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História New Horizon- Facing Ages- HinnyRomione - Capítulo 6


Escrita por: Dralrs

Notas do Autor


Oi bebês
Mais um capítulo pra vocês.
De novo, peço desculpas pela demora mas é realmente impossível atualizar essa fic toda semana considerando o atual cenário.
Enfim, divirtam-se!
Nos vemos nas notas finais.

Capítulo 6 - Painful obligations


Capítulo 6-Painful obligations

01 de setembro

Ron passava os braços pelos ombros de uma sorridente Hermione enquanto mirava a beleza do céu pela London Eye.

– Os trouxas sabem mesmo como se divertir. Eu seria capaz de ficar a noite toda dando voltas nesse disco gigante.

Mione deu uma risadinha.

– É maravilhosa mesmo. Pena que já tá acabando nosso tempo.

– Podemos ir de novo– Ron sugeriu com o olhar “pidão” que costumava usar para amolecer Hermione.

– Podemos, Ron. Embora venhamos aqui toda semana.– ela respondeu, divertida.

– Obrigado por satisfazer meus gostos.– Ron a puxou para um selinho.

Mione sorriu timidamente.

– Não precisa agradecer. Estou vendo que está exausto e estressado, então o mínimo que posso fazer é agradar meu marido.

Ron esboçou um sorriso e mudou de assunto para despistar, permanecendo abraçado com ela enquanto tentava esconder a angústia dos últimos dias. Nenhum sinal do paradeiro de Linux havia sido encontrado, o que significa que ele continuava em risco.

A roda gigante pousou a cabine em que eles se encontravam, e ao saírem não se surpreenderam com a enorme fila que aguardava a entrada na atração.

– Tem certeza que quer ir de novo? Vamos ficar uma vida aí...

– Não, deixa pra outro dia. Tô morto de fome.

A morena, tão acostumada com a frase, já nem revirava os olhos. Apenas apontou com o olhar para a barraca de crepe perto deles.

– Ah, crepes! Ótimo.

– Quando nossos filhos nascerem eu sinceramente espero que sejam menos esfomeados.– ela brincou, beijando os dedos dele.

Ron riu pelo nariz.

– Eu não contaria com isso. Serão Weasleys. Imagine que decepção para minha mãe um netinho que come pouco?

Os dois riram.

– O que vão querer hoje, senhores?– o trouxa os perguntou ao chegarem na barraca.

Fizeram os pedidos e se sentaram no banco para comer, Ron já visivelmente mais relaxado.

– Hmm, isso é muito bom– Hermione disse ainda com a boca cheia.

Ron a olhava divertido.

– Ei, do que tá rindo?

– Sua boca tá suja aqui... Deixa eu limpar.

Ron limpou com um selinho, deixando Hermione corada.

Hermione abriu a boca para agradecer, quando Ron resmungou e se afastou. Ela olhou ao redor, e antes que pudesse entender o que tinha acontecido, Ron resmungou.

– Errol! Você me encheu minha comida de penas!

Ron tinha a coruja tombada em sua cabeça, algumas penas espalhadas no colo.

Mione segurava o riso enquanto tirava a carta amarrada às pernas da coruja.

– Quem teve a ideia de mandar essa ameaça atrás da gente?– Ron resmungou para Hermione.

– Não tem remetente. Deixa eu ver o que é.

Ela soltou um gritinho animado segundos depois.

– É o Jorge, Ron. Temos mais um sobrinho! O Fred nasceu!

Ron desfez imediatamente o olhar emburrado e se levantou do banco sorrindo, emocionado com o nome escolhido, e puxando Hermione para um abraço.

– Que maravilha, meu amor!

– Acho que nossa próxima parada dessa noite vai ser no St Mungus. Que acha?– Mione sugeriu.

– Com certeza!

Ele olhou no relógio. Já passava de meia noite e meia de 01/09.

Entraram no carro e rapidamente estavam atravessando os corredores do St Mungus, onde Molly e Arthur se abraçavam emocionados.

– Pai, mãe!

– Ah, queridos, que bom que vieram! Ele é tão lindo, e Jorge voltou a ser quem era!

– Podemos ir vê-los, Sra Weasley?– Hermione perguntou após abraçar os sogros.

– Podem sim querida, estão ali no quarto 3. Eu e Arthur já estamos indo, vamos dormir e voltar amanhã.

Sr Weasley concordou com a cabeça, suspirando.

– Nosso primeiro netinho.– Arthur murmurou, enxugando os olhos.

Ron deu mais um abraço no pai, também emocionado, e foi com Hermione até o quarto.

Apenas um outro casal estava no quarto silencioso.

– Ei, parabéns papais!– Mione sussurou ao se aproximar, vendo que o bebezinho dormia profundamente no colo de Angelina.

– Parabéns cara!– Ron abraçou Jorge, que tinha lágrimas por todo o rosto.

– Obrigado. Ah, Ron, hoje é um dos melhores dias da minha vida. Não é lindo?– Jorge apontou para o filho com um sorriso bobo.

– Nosso pequeno Fred Johnson Weasley.– Angelina disse orgulhosa.

– É um lindo bebê e um lindo nome. Fred deve estar muito feliz agora– Ron comentou, não contendo as lágrimas.

Mione foi até Ron confortá-lo, abraçando-o de lado.

– Sabe como escolhemos o nome?– Jorge perguntou com a voz embargada, ainda enxugando os olhos.

Ron e Mione fizeram que não.

– Pela primeira vez hoje após mais de 5 anos, depois de segurar ele no colo eu consegui fazer um patrono, pra avisar mamãe e papai. A primeira coisa que pensei, foi que estava vivendo o momento mais feliz da minha vida. Aí tentei, e deu certo. A segunda coisa que pensei foi que Fred teria feito uma piada, então entendi que era Fred o nome do nosso garoto.

Ao terminar, Jorge e os outros três sorriam e choravam ao mesmo tempo.

Mione e Ron se abraçaram e conversaram com os novos papais mais algum tempo, enquanto o bebê acordava, mamava, e dormia de novo . Somente quando Angelina começou a ficar sonolenta se viraram para ir.

– Nós já vamos. Vocês estão exaustos e nós aqui alugando vocês...– Mione disse envergonhada.

– Imagina, nós adoramos.– Angelina disse com sinceridade.

– Semana que vem vamos visitar vocês. Boa noite.– Ron acenou em despedida.

Quando já quase passavam pela porta, Ron sentiu um toque no ombro.

– Ron, espera. Uma última coisa.

– Diga.

– Será que pode ficar para mim na loja esses próximos dias? Esse início de ano letivo é sempre movimentado, e queria ficar mais perto deles– olhou com carinho para a esposa e o filho, já adormecidos.

– Claro, o tempo que precisar. Vou mandar uma coruja pra Kingsley pedindo uns dias de folga.

– Valeu, nem sei como te agradecer.– Jorge deu-lhe um tapinha nas costas.

– Me agradeça ficando com sua família.

[...]

Hermione abriu os olhos e a visão do marido dormindo pesadamente ao seu lado a fez rir.

– Meu Rony, meu amor, se você soubesse como meu coração tá aliviado vendo você dormir bem assim, relaxado ... A estadia na loja está te fazendo bem. Que estava acontecendo no ministério para te deixar tão tenso, o que você não está me contando?

Mione aproveitava o sono profundo em que Ron se encontrava para fazer as perguntas que vinham lhe incomodando, mas que tinha preferido não fazer para evitar que Ron se afastasse. Os quatro anos de casamento tinham ensinado a ela que o marido precisava de tempo para processar seus pensamentos antes de compartilhar com ela. Dar um pouco de espaço tinha sido a solução encontrada pelos dois para evitar brigas, e vinha funcionando.

Por fim, deu um beijo na testa dele, que apenas resmungou antes de continuar a dormir, e desceu para fazer o café.

Ainda sonolenta, Hermione sacudiu a varinha e fez o bule se encher de água e voar para o fogão, enquanto fritava ovos, bacon, e batia a massa das panquecas que Ron adorava.

– Bom dia amor. – Ron a surpreendeu, abraçando-a por trás.

Mione abriu um sorriso enorme e se virou pra ele.

– Bom dia, dorminhoco. Já estava indo te acordar.

Ron apoiou sua testa na de Hermione, respirando profundamente.

– Fazia tempo que não me sentia tão bem quanto essas duas semanas. Pena que hoje é meu último dia na Gemialidades Weasley. Pelo menos você vai estar lá hoje para me ajudar.

Mione forçou um sorriso, e terminou de servir o café.

“Será que Ron está infeliz no trabalho de auror?”, Mione se questionava enquanto comiam. Ela mal ouvia o ruivo falando das ideias de pro que ia propor a Jorge.

– Vamos?– Ron perguntou e Hermione disfarçou o sobressalto.

– Assim que me trocar. Tire a mesa.

Ela subiu as escadas apressadamente e quando voltou minutos mais tarde Ron já estava parado ao lado da lareira.

Ao descer, Mione viu o marido a olhando com a mesma adoração de quando namoravam n’A Toca. Foi impossível conter um sorriso.

– Como estou?– Mione deu uma voltinha para mostrar a calça Jeans nova e a regata vermelha.

Ron respondeu com um beijo quente.

– Maravilhosa, como sempre.

Mione sorriu, corada.

– Vamos entrar logo nessa lareira antes que se atrase.

– Eu bem poderia atrasar um pouquinho e...– Ron terminou a frase com um sussuro no ouvido de Hermione.

– Ronald!– Mione deu um tapa no braço dele, fazendo-o rir e erguer as mãos em rendição.

– Ok, vamos trabalhar então.

– Isso. Deixe a ideia para mais tarde.

Mais tarde, na loja, Hermione e uma funcionária repunham produtos na prateleira e Ron se escondia numa pilha de papéis com a contabilidade do dia, quando Jorge e Angelina chegaram com o pequeno Fred nos braços.

O bebê mal entrou deu uma risadinha, aprovando todo o colorido do lugar.

– Ah, vocês chegaram!– Mione foi abraçar a cunhada e pegar o sobrinho no colo.

– E cadê Ron?– Jorge procurou pelo irmão.

– Jorge, tô aqui em cima, sobe.– Ron acenou sorrindo, do escritório no segundo andar.

Jorge foi até o irmão, abraçando-o apertado.

– E aí cara, tá só na contabilidade aí?

Ron confirmou satisfeito.

– Veja essas tabelas, que Hermione me ensinou a fazer. Organizei os produtos da loja e vi quais estão saindo mais.

– E a que conclusão chegou?– o irmão olhou curioso para os vários pergaminhos espalhados pela mesa.

– Senta aí. Vou te mostrar tudo que tenho feito aqui essas duas semanas.– Ron apontou para a cadeira ao lado da sua.

Jorge fechou a porta para não serem incomodados por ninguém e ouviu maravilhado o relato de Ron. O mais novo havia criado um sistema para registrar as vendas, fossem na loja ou no correio coruja, que estavam mostrando que cada tipo de público tinha um produto favorito. As poções do amor eram as preferidas das bruxas de 14 a 20 anos ; os adolescentes eram 99% dos compradores do kit mata-aula e entre os adultos os preferidos eram os itens de defesa contra as artes das trevas.

–... Mas se me permite sugerir uma coisa, me parece que falta na Gemialidades uma linha pra menores de 10 anos. Brinquedos inocentes, mágicos porém sem as “pegadinhas”. Produtos que as crianças não precisem comprar ‘escondidas’.

Jorge coçou o queixo.

– Já pensou em alguns produtos, específicos?

Ron apresentou a ele suas últimas ideias de brinquedos, que Jorge poderia facilmente desenvolver.

– Excelente. Rony, largue o ministério e venha trabalhar comigo, isso é incrível!

O outro gargalhou e então ficou subitamente sério.

– Não me tente, cara. Não me ofereça duas vezes.

Jorge ergueu as sobrancelhas.

– Não gosta mais de ser auror?

Ron respirou fundo, olhando para o teto.

– Se me perguntasse isso duas semanas atrás eu estaria até ofendido. Mas hoje...

Jorge o escutava em silêncio.

– Eu amo ser auror, mas cara, antes de você me chamar para vir aqui estava num momento muito... estressante no ministério. Há anos não me sentia tão leve quanto me senti esses dias aqui. Sinto falta das risadas, da despreocupação... Até esqueci por algum tempo que tô na mira de um francês maluco.

Jorge se levantou e pegou duas garrafas de cerveja amanteigada no frigobar do escritório, entregando uma a Ron.

– Que francês maluco, Ron?

O mais novo tomou um gole da cerveja, e espiou pelas persianas, para ter certeza que Hermione ou Angelina não estavam perto, e contou rapidamente a história. Jorge ficava mais tenso a cada palavra que ouvia.

– Então vocês estão sendo escoltados?

Ron fez que sim com a cabeça.

– Mesmo assim, cuidado, Rony. Não acha que Hermione devia saber do que está acontecendo?

– Melhor não. Não temos informações sequer se ele saiu da França, muito menos se está mesmo atrás de mim, embora tenha me ameaçado quando foi preso.

Jorge passou a mão nos cabelos, preocupado, mas não falou nada.

– Mas por mais preocupado que esteja não posso simplesmente deixar minha carreira de auror. Não agora. Kingsley confia em mim e bem, lidar com os bruxos das trevas é o que escolhi fazer, vou estar sempre na mira de um bruxo ou outro. Ossos do ofício.

– Entendo e respeito sua decisão, maninho, mas a proposta vai estar sempre de pé.

– Valeu, cara. – Eles brindaram com as cervejas e tomaram um gole.

– Só não esqueça que algumas escolhas podem ser mudadas. – Jorge disse e saiu, deixando Ron com mais dúvidas do que nas últimas semanas.

16 setembro

No dia seguinte, Ron chegou de braços dados com Mione no ministério.

– Ai, que saudade de chegar aqui assim, com você!– ela disse, deixando nele um selinho aproveitando que estavam sozinhos no elevador.

– Eu também estava, minha linda.

“Nível 2..”

– Eu fico aqui.– ele sorriu e deu um beijo rápido em Mione, que ficou acenando enquanto a porta do elevador não fechava.

Ele então se virou, sorrindo internamente ao ver que ele e Hermione continuavam tão felizes quanto no início. Cumprimentou os colegas e chegou à sala que dividia com Harry.

O amigo ainda não tinha chegado, então ele se largou na poltrona, relaxado, até notar um pequeno embrulho em cima da mesa.

A caixa pequena e dourada, quadradinha, não dava qualquer sinal de seu conteúdo, apenas estava escrito: “Bem-vindo de volta!”

Pensando se tratar de uma surpresinha de Hermione, ele já ia abrir o presente quando Harry o chegou, chamando sua atenção.

– Ei cara! Finalmente, hein. Meia hora atrasado.

– Foi mal, Ron. Eu e Gina tivemos que ir na escola do Teddy antes, a professora dele nos chamou para conversar. Aparentemente ele brigou com um coleguinha por um jogo, e a magia saiu do controle.

Ron se engasgou rindo com o suco que tomava.

– Consigo imaginar o estado de Gina.

Harry coçou a nuca.

– Não. Não consegue. Ela estava tão calma quanto no dia que a encontramos no profeta diário.

Ele abriu a boca para responder, quando o Ministro da magia apareceu para conversar com eles. Apenas já no fim da reunião, na hora do almoço, Hermione apareceu na sala atrás dos dois e Ron se lembrou do presente.

Ele andou até ela, abraçando apertado.

– Amor, não tive tempo de abrir ainda, mas obrigada. Tenho certeza que vou amar, o que quer que seja.

Hermione olhou confusa para o marido.

– Abrir o quê, Rony?

Ron congelou.

– Não foi você que mandou essa caixinha?

Mione fez menção de levar a mão até a caixinha, mas Ron a impediu.

– Não toque se não sabe quem te mandou. E se não foi você...

Harry e Ron se entreolharam, bufando.

– Mione, se afasta.– Harry pediu, enquanto Ron afundava no sofá, arrepiando os cabelos.

Ela se afastou, sem entender, e Harry levitou a caixinha.

– Vamos abrir num local seguro. Vou levar para a sessão de magia negra oculta.

 – Ron, o que está acontecendo?

O ruivo se levantou, suspirando, e estendeu a mão a ela.

– Mione, vem com a gente, rapidinho. Eu já te explico. Só preciso ter certeza de que é só um presente inocente.

Mais confusa a cada minuto, Mione os acompanhou.

A caixa foi examinada durante alguns minutos numa sala especial, com bruxos vestidos com roupas especiais. Atrás de um vidro, Ron andava de um lado a outro, ansioso, enquanto Hermione batia os pés no chão, ansiosa. “Por que alguém ia querer fazer mal a Rony?”

Ao ser aberta, um cupcake repleto de uma poção mortal foi revelado.

– Sr Weasley, quem quer que tenha te mandado, não foi para desejar boas-vindas. O bolinho tinha veneno em quantidade suficiente pra matar um esquadrão de aurores.– Folks afirmou, preocupado.

Hermione se jogou na poltrona mais próxima, pálida como a parede.

Ron foi até ela, e apertou a mão da esposa, confortando-a.

– Ei, está tudo bem. Não aconteceu nada.

– Mas ia acontecer. Mas a questão é, por quê? – disse com a voz embargada.

Ainda sem soltar a mão de Hermione, Ron olhou aborrecido para Harry.

– Harry, você e Folks podem ir até o Ministro contar o que aconteceu? Eu preciso de conversar com minha mulher.

– Claro.

Ron então guiou-a de volta até sua sala, conjurando uma garrafa de uísque de fogo e servindo uma dose generosa para os dois.

– Eu não entendo– disse tomando uma gole do uísque. – Quem iria querer te matar?

Com a sala trancada, e com o abaffiato lançado, o ruivo começou a falar.

– Mione, o Linux fugiu. Quando o prendi ele me ameaçou mas nem dei confiança. Ele estava numa cela de segurança máxima. Mas há pouco mais de um mês ele não só fugiu como matou o ministro, o embaixador inglês do ministério francês, e bem... Supúnhamos que eu fosse um alvo provável.

Mione, que o abraçava, se afastou bruscamente.

– Ron, você precisa de segurança! Como pode não me contar uma coisa dessas?

– Mione, já estou com aurores nos vigiando desse que ele fugiu, inclusive reforcei a segurança dos seus pais. Mas não é como se fosse fácil eu virar para você e contar que tô sendo ameaçado de morte!

Hermione bufou, tentando não se irritar com o fato de Ron estar há um mês poupando-a da verdade.

– Tá, agora já sei, e o que vamos fazer?

Ron andou de um lado para outro da sala, agoniado.

– Hermione, por mais aurores que tenhamos para fazer a guarda, você vai estar em risco se ficar perto de mim.

Mione previu o que ele ia dizer e balançou a cabeça freneticamente, em negação.

– Não, não Ron, não podemos.

– Podemos. O que eu não posso é perder você, Hermione, e eles sabem que podem me atingir te machucando. Vá morar com seus pais, por um tempo.

Mione foi até Ron com lágrimas nos olhos.

– Mas Rony, nós podemos enfrentar juntos. Tem que ter outro jeito!

Ron manteve-se firme.

– Não podemos. Eu não posso. Não posso deixar que seja torturada de novo para me pegarem. Por favor, Hermione, eu não vou conseguir a concentração que preciso enquanto não estiver segura, e o lugar mais seguro para você é no mundo trouxa. Por favor, só por um tempo, vamos nos ver todos os dias aqui no trabalho, eu posso passar por lá rapidamente nos fins de semana... Eu prometo que vamos pegar esse cretino perverso rápido.– disse enxugando com beijos as lágrimas que desciam em cascata pelo rosto da mulher.

Hermione assentiu, ainda chorosa, e abraçou forte o marido.

– Por favor, cuidado Ron.

– Eu vou ter, meu amor. É por cuidar de mim e de você que afirmo que vamos precisar ficar longe.

– Tudo bem, eu vou para casa agora, arrumar minhas coisas. Você vem comigo?

Ron assentiu, lutando para não deixar cair as lágrimas que lhe engasgavam a garganta. Em silêncio, caminharam para a lareira, abatidos mas igualmente esperançosos que em breve voltariam a dividir seu ninho de amor.



Notas Finais


Romione separado à força 💔😭
Ron correndo sério perigo. Vamos ver até que ponto essa situação se desenvolve.
Capítulos tensos por vir em New Horizon!


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