História New Man: University Life - Pelos Olhos de Nathaniel - Capítulo 9


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Categorias Amor Doce
Personagens Nathaniel
Tags Alexy, Amor Doce, Armin, Castiel, Docete, Kentin, Lysandre, Nathaniel, Rosalya
Visualizações 425
Palavras 2.331
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Festa, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Dia Ruim


Fanfic / Fanfiction New Man: University Life - Pelos Olhos de Nathaniel - Capítulo 9 - Dia Ruim


Hoje era um daqueles dias. Dias de pura fúria. Minha cabeça se encontrava cheia, os pensamentos a mil, meu corpo tremendo conforme a raiva me tomava, a vontade de bater em algo crescendo, me deixando completamente cego. Eu precisava descontar em algo. Dando uma rápida olhada no meu celular, conferindo a hora, decidi seguir para a academia, uma vez que lá eu poderia descontar tudo no saco de pancadas. Já sentia meus punhos coçando, a vontade de bater naquele objeto se tornando cada vez maior. 
Antes de sair, coloquei ração e água para a Branca e saí do apartamento, apressando os passos, com uma pequena bolsa com meus pertences no ombro. O tempo estava extremamente quente, tornando-se quase insuportável. O sol brilhava com força, um espetáculo naquele céu azul, sem nuvens. Não havia o menor sinal de vento, aquela cidade era de fato o inferno na terra. Xingando mentalmente o tempo, soltei alguns palavrões conforme algumas pessoas esbarravam em mim, seus ombros batendo com força no meu, pessoas apressadas na rua ou outras que acreditavam que aquela calçada era um shopping, um lugar para passeio. Revirei os olhos, minha raiva se tornando mais intensa. Mantendo-me o mais afastado daquela multidão, caminhei com passos largos até finalmente chegar a academia. 
O lugar não estava muito cheio, praticamente vazio, na verdade. Olhei ao redor, a procura da Kim. Não foi difícil encontrá-la, ela estava numa esteira ao lado daquela que era o meu tormento diário. Ashley. Olhei para o teto, xingando baixo. Hoje definitivamente não era o meu dia. Talvez não fosse a minha semana, o meu mês, o meu ano. Argh! Tornei a olhar as duas que estavam concentradas na corrida, seus lábios abertos conforme falavam qualquer asneira. Nenhuma delas havia me visto, então dei a volta em silêncio e me aproximei, ficando próximo ao meu saco de pancadas, onde era possível ouvir a conversa. Pelo canto do olho, percebi que a Kim tinha descido da esteira, assim como a garota ao seu lado, o aparelho ligado, rolando sozinho.
"Sabe, eu.." A voz de Kim soou baixa, um tanto nervosa. "Eu não devia te dizer isso... Ai, ai, ai... Se ele ficar sabendo, ele vai ficar bravo comigo!"
Franzi a sobrancelha. Ele? Por acaso elas estariam falando de mim? Tentando ser o mais discreto e silencioso possível, me aproximei um pouco mais, me encostando na parede mais próxima, onde eu podia vê-las e ouvi-las sem ser detectado.
"Você está falando do... Nath?" Ashley perguntou, hesitante.
"Sim, dele. Quer dizer, eu sei que você conversa com ele de vez em quando e eu acho isso bom. Com certeza porque você não estava por perto durante a 'transformação' dele, mas todo mundo virou as costas para o Nath. E olha que agora ele está mais calmo... No ano passado, ele estava bem pior."
Lembranças daqueles dias na faculdade voltaram com força. Muita coisa aconteceu naquela época, foi onde me descobri, de fato. Todos se afastaram de mim, sem pensar duas vezes. E em seguida, novos contatos surgiram. Foi um período... turbulento. 
"O que você quer dizer com... pior?" A voz de Ashley me trouxe de volta a realidade.
"Ele era do tipo briguento e as coisas aconteciam dentro da faculdade. Tenho a impressão de que todo mundo que estava com a gente na escola não tentou entender. A galera só virou as costas. Agora ele anda afastado da faculdade. Mas isso não o impede de fazer as besteiras dele em outros lugares."
"Entendi. Mas por quê? Por que uma transformação desse tipo?" 
"Todo mundo se faz essa mesma pergunta. Tudo que eu sei é que quando ele vem aqui, não é pra ficar de papo pro ar. Tem alguma coisa dentro dele... Ele tem raiva."
Raiva era pouco para definir meus sentimentos, Kim ainda estava pegando leve, pensei. Cruzei os braços, enquanto mantinha meus olhos e ouvidos naquela conversa absurda. 
"Raiva?" Ashley perguntou. Curiosa. Sempre curiosa.
"Não sei no que ele pensa quando bate naquele saco de pancadas, mas... eu nunca vi alguém fazer isso como ele. Ele vem com frequência, sendo que ele deveria estar na aula. Já cheguei a deixar as chaves com ele porque ele fazia questão de treinar à noite.  Ele está sempre com uma garota diferente quando o vejo... Não sei se é pra fazer tipo ou porque ele se diverte com isso." Um suspiro escapou dos lábios da Kim. "E quando ele não está com uma garota, ele está com uns caras estranhos. Uns caras que não me parecem nem um pouco confiáveis."
Meu corpo gelou. Aquela conversa estava indo longe demais. Kim não deveria ter abrido a boca, principalmente para aquela garota que era um poço de curiosidade e adorava se meter aonde não era chamada. A raiva surgiu novamente, me cegando.
"Você sabe por que ele anda com esses caras? E o que eles fazem juntos?" Ashley perguntou, sua voz quase um sussurro.
"Eu... eu acho que eles..."
Chega! Era hora de acabar com aquela conversa! Voltei rapidamente para o meu lugar, em frente ao saco de pancadas e finalmente fiz o que queria fazer desde o início do dia: dei um forte soco naquele objeto. O som ecoou pelo local, alto e claro. Pude sentir o olhar das duas fofoqueiras na minha direção. Ambas pareciam surpresas, Kim se encontrava um tanto encolhida, aparentando desconforto. Me virei na direção dela, para cumprimentá-la.
"Fala, Kim." 
"O-oi." A voz baixa da Ashley surgiu, mas eu a ignorei. Kim ficou tensa, mas em seguida tratou em manter sua expressão neutra.
"Ei! Eu não sabia que você viria hoje." Kim falou, um sorriso forçado no rosto.
"Vim treinar rapidinho." Expliquei, mantendo meus olhos nela e ignorando a pequena garota ao seu lado. Kim respirou fundo e nervosa, virou-se na direção da Ashley.
"B-bom, Ashley, vou deixar você continuar o seu treino sozinha. Eu preciso terminar... Sabe? Até mais!"
Kim praticamente fugiu do local, deixando a amiga com uma expressão de surpresa no rosto. Teria sido engraçado se eu não estivesse tão furioso. Ashley voltou para a esteira e eu segui para o saco de pancadas, respirando fundo. Tirei a camisa e coloquei a bolsa ao lado do ringue. Percebi que Ashley me lançava alguns olhares pelo canto do olho. 
"Oi." Falei, minha voz tão fria como um gelo.
"E aí!" Ela respondeu, tentando aparentar uma tranquilidade que não tinha. Ela estava nervosa.
Voltei minha atenção para o saco de pancadas, ainda sentindo seus olhos sobre mim. Ignorando-a, comecei a socar o objeto com toda a minha força e indo muito mais além, depositando ali toda a minha fúria. O som dos meus socos invadia o lugar, o único som disponível por ali. Eu podia sentir meus dedos reclamarem, meus punhos doerem, mas os ignorei e continuei os socos, rápido e com força. Meu foco completamente ali. Já não ouvia mais nada. Era como se, somente eu estivesse ali. O saco de pancadas e eu. Podia sentir o suor percorrer o meu corpo, minha respiração ofegante. Os socos continuavam, mais e mais. Senti algo quente descer entre meus dedos. Sangue. Não dei a miníma. Continuei a socar até que um grito escapou dos meus lábios. Minha garganta seca. 
"AAAAAAAAAAAAH!" Bufei, ainda furioso. Mesmo com todos esses socos, ainda assim não era o suficiente. Nunca era. Desci do ringue o mais rápido que pude, agarrando a minha bolsa e jogando-a no ombro. Sabendo que Ashley me encarava descaradamente, lancei um olhar intenso na direção dela, e me virei, apressando os passos na direção da porta. 
O tempo continuava tão quente quanto antes, se não, pior. Nada de vento. A única diferença era a rua: estava vazia. Apenas os carros eram vistos nas pistas, nenhum ser vivo pelas calçadas. Além de mim, claro. Vesti rapidamente a camisa e tornei a andar. Por um segundo, tive a impressão de ouvir alguém chamar o meu nome, mas não me virei para ver quem era. Se é que havia alguém me chamando. Minha cabeça pesava com tanta coisa... agora eu estava ouvindo vozes! Era só o que faltava.
Entrei na esquina, ainda perdido em pensamentos. A vontade de voltar para a academia e destruir aquele saco de pancadas ainda presente dentro de mim. Eu ainda me sentia tão cheio de raiva, tão frustrado, não importava quantas vezes eu usasse os meus punhos, toda a minha força, aquela raiva ainda estaria ali, comigo, no fim das contas. Sacudi a cabeça.
"Nath!"
Me virei bruscamente na direção daquela voz. Uma Ashley suada, ofegante se encontrava diante de mim. Ela tinha corrido atrás de mim?
"Você me seguiu?" Perguntei, surpreso.
"O seu jeito agora há pouco lá na academia... O que está acontecendo, Nath?"
"Como assim? O que foi que eu fiz?"
"Você entra na academia com um ataque de fúria, descarrega tudo no ringue. Tenho a impressão de que você guarda muita coisa aí dentro de você, e se esse é o caso, vai acabar explodindo."
Evitei o máximo não revirar os meus olhos. Não estava afim de sessões de psicanálise. "Eu não estou escondendo nada!" Respondi.
"Não... Não foi isso que eu quis dizer." Ashley respondeu, sua voz sumindo aos poucos. Aumentando sua voz, ela continuou: "Escuta, eu... Eu não estou conseguindo te entender, Nath. A cada dia que passa, seu jeito comigo muda. Quando eu tenho a impressão de conseguir, finalmente, te entender, você se afasta e se fecha como uma ostra."
Respirei fundo, tentando controlar minha irritação. Em vão. Olhando-a, respondi: "Para com essa sua maluquice. Eu não sou o seu cara. Então, evita ficar dando show no meio da rua logo que você sente falta de um pouco de atenção. Estou começando a ficar de saco cheio."
A expressão dela sumiu, deixando-a pálida. Seus olhos se arregalaram, seus lábios tremiam. "Não... Talvez você não seja o meu 'cara', mas você foi. Eu te conheço."
Desviei o olhar, em silêncio. Ela estava certa, é claro que estava. Merda. Pude sentir seus olhos sobre mim, me avaliando. Não se dando por vencida, ela continuou: "Quando eu te vejo agir desse jeito em cima do ringue... Eu fico preocupada."
"É um esporte. É violento. Eu não vou lá para fazer carinho no saco de pancada ou correr numa esteira." Rebati.
"Não, mas desse jeito... Foi diferente. Parecia que você estava pensando em alguém ou em alguma coisa enquanto batia naquele saco. E teve essa história com a Ambre na sexta-feira passada. O que ela tinha?"
"Nada. Acontece e eu cuido dela. Isso também não é da sua conta." Minha voz era gélida, um aviso claro para ela se afastar e esquecer tudo aquilo, não se meter onde ela não era chamada. Cruzei os braços, encarando-a de um modo frio, sem nenhuma outra expressão além da raiva, em meu rosto. "Bom, o que você quer, afinal?" Perguntei.
"Estou vendo que as coisas não estão bem. Só quero achar um jeito de te ajudar."
"Mesmo se você tem boas intenções, isso está começando a me encher. Então, vou repetir pela última vez para você: está tudo bem. " 
"Entre o que aconteceu com sua irmã e hoje, estou começando a duvidar seriamente disso."
Céus, a mulher não desistia! Que teimosa! "Eu... Deixa a Ambre fora disso." Respondi, meus punhos fechados sobre o meu peito. A encarei, transmitindo-lhe toda a minha raiva pelo olhar. Ela pareceu se encolher.
"Pare de agir assim comigo. Estou tentando mostrar que estou do seu lado. Você diz que não quer que eu me preocupe com o que está acontecendo e, no entanto, você parece que faz de tudo para me mostrar que não está tudo bem. Você chega na academia e me ignora completamente. Depois, você vai bater como um maluco furioso naquele saco de pancadas. Isso me parece muito com um pedido de ajuda."
"Um pedido de ajuda?" Respondi, soltando um sorriso debochado. "Você está achando que eu sou uma mocinha em perigo? Tá bom, ô príncipe encantado. Não se preocupa, vai."
Sacudi a cabeça, dando a meia volta e me afastando sem olhar na direção dela. Que conversa absurda. Uma mão surgiu no meu braço, me forçando a virar e olhar para trás. Surpreso, encontrei os olhos de Ashley, sua expressão sombria.
"Você..." Comecei a falar, mas ela não olhava mais no meu rosto e sim para as minhas mãos. Droga. Suas mãos puxaram as minhas na direção do seu rosto, seus olhos se estreitando conforme conferiam o que estava ali: sangue seco.  
"O que..." Ela começou, ainda observando minhas mãos. 
"Eu só bati forte durante os meus treinos."
"Não, mas... a esse ponto, é..."
Afastei minhas mãos das dela, ignorando a sensação do seu toque, da sua pele quente e macia. 
"O que eu posso fazer para..." Ela continuou, mas eu a cortei de imediato.
"Só tive que aprender a me virar sozinho, do dia para a noite, e para tudo." Minha voz estava alterada, num tom alto, provavelmente podia ser ouvido por toda a rua, mas eu não me importava. "Para pagar tudo, cuidar da minha irmã e de todo o resto. Uma irmã que... que está perdendo o controle. E quando você foi embora depois da escola para seguir os seus pais..." Parei de imediato ao perceber o meu erro. Os olhos de Ashley se arregalaram, sua pele tornando-se pálida novamente. Choque. Surpresa. Várias emoções passaram pelo seu rosto. "Enfim... V-você não sabe o que é ver as marcas das falanges do seu pai fincadas na sua pele, nem o que é sentir uma vontade de explodir o tempo inteiro."
"Eu... Eu não sei o que..." Ela parou, seus olhos marejados. Suspirei.
"Eu também não sei o que dizer, eu..." Mantive meus olhos nos dela. Não podia descontar a minha raiva, ela não tinha culpa de nada, afinal. Tornei a suspirar. "A gente se vê depois." Falei, acariciando uma mecha do cabelo dela, passando-a entre o meu indicador e o polegar. Por fim, a soltei, lançando um longo olhar na direção dela antes de me virar e ir embora. 



 


Notas Finais


Por fim, os refrescos. Que saudade que eu estava de atualizar essa história. Quase não saiu, aliás. Quem viu minha timeline, sabe do que tô falando. Mas está aí a primeira parte. Deixei a minha parte favorita do episódio 5 para o próximo capítulo, hehe. Mil perdões pela demora, mas como muitos de vocês sabem, New Man e Crowstorm seguirão os acontecimentos do jogo, logo, só as atualizarei conforme os episódios saírem. Embora, talvez eu possa postar um ou outro capítulo bônus, de algum flashback, em algum momento ^^

Para quem não me acompanha, essas são as outras histórias que escrevo, todas elas envolvendo University Life e seus personagens, caso queiram ler um pouco mais ^^ :

Crowstorm: https://bit.ly/2Ng2FXa

Até o próximo capítulo <3


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