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História New Horizon- Facing Ages- HinnyRomione - Capítulo 2


Escrita por: Dralrs

Notas do Autor


Oi meus amores!
Voltei com mais um capítulo da nossa história eletrizante.
Ai gente, pena não ter muito tempo de escrever, porque ideias...
Acompanhem comigo e boa leitura!

Capítulo 2 - Lets clear things up


New Horizon- Facing Ages- Hinny/Romione

 

Capítulo 2- Let’s clear things up

Mione, eu tenho uma reunião em 30 min! Harry resmungou, cruzando os braços.

– Ótimo, vamos torcer para que me conte rápido então. – disse com o sorriso mais irônico que conseguiu dar.

Harry bufou e coçou a cabeça, resmungando algo que lembrava “pobre Rony”.

– Tá bem, Hermione. Senta então. –  apontou para a cadeira a sua frente.

Quando ela se sentou, Harry começou a contar o que vinha acontecido nos últimos 6 meses, desde o cartão de Natal sem assinatura, até a certeza de ter visto Duda o espreitando certo dia quando andava com Gina em Londres, e o aceno que a tia deu a ele um mês antes. Contou então, que a suspeita de que os Dursley estivessem tentando se aproximar dele se transformou em certeza há duas semanas, quando uma carta do tio Valter, escrita de próprio punho, havia chegado pela caixa de correio.

–   Foi uma sorte eu ter olhado a caixinha de correio trouxa. O que li ali, foi uma das coisas mais perturbadoras que já li.

–   A carta dizia o que, exatamente?

–   Meu tio me pediu perdão por tudo que me fez passar, e que na verdade eles tinham inveja de eu ser bruxo e eles não, e bem, me disse que não tem muito tempo de vida. Ele está no último estágio de câncer de pulmão, uma doença trouxa que mata, e que foi causada por todos aqueles charutos que ele fumava todos os dias.

– Ah Harry, seu tio quer te encontrar para pedir perdão, é isso? –  Mione perguntou com os olhos marejados.

Ele fez que sim.

–   Você vai, né Harry? –   Mione perguntou, autoritária.

– Não sei se consigo perdoá-los, Hermione. Ainda tenho muita mágoa. Passei fome, frio e humilhações que não desejaria nem ao meu falecido inimigo.

Mione bateu os braços ao redor do corpo, exasperada.

–  Harry, você precisa tentar!

–  Eu estou tentando, Hermione! Outro dia saí do trabalho e fui até lá na casa deles. Não consegui tocar a campainha.

–  Ah, Harry, e por que esconder isso de Gina? Ela é sua mulher, tem direito de saber o que se passa com você!

–  Porque ela certamente perdoaria, e tenho medo do que ela vai pensar de mim quando souber que não consigo perdoar um homem quase morto! – Ele disse desesperado.

Mione riu de nervoso.

– Você tem medo de ser julgado pela própria mulher? Confia nela tão pouco assim, Harry? –   Mione disse se levantando e dando voltas no escritório.

– Não é isso...

– Harry, me escuta. Gina é sua esposa, ela entende seus traumas do passado melhor do que ninguém. É claro que vai entender sua mágoa. Mas talvez ela possa ter as palavras certas e  ajudar a superá-las.

– Você acha?

– Por favor, Harry. É da Gina que estamos falando, ela tem as palavras certas para consolar a todos. Eu estava arrasada quando fui até sua casa ontem, e acabei tendo uma das melhores noites dos últimos meses.

Harry sorriu.

– É verdade. Por isso que eu amo aquela ruiva.

Mione sacudiu a cabeça, rindo de leve.

– E ela achando que você queria se separar dela.

– Quê?! –   Harry exclamou, deixando cair a xicara de café que tinha na mesa.

– Pois é. Mas vocês pararam de conversar, chega tarde em casa todos os dias sem nenhuma justificativa justa, o que queria que ela pensasse?

Harry gemeu, furioso consigo mesmo.

–   Vou consertar isso agora mesmo! –   Disse se levantando. 

Mione revirou os olhos.

–Mas ela está no treino, seu maluco. E você tem reunião.

– Eu me viro com Kingsley depois, o que não posso é deixar Gina sofrendo por minha causa nem mais um minuto. Obrigado Mione! – ele abraçou a amiga e saiu correndo pelos corredores até o elevador, abandonando a cunhada com um sorriso enorme no rosto.

– Homens– ela deu um muxoxo de impaciência por fim, sacudindo a cabeça bem humorada,  e se encaminhou para o departamento a fim de, finalmente, começar o dia.

...

Gina estava concentrada como nunca aquela manhã. O treino perfeito era o que ela estava fazendo até naquele momento, quando olhou para o chão a tempo de ver Harry, que segurava um buquê nos braços, gritar num megafone.

–  TEMPO TECNICO PARA EU CONVERSAR COM A MINHA MULHER!!

Gina ficou escarlate, não sabia se de ódio ou lisonjeio, e procurou o olhar da treinadora, que apenas sorria para ela.

Ela pousou e foi até Harry, ainda desconfiada.

–   Para você. – Ele ofereceu o buque, que ela segurou de má vontade.

–   Por que desse circo todo aqui, Harry? Me dar flores e continuar me escondendo as coisas não adianta.– disse cansada.

–   Por que eu preciso quebrar o gelo antes de conversarmos.– ele disse, encarando o chão, pois não achava que conseguia encarar Gina diretamente nos olhos após fazê-la pensar que ele não a amava mais.

–   Gelo que você começou! –   Ela resmungou, enquanto cheirava as flores.

“Maldição, já estou me derretendo por ele de novo, o maldito sabe que são minhas preferidas...”, pensou.

– Eu sei, e peço perdão por isso. – Harry enfim levantou os olhos e se separou com a intensidade daqueles olhos castanhos, e sequer conseguiu articular mais uma palavra que fosse.– Mas antes preciso disso...

Gina apenas sentiu um puxão e logo estava nos braços dele enquanto ele a beijava profundamente, deixando-a completamente entregue. Era incrível como ele a tinha nas mãos tão fácil.

Quando se soltaram, Gina ainda o olhava atordoada, mas ele apenas sorriu. Aquele sorriso que ela amava admirar.

–  Primeiro, vamos esclarecer as coisas. Eu te amo e nunca vou querer me separar de você. Nunca duvide do nosso amor, por favor! – Ele disse segurando o rosto dela entre suas mãos e beijando cada bochecha.

–  Mione linguaruda...– ela resmungou.

– Não, ela só me fez enxergar o quanto fui estúpido de te esconder meus problemas e de esquecer que além de minha mulher você é minha melhor conselheira.

Gina passou os dedos pelo rosto de Harry, emocionada.

– Sempre. Então, o que te perturba?

– Onde podemos falar a sós?

Gina avisou a treinadora que demoraria um pouco a voltar ao treino e foi com Harry até o vestiário.

Ela viu o nervosismo nas mãos geladas de Harry, e por mais que ainda estivesse magoada com o marido se sentou no banco com ele e as segurou, de modo que um ficasse de frente para o outro.

– Estou esperando, querido.

– Estou procurando as palavras...

Ela deu um sorriso triste. Ainda que agora já soubesse que Harry não queria se divorciar, era nítido que ele estava no limite da angústia e ver seu amor assim era terrível.

– Meus tios e o Duda me procuraram. – ele começou– Quer dizer, eles mandaram primeiro um cartão no Natal sem dizer que eram eles, mas eu vi na hora porque era um cartão trouxa. Então, depois, no dia dos namorados, quando estávamos em Londres vi que acenaram para mim, mas ignorei. E então, há duas semanas, chegou uma carta.

Gina escutava atenta, mas ainda não entendendo o motivo de Harry ter escondido isso dela.

– A carta era do tio Valter, me pedindo perdão por tudo que ele tinha me feito passar na infância. Nela ele explica que tia Petúnia contou a ele sobre o mundo mágico enquanto ainda namoravam, e que ficaram com inveja dos meus pais por achar que a magia era a solução perfeita para todos os problemas do mundo. Mas já que não podiam ser bruxos, resolveram se vingar e impedir que eu fosse bruxo. Quando não conseguiram me impedir de ser bruxo, admitiram que tentaram de tudo para impedir que eu fosse feliz. Aí, no fim da carta ele fala ainda que queria me ver de novo antes de morrer, para poder ir em paz.

Gina abriu a boca, comovida, e viu que Harry também havia ficado com os olhos marejados, e que parecia confuso com isso.

– Ele tem estágio terminal de câncer de pulmão, uma doença trouxa que segundo ele foi pelos vários charutos que fumava todo dia.– Harry respirou fundo antes de continuar.– Por mais mágoa que tenha do que fizeram comigo, não deixo de ficar com um pouco de pena. Mas daí a voltar lá naquela casa, e perdoar eles como se tudo o  que passei  não tivesse mais importância... Eu tentei. Tentei mesmo. Aquele dia que cheguei em casa oito da noite, e disse que estava em reunião, eu estava lá na verdade. Cheguei a esticar a mão para tocar a campainha e desisti.

Gina não pôde evitar um olhar magoado, que Harry percebeu.

– Desculpe mentir para você. Eu devia ter contado das minhas desconfianças quando acenaram para mim em Londres, mas não quis te meter nessa bagunça, pois achava que nada de bom resultaria de um encontro meu com eles. Depois, quando soube realmente do que se tratava fiquei ainda mais determinado a não te envolver nisso. Eu sentia que precisava resolver sozinho se perdoava ou não. – riu pelo nariz–  Quanta tolice. Eu devia ter aprendido que não consigo fazer tudo sozinho. Mione e Ron ficavam furiosos comigo por conta disso.

Eles riram, e logo um silêncio se instaurou. Mas Gina esperou Harry continuar.

– E depois, quando descobri que não consigo perdoar um homem já condenado, fiquei envergonhado de falar com você, porque sei que certamente perdoaria.

– Sim.– ela admitiu, as lágrimas enchendo os olhos.

– Então. Fiquei com medo de que me julgasse muito egoísta por não perdoar os Dursleys.

Gina revirou os olhos.

– Ah, Por favor né Harry! Não sou nenhuma juíza. E você está certo, somente você pode tomar a decisão de perdoar seus tios. Foi você quem sofreu. Mas não quer dizer que eu não possa te ouvir e talvez dar um conselho. Somos casados Harry. Quando um tem um problema, o outro vai e ajuda, ou ao menos apoia. Mas para ajudar ou apoiar a outra pessoa precisa saber o que está acontecendo.

Gina deu uma pausa, se sentando no colo de Harry.

– Você gostaria de criar um filho nosso daquele jeito?– Ela o olhou intensamente, enquanto brincava com os cabelos arrepiados dele.  

– Nunca!– respondeu rapidamente.

– E criaria o filho de Duda daquele jeito caso ele morresse, apenas para se vingar?

– De jeito nenhum! Nenhuma criança deve passar por aquele tormento, e ele não teria culpa do erro dos avós. – Respondeu olhando para o chão.

Gina ergueu o queixo dele e o beijou castamente.

– Exatamente, o que mostra que não quer ser como eles.

Ele assentiu, e ela continuou.

–Harry, seus tios mesmo disseram que tinham inveja da sua magia. Eles já reconheceram que erraram e mágicos ou não somos humanos. E só tem uma coisa mais humana que errar: perdoar.

Dando um último selinho no marido, Gina disse que tinha que voltar ao treino.

–  Espera. – Harry segurou o braço de Gina. –  Você iria comigo até a rua dos Alfeneiros?

O sorriso orgulhoso dela foi resposta o suficiente.

...

Há vários quilômetros dali, Ron se preparava para “dar o bote” no louco parisiense. O plano de Rony havia surtido efeito, e a investigação das famílias de cada vítima levava a um bruxo nascido-trouxa que havia sido expulso de Beauxbatons por se envolver com magia negra. As vítimas, ao que pareciam, eram de um grupo de 30 alunos que havia se mobilizado para provocar a expulsão dele da escola. Ou seja, se nada fosse feito, ainda haveria mais 15 mortes.

Com aurores espalhados em pontos estratégicos da cidade, e prevendo as potenciais futuras vítimas, conseguiram avistar o homem, que aparentemente havia mudado sua aparência desde o retrato falado. Ao segui-lo, descobriram o seu esconderijo, um espaço subterrâneo cuja entrada era um anjo esculpido de pedra no arco do triunfo.

Ron teve que se segurar para não gritar quando o viu tocar displicentemente na asa esquerda do anjo e desaparecer três dias antes. Só uma coisa o preocupava.  Era estranho um assassino não ter nenhum ajudante, então será que não estavam deixando algo passar? A resposta para a dúvida de Ron veio um dia depois, quando dois homens entraram no esconderijo da mesma maneira.

Resolveram agir então da próxima vez que viessem os três entrando no arco do triunfo e desaparecendo para onde quer que fosse. Uma vez que não sabiam quantos eram, uma equipe grande estava posicionada em pontos estratégicos da praça, aguardando a hora de agir.

No comando da emboscada, Ron suava profusamente. Ele estava aflito para pegar o filho da mãe e voltar para casa. Não aguentava mais ficar sem ver Hermione, então não poderia haver falhas.

– E lá vai o primeiro capanga.– ele murmurou mais para si que para os outros ao ver o homem jovem de aparência absolutamente trouxa entrar.

Com a atenção redobrada, passaram a aguardar o momento que o segundo chegasse também, o que não tardou a acontecer. Retirando finalmente a capa da invisibilidade, Ron faz sinal a outros seis, disfarçados de turistas, e foram até a escultura, enquanto outros dez se mantinham lá fora.

Um carinho na asa e em segundos Ron se viu puxado para um corredor de pedra mal iluminado por tocos curtos de vela.

Um arrepio percorreu a espinha de Ron.

“ Agora te pegamos, seu filho da puta!”, pensou, trancando os dentes com fúria enquanto caminhava com a varinha em punho, com a luz tremulando na ponta.

– Peaks, aqui por favor– Ron fez sinal para o homem francês já grisalho.

– Sim, Weasley.

– Que acha de lançarmos um feitiço anti-aparatação aqui?

Ele assentiu e fez o feitiço não verbal.

– Pronto. Aqui eles não desaparatam.

O ruivo sorriu em agradecimento e continuaram andando, até se depararem com uma porta entreaberta e vozes falando um francês muito rápido.

– Te pegamos filhos da puta!– Ron resmungou.

Olhando para os outros aurores, fez uma contagem regressiva de 3 com os dedos.

3... 2... 1..

– Estupefaça!– gritou enquanto empurrava a porta com o pé e via nada menos que 10 capangas ao redor de Linux.

Pegos de surpresa, eles tentavam desparatar, e ao ver que não conseguiam, começavam a atacar, de modo que o feitiço de Ron foi apenas o primeiro de uma chuva de feitiços que cortou o ar. Duelando diretamente com Linux alguns minutos mais tarde, ele via pelo rabo de olho que os aurores que estavam do lado de fora haviam sido convocados, e agradeceu mentalmente ter trago Peakes com ele. Na certa ao ver que estavam em desvantagem o experiente homem chamou os outros.

Escapando por pouco várias vezes, e com um corte fundo no braço por rolar sobre os cacos de vidro do lugar, Ron começava a ficar cansado, mas ao menos viu alguns dos homens sendo presos e imediatamente carregados para fora.

– Ava..

Ron fez levitar uma cadeira no exato momento que a maldição da morte se encaminhava para ele, fazendo o pesado objeto se reduzir a pó. Especialmente furioso ao ver que o filho da mãe ria, Ron mirou nas pernas dele e berrou com o feitiço sem se preocupar em surpreender.

– Impedimenta!

Linux reagiu tarde demais.

A força do feitiço fez o homem bater na parede e desabar uma estante acima dele. Um sorriso passou pelo rosto de Ron enquanto ele e outro auror amarravam um Linux desacordado e com um filete de sangue na boca.

Rapidamente, os que ainda resistiam se renderam.

– Bom trabalho, pessoal! Vamos deixar esses filhos da puta no lugar que merecem e vamos para casa!– Ron gritou aos colegas ao ver que todos estavam firmemente amarrados e seguros.

Então, um a um, os aurores começaram a bater palmas para Ron, que ficou mais vermelho que um rabanete.

“Cara, eu amo ser auror!”, pensou.

Ele sorriu satisfeito e saíram arrastando os bruxos até o lado de fora, quando puderam aparatar direto até o presídio bruxo em Compiége.

– Ministro, tá entregue!– Ron disse, jogando o homem dentro da cela e o desamarrando.

O guarda trancou a cela e o ruivo se virou para o Ministro da magia, que ria de orelha a orelha, torcendo os bigodes.

– Obrigado, Weslay!– o homem franzino estendeu a mão para Ron.

– Só fiz meu trabalho. Precisando de ajuda, já sabe quem chamar.

– A Kingsley tan sorte. Vocês serem ótimas aurores.

Ron abriu a boca para responder quando uma voz conhecida soou.

– Ah, aí está nosso herói!– Borgs chegava ao presídio para ver de perto o homem que tanto vinha dando trabalho ao ministério francês. melhor

– Não fiz nada sozinho.– Ron disse modestamente e apontou para os outros 10 presos nas celas ao lado.

Borgs e o ministro francês sorriram um para outro.

– Borgs, providencie peça ao nosso chefe do quartel general que providencie as moedas. Vamos dar aumento de 20% a cada um deles como um bônus pelo sucesso da missão.

O outro assentiu, enquanto observava o criminoso encolhido na parede.

– Ele tem cara de que seria capaz de nos comer vivos.– Borgs comentou.

O ódio era nítido no olhar do homem, que agora atrás das grades certamente maquinava todas as vinganças possíveis contra cada um deles.

– Ele que tente.– murmurou simplesmente. – Bem, foi um prazer ajudar. Mas temos que voltar para casa agora.

– Claro. Vou montar uma chave de Portal para vocês, vamos.

Olhou com desprezo para Linux uma última vez antes de ir, ignorando a ameaça recebida em francês:

Ces n'est pas fini, rousse!

Nenhuma ameaça barata o atrapalharia agora. Estava indo para sua casa, que após todos esses dias longe  mais que nunca achava o lugar do mundo.

...

Hermione estava contando os segundos para voltar para casa. Por mais que amasse o confortável escritório, ficar ali o dia todo escrevendo trezentas cartas para líderes de comunidades de elfos domésticos de toda a Inglaterra havia derrubado seu ânimo. Então, foi com alívio que ouviu o relógio de parede apitar para indicar as 18h.

Juntou rapidamente suas coisas e caminhou para o elevador. Como sentia falta de chegar e deixar o ministério com o marido...

– Ah, Ron, não sei mais ficar nem um minuto longe de você– pensou alto ao entrar no elevador.

Em casa, saiu da lareira e Bichento veio logo até ela, ronronando irritado e apontando para uma corujinha absolutamente branca parada no alto da estante.

Mione sorriu.

– Cristal! Deve ser Harry avisando que fez as pazes com Gina.

Ela estendeu o braço e a coruja veio até ela.

A coruja voou tão logo a carta foi desamarrada.

Sentada com Bichento no colo, Hermione leu satisfeita:

Ei, Mione

Obrigada por abrir meus olhos hoje de manhã.

Eu e Gina estamos novamente nos falando e mais apaixonados que nunca. Não só ela me ajudou a perdoar meu tio como ela irá comigo à rua dos Alfeneiros amanhã. Estou com medo, mas Gina vai estar lá para me apoiar. Você tinha razão... Gina resolve os problemas de todo mundo. Tem sempre um conselho sábio para dar.

Até mais!

Ela riu.

– Aqueles dois. Mais apaixonados impossível...

– Discordo.

O papel caiu da mão de Hermione e ela se levantou bruscamente, irritando Bichento.

Com os olhos marejados, viu Ron saindo da sua lareira, com uma bolsa na mão e um pouco de cinzas.

– Rony!

Ela veio correndo, e ele a pegou no colo, girando no ar enquanto beijava intensamente. Quando desgrudou seus lábios dos dela, e a colocou no chão, apenas disse:

– Tá vendo? Eu discordo que Harry e Gina sejam mais apaixonados que nós dois.

Ela riu, mas começou a chorar.

– Ei, não chore. Eu estou aqui agora Mione.– Ron a abraçou apertado.

– Ah, Ron, eu senti tanto sua falta, tive tanto medo com esses dias todos sem cartas...– ela disse repousando a cabeça no peito dele, enquanto as lágrimas desciam.

Ele a abraçou ainda mais forte.

– Eu não sei como aguentei tanto tempo longe desse seu cheiro, do seu calor. Ah Hermione, eu não vou a lugar nenhum, meu amor.

Ela levantou o olhar para Ron, curiosa.

– Então, vocês conseguiram?

Ele fez que sim.

A morena sorriu orgulhosa.

– Meu marido comandou uma operação difícil com absoluto sucesso. Acho que isso merece um prêmio.

Ele sorriu malicioso.

– Que tipo de prêmio?

– O que você quer?

– Matar minha fome de você.

Com um puxão, seus corpos estavam novamente juntos e eles foram matar a saudade um do outro. Palavras poderiam ser ditas depois.

 


Notas Finais


E ai gente?
Digam o que estão achando do nosso Rony? Prestem muita atenção no nosso ruivo preferido nos próximos capítulos...
E esse encontro de Harry e os Dursley? Será que eles realmente mudaram?
Só esperando o próximo!
PS: Vou tentar acelerar o ritmo da escrita e postar de 10 em 10 dias. Bjs!


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