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História New Horizon- Facing Ages- HinnyRomione - Capítulo 8


Escrita por: Dralrs

Notas do Autor


Oi gente, voltei com mais um capítulo para vocês.
Teremos duas novas personagens na história hoje que podem voltar a aparecer mais pra frente.
Boa leitura!

Capítulo 8 - Correndo na direção do perigo


New Horizon: Facing Ages- Cap 8

Katherine calçou as botas e passou o batom enquanto psicologicamente se preparava para mais uma ‘daquelas’ manhãs no ministério. A auror originalmente espanhola, que há 5 anos defendia os bruxos no ministério Castelhano, estava há 3 meses em Londres, após se casar com o Dr Albendirr. O medibruxo havia cuidado dela após uma missão internacional que terminou com um desabamento nos arredores de Manchester.

– Pronto, querida. Podemos ir.– O homem abraçou a esposa de lado, com sua maleta na mão livre.– Deixo você na porta e depois vou para o hospital.

– Obrigada.– Kath sorriu docemente, suspirando.

Para alguém que jamais havia recebido amor a não ser de amigos, se apaixonar havia sido uma grata surpresa, e o casamento uma desafiadora aventura.

A garota órfã e amargurada, que na escola finalmente fez amigos e ganhou a confiança de professores, conseguiu se tornar um animago legalmente em seu último ano na escola, e foi imediatamente aprovada para o departamento de aurores.

Naturalmente, com o currículo invejável que possuía, não teve qualquer dificuldade de ser contratada por Kingsley com um salário razoável. E não queria de maneira alguma decepcionar o ministro geralmente tão gentil com ela, embora tivesse certeza que hoje ele não estaria NADA gentil.

Ela suspirou, encostando a testa no vidro do carro.

– Kath, você não deu uma palavra no caminho. Que está acontecendo?

– Nada demais. Apenas pensando que Shacklebolt certamente nos chamará para uma reunião essa manhã, após o ataque ao Weasley.

– Já sabem quem foi?

Kath suspirou.

– Não tenho permissão pra te falar com detalhes, Joe, mas é um francês que ele ajudou a prender. Ele matou o ministro francês há uns meses.

– Ele parece ser realmente muito perigoso. O garoto e a esposa tiveram sorte de serem socorridos com vida. A julgar pela gravidade das queimaduras não deve ter sobrado muita coisa da casa.

– Vai precisar de uma reforma e tanto.– ela engoliu em seco, pensando na fogueira que a casa havia se tornado, e no monte de cinzas a que os móveis tinham sido reduzidos.– e nós vamos precisar de sorte pra achar o filho da mãe.

O homem suspirou e o silêncio pairou entre eles por uns minutos.

– Faça o que precisa ser feito, mas tome cuidado, por favor. Não se esqueça que te amo.– disse por fim, estacionando em frente ao prédio que tinha a entrada de visitantes do ministério.

Ela sorriu, deu um selinho no marido e rumou para o que sabia que seria um longo dia.

Mas ao menos, pensou sorrindo, teria a companhia da amiga.

– Anna, me espera!

A jovem loira, uma cabeça mais baixa que ela, sorriu ao ouvir a voz da amiga atrás dela, segundos antes de entrar na cabine.

– Bom dia Kath. Pronta para um longo dia?

A outra confirmou com um aceno.

– Acha que vamos ser escaladas no grupo dos que vão atrás do francês?– perguntou enquanto a cabine telefônica entrava no subsolo.

– Sem dúvidas. Além de nós só temos um animago na equipe, o Sr Moldric, que tá perto de se aposentar e não costuma fazer missões assim mais.– suspirou, dando de ombros.– Às vezes penso que teria sido mais fácil se não tivesse inventado de ser animaga.

Kath não comentou, mas intimamente concordava com a amiga. As piores missões sempre a incluíam. Não que ela não se sentisse útil ao fim das missões, mas sabia que estava mais exposta ao perigo e suspirava aliviada ao sobreviver a cada uma delas.

Saíram do elevador e entraram no saguão lotado do ministério da magia britânico, cujos pisos verde-esmeralda faziam ecoar cada passo na direção do Hall.

– Eu nunca vou me cansar da beleza desse lugar– Kath comentou com Anne, se demorando para observar pela centésima vez a escultura em que bruxos e criaturas se davam as mãos.

– É realmente perfeito.– A loira concordou.

E então, abriu a boca para dizer mais algo quando teve sua atenção roubada por um coro de risadas.

– Mas que diabos... Kath, olha isso!

Hub Johsom, um respeitável funcionário do departamento de transportes mágicos, havia surgido rodopiando de uma das lareiras, vestido de terno e com uma bóia na mão.

– Um bom mergulho, senhores!– ele dizia, à guiza de bom dia, rindo incontrolavelmente.

– Mas que coisa! Anne, me diz que não sou a única a ver e entender o que tá acontecendo com esse pobre homem?

– Não. Eu também já entendi. Vamos segui-lo até o departamento e tentar entender quem ou porque lançou a Imperio nele.

As duas correram atrás dele, conseguindo entrar no mesmo elevador. Entre espasmos, risadas, e batidas de pé no chão, chegaram ao andar, ocasião na qual ele vestiu a bóia, deixando-a enganchada na cintura.

O departamento ainda estava vazio, de modo que Anne e Kath ficaram mais atrás, observando.

O primeiro funcionário da divisão de Flu, setor de Hub, chegou, e as duas foram alertá-lo.

– Antes que dobre aquele corredor é importante saber que Johsom veio para o trabalho com uma bóia, e está rindo atoa.

– Que?– William disse, confuso.

– Ele claramente foi amaldiçoado com a Imperius e está reagindo mal.– Kath disse impaciente, contando o show que o homem havia protagonizado no saguão.

– Merda. Hub estava no plantão aqui ontem a noite!– reclamou, coçando a cabeça sem um fio sequer.

– Ontem à noite, é isso! O francês entrou na casa dos Weasley pela lareira!– Anne exclamou, cerrando os punhos.

–Ele pode ter o esconderijo dele ainda ligado à rede do Flu!– A morena completou o raciocínio da amiga.

– Vamos!– o homem saiu correndo, elas atrás.

*

*

*

A reunião havia começado há quase trinta minutos, e interromper o ministro da magia chegando atrasada em uma reunião certamente não era uma atitude plausível para Annabeth Lourrein.

Não até aquele momento, quando ela tinha um excelente motivo.

Quase sem ar, ela e a amiga recém chegada da Espanha dispararam pelo primeiro andar e entraram sem sequer pedir licença.

– Ah, finalmente. Querem me dizer do que estão brincando pra chegarem meia hora depois?

– Com todo respeito, senhor, estamos brincando de localizar o esconderijo do desgraçado que incendiou a casa dos Weasley noite passada.

O ministro, tentando controlar sua fúria, e se desculpando pela grosseria, fez sinal que falassem.

– Ele está na Floresta do Roncador, Sr, e entrou na casa pelo Flu. Por isso os aurores não perceberam a entrada.

Após contarem em detalhes o que haviam descoberto, Kingsley se levantou e passou a andar em torno da mesa.

– Excelente, vocês vão montar tocaia na floresta do Roncador, localizar o esconderijo, que certamente deve ser protegido por algum feitiço protetor, já que incompetentes esses homens não são.

Harry deu um bufo irritado.

– Desgraçado. Posso ir ver como ele está, Kingsley?

– Claro. Só tente deixar claro que Ronald não vai se envolver dessa vez.

– Ministro, eu não sei se ele vai aceitar ficar de fora disso, por mais que esteja machucado ele vai querer se recuperar e...

– Ele não vai dessa vez. É minha palavra final.

– Sim senhor.– Harry engoliu em seco sabendo que o ruivo não gostaria de ficar de fora da missão de captura do homem que havia destruído sua casa.

Harry aparatou direto na sala de espera do St Mungus, recebendo logo o abraço desesperado da mulher e da sogra.

– Ah, Harry, você se machucou?– Molly se afastou para avaliá-lo.

– Apenas uma queimadura leve no pé, mas fui liberado no mesmo instante. Quando eu cheguei tavam quase acabando de apagar o fogo e eles já tinham sido trazidos pra cá, mas aí mal amanheceu e Kingsley nos chamou. Como eles estão?

– Não os vimos ainda. Estão dormindo, fora de perigo, mas o Dr que os atendeu disse que as queimaduras foram graves.

Gina se aconchegou mais fortemente nele.

– Quando você saiu de madrugada dizendo que era emergência nunca poderia pensar que eram eles...– disse contendo um soluço.

– Shh.. não chore, bebê. Foi só um susto. Eu também não tinha percebido que era o endereço deles no anel... Me desculpe demorar a avisar vocês. O fogo foi horrível.– Harry afagava o cabelo de Gina, mordendo os lábios, nervoso com toda a situação.

Ela se afastou enxugando as lágrimas.

– Nós vimos.

– Vocês foram lá?

– Fomos ainda há pouco, quando o médico disse que eles ainda vão demorar a acordar.

Ele suspirou, sentando, observando elas fazerem o mesmo a seu lado.

– Quão ruim é a situação da casa?

– Só não perderam a vida. A casa...– Molly deixou uma lágrima escorrer pela bochecha.

– A biblioteca da Mione, a caixa de fotos deles, os móveis todos...  São cinzas, agora. Só sobraram alguns móveis no andar de cima. As paredes precisam de pintura, o piso tem que ser trocado... Enfim, terão que recomeçar.

– Não vão demorar a prender o desgraçado. Acabaram de descobrir que o esconderijo do rato francês é na floresta do Roncador. Vão fazer um plano e atacar o homem.

– Espero.– a ruiva disse com a cabeça apoiada nos ombros do marido.

*

*

*

Na tarde seguinte...

– Eu já disse que não, Harry.

O jovem bufou, frustrado.

– Eu disse a ele, mas Ron insistiu. Disse que ele tem direito de acabar com o francês depois de ter sido queimado vivo.

– Ele está acamado, com uma pele fina como a de um bebê, e já quer se enfiar em uma missão de captura! Do que acha que ele está brincando?.

– Kingsley, Ron não vai descansar enquanto não colocá-lo na missão. Ele teve alta ontem e sequer dormiu de noite, andando feito um zumbi pel'A Toca. Só não saiu de lá e veio aqui por conta dos feitiços de proteção. Ele quer justiça.

O homem coçou a cabeça, irritado, e Harry continuou a arriscar seu emprego e a enfrentar o ministro.

– De todo modo você sabe que a captura não será hoje ou amanhã. Há 48h elas estão lá e não deram sinal de vida, o que significa que ainda não localizaram exatamente que ponto da floresta se esconderam. Ele só quer uma chance de ajudar a prender esse sujeito. Esse francês queimou todas as melhores fotos que ele tinha com Hermione...

Por fim, o homem balançou a cabeça, dando de ombros.

– Ok. Vamos pra lá, eu vou conversar pessoalmente com ele.

Enquanto isso, no norte da Grã-Bretanha, a neve que caia incessantemente na floresta e criava um verdadeiro tapete escorregadio entre as árvores, embora incômoda, havia sido bastante útil para ajudar as aurores Lourrein  e  Albendirr  a localizarem, naquele exato momento, o esconderijo de Linux e seus comparsas, cercada de um feitiço de camuflagem. O frio provocado pela nevasca, obrigou os três que se escondiam ali a acenderem a lareira.

Estavam ali já há dois dias sem sinal de vida do homem, então ao verem a fumaça, Kath e Anna comemoraram e se transformaram, em lobo e texugo respectivamente, e agora estavam ao redor da cabana, identificando quais seus feitiços de proteção e pensando em como atacar e finalmente prender o francês que vinha tirando o sono de dois ministérios da magia.  

A avaliação levou longos minutos, durante os quais trocavam olhares.

Era noite, e os ruídos de outros animais da floresta atrapalhava Anna, que tentava escutar alguma conversa dentro da casa. Por fim, fez sinal pra Kath e se afastaram.

Por longos minutos, os animais caminharam lado a lado até finalmente se transformarem de volta na barraca das duas.

– Não consegui ouvir muita coisa, mas fizemos alguns progressos sim...

Kath concordou, pensativa.

– São os feitiços de proteção mais fortes que existem. Não será exatamente fácil penetrar essas defesas todas.

– Vamos voltar amanhã pela manhã, e de tarde aparatamos no ministério para contar o que sabemos.

E assim foi feito.

Às 17h do dia seguinte, Kingsley tentava conversar com um Ron particularmente mal humorado no ministério, já recuperado das queimaduras mas profundamente furioso, quando a porta se abriu intempestivamente.

– Ministro, está é a segunda vez que invadimos sua sala sem sermos convidadas...– Kath falou esbaforida.

–... Mas fique a vontade pra nos punir por isso depois que contarmos o que descobrimos.

– Falem logo!– o homem disse, apontando para o outro sofá vago, enquanto Harry e Ron trocavam olhares ansiosos.

As duas se sentaram, parecendo tomar um ar.

– Não podemos parar para planejar nada dessa vez, ministro. Temos que voltar ainda essa noite pra lá.

– Ele vai voltar pra França ao amanhecer o dia. Ele acabou de mandar um dos idiotas vir a Londres, checar o estado do Weasley e a mulher dele– Anne disse apontando Ron com o olhar.– E caso eles estivessem vivos ainda, era pra terminar o serviço no hospital mesmo.

Ignorando os bufos de ódio que o ruivo soltou, a outra continuou.

– Claro que não poderíamos deixar ele vir fazer isso. Era a nossa grande chance de impedir, então Anne correu até mim pra contar, já que eu estava um pouco mais afastada, assustando outros animais pra que não tivéssemos interferência. Quando o idiota saiu, Anne jogou nele um feitiço silenciador e eu ainda transformada de lobo o assustei. O idiota chegou a molhar as calças e cair na neve, gritando, mas ninguém escutava. Então, fui fazendo ele dar alguns passos atrás e Anne conseguiu dominá-lo com a Imperius.

Kingsley, Harry e Ron fizeram cara de quem poderia dar um abraço nas duas.

– E o que ordenaram a ele?– Ron quis saber.

– Que desfizesse todos os feitiços de proteção ao redor da cabana, sem dar aos outros o menor sinal, que disesse a ele que vocês estavam mortos, e que convencesse Linux a sair amanhã de noite, para garantir que daria tempo de virmos aqui, contar tudo a vocês e voltar com reforços.

– Nós vamos, certo Kingsley?– Harry perguntou, apontando Ron também.

Dessa vez o ministro sequer pensou antes de dizer que sim.

– Esta história está se prolongando demais. E ela precisa acabar hoje. Vamos reunir nossos melhores aurores e é claro, você e Ron estão nesse seleto grupo, assim como as duas ali.

Ron deu um sorriso orgulhoso pra Harry, que retribuiu.

– Ótimo, ao trabalho.

*

*

*

Um par de horas mais tarde Ron, Harry, Anne, Kath, Rowling, Josh e Mendes estavam aparatando na floresta, todos devidamente desiludidos..

– Vamos nos transformar para guiar vocês até a cabana pelo olfato. A mata é absolutamente escura a essa hora, a luz das varinhas vai fazer muito pouco.

Os outros assentiram.

Kath entrou primeiro na mata, uivando para afastar algumas criaturas do caminho e facilitar a chegada até a cabana. Anna entrou em seguida, farejando o caminho.

Os outros começaram a caminhada, mas ao abrir passagem em meio a 15 cm de neve, o barulho era maior que deveria.

Rowling rapidamente resolveu o problema, lançando um feiticinho nas botas de cada um.

Imediatamente Harry e Ron sorriram um para o outro, e cochicharam:

– Lembra da Hermione fazendo isso pra apagar nosso rastro até a cabana de Hagrid?– Harry perguntou, rindo.

– Lembro. Já gostávamos de viver perigosamente naquela época.– Ron brincou.

Riram baixinho, antes que fossem chamados a atenção.

Andaram cerca de quarenta minutos na mata absolutamente fechada, até entrarem num local com menos árvores e caminho mais largo aberto no chão.

Anne e Kath pararam e se transformaram de volta em gente, voltando a fazer o feitiço de desilusão.

– Estamos quase lá. Apaguem as varinhas, a lua tá bem aqui em cima.

Ron levantou rapidamente o olhar para o céu, que continha algumas estrelas, e a lua crescente quase cheia.

Em menos de cinco minutos chegaram à cabana.

O lugar velho e coberto por Hera, agora branca devido à neve, estava devidamente desprotegido, graças à Imperius lançada em Rinné.

– Aqui está o esconderijo do verme.– Harry resmungou.

Ron não abriu a boca, pois a fúria já fazia o sangue rugir em suas orelhas. Apenas o autocontrole o impedia de dar o troco e incendiar a cabana com os três dentro.

Rowling se aproximou.

– Kath, hora de agir.

Novamente, a mulher tinha se transformado em lobo e agora uivava, se aproximando cada vez mais da porta da cabana de madeira, e ao chegar lá, arranhou uma das pesadas patas na porta, uivando cada vez mais alto.

Os aurores posicionaram as varinhas, cientes que Kath não demoraria a destruir a porta com as paradas na maçaneta.

Dentro da cabana, os três se espremiam como ratos na parede, mas confiando que a loba desistiria a qualquer momento. Mas para desespero deles, mais um minuto e a porta cedeu às investidas cada vez mais furiosas de Kath, abrindo espaço para os outros autores entrarem.

– Incarcerous!

– Impedimenta!

Os auores já chegaram duelando, mas os franceses reagiram rápido. Virando a mesa para faze-la de escudo, chocando seus raios com os dos aurores ou se desviando deles.

– Deixa de se esconder, seu rato! Você não quer me matar? Vem então, tô aqui!– Ron bateu no peito e viu o francês se levantar e lançar algum maldição, se abaixando e sentindo o feitiço passar rente aos seus cabelos.

Os dois começaram então uma luta mortal.

Paralelamente, os aurores amarraram rapidamente um dos comparsas, mas o outro havia acabado de explodir uma estante na cabeça de um deles. Olhou para o lado e viu Ron mirando alguma maldição em Linux, e resolveu ajudar o chefe para saírem logo dali.

– Estupefaça!– ele berrou e o raio vermelho passou a milímetros da orelha de Ron, que sequer percebeu a ameaça, focado como estava em destruir o homem à sua frente.

– Desgraçado!– Harry praguejou.– Impedimenta!

Rowling se juntou a Harry contra o homem, e ao lado Ron e Linux disparavam feitiços um contra o outro com tamanha intensidade que sequer se importavam se acertariam mais alguém.

– Avada...

– Reducto!– Ron berrou antes de ele lançar a maldição, acertando a parede atrás do francês, que se desfez como pó.

Nesse momento, o outro comparsa caía desacordado.

Vendo que agora estaria sozinho, Linux mandou às favas o plano de vingança e resolveu fugir enquanto tinha vida.

Mas Ronald não deixaria o francês fugir tão fácil.

– Ah, mas você não vai fugir não!– Ron berrou, indo atrás do homem na floresta, ignorando o grito de Harry para esperar.

“Não dá para te esperar, Harry. Destruir esse filho da mãe é pessoal!”, pensou, enquanto continuava no rastro do francês, que disparava feitiços em Ron sem sucesso.

– Vamos, Linux, você não é o grande bruxo que vai dominar a França sem ajuda de ninguém? Cadê o filho da mãe que queria me queimar vivo? Grande saco de merda, é o que você é.

As provocações de Ron atingiram o efeito desejado e o homem parou de correr, se virando pra Ron para atacá-lo.

– Vou dominar a França, mas vou te despachar para o inferno primeiro, ruivo.

Ron deu uma risada amarga.

– Se tem um de nós dois que vai queimar no inferno hoje, esse é você. Eu já estive lá algumas vezes, mas sempre volto.– Ron resmungou, se lembrando do desespero ao ver Hermione quase desmaiada em seus braços no meio do fogo há apenas 5 dias, e dos momentos de agonia que viveu na época de Rosier. – Mas vou me assegurar que você não vai voltar.

Linux riu da ameaça.

 Vai me matar, ruivo? Você não tem cara de quem mata.

– Mato quem ameaçar minha família– Ron falou, fora de si.

Ambos se encaravam no escuro, dando um passo de cada vez, até alcançarem um ponto em que apenas se ouviam. O único som era de suas respirações descompassadas.

A adrenalina palpitava em suas orelhas, e seus cérebros trabalhavam em máxima velocidade, cientes de que qualquer movimento em falso e seria tarde demais.

– Ronyyyyy....

Ron ouviu o grito dos outros aurores longe, percebendo que tinham se afastado demais da cabana.

– Ora ora, seus amigos estão vindo te ajudar. Pena que não vão encontrar nada a não ser um corpo aqui. Ao se virar para olhar, pisou numa galho, o que foi o suficiente para Ron ouvir o ruído de uma varinha sendo sacudida.

E então, tão rápido quanto uma piscadela, Ron viu um raio vermelho vir direto na direção de seu peito, e se jogou no chão, rolando, vendo uma pilha de folhas atingidas pelo feitiço pegar fogo.

– Cadê você, ruivo? Não ia me despachar pro inferno?

A risada do homem esticava os nervos do auror ao máximo, mas ele sabia que se atacasse de qualquer jeito não acertaria o feitiço, já que não o enxergava naquela escuridão. O suor escorria na testa dele e caia no olho, queimando, enquanto o vento e a neve castigavam sua pele. Apurou os ouvidos.

Linux mandou um feitiço não verbal numa árvore próxima, ricocheteando em outras duas, e então Ron o enxergou o suficiente para sair atrás da árvore que se escondia e mandar o primeiro feitiço que lhe veio à cabeça:

– Bombarda!

A cena seguinte pareceu decorrer em câmera lenta.

Linux, que olhava em outra direção no momento que Ron lançou o feitiço, se virou e sequer levantou a varinha antes de o feitiço passar a milímetros de seu pescoço e atingir a árvore no qual estava encostado. Então, as raízes do pinheiro gigantesco se soltaram e, como estavam em uma descida, a árvore começou a tombar.

Ron viu o que ia acontecer e gritou. Um grito de horror de coalhar o sangue de qualquer um que estivesse perto. Mas a gravidade agiu antes que Ron pudesse se mexer ou que Linux se distanciasse o suficiente, fazendo que árvore esmagasse o homem e batesse no chão, tremendo a floresta e espalhando uma mancha de sangue no terreno imaculadamente branco pela neve.

Ron apenas se largou no chão, chorando, mal conseguindo respirar, e então, foi levado pela inconsciência.


Notas Finais


Pobre Ron...
Semana que vem veremos as consequências que essa morte terá pra ele.
Até lá.
Ah, deixem os lenços prontos pro próximo capítulo 😭


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