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História New Horizon- Facing Ages- HinnyRomione - Capítulo 10


Escrita por: Dralrs

Notas do Autor


Oi meus amores. Que alegria poder voltar a contar essa história para vocês!
Tem tanto que eu quero falar, mas antes vamos ao fecho do primeiro arco dessa temporada.
Boa leitura!

Capítulo 10 - Business Man


New Horizon: Facing Ages- Endgame x New game

7 de dezembro

Dezembro rapidamente entrou trazendo as premissas de um inverno rigoroso. O vento agredia o rosto de quem passasse na rua. Enrolados com grossos cachecóis, Ron e Mione saíram do carro para entrar no ministério. A simples travessia da rua foi o suficiente para deixar os dois corados.

Essa manhã seria a última de Ron como auror, e em sua cabeça um filme passava: Toda a guerra contra Rosier imediatamente após a segunda guerra bruxa, depois os pequenos bruxos das trevas tentando ascender aqui e ali... As aulas de defesa pessoal, as investigações de corrupção ( algumas das quais ainda corriam em segredo e teriam seu desfecho em breve)... e por fim, toda a luta para conciliar o trabalho com o casamento, que por mais feliz que fosse tinha momentos difíceis geralmente provocados pela sobrecarga de trabalho de ambos. Cinco anos de auror tinham sido o suficientes para gerar uma vida de lembranças. Ele sempre seria grato a kingsley pela oportunidade de ser auror antes mesmo de enfrentar o pesado treinamento ou prestar os NIEMS, e pela confiança de engarregá-lo da liderança de missões tão importantes. Mas  sua decisão estava tomada e o adeus era certo. Ron sentia que fazia o melhor para ele e para a família. Afinal, estava apenas seguindo o coração.

Apenas quando estava já no elevador, notou Hermione apertar sua mão três vezes. Ele suspirou e sorriu de leve.

– Desculpe, me distraí com meus pensamentos. Disse alguma coisa?

– Não, Ronald, tô apenas apertando sua mão para te mostrar que você não está sozinho.– ela disse, rindo.

– Obrigada.– ele deixou um beijinho na testa de Hermione e , vendo que o elevador havia chegado ao andar, ele se despediu rapidamente e saiu.

Seus pés o levaram direto até a sala que dividiu com Harry ao longo dos últimos anos.

Ao chegar lá, Ron não se surpreendeu ao encontrar a mesa de Harry vazia. O cunhado costumava chegar mais tarde pois tinha que deixar Teddy na creche. O que o surpreendeu, entretanto, foi a dor que sentiu ao olhar para a estante e ver a foto dos dois no dia que foram nomeados autores, um dia após a guerra bruxa. Os amigos da foto, que geralmente riam e se abraçavam, agora estavam olhando para o chão.

Uma lágrima escorreu pela bochecha do ruivo, mas ele a enxugou rapidamente.

– Pelo amor de Merlim, Ronald, você é homem, se controle!– ele se repreendeu, conjurando uma caixa para pegar alguns itens pessoais, como a foto dele com Hermione em Machu Picchu, e o broche da formatura de auror, que ficava decorando sua mesa. Estava quase terminando quando ouviu os passos de Harry e sua respiração pesada.

Um silêncio estranho se estabeleceu quando se encararam. Nenhum dos dois queria admitir o quanto sentiriam falta um do outro.

– Merda, isso está sendo pior do que havia imaginado. Nós vamos continuar nos vendo toda semana, mas por Merlin, eu vou sentir muito sua falta, cara. E nem tente se fazer de fortão porque eu sei que está do mesmo jeito.

Ron riu pelo nariz.

– Eu tô pior que você. Eu vou sentir sua falta também, irmão!  E mesmo de longe, se precisar de ajuda com alguma coisa, venho correndo.

Os dois se abraçaram de lado, evitando se encararem muito.

– Bom, vamos para sua última reunião como auror? – Harry disse num som falsamente animado.

– Bora! – Ron respondeu com determinação e seguiu Harry. Voltaria para pegar a caixa mais tarde.

...

Ronald não conseguia acreditar no que via. A sala de reuniões havia virado um auditório com todos os aurores ( exceto os que tinham de vigiar Azkaban), e todo o corpo de ministros e bruxos da Corte Suprema dos Bruxos.

O ruivo sentiu seu queixo cair enquanto andava até kingsley, mais corado que um pimentão maduro.

– Ministro– Ron o cumprimentou com uma mesura de cabeça.

– Ronald, hoje você é nosso motivo central da reunião. Fique a vontade aqui.– O ministro indicou uma poltrona na frente de todos.

Ele se acomodou, muito emocionado e corado, e olhou para Harry com uma cara de “Eu vou te matar por não me avisar disso”, recebendo apenas um sorriso do cunhado como resposta.

– Bem, Ronald, gostaríamos apenas de dizer a você algumas palavras antes que você siga seu caminho da maneira que acha melhor. Vou começar dizendo que você foi um dos meus homens mais ágeis em combate, o que sinceramente não achei que aconteceria quando vi você e Harry no começo do treinamento. É claro, vocês nunca foram ruins, tiveram infelizmente uma enorme experiência em duelos até que Voldemort fosse liquidado, mas faltava bastante conhecimento ainda. Mas vocês provaram que eu estava errado, e em poucos meses você se tornou um de meus homens de maior confiança, especialmente quando ouviu aquele plano do meu próprio chefe de departamento para me liquidar e correu atrás de um plano que, no fim, salvou minha vida a custo de cicatrizes para você. Essa dívida não serei capaz de pagar.

Kingsley deu uma pausa e Ron apenas sacudiu a cabeça como quem diz “não foi nada” e enxugou os olhos.

O ministro, então, continuou.

– E a minha gratidão, Ronald, é a mesma de todos aqui. E de quem não está aqui também, afinal, você também me ajudou a capacitar meus outros funcionários em defesa contra a arte das trevas. É por isso que eu queria pedir a todos esses bruxos aqui uma salva de palmas.

Um coro de aplausos foi ouvido e Ron sorria em meio às lágrimas que não conseguiu mais segurar.

O ministro conjurou uma placa dourada e retomou a palavra.

– Gostaria que recebesse, em nome do Ministério da Magia Britânico, essa singela placa de honra ao mérito.

Nova onda de aplausos sacudiu o salão enquanto Ron lia na placa: “Ao honrado ex-auror Ronald Billius Weasley, em agradecimento aos anos de dedicação à proteção do nosso mundo.”

O ministro deu um breve abraço em Ron e quando o silêncio se fez novamente, ele pediu a Ron que entregasse seu anel de auror.

O ruivo olhou com uma certa pena para o objeto, mas o entregou imediatamente.

Kingsley lançou um encantamento sobre o mesmo e o devolveu, explicando que ele não funcionaria mais, mas que ele poderia manter o objeto como lembrança. Ron sorriu, e agradeceu pelo que lhe pareceu ser a centésima vez.

Logo após, Ron fez um pequeno discurso de agradecimento aos colegas, especialmente a Harry, desejando sorte a todos nas respectivas missões e afirmando que aqueles cinco anos e meio ali tinham sido seus melhores anos, e que estaria sempre por perto se precisassem dele.

Quando Ron saiu e se encaminhou à sua sala para terminar de recolher seus pertences, a sensação de missão cumprida se apossou dele. Estava fechando um livro muito lindo, e com um final feliz.

15 de dezembro

Ron terminava de se vestir e reparava o reflexo no espelho. Por fora, apenas um homem se vestindo para o primeiro dia no trabalho novo. Por dentro, uma pilha de nervos. Sabia que Jorge havia acertado ao chamá-lo para a parceria na loja, e sabia que estava certo de sua decisão de largar o ministério, mas o medo de decepcionar os outros estava ali. Ele havia aprendido a controlar a ansiedade e a baixa autoestima ao longo dos últimos anos, muito graças à Hermione, mas ainda assim sentia seu coração quase sair pela boca agora, prestes a ir para o beco diagonal reabrir a loja.

A loja havia sido fechada nas últimas 2 semanas para a fabricação das novas linhas de produtos sugeridas por Ron, gerando expectativas nos clientes. A reabertura havia sido o assunto preferido no mundo bruxo, o que divertiu Jorge e apavorou Rony. E se as pessoas não gostassem de suas criações?

Sacudindo da cabeça o pensamento desagradável, Ron de forçou a voltar para o presente e ajustar o nó na gravata, bem a tempo de ver uma Hermione orgulhosa sorrindo para ele.

Ron sorriu para a esposa e se virou.

– Como estou?– Ron perguntou abrindo os braços dando uma voltinha para exibir o terno de couro de dragão preto perfeitamente assentado no corpo.

– Tão lindo quanto no dia que nos casamos. Por mim... – Mione puxou ele de leve pela gravata até que estivessem próximos o suficiente para beijar a ponta do nariz de Ron – Você usaria gravata todos os dias – ela sussurrou.

O ruivo a atacou com um beijo faminto e repleto de sentimentos que não precisavam serem colocados em palavras.  Ambos soltaram um suspiro de lamento quando tiveram de se afastar para tomar fôlego.

– Obrigado.

– Pelo quê?– Mione perguntou sorrindo docemente, enquanto seus braços descansavam nos ombros de Ron.

– Por ser minha, e por estar sempre aqui por mim, me apoiando.

Ela sorriu ainda mais, corando levemente.

– Eu nunca vou sair do seu lado, afinal, isso é um casamento, sabe?

– Sei, e isso me faz o homem mais feliz de todos.– Ron concluiu, deixando mais um selinho em Mione antes de estender o braço a ela para aparatarem até o Caldeirão furado.

Rapidamente, cumprimentaram Heg, o novo dono do Caldeirão Furado, tão simpático quanto Tom, e bateram com as varinhas nos tijolos, esperando a entrada do beco diagonal.

Ainda faltava uma hora para a inauguração, e como o previsto, apenas Jorge e Angelina os aguardavam lá do lado de fora, onde uma cortina cobria as vitrines.

– O homem do momento!– Jorge bradou ao ver o irmão chegando, o cumprimento com um tapa nas costas.

– Cala a boca.– Ron revirou os olhos, corando ao se lembrar da reportagem do profeta diário na semana anterior, mas sorriu.

– E cadê aquele homenzinho?– Ron perguntou ao cumprimentar Angelina.

– Mamãe está tomando conta dele – Jorge explicou.– Achamos que ele estranharia o tumulto e o barulho dentro da loja.

Ron e Mione assentiram.

Ron suspirou profundamente, e Hermione sussurrou:

– Vocês fizeram um trabalho impecável, não precisa ficar nervoso, amor.

O ruivo mordeu os lábios. Estava nervoso demais para ouvir Hermione.

Os quatro engataram uma conversa sobre planos de ampliação da loja, e antes que se dessem conta começaram a ser cercados de consumidores.

Jorge olhou para o novo sócio, apontando para o relógio. Ron balançou a cabeça em afirmação, e levantou o braço para pedir silêncio dos clientes.

– Boa tarde a todos. É um prazer estar aqui, como novo sócio da Gemialidades Weasley, para mostrar a vocês uma nova fase da loja a partir de hoje. A nossa missão continua sendo a de divertir das mais variadas maneiras, com a diferença que a variedade de produtos aumentou. Jorge, faça as honras.

Jorge sorriu, e com um balançar  de varinha, as cortinas desapareceram, e vários “Oh” foram ouvidos.

– Entrem. Estão em casa agora– Jorge disse, abrindo a porta com um floreio.

As vitrines estavam belíssimas e coloridas com as linhas de brinquedos para bruxos de zero a dez anos, que iam desde ursinhos que se transformavam em qualquer animal de pelúcia que a criança pedisse até um jogo de tabuleiro gigante com desafios, em que os peões eram os próprios jogadores. Assim, tão logo a porta foi aberta uma grande quantidade de curiosos se dirigiu a essas novidades.

É claro, os kits mata-aula e os dispositivos de “cola” continuavam preenchendo toda uma estante gigantesca no centro da loja, uma vez que ainda eram os itens mais vendidos. Mas claro, com a reinauguração, tinham sido aperfeiçoados para funcionarem mais rápido e de maneira mais discreta, com menos efeitos colaterais. Agora os kits vinham enfeitiçados para parecerem um material escolar normal, de modo que os pais e professores não desconfiassem.

Na linha de novos itens para adultos, o kit de poções parecia estar fazendo sucesso. Poções prontas para os mais variados tipos de enfermidades e emergências, engarrafadas em dose única, em uma caixa de madeira encantada para caber no bolso. O kit havia sido a novidade preferida de Hermione, que agora olhava orgulhosa a estante se esvaziando mais depressa do que as duas funcionárias conseguiam repor. O olhar dela encontrou o de Ron, e ela piscou para o marido, orgulhosa.

Ron, corado, emitiu um “eu te amo” sem voz e se voltou para mais um cliente que exigia sua atenção.

Pouco mais de duas horas depois, um repórter do profeta diário abordou os irmãos, juntamente com um fotógrafo.

– Senhores Weasley, poderiam nos levar em um tour pela loja, mostrando as novidades e explicando como tiveram essa ideia, e o porquê da ampliação do público-alvo?

Jorge e Rony saíram orgulhosos pela loja, passando por produtos novos e antigos, e por fim mostrando ao repórter e ao fotógrafo o depósito, e enquanto andavam respondiam as perguntas perspicazes do funcionário do jornal.

Na altura em que terminaram a loja já estava próxima ao horário de fechar, mas as filas no caixa eram enormes.

– É maninho, a ampliação nem é mais uma ambição, é uma necessidade.– Jorge murmurou satisfeito para Ron, os olhos de repente queimando ao lembrar de Fred. Ele estaria tão orgulhoso...

– Eu nem acredito... Somos um sucesso!– Ron olhava as prateleiras vazias sem acreditar.

– Mérito seu. Não teria feito nada disso sem suas ideias. Eu estava num bloqueio criativo antes de você vir trabalhar comigo.

– O que só aconteceu porque você me chamou em primeiro lugar. Obrigado pela confiança.

Eles se abraçaram emocionados, e foram ajudar as esposas, que organizavam as prateleiras enquanto os últimos clientes pagavam suas compras.

Somente quando o último cliente foi embora, Ron pode notar Harry e Gina com as sacolas cheias num canto da loja.

Jorge e Ron foram até eles.

– Então vocês vieram... Porque não nos procuraram ?!– Jorge perguntou, abraçando Gina apertado.

– Vocês estavam ocupados o bastante. E elas também. – Harry apontou para Angelina e Mione, que vinham se aproximando agora, nitidamente exaustas mas satisfeitas.

– Harry! Gina! Que bom ver vocês aqui! Desculpe não termos dado atenção a vocês antes.– Angelina se desculpou, um pouco sem jeito.

 Não se desculpem. Foi um sucesso estrondoso... – Gina comentou, abraçando as cunhadas.

– Foi.– Hermione concordou.

– Que tal uma comemoração agora?– Jorge olhou o relógio, que marcava 20h. Ron assentiu com um aceno de cabeça,  Hermione e Angelina, por mais cansadas que estivessem, não se opuseram, e Harry e Gina rapidamente aceitaram.

Fecharam  então a loja, que reabriria segunda feira em horário normal, e foram celebrar o sucesso em um Pub trouxa. A noite de sábado deles só estava começando.


Notas Finais


Ron agora é um homem de negócios, e claro, um marido feliz com o apoio que tem em casa.
Como tinha comentado com vocês, essa temporada será focada nos 4 protagonistas, com um arco para cada um.
Quem será o próximo em apuros? Harry, Gina ou Hermione?
Espero mesmo que tenham gostado. Nós nos vemos semana que vem.
Ah, e pra quem aqui lê "Grangers Diary" tem uma surpresa esperando vocês!
Até


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