História New life - Capítulo 37


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Categorias Criminal Minds, Matthew Gray Gubler, Melissa Benoist
Personagens Aaron Hotchner, David "Dave" Rossi, Derek Morgan, Dr. Spencer Reid, Emily Prentiss, Erin Strauss, Jennifer "JJ" Jareau, Penelope Garcia, Personagens Originais
Tags Agente O'malley, Dr Spencer Reid
Visualizações 248
Palavras 2.424
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O foco desse cap será basicamente a reação após tudo que aconteceu. Apreciem:

Capítulo 37 - Fragmentos


Fanfic / Fanfiction New life - Capítulo 37 - Fragmentos

"Na entorpecida negra caverna da mente, os sonhos constroem seu ninho com fragmentos caídos da caravana do dia" – Rabindranath Tagore

 

 UAC – Dia seguinte 

 7:30 AM 

 Pov.' Narrador 

 O elevador se abriu e poucos segundos depois o alto som que o salto fazia fez com que todos os agentes ficassem estáticos. 

 Ela chegou. 

 Foi o pensamento que tomou a cabeça de todos, que se encararam tensos. 

—Aaron – a voz de súplica denunciava o desespero que a mulher sentia. 

 O homem era o único que a mirava, os outros evitavam contato visual. 

—Nicole – disse sério, se levantou e caminhou até a figura loira que trazia uma cara de choro. 

—O que houve com ela? Você não me explicou direito – não demorou muito pra que ela voltasse a chorar. 

 Os olhos dos dois se chocaram, os olhos tão idênticos aos de Dakota fizeram o coração de Hotch se apertar. 

 Ele não a protegeu como devia. 

—Vamos pra minha sala – mirou todos antes de sair dali com a mulher em seu encalço. 

 A caminhada silenciosa fez tudo piorar, o homem tentou maquinar alguma forma de explicar tudo para Nicole, mas seria difícil contar que havia ajudado a filha dela a esconder um segredo que poderia ter lhe custado a vida. 

—Quem a levou? – perguntou séria após recusar um café e a se sentar. 

—Não sabemos – foi doloroso de admitir. 

—Havia alguma coisa no apartamento que mostrasse que ela foi levada com vida? – perguntou chorosa. 

 Nicole era uma mulher inteligente. 

—Tem algo que eu preciso te explicar antes – disse enquanto tirava uma pequena pasta onde o nome "Dakota" estava escrito com caneta.  

 A loira pegou a pasta estranhando o comportamento do chefe da filha. 

 Hotch lhe telefonou cedo, explicou tudo de forma artificial e pediu pra que ela fosse até a UAC. 

—Mas o que é isso? – abriu a pasta onde encontrou alguns bilhetes e mensagens impressas. 

  Leu tudo com atenção, se surpreendendo com as coisas horríveis que lia. O nome mais leve que encontrou foi "prostituta". 

—I-isso foi enviado pra ela? – exclamou com os olhos marejados. 

 Foi a vez dele de contar tudo que havia acontecido, desde a boneca que ela recebeu quase um ano antes, até às mensagens que se tornaram ameaças e ofensas. 

—Ela está sendo ameaçada a um ano e você não me disse nada?! – Nicole o encarou com o corpo rígido. O que diabos estava acontecendo ali? 

—Não – tentou ser direto – Começou com pequenos presentes – a loira logo pensou em Olive, que sempre estava no sofá de Dakota – Mensagens românticas; um admirador. Depois vieram as ligações, não diziam nada e não eram frequentes, então não havia nada que se pudesse suspeitar, mas…

—Mas o que? 

—Isso mudou há alguns meses, a vida dela se tornou um inferno e…

—E você ajudou a esconder – a mágoa era notável em seu tom de voz – Isso aconteceu alguma vez em Nova York? 

 Ele negou com a cabeça, havia feito essa pergunta diversas vezes a Dakota, mas sempre recebia uma resposta negativa. 

—Isso aconteceu depois que ela veio pra cá, então só pode ter sido algum maníaco que ela ajudou a prender – deduziu a loira – O que vocês estão fazendo pra ajudar? Quando cheguei aqui estavam todos parados! 

 Por Deus! Dakota havia sido sequestrada e eles estavam parados? 

—Fomos tirados da investigação – recolheu a pasta de evidências – Estou tentando reverter isso. 

 Nicole gargalhou, aquilo assutou o homem que rapidamente a encarou. 

—Esta tentando reverter? – havia ficado furiosa – Está tentando reverter o que você ajudou a causar? Meu deus Aaron, me disse que podia confiar em você, que seria o pai que ela precisava! 

 Aquilo foi como um soco.

 Ele havia prometido. 

—Eu falhei – confessou com pesar – Não a protegi como prometi. 

—Ela estava sozinha – murmurava a loira – Por que a deixou indefesa? – encarou o homem. 

 Hotch devolveu o olhar. 

—Nicole, eu paguei um homem pra vigiar ela – a mulher se surpreendeu – Dakota não sabia disso, eu o contratei há alguns dias. 

—E onde ele estava quando ela foi levada? 

—Com a garganta cortada. 

 O silêncio reinou e apenas o som do choro da loira foi ouvido. 

—S-se ele já matou um homem o que o impede de matar a minha filha? 

—Ele aparenta ter um obsessão diferente por ela, paixão – tentou amenizar – Não acredito que seja capaz de a ferir.  

—E quanto ao resgate? Ele não vai ligar pra pedir resgate? 

 Hotch naquele momento congelou, mas teria de ser direto. 

—A pessoa que levou Dakota não tem interesse em dinheiro, eu acredito que não tenha problemas financeiros, ele quer a Dakota de outra forma…

 O som de choro aumentou. 

—Minha filha…

Flashback ON

Casa de Nicole Conrad

Um mês antes

Mais uma vez Nicole encarou a filha que estava esparramada no sofá da sala. 

 Dakota havia chegado alguns minutos antes, havia dito poucas coisas e apenas relaxou no sofá, aguardando o chá que a mãe havia oferecido. 

—Não me disse o por quê de sua visita – sorriu gentil lhe entregando uma xícara. 

 Dakota a mirou nos olhos e, para a surpresa da mãe, suas bochechas estavam incrivelmente coradas. 

—Eu queria desabafar – disse desviando seu olhar e bebericando o chá quente. 

 Uma chama se acendeu na mais velha, que comemorava internamente o avanço no relacionamento com a filha. 

—Desabafar é? – não pôde evitar de sorrir de orelha a orelha – Sobre o que meu amor? 

 A mais nova ponderou alguns minutos antes de responder. 

 Tudo em seu tempo; pensou a mãe. 

—Eu tomei uma decisão há alguns dias… – disse engolindo em seco – Mas ainda não a coloquei em prática e…

—E? 

—E há alguns empecilhos – respirou fundo – Eu quero muito algo e ainda não sei se tudo ao meu redor vai contribuir pra que isso aconteça. 

—Agora me deixou curiosa – Nicole a mirou tentando ler seu semblante – Que decisão foi essa? 

 Outro rubor. Dakota odiava sentir seus sentimentos tão expostos. 

—E-eu quero ter um filho – disse tudo de uma única vez, fazendo com que Nicole engasgasse com o chá. 

—Filho? – sua voz saiu alta e surpresa. 

—Esta vendo só!? Até você que me apoia em tudo não gostou da idéia! – desabafou chorosa. 

 A mais velha sentiu o coração se partir, não queria magoar a filha, tinha de se explicar e evitar qualquer possível mal entendido. 

—Não é isso minha linda, olhando pelo lado bom, você até já possui hormônios de grávida – tentou gracejar, notando o olhar triste da loira – Eu só fiquei surpresa porquê nunca passou pela minha cabeça que você desejasse algo assim… você nunca demonstrou interesse materno. 

 Dakota permaneceu em silêncio por um tempo, Nicole até temeu ter machucado a filha com suas palavras e quando estava prestes a se desculpar, a mais nova voltou a falar:

—Isso começou no aniversário do Jack – o filho de Hotch havia feito aniversário há poucos meses, uma pequena festa montada por Emily – Tinham tantas crianças lá e na hora do parabéns eu só conseguia pensar em como seria fazer uma festa pra um filho, ou levá-lo a escola, ouvir sobre os sentimentos dele. Até mesmo o envergonhar um pouco. 

 As palavras atingiram Nicole em cheio, parte daquelas coisas a mesma nunca havia feito com a filha mais velha; porém seu coração se aquietou ao notar que ela também havia citado coisas que a mesma já havia feito com ela. 

—Eu sei que pode parecer cedo mas, isso não sai da minha cabeça e… não acho que seja algo passageiro. 

 Aquilo soou extremamente nostálgico, Nicole também havia despertado o instinto materno cedo, tinha apenas 23 anos quando teve a filha. 

 Mas quem seria ela para se comparar a Dakota? Ela só podia imaginar a mais nova como uma mãe perfeita, protetora… e presente. 

 O contrário dela. 

—Mãe? – sentiu um toque em sua mão, não havia notado que estava encarando o nada. 

—Acabei me distraindo – sorriu pra disfarçar –Mas me diga meu amor, o que mais te aflinge sobre esse assunto? 

—B-bem, eu não poderia pensar em tudo isso sem incluir o Spencer e esse é um dos problemas. 

—Ele não quer ter filhos?! 

—Eu sinceramente não sei, da última vez que falei sobre o assunto ele começou a falar sobre gráficos e estatísticas, não levou a sério essa possibilidade. 

—Querida, Spencer te ama e aposto que ele adoraria ter um pedacinho de vocês dois pra amar também. 

—Mas ele nunca me disse isso – falou em um tom manhoso enquanto se esparramada mais no sofá. 

—Nunca nunquinha? – torceu a boca. 

—Nem uma única vez – Dakota suspirou – E eu digo o tempo inteiro – sua frustração era visível – Eu não quero forçar ele a nada, sei que o jeito dele de lidar com sentimentos é diferente mas, ninguém é de ferro, sabe? 

 As duas apreciaram um pouco do silêncio, ponderando as palavras trocadas minutos antes.

—Seu pai me disse eu te amo em nossa lua de mel – mirou a filha que estava surpresa – Foram três anos de namoro e seis meses de noivado. Foi tudo tão espontâneo – tomou um olhar sonhador – Já o pai de Cindy me disse em nosso segundo encontro. 

 Ainda era doloroso pensar no marido, o amava muito e passou bons momentos da vida junto a ele. Porém era grata, esteve com ele até seus últimos minutos, demonstrando tudo que sentia. 

—E sabe, essas duas declarações tem a mesma intensidade, não importa o momento em que Spencer decida expressar o que sinta em palavras, apenas espere que seja verdadeiro. 

 Nicole mioru a filha que trazia um sorriso no canto dos lábios, as palavras pareceram surtir efeito em seu coraçãozinho e aquilo a alegrava muito. 

—Certo – notou a pose de durona da filha voltar – Agora vamos parar com esse papo meloso antes que eu tenha uma crise de diabetes – cruzou os braços e desviou o olhar. 

Flashback OFF

UAC – 14:30 PM 

 Sala de Reuniões 

—Você sabe do Spencer? – Nicole ergueu o olhar até Hotch que estava no canto da mesa. 

—Garcia deve ter entrado em contato com ele – respondeu frio – Precisou viajar para resolver alguns problemas com a mãe. 

 Ele deve estar arrasado. 

 Os dois pensaram quase em sincronia. 

 Hotch já havia convocado a equipe para que subissem até a sala. 

 Teve de insistir muito para que ficassem com o caso de O'malley, Strauss parecia irredutível em mantê-los fora da investigação. 

—Você precisa ir agora – disse em um tom baixo – Vamos começar a traçar um perfil e…

—Sua investigação deveria ter começado ontem – a loira se levantou, não estava brava, mas a mágoa era notável – Por que não me ligou ontem também? Me avisou quase um dia depois!

—A perícia estava no apartamento… dela – não conseguia dizer o nome de Dakota – Admito que errei Nicole, mas esse caso é mais complexo do que imagina. Não podemos fazer um alarde e…

—Aaron – ela o interrompeu – Por favor, não se desculpe mais, apenas encontre ela e eu lhe deverei minha vida. 

 Apanhou sua bolsa e saiu dali, trombando com os agentes que entravam. Recebeu alguns sorrisos e batidas em seu ombro. 

 Todos estavam sérios e em alerta. 

 Logo tomaram seus lugares e miraram Hotch, que parecia cansado. O mesmo não havia dormido desde que foi alertado por Garcia da ligação que Dakota recebeu. 

 Falando na analista técnica, a mesma adentrou a sala de reuniões, com um semblante abatido e um pouco de sua maquiagem borrada. 

 Provavelmente havia se encontrado com Nicole no corredor. 

—Todos já sabem o que aconteceu – começou tendo a atenção dos agentes. Já havia contado sobre o segredo que ele e Garcia escondiam com Dakota – Dakota foi levada de seu apartamento ontem a tarde. Garcia e eu chegamos lá vinte minutos depois da ligação que ela recebeu. 

 Penelope entregou a cada um uma cópia dos arquivos que Hotch havia feito sobre o stalker da loira. 

—A casa parecia intacta quando chegamos, nada fora do lugar – encarou o semblante de cada um – A perícia não encontrou sangue ou nada que indicasse uma luta. 

—Ninguem viu ela deixar o prédio? – Emily questionou intrigada. 

—Não. 

—Ela provavelmente foi ameaçada com alguma coisa – a morena dizia séria – Encontraram a arma dela? 

—Não – lembrou das indicações dadas pelo perito da cena – Precisarmos de alguém que conheça bem o apartamento dela, para saber se nada mais sumiu. 

—A pessoa mais indicada seria o Spencer – Morgan inquiriu – Quando ele volta?

—Ainda hoje – Garcia respondeu em seu tom abalado. A analista em partes se culpava pelo que havia acontecido – Hotch temos um problema com as câmeras que haviam na garagem. 

 O único lugar daquele prédio onde haviam câmeras era o maldito estacionamento. 

—Elas foram desligadas três horas antes do sequestro – aquilo abalou todos naquela sala – Tudo foi feito por um computador e eu não consegui…

—Um hacker? – JJ a mirou incrédula. 

—Eu não diria hacker, eu sinceramente não sei, ele conseguiu invadir o sistema das três câmeras e desligá-las. 

 Os arquivos foram lidos com atenção pelos agentes, sua feições pareciam surpresas ao lerem o conteúdo das mensagens que a amiga recebia. 

—Há alguns dias contratei um homem para protegê-la – Hotch começou mas logo foi fuzilado por olhares reprovadores. 

—Mandou alguém seguir ela? – Morgan perguntou surpreso. 

—Não – tratou de esclarecer – Depois da última invasão, aluguei o apartamento vago em frente ao dela e pedi pra que ele ficasse de olho em tudo. Depois que encontrei o apartamento dela vazio foi verificar o dele e… o encontrei com a garganta cortada. 

—Isso muda tudo – Rossi que até então estava calado disse em um tom alto – Ele matou alguém e isso muda o perfil psicológico completamente. 

—Rossi…

—Você não confiou na gente, ela não confiou na gente e agora pode ser ela a próxima a ter o pescoço cortado – respirou fundo – Isso não é amor Hotch! – apontou para as mensagens impressas – É uma obsessão doentia e quando ele perceber que não tem os "sentimentos" correspondidos vai matar ela também!

 Aaron fechou os olhos por alguns segundos, alguns dos agentes deduziram que ele surtaria ali mesmo, mas quando o mesmo abriu os olhos viram que ele mantinha o mesmo semblante imparcial. 

—Dakota é uma mulher egoísta… – disse para a surpresa de todos – Que pensou na paz e sossego de todos vocês antes de pensar nela mesma. Dakota tinha medo de que isso fosse passado pra vocês – encarou cada um – Me pediu ajuda quando tudo tinha chegado em um extremo, na semana passada recebeu uma foto dela entrando em um super mercado e não me contou – pegou a fotografia no bolso do paletó e atirou na mesa – Os peritos encontraram isso no chão do apartamento. 

 Ele a seguia. 

—E eu vou ser egoísta comigo agora – disse se levantando – Não vou sossegar até encontrá-la. 


Notas Finais


O próximo sai sexta!
Me desculpem por qualquer erro, revisarei o cap mais tarde!


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