História New Old West - Capítulo 7


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Categorias Dir En Grey
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Palavras 1.235
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Ecchi, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Piquenique pacífico? Acho que não.


Fanfic / Fanfiction New Old West - Capítulo 7 - Piquenique pacífico? Acho que não.

- O que foi aquilo?

- Aquilo o que?

O moreno continuava a andar rápido, puxando Satan pelas rédeas e fazendo sua trança balançar.

- O menino, filho do xerife. Porque toda aquela hostilidade?

- Austin não é o que parece.

- Educado, bonito e que sabe se comportar como um cavalheiro na presença de uma mulher?

Daisuke parou por alguns segundos, e pensou se responderia ao comentário de Harriet. Achou melhor não. Seguiu puxando seu enorme cavalo negro até o armazém de Paige, amarrando as rédeas do animal à coluna de madeira da cobertura externa. Assim que viu o homem, Chelsea saiu correndo do armazém, o chamando pelo apelido curto de uma forma carinhosa e se atirando nos braços dele. Ele a levantou do chão e a fez sorrir com algumas cócegas. Depois, a colocou no chão novamente e a garotinha loira entrou no armazém gritando para sua mãe que o moreno estava ali. Não demorou para que Paige saísse de trás do balcão onde era ajudada por Clarissa, e fosse cumprimentar o moreno e a garota que o acompanhava.

- Die. Harriet. Como vai a reforma da casa?

A garota respirou fundo e sorriu com pesar.

- Ah, não é bem uma reforma não é? É difícil quando se tem muita coisa pra fazer e pouco material. Tem muita coisa que não tem como ser consertada. Mais fácil derrubar e colocar outra coisa no lugar. Mas o básico estamos conseguindo. Die está conseguindo. Consertar o telhado, consertar algumas vigas, trocar outras... essas coisas.

Quando se deu conta o moreno já havia atravessado o armazém e estava dentro da cozinha de Paige, destampando as panelas enquanto a pequena Chelsea o entregava um prato e talheres. Paige sorriu e então olhou para Harriet.

- Entre, vamos almoçar. Daisuke já está lá dentro.

- Realmente é um verdadeiro cavalheiro. – a garota bufou. – Paige... você sabe que não por enquanto não tenho como te pagar os almoços que me manda todos os dias. Mas eu vou pagar, de alguma maneira. Nem que seja com trabalho.

- Não se preocupe. Vocês são meus convidados de hoje. Carrie trouxe mais carne para a mesa, precisamos dividir com alguém, além das refeições que eu vendo na cidade.

- Sendo assim, muito obrigada.

Se sentaram à mesa e almoçaram na companhia de Paige. Clarissa havia almoçado com a irmã menor e tomava conta do armazém. Carrie ainda não havia chegado das entregas de refeição do dia. Conversaram sobre aleatoriedades da cidade, e sobre como Glenrio estava tentando se recuperar da guerra. Mineração, exploração de madeiras que haviam resistido à radiação, tentativas de encontrar uma terra boa para plantação. Devagar as coisas pareciam estar voltando ao normal. Os mais novos não conheciam muitas tecnologias e os mais velhos sentiam falta dela. Paige contou como havia conhecido seu marido, pai de suas três filhas, em uma rede social.

- Naquele tempo era tudo mais simples, não tinha essa complicação que existe hoje. Carta, essas coisas, era tudo mais prático. Agora pra conversarmos com alguém temos que esperar semanas até que a pessoa responda e te envie um pedaço de papel de novo. Eram fotos, fotos e mais fotos na rede social. Tirávamos as fotos e postávamos na hora. Hoje está tudo na memória do notebook. Aliás, me deixa pegar as fotos pra te mostrar o meu marido.

Ali, naquelas fotos, Harriet percebeu de onde vinha o tom mais escuro dos cabelos de Carrie. Conversou com Paige que falava saudosa sobre o marido. Percebeu que sentia falta de Aaron, e que falaria dele da mesma forma. E se recriminou mentalmente por pensar em Aaron na presença de Daisuke. Depois, se recriminou por pensar em Daisuke. O que estava acontecendo afinal? Depois do almoço Daisuke emprestou o pequeno cavalo de Clarissa para que Carrie treinasse um pouco sua montaria. Depois, retornaram à casa de Harriet, onde continuariam os trabalhos.

No dia seguinte, enquanto martelava mais um batente de porta, Daisuke parou por alguns instantes para ver a garota trabalhando. O corpo dela era pequeno, magro, mas talvez o tal treinamento que ela dizia ter realmente tivesse dado bons resultados. Ela tinha alguns músculos aparentes e bem desenhados.

- Carrie me disse que vocês vão para o lago no domingo?

- Hm, sim. Vamos dar uma volta. Aproveitar que está calor e quem sabe dar um mergulho.

- E você sabe nadar?

- Claro que sei, eu já te disse, eu tive...

- Treinamento e blá blá blá. Entendi. Tomem cuidado. Mesmo com treinamento. Existem muitos desocupados por aí.

- Obrigada pela preocupação. Quando foi que viu Carrie?

- Ontem à noite. Vejo Carrie quase todos os dias.

- Hm, entendo.

A garota baixou os olhos. Havia entendido o que existia entre Daisuke e Carrie. Ou pelo menos achava que havia entendido. Continuou martelando as vigas de uma parede, agora ainda com mais força do que antes.

 

.....

 

- O que achou?

Harriet olhava ao redor do lago enquanto se refrescava na água. Vestia um top de exercícios que ela tinha na mochila, e uma calcinha, ambos pretos. A pele branca contrastava com a roupa, e com o sol forte daquela manhã de domingo.

- É muito bom. É bem tranquilo.

Carrie vestia um maiô verde claro com estampas azuis, algo como palmeiras tropicais e araras. Estava deitada na beira do lago quando ouviu um cavalo se aproximando e se jogou na água como que por instinto. Harriet logo ouviu também, e ficou em alerta, perto da mochila na beira do lago, onde trazia seu facão e sua arma. Relaxou um pouco o corpo ao perceber que Carrie fazia o mesmo, reconhecendo o rapaz que estava montado em um bonito cavalo marrom de manchas brancas.

- Austin. O que faz aqui?

- Me perdoem meninas. Eu ouvi Carrie dizendo à Paige que viria até o lago com você, Harriet. E eu achei que poderíamos nos conhecer melhor, fazermos amizades. Trouxe alguns petiscos e refrigerantes.  – Ele bateu na garupa do cavalo, evidenciando a mochila recheada que trazia amarrada à sela. – Mas se preferirem eu posso ir embora, sem problemas. Não quero atrapalhar o passeio de vocês.

- Não. Não. Acredito que tudo bem. Carrie?

- Por mim tudo bem.

O rapaz apeou do animal e desamarrou a mochila, esticando um tipo de lençol no chão e distribuindo as coisas que havia trazido. Fez amizade rápido com a garota nova da cidade grande, como os moradores de Glenrio chamavam Harriet.

- E como é sair de Nova York e vir parar num lugar como esse?

- Hmm... diferente. Jamais imaginei que um dia estaria tão longe do abrigo onde nasci, em um lago, aproveitando o sol.

- Você nasceu no abrigo?

- Sim. Nunca havia saído de lá até... um ano atrás. Foi quando resolvi vir pra cá, juntei umas coisas e vim caminhando. Parando alguns dias em alguns lugares. Até chegar aqui.

- Sinto muito pela perda do seu marido.

- Obriga...da.

A garota gaguejou por alguns segundos enquanto via quem se aproximava delas, reconhecendo o grande cavalo negro do homem que naquele momento tinha cara de poucos amigos. Carrie se levantou do lado de Harriet, sorrindo.

- Die! Venha, venha se sentar com a gente.

Caminhando, trazendo seu cavalo pelas rédeas, ele deu um sorriso sem graça para Carrie, olhando para Austin como se ele fosse um bicho.

- O que esse cara tá fazendo aqui?



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