História New Lolita - Capítulo 4


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Categorias Ian Somerhalder, Lucy Hale, The Vampire Diaries
Personagens Ian Somerhalder, Lucy Hale
Tags Arrependimento, Dolores, Humbert Humbert, Insitinto, Lolita, Pulsão, Vladimir Nabokov
Visualizações 38
Palavras 3.906
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meninxs, tudo bem com vocês?

Cá estou eu com um novo capítulo. Espero que gostem.

Tradução do título: Fetiche.

Capítulo 4 - Fetish


Fanfic / Fanfiction New Lolita - Capítulo 4 - Fetish

 

Capítulo Quatro: Fetish.

“Você tem um fetiche pelo meu amor
Eu te afasto e você volta
Não vejo motivo para culpá-lo
Se eu fosse você, eu também me pegaria
Você tem um fetiche pelo meu amor
Eu te afasto e você volta
Não vejo motivo para culpá-lo
Se eu fosse você, eu também me pegaria
Você tem um fetiche pelo meu amor

Atingindo seu limite
Você diz que está atingindo seu limite
Ultrapassando seu limite
Mas eu sei que você não consegue abandonar (ah)
Alguma coisa em mim
Te deixou viciado em meu corpo
Te leva para cima e para baixo
E te dobra como um origami (ah)”.

- Fetish, Selena Gomez feat. Gucci Mane.

Ian Somerhalder POV

 

Cheguei a minha casa batendo porta, e completamente irritado.

Aquela garota que até então é totalmente desconhecida, conseguia mexer com as minhas linhas de sanidade mental.

Porque, o caos dela me incomoda tanto.

E eu fiquei o caminho todo me interrogando sobre o que eu estava fazendo da minha vida, a porra de vida que estava bagunçada e saindo do meu controle. Mas, mesmo que eu me indagasse durante um dia inteiro, a pergunta que mais se formava em minha mente é:

Por que o caos dela me incomoda tanto?

Eu não tinha a resposta para esta pergunta, e nem ao menos conseguia me esforçar para conseguia-la. Deve ser algo fisiológico, inato.

- O que aconteceu, Ian? – minha mãe indagou assustada, Edna está sentada no seu sofá de couro creme, com um livro sobre Ética em mãos.

- A vida aconteceu, - dei em ombros, larguei a minha maleta na mesinha de canto e me juntei a minha mãe – O que fazer quando a vida começa a sair do seu controle, mãe?

Edna deixou o livro de lado e suspirou, imaginei que minha mãe temia o momento em que eu fosse fazer aquela bendita pergunta. Quando eu contei sobre o meu divórcio para Edna, ela ficou surpresa e xingou Rebecca bastante, porém quando eu disse que o meu emprego em Nova York não estava cobrindo as despesas e eu teria que voltar para casa, ela riu e murmurou que estaria esperando por mim.

Assim é a minha mãe, que me acolhe sempre que o mundo me fere. Ou até mesmo, quando eu chego com uma pergunta difícil demais.

- Eu não sei, Ian. – minha mãe sussurrou, e gesticulou chamando-me a deitar a minha cabeça em seu colo materno. E assim eu fiz, me aconchegando numa proteção que Dolores não me afrontaria. – Creio eu, que a vida sempre está fora do nosso controle.

- Imagino que Robert não ficaria nada feliz se chegasse em casa, e encontrasse o filho mais velho dele deitado no colo da mãe, como se estivesse dez anos novamente. – resmunguei.

Meu pai havia sido ríspido quanto a minha volta para Atlanta, imaginei que ele estivesse usufruindo da solidão junto a minha mãe, e eu voltei como um intruso numa festa. Mas, com o passar dos meses ele se portou menos negativo a minha presença ali. E depois de um ano, ele se acostumou de novo comigo.

- Seu pai vai voltar mais tarde do clube de golfe. – minha mãe deu em ombros, e começou a afagar o meu cabelo.

- Eu pensei que você iria com ele hoje. – digo, Edna e Robert são casados há tempos o bastante para se tornarem melhores amigos e amantes.

Eu sempre invejei o amor que os meus pais tinham, e eu imaginei que havia conquistado ele com Rebecca. Mas, eu estava errado.

- Não, minha intuição de mãe me avisou que meu filho iria precisar de mim. – ela riu.

- Está tudo bem comigo, - voltei-me a sentar no sofá e lancei um sorriso falso a minha mãe, eu não poderia contar o verdadeiro motivo do meu comportamento, mas eu imaginava que minha mãe soubesse ou suspeitava. – preciso subir, obrigada pelo carinho.

Edna sorriu e assentiu. Ela sabia que não podia tomar as minhas dores e nem ao menos tentava, mas minha mãe buscava maneiras de me fazer enxergar que a dor assim como a felicidade, é passageira.

Peguei a minha maleta e subi para o meu quarto. A parte mais difícil quando eu voltei a morar com os meus pais, foi dar de cara com o meu antigo quarto decorado de super-heróis e estilo adolescente, aquele estágio da minha vida antiga que me lembrava dos meus sonhos antigos, que eu ainda não havia realizado e mostrava-me que eu não os iria realizar tão brevemente.

Abri a porta e deixei minha maleta na minha escrivaninha, e deitei na cama. Demorou um pouco para que eu conseguisse mudar a decoração no meu quarto, e nessa transição descobri que eu não possuía muitas coisas. Tudo o que eu obtive com divorcio de Rebecca, foi o meu carro e metade do valor da nossa casa em Nova York. Isto tornava tudo ainda mais humilhante.

Pesquei meu celular no bolso, e minha mente mostrou-me a imagem de Dolores. Tão quente usando aquele biquíni e mostrando a quem quisesse ver, que ela é absolutamente livre; numa atitude impensada, baixei um aplicativo de foto e criei uma conta falsa, se a minha hipótese sobre os jovens estiver correta, Dolores também possui uma conta neste aplicativo. Assim que me cadastrei, fui até a ferramenta “pesquisar” e digitei o nome “Dolores”, eu não esperava que aparecessem tantas, mas eu a achei.

A sua foto de perfil chamava a atenção de qualquer um, é Dolores saindo do mar, de biquíni preto e óculos escuros; ela olhava para o lado e ignorava a câmera. Eu percebi o magnetismo naquela foto, e aquela energia transpassou para o meu corpo, e senti quando o fluxo sanguíneo aumentou entre as minhas calças. Eu fiquei completamente duro em vê-la ali, e ao abrir o restante das fotos consegui a proeza de ficar mais duro ainda. A maioria das fotos mostrava bastante de seu corpo, e quando eu encontrei uma foto dela fantasiada de Moana, com roupas rasgadas e cabelo cacheado, fui obrigado a levantar-me trancar a porta do meu quarto e me masturbar.

Sim, eu estava me masturbando por uma garota de vinte anos, olhando para uma foto em que ela está fantasiada de um personagem da Disney, enquanto eu imagino-a me chupando. Como se o mundo estivesse acabando lá fora, e ela entre as minhas pernas, com a boca no meu pau e mostrando o que aqueles lábios deliciosos sabem fazer de melhor; o devorando, o chupando com devoção e me hipnotizando com o barulho que ele faz ao gerar atrito entre seus lábios.

Minha pulsação diminuiu, meu corpo esquentou, mas meus músculos relaxaram.

E eu gozei. 

*

 

- Uísque, por favor. – pedi, sentei-me num banquinho do bar ao lado do meu melhor amigo, Matt Davis.

- Você está atrasado. – ele resmungou.

- Eu sei, acabei ficando enrolado lá na faculdade. – menti descaradamente, porque na verdade o meu corpo me traiu e me obrigou a me masturbar novamente, enquanto via um vídeo de Dolores dançando uma música sensual espanhola.

- Sei. Você não aprendeu a mentir, Ian... diz logo que estava com uma mulher, que eu te perdoou. – Matt riu.

Recebi o meu uísque do barman e bebi um pouco. Nós estávamos em um famoso bar temático de Atlanta, que costumávamos frequentar antes de eu ir para Nova York.

- Eu até estava, mas era em pensamento. – zombei, o lugar estava um pouco abafado e isto me obrigou a tirar minha jaqueta.

Matt me olhou um pouco cético e gargalhou:

- Não acredito que você esqueceu a Rebecca Piranha Parker? – ele indagou alto.

Fiz careta, porque eu odiava quanto Matt chamava minha ex-esposa de piranha.

- Matt, ela não é uma piranha só por ter ido atrás dos sonhos dela. – dei em ombros – não podemos julgar ela por ter coragem. Mas, respondendo a sua pergunta, sim eu a esqueci.

Meu melhor amigo revirou os olhos e deu em ombros.

- Já estava na hora. Mas, quem é a sua nova “crush”? – ele perguntou.

- Crush?

- É um nome que se dá àquela pessoa, que você está interessado. – Matt explicou – minha filha de dez anos disse que tem um crush na coleguinha e eu quase enfartei quando ela me explicou o que significava esta palavra.

O olhei surpreso.

- Molly é...?

- Eu não sei, ainda é cedo pra constatar, mas se ela for eu não vou poder fazer algo sobre isto. Sexualidade é algo inato, não é algo que dá pra consertar e eu tenho medo com o que as pessoas podem fazer contra ela... Enfim, quem é a sua crush? – Matt parecia preocupado, mas retomou o assunto a mim.

- É uma estudante de Psicologia, praticamente um feto, mas ela é incrivelmente interessante. A forma como ela me deixa irritado também é muito curiosa, ela é muito bonita também. – murmuro, e a forma como minhas palavras saem em voz alta torna tudo muito ridículo.

Matt analisa a minha fala e me encara chocado.

- Você está interessado por uma aluna? Quantos anos ela tem? – Matt indagou visivelmente surpreso.

- Acho que 20 anos. – murmurei simplório.

Matt ficou ainda mais surpreso.

- O quê? – ele praticamente gritou – Você está interessado por uma criança!

Respirei fundo. Porque, eu estava ciente de que a partir de agora meu melhor amigo começaria a me dar um sermão nível de um pai, e eu não estava com paciência para tal.

- Ela não é uma criança, Matt! – exclamei, tentando conter todo aquele incêndio que é Matt Davis, porém isto só fez para que ele falasse mais.

- São dezenove anos de diferença, Ian Joseph! Ela tem idade para ser a sua filha ou irmã mais nova! Imagine só, você criando o seu bebê e de repente descobre que um homem de quase quarenta anos está dando encima dela! – meu amigo estava exagerando, tratando-me como se fosse um pedófilo ou coisa pior, mas eu sabia que não estava fazendo nada de tão errado. Ponderei que a reação de Matt tenha sido desencadeada por causa do uísque, logo afasto o seu copo e peço ao garçom um pouco de água para ele.

- Ela não é a Molly, Matt... ela não é uma criança, ela é uma adulta e está tão interessada quanto eu, mas ela não demostra. – dei em ombros, e vi Mat beber o copo d’água que o barman entregou.

- Eu sei, mas só de pensar em um homem fazer o mesmo com Molly eu fico transtornado, estou me colocando no lugar do pai desta garota, porque imagino que ela tenha um. Enfim, só não faça uma merda enorme porque você já perdeu a Rebecca, e eu espero que você não perca a sua carreira também. – Matt murmurou cheio de preocupações, meu melhor amigo é apenas dois anos mais velho que eu, porém desde que nos conhecemos ele sempre tentou me defender.

A minha carreira é tudo o que eu tenho agora, a única coisa que me segurava e me mantém firme.

- Não colocaria a minha carreira em risco por ninguém, Matt. Não se preocupe, até porque eu sei que esse interesse por ela irá acabar rapidamente. – digo, e dou uma golada generosa no meu uísque.

- Pare de mentir para mim e para si mesmo, Ian... estas mentiras irão te levar a lugares dos quais você não conseguirá sair. – Matt murmurou.

Porém, eu não acreditei em sua sentença.

E continuei mentindo para mim mesmo.

 

**

 

Eu deveria simplesmente parar de achar que é certo beber com Matt em plena quarta-feira, porque não é e no dia seguinte a ressaca me massacrava – e eu não tinha mais dezoito anos para rir da ressaca e beber mais.

A brisa do outono soprava em meu rosto, e eu me embriagava em um copo de café extraforte e sem açúcar, e amargurava-me por ter bebido tanto na noite passada.  Meu estômago está um pouco enjoado, e apesar de que eu deveria estar almoçando, o dia caminhava bem e lentamente; não é do meu fetiche sentar em um banco do campus da faculdade e ficar ali observando os jovens fazerem coisas de jovens, porém eu estava ali.

Observando.

Ou caçando.

Em um lugar estratégico, e torcendo para que ela passasse por ali, em prol de uma atração que eu não conseguia controlar. De um desejo que não deveria ser meu, mas que eu o abraçava com toda a força.

- Está tudo bem professor Somerhalder? – assusto-me com a voz de Chris, meu aluno está parado na minha frente com um semblante preocupado.

- Está sim, – resmungo – você tem aspirinas aí?

Chris ri e se senta no banco ao meu lado.

- Tenho. – meu aluno abre sua mochila e tira de lá um potinho branco com comprimidos e me entrega.

- Obrigado. – tiro uma capsula de lá e bebo com o próprio café amargo.

Continuo olhando abertamente para o campus a procura de Dolores, ou qualquer rastro que seja parecido com o dela, porém é em vão e isto vai me deixando cada vez mais frustrado.

- Eu estava pensando sobre fazermos uma visita acadêmica a um das construções arquitetônicas de maior prestigio nacional, e junto com a turma decidimos três opções: - Chris comentou, porém eu parei de ouvir no momento em que meus olhos captaram Dolores, com um rapaz conversando e rindo. – Museu de Arte Kimbell no Texas, Universidade Politécnica na Flórida e o Empire State em Nova York.

- Podem descartar o Empire State. – resmunguei e continuei com meus olhos cravados em Dolores e o rapaz.

- Mas por quê? – Klaus indagou.

- Porque aquele lugar nem é tão bonito. – resmunguei novamente, e implorei para que Chris saísse de perto de mim.

Dolores e o rapaz estavam parados, em baixo da sombra de uma árvore e conversavam animadamente, como se fossem grandes amigos – e isto subia em mim uma cólera cega.

- Estamos falando do Empire State! E... – ele se deteve um pouco – Professor Somerhalder por que está olhando para a Dolores e o Will como se fosse matar alguém?

Ah, o nome do jovem é Will.

- Eu não vou matar ninguém! – exclamei rindo e me virei a Chris, que provavelmente conhecia o tal Will – Mas, você sabe qual curso este tal Will cursa?

- Se não me engano é Engenharia Florestal. – Chris deu em ombros – Mas, voltando ao assunto da visita acadêmica, o que o senhor acha?

Mesmo com Chris tagarelando, eu continuava a olha-los. Porque,  olhar para Dolores é como produzisse um campo magnético e eu fosse ferro, e me atraísse a ela; como um imã, e eu nem ao menos tinha a opção de me negar a isto.

- Pare de me chamar de senhor, pode ser só Ian. E eu acho que é mais sensato vocês visitarem o Museu de Arte Kimbell em Fort Worth. – murmurei – Esse Will está em que período?

Chris respirou fundo e se levantou.

- Vou levar esta ideia ao comitê da viagem, e eu não sei em que período o Will está, mas suspeito que seja o quarto. Até a próxima aula, Ian. – ele resmungou e saiu, deixando-me ali encarando Dolores e Will, que conversavam como dois velhos amigos.

Eu odiava aquele lugar em que me coloquei, sentando ali observando uma garota da qual é visivelmente errada para mim e idealizando-a em meus braços vestida de Moana; é tão ridículo este pensamento que eu devia ter vergonha de tê-lo, porém eu não poderia se quer interditá-lo de passar por minha mente. Ele simplesmente vinha e voltada, e eu não conseguia pará-lo.

Após alguns minutos, Dolores se despede de Will e segue por um caminho oposto a ele, e neste momento em que eu atacaria. Apressei meus passos e segui o garoto até o departamento em que ocorreriam as matérias de seu curso. Se Chris estiver correto quanto ao período dele, eu iria lecionar uma optativa para Will semestre que vem.  

Depois de correr um pouco o intercedo na entrada do departamento.

- Will! Ei. – o chamo, ofegando. E ele se vira para mim um pouco surpreso.

Eu não poderia negar, Will é um rapaz bonito e certamente Dolores deveria está interessada nele. E isto despertava uma cólera em mim, que não dava para controlar.

- Oi professor Somerhalder. – ele parecia simpático.

- Ah, estou correto de que irei ministrar a sua optativa no semestre que vem? – indaguei, recuperando meu fôlego e me armando de masculinidade.

- Está sim, por quê? – desconfiou.

Armei o meu discurso mental rapidamente, ciente do fato de que poderia ser processado ou demitido, mas correndo estes riscos por algo maior, por algo que eu não conseguia frear ou negar.

- Imagino que você não se importaria se fosse bem numa matéria sem qualquer esforço, não é? – comecei a modelar seu comportamento.

Will ponderou.

- Na verdade, seria o meu sonho. – ele riu.

- Imagino que sim. Então, você só precisa se me dar uma informação e de brinde ganha uma optativa aprovada. – murmurei, tentando-o com aquele trato como um diabo tenta um humano.

- Que tipo de informação? – ele se armou.

- Um simples número de telefone. – dei em ombros como se fosse algo simplório.

- De quem? – perguntou.

- De Dolores.

 

*

 

O que uma optativa aprovada é capaz de fazer com um universitário! E eu adorava ter o poder dela em minhas mãos. Will não pestanejou em me ceder o número de Dolores, e quando eu pedi sigilo ele apenas deu em ombros e me certificou de quem ninguém ia saber.  

Assim que salvei o número, sai do campus e me dirigir até o escritório de Arquitetura e Urbanismo em que eu fazia parte. Foi o primeiro emprego que consegui, quando cheguei a Atlanta e só depois de alguns meses me candidatei para lecionar. Mas, mesmo com os altos e baixos eu gostava do clima do escritório e o salário era bom. Loockwood Arquitetura me acolheu quando eu não queria nem ao menos estar aqui.

Deixei meu carro na vaga, e caminhei até o edifício empresarial. Assim que passei meu crachá na catraca, adentrei o prédio e andei até a minha sala. Eu havia ganhado muita autonomia aqui, contava com uma secretária e um estagiário; era como se nada houvesse mudado desde Nova York, porém tudo mudou.

 Passei por Celeste, minha secretária.

- Boa tarde Srta. Archibald há algum projeto na minha agenda? – indaguei a minha secretária, que estava concentrada no computador, mas parou assim que me viu.

- Boa tarde Sr. Somerhalder, não há nenhum compromisso ou projeto. – respondeu.

- Ótimo! Peça que a Srta. Claire compre o meu almoço e uma Stella Artois, por favor. – pedi e entrei para a minha sala.

Eu não podia reclamar sobre o espaço que haviam cedido para mim, é um espaço amplo e que com ajuda da minha mãe consegui decorar em pouco tempo. Ele contava com uma ampla persiana vertical, minha mesa de ébano, poltronas, um armário, duas estantes com livros que me auxiliavam na criação dos projetos, um sofá e uma mesa de desenho.

Deixei minha maleta de lado e tirei o meu paletó, eu esperava muito que a minha estagiaria não se esqueça de a cerveja, porque eu realmente precisava relaxar. Deitei no sofá de dois lugares e tirei o meu celular do bolso.

O número de Dolores estava salvo como “Lolita” e eu já sentia o fogo das labaredas do inferno, mas ignorei. O nome dela não condizia à pessoa que ela é, Dolores é um nome calmo e frio, mas Dolores em si é o contrário disto tudo.

Então, eu a apelidei de Lolita; como a de Vladimir Nabokov.

 Assim que abri um aplicativo de mensagem e atualizei a minha lista de contatos pude ver a foto dela.  

Dolores está sentada numa rocha, com o plano de fundo o parque Grand Canyon e fazia a pose como se estivesse meditando. Era uma bela foto, e mesmo que eu evitasse, me flagrei admirando aquela imagem e a Dolores.

 Entretanto, mesmo que aquela foto me deixasse calmo pelo semblante dela, a imagem não diminuía a minha capacidade de agir por impulso, de ao ver um “online” escrever algo com tanta rapidez que nem o meus olhos eram capazes de olhar com firmeza. Apenas agindo por impulso. Por puro impulso.  

“Não é justa a forma como você me deixou animado no lava-jato” escrevi.

E em menos de dois minutos ela respondeu: 

“Quem é?”

“O homem cujo principal talento é aparecer do nada” repontei.

“Ah”.  

Então a foto de Dolores mudou e transformou o rumo dos meus pensamentos também, se antes a imagem era algo límpido e calmo, Elena a mudou para uma energia sensual, que não me deixou raciocinar direito.

A foto é de Dolores, apoiada na parede e fantasiada de mulher-gato, com uma roupa que ultrapassava os limites da sensualidade e que fez a minha imaginação trabalhar das formas mais sórdidas possíveis.

“Essa gatinha arranha?” indaguei.

“Ela chupa” *emojin de sorriso malicioso* Dolores respondeu.

E todo o meu corpo se acendeu em reflexo a aquela mensagem, se eu a imaginava me chupando de Moana, ela transformou esta imagem e a tornou adulta. Agora ela me tocava vestida de mulher-gato.  

“O que você está fazendo agora, Dolores?” – perguntei, disposto a ir onde ela estivesse para tomá-la em meus braços e fazê-la sentir pelo menos um pouco da tormenta que ela me causa.

“Estou numa aula incrivelmente chata, e você?” – inquiriu.

“Estou deitado.” – escrevi. Eu poderia ter dito que o sofá nos cabia e ali tem espaço para fazer o que quisermos, mas preferi esconder, deixar no fundo da minha imaginação traiçoeira.

“Eu espero que não esteja se tocando enquanto pensa em mim, professor Somerhalder” *emojin de lua cheia* - ela respondeu. E eu conseguia imaginar a sua face ao escrever tais palavras, um sorriso malicioso e olhar sapeca da mesma forma quando olhou para a minha ereção na última vez que conversamos.

“Não estou, mas poderia”. – e como eu poderia, depois de ver a foto de Dolores como mulher-gato o meu corpo estava acesso e meu pênis duro.

“Faça!”

“Não me provoque assim, Dolores” implorei, e por segundos implorei para que aquela maldita atração que sinto por ela passasse e tudo voltasse ao normal, à rotina que eu possuía antes de por os meus olhos em Dolores naquela festa de jovens hormonais.

“Eu sei que você quer fazer, então faça!” – ela escreveu.   

“Você deveria vir aqui me ajudar com ele, mocinha” – mandei sem pensar.

“Ele está tão duro assim?”

“Está.” – tive que desfivelar o meu cinto, e abrir o zíper para aliviar a pressão entre minhas pernas. E é este maldito efeito que aquela garota tem em mim. Ficar de pau duro como se fosse um adolescente cheio de hormônios.

“Então toque nele, enquanto imagina a minha boca fazendo todo o trabalho” ela escreveu e em sequencia me enviou uma foto.

E eu me amaldiçoei vinte vezes quando abri a foto.

É Dolores, em uma imagem cor preto e branco, de costas, vestida apenas com uma calcinha minúscula, sem sutiã, com o cabelo de lado e olhando para a câmera sob o ombro. Fodidamente sexy.  

“Porra...” foi a minha única reação que consegui descrever, e depois voltei a admirar a imagem e meus olhos se mantiveram fixados em seu bumbum empinado e me masturbei idealizando o momento em que domaria aquela mulher na minha cama e acabaria com toda a tormenta que sinto quando a imagino nos meus braços. 


Notas Finais


Quando eu crescer quero ser irresistível igual a Dolores hahah

Bem-vindo aos novos leitores, e muito obrigado aos que comentaram no capítulo passado. É muito importante saber a opinião de vocês sobre está história, que está apenas no começo.

Até o próximo capítulo.

Bjsxxx.


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