1. Spirit Fanfics >
  2. New Horizon- Facing Ages- HinnyRomione >
  3. It's hard to say goodbye

História New Horizon- Facing Ages- HinnyRomione - Capítulo 9


Escrita por: Dralrs

Notas do Autor


Surpresa!
Cheguei com o capítulo que era pra ter sido postado ontem 🤭
Espero que tenham uns lenços sobrando por aí... 🤧
Aproveitem! 😘

Capítulo 9 - It's hard to say goodbye


New Horizon- Facing Ages- cap 9

Rony sentia as pálpebras pesadas, e ouvia ruídos indistintos. Queria abrir, saber onde estava, mas se sentia tão dolorido...

“O que aconteceu? Por que estou dolorido?...”, ele tentava refletir, até sentir uma mão delicada passar pela sua testa.

Reconheceria aquele toque em qualquer lugar, então se esforçou para mostrar que estava acordado, ou ao menos tentando acordar.

– Mione...– sussurrou, ainda de olhos fechados.

– Ron, você falou meu nome? Ou estou sonhando? Repete meu amor, volta pra mim...

E então lentamente viu a luz entrar pela pequena fenda dos seus olhos, e mesmo a visão embaçada com o rosto da esposa o fez sorrir antes de abrir totalmente os olhos.

– Mione, ei, não chore... Está tudo bem agora.

A morena subiu na cama e se aconchegou ao lado dele, chorando, e tentando dizer entre os soluços:

– De-desculp-pe... Mas tive tanto medo... Você tava...muito machucado.

Quando ela se acalmou e levantou o rosto para olhá-lo novamente, Ron pediu ajuda pra se sentar na cama, para conversarem. Só então reparou nas inúmeras escoriações em ambos braços, e na faixa ao redor de uma das pernas.

– Mas amor, eu não entendo. A última coisa que me lembro é de ver a árvore caindo em cima de Linux, e tentar correr pra ajudar mas parecia congelado no lugar, e então ficou escuro e acordei aqui.

Mione se sentou novamente na cadeira de acompanhante, e respirou fundo, enxugando as lágrimas.

– Ah, querido. Eu nem sei como te dizer isso direito. Mas Harry me contou que quando derrubou a árvore eles já estavam perto, e saíram correndo na direção do barulho, e encontraram o corpo de Linux esmagado. Mas o tronco havia descido pela neve, derrubando outras, e a princípio não te achavam. Então te viram lá embaixo. Você provavelmente desmaiou e desceu rolando pela neve, batendo nas outras árvores que caíram. Chegou aqui com a perna quebrada e.. todo arranhado– disse com a voz embargada outra vez.

Ron olhou para baixo, o olhar queimando, as entranhas se corroendo de culpa por matar um homem, ainda que ele fosse um criminoso, e se sentindo mal por assustar Hermione e os colegas.

– Eu nunca... Nunca tive realmente a intenção de matá-lo, Hermione. Eu só agi por impulso. Eu estava nervoso, duelando no escuro e... Bombarda foi o primeiro feitiço que me veio à cabeça. Eu só...

Hernione o interrompeu com um selinho e enxugou as lágrimas que molhavam suas bochechas.

– Ei, olhe pra mim Ronald Weasley.

Relutantemente, ele olhou.

– Você não é um assassino. Você evitou a morte de sabe lá quantos franceses e só estava se defendendo, do mesmo jeito que eu quando matei Rosier, lembra?

Ron fez que sim, suspirando aborrecido.

– Eu sei, mas tô com vergonha de mim, e assustado com quanto ódio eu estava sentindo quando fiquei de frente para ele. Eu não sou essa pessoa, Hermione, vão achar que matei de propósito.

– Ei, sua família  e seus colegas sabem da verdade, e é o que importa. E por favor, Ron, todos já experimentaram a ira em algum momento da vida. Não se torture mais por isso.

– Vou tentar.– disse com sinceridade, apertando a mão da mulher entre as suas.

Então, deu um bufo misturado com uma risada, e Mione o olhou confusa.

– Que foi?

– Tenho que parar de acordar no St Mungus. Daqui a pouco vão achar que moro aqui.

Os dois riram, tornando o clima um pouco mais leve.

Só então olhou ao redor e viu que estava sozinho naquela enfermaria.

– Quanto tempo dormi?

– O dia todo. Já é quase meia noite.

Ron desviou o olhar, olhando para o teto.

– Mamãe deve estar louca de preocupação, e Harry e Gina também.

– Sim.– Mione passou a mão nos cabelos grudados dele, observando aborrecida que ele estava coberto de sangue em alguns pontos.– Eu vou ali fora avisá-los e já volto para te ajudar a tomar um banho. O medibruxo disse que poderia tomar assim que acordasse.

O ruivo assentiu, então a morena depositou um beijinho na testa dele e se foi, deixando Ron mergulhado em pensamentos conflitantes.

*

*

*

Na tarde seguinte Ron teve alta do hospital, após ser visitado por Kath, Anne, Rowling e outros colegas do ministério, além do Ministro da Magia em pessoa. Kingsley agradeceu a Ron por ter acabado com aquele pesadelo, e garantiu que o ruivo não seria visto como assassino, assegurando que o profeta diário receberia a versão real da história, sem distorções.

Foi com imenso alívio que Hermione estacionou o carro deles n’A Toca, já que Ron estava muito dolorido para aparatar.

– Em casa.– Ela comentou, com um sorrisinho de lado.

– Em casa.– Ele repetiu, suspirando, pensando com pesar na antiga casa, que precisaria de reforma.

Mione percebeu os pensamentos de Ron e segurou em sua mão antes mesmo de saírem do carro.

– Ei, não fica assim, Ronald. Daqui uns dias a reforma fica pronta e vamos fazer tudo de novo.

– Eu sei. Mas não deixa de ser triste.

Mione deu de ombros e eles saíram do carro. Entendia, é claro, a tristeza de Ron, mas ao menos tinham escapado do incêndio com vida.

– Ah meu filho, está em casa agora, em segurança.– Molly veio abraçá-lo apertado.– estão todos ansiosos para vê-lo.

Ron agradeceu e entrou n’A Toca, se surpreendendo ao ver quase todos ali.

– Oi família!– ele acenou para todos, recebendo abraços de alguns.

Naturalmente que a Sra Weasley o fez comer adequadamente, repetindo pelo menos três vezes, e depois que todos estavam entretidos conversando, Ron se jogou num sofá mais afastado e fez sinal a Harry.

O cunhado discretamente cochichou no ouvido de Gina e foi até ele.

– E aí, cara, como fica a cabeça no meio disso tudo?

– Antes estava bem confusa, Harry, mas agora tô vendo tudo com clareza. Como ficou o ministério depois que voltaram?

– Kingsley explicou o que aconteceu para a imprensa, despachou uma coruja pro novo Ministro da Magia francês, dizendo que estava tudo acabado, e os aurores viajaram acorrentados aos dois comparsas até o presídio deles, só que dessa vez eles reforçaram a proteção do lugar.

Ron balançou a cabeça positivamente, e suspirou.

– Tomei uma decisão importante, e sei que Hermione certamente vai apoiar e entender, então vou contar pra você antes mesmo de contar pra ela.

Harry enrugou a testa, preocupado.

– O que vai fazer, Ron?

O ruivo passou a mão nos cabelos antes de responder.

– Não vou continuar sendo auror.

Harry se engasgou com a própria saliva na pressa de perguntar:

– Você o quê? Ron, você não pode! Somos os melhores da nossa turma.

O ruivo rolou os olhos.

– Fala baixo, não é pra todos escutarem ainda. Eu vou anunciar minha decisão amanhã, depois que falar com Hermione, e aí vocês vão saber meus motivos. Só queria te contar primeiro para saber o que vai acontecer.

Harry esfregou as duas mãos no rosto, irritado por perder o colega de profissão, mas sabendo que devia apoiá-lo.

– Ok, se é o que decidiu eu vou respeitar. Quando vai falar com Kingsley?

– Amanhã mesmo.

Harry balançou a cabeça mas não disse mais nada, mudando de assunto. Já passava das nove da noite quando Jorge, Percy e suas famílias foram embora, prometendo voltar no dia seguinte.

Ron ainda conversou um pouco mais com o pai, animado ao ver o que o departamento dele vinha criando graças ao feitiço de eletricidade, até que começou a ficar com sono demais e Molly ordenou que ele fosse descansar.

– Tá bom mãe, tô indo.– ele deu boa noite pra Harry, Gina e os pais e subiu para o antigo quarto, parcialmente amparado por Hermione, já que ainda sentia dor pra pisar com a perna recém-emendada.

Foi com uma expressão de alívio que se jogou em cima dos travesseiros.

Hermione tirou o cachecol e o dobrou, olhando atentamente para o marido. Ela se trocou rapidamente, entrou no pijama, e se sentou ao lado de Ron na cama.

– Por que eu estou sentindo que quer me contar alguma coisa?

Ron olhou pra mulher com um meio sorriso, admirado com o quanto ela o conhecia.

– Porque quero mesmo. Só tô pensando no melhor jeito de te dizer o que eu preciso.– disse por fim, se levantando rapidamente para tirar a roupa e colocar o pijama também.

– Basta dizer. O que quer que seja.

Ron se deitou e a aconchegou no seu peito, enrolando os cachos dela em seus dedos antes de avisar a ela da sua decisão.

– Sabe, Mione, eu sempre fui um sujeito meio “pra baixo”. Minha autoestima nunca foi das melhores quando era novo, você sabe disso, nunca fui o melhor aluno, nunca pensei me apaixonar pela melhor aluna – nesse momento Mione soltou uma risadinha, fazendo-o rir também – mas quando fui chamado para ser auror mesmo sem os NIEMS, e me vi sendo bom no que eu fazia pela primeira vez minha autoestima foi lá pra cima. E ainda mais quando Kingsley me mandou pra França em junho, pra comandar outros dez aurores. Ele confia em mim, e anteontem mesmo, antes de irmos pra floresta, ele confirmou que eu e Harry estávamos entre os aurores em que ele mais confiava. Então eu realmente acredito que poderia ser um excelente auror. Mas não quero mais ser um.

Ele olhou para Hermione, que apenas assentiu sem questionar ou reagir de qualquer maneira, então ele se sentiu seguro para continuar.

– Eu sei que parece maluquice, e sinto muito se vou decepcionar alguém com a minha decisão, mas realmente não consigo mais. Não gosto da pessoa fria que me torno quando estou de frente para um inimigo, não gosto da pressão de sair de casa para trabalhar sem saber se estou sendo jurado de morte em algum lugar, não consigo mais lidar com uma profissão que coloca em risco a minha vida e a da minha família.

– Oh Ron...– Mione olhava para ele com compaixão, mas fez sinal que continuasse falando.

– Eu amo o que faço, mas quero ver meus sobrinhos crescidos e, quando for a hora certa, formar uma família com você. Eu quero sentir o que meu sogro sente ao usar lacinhos para agradar Maitê. – ele deu uma pausa para rir, assim como Hermione, que  agora ria e chorava ao mesmo tempo.– Não vejo a hora de ver um mini Rony ou uma mini-Mione correndo pela casa e nos enchendo de preocupação e felicidade. Entre trabalho e família vou sempre escolher a família, Hermione, pois é nela que me sinto realmente feliz. Entende?

Mione se sentou, pra olhar na altura dos seus olhos, e tomou as mãos dele entre as suas.

– Não só entendo como estou extremamente orgulhosa de você.– a morena abriu um sorriso amplo.

Ron não resistiu e a puxou para seu colo, abraçando apertado.

– Muito obrigado por entender, Mione. Sabia que estaria do meu lado.

– Claro que vou estar. Sempre. Mas já pensou com o que vai trabalhar quando sair do ministério?

Ele fez que sim, apoiando sua cabeça na dela.

– Quando estive na Gemialidades Jorge me chamou para trabalhar com ele, como sócio. E só não aceitei imediatamente por medo.

– Medo de quê, Ron?

– De decepcionar as pessoas. Todo mundo aqui em casa ficou tão feliz quando fui chamado pra ser auror. Depois na formatura vi todo mundo aplaudindo, papai então parecia explodir de orgulho. Você eu já sabia desde o início que me apoiaria a largar o ministério, mas os outros...

Ele suspirou e Mione passou a mão pelo rosto dele.

– Ron, eles te amam. O que importa para eles é que esteja feliz, qualquer que seja sua profissão. E Jorge não poderia pedir melhor companhia para tocar a loja que não você.

O ruivo sorriu, se agarrando às palavras de Hermione como um bote salva vidas.

– Espero essa compreensão toda amanhã, quando for contar para Kingsley.

– Você vai fazer falta lá, com toda certeza, mas ele é um homem compreensivo, Rony.  Além do mais ninguém pode te obrigar a fazer algo que não quer mais.

– Tá certo. Acho que tô preocupado atoa.– disse aos bocejos, exausto.

Mione fez que sim e eles se aconchegaram para dormir, sabendo que precisariam de bastante energia para enfrentar o dia seguinte.

Dois dias depois

– Está pronto para fazer isso?

Ron olhou para a esposa com um sorriso, e confirmou com a cabeça enquanto ajeitava o nó na gravata.

– Estou. Kingsley teve uma excelente ideia, assim, não precisamos aguentar falatórios.

Era segunda feira, e Ron iria conceder uma entrevista ao profeta diário contando de sua saída oficial do ministério, expondo os seus motivos antes que a notícia vazasse e todos começassem as especulações.

Hermione apenas segurou a mão de Ron e desceu com ele até a lareira.

– Até mais tarde, Sra Weasley.

– Até mãe!

– Até logo, meus amores. E Ronald...

Ron se virou para olhar a mãe.

– Não se esqueça de que sua família está do seu lado e orgulhosa de você.

O ruivo sorriu e foi dar um abraço apertado na senhora.

– Não vou esquecer jamais.

Hermione olhou para o teto, espantando as lágrimas de comoção do canto dos olhos e mais uma vez segurou o braço de Ron para entrarem na lareira e girarem até o ministério.

...

– Sr e Sra Weasley, por aqui por favor.– um homenzinho franzino os abordou tão logo saíram do elevador.

Eles agradeceram e o seguiram, Hermione sentindo a respiração do ruivo se acelerar, o que era esperado em uma situação como aquelas.

Harry, assim como que alguns outros aurores já se encontravam ali na sala de imprensa, mas eles não teriam tempo de conversar com o amigo agora.

Ron e Mione foram levados até a mesa, onde o Ministro já estava sentado, juntamente com o chefe do departamento de aurores.

– Tem certeza eu devia estar aqui, e não ali na plateia?– Mione sussurrou, a absoluto nsiosa.

– Sim, baby, seu lugar é do meu lado. E eles certamente vão querer interrogar você.

Mione corou e Ron mordeu os lábios para esconder sua diversão com a timidez de Hermione mesmo após tantos anos de assédio da imprensa, fosse por uma confusão ou outra.

Após se acomodarem, Kingsley cochichou algo com Ron, que assentiu, e então o homem se levantou, fazendo que todos ficassem em silêncio.

Os fotógrafos já haviam começado o trabalho, e flashs disparavam a cada segundo.

– Bom dia. Reunimos vocês todos aqui logo cedo porque o Sr Weasley tem um comunicado importante a ser feito, e logo após o comunicado vocês poderão fazer perguntas a ele. Achamos melhor explicar antes de a notícia vazar e começarem as especulações que tanto rendem para vocês.

Nesse momento, o editor-chefe engoliu pensamentos amargos, mas nada poderia dizer para se defender já que sabia que o ministro falara a verdade: os boatos eram 80% dos lucros do profeta diário.

O Ministro se sentou e deu a palavra a Ronald.

– Bom dia. Estou aqui para anunciar minha saída do Ministério da Magia e o fim da minha carreira como auror.

– Quê?– vários aurores e jornalistas berraram ao mesmo tempo, fazendo Ron balançar a cabeça afirmativamente e Hermione revirar os olhos.

O tumulto foi tanto que Kingsley precisou bater na mesa.

– Chega! Deixem o homem falar.

– Obrigada Kingsley. Os senhores ouviram direito, e não estou maluco como ouvi alguns aí cochichando. Estou absolutamente lúcido e consciente de que é a decisão correta a ser tomada.

Mione olhou para ele com um assomo de orgulho.

– Colegas aurores, eu não estou abandonando vocês. Estou abandonando o cargo. Continuaremos a ser amigos fora daqui, e sempre que vier buscar Hermione podemos conversar. A companhia de vocês, os combates que lutamos juntos, e todas as boas lembranças  continuarão aqui– fez sinal apontando para o peito, gesto que levou algumas mulheres às lágrimas e fez Harry dar um meio sorriso.

– Eu amei ser auror. Eu gostei de cada minuto que estava aqui do lado do Harry lutando contra a corrupção aqui dentro, tarefa que ele vai continuar daqui para frente, e sentia realmente satisfeito após prender cada bruxo que mexe com artes das trevas. Mas eu estou saindo do cargo em janeiro para me dedicar à minha família. Ser auror é um risco em potencial e eu estou em um momento da vida em que preciso olhar para as minhas prioridades. Eu não estou desistindo de proteger o mundo do mal, só que em vez de proteger os outros vou proteger minha família.

Mione enxugou as lágrimas com uma mão, enquanto a outra continuava a segurar a de Ron.

– Agora, se tiverem alguma pergunta, é a hora.

Vários braços se ergueram no ar, mais afoitos que os de Hermione na época da escola.

A primeira pergunta foi uma das piores de responder:

– Há apenas alguns dias você ajudou a prender os dois comparsas do francês maluco e testemunhou a morte dele. Você já foi para aquela missão sabendo que seria a sua última?

Ron coçou a testa levemente e pediu silêncio antes de responder.

– Eu nem deveria ter ido para lá, o Sr Ministro não queria que eu fosse porque tinha acabado de sair do hospital após esse francês tentar queimar eu e minha esposa vivos. Nós escapamos com vida, mas cheios de cicatrizes e traumas. Perdemos quase toda a mobília da casa e todas as lembranças que guardávamos numa caixa de fotos. Mais do que por fora, eu estava profundamente queimado por dentro. A raiva não me deixava nem dormir à noite, então eu exigi ao ministro que estivesse no esquadrão de captura dele. Queria terminar o que comecei lá na França. Parecia que tinha uma voz me chamando, como se fosse um encerramento de um ciclo. Mas não, não sabia que seria a última. – ele parou para tomar um fôlego e continuou.– Decisões como as que acabei de anunciar são um processo. É claro que eu já estava há algumas semanas pensando nisso, desde que um dos meus irmãos me lembrou que, embora você tenha feito uma escolha, a qualquer momento é possível escolher coisas diferentes. Eu cresci achando que ao escolhermos alguma profissão, ao encontrar alguma coisa que nos desse prazer, isso seria eterno. Mas na verdade encontrei um trabalho no qual me sinto tão realizado quanto aqui, com menor risco de ser perseguido, então fui aos poucos pensando na possibilidade. Mas queria sair só quando sentisse que tinha terminado com minha função. Agora eu senti isso.

– O Sr teve medo de contar sua decisão a sua família?

– Tive e muito. A única pessoa para quem contei sem medo, pois sabia que entenderia, é Hermione. Eu vivia dizendo abertamente o quão satisfeito estava com o meu trabalho, então eu relutei em contar e receber deles uma reação ruim. Mas eles apenas ficaram surpresos, não julgaram, disseram que estão orgulhosos. E eu não poderia ser mais grato a eles por isso.

– O que pretende fazer a partir do ano que vem?

– Vou entrar no ramo do comércio. Em breve vocês vão saber mais detalhes.

O comentário gerou ainda mais burburinho.

A entrevista continuou por mais uns minutos ainda, ele respondendo pacientemente cada pergunta, até que perguntaram a Harry e Hermione como se sentiam com a mudança de Ron.

Por fim, Kingsley e o chefe dos aurores responderam as últimas questões.

– Muito bem, a entrevista está encerrada. Agora podemos todos voltar ao trabalho, inclusive o Sr Weasley.

O ruivo riu, assentindo.

E foi se sentindo um quilo mais leve que ele deixou Hermione na sala dela e seguiu para o batalhão. Queria ajudar o chefe até o último minuto, e ainda faltavam alguns dias para o novo ano. 

Embora assustadora, Ron sentia que tinha tomado a decisão correta, e isso era tudo que sentia que precisava naquele momento. 


Notas Finais


Aí meu Ron... Amo esse ruivo corajoso 🤧🤧
Capítulo que vem pra lá de especial viu? Postarei assim que possível. Amo vocês 😘


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...