem branco, de meia idade, cabelos loiros encaracolados, e que ele tortura as vítimas antes de matar. Sem saber sequer o nome não temos como ver seu histórico criminal.

– Então estamos na estaca zero?– Ron perguntou enquanto analisava o retrato falado. 

– Quase isso. Nosso esquadrão está dividido em locais onde ocorreram os assassinatos.

Ronald quis rir. Isso era o mesmo que nada. O assassino dificilmente apareceria novamente no local onde já vez uma vítima.

– Ele age sozinho?

– Não sabemos.

O ruivo coçou a cabeça, distraído.

– Então temos um louco com uma varinha por aí, matando quem quer, não temos pistas sobre quem ele é ou o motivo pelo qual faz isso, nem se tem capangas.

Borgs assentiu.

– Exatamente. E o que mais me irrita é a falta de padrão. Estamos há uma semana sem assassinatos, após dois dias com pelo menos uma morte cada, e alguns dos assassinados são trouxas. Temos homens, mulheres e até crianças entre as vítimas, e até os feitiços que usa para matar pelo visto são diferentes, de modo que não adianta pedirmos ajuda da polícia trouxa, que investiga as mortes como casos separados. Não teríamos como dizer a eles o que esperar.

– Muito bem. Quantos aurores vocês são aqui?

– São quarenta, mas 10 deles estão em outras missões no exterior. E temos 10 do ministério da magia espanhol, 10 alemães, e vocês, que são 10 também.

– São poucos. Agora entendo o pedido de ajuda do ministro.

– Além de sermos poucos, aqui o treinamento é mais leve, não é do nosso costume lidar com esse tipo de crime. O pior é a população bruxa nos cobrando respostas. O ministro teme perder o cargo.  Você, já tem alguma ideia de por onde começamos?

O ruivo assentiu.

– Algumas.

– Vamos lá conversar com o ministro então. Boulevard está ansioso para ouvi-las.

Rony fez que sim, pediu os aurores que esperassem onde estavam, e deixou que o homem o levasse até Jacques Boulevard, ministro da magia francês. O homem, alto e franzino, sem barba nem bigodes mas com um nariz muito fino, deu um sorriso tão logo Ron entrou no aposento, estendendo a mão a ele:

Prazerr em ver-loo Wesliy! – Ele disse num inglês bem ruim.

– O prazer é meu.

Você sabeé como podemos pegarr essa Linux?

– Tenho algumas ideias que talvez funcionem.

Muito bem, poda começarr!

[...]

Gina acordou e tateou a cama em busca do braço protetor de Harry, mas para sua surpresa não encontrou. Abrindo os olhos e se espreguiçando viu que ainda estava escuro. O relógio de cabeceira mostrava 4:50 da manhã.

– Que estranho... Harry deve ter perdido o sono.

A ruiva colocou o robe de ceda por cima da camisola e saiu à procura do marido, indo encontrá-lo no escritório, contemplando uma foto de James e Lilian parecendo estar a quilômetros dali.

– Perdeu o sono, querido? – ela o abraçou por trás, e Harry a puxou para seu colo.

– Perdi. – Harry respondeu após um selinho, suspirando.

– Harry, o que está acontecendo, quer me contar?

– Apenas perdi o sono, baby, não se preocupe. Não tem nada acontecendo – ele mentiu.

– Ótimo, quando você resolver contar esse nada para mim estarei aqui para ouvir.

Gina se levantou para fazer café sem dizer mais uma palavra e Harry gemeu, frustrado, bagunçando os cabelos. Não queria envolver a mulher ainda, precisava de um espaço, de pensar sozinho, mesmo sabendo que estava aborrecendo-a ao fazer isso.

Tentou esquecer o assunto ao menos por uns minutos e ir atrás de Gina, dar a ela um pouco mais de atenção.

 

– Quer ajuda? – Ele perguntou, encostado ao batente da porta, vendo a mulher preparando o café.

– Adoraria. Eu não tenho problemas em aceitar ajuda, ou ombros amigos. – ela respondeu, ácida.

Harry não tinha o que responder, então apenas começou a preparar o chá para eles, enquanto ela fazia as panquecas.

– É só uma situação difícil no trabalho. Não te disse porque não queria te encher com meus problemas. – Ele disse, soando pouco convincente.

Gina apenas bufou em descrença e terminou de preparar o café. Se ele não queria contar o que estava acontecendo é porque queria viver no silêncio, e era isso que ele teria. Detestava quando ela e Harry tinham essas brigas silenciosas, mas dessa vez ela não via outra saída.

Harry, por outro lado, se amaldiçoou por ter irritado a esposa. Não é que ele não confiasse nela, ao contrário, Gina era seu ponto de apoio. Mas esse assunto, sentia, tinha que resolver sozinho primeiro.

Ele tomou seu café e, antes de subir para se despedir de Teddy, deu um beijo na testa da esposa.

– Ainda que esteja chateada comigo, não esqueça que eu te amo. Eu te contarei, quando estiver pronto.

A ruiva nada respondeu e fingiu que o marido sequer tinha falado algo. Quando a porta da casa bateu minutos depois, Gina deixou-se jogar na cadeira da cozinha, com a cabeça nos joelhos.

Detestava quando Harry a excluía de seus problemas. Quando ia entender que eram casados, e que o problema de um era problema do outro também?

Quando a raiva diminuiu, Gina subiu para se trocar e arrumar Teddy. Ele tinha escola, e ela um longo dia de treino pela frente.

...

Mais tarde, às 18 h, Gina chegava em casa com Teddy, os dois com rosto vermelho de apostarem corrida no meio da rua.

– Ganhei de novo, Gina!

A ruiva sorriu e se agachou para dar um beijinho no afilhado.

– Você é um atleta! Agora vamos ver se você também é o primeiro a chegar no banheiro.

– Ah não, banho não!

Gina abriu a porta e o garoto entrou emburrado.

– Eu queria brincar...

– Já tivemos essa conversa, rapazinho. Não vou falar de novo. Banho agora! – E apontou para a escada com cara fechada.

Ele subiu resmungando, e Gina segurando para não rir ao ver o cabelo azul se tornar vermelho vivo. Nesses momentos, a saudade de Tonks e Lupin apertava, e Gina tinha que se controlar para não deixar que Teddy percebesse.

A campainha tocou no exato momento que Gina acabava de vestir Teddy.

– Teddy, vai lá no seu quarto brincar. Eu já vou te colocar para dormir.

– EBAAA! – Ele gritou e saiu correndo para o quarto.

“A essa hora só pode ser a Mione”, ela pensou.

– Não derruba a casa, Teddy! – Gritou por cima do ombro enquanto descia para atender a porta.

Ao espiar pelo “olho-de-sogra” e confirmar que era a cunhada, Gina rapidamente abriu a porta.

– Oi!– Gina a abraçou tão logo fechou a porta.

– Oi! Desculpe a hora. Harry está?

Gina fez que não, e suspirou aborrecida.

– Ótimo, assim posso desabafar sem correr o risco de Rony ficar sabendo de algo.

Gina deu um tapinha no ombro da amiga.

– Vamos na cozinha. Vou fazer um chá enquanto você me conta o que tá acontecendo.

A morena a seguiu e esperou o chá ficar pronto e ter a total atenção de Gina. 

– Então, por que está tão tristinha? Falta do chato do meu irmão?

Hermione fez que sim, seus olhos já se enchendo de lágrimas.

– Já fazem 2 semanas, Gina. Duas semanas inteiras dormindo sozinha naquela casa enorme. Bichento vigia a casa, mas não fala. E tem quase uma semana que não recebo mais nenhuma notícia. Estou preocupada.

A ruiva deu um sorriso triste.

– Hey, não vai acontecer nada. Fica calma.  Temos que nos acostumar com essas viagens louças de Harry e Rony para o exterior. Eles são dois dos melhores aurores do ministério, é natural que Kingsley os escale.

– Eu sei, é só bobagem minha. Mas só sossego quando Ron está ali, do meu lado.

Gina apoiou o rosto na mão, resmungando:

– Sei como é.– disse olhando para o relógio que marcava 18:30. – Distância é um saco. Mas pelo menos a distância entre vocês é física.

Mione franziu o cenho, sem entender.

De repente, Gina suspirou e olhou para Hermione.

– Harry está estranho nos últimos dias.

A morena a olhou séria.

– Estranho como, Gina?

– Ele está me escondendo algo. Já conversei, dizendo que o que quer que fosse para ele me falar, que eu poderia talvez ajudar. Mas ele nega, e diz que é só impressão minha, ai hoje ele falou que não está pronto para me contar. Mas Mione, eu conheço Harry até de olhos fechados. Ele está no auge do estresse ultimamente, emburra por qualquer coisa, grita com Teddy. Harry não é assim... E outro dia ele chegou 20h em casa, pediu desculpas dizendo que estava numa reunião, e subiu para tomar banho normalmente, como se nada tivesse acontecido. O que quer que seja que ele não está contando, deve ser grave.

Mione ouviu a cunhada com atenção.

– Será que ele quer separar de mim? – Ela fez a pergunta que vinha lhe perturbando.

– Não, Gina. Isso não é. Harry rasteja aos seus pés, ele nunca te deixaria.

Gina deu de ombros. Queria tanto acreditar em Hermione. Mas se não era isso, o que era?

Um silêncio desconfortável pairou entre elas.

Mione enrolou uma mecha de cabelo nos dedos enquanto pensava em como ajudar os amigos.

– Bom, se quiser eu posso conversar com ele discretamente, tentar entender o que está acontecendo. – a morena falou, por fim.

– Obrigada, Mione! – Gina apertou a mão da amiga, sorrindo.

Um estrondo foi ouvido no andar de cima e as duas gritaram juntas:

– TEDDY!

Elas subiram as escadas correndo, a tempo de ver o garoto de apenas cinco anos com a goles na mão, a vassoura infantil entre as pernas, e a estante do quarto reduzida a destroços.

Mione e Gina sacaram as varinhas e rapidamente arrumaram a bagunça. Depois, Gina colocou o afilhado de castigo e Mione ficou a observando da porta do quarto, se segurando para não rir. Gina era idêntica à Sra Weasley. Até os discursos eram parecidos.

– EU TE ODEIO! – O garoto gritou quando Gina ia saindo, mas ela apenas revirou os olhos.

– Desculpe por isso. Você vem conversar e eu passo meia hora dando sermão no Teddy na sua frente.

Mione gargalhou.

– Não se preocupe. Bem, acho que já vou. Senão fica muito tarde.

– Espera. Dorme aqui hoje pelo menos. – Gina pediu.

Mione pensou alguns segundos, até que sorriu e aceitou.

– Obrigada.

– Eu que agradeço. Também tenho me sentido sozinha, já que Harry não tem mais hora de chegar em casa como você vê.

Mione suspirou e abraçou a amiga de lado.

– Tenho certeza que já já ele volta ao normal. Harry é cabeça dura mas precisa de você.

Gina deu de ombros, mudando de assunto.

– Eu estou com fome, e você também deve estar. Vamos fazer o jantar e colocar a conversa em dia.

– Vamos.

Minutos mais tarde, enquanto se sentavam para comer, Harry chegou, parecendo exausto.

– Ah, oi Mione!

– Oi Harry – A morena respondeu secamente, deixando claro que não aprovava o silencio entre ele e Gina, em quem ele simplesmente deu um selinho.

Ele se sentou para jantar com elas, e estranhando a ausência de Teddy questionou Gina.

– Cadê nosso garoto?

– De castigo, quase derrubou a casa agora há pouco. Vou levar comida para ele daqui a pouco. – Ela respondeu sem olhar para ele.

– Pode deixar, eu levo. – Harry respondeu, olhando para o prato.

Harry subiu com a bandeja minutos depois e Mione pousou o garfo no prato balançando a cabeça.

– Bom, pelo menos conversamos um com o outro. Nem foi tão ruim assim.

– Não foi ruim, realmente, foi péssimo!- a morena rugiu com ironia.

Gina revirou os olhos.

– Pelo amor de Deus, vocês estão muito mais distantes do que eu e Rony, e olha que temos um oceano nos separando!! – Ela disse exasperada.

– E que culpa tenho eu? É ele que não quer falar comigo, estou só dando a ele o que quer!

Mione resmungou, mas mudou de assunto para melhorar o clima péssimo da casa, e elas ficaram até tarde conversando na sala.

No dia seguinte, ela e Harry saíram juntos para o ministério enquanto Gina deixava Teddy na escola. Eles se separaram na entrada do ministério, mas ao invés de descer no seu andar, ela desceu no andar de Harry, cercando-o antes que sequer pensasse em sair da sua sala para alguma das reuniões intermináveis.

– Harry.

– Mione, precisa de mim? – Ele desviou o olhar da pilha de papeis em sua mesa para a porta.

Ela fez que sim.

– Preciso que me conte o que está escondendo de Gina. E vai ser agora.

Hermione rapidamente sacou a varinha e trancou a porta. Ele estava encurralado. Agora era a hora de começar a falar.


Notas Finais


Então, estamos de volta com nossos queridos personagens, cada um envolvido com seu próprio drama pessoal.
Romione fisicamente distantes um do outro, Hinny emocionalmente distante.
Alguma pista do que está acontecendo com Harry?
Ron amando o trabalho de auror e arrasando...Vocês vão entender muito em breve o arco que desenvolvi para ele e que vai certamente impactar o restante da temporada. Cara, o Ron é de longe um dos meus favoritos nessa temporada.
Quando voltarei com o segundo capítulo? Não faço ideia ainda, depende do covid me deixar ter tempo de escrever, porque preciso de ter alguns capítulos de dianteira...
Enfim, espero de coração que tenham gostado, e que estejam dispostos a embarcar nesse mundo mágico comigo.
Até a próxima!
Ah, quase me esqueci:
New Horizon: primeira temporada - https://www.spiritfanfiction.com/historia/new-horizon-hinny-e-romione-17116007
Perfil do insta( para quem quer spoilers): @fanfics.dralrs


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