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História New Orleans - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


E aí, não demorei muito para chegar com o capítulo novo.
Espero bastante que gostem dele e aproveitem muito esse KaiSoo maravilhoso <3
Obrigada @magiemon pela betagem <3

Capítulo 4 - O gosto de vinho dos teus lábios.


Chanyeol encontrava-se frustrado enquanto tentava pensar em algum arranjo para aquela letra. Estava sozinho dentro do estúdio de Yixing. Devido a alguns compromissos do produtor, teria que trabalhar sozinho com Baekhyun naquele dia. Havia chegado mais cedo que o horário marcado apenas para passar um tempo sozinho, preso em suas ideias.

Escutou o telefone principal do estúdio tocar. Até pensou em recusar, mas provavelmente seria alguém importante, já que o Zhang sempre estava conversando com algum produtor para ajudar nas músicas de seu futuro artista, então Chanyeol tirou o telefone do gancho, colocando-o em seu ouvido. De primeira, escutou uma discussão, logo reconhecendo a voz de Junmyeon no fundo gritando com outra pessoa.

Massageou as têmporas, tentando não se estressar com aquilo. Apenas ficou em silêncio, esperando seu manager finalmente abrir a boca para falar, não gritar.

— Chanyeol? — ele perguntou com a voz ríspida, demonstrando que estava a um fio de surtar. — Quando vai voltar para New Orleans?

— Talvez na semana que vem. O que aconteceu?

— Minseok invadindo a merda do hotel e está tratando mal os funcionários. Ele está atrás de você faz dias. Chanyeol, quantas vezes já te avisei sobre esse homem? Ele vai acabar fazendo alguma besteira com a sua carreira.

— Junmyeon, eu não falo com Minseok há semanas. Ele não deveria estar em Chicago para apresentação daquela banda grotesca e bizarra?

— Eu não sei nada sobre a vida desse canalha, só quero que você dê um jeito antes que eu chame a polícia. Ele foi expulso do hotel e está do lado de fora gritando como um idiota e enfiando o seu nome no meio dessa palhaçada. — Chanyeol suspirou fundo contra o telefone, descendo o corpo da poltrona.

— Não tem como inventar alguma desculpa? Sei lá. Só fala que eu estou em viagem para negócios e que volto em uma semana. — Junmyeon soltou um xingamento baixo. — Não quero nenhum contato com Minseok até terminar esse álbum. Nós sabemos mais do que ninguém o quanto fico estressado depois de encontrá-lo.

— Está bem. — Deu-se por vencido. — Vou ver o que faço, qualquer coisa peço para os seguranças do hotel para chamarem a polícia.

Antes que o Park pudesse desligar, escutou o barulho da porta ser aberta, revelando um Baekhyun quase escondido no meio de tantos agasalhos. Deu uma risada anasalada ao ver a cena, achando-o fofo. O Byun varreu os olhos pelo estúdio, provavelmente procurando pelos outros funcionários. Quando Chanyeol viu as sobrancelhas arqueadas, em uma pergunta muda, novamente riu.

— Parece que hoje todos estão com a agenda cheia. Menos você e eu. — Batucou os dedos contra a mesa de madeira que sustentava os equipamentos. — Não quer se sentar? — Baekhyun concordou rapidamente com a cabeça, tirando alguns agasalhos que protegiam o seu corpo do frio gritante de Nova York. — Não quer beber um café ou algo do tipo? Seu nariz está vermelho como de um palhaço.

— Muito engraçadinho — respondeu em um tom divertido. — Tomei café da manhã antes de vir. Só uma perguntinha: eu demorei muito para chegar?

— Não. — Riu. — Eu acabei chegando mais cedo porque queria adiantar algumas coisas. Yixing me avisou em cima da hora que não iria conseguir vir. — E Baekhyun concordou com a cabeça, ficando totalmente calado.

Chanyeol clicou em um dos botões aleatórios, fazendo com que a voz de Baekhyun ecoasse por todo o estúdio. A música cantada pelo loiro já estava incluída no álbum e pronta e se chamava Never Too Far. A letra e o instrumental eram melancólicos, dando um destaque ainda maior no vocal limpo que Baekhyun possuía. A letra falava sobre uma pessoa que tenta amar novamente depois de uma perda trágica. Chanyeol não sabia se Baekhyun realmente havia passado por aquilo, já que ele havia sido o compositor principal de todas as músicas.

Depois de analisar praticamente todas as letras de Baekhyun na reunião anterior, Chanyeol percebeu o quanto o rapaz era apaixonado por romances e dedicava toda a sua criatividade em palavras que conseguiam transmitir tudo o que ele sentia. E com a sua voz, tudo se encaixava perfeitamente bem. Era como se apenas Baekhyun tivesse talento para transmitir sentimentos através de suas letras, mais ninguém.

— Essa música é bonita... — Chanyeol acabou pensando alto, atraindo a atenção de Baekhyun para si, logo sentindo-se completamente envergonhado por tal ato. — Desculpe... — Sorriu envergonhado. — Eu acabei pensando alto demais.

— Obrigado — agradeceu, escondendo o sorriso que insistia em brotar em seus lábios.

— Escreveu pensando em alguém? — A pergunta do mais velho era carregada de curiosidade, fazendo Baekhyun dar uma risada.

— Não — respondeu simplista. — Na verdade, só foi uma ideia que tive enquanto não conseguia dormir.

— Hm… E essa música tem algum gênero? — Chanyeol quase deu um tapa na própria testa ao perceber o que havia perguntado.

— Musical? — indagou confuso.

Chanyeol fechou os olhos, sem encará-lo. Pensou em alguma desculpa esfarrapada para se livrar daquilo, mas infelizmente não conseguia pensar em nada. Odiava quando a sua curiosidade falava mais alto. Não queria ser nenhum pouco invasivo, principalmente com Baekhyun.

— Ah… Entendi. — Deu uma risada fraca, deixando o Park ainda mais envergonhado. — Posso ser sincero com você?

— Só se você quiser — respondeu firme. Ouviu Baekhyun se ajeitando contra a poltrona, ficando de frente para si. — Caso se sinta inseguro, pode gu… 

— Eu tento não pensar em homens ou mulheres enquanto escrevo. — Baekhyun interrompeu, fazendo Chanyeol se calar rapidamente. — No ensino médio, eu escrevia para algumas meninas da escola, mas quando me apaixonei de verdade por um garoto, que era o meu vizinho, as músicas começaram a ser para ele.

— Então quer dizer que você curte os dois? — Baekhyun segurou a risada com a curiosidade do Park.

— E por que está curioso sobre isso? — Aquela pergunta havia pego o platinado de surpresa, deixando-o sem saber o que responder. Quando abriu a boca para responder, não conseguia nem ao menos soltar uma palavra. — Respondendo a sua pergunta, eu gosto somente de homens. Acho que muitos rapazes já passaram pela fase de tentar gostar de garotas por não se aceitarem. Hoje em dia não ligo muito para isso, mas evito falar porque sei que ainda existe muita maldade.

—  Então você confia em mim para falar sobre a sua sexualidade?

— Quem fez a pergunta foi você, Chanyeol. Só respondi com sinceridade porque sei que você também sai com outros homens, então não irá me criticar por isso.

— Então parece que temos algo em comum — disse com um tom engraçado, tirando um sorriso do mais novo. — Você ao menos contou para os seus pais sobre isso?

— Sim. Foi embaraçoso no começo, mas eles logo aceitaram. Nunca fui um filho rebelde ou algo do tipo, não teriam como me julgar apenas por gostar de uma pessoa do mesmo sexo que eu.

— Isso é incrível. Minha mãe descobriu através da televisão logo após um escândalo sobre um suposto namoro envolvendo o meu nome. Ela parecia um rádio, não parava de falar um segundo, sobrou até para o Junmyeon. — Os dois gargalharam juntos. — Mas é bom tirar esse peso das costas, odiava manter seus casos a escondidas, deve ser complicado.

— Você nem precisa se preocupar com isso.

— Mas é claro que sim. Você tem noção de quantas vezes precisei me esconder dentro de armários porque os paparazzis simplesmente subiam nas janelas como insetos? Não vou mentir que aproveito bastante, mas às vezes a dor de cabeça é maior e consegue quebrar todo o clima.

— Por que não pega sua inspiração sobre isso e não me ajuda mais um pouco no álbum? Não quero algo tão triste e romântico, não sou cem porcento assim — disse tímido. — Queria um pouco mais de pegada, entende?

— Será que o Yixing não brigaria comigo? Ele quase me matou quando dei essa ideia.

— Pegue a caneta e o caderno. Hoje só vamos sair desse estúdio quando estivermos com uma música sexy.

[…]

Assim que colocou os pés para fora do elevador, Kyungsoo não imaginava encontrar Jongin sentado em um dos bancos do saguão. Até pensou em passar direto, ignorando a presença do bailarino, mas logo ouviu seu nome ser chamado três vezes seguidas, como se a pessoa estivesse com medo de perdê-lo no meio daquelas pessoas.

O cozinheiro fechou os olhos com força, implorando para que fosse algum funcionário do hotel. Quando virou para trás, deu de cara com o rapaz de cabelos de tom de chocolate, com um sorriso infantil nos lábios, como se estivesse ansioso pela sua presença. Arqueou as sobrancelhas, esperando que ele falasse algo.

— Você esqueceu que iríamos visitar Nova York hoje? — perguntou, demonstrando uma falsa irritação.

— Perdão... Eu estava um pouco aéreo e não escutei você me chamando. — Arrumou uma desculpa qualquer.

Só queria ir em um estabelecimento e voltar para o seu quarto. Ainda estava cansado e o frio não colaborava nem um pouco. Odiava inverno, ficava com mais sono que o normal, o que atrapalhava toda a sua rotina. O frio de Nova York era como se estivesse no Polo Norte, nunca conseguia se acostumar com aquilo.

Caminhou ao lado de Jongin até a entrada do hotel. Estava perdido. Não sabia para onde iriam primeiro, só queria que começassem logo aquele passeio para que pudesse se esquentar um pouco no meio daqueles casacos grossos que eram o dobro de seu tamanho.

— Aqui perto do hotel tem uma cafeteria incrível, se quiser, podemos visitá-la.

— Eu acabei de tomar café.

— Tomar de novo não vai fazer mal algum, hm? Vamos? — Kyungsoo concordou, sentindo-se convencido com aquelas palavras.

Os dois rapazes caminharam até a cafeteria próxima do hotel onde Kyungsoo estava hospedado. O lugar era bastante aconchegante e bonito, deixando os olhos do cozinheiro brilhando. Adorava cafeterias pequenas e bem decoradas. Elas sempre davam um toque de “casa” e o mais velho amava todo aquele conceito.

Jongin ficou encarregado de escolher o melhor lugar para sentar, de frente para uma grande janela de vidro, que dava uma visão perfeita do lado de fora. Mesmo ainda sendo cedo, as pessoas já passeavam pelas ruas congeladas, até mesmo crianças se divertiam com os pedaços de neve pelas calçadas.

Depois de fazerem seus respectivos pedidos, os dois se calaram, olhando para a janela. Jongin balançava a perna freneticamente, como se estivesse incomodado com algo. O bailarino passou a língua contra os lábios secos, olhando para Kyungsoo, esperando que algum assunto fosse puxado. Não gostava de lugares silenciosos. Queria pelo menos conversar.

Em menos de cinco minutos, foram recebidos novamente pela mesma garçonete, segurando duas bandejas com os pedidos dos dois. Kyungsoo agradeceu gentilmente e Jongin fez o mesmo. O cozinheiro deu um gole de leve na xícara cheia de capuccino, sentindo o gosto tão bom invadir seu paladar. Suspirou levemente, quase morrendo de amores por aquela bebida. Amava capuccino mais do que a sua própria vida e não fazia miséria na hora de comprar. Se pudesse, passaria o dia inteirinho bebendo.

— Você gosta bastante de capuccino — Jongin comentou, enfiando um pedaço de bolo de chocolate na boca.

— É a minha bebida favorita — respondeu, voltando a bebericar.  — Não gosta?

— Prefiro café preto mesmo. — Levantou a xícara, como se estivesse pedindo para que Kyungsoo brindasse. — Um brinde com bastante cafeína. — Kyungsoo acabou rindo com o comentário do bailarino. — Consegui tirar um sorriso de você. — Jongin sorriu.

— Será que merece um prêmio por fazer isso?

— Acho que sim. Desde ontem você está com uma expressão irritada, achei até que tinha feito algo.

— Na verdade, eu sou a pessoa que mais odeia frio nesse mundo. Frio me deixa com um humor horrível, pior quando estou fazendo cinco pratos de uma vez só.

— Você é cozinheiro? — O Do concordou com a cabeça. — Que legal! Eu sempre tive o sonho de aprender culinária, mas o meu tempo não me permite entrar em nenhum curso atualmente. Pretendo fazer no futuro, quem sabe que não consiga fazer pratos melhores que os seus.

— Pode tirar o cavalinho da chuva, senhor bailarino. Eu sou o melhor cozinheiro de New Orleans, os meus pratos são sempre os mais pedidos. Só tendo anos de experiência para conseguir ultrapassar o chef Do Kyungsoo.

— Só acredito vendo. Meu paladar é muito peculiar, vai precisar trabalhar muito para conseguir me convencer.

— Você está me desafiando, Jongin? — O tom da pergunta era carregada de brincadeira, mas a expressão de Kyungsoo era séria. — Não me desafie nunca.

— Vou ver se consigo visitar New Orleans nas próximas semanas. Vou fazer questão de visitar o restaurante onde trabalha. Vamos ver se vai conseguir me convencer que tem todo o seu talento.

— Não se eu encher toda a sua comida de pimenta só por estar duvidando de mim.

— Eu sei que você não faria isso. Pela sua expressão, tenho certeza absoluta que você irá fazer o melhor prato do cardápio só para me agradar.

— Você tem uma autoestima grande demais para o meu gosto, parece bastante o seu melhor amigo. Eu vou fazer o melhor do cardápio para você. Mas caso você goste e confirme que eu sou o melhor cozinheiro de New Orleans, você irá me dar ingressos de graça para a sua apresentação ou faço questão de espalhar para toda a cidade que você tem intestino solto.

— Ei! É só uma brincadeira! Caso eu goste mesmo, vou fazer questão de contar para todos e também lhe dou ingressos para a minha apresentação, até para o seu amigo.

— Trato fechado, Kim Jongin. — Kyungsoo e Jongin apertaram a mão um do outro, como se estivessem fechando um acordo. Jongin já estava quase se arrependendo ao ver o olhar desafiador do cozinheiro. Não sabia nem onde estava se metendo, mas sabia que sairia daquela batalha com a barriga cheia.

[…]

O relógio pendurado na parede do estúdio já indicava que o horário já se passava das oito horas da noite. Do lado de fora o clima estava frio e Baekhyun não queria ir embora tão cedo. Quando bebia, sua inspiração ultrapassava todos os limites possíveis. Era normal no ramo musical alguns artistas não ficarem sóbrios enquanto produzem as próprias músicas.

Chanyeol já estava um pouco mais solto por conta da bebida juntamente a Baekhyun, que parecia não sentir mais vergonha de estar perto de uma pessoa tão influente como Park. Durante algumas conversas e trocas de ideias, o platinado sugeriu que tomassem algum vinho para se distraírem durante o trabalho. E, claro, o Byun concordou, já que fazia um bom tempo que não conseguia sair com Kyungsoo para beberem, apenas conseguiam almoçar ou jantar fora em uma correria absurda e completamente chata.

Haviam acabado de produzir mais uma música. Depois de muita conversa, decidiram botar aquela música como ballad. A letra era bastante triste e os vocais de Baekhyun se destacavam ainda mais, chegando a surpreender o próprio Park. O instrumental estava perfeito, combinando com todo o processo da música. Chanyeol estava orgulhoso daquele trabalho.

Baekhyun encostou mais o corpo contra o estofado da poltrona, sentindo o gosto da bebida doce invadir seu paladar novamente. Mordeu os lábios, encarando o teto enquanto ouvia a sua própria voz ecoar pelo estúdio. Estava tão feliz, precisava comemorar internamente. Todos os seus planos estavam dando certo depois de anos tentando, era inacreditável. Não sabia como contaria para os seus pais, mas sabia que eles transbordariam de orgulho de ver o filho único indo tão longe.

O platinado colocou a taça sobre a mesa de madeira que era ocupada por vários equipamentos. Baekhyun escutou o suspiro alto logo sendo seguido por uma risada doce. Ergueu seus olhos até o Park, encarando-o, esperando que ele dissesse algo sobre a música, entretanto Baekhyun recebeu apenas um olhar silencioso sendo direcionado a si junto a um sorriso ladino. Foi impossível não sorrir junto.

— Não sei como ainda me surpreendo com a sua voz. Acho que demorarei um pouco para me acostumar com isso — Chanyeol disse, fazendo o mesmo que Baekhyun e encostando o próprio corpo contra o estofado macio. — Não está cansado de ficar trancado no estúdio desde cedo? — Baekhyun negou com a cabeça, como se aquela pergunta fosse algo absurdo. — Achei que estivesse.

— Estou gostando de ficar aqui. Estou fazendo algo que gosto, além de estar bem quentinho aqui dentro. — Chanyeol riu com o último comentário.

— Na verdade é a bebida que está te deixando desse jeito. Seu rosto está vermelho como um tomate.

— Não estou acostumado a beber muito, ok? — respondeu, fingindo estar irritado. — Você não está muito diferente de mim, seus olhos estão quase fechados. Está engraçado.

— Baekhyun — Chanyeol chamou pelo mais novo, logo tendo toda a atenção dele sendo direcionada a si. — Se eu fizer algo, promete não ficar com raiva? — O Byun deu uma risada anasalada, juntando as sobrancelhas, perguntando-se silenciosamente.

— E o que você faria para que eu ficasse com raiva? — indagou curioso, fazendo o Park engolir seco e rir de nervoso. Baekhyun não estava entendendo. Não queria conhecer o lado grosseiro de Chanyeol logo quando estavam ficando próximos. — Hm?

— Que tal continuarmos a trabalhar? Ainda tem muita coisa para fazermos. — O rockeiro tentou mudar de assunto, deixando Baekhyun ainda mais curioso. — Você tem mais alguma opinião para adicionarmos no álbum?

— Chanyeol... — Baekhyun o chamou, tendo toda a atenção direcionada a si. — O que você quer me falar?

— Baekhyun, nós estamos alcoolizados. Acho que não é uma boa falarmos sobre isso agora.

— Mas eu quero saber, você me deixou curioso, Chanyeol. O que custa me… 

— Eu quero beijar você — interrompeu. Engoliu seco, sentindo seu próprio estômago embrulhar de uma maneira dolorosa, fazendo seu rosto queimar de vergonha.

Não sabia como estava tendo aquele comportamento, provavelmente tinha medo de que Baekhyun ficasse com raiva ou algo do tipo. Sabia o quanto o jovem era bastante reservado, eram completamente diferentes um do outro, o que deixava o Park com medo de falar qualquer coisa, com medo de ofendê-lo.

Não sentia nada por Baekhyun além de um sentimento amigável. Não poderia enganar a si mesmo, mas aquele rapaz era incrível de todas as maneiras. Chanyeol possuía um bloqueio gigante quando o assunto era relacionamento e seus traumas do passado não o ajudavam em nada. A qualquer momento seus pensamentos obscuros lhe arrastavam para o fundo do poço, colocando em sua cabeça que seria trocado a qualquer momento. Nunca em sua vida queria ter o mesmo final que a sua mãe teve por causa de seu pai, o homem que havia prometido a amar durante toda a vida.

O silêncio constrangedor fez Chanyeol engolir seco e pegar o maço de cigarro em seu bolso para tentar descontrair. Sabia que levaria um fora grande e provavelmente faria Yixing perder um grande artista. Baekhyun continuava em silêncio, bebendo vinho tinto, encarando alguma parte do estúdio, mas não conseguia mais lhe encarar.

Aquilo era completamente vergonhoso. Onde estava com a cabeça para falar aquela besteira? Quando bebia, sempre deixava algo de sua mente sair pelos seus lábios. Era algo incontrolável.

— Então por que você não me beija? — indagou Baekhyun, fazendo Chanyeol arregalar os olhos e deixar o cigarro cair contra o piso.

— O quê? — perguntou indignado.

— O que foi? Não é isso que você quer? — perguntou como se fosse algo óbvio. — Pode aproveitar o clima, podemos colocar a culpa na bebida no dia seguinte. — Deu um sorriso ao terminar a frase.

— Você não vai querer se envolver comigo, Baekhyun. Eu sou um problema em forma de gente. — Ouviu a risada de Baekhyun ecoar pelo estúdio. A bebida estava deixando-o diferente. Muito diferente.

—  Nós vamos nos beijar, Chanyeol, não trocar alianças.

— Mesmo assim. Você é bom demais para se envolver comigo.

— Se não quer me beijar, é só falar, não precisa se rebaixar para isso.

— Não é isso. — Passou a palma da mão contra o rosto, respirando fundo. — Só não quero problemas entre nós, entende? Gosto bastante da nossa amizade, tenho medo que isso o deixe desconfortável.

— Somos dois adultos e sabemos o que fazer. Enfim, vou ao banheiro lavar o meu rosto, a bebida me deixa com calor. — Antes que pudesse se levantar, Baekhyun sentiu seu pulso ser puxado, não de forma brusca, mas o suficiente para que voltasse para a poltrona. Lançou um olhar confuso para o mais velho, vendo-o se aproximar calmamente.

Quando sentiu a respiração quente de Chanyeol bater contra o seu rosto, pensou em desistir. O Park era uma pessoa experiente. Não que Baekhyun fosse inocente e não tivesse experiência alguma, longe disso, mas o Park era completamente cobiçado, o sonho de qualquer jovem rebelde da atualidade, então sentia-se um tolo apenas com aquele ato.

Os lábios do Park roçaram contra o seu lábio inferior, fazendo com que um choque corresse por todo o seu corpo. Os olhos se encaravam, implorando silenciosamente para que se aprofundassem de uma vez. Chanyeol foi o primeiro a tomar a atitude de selar os lábios, fechando os olhos rapidamente e colocando sua mão direita contra a bochecha de Baekhyun, sentindo a pele macia contra a sua palma. Podia sentir o gosto de vinho mais forte vindo do Byun, deixando aquele beijo tão simples com um gosto incrível.

Depois de sentir a textura macia dos lábios do Byun contra os seus, passou a língua delicadamente, vendo-o dar abertura rapidamente para que aprofundassem o beijo. As línguas se encontraram calmamente, em uma lentidão gostosa, como se não tivessem pressa para terminarem com aquilo. Baekhyun deu um pequeno impulso para frente para que ficasse mais perto do corpo do platinado, sentindo seu corpo contra o dele.

Em um ato repentino, Baekhyun tomou um susto quando teve seu corpo puxado contra o de Chanyeol, fazendo-o ficar por baixo de si. Os corpos estavam muito mais próximos, deixando ambos com calor, como se do lado de fora não estivesse com a temperatura abaixo de zero. O Byun não sabia de onde havia vindo tanta atitude quando puxou o platinado para mais um beijo ainda mais profundo, fazendo com que estalos ecoassem pelo estúdio, substituindo a música que já havia chegado ao fim.

O lábio inferior de Baekhyun foi puxado com delicadeza, sendo novamente atacado com gosto. Chanyeol empurrou a poltrona onde estava sentado mais para frente, pressionando o corpo de Baekhyun contra a mesa de madeira, deixando-o mais alto que si e podendo aproveitar ainda mais. O Byun segurou os ombros de Chanyeol com força, tentando o máximo se equilibrar. Aquele beijo era tão gostoso e único, não queria parar tão cedo. Cada vez que se aprofundavam, Baekhyun ficava cada vez mais mole, como se estivesse sendo entregue de bandeja para aquele homem.

Fazia tanto tempo que não se relacionava com alguém que tentava ao máximo dar o seu melhor. Sabia mais do que ninguém que esqueceriam aquilo no dia seguinte e botariam a culpa na bebida, porém queria desfrutar daquele momento.

Gemeu baixo e arrastado quando sentiu Chanyeol enfiar as duas mãos quentes por dentro de seu casaco, acariciando suas costelas. O corpo de Baekhyun arrepiou-se da cabeça aos pés com aquele toque tão delicado. Não sabia para onde sua mente estava o levando.

Em questão de segundos, Chanyeol retirou o casaco grande que cobria todo o seu corpo, protegendo-o do frio. Com a camisa social bagunçada, Baekhyun conseguia enxergar algumas partes da tatuagem que cobria quase todo o peitoral do platinado, junto com um cordão que tinha um pingente prata em forma de cruz. A boca do Park subiu pelo maxilar do mais novo, mordiscando cada pedaço da pele quente. Quando desceu até o pescoço, sentiu o cheiro doce do perfume que Baekhyun usava. Ele era tão cheiroso. Tão bonito. Tão maravilhoso. Chanyeol não sabia onde estava se enfiando. Não sabia ao menos como parar a sua própria boca e, principalmente, suas mãos, que não paravam de se mover um minuto, acariciando todo o tronco, sentindo mais e mais da textura daquele homem.

Não estava apaixonado, estava curioso. Curioso para saber um pouco mais do outro lado que Baekhyun escondia. Como Baekhyun havia comentado alguns minutos antes, eram dois adultos, sabiam muito bem controlar os próprios sentimentos. Aquele ato não os afetariam em nada, continuariam sendo parceiros de trabalho e grandes amigos.

Os dedos de Baekhyun perderam o controle, indo em direção a camisa social do Park, desabotoando os botões transparentes enquanto tinha seu pescoço beijado. Não sabia como explicaria para Kyungsoo sobre aquelas marcas. Levaria uma boa bronca, mas quem se impotaria com aquilo logo naquele momento?

Quando se separaram, Baekhyun encostou todo o corpo contra a ponta da mesa, vendo Chanyeol jogar o próprio corpo contra a poltrona e respirar fundo, com os lábios completamente inchados e a blusa aberta, expondo o abdômen bem definido, mesmo que odiasse malhar, e também expondo as tatuagens sem sentido que o platinado fazia sempre quando frequentava alguma festa.

— Você tem certeza do que está fazendo? — Chanyeol perguntou. Sua voz estava rouca, mais rouca que o normal. Os olhos escuros não paravam de lhe encarar, esperando ansiosamente pela resposta. — Não quero estresse depois.

Baekhyun revirou os olhos com o último comentário. O que Chanyeol estava achando? Que era um adolescente virgem? Que com uma foda poderia se apaixonar? De onde Chanyeol achava que Baekhyun retirava todas as inspirações para as suas músicas mais ousadas? De algum filme hollywoodiano? Céus... Não queria ficar irritado no meio de um ato tão bom.

— Chanyeol, você começou com tudo e toda hora dá uma desculpa. Eu já falei, se estiver arrependido, é só falar que eu volto para o hotel.

— Você é marrento.

— E você parece que é inseguro.

— Eu não sou inseguro. Só não quero ninguém apaixonado por mim depois.

— Está criando uma imagem muita errada de mim. Se está com tanto medo, é porque o problema está em você, não em mim. Um beijo não significa que vamos ficar apaixonados um pelo outro.

— Nós não estávamos apenas nos beijando. Você sabe que iríamos avançar.

— E você está com medo da nossa foda ser boa o suficiente para ficar apaixonado por mim?

— Está brincando comigo? — perguntou com um tom debochado. — Já me viu namorando sério com alguém? A vida é boa demais para ficar me prendendo a uma pessoa só.

— Então por que todo esse histerismo? Quer saber? Eu vou embora. Kyungsoo já deve estar me esperando no hotel para jantarmos. — Baekhyun tentou se levantar, mas teve o lado direito da cintura segurado pela mão direita de Chanyeol. Olhou mais uma vez para o mais velho em uma pergunta muda. Chanyeol o encarou, se aproximando para que pudessem se beijar novamente.

Sentindo-se um burro de primeira, Baekhyun cedeu, sentindo novamente o gosto de vinho dos lábios do mais velho. Sentiu todo o seu corpo ser apalpado pelas mãos fortes, sendo apertado com força, como se Chanyeol tivesse medo de que Baekhyun tentasse ir embora novamente. Cansado de esperar, o Byun jogou longe a camiseta que o Park usava, deixando ainda mais exposto os ombros largos e fortes que ele possuía.

Recomeçando praticamente do zero, Chanyeol desceu os lábios até às clavículas de Baekhyun, tirando o casaco grosso que ele usava e o deixando cair lentamente contra o chão. Analisou cada pintinha que Baekhyun tinha em sua pele pálida pela falta de sol de tanto ficar no frio da cidade de Nova York. Deixou selares em cada pintinha, achando-as fofas e delicadas, como se fosse um charme único que acabara de descobrir.

Despiu o tronco do mais baixo, podendo analisar cada detalhe, desde os ombros largos e fortes até a barriga que tinha alguns gominhos. Baekhyun tinha um corpo tão bonito que chegava a invejar Park, que abraçou o corpo, puxando-o para mais um beijo. Baekhyun deitou com o corpo sobre Chanyeol, permitindo-se ser tocado ainda mais, já que as mãos do Park não paravam por um minuto, como se tivessem sede de sua pele.

— O seu corpo é bonito — Chanyeol quebrou o silêncio, sussurrando rouco contra o ouvido de Baekhyun, que riu um pouco envergonhado. — É bom tocá-lo — confessou, encarando o loiro. — Posso confessar algo? — Baekhyun resmungou um “sim”. — Achei que você fosse quieto demais.

— Está falando isso porque estamos quase transando?

— Interprete como quiser.

— Todos transam, Chanyeol. A única diferença é que não transo com qualquer um. — Chanyeol sentiu uma ponta de raiva lhe atingir, mas não iria atrapalhar novamente. — Eu sou tímido com qualquer pessoa no começo. E, claro, respeito toda a equipe por serem mais experientes que eu. Acha mesmo que eu seria capaz de dar em cima de alguém no ambiente que trabalho?

— Por que está tão na defensiva?

— Porque você está agindo como se eu fosse um idiota — respondeu. — Toda vez que você transa com alguém tem interrogatórios? — indagou, demonstrando o quanto estava irritado.

O platinado respirou fundo, xingando a si mesmo por estar sendo tão idiota naquele momento. Deveria calar a boca e continuar o que estava fazendo. Não queria admitir para si mesmo, mas estava nervoso. Tinha medo de que aquilo tomasse proporções inesperadas. Estava há tanto tempo na famosa seca que só queria transar logo de uma vez.

— Me desculpe. Eu sei que estou sendo chato, só estou com um pouco de medo. — Fechou os olhos. — Promete que não ficará nada estranho entre nós dois?

— Eu prometo. — Deu um beijo na bochecha esquerda de Chanyeol, sentindo o aroma amadeirado assim que desceu até o pescoço bronzeado.

Os olhos se encontraram, causando uma corrente elétrica percorrer por todo o corpo de Chanyeol. Conseguia ver perfeitamente as íris castanhas do mais novo, eram tão bonitas quanto o seu rosto e seu corpo, principalmente sua voz. O Park se perguntava internamente se Baekhyun tinha algum defeito. Chegava a sentir um pouco de inveja por tanta perfeição em apenas uma pessoa.

Os dedos finos e longos de Baekhyun foram até o botão da calça jeans que Chanyeol usava. Estava faminto. Não queria apressar nada, mas já havia perdido tempo demais com as perguntas desnecessárias do platinado. Pegou a taça, dando mais um gole na bebida escura, esvaziando de vez o objeto frágil. Já estavam embriagados, mais um pouco não mudaria nada, só acenderia mais um pouco de gasolina naquele incêndio que tomava conta dos dois corpos.

Baekhyun desceu da poltrona sem tirar os olhos do rosto de Chanyeol, que o encarava. Não queria demonstrar que estava ansioso para ter o rapaz no meio de suas pernas. Sua vida sexual era ativa, mas quando queria tanto transar como uma pessoa específica, ficava como um adolescente com hormônios à flor da pele. Era patético.

Quando teve o membro exposto, Chanyeol grunhiu baixo ao sentir o hálito de Baekhyun bater contra o seu membro, causando arrepios por todo o seu corpo. Acariciou os fios claros e ralos, suplicando para que começasse com o seu trabalho. Quando sentiu a língua quente de Baekhyun passear pela glande, jogou a cabeça para trás, apertando o estofado dos dois braços da poltrona de couro, tentando ao máximo não rasgá-las. Não teria uma desculpa plausível para Yixing na semana seguinte.

O Byun desceu a boca, engolindo todo o membro de uma vez só, sentindo a glande tocar sua garganta. O gosto de Chanyeol invadiu todo o seu paladar. O barulho das sucções era audível, ecoavam por todo o estúdio. Para a sorte dos dois artistas, o prédio estava vazio. Yixing havia liberado todos os funcionários para que seus dois companheiros de trabalho tivessem privacidade o suficiente. Mal sabia ele que Baekhyun e Chanyeol estavam aproveitando até demais daquela privacidade que haviam sido presenteados.

O frio não incomodava mais. Ambos estavam suados, a excitação era gritante, fazendo a têmpora de Baekhyun suar. Estava apenas usando uma calça jeans, querendo se livrar dela o mais depressa possível. Os olhos pequenos caíram sobre o rosto de Chanyeol quando sentiu um puxão em seu cabelo. Mordeu os lábios com força, sugando o líquido viscoso que tentava escorrer. Chanyeol já estava gozando apenas com um boquete. Baekhyun quase riu com aquilo, principalmente ao ver a expressão de desespero do mais velho.

— Tire a calça. — Baekhyun sabia que aquilo era uma ordem. Não pensou duas vezes antes de obedecer, principalmente por ter seu membro apertado pela peça íntima, implorando por atenção.

Enquanto tirava a própria calça, sentiu os dígitos de Chanyeol tocarem cóccix, passeando do começo ao fim. Quando percebeu que Baekhyun já estava sem calça, usando apenas uma peça íntima fina, deu impulso com a poltrona para frente, pressionando o corpo de Baekhyun contra a mesa, deixando-o empinado o suficiente. O Byun apoiou os dois braços sobre a madeira, mordendo o lábio inferior quando a mão direita de Chanyeol puxou o seu tecido para baixo, logo dando uma mordida de leve na banda direita.

Com os dentes, puxou o tecido por completo, deixando escorregar pelas coxas fartas do mais novo. Lambeu os lábios, sentindo seu membro pulsar com força ao ver Baekhyun completamente nu e exposto somente para si. Tinha um fascínio gigante por bundas, não escondia isso de ninguém, fazia questão de colocar explicitamente em suas letras sobre sexo e ver Baekhyun tão empinado daquele jeito deixava-o completamente louco de tesão.

Abriu as bandas calmamente, deixando a entrada exposta. Enfiou o rosto no meio das bandas, passando a língua pela entrada, molhando-a. Sugou, fazendo com que um barulho um pouco engraçado ecoasse. Ouviu Baekhyun choramingando enquanto apoiava os dois braços sobre a mesa, apertando com os dedos ao ponto de deixá-los esbranquiçados pela força usada. Uma das mãos de Chanyeol foi até o membro do mais novo, começando uma masturbação rápida. O Byun acabou dando um pequeno pulo, assustando-se com o toque do platinado.

Assim que sentiu dois dedos serem inseridos de uma vez só, Baekhyun deu um gemido longo, arqueando a própria coluna. Chanyeol continuava chupando e lambendo toda a entrada do mais novo, deixando mordidas fracas pela pele em volta. Quando escutou a poltrona fazer barulho, Baekhyun sabia que o Park estava de pé, então encostou a cabeça contra o peitoral

Esticou o próprio corpo, ligando o som, deixando a voz de Baekhyun tomar conta de sua audição junto com os gemidos que ele soltava. A música tocava pelos alto-falantes enquanto Chanyeol descia com os lábios do pescoço até o final dos ombros de seu parceiro de trabalho. Os dedos apertavam firmemente a cintura bem delineada, pressionando seu membro contra as bandas marcadas, pressionando com força, mas sem intenção de penetrá-lo.

A música no fundo conseguia deixar o clima ainda mais agradável. Chanyeol até pensou que a voz de Baekhyun fosse como um álcool, conseguia deixá-lo embriagado apenas com os sussurros que ele dava em cada melodia.

As bocas se encontraram novamente e as línguas acariciavam uma a outra, causando estalos altos. Chanyeol lambeu todo o maxilar do Byun, indo até o lóbulo, mordiscando de leve, descendo sua boca para o pescoço, deixando uma marca atrás da orelha, para que não ficasse muito exposto. Amava marcar seus parceiros.

O mais novo teve o corpo virado para frente, fazendo com que seu membro ficasse espremido contra o próprio abdômen por causa do corpo de Chanyeol tão próximo do seu. O Park analisou cada detalhe de Baekhyun, desde a boca inchada até os fios bagunçados. Deu um selar nos lábios avermelhados, pegando a perna direita dele e levantando, deixando-o completamente exposto.

Com o membro ainda ereto, Chanyeol pincelou a entrada de Baekhyun, entrando com calma, vendo-o jogar a cabeça para trás enquanto tentava se equilibrar. Ver Baekhyun com o rosto corado, os lábios inchados e soltando gemidos tão gostosos mexia com a mente do Park. Mexia de uma maneira absurda, que conseguia deixá-lo irritado.

Pegou Baekhyun pelo maxilar, juntando as bocas enquanto começava a aumentar as estocadas contra a entrada. O beijo era uma verdadeira bagunça por não conseguirem segurar seus gemidos. Chanyeol mordeu o lábio inferior do mais novo, enfiando o rosto contra o pescoço dele, cheirando cada pedacinho da pele exposta. Puxou os fios para trás, dando mais liberdade para que pudesse explorar o pescoço, beijando e mordendo cada parte. Aquele cheiro era maravilhoso.

— Eu… Acho que vou gozar — Baekhyun disse com dificuldade. Chanyeol logo acatou o recado e aumentou a velocidade, fazendo a mesa chacoalhar e bater contra a parede.

O sorriso que estava nos lábios de Baekhyun fora quebrado, de sua boca só saía gemidos quase escandalosos. Chanyeol usava uma força absurda, segurando firmemente a cintura do Byun para que ele não se afastasse. As unhas de Baekhyun arranhavam as costas inteirinhas do platinado, descontando todo o seu prazer. Aquela estava sendo a melhor foda de sua vida.

Depois de alguns minutos, Baekhyun sentiu os jatos quentes do seu próprio sêmen contra o seu abdômen. Seu corpo cansado caiu sobre a madeira, tentando recuperar o próprio fôlego. Não demorou muito para que também sentisse Chanyeol se desfazer dentro de si. Ele ainda prolongou as estocadas, enfiando todo o membro dentro da entrada, para que seu sêmen não escorresse, enquanto encarava toda aquela cena como se fosse uma obra de arte. O Park mordia os lábios enquanto fazia aquilo.

Park Chanyeol era apaixonado por sexo.

— Eu... — Antes que Baekhyun pudesse terminar sua frase, Chanyeol interrompeu.

— O que aconteceu aqui, vai continuar aqui. — Pegou um maço de cigarros em cima da caixa de som, acendendo logo em seguida. — Se o Yixing souber disso, é capaz de querer me matar. — Deu uma risada amarga, sendo seguido pela risada do mais novo.

— Eu preciso voltar para o hotel — ele disse, não recebendo resposta alguma.

Baekhyun limpou-se antes de vestir sua própria roupa. Antes de sair do estúdio, deu uma olhada, não recebendo nenhuma atenção de Chanyeol. Não estava preocupado ou algo do tipo, sabia muito bem onde havia se enfiado, mas não custava nada uma despedida. O Byun saiu do prédio, deixando o Park apenas de cueca, fumando um cigarro enquanto encarava os equipamentos.

Naquela noite, Chanyeol bebeu um pouco mais. Dentre mil inspirações que se passavam pela sua cabeça, ele escreveu uma música, que provavelmente seria barrada pela letra tão sensual e explícita, mas era tudo o que estava sentindo naquele momento.

Quando Baekhyun fechou a porta, não imaginou que havia acendido mais uma inspiração em Park. Também não imaginou que seria a verdadeira inspiração.


Notas Finais




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