História New Life - Harry Styles - Capítulo 28


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Categorias Harry Styles, One Direction, Shawn Mendes, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Shawn Mendes, Zayn Malik
Tags Hanally, Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomnlison, Niall Horan, One Direction, Shawn Mendes, Zayn Malik
Visualizações 60
Palavras 5.889
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero q gostem
Qndo eu escrever o resto, eu posto.
Tô postando em partes bc vai ficar mt longo e mto cansativo, essa seria a "parte um".
💚

Capítulo 28 - Part One


Dizer que tudo o que o casal passou foi “fácil”, seria uma mentira brutal. Nada foi fácil para eles, muito menos para as pessoas ao redor.

Achar um ponto de partida na história do casal, é realmente complicado. Mas isso não muda o fato de que, eles realmente têm um ponto de partida. Lá, naquela noite, na cada dos Styles é o nosso ponto de partida.

Ana pensava que o jantar não mudaria nada, seria só algo a mais. Harry não pensava diferente, achava na verdade bem entediante, só melhorou para ele quando soube da presença do amigo.

Esse, porém, não é o nosso ponto de partida. Tudo começa aos 19 anos da Anally. Foi a melhor festa da vida dela; muita bebida e comida, todos os amigos, familiares, e Harry. Eles aproveitaram como nunca, beberam, dançaram, namoraram, deram risadas. Nenhum deles sabia que aquela festa, transformaria a vida deles em um nó.

Alguns dias após a festa, algo diferente em Anally começou a se manifestar. Mudança de humor; sempre sentimental e chorona. Enjoos e dores também estavam presentes.

- Anally, eu vou lá na farmácia. - Naila começou a falar, mas Anally não deu importância.

- Não, não vai. Eu não tô grávida, caralho. É só uma gripe. - afirmou.

Estava convicta que era só uma gripe, diferente da amiga que tinha certeza da gravidez da loira.

Naila não era a única, os meninos também estavam desconfiados. Liam, como conhece a irmã melhor que si mesmo, resolveu comprar o teste de farmácia. Era um plano simples, de acordo com o moreno; iriam trancafiar ela no banheiro e ela só ia sair depois de ter feito o teste.

Claro que não foi isso que aconteceu, já que Naila não deixou.

- Se ela estiver mesmo grávida, só vai foder mais colocar ela dentro de um banheiro. - disse.

- Então o que a gente faz? Caralho, eu não sei mais! - Liam estava nervoso. Suas mãos suavam e ele mexia no cabelo o tempo todo, Harry estava igual.

- Harry conversa com a Ana. - Zayn sugeriu.

Malik estava sendo um amigo maravilhoso para eles, principalmente à Ana. Percebeu que não vale a pena odiar o Harry por ter ficado com a menina que ele gostava, e que a melhor solução era melhorar para arranjar alguém tão boa quanto a loira. E ele estava se saindo incrivelmente bem.

- Eu… Eu já falei com ela. - gaguejou.

Era verdade, Harry falava com a namorada todos os dias sobre isso. Algumas brigas diárias, discussões, mas tudo, sempre, terminava em “eu te amo".

- Ela não quer fazer o teste. - ele continuou - Diz que é só uma gripe, e que é ridículo a gente duvidar dela. Ela sabe se cuidar. E nós sempre transamos com camisinha. Ana toma remédios. - suspirou - O que a gente faz?

- BANHEIRO! - Louis e Niall gritaram juntos.  

- Ai caralho. - a Naila disse rindo.

O grupo ficou ali, montando planos e planos para fazer a Ana aceitar o teste. Não era exagero. Ela passava mal diariamente; enjoos, pressão baixa, tonturas, dores. Eles odiavam ver ela assim, e vê-la não querer se ajudar era pior.

Os pais da Payne tentaram de todos os jeitos. Dona Karen conversou com ela, disse que ela já era adulta o suficiente para aceitar uma gravidez e isso não era motivo de tristeza. Geoff também falou com a filha, mas nada adiantava. Era sempre o mesmo:

- Gente, eu só estou com gripe. Vai passar. - afirmava a loira dos olhos azuis.

Não passou. Algumas semanas se passaram, e nada de a Payne aceitar o fato. Liam ainda tinha guardado o teste consigo, sabia que iria usar em algum momento, tinha certeza que iria.

No que Naila contara, Anally estaria entre o segundo e o terceiro mês de gestação. A ideia da gripe ia aos poucos, e a gestação inesperada passava cada vez mais pela mente da jovem. Todos pararam de insistir, falaram que iam esperar a garota manifestar a vontade.

- Os olhares julgadores de vocês me enchem a paciência. - Anally bufou.

- Não vejo ninguém te olhar assim, Ana. - Naila, melhor amiga da garota, deu de ombros.

- Claro. - revirou os olhos.

O silêncio voltou, Harry gritava aos deuses por ajuda. Os gritos silenciosos dele, ao seu ver, eram ensurdecedores. Chegara ao seu limite, naquela tarde, naquela casa.

- EU NÃO AGUENTO MAIS. - jogou o celular longe.

- Que porra? - Zayn, tal que se adaptara muito bem com o Harry, levou a mão ao peito.

- Eu não aguento mais. - repetiu. - Anally, é só um teste. Porra!

De novo não, de novo não.” Essas palavras se fixaram na mente da jovem. Ela sabia que o namorado estava certo, sabia que se não estava grávida iria dar negativo. Mas a ideia de aparecer dois riscos assombrava seus sonhos, o medo de ser mãe tão jovem perseguia ela. Como iria fazer as coisas do dia-a-dia com uma criança? E a faculdade?

- Harry… - suspirou.

- Meu amor. - ele foi em passos lentos até a namorada, naquele momento ele só queria ser o melhor homem possível para a mulher da vida dele. - Por favor.

- Mas… - com a garganta fechada e lágrimas nos olhos, Anally continuou: - Mas e se der positivo?

- Se der positivo, nós seremos pais. - o mais velho sorriu para a garota. - Vamos estar juntos nessa, Payne. Sempre. - ela sorriu.

- Eu ainda tenho o teste guardado. - Liam se pronunciou.

A Payne concordou, todos fizeram uma farra. Harry girou a namorada no ar, selinhos foram espalhados no rosto dela e um “obrigada” foi dito; a felicidade transbordava nos olhos do cacheado.

Liam voltou com o teste e a irmã foi ao banheiro, o clima de festa sumiu e tudo o que restou foi uma tensão. Todos tensos. Mãos suando e tremendo. E um possível pai prestes a desmaiar.

Para as seis pessoas naquela sala, os minutos seguintes viraram horas. Parecia que a menina não iria sair nunca mais daquele banheiro, tudo só piorava a situação e aumentava a ansiedade deles. Principalmente, Harry.

Nervoso, ansioso, suando, tremendo, com milhares de pensamentos. Assim foi a situação do Styles nos cinco minutos em que a namorada estava no banheiro. Tudo pareceu ser feito em cinco horas, tão devagar que Harry tinha certeza que quando a namorada saiu do banheiro, já era hora de ir dormir. Olhou para fora e o Sol brilhava, no relógio marcava 16h57. Cinco minutos.

- Hazz? - a voz da Anally apareceu. Ela segurava o teste na mão, lágrimas rolavam de uma maneira desesperada. Ele sabia, tinha certeza. – Ou eu diria: papai?

O mundo parou ali para o “projeto de Styles”, um filme passou pela sua mente; o momento em que se conheceram; primeiro beijo; as brigas; pedido de namoro; as noites em claro em que a loira pedia mais pelo toque do garoto.

– E… Eu? Nós? – gaguejou, Anally começou a balançar a cabeça freneticamente.

Em um pulso de adrenalina ele correu até a namorada, girando-a no ar novamente e selando seus lábios no dela. A felicidade transbordando entre eles, os amigos comemorando o novo membro da família.

– EU DISSE QUE NÃO ERA SÓ UMA GRIPE! SUA PUTA MAL PAGA QUE NÃO ME ESCUTA. – Naila abraçou a amiga, ela disse cada sílaba aos gritos e lágrimas. Todos ali choravam iguais crianças, até mesmo Zayn.

– HARRY EDWARD EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ ENGRAVIDOU A MINHA FILHA! – a Karen disse aos prantos, abraçou os dois que agora são três.

O resto do dia foi assim: lágrimas, a casa cheia de gente e felicidade, o amor do casal, mais e mais lágrimas.



Tudo está tão perfeito para o casal; para todos. Anally aceitou o fato de ser mãe aos 19 anos, Harry aceitou isso também. Os pais do casal estavam ansiosos, esqueceram totalmente que são duas crianças. Suas crianças. Os amigos, bom… o que falar deles?

Estavam radiantes, como se o bebê fosse deles. Se for menina a madrinha vai ser a Naila, o Liam e Gemma. E se for menino: Liam, Gemma e Shawn. Os canadenses estavam loucos também, Taylor ligava todos os dias para a loira. Matthew quase desmaiou quando soube. A reação do Mendes não foi muito diferente, sejamos sinceros.

Mas todos estão felizes com o bebê, que até o momento ninguém sabe o sexo.

– Menino. – Liam opinou.

O “squad, como eles se chamam, está no quarto do Styles, em uma rodinha, conversando sobre o filho do casal. Mais especificamente: discutindo o sexo do neném.

– Eu acho que é menina. – Gemma deu de ombros.

A Styles mais velha voltou para Londres após o término do curso, na Irlanda, e oficialmente é um membro do squad.

– Concordo com a Gemm. – Naila disse.

– Vocês não sabem de nada! – Harry riu. – Óbvio que é um garotão. Né, garotão do papai? – ele falou com a barriga da namorada, tal que já dava aspectos de barriga de grávida.

– E você Ana, o que acha? Dizem que palpite de mãe é certeiro. – Niall disse.

– Olha. – ela riu fraco, sabe que a resposta vai desapontar pessoas da roda.

– FALAA PAYNE. – Louis fez fisco.

– Um menino. – a loira disse com um sorriso largo.

Em menos de três segundos os gritos dos meninos ecoaram, juntamente com a decepção das meninas. A Payne sabe que é um menino, como Niall disse: palpite de mãe é certeiro! E ela já tinha conversado isso com a sogra e com a própria mãe; ambas falaram a mesma coisa:

– Menino.

Mas como nem tudo é um mar de vodka, como já diria a Payne, infelizmente coisas ruins acontecem com pessoas boas. Tudo foi por água abaixo na vida dos jovens quando Anne ligou para o filho, tal que estava na casa da namorada.

– Filho? – a voz embargada da mãe fez o Styles se levantar em um pulo, deixando a namorada na cama preocupada.

– Mãe? O que houve? – lágrimas já tomavam conta dos olhos do garoto, ele nem sabia o que havia acontecido. Mas foi como se soubesse que isso ia o deixar abalado.

– Robin… Ele.... – os soluços tomaram conta da ligação. Harry deixou uma lágrima descer, ele soube no mesmo segundo o que havia acontecido.

– Não, mãe. – mais e mais lágrimas. Robin é um segundo pai para o garoto. Por que isso está acontecendo com ele? Justo ele? – Ele tá bem, não tá?

– Filho… – a voz da mais velha vacilou, Harry já não tinha mais controle das lágrimas nos olhos; elas desciam sem parar, uma após a outra. Como se não tivesse fim. – Robin… Ele se foi.

Os soluços, antes só pela parte da mais velha, agora pertenciam ao mais jovem também. A dor vai ter fim? Essas lágrimas vão ter fim? Robin vai voltar para o Styles? O garoto se perguntava isso, enquanto ouvia a mãe chorar na linha telefônica.

– Amor? – a voz da canadense tirou ele do transe.

– Mãe, eu tenho que desligar. – ele disse ao meio de lágrimas e soluços.

– Fica bem, Harry. Não sai daí. Eu te amo, filho.

– Te amo, mãe.

Quando desligou a chamada sentiu o mundo cair, como se tudo estivesse à um fio de desmoronar. Olhou para trás, vendo a Ana na cama visivelmente preocupada. Ela levantou e abraçou o namorado, demonstrando todo o amor e carinho naquele abraço.

– O que houve, babe? – ela perguntou. Não esperava uma resposta, mas precisava perguntar.

– Robin… – respirou fundo, ele tem que ser forte. Ser forte pela mãe, pela irmã, pela namorada, pelo o seu filho. – Ele faleceu.

– Hazz… – a loira chamou o namorado pelo apelido que ele tanto ama, a forma carinhosa que ela segurou o rosto molhado do mais alto, o jeito que ela entrelaçou suas mãos e o abraçou. Tudo isso dizia: – Se você perder o foco, se ver sem chão; eu estou aqui pra te mostrar o caminho, sempre. Ok? Sempre vou estar aqui para ser o seu chão, meu amor. Eu te amo, vai ficar tudo bem. Vamos superar isso, juntos.

Ele balançou a cabeça em um sim, freneticamente. Ana não esperava por respostas, longe disso. Ela sabe o que é perder um ente querido, não queria forçar com o namorado. Então abraçou-o novamente. Abraçou-o o mais forte que conseguiu e em resposta ganhou um abraço tão apertado quanto o dela.

Harry precisava disso: de um abraço, de amor. E, para ele, naquele momento a única pessoa que podia lhe dar isso é a namorada. Então se permitiu chorar no colo dela, se permitiu soluçar alto, se permitiu sentir a dor de perder alguém que ele ama.

O velório foi dois dias depois, do jeitinho que ele queria; um velório irlandês. Muita bebida, comida, música. De acordo com Robin, ele não queria que todos ficassem tristes. E se isso acontecesse, ele voltaria e puxaria o pé de cada um à noite. Harry e Anne organizaram tudo, Gemma ficou de conseguir trazer Mike – irmão mais velho – para Londres, já que ele mora na Irlanda.

– Eu não consigo. – Harry andava de um lado para o outro no quarto.

– Consegue sim, Styles! – Gemma e Ana falaram juntas. – Você não veio até essa etapa para desistir agora, irmãozinho. Robin gostaria que você fosse. Por favor. – Gemma continuou.

Após uma leve birra, Harry deixou a namorada dar o nó na gravata preta que usava.


– EU NÃO POSSO PERDER OUTRA PESSOA QUE EU AMO! NÃO ENTENDE ISSO? – o Styles gritava ao prantos. – Liam, eu não posso. Ela não pode.

Todos ali, vestidos de preto. Até parecia um velório, seria cômico se eles não tivessem saído de um faz pouco tempo. Os choros de crianças, os gritos de angústia e incômodo, a família do casal ali. É muito para o garoto suportar, ele precisa vê-la. Precisa ver o amor da vida dele. Precisa ver a Anally.

– Amor. – Anne chegou perto do filho, abraçando-o como se a vida dependesse daquilo. – Você não é o único que tá sofrendo. – sussurrou.

Olhando em volta, viu que todos estavam no mesmo estado que ele. Os seus sogros estavam destruídos; Liam e Naila nadavam em uma poça de lágrimas; Zayn mantinha a cabeça baixa, mas os ombros balançando denunciavam o choro do garoto; Niall estava abraçado ao Louis, chorando igual criança; Louis, por fim, abraçado ao loiro, estava tão mal quando o companheiro. Ao seu lado, Gemma lhe dava consolo, junto com a mãe.

– Não se façam de fortes. – disse as mulheres. – Sei que estão sofrendo tanto quanto eu tô.

O silêncio entre a família tomou conta, nada era pronunciado por ninguém dali. Mas o silêncio estava matando o mais novo papai, ele não sabia o que iria acontecer. Nenhum médico vinha falar com o grupo, nenhum sinal da mulher da vida dele; nem do seu filho.

– É meu filho. – ele disse. – É a minha namorada. – ergueu a cabeça, viu que todos olhavam para ele. – Eu não posso mais ficar aqui, eu preciso de notícias! Caralho.

As lágrimas voltaram, uma após a outra. A dor da perda se fazia presente no garoto e em seus amigos e familiares. O que Robin faria se estivesse aqui? O que Ana falaria para o deixar melhor?

Por que todos me deixam?, pensou o garoto.

No outro lado da sala, Liam e Naila se afogavam nas lágrimas. Liam se sentia tão perdido. E se a irmã ficasse ruim? E se tivesse sequelas? E se ela morresse? Ele iria ver ela novamente? Ele ao menos disse adeus.

– Não pensa nisso. – Naila disse, chamando a atenção do garoto. – Eu sei que tá pensando que ela pode ter morrido. Ela não morreu. Tá tudo bem. Ela e ele estão bem.

– É a minha irmãzinha e o meu afilhado, barra, sobrinho. Naila, meu amor, eu tô morrendo. – ele disse.

– Ela não morreu, ele não morreu. Ninguém morreu, Li.

– Então por que tá chorando também? – ele perguntou, sabe que a namorada pensa o mesmo que ele. Talvez até pior. Mas ela tem que ser forte para ele, e ele para ela.

Todos estão tentando ser forte uns pelos outros, que se esquecem de demonstrar a dor; esquecem de dar carinho e se fecham nas próprias bolhas de sofrimento. Cada rosto triste ali, cada lágrima caída. O que a Payne diria sobre isso?

– Anally James Payne? – a voz do médico ecoou na sala. Todos se levantaram em um pulo, assustados e ansiosos.

– Aqui. – Karen disse com a mão levantada. O médico caminhou até o grande grupo.

– Quem era o pai? – Hazz deu um passo à frente, o rosto molhado e os olhos vermelhos demonstravam o sofrimento do garoto pela espera.

O médico suspirou, pensando em várias formas de falar o que tinha que falar. Tantas vezes já disse isso, mas ao olhar o rosto do Styles imaginou o quão jovem é o garoto. O tamanho do sofrimento dele. Não há maneiras menos dolorosas de falar que o filho dele se foi e que, por um mínimo detalhe, a mãe não foi junto.

– Sinto muito, mas o bebê não resistiu. A mãe lutou muito pelo filho, quase se foi também. – e então, um pedacinho do coração do cada um se foi. Mas o vazio pareceu enorme, sem fim. Igual as lágrimas; igual a dor. – Ela está no quarto agora, sedada. Podem ir para casa, pela manhã vocês voltam. Só peço ao jovem aqui ficar. – ele colocou a mão no ombro do Harry. – Vai ser bom para a recuperação da Anally.

As palavras do médico rodavam na cabeça de cada um presente. Anally quase se foi, o bebê se foi. As dores, mesmo silenciosas, transbordavam nos olhos. Os olhares vazios, sem rumo. Como perderam duas pessoas em um período tão curto? Como permitiram?

Não, isso não é culpa deles.

– Anally sofreu de um aborto espontâneo, o corpo dela rejeitou o feto. De acordo com os testes que fizemos, Anally não pode ter filhos. O útero dela é geneticamente danificado. Ela estava passando por muito estresse? – balançaram as cabeças. – Isso ajuda um pouco, a perda de um ente querido, dor de perda, tudo isso ajuda.  A possibilidade de ela ter um filho saudável é de 5%. Outra possibilidade…

– Não queremos saber de possibilidades. Possibilidades não vão fazer o meu filho estar bem. Não vão ajudar a tirar essa dor daqui. – o garoto apontou para o peito. – Eu só quero ver a minha namorada, por favor.

O médico não disse mais nada, apenas esperou o menino se despedir da família e amigos. Depois o guiou até o quarto da canadense, deu as recomendações e saiu, deixando Harry sozinho.

O útero dela é geneticamente danificado. Ela estava passando por muito estresse? Isso ajuda um pouco, a perda de um ente querido, dor de perda, tudo isso ajuda.  A possibilidade de ela ter um filho saudável é de 5%.”

Harry quase matara a namorada? Robin quase matara Anally? E o seu filho? Eles nem tinham escolhido o nome, estavam entre Nathan e Jonathan. Harry amara Jonatha, mas a loira insistia em Nathan, e agora? Como o garoto vai falar para ela que o fruto do amor deles?

Tudo desmoronando e ninguém podia fazer nada, ele não podia fazer nada. Ele só conseguia pensar na loira ali deitada, os fios que a mantinha viva; bem. Mesmo desacordada, ela emanava brilho e alegria. Emanava esperança.

– Ei, amor. – ele entrelaçou suas mãos. – Eu nem podia estar te encostando, eu sou muito rebelde. – ele riu, uma risada triste e irônica. Uma lágrima desceu, sozinha. – Como você consegue ser tudo o que eu preciso? Até mesmo nessa espécie de sono, você me dá a esperança de que vamos ser uma família feliz e normal. Nós vamos, não?

Ele respirou fundo, procurando forças para falar com a namorada. Ela não vai responder, mas Styles ao menos quer respostas. Ele tem noção do que tá acontecendo. Mas a dor, ela ainda tá ali.

– Eu sinto muito pelo o que aconteceu. Lamento termos perdido Nathan. Mas foi para um bem necessário, né? Deus não iria nos dar um filho para depois tirá-lo de nós, correto? Tudo isso deve ter um motivo. Vamos superar. Eu sei que… eu… eu tô sofrendo. Tá doendo, amor. Dói demais. – pela primeira vez até a chegada no hospital, Harry se permitiu chorar de verdade. Deitou a cabeça nas mãos entrelaçadas e chorou, como se tivessem ligado uma torneira e esquecessem de desligar. Não tinha olhares em cima dele, era apenas ele.

Ele, Anally e a dor.


– Sai do quarto, amor. – ele bateu na porta, outra vez. – Ou pelo menos me deixa entrar, Ana. Por favor.

Sete dias. Exatos sete dias desde que a Payne acordou. Oito dias desde que Styles perdeu o filho. Treze dias desde que Robin morreu. Doze dias desde que a dor não sai do peito de todos.

Quando Anally acordou, no dia seguinte, o trabalho de contar o que houve ficou com o Harry, Liam e Naila. Karen não teve forças para ver a cena, Geoff muito menos. Os meninos resolveram deixar para eles. A sogra e a cunhada resolveram não se meter.

Uma semana desde que Harry conversou com a Anally.

– Amor, por favor.

O barulho da chave quebrou o silêncio e em segundos a porta foi aberta, mostrando uma versão da Payne que o Styles nunca viu: magra, pálida, sem vida.

– Entra. – ela disse, a voz fraca pela falta de comida e energia.

Quando a jovem fechou a porta, o mais velho a puxou para um abraço. De início ela não se mexeu, mas depois ela levou os braços até a cintura do mais alto e correspondeu ao abraço. Ao abraçar o cacheado, Anally sentiu o vazio diminuir aos poucos.

– Eu te amo. – ele sussurrou para ela. – Muito.

– Eu também te amo, Hazz. Mas eu preciso de um tempo. – ela respondeu, saindo dos braços do garoto.

– Hey, eu também perdi um filho. Não pode sofrer isso tudo sozinha!

Puta é a palavra que definia a loira agora. Como ela não podia? Ela carregou o bebê, ela que conversava com ele, ela! Não ele. O que ele sabe sobre paternidade? Já falei que adrenalina é algo que faz as pessoas agirem por impulso, sem pensar. Um fogo sobe e não tem como não fazer tal ato. A coragem sai e a vergonha na cara some.

Anally só se deu conta do que tinha feito quando ouviu o estalo da mão dela contra a pele facial do mais velho, ela deu um tapa com toda as forças no namorado. O rosto do cacheado estava virado, olhar fixado no chão e a palma da garota estampada bochecha dele.

– Esse filho, ele não era só teu! A dor, ela não é só sua! Caralho, Payne. Eu sou teu namorado, eu era o pai da criança! Você não pode me privar disso. Que merda! – os olhos vermelhos da garota se encheram de lágrimas e ela não fez o menor esforço para segurá-las, muito menos Harry.

– ELE TAVA NA MINHA BARRIGA, HARRY! EU SENTIA ELE. EU! – ela começou a caminhar, as mãos na cabeça puxavam os fios loiros.

– E DAÍ? ISSO ME TORNA INDIGNO DA DOR? EU NÃO POSSO SENTIR A DOR? Você. Não. Pode. Me. Privar. Disso. – cada palavra ele escolhia perfeitamente, não queria estragar mais a situação, mas Anally estava errada.

– Não, não te torna. Mas a dor que eu sinto é diferente da sua. – ela disse apontando para o garoto, uma faísca de raiva nos olhos.

– CLARO QUE É DIFERENTE, ANALLY! VOCÊ PERDEU O FILHO. EU PERDI O MEU PADRASTO, MEU FILHO E ESTOU PERDENDO VOCÊ AOS POUCOS! TÔ PERDENDO O AMOR DA MINHA VIDA E EU NÃO SEI COMO CONCERTAR ESSA PORRA! Eu tô surtando. – gritar não é a melhor opção para o momento, mas foi o que fez o Styles se sentir melhor. Ele precisava falar, ela precisava saber como ele se sente.

– Eu me odeio por não conseguir concertar isso! – ele continuou, agora sem alterar a voz. – Eu odeio não conseguir te ajudar. Odeio não conseguir te fazer sorrir. Odeio ter que passar por tudo isso. Odeio estar tão longe de você. Caralho Anally, eu te amo! Não vê que eu só quero o teu bem? Eu só quero te ajudar a ficar bem, amor. Por favor, permita.

O passar dos dias foi, digamos, interessante. Anally continuava presa no quarto, abria a porta somente para o Styles mais novo. Harry a levava comida sempre, e dava toda a atenção que a banda permitia, o que se resultava em muito pouco. Fez a Anally jurar que, quando o Harry saísse em turnê, ela iria abrir a porta para, no mínimo, Naila, Karen e Geoff. E a deu a opção de psicóloga, Cláudia seria uma ótima opção; de acordo com o Geoff.

E foi com dor no coração que os meninos saíram para a turnê, deixando para trás os amores, as dores, a Ana. Liam disse que seria bom, já Hazz e Zayn falavam o contrário. Niall e Louis ficaram na linha tênue entre as duas opções: achavam que seria bom sair da zona de conforto, mas sabiam que ia dar uma merda gigante lá.

A casa dos Payne’s não estava nos seus melhores momentos: todos tristes; Anally chorando diariamente; Naila indo todos os dias lá pra tentar reanimar a amiga e falhando a cada dia, como o esperado. Anally cumpriu a promessa que fez ao Styles; sempre que alguém ia falar com ela, a loira abria a porta e falava seja com quem for da família. Fora isso, nada.

– Sabe, Payne. – Naila começou a falar dengosa, ultimamente é assim: ela toda amorosa com a Ana. – Acho, de todo meu coração, que você deveria ir na psicóloga. Sei lá, aquela que você foi aquela vez. É uma boa opção.

– Papai pediu pra você falar isso? – revirou os olhos. A ideia de ter que falar pra alguém tudo o que disse para o namorado, assusta ela de formas inexplicáveis.

– Não… – ela disse. Com um simples olhar, a loira fez a amiga desandar a falar: – Sim. Mas a gente só quer o teu bem, Aninha! Olha, só uma consulta? Vai ser bom, você já sabe como é. Eu sou contigo… – depois disso, mais um minuto de fala sem parar. Mas para a garota deitada em meio das cobertas, parou ali.

O pensamento da jovem voou longe. Voou para os Estados Unidos. Voou para o namorado, para Harry. Mesmo chateada com o garoto, ela não conseguia não pensar nele. Não pensar no Hazz, para a Ana, é a mesma coisa que falar: “para de respirar”. É algo que ela não consegue e nem pode.

No enterro do Robin eles juraram ser o chão um do outro, juraram sempre estar ali um para o outro. E não importava quantos quilômetros estivessem entre eles, afinal, o que são quilômetros para Harry Styles e Anally Payne?

A conversa com a melhor amiga gastou o dia da canadense, mas foi bom. Pela primeira vez, desde que Harry saiu em turnê com os meninos, Anally se sentiu bem. Em partes, já que uma delas estava do outro lado do oceano e a outra no céu.


– Hey, amor. – Harry tinha ligado por vídeo chamada para a namorada, que atendeu brigando.

– Oi, querido. – ele sorriu e um meio sorriso apareceu nos lábios da Payne.

– Como estão as coisas aí?

– Ah, tá tudo bem. – deu de ombros. – Naila veio aqui hoje, a gente passou a tarde conversando.

– Ah é mesmo? Falaram sobre o quê? – apesar de tudo, Hazz ainda tinha o jeitinho dele. Talvez não se deixou afetar tanto para não machucar ainda mais a amada.

– Sobre tudo, ela falou mais do que eu. Normal. – ela deu uma risada fraca.

Conversa vai, conversa vem e eles mal viram as horas passarem. Eram quase três da manhã e, se dependesse deles, eles ficariam até o amanhecer ali. Mas nada de bom acontece depois das duas da manhã, porém as melhores conversas deles sempre são feitas pelas manhãs escuras.

– MAS VOCÊ LEMBRA QUANDO… – ele começou a gargalhar. – QUANDO EU FUI AÍ DAÍ… – ela, já sabendo do que se tratava, começou a rir.

– SOCORRO SIM! DAÍ A GENTE OUVIU A NAILA  E O LIAM…

– CARALHO SIM, EU FIQUEI TRAUMATIZADO ANA!

E ali, em uma call com o Styles, Ana sorriu. E não era um sorriso pra agradar a mãe, muito menos um sorriso de “eu finjo estar bem, mas você não tem que se preocupar”. Era um sorriso, um riso, uma gargalhada alta.

– Como você consegue? – ela perguntou ao menino do outro lado da tela.

– O quê? O que eu fiz?

– Caralho, olha a gente. Rindo. – ele sorriu bobo, igual a menina.

– É o poder do amor, minha querida.

– Eu te amo, Hazz. – uma lágrima desceu pela bochecha, antes rosada, da Ana.

– Te amo, meu amor. E não chora, babygirl. – ela revirou os olhos e ele riu.

– Babaca. Você estragou nosso momento. – Anally limpou as lágrimas e se despediu do namorado, depois de arrumar tudo ela dormiu.

Porém hoje, ela dormiu mais feliz. Um pouco mais feliz que ontem e menos feliz que amanhã. O dia vai ser corrido e ela só precisa de uma boa noite de sono, que com certeza terá.

“O meu melhor remédio, com certeza, é ele.”, com esse pensamento, a loira dormiu.  

Os pensamentos foram sumindo com os dias, os sentimentos aos poucos melhoraram e a saudade do namorado cada vez ficando maior; nada que eu não possa aguentar, dizia para si mesma dia após dia sobre a saudade que sentia do garoto. Tudo vai ficar bem e quando ele voltar vocês voltam a ser Harry e Anally, o casal mais feliz do mundo, Naila repetia para a melhor amiga todos os dias enquanto o namorado viajava em tour. A partir de um certo dia ela passou a acreditar nisso; acreditar que quando Harry voltar ela vai matar a saudade que, no momento, à matava; acreditar que o vazio vai ser preenchido; acreditar que ela tem chances.

Chances do quê?

Chances de ter um filho? Chances de não morrer na depressão? Chances do que exatamente? Ao menos ela sabe! Ela quer ser feliz, repete isso pra si mesma todos os dias; assim como todas as outras frases que diz ao acordar, e ao dormir. Mas tudo vai ficar bem, ela acredita. Ela acredita nas palavras da melhor amiga. Acredita nas palavras do namorado. Acredita nas mentiras que conta pra se sentir melhor consigo mesma.


No Canadá, do outro lado do Oceano, Harry e os meninos tentavam chegar em um consenso. Coisa simples. Ou cancelavam tudo ou não. A opção de não cancelar é a que se fala mais alto, por mais que Ana esteja como está eles não podem desistir. Harry não pode, ela não o perdoaria. Como Anally reagiria ao saber que eles desistiram dos sonhos por causa dela?

– Ela vai surtar! Não vamos desistir – Liam disse, pondo um ponto final na discussão.

– Eu sinto a falta dela – Louis disse. – De todos!

– Eu também, mas não podemos simplesmente largar tudo Lou. Tudo vai ficar bem, am… amigo! – Niall disse e sorriu, apoiando o amigo.

Os meninos ao menos suspeitaram, então continuaram a conversar sobre coisas banais e aleatórias. Mais tarde Harry ligou para a namorada em uma vídeo-chamada, onde todos conversaram com ela e do jeitinho deles jogaram verdade ou consequência. Naila estava lá, então elas ficaram cada um em seu telefone. Já os meninos fizeram uma roda, colocando um celular em cada lugar representando cada garota. Chamaram algumas pessoas da equipe e jogaram verdade ou consequência, do jeitinho deles. O ponto alto do dia de todos, com certeza, foi essa vídeo-chamada.


Dois meses depois, cinco garotos bateram na porta dos Payne’s. Quando Karen abriu a porta e viu seu filho e os meninos, desabou em choro. Era sábado, então todos estavam em casa; o que resultou em todos correndo até a porta para saber o motivo dos soluços. Anne, que tinha ido passar o dia lá, desabou em lágrimas quando viu o filho. Geoff logou veio, abraçou todos.

– ANALLY, NAILA, DESÇAM – ele gritou.

Quando Ana chegou no último degrau, deu um pulinho – como tinha acostumado a fazer –, e viu os cinco, duas mães chorando e um pai se controlando para não. Ela travou, se olhar buscou o do namorado e, quando achou, ela correu até ele. O abraço tão esperado havia acontecido, as lágrimas que Harry vinha segurando tinham descido. Depois eles matariam a saudade, do jeito certo.

Ela abraçou o irmão apertado, Liam fazia mais falta do que ela jamais imaginaria que iria fazer. Depois Niall, Louis e Zayn. Cada um ela abraçou apertado e demorado, as lágrimas desciam sem parar; não só na Ana e nas mães, em todo mundo. Naila chorava, os meninos e Geoff se renderam assim que as meninas chegaram na sala.

Foram tantos dias que pareceram anos. Mas eles estavam juntos agora, Harry via a Ana e ela o via. Isso era tudo que importa. Liam estava ali para abraçá-la. Os meninos iriam vir de manhã e voltar de noite. Tudo normal.

No dia seguinte Geoff fez um churrasco na casa deles, convidou a família dos meninos também. Como era um dia de comemorações, resolveram fazer discursos. Pediram para Ana, mas ela negou; já tinha chorado o suficiente ontem. Então, Louis se pronunciou.

– Ahn… é, eu posso? – concordaram, então ele continuou: – Eu sou gay.

Aquilo, pessoalmente, não chocou Anally ou Naila. Porém, os queixos das pessoas caíram. Puft, não era óbvio?, pensou Ana. Louis então, continuou:

– Eu estou namorando, aliás.

– Quem? – a loira perguntou, torcendo de pé junto para ser o…

– Eu – Niall disse.

– AI MEU DEUS MEU OTP, MEU SHIPP É REAL – Naila gritou.

Ela e a canadense abraçaram os dois forte, desejando felicidade e dando apoio. Eles foram abraçados por todos – que aceitaram muito bem. Depois explicaram como aconteceu tudo, tintim por tintim. Fofo pode resumir tudo.


Em 1 ano, coisas incríveis e nem tão incríveis aconteceram. Ana engravidou, porém perdeu o bebê; a One Direction agora é uma banda; Niall e Louis são um casal; teve Tour; teve os meninos voltando para casa; Ana ficou com depressão e, com a ajuda de todo mundo, se curou; ela e Harry brigaram e se desculparam. Enfim, foi um ano turbulento na família.

– Amor?

No momento, eles estavam no quarto do Harry. Apenas os dois, deitados abraçados. Ele fazia um cafuné nos fios loiros da namorada, enquanto o silêncio reinava. Eles não precisam conversar para se sentirem bem um com a presença do outro, nunca precisaram.

– Sim?

– Se você tivesse a oportunidade, mudaria algo nesse ano?

Ela hesitou, demorou um tempo para responder. Ela mudaria? Claro que mudaria! Ela mudaria o destino do filho, as brigas com o namorado, as escolhas erradas.

– Não.

– Por que não?

Ela se virou para o namorado, ficando de bruços e encostando a cabeça no peito dele.

– Porque se algum detalhezinho, mínimo, não nos iria trazer pra cá, agora.

Ele sorriu, concordando com as palavras dela.

– Tudo o que passamos não foi fácil, Harry. Mas foi necessário. Necessário para que possamos, lá na frente, nos basear no nosso passado e fazer escolhas certas. Ou então para nos fazer forte para algo pior.

Styles então acariciou a bochecha da Payne, dando um selinho. E mais outro. E mais um. Mais uns cinco também.

Lá fora começaram a gritar, cinco…

– Eu te amo – ele disse.

Quatro…

– Eu te amo – ela disse.

Três…

– Pra sempre.

Dois…

– Pra sempre.

Um.

– Feliz Ano Novo, Amor.

– Feliz Ano Novo, Hazz.


Notas Finais


Ilysm💚
Até


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