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História New Horizon- Facing Ages- HinnyRomione - Capítulo 7


Escrita por: Dralrs

Notas do Autor


Oi gente!
Capítulo quente hoje! 🔥
Boa leitura

Capítulo 7 - Burning problems


New Horizon Facing Ages- Cap 7

Novembro

 – Esfriou cedo esse ano...– Mione resmungou, baixando mais a touca de lã da Grifinória e tampando o máximo que conseguia do rosto com o cachecol.

Ron, que andava tranquilamente atrás dela, não evitou uma gargalhada.

Ela olhou para trás, sem entender o que havia de tão engraçado no fato de ela estar congelando.

– O quê, Ronald Weasley? O que é tão engraçado?

Ron a aconchegou nos braços.

– Você e seu orgulho de adolescente recusando meu casaco quando estávamos naquela floresta com Harry. Eu tinha acabado de voltar pra vocês e rachar o medalhão, e passei algumas semanas sendo ignorado por você.

Mione mordeu os lábios, corada e Ron continuou.

– Sabe que uma das noites, enquanto Harry fazia a vigília, eu observava você dormir?

– Hmm, sempre desconfiei disso, mas nunca te peguei no flagra.– Hermione resmungou revirando os olhos, mas profundamente curiosa por dentro.

– Eu sabia ser discreto.– Ron deu de ombros–E em uma dessas noites congelantes, depois de me ignorar o dia inteiro, você parecia ainda com frio mesmo enrolada no cobertor, então eu conjurei um cobertor extra e coloquei em você. E quando te cobri, você falou comigo.– ele colou sua testa à dela.

Mione arregalou os olhos, que começavam a marejar. Amava e odiava Ron com tanta intensidade naquela época... Não tinha ideia do que poderia ter dito. E como o ruivo continuava a torturá-la fazendo-a esperar pela continuação da história, ela deixou o fingimento de lado e perguntou:

– O que eu disse, amor?

Ele deu na mulher um selinho antes de responder.

– Disse que a minha voz estava gravada no seu coração também.

Mione abriu a boca, sem saber o que dizer, mas Ron simplesmente balançou a cabeça.

– Ali soube que você também me amava, e percebi que só precisava esperar aquele inferno todo passar para ter alguma chance com você.

Uma lágrima escorreu na bochecha de Hermione, embora ela tivesse um sorriso enorme no rosto.

– Ah, Ron, perdemos tanto tempo nos alfinetando... Poderíamos estar juntos há tanto tempo...

Ron assentiu, acariciando a cabeça dela.

– Mas sabe, Mione, na verdade acho que foi melhor assim. Quando chegamos a namorar já conhecíamos os defeitos um do outro, e agora casados brigamos muito menos do que Harry e Gina, por exemplo, que não viviam tão grudados um no outro a adolescência inteira e foram descobrindo as manias um do outro só depois...

Hermione olhou para ele, sorrindo.

– É verdade. Gina me confessou que só no último ano as discussões diminuíram. Você sabe, Gina é muito independente e Harry muito teimoso.

Ron riu, confirmando com a cabeça e lembrando dos desabafos de Harry.

E então, de repente, Hermione adquiriu um semblante preocupado.

– Estou com saudade de casa...

Ron suspirou.

– Eu sei, linda. – ele tomou a mão de Hermione e recomeçaram a andar, antes que o vento de fato os congelasse –Eu também sinto sua falta lá. Mas você sabe... No momento eu sou um risco para todos.

Ninguém falou nada por um par de minutos, e apenas os ruídos do vento e folhas caídas de árvores eram ouvidos enquanto voltavam para A'Toca.

– Pode ao menos dormir aqui hoje comigo?– ela sussurrou, se lembrando que a alguns metros deles provavelmente haviam pelo menos dois aurores protegendo Ron.

– Podemos fazer melhor. Porque não passamos a noite lá em casa? Amanhã você volta para cá ou para a casa dos seus pais, e...

Hermione o calou com um beijo.

– Vamos sim. Depois do jantar a gente avisamos a Sra Weasley, e seus guarda-costas, e matamos a saudade de casa...

Ron sorriu como uma criança e pegou Hermione no colo, ignorando os protestos dela, entrando correndo em casa.

– Ah, aí estão vocês. Bem na hora, o jantar está quase pronto.– Molly os olhou pelo canto do olho, sorrindo.

Além de Hermione, Jorge e Angelina estavam passando uns dias ali, ainda um pouco atrapalhados para cuidar do pequeno Fred.

Ron não pôde evitar o suspiro de satisfação após o jantar. A muito tempo não relaxava assim ou mesmo conversava com os pais. Se sentia sozinho naquela casa enorme, sem bichento e sem Hermione.

Molly, claro, percebeu a expressão saudosa do filho.

– Ah, meu menino. Você está exausto, hein? Está precisando de um tempo sendo cuidado pela mãe e pela esposa. – Molly se sentou ao lado dele no sofá e passou a mão pelos cabelos ruivos e que começavam a ficar compridos.

– Sim, mamãe. Mas o que posso fazer... Me afastar de vocês é o único jeito de mantê-los seguros.

Molly fungou, preocupada.

– Só Merlin sabe o quanto peço aos deuses a proteção para você e todos seus irmãos, mas especialmente você. Essa profissão que você e Harry escolheram...

Ron assentiu. Mais uma vez, as palavras de Jorge invadiram sua mente. “você pode fazer outras escolhas...”. Ron mal ouvia o que Molly dizia. Uma vez que não poderia mudar a escolha feita no passado podia começar de novo e mudar a profissão? Como Hermione e sua família, que se orgulhavam tanto de vê-lo na farda de auror, reagiriam se vissem que ele começava a cogitar a proposta de Jorge? Achariam que ele era fraco, medroso? Achariam que ele simplesmente jogara a toalha e desistira de proteger a todos? Mas por outro lado, tampouco conseguia protegê-los agora, enquanto auror. A verdade, ele pensava, é que o perigo sempre daria um jeito de aparecer, qualquer que fosse sua profissão.

Mas algo ainda travava o ruivo. Faltava a sensação de dever cumprido antes que pudesse dizer sim para Jorge. E faltava nele a certeza de que trabalhar na loja o deixaria tão feliz, tão completo quanto uma missão.

– Estava com saudades de conversar assim com a senhora... Com o papai– Ron abraçou a mãe de lado.– Mas agora tenho que ir. E vou levar Mione comigo essa noite, ela tá com saudade de casa. E bem, uma noite não acho que fará mal.

– Por que não fica aqui?

– Melhor não, mãe, tem uma criança aqui, prefiro não arriscar.

Molly suspirou derrotada, e o abraçou forte.

– Tudo bem, então, mas tome cuidado querido. Não gosto da ideia de você sozinho como está ficando todos esses dias.

– Não se preocupe, mamãe, em breve vamos pegar aquele infeliz.

Alguns minutos mais tarde, Mione desceu com a bolsa de mão e Ron avisou aos aurores onde estavam indo.

Aparataram em frente ao jardim de casa, vendo os aurores já posicionados na vizinhança.

Mione sorriu para o ruivo.

– Que saudade de casa!

Ron ergueu o canto dos lábios, numa tentativa de sorriso.

– Sinto muito, linda. Prometo que já já vamos resolver tudo isso e..

Mione o calou com um beijo.

– Ei, eu entendo os motivos e riscos. Eu sei que vai passar, não se culpe.

Ron a abraçou forte.

– Ah, Mione, o que faria sem essa força sua?

Ela apenas sorriu, e vendo que não havia qualquer movimento na rua, sacou a varinha para destrancar a porta de casa.

– Enfim, sós e na nossa casa. Ao menos essa noite.– Rony a olhou com malícia.

Hermione se virou, corada.

– Sim. Ao menos essa noite. Então devíamos aproveitar.

Ron mordeu os lábios inferiores dela, fazendo-a soltar um gemido que o deixou instantaneamente excitado.

Colando seus corpos, Ron deu início a um beijo quente, possessivo, que os fez ofegantes. Enquanto as línguas brigavam por espaço, Hermione torcia os cabelos do ruivo, e ele subia suas mãos pelas costas dela.

– Céus, como tô sentindo sua falta...– Ron resmungou, soltando Hermione brevemente apenas para olhar aqueles olhos castanhos repletos de luxúria e deixar cair os pesados casacos de ambos.

– Ah, Ron, vamos logo... Acabe com essa saudade agora. Dane-se as preliminares.

Passando a língua pelos lábios, Ronald jogou Hermione sobre os ombros, e subiu com ela as escadas, até chegarem ao quarto.

Ele a pôs no chão apenas para se beijarem de novo e arrancarem as roupas um do outro. Em poucos minutos estavam com os corpos unidos, as mentes enevoadas de prazer, capazes apenas de sorrir.

– Boa noite.– uma Hermione exausta conseguiu dizer antes de adormecer.

– Boa noite, bons sonhos.– ele respondeu, também já semi-adormecido.

O que eles não sabiam, é que os sonhos se transformaram em pesadelo.

2 horas depois

– Acabo com isso essa noite. O ruivo é o último, e então podemos voltar pra Paris e retomar o controle!– Linux resmungou do interior da cozinha do pequeno esconderijo.

– Cadê Rondón que não chega com a droga do pó de Flu...– Rinné murmurou, olhando o relógio da parede.

– Ele está atrasado quinze minutos. Espero que aquele idiota que ele amaldiçoou com a Imperius tenha feito o serviço bem feito. Entrar pela lareira é nossa única forma de acabar com o ruivo sem os outros que vigiam a casa perceberem. Quando chegarem a sentir o cheiro de fumaça, o desgraçado já virou churrasco.

A porta do cafofo onde se escondiam finalmente se abriu.

– Está feito. Nossa lareira está ligada, e o pó está aqui. E o endereço também.

Os três leram e decoraram o endereço de Ron Weasley, repassaram o plano, e entraram na lareira, sentindo tudo girar.

Linux não conteve a gargalhada ao pisar no carpete da sala.

– É uma bela casa, pena que não vá sobrar nada.

Os dois comparsas riram bestialmente.

– Chega de perder tempo. Vamos incendiar esse idiota e sair.

– Incendio!– os três gritaram ao mesmo tempo para direções diferentes.

Mas o que não contavam era que Hermione, nascida trouxa, havia mantido na casa o alarme de incêndio.

Tão logo a fumaça chegou no detector, a sirene soou e várias coisas aconteceram ao mesmo tempo.

Desesperados, Linux, Rinné e Rondón correram para fora ao invés de aparatarem, entrando num duelo com um dos aurores que vigiavam a casa, enquanto o outro corria desesperado para dentro, tentando controlar as chamas cada vez mais altas.

No andar de cima, Hermione e Ron se levantaram de um salto, e ficaram paralisados ao ver o primeiro andar em chamas.

– Ronald? Hermione?- o auror gritou, tentando enxergar em meio à fumaça.

– Aqui em cima, Dean! Estamos presos no segundo andar– Ron gritou, tossindo pela nuvem de fumaça que começava a cobrir também o segundo andar.

Hermione berrava, lançando Aqua Eructo onde conseguia enxergar chamas, mas a fumaça ardendo os olhos e o calor insuportável atrapalhavam sua proficiência.

Ela e Ron foram apagando as chamas de cada degrau da escada, mas o carpete da sala havia se transformado numa verdadeira fogueira.

– A ajuda está vindo!– Dean gritou.

– Mione..– Ronald disse tossindo– temos que sair daqui. Essa fumaça... Vai nos matar antes do fogo.

– Sair como? Essa droga de carpete não apaga!

– Se segura em mim.

– Ronald, você vai...

– Não dá tempo de discutir... dessa vez.– Ron disse, coberto de suor e fuligem, pegando Hermione nos ombros e correndo com ela pelos degraus que restavam e pelo chão em chamas.

Quando passavam pela porta, vários bruxos vinham chegando para ajudar a apagar o fogo.

– Aaaaaaa– ele gritou após deixar Mione no chão e se jogar na grama, tentando apagar um pequeno foco de incêndio em sua bermuda.

Ron viu Hermione tentar se levantar e erguer a varinha, mas a deixou cair.

Ele então segurou no braço da mulher:

– Deixe a casa queimar. Precisamos ir pro... Hospital.

– Estarão lá em um minuto, Weasley.

Ron apenas ficou acordado tempo suficiente de olhar para o chefe dos aurores com gratidão e dizer:

– Obrigado.

[...]

Ronald abriu os olhos assustado, como se acordasse de um pesadelo. Ao se ver no Saint Mungus, teve certeza que seu pesadelo era na verdade real.

Ele olhava Hermione dormindo na cama ao lado, sem conseguir acreditar que a casa que tanto amavam havia sido tomada por chamas. Como a casa pode ter pego fogo? Embora estivesse frio, Ron tinha certeza de não ter aceso a lareira na noite anterior quando chegou com Hermione.

Confuso e com a cabeça dolorida, ele tentou se levantar, mas o simples toque do lençol em cima da pele o fez gritar de dor.

Ele então olhou para os pés, cobertos de queimaduras, arfando pela dor e pela fúria que tomou conta dele ao pensar que provavelmente o francês que o perseguia estaria por trás de tudo isso.

– Ah, o senhor acordou, Sr Weasley. Por favor, fique quieto, suas queimaduras foram severas.– Dr Cinnamon se aproximou dele, fazendo que se deitasse de novo.

– Aqui está sua poção de repor pele. Precisará dela na próxima semana.

Ron olhou feio para o homem, tampando a visão da maca de Hermione, que continuava adormecida.

Ele bebeu o líquido urticante rapidamente, sem se importar com o formigamento no corpo que ela lhe provocava.

– Tá, agora me deixa ir ver Hermione.

O medibruxo então conjurou uma cadeira de rodas e levou Ron até a mulher.

Ron então tomou a mão dela entre as suas mãos enfaixadas, beijando delicadamente. Ficaria ali até que ela acordasse.

– Como ela está?

– Ela está bem, Sr Weasley. Sua mulher teve apenas uma queimadura leve nas mãos. Vocês dois engoliram muita fumaça, mas foram trazidos rapidamente, então revertemos rápido os efeitos.

– Obrigado por cuidar de nós.– ele disse com a voz embargada.

O medibruxo apenas assentiu, tímido.

– Ron...– Mione finalmente acordou.

– Ah meu amor– Ron a abraçou da melhor maneira que pôde.– Me perdoe.

Ela afagou as costas dele, sussurrando:

– Pare com isso, por favor, não é sua culpa. Você não me machucou, pelo contrário, se não me pega naquela escada acho que teríamos morrido.

O medibruxo olhava a cena emocionado.

– Achei que ia acordar com todos os Weasley na nossa volta...– Mione comentou, olhando a enfermaria.

– Eu também.

– Acredito que queiram ver sua família. Eles estão na sala de espera, esperando acordarem. Posso chamá-los?

– Por favor.– Mione pediu.

Ele fez que sim e saiu.

Logo Sra Weasley, Gina e Harry entraram correndo, um com a expressão mais aliviada que outro.

– Ah meus queridos, que susto nos deram!– Molly os beijava onde não sentiam dor, com a voz embargada.

– Tá tudo bem agora, Sra Weasley. E a casa?

Gina e Molly se olharam temerosas.

– Bem, querida, a casa vai precisar de reforma. Porém os móveis... Fotos de vocês... Não sobrou muita coisa.

Mione olhou para o teto, piscando para tentar espantar as lágrimas que enchiam seus olhos.

– Ei, não fica assim, Mione. Vocês vão começar tudo de novo, tirar outras fotos.

Ron empurrou sua cadeira de rodas de volta para sua cama, ficando de costas para todos. Mesmo de longe os três logo viram que Ron chorava silenciosamente também.

Gina fez menção de ir até lá mas Harry a segurou.

– Deixa, eu vou falar com ele.

Harry pegou uma cadeira e colocou ao lado da cama do amigo, cuja respiração difícil demonstrava a dor que sentia na pele que se regenerava.

– Sei que foi uma merda tudo isso, Rony, e que está cansado, mas tem uma coisa que precisa saber.

Ron, até então olhando para o teto, finalmente olhou o cunhado.

– Que foi agora?

– Ontem a noite Linux fugiu após apagar Mendez, sabe como é, eram três contra um. E aí ficamos desesperados pensando que nunca conseguiríamos pegá-los mas...

Ron se endireitou na cama, por mais dor que isso causasse.

– Mas o que, Harry...

– Kath e Anna se esbarraram com o Hub, do departamento de transportes, querendo nadar no meio do saguão. Elas então o seguiram até o departamento e o comportamento estranho dele continuou, então perceberam que ele estava reagindo a uma maldição Imperius mal feita. No momento ele está aqui, para reverter o feitiço. Mas os colegas dele identificaram uma lareira que foi ligada à rede de Flu ontem a noite.

– Onde é o maldito esconderijo, Harry?

– Floresta do Roncador, no norte. Elas estão lá agora, procurando o local exato para montarmos a operação o quanto antes.

– Quando vamos?

– Você tá maluco? Você não pode ir!

– Não só posso como vou e gostaria de ver alguém me impedir! Aquele maldito tocou fogo na minha casa para me queimar vivo!

Harry esfregou a cabeça, irritado com o Ron embora soubesse que ele tinha razão.

– Vou pedir a Kingsley para esperar você ter alta então.

– Acho bom.– disse em um tom tão conclusivo que Harry não ousou questionar mais. Mudaram então de assunto, falando sobre o campeonato de quadribol, até que o medibruxo obrigasse os visitantes a irem embora.

– Posso pelo menos ficar com a cama perto da dela?– o ruivo perguntou ao medibruxo antes que esse fosse embora.

– Claro.

E com um aceno, fez surgir uma cama ao lado dela, pra que Ron pudesse dormir de mãos dadas à ela.

Exaustos física e emocionalmente trocaram apenas um boa noite, esperando que ao voltarem para a Toca no dia seguinte conseguissem converter o amor que recebiam de todos em força para começar tudo de novo.



Notas Finais


Eita
Fiz alguns sofrerem com esse capítulo, mas não será no próximo que as coisas vão esfriar. Pelo contrário.
Boa semana a todos, se cuidem.
Acho que agora da pra postar uma vez por semana, então...
Até segunda que vem! ❤️


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