História New Secret Avengers - The Legacy - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Natasha Romanoff, Steve Rogers
Tags Pepperony, Romanogers, Vingadores
Visualizações 465
Palavras 4.977
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Podem me amar, por um capítulo 100% romanogers dessa vez.

Capítulo 15 - Capítulo 15


Fanfic / Fanfiction New Secret Avengers - The Legacy - Capítulo 15 - Capítulo 15

Naquela madrugada na casa dos Rogers, depois dos filhos estarem dormindo, e depois de já ter feito o boletim de ocorrência do assalto que Sara sofreu, Natasha foi até a garagem da casa, ela tirou um dos carros da garagem e voltou lá dentro.

Em seguida, Natasha abriu um alçapão no piso, que só podia ser aberto com uma senha criptografada e reconhecimento de digital.

Ao se abrir o alçapão, se tem vista de um pequeno subsolo, e tem uma escada de madeira que dá acesso a ele. Nesse pequeno subsolo, Natasha acendeu a luz, depois de descer as escadas e observou sua coleção de armas e numa estante de vidro em outra parede, ela viu seus antigos uniformes de Viúva Negra.

Assim que Natasha olhou para o uniforme que nunca mais uso, a mente dela a levou para a época que ela servia a SHIELD, e aos Vingadores. Toda aquela vida cheia de adrenalina, os trabalhos infinitos, as poucas horas de sono, as poucas horas de sossego, a mente voltada apenas para realizar da melhor forma possível seu trabalho.

Naquele tempo, no tinha pensamentos sobre filhos, sobre se estão com roupas o suficiente, se estão tirando boas notas, se estão comendo, se tem poderes ou não e nem tinha pensamento sobre marido. Como é que ela foi parar ali mesmo? Natasha se questionava.

Natasha se questionava também de estar morando num bairro como aquele, longe da cidade grande, totalmente residencial e tranquilo, com bons vizinhos, que apesar de bons, ela nunca deu intimidade para nenhum deles, mas Steve era super amigo da vizinhança.  

Natasha também lembrou das festas que os moradores fazem, ou de reuniões do bairro para discutir algumas ações da prefeitura e que Steve participa com o maior afinco. Mas que raio de rotina familiar é essa que ela tem vivido?

Natasha franziu a testa ao chegar nesse questionamento.

Todos os dias ou quase iguais... O que ela tem feito de importante? Aonde está a adrenalina de viver? Aonde está a graça? Aonde está a emoção de viver cada dia, sabendo que pode ser o último?

- Você já escolheu o que precisa?

Natasha piscou os olhos algumas vezes, saindo da reflexão que estava e olhou para trás, para a escada de acesso ao subsolo, por onde Steve estava descendo agora.

Natasha observou Steve ir até a parte dele desse subsolo e pegar alguns itens, ele não gosta de armas, mas está levando uma com ele. E, Steve tem um escudo extra, feito por T’Challa, que ele nunca contou a ninguém, exceto Natasha e Bucky.

Steve se virou um pouco e olhou para Natasha, ele ergueu as sobrancelhas, porque ela não respondeu.

S: Difícil de escolher? Você tem muitas opções, não é?

Natasha continuou sem responder, ela ficou parada no mesmo lugar olhando para Steve.

Toda vez que ela tem dúvidas se está levando a vida que queria levar, a resposta imediata na cabeça dela é não, e ela sente vontade de pegar as coisas dela e ir embora, mas basta Steve aparecer e dizer qualquer coisa aleatória que ela lembra o quanto ela é apaixonada por aquele par de olhos azuis, o quanto ela ama a voz dele, pois tem uma certa paz contida no jeito que ele fala que deixa ela mais tranquila.

Natasha suspirou de leve, enquanto olhava para Steve. Ela nunca foi embora, não só por causa dos filhos, mas porque não se imagina mais sem Steve na vida dela. Há uma razão para ela ter feito tudo que ela fez, aliás, por ter parado de fazer tudo que ela costumava fazer e essa razão é Steve Rogers.

Steve caminhou até Natasha, porque ela estava há quase dez minutos parada, sem reação nenhuma no olhar e sem responder a ele.

S: Nat?

Steve parou em frente a Natasha e franziu de leve a testa, um pouco preocupado com ela.

S: Você está bem?

Natasha entreabriu os lábios um pouco, ainda olhando para Steve, e ainda sem ter o que dizer.

S: Você...

N: Me beija...

Steve ficou confuso.

S: O que?

Natasha não esperou Steve reagir ao pedido dela, ela ficou na ponta dos pés para alcançar a nuca dele e puxou o rosto dele pra baixo para encaixar os lábios nos dele.

Steve estava confuso ainda, foi pego de surpresa, eles estavam meio distantes com esse lance da Maggie desde cedo e Steve estava sem humor e clima pra romance, e eles estão planejando ir arrancar informações de pessoas e provavelmente terá uso de violência, então ele não esperava por esse beijo agora.

Apesar de não esperar e de estar distante, ele não recusou o beijo, pelo contrário, colocou os braços em volta da cintura de Natasha e pressionou o corpo dela contra o dele, enquanto se beijavam.

Em poucos minutos, o beijo já estava mais acelerado, a respiração mais ofegante e quando deram por si, estavam derrubando uma prateleira inteira de armas no chão.

Os dois interromperam o beijo nessa hora para olhar para as armas no chão, os dois se entreolharam e Steve afrouxou os braços em volta do corpo de Natasha.

Natasha empurrou Steve para trás um pouco, para ela sair da parede, ela suspirou e olhou para a área da escada.

S: Você acha que eles ouviram alguma coisa?

Natasha franziu a testa.

N: Acho que não, está bem tarde. Eu sei que tem senha para acessar aqui, mas eu não quero que eles saibam desse lugar.

S: Do jeito que os gêmeos são, eles já viram essa placa no piso.

N: Sim. Eu disse que era tudo muito escuro e só tinha ratos e baratas, que ficariam de castigo aqui se aprontassem e eles acreditaram.

S: Você não devia ter feito isso.

N: Funcionou.

S: Nós devíamos ir agora.

N: Sim... vamos.

Natasha finalmente escolheu suas armas e dispositivos e saiu de casa com Steve.

...

Meia hora depois, Steve e Natasha estavam chegando em frente ao hostel aonde Vinny estava hospedado, no caminho até lá, Natasha explicou o que Steve deveria fazer... ficar calado e com cara de perdido e isso ele sabe fazer muito bem.

Assim que Natasha pisou na calçada do hostel, ela começou a reclamar em voz alta e em russo com Steve, ela entrou no hostel com Steve vindo atrás dela.

A recepção só tinha um funcionário, devido ao horário e ele ficou observando Steve e Natasha que pareciam um casal de gringos perdidos.

- Boa noite. Em que posso ajudar?

Natasha olhou para o rapaz que era bem jovem, ela fez cara de desespero e falou algumas coisas em russo.

- Não compreendo, senhora...

N: Nós... Chegar. América. Hoje. Nós atrás filho... Nós assalto...

- Vocês foram assaltados?

Natasha fez positivo com a cabeça.

- É melhor eu chamar a polícia.

N: Não.

Natasha segurou no pulso do rapaz e fez negativo com a cabeça.

N: A polícia veio. Investigar... Ele disseram... Investigar.

- Ah, já estão investigando...

O rapaz sorriu sem graça.

N: Nós... Atrás filho...

Natasha apontou pra ela e para Steve.

- O filho de vocês. Vocês estão atrás do filho de vocês?

N: Aqui.

- Ele está aqui? Como ele se chama?

N: Vinny...

- Ah, o modelo...

N: Sim! Sim! Modelo... meu Vinny!

Natasha sorriu, e parecia extremamente aliviada. O rapaz parecia feliz de ajudar, digitou alguns comandos no computador.

- Ah, sinto muito, ele não está aqui nesse momento.

N: Não?

- Ele sai muito, eu acho que para desfiles e festas.

N: Ele é assim. Podemos quarto dele? Esperar... Viemos tão longe... Queremos ver filho.

- Ah...

N: Por favor...

Natasha segurou na mão do rapaz de novo e ele ainda levou um tempo para concordar.

- Vocês podem esperar aqui na recepção. Ele está num quarto compartilhado... Mas eu não sei se ele vai aparecer aqui hoje, por isso não posso permitir o acesso ao quarto.

N: Ah entendo... Ham... posso usar seu banheiro?

- É claro. Segunda porta à direita...

N: Obrigada. Você, bom menino.

Natasha elogiou o rapaz e entrou no corredor indicado.

O rapaz olhou de forma insistente para Steve e franziu um pouco a testa. Apesar de Steve estar usando chapéu e óculos de grau e aquela barba, ele temeu ser reconhecido, então fingiu estar observando o lugar e se virou de lado .

- Senhor?

Steve olhou para o rapaz de lado.

- Você não é o....

O rapaz não concluiu a frase, porque ouviu Natasha gritar, ele correu até o corredor do banheiro e Natasha estava toda molhada.

N: Isso é absurdo. Absurdo!

Natasha reclamava em inglês e em russo. Ela quebrou a torneira da pia enquanto estava usando o banheiro, causando um vazamento grande e ela se molhou de propósito.

- Me desculpe, senhora. Não sei o que aconteceu, vou fechar o registro agora mesmo.

O rapaz entrou no banheiro e fechou o registro.

N: Eu preciso secar. Preciso banheiro... Eu tô naqueles dias...

O rapaz ficou constrangido.

- Claro... a senhora pode usar o banheiro do andar de cima. É só subir as escadas.

Natasha concordou com a cabeça e pediu para Steve ir junto, agora que ela alegou estar menstruada, o funcionário não ia se opor, por achar que ele estava indo ajudar ela de alguma forma, então os foram até o andar de cima, aonde ficavam os quartos.

S: Como saberemos qual quarto? Se entrarmos no quarto errado, o hóspede pode nos ver e nos delatar.

N: O quarto é o 202.

S: Como você sabe disso?

N: Steve, por favor...

Natasha caminhou para o início do corredor e começou a mexer na fechadura do quarto 202 para entrar.

Natasha sabe o número do quarto pois viu no reflexo dos óculos do funcionário, quando ele buscou informações sobre Vinny no computador.

Natasha demorou um pouco a conseguir abrir a porta, já tinha tempo que não fazia isso, mas conseguiu acessar o quarto.

Por sorte o colega de quarto de Vinny também não estava no hostel naquela noite.

S: Se ele não está aqui, não adianta muito. Precisamos falar com ele.

N: Mas podemos aprender mais sobre ele, e sobre quem ele é.

Natasha começou a vasculhar as malas de Vinny, ela achou drogas, é claro, bebida também, poucas roupas, alguns documentos e nada mais.

Natasha demorou um pouco mais analisando os documentos dele.

S: Algo errado?

Natasha fez negativo com a cabeça.

N: Não exatamente.

S: O que é?

N: Maggie gosta muito do Vinny.

S: Não.

N: Ela gosta sim. Como amigo, mas gosta. Ela confia nele e eu acho que ela sente que ele como é ela, de uma certa forma.

S: Os dois usam drogas, é por isso.

N: Mas talvez os motivos de usarem sejam relacionados.

S: Acha que ele foi abusado?

N: Não, eu não sei. Algo aconteceu com ele também. Eu preciso saber o quê.

S: Mas você está falando como se ele fosse uma vítima, sendo que poderia ter sido ele o segundo cara que violentou Maggie.

N: Sim, de primeira eu pensei isso mesmo, mas Maggie mencionou pelos e anel. Vinny não é peludo, e eu não vi ele usando nenhum anel.

S: É só um anel, pode ter sido tirado depois... Não significa nada.

N: Significa, porque Maggie reparou que estava avermelhado em volta do anel... Isso quer dizer que a pessoa tem alergia e se alguém continua usando um anel que causa alergia, é porque é uma aliança e ele não tem escolha, senão usar... Vinny não tem marca nenhuma no dedo.

Steve franziu a testa de leve, mas raciocinou como Natasha, conforme ela foi explicando.

N: Eu não acho que ele seja o nosso cara.

S: Ele estava lá. Não fez nada.

N: Se ele estava drogado e bêbado, não poderia ajudar, mesmo se quisesse.

Steve respirou fundo e olhou para o lado.

N: Ele não está completamente isento, mas... meu instinto diz que não foi ele.

S: Então, o que fazemos agora?

N: Nós faremos uma visita ao empresário de Maggie. Ele tem uma viagem agendada para essa noite.

S: Pra fora do país?

N: Sim. Eu quero pegar ele antes do embarque. Aliás, eu quero chegar na casa dele, antes que ele saia de casa.

Natasha disse, já se retirando do quarto. Steve a seguiu e os dois desceram as escadas.

- Senhora!

O funcionário a chamou.

- Eu arrumei uma toalha...

Natasha respondeu em russo que não era mais necessário, ela deixou o lugar junto com Steve e os dois foram direto para o endereço do empresário de Maggie.

...

Ao chegarem na frente do edifício aonde o empresário de Maggie mora, Natasha e Steve já tinham se livrado dos acessórios de disfarce que tinham usado no hostel de Vinny. O empresário de Maggie já conhece os dois, então não adiantaria usar isso com ele.

Steve e Natasha interfonaram para o apartamento do empresário, mas ninguém atendeu, e naquele horário, não havia porteiro.

Por sorte, Natasha previra certo e o empresário de Maggie estava chegando agora na portaria do prédio, com uma mala, pronto para viajar.

Enquanto o empresário estava abrindo a porta do prédio, um carro se aproximou na calçada, provavelmente um serviço de Uber para leva-lo ao aeroporto.

O empresário abriu a porta e tomou um susto ao ver Steve e Natasha na calçada em frente ao prédio dele, em plena madrugada. O empresário sorriu, desmanchou o sorriso e depois voltou a sorrir de novo, se sentindo sem jeito.

- Sr. Rogers... Sra. Rogers.

Ele olhou para os dois.

- Vocês estão perdidos aqui pelo meu bairro?

Ele agora estava sorrindo mais, ao fazer essa pergunta brincando.

O empresário ficou mais sem graça, porque desde que abriu a porta, Natasha e Steve estavam muito perto dele, muito perto mesmo, eles estavam no chamado espaço pessoal dele, o que não permitia que ele saísse do prédio, ou que se virasse pra voltar pra dentro, era uma situação estranha.

- Vocês vieram aqui para me ver?

Ele perguntou e não sabia se olhava para Steve ou para Natasha.

- O que posso fazer por vocês?

N: Precisamos conversar.

- Conversar? Infelizmente eu tenho um voo para pegar agora, eu vou retornar em algumas semanas e...

N: Eu sei, está indo para Amsterdã.

O empresário franziu a testa, surpreso por Natasha saber o destino da viagem dele.

S: Infelizmente, o assunto é urgente.

Steve botou a mão no ombro do empresário e apertou com tanta força que fez o empresário curvar um pouco o corpo e olhar pra ele assustado, ele sabia que tinha algo de errado acontecendo, ele soube desde que viu os dois ali na porta do prédio.

- Eu realmente preciso ir agora. Eu tenho negócios a tratar...

N: Acontece que nós também temos negócios a tratar com você e se você colaborar, você talvez consiga embarcar em algum voo extra que aparecer e se você não colaborar... Bom... Eu acho que é melhor nós entramos.

O motorista do Uber abaixou o vidro do carro.

- Senhor Gonzalez?

- Sim, sou eu. Estou indo.

Natasha já tinha, discretamente, sacado sua pequena pistola, e quando o empresário Gonzalez tentou passar por ela e Steve para ir até o carro, provavelmente para tentar pedir ajuda ou escapar deles dois, ela encostou o cano da arma na cintura dele e a forma como ela aproximou o corpo do dele, foi um tanto sexual, então estava mais parecendo que ia rolar um ménage do que algum tipo de briga. Isso do ponto de vista de quem observa de fora.

O empresário parou na mesma hora e olhou para Natasha. Natasha aproximou a boca do ouvido dele.

N: Dispense o carro.

Natasha sussurrou para o empresário, ainda dando a entender, que era um jogo sexual que estava acontecendo. O empresário engoliu seco e olhou para Steve que ergueu as sobrancelhas e o encorajou a fazer o que foi pedido.

O empresário olhou para o motorista do Uber.

Gonzalez: Me desculpe, mas eu terei que cancelar a corrida. Algo surgiu e...

Steve apertou o ombro de Gonzalez com mais força ainda, ele até podia sentir os ossos sendo comprimidos pela mão de Steve e essa dor, ele não conseguiu disfarçar, grunhiu e fez careta.

O motorista do Uber ainda estava olhando pra ele, porque ele deu a entender que ia dizer algo a mais.

Steve apertou mais ele, porque sabia que ele ia tentar alguma ajuda dele.

Quando o empresário grunhiu de dor, Natasha deslizou a outra mão pela barriga dele por baixo da blusa, apenas para fingir que ele estava reagindo a alguma provocação dela.

Natasha olhou de lado para o motorista do Uber e ele parecia estar querendo estar no lugar do Gonzalez. Natasha piscou o olho de leve pra ele e empurrou o empresário para dentro da portaria de novo.

O motorista riu e fez negativo com a cabeça, mas finalmente foi embora.

Natasha soltou o empresário, dando um empurrão nele, que fez ele cambalear para trás e quase cair. Steve estava avançando sobre ele também, mas Natasha segurou ele.

N: Aqui não.

Steve olhou para Natasha e ela indicou as câmeras de segurança.

G: Eu vou ligar pra polícia. Isso é coerção! Quem vocês pensam que é? Não pode fazer isso comigo! É sequestro.

N: Sequestro, coerção... E acrescente na lista algumas coisas a mais. Você quer ligar do seu ou do meu celular para a polícia. Não, espera... deixa eu ligar do meu e você diz a eles que é cumplice de estupro de menor.

Natasha ergueu a sobrancelha o olhando de forma acusadora. O empresário parecia pouco surpreso com a acusação de Natasha, só podia ser algo relacionado a festa na cobertura dele em Paris.

N: Por favor, vamos conversar.

G: Eu não tive nada a ver com isso que aconteceu com a Margaret.

N: Veremos...

G: Por favor, não me machuquem... Eu juro, eu não fiz nada.

N: Eu não acusei você. Deveria?

G: Não... Eu sou casado.

N: Você prefere ter essa conversa aqui para todos ouvirem? Eu não me importo...

O empresário fez negativo com a cabeça e embarcou no elevador com Steve e Natasha, depois os conduziu até o seu apartamento.

...

Antes de abrir a porta do apartamento, Gonzalez parou e olhou para Steve.

G: Steve, por favor, eu imploro que se acalmem.

S: Você é o único nervoso aqui.

G: Minha esposa está em casa, ela não tem nada a ver com isso.

N: Não mesmo.

Natasha tomou a chave da mão dele e abriu a porta do apartamento.

Natasha e Steve fizeram Gonzalez entrar no apartamento e Natasha foi checar se a esposa dele estava mesmo lá e a encontrou no quarto, dormindo. Natasha trancou a porta do quarto por fora e depois checou todo o apartamento, enquanto Steve estava amarrando ele numa cadeira na sala de estar.

Natasha voltou na sala e Steve a olhou.

N: Está tudo seguro.

G: O que fez com a minha esposa?

N: Nada comparado ao que vou fazer com você.

G: Vocês ficaram loucos? Não é assim que resolve as coisas! Podemos conversar.

S: É o que queremos.

N: Mas você vai me dar falsas informações, dizer que não sabia de nada, mas eu sei que sabia e eu quero nomes...

Natasha tirou do bolso uma fita adesiva, e ela tirou um pedaço longo o suficiente para poder amordaçar Gonzalez.

Assim que se aproximou dele com o pedaço da fita, Gonzalez se desesperou.

G: Por favor! Por favor! Não! Não façam isso, pelo amor de Deus...

N: Sh...

Natasha disse, enquanto colocava a fita sobre a boca dele.

N: Você está falando alto demais e se a sua esposa acordar, ela será testemunha e eu não deixo testemunhas para trás. Entende o que eu quero dizer?

Gonzalez fez positivo com a cabeça e ele estava suando feito um porco.

Steve segurou no braço de Natasha e fez ela se afastar de Gonzalez, ele se afastou com ela um pouco e falou em voz baixa.

S: Se precisamos de informação, ele precisa falar.

N: Eu vou deixar ele falar, mas eu preciso testar a honestidade dele antes.

Natasha observou que Steve estava preocupado, talvez hesitando agora.

N: Steve... A Maggie. Nossa filha... Confia em mim.

Steve fez positivo com a cabeça, lembrando o motivo de estar ali e o motivo de odiar aquele homem.

 

N: Você começa...

Natasha virou Steve de frente para o homem.

N: Se ele fosse inocente, eu não estaria fazendo isso.

S: Você quer dizer nós...

Natasha concordou com a cabeça.

N: Ele sabia e não fez nada. A colocou num táxi e a convenceu que não devia dizer nada. Deixou ela se sentir suja e culpada. Ele não denunciou. Não a consolou. A Maggie passou pelo inferno, Steve. E esse homem, ajudou.

Natasha sentiu como se estivesse botando uma arma na mão de Steve e ajudando ele a puxar o gatilho agora.

Steve estava olhando para Gonzalez com todo ódio do mundo e Gonzalez estava suando e chorando feito um porco, ele deve ter baixa tolerância a dor, ou ser cardíaco, pois nem começou ainda e ele já está sofrendo imensamente.

Enquanto Steve olhava para Gonzalez, ele lembrou de Maggie chorando no consultório e dos relatos dela sobre o que aconteceu e isso revirou o estômago de Steve de novo e fez ele fechar a mão apertado, tão apertado que fazia o braço dele tremer.

Steve atingiu um soco no rosto do empresário, que tirou ele da realidade. Alguns dentes voaram da boca dele na mesma hora e por pouco ele não desmaiou.

Natasha teve que segurar Steve, porque ele queria continuar.

N: Não... Steve! Ele precisa estar acordado e nós temos que voltar pra casa antes de amanhecer.

Natasha soltou Steve e segurou um dedo da mão de Gonzalez.

N: Essas dores... são mais eficazes... para fazer ele falar a verdade.

Natasha dobrou o dedo de Gonzalez para trás, o que fez ele gritar internamente, só saía como gemido porque ele estava amordaçado.

Natasha permaneceu segurando o dedo dele para trás, não o suficiente para quebrar, mas para causar muita dor. Gonzalez estava tentando pular da cadeira, de tanta dor.

N: Você vai dizer a verdade?

Gonzalez fez positivo com a cabeça.

N: Eu não acredito.

Natasha quebrou o dedo dele de uma vez. Ele gritou, mas parecia aliviado agora. Sentir o dedo torcido é pior do que quebrado.

Natasha esperou ele ficar mais aliviado e tornou a torcer outro dedo e depois ela torceu outro, mais lentamente do que da última vez e Natasha parecia estar devorando alguma sobremesa deliciosa ao fazer isso, só faltou babar.

Steve pigarreou, incomodado, mas Natasha não estava com pena e nem parou para fazer Steve se sentir melhor, mas ela não quebrou os demais dedos, apenas torceu todos de uma das mãos dele e quando ameaçou ir para a outra mão, ela riu do desespero dele.

Steve observou um brilho no olhar de Natasha que ele não via há muito tempo. Ela estava se deliciando com tudo isso.

S: Eu acho que ele está pronto para falar agora.

Natasha franziu a testa, ela parecia uma criança que teve o doce tirado da boca.

Steve tirou a fita do rosto dele.

S: Se você gritar, será pior, eu não vou parar ela dessa vez.

G: Você é o Capitão... Como você pode permitir isso...

S: Eu não sou o Capitão América há muitos anos, eu não devo nada pra ninguém, e eu não sou tão ingênuo quanto você pensa. Você achou que podia deixar minha filha passar por isso, não me dizer e ficar tudo bem? Porque eu sou bonzinho?

Gonzalez estava ofegante e estava encharcado de suor.

S: Você fez parte do que aconteceu?

Gonzalez estava com dificuldade de falar por causa da dor.

G: Não, eu juro...

A voz de Gonzalez até saiu tremida.

G: Eu só a coloquei no carro, ela estava com vergonha e...

S: Por que não ajudou ela?

G: Eu não sabia o que tinha acontecido. Todo estavam se divertindo, ela estava bebendo e dançando...

N: E você acha que isso justifica??

G: Não... Mas ela parecia estar gostando.

Steve ameaçou socar Gonzalez de novo, ele fechou os olhos na hora que viu o punho de Steve no ar na direção da cara dele.

G: Eu quero dizer que ela estava alta... Muito alta mesmo, ela desapareceu na festa e de manhã quando fui botar todos pra fora, eu a achei na cama... Não sabia o que tinha acontecido.

N: Você está mentindo!

Natasha segurou a outra mão de Gonzalez e nem chegou a torcer nenhum dedo, porque o medo fez Gonzalez gritar.

G: Me desculpa! Me desculpa!

Natasha aguardou.

G: Okay! Okay!

N: Você viu sim! Você viu quem estava com ela. Quem era o cara?

G: Ela foi com o modelo austríaco.

N: Nome!

G: Dominik... Dominik Barth. Ele estava tentando ficar com ela a noite toda. Eles se beijaram algumas vezes, ela pode não lembrar de tudo, porque estava bêbada...

S: E drogada, graças a você.

G: Sim... Ela foi para o quarto e ele foi atrás.

S: Você viu e não impediu! Que tipo de homem é você!

G: Eu vi, mas achei que eles tinham combinado! Achei que ela queria.

N: Quem mais foi atrás dela?

G: Como assim? Alguém a mais foi?

N: Não finja que não sabe.

Natasha torceu três dedos de uma vez de Gonzalez, o que fez ele gritar de dor alto.

S: Natasha!

N: Steve!

S: Já chega!

N: Tá brincando? Ele vai dizer!!!

S: Sim, mas você não precisa continuar com isso.

N: Steve! Você é quem mais queria se vingar, se não se sente bem, feche os olhos ou vá embora. Eu consigo fazer isso sozinha!

S: Não foi ele, ele não merece morrer.

N: Eu ainda não estou matando ele! E ele deixou acontecer, facilitou, ele merece!

S: Ainda assim, Natasha...

Natasha respirou fundo, irritada.

Todos ouviram batidas na porta.

- Gonzalez! Gonzalez, é você? A porta está trancada! Quem está aí??? Que barulhos são esses?? Abra a porta!

A esposa de Gonzalez despertou com o último grito dele e começou a gritar do quarto.

Natasha olhou para Gonzalez.

N: Diga que é você e que está tudo bem.

G: Sou eu, querida... está tudo bem. Eu só derrubei um vaso no meu pé e... eu me cortei...

- Por que a porta está trancada?

G: Está trancada? Deve estar só emperrada, querida.

- Abra!

G: Eu vou abrir já, já. Um minuto.

A esposa de Gonzalez se silenciou.

Natasha olhou para Steve.

N: Ele é um péssimo ator, ela não vai acreditar nele. Ela vai chamar a polícia. Nós temos que ir.

Natasha olhou para Gonzalez.

N: Não importa a desculpa que você vai inventar pra polícia, não mencione nossos nomes, ou eu juro que vou lhe causar dores inimagináveis. Hoje fizemos apenas cócegas, mas acredite, há dores piores que essa.

S: Ainda precisamos do segundo nome.

N: Eu acho que já consegui o segundo nome.

Natasha disse ainda olhando para Gonzalez, depois olhou para a mão dele, com os dedos torcidos. O dedo anelar dele, estava com uma aliança e em volta do dedo tinha uma mancha clara, e Natasha deduziu que ele trocou a aliança por algum tipo de metal que não causasse alergia, mas devido ao uso prolongado da antiga, ele ficou com marcas.

Isso fez Natasha chegar à conclusão que ele era o segundo cara no quarto.

Apesar de ter chegado nessa conclusão, desde que reparou na mão dele lá na rua, Natasha ficou quieta, ela queria que ele passasse por todo o medo e por aquela tortura, a intenção dela era prolongar isso o máximo possível.

Natasha acha que Gonzalez merece a tortura psicológica e física, porque se ele fez isso com Maggie, deve ter feito e deve fazer com outras meninas e por não deixar elas verem o rosto dele, elas continuam perto do agressor, sem saber quem ele realmente é.

Um doente, é isso o que ele é. Um doente filho de uma puta.

Natasha poderia matar ele, mas ela acha que morte não é punição suficiente, ela não tem certeza se o inferno existe, e se não existisse, não seria justo ele não existir mais.

Por esse motivo também, ela não revelou ao Steve o que descobriu, porque ela sabe que ele poderia chegar ao ponto de matar para se vingar e ela não quer que ele suje as mãos de sangue. Uma vez que se sente esse gostinho de matar alguém, é um tanto viciante.

N: Vamos.

Steve e Natasha não desamarraram Gonzalez, mas fizeram outras ameaças, sobre arruinar a carreira dele, destruir a confiança que as pessoas têm nele e acabar com o casamento dele, caso ele viesse a falar que eles estiveram lá.

Gonzalez não revelou a polícia, quando eles chegaram no apartamento, disse ter sido um assalto, mas isso não adiantou muito, porque Natasha fez justamente o que prometeu não fazer.

Em poucos dias, ela reuniu provas suficientes, e algumas ela até criou, para que ele fosse preso, acusado de pedofilia, aliciamento de menores e estupro. Uma vez que uma das meninas violentada por ele, veio a público dizer o que aconteceu, várias outras relataram o mesmo e o denunciaram.

Não parou por aí. Natasha conseguiu ainda, que Gonzalez fosse enviado para um dos piores presídios da América, e ela pediu a um antigo cliente, que trabalha nesse presídio, que deixasse todos os detentos informados sobre quem Gonzalez era, um estuprador.

Natasha sorriu, sabia que tinha acabado de criar um inferno para Gonzalez, ele vai passar pelo mesmo que fez Maggie e outras meninas passarem, todos os dias, pelo tempo que ficar preso.

E o tal de Dominik Barth, sofrerá as mesmas consequências que Gonzalez, assim que Natasha conseguir contatos o suficiente no país dele, para destruí-lo.


Notas Finais


Desculpa a galera sedenta por sangue, mas não podia rolar a matança, justamente pelo que Natasha pensou. A morte é pouco pra esse tipo de coisa.
Vao ver mais gifs no meu twitter @ daredevilosa
e quem me seguiu lá e eu não segui de volta, me avisem que vieram daqui, que eu sigo de volta.


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