História New Rules - Capítulo 12


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Categorias Criminal Minds
Visualizações 81
Palavras 1.732
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem a demora, mas esse cap precisava estar perfeito <3 Espero que gostem bbs

Capítulo 12 - Alemanha


Fanfic / Fanfiction New Rules - Capítulo 12 - Alemanha

"Quanto maior o poder, mais perigoso é o abuso."

-Edmund Burke

Kyara's P.O.V

Três batidas fortes ressoam na porta, então Spence me puxa pra trás dele, olhando pelo olho mágico. Conforme ele checava de todos os ângulos, minha tensão aumentava, mas ele simplesmente tranca a porta e põe o cadeado. Assim que sai, verifico eu mesma pelo olho mágico, não encontrando nada. Ajudo o rapaz a empurrar a cômoda pra frente da porta, e apago a luz, olhando pela janela. Assim, não podem ver aonde estamos e nem entrar.

-Hotch? -Me viro, encontrando Spence com seu celular na mão. -Nos perdemos e acabamos em um hotel, tem vídeos de pessoas morrendo no nosso quarto. -Diz, e depois de alguns segundos ele arregala os olhos, desligando o celular e o jogando na cama. 

-O que ele disse? Está vindo? -Pergunto e ele pensa algumas vezes antes de falar. 

-Eles estão interceptando o sinal. A senhora da recepção que respondeu."Se entrarem em pânico não vão sobreviver", foi o que ela disse. -Levo as mãos até a boca, me apoiando na beirada da cama e olhando para o vídeo, aonde os homens estupravam o corpo já sem vida da mulher. -Você não vai acabar assim. Eu prometo. -Estende o mindinho, me tirando de uma espécie de transe, então eu concordo, enganchando nossos dedinhos. 

-Muito bem. Qual o plano? -Indago e ele olha em volta. 

-Tem que estar nos filmando de algum jeito. Ache e quebre as câmeras. Eu vou ver os vídeos, analisar o perfil dos assassinos e ver por onde eles entram. -Manda e eu assinto. 

Procuro pelas câmeras, e mando um tchauzinho antes de quebrar uma por uma. Agora acho que estamos bem. Assim que termino, mais 3 batidas são ressoadas na porta, e Spence faz um sinal de silêncio pra mim com o dedo. Levo as mãos até a boca, evitando fazer barulho, enquanto lágrimas escorriam pelo meu rosto. Depois de alguns minutos, as batidas voltam, mais fortes do que nunca, fazendo Spencer sorrir. 

-O que está fazendo? 

-Eles gostam do pânico que causam. Por isso batem na porta antes de entrar. -Explica em um sussurro pra mim, e eu assinto. -Não tem ninguém em casa. -Grita pra eles. Depois de um tempo, escuto passos saindo da varanda.

-Acha que isso vai fazer eles perderem a vontade de entrar? -Pergunto e ele nega com a cabeça.

-Vai nos dar algum tempo. Mas eles ainda vão entrar. O problema é por onde. Nas filmagens, eles não entram pela porta, pegam eles desprevenidos. Olha. -Na tela, um casal assustado, olhando para a porta de entrada. A dupla de mascarados então pega eles por trás, e eu desvio os olhos, evitando ver o que acontece. 

-Eu checo o banheiro e você o quarto? -Ele concorda, então vou até o banheiro, batendo na parede, procurando algum ponto oco. Afasto o tapete, verifico as janelas, o teto, a pia, tudo. Nada pode entrar ou sair por lá. 

Volto pro quarto e ajudo o Spence a procurar. Arrastamos a cama, batemos nas paredes, até que ele abre o guarda roupa, ouvindo um barulho oco quando bate. Assim que retira o fundo falso, dá de cara com o quarto do lado. Então é por ali que estão entrando. Sinto meu estômago embrulhar e sento na cama, suspirando. 

-São em pares. Um quarto dá acesso ao outro. -Volta a colocar o fundo falso e fecha o guarda roupa, sentando na cama e pensando o que fazer. 

-Se ficarmos aqui vamos morrer. -Murmuro e ele concorda. 

-Podemos tentar correr até o carro, mas a essa altura, imagino que não vamos conseguir simplesmente sair dirigindo. Dá uns 500 metros de corrida, e o carro deve estar bem guardado, já que o posto fica aberto 24h, e o senhor e a senhora da recepção já provaram ser cúmplices. A probabilidade de conseguirmos é de menos de 3%. -Informa e eu sento ao seu lado na cama. 

-Consegue imaginar que há menos de uma hora atrás estávamos discutindo por causa da loira no seu quarto? -Suspiro e ele ri levemente. 

-Eu prometo que nada aconteceu. -Pega na minha mão, me fazendo olhar pra ele. -Você é a única pessoa com quem eu queria estar naquele quarto, Kimmy. -Acaricia meu rosto e eu sorrio fraco, assentindo. -Vamos sair desse lugar, e eu vou te levar pro encontro mais romântico e brega que você pode imaginar. Tudo bem? 

Assinto novamente, sentindo lágrimas me invadirem. Ele as seca delicadamente, segurando meu rosto e beijando minha testa com cuidado, como se eu fosse feita de vidro. Eu não quero morrer. As batidas na porta voltam, fazendo meu estômago embrulhar. Spence envolve seus braços ao meu redor, e de repente, todo o mundo parece parar. Estou nos braços dele. Acolhida, reconfortada e segura. É como se nada pudesse me atingir naquele momento. 

-O que vamos fazer? -Pergunto e ele pensa um pouco. 

-Eles entram pelo guarda roupa, então temos que trancar a porta do outro quarto, pra eles não poderem entrar. O problema é que o outro quarto ainda tem câmeras, então tem que ser feito rapidamente por causa da retaliação. -Explica e eu assinto. 

-Eu vou. Sou mais rápida. -Levanto e ele faz o mesmo, parando na minha frente. 

-De jeito nenhum. -Diz, como se a ideia fosse absurda demais pra ser considerada. 

-Spencer. Eu vou. É só trancar a porta e arrastar alguma coisa na entrada. -Faço menção de ir até o guarda roupas, mas ele me para. Empurro ele pro lado, mas ele me segura pelo braço.

-Você não vai sozinha. Assim que entrarmos, você tranca a porta e volta pra cá. Eu empurro a cômoda e volto em seguida. Tudo bem? -Assinto e ele tira o fundo falso.

Spence faz um sinal pra mim com a mão, me indicando que é pra ir. Corro até a porta, a trancando e passando a correntinha, voltando rapidamente até o quarto. Enquanto isso, o rapaz empurra a cômoda até a porta, e quando está quase chegando, batidas fortes podem ser ouvidas, mas são diferentes, como se estivessem tentando arrombar. No último segundo, ele consegue empurrar, voltando para o quarto, aonde eu o recebo com um abraço. 

-Temos que empurrar a cama até o guarda roupa. -Pede e eu assinto, dando a volta na cama e o ajudando a empurrá-la. -Só temos que aguentar até de manhã. Hotch vai vir rebocar o carro. -Diz e eu concordo. 

-Quanto tempo falta? -Pergunto e ele olha no celular, que já apitava por falta de bateria. 

-Cerca de 7 horas. -Suspira e se senta na cama. Deito no seu colo e ele acaricia meu cabelo, com um suspiro.

-Lembra de quando éramos crianças? Quando eu sentia medo, ia até a sua casa. Você me levava pro sótão e ficávamos lá em silêncio, enquanto você acariciava meu cabelo. Que nem agora. 

-Você era uma criança bem assustada. -Diz e eu mordo os lábios. 

Ah, Spence...

-Spence? Tem algo que eu preciso te contar. -Levanto do seu colo, pra poder olhar pra ele. 

-Claro, o que foi? 

-O motivo de nos mudarmos pra Alemanha. -Desvio o olhar e ele se ajeita, prestando atenção em mim. O quarto de repente parece ainda mais pesado, como se me sufocasse, mas resolvo seguir em frente. -Lembra quando meu pai deixou meu irmão com vocês pra irmos pescar? 

-Ele fez isso durante anos, eu não estou... -De repente para, olhando pra mim, e eu sei que ele entendeu.

-Na primeira vez eu tinha seis anos. Ele me levou pra um lago. Tinha um galpão lá. Ele disse que íamos brincar, e me mandou tirar toda a roupa. No início eram só toques. Ele me obrigava a fazer... Coisas. -Seguro o enjoo que me sobe, e Spencer segura a minha mão, sem ousar me interromper. -Ele dizia que se eu contasse pra alguém, eu e meu irmão íamos parar em um orfanato. Que nunca mais ninguém nos amaria, e se amasse, ele os mataria. Então eu fiquei quieta. -Sinto o choro me invadir, mas engulo, tentando manter o mínimo de dignidade. -Quando eu tinha nove anos, ele tirou minha virgindade. Ficou cada vez mais violento. Ele tinha medo que eu me apaixonasse e fugisse de casa. Eu só tinha nove anos. -Respiro fundo, antes de continuar. -Os abusos continuaram. Eu era o objeto de satisfação dele. Todas as fantasias doentias dele eu protagonizei. -Dou de ombros. -Quando eu tinha 12, uma vizinha escutou e ligou para a polícia. Eles vieram bater lá em casa, mas eu estava aterrorizada. Digo, meu pai era traficante. Ele tinha dinheiro, tinha contatos. Eu entendia isso, ele sempre fez questão de deixar claro. Se eu falasse alguma coisa, alguém ia sair machucado. Na manhã seguinte, a vizinha tinha desaparecido. -Explico e ele aperta a minha mão, assentindo. 

-Sim, a Sra. Robinson, eu lembro disso. Mobilizaram toda a vizinhança para procurá-la. -Seu choque é palpável, então depois de alguns minutos refletindo sobre o assunto, ele volta a perguntar. -Então se mudaram pra Alemanha? -Assinto com a cabeça. 

-Lá, as coisas continuaram. Até a minha formatura, praticamente. Eu tinha 20 anos, faltava um ano pra eu me formar. Meu pai pagava a minha faculdade, então todo dia eu levantava, e pensava "só mais um ano, eu pego meu irmão e nós vamos embora". -Sorrio amarga. -Um dia, eu cheguei em casa. Meu pai estava em cima do meu irmão. Ele tinha só 16 anos, era praticamente uma criança. Então eu atirei nele. Estava mirando no peito, mas acabei acertando na perna. Os vizinhos ouviram o tiro e chamaram a polícia, então tive que explicar a história inteira pra eles. Meu irmão não sabia de nada. Então, terminei a faculdade e vim para cá. -Termino a história e olho pra ele. 

Seu maxilar está trincado, e ele parece pensativo. Por um momento, sinto medo de ele estar com nojo de mim, mas essa sensação logo desaparece quando ele me puxa pra perto de si. Me aninho no seu peito e ele acaricia a minha cabeça. Seu coração está batendo forte, mas não sei dizer se é por conta da história ou pelo lugar aonde nos encontramos. Acredito que os dois. 

-Nada nunca mais vai acontecer com você. Está me ouvindo? Eu vou garantir isso. -Segura meu rosto e eu assinto, então ele deita na cama. Deito na sua frente e ficamos de conchinha, esperando o tempo passar. 


Notas Finais


E ai? O que acharam?


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