História New Secret Avengers - The Legacy - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Natasha Romanoff, Steve Rogers
Tags Pepperony, Romanogers, Vingadores
Visualizações 458
Palavras 5.098
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Capítulo 6


Fanfic / Fanfiction New Secret Avengers - The Legacy - Capítulo 6 - Capítulo 6

S: Bom dia.

Charles Xavier: Ah! Steve Rogers. Finalmente o conheci.

S: É um prazer, Professor.

Steve apertou a mão de Charles, em seguida de Logan.

S: Por favor, entrem...

Steve e Natasha abriram caminho para Logan e o Professor entrarem, logo em seguida fecharam a porta.

CX: É interessante que o homem que eu cresci assistindo filmes e desenhos a respeito, aparenta ser mais jovem que eu.

N: É apenas a aparência mesmo, o humor é bem de idoso mesmo.

Natasha brincou, o que fez Charles sorrir e Steve também.

CX: Eu acredito que Logan assustou uma de suas filhas. Peço desculpas por isso.

S: Tudo... bem...

Steve falou pausadamente porque o cachorro Sam começou a latir mais alto quando Logan entrou na casa.

Logan olhou para Sam e rosnou para ele. Sam encolheu o rabo e foi para um canto do quintal.

N: Vamos nos sentar.

S: Sim, por favor.

Steve indicou o sofá para Logan, mas ele ficou de pé mesmo.

Natasha e Steve se sentaram no sofá e olharam para o Professor, que se aproximou do sofá com sua cadeira de rodas.

CX: Percebo que vocês dois tem muitas dúvidas, mas primeiro eu queria saber se posso conhecer os seus gêmeos.

Natasha abriu a boca para responder, mas ficou empacada. Steve botou a mão sobre a perna dela, indicando que ele falaria no lugar dela.

Natasha olhou nos olhos de Steve e fez positivo com a cabeça. Steve tornou a olhar para o professor.

S: Professor, se não se importar, nós preferimos deixar esse encontro para algum outro dia. Nós queremos conversar mais com você diretamente, para entender melhor o que está acontecendo com eles.

Logan: Que diabos vocês acham que vai acontecer se o Charles encontrar os gêmeos?

Natasha franziu a testa e olhou indignada para Logan, que não demonstrou nenhum remorso pelo jeito como falou da desconfiança de Steve e Natasha.

S: Não é por falta de confiança, é apenas porque não conversamos com os gêmeos sobre vocês e sobre outros mutantes.

Logan: Eles não sabem o que são?

N: Eles sabem, mas não entendem.

Logan: Graças a vocês mesmo. Tem informações em todo o lugar sobre mutantes, eles deviam estar cientes. Não adianta esconder isso deles.

N: Não estamos escondendo deles.

Natasha franziu a testa mais ainda e ela estava com raiva de Logan pela forma como ele está falando com ela e Steve e por estar julgando os atos deles como pais.

CX: Wolverine...

Bastou o professor chamar o nome de Logan para ele recuar e se afastar um pouco.

Professor Xavier voltou a atenção para Steve e Natasha.

CX: Eu entendo que estão fazendo o que consideram melhor para proteger seus filhos. Podemos deixar esse encontro com os gêmeos para outro dia, sem problemas. Qual a sua primeira pergunta?

N: A verdade é que nós sequer sabemos o que perguntar, exatamente.

S: Nós achamos que depois de três filhos, ter mais dois seria fácil, que nós saberíamos de tudo, mas eles nos surpreendem a cada dia. E eles sequer são crianças normais.

N: Eles são normais.

CX: Sim, eles são normais, mas especiais. E eles são amados nessa casa, eu posso sentir.

N: É claro que são.

Natasha franziu a testa, se sentindo ofendida.

CX: Não me leve a mal, mesmo nos dias de hoje, as pessoas tem dificuldade em aceitar um filho mutante, quem dirá dois. E gêmeos...

N: Eu nunca imaginei ter filhos mutantes, nem mesmo não mutantes, mas eles estão aqui e eu amo todos os nossos filhos da mesma forma. Eu só quero entender o que está acontecendo com eles e saber como posso ajuda-los. Eu li livros e pesquisas a respeito de mutantes e a maioria diz que os poderes deveriam se manifestar apenas na puberdade, mas eles demonstram sinais de poder desde pequenos.

S: E o mais estranho é que eles gostam de estar juntos o tempo todo. Era pior uns anos atrás e quando procuramos ajuda profissional com psicólogos, eles acharam que era só por serem gêmeos, mas depois com o tempo eles começaram a achar tóxico toda essa proximidade e pediram pra gente afastar eles. Daí mudamos um deles de escola, fazeríamos viagens com apenas um deles, esse tipo de coisa.

N: Não deu certo.

CX: Por que não?

S: Eles ficaram doentes. Muito doentes.

N: Steve acha que é porque os separamos.

S: Eles melhoraram quando voltaram a ficar na mesma escola.

N: Mas em turmas separadas.

S: E em casa, eles tem horários do que podem fazer juntos e eles ficam extremamente tristes quando não podem ficar juntos.

N: Isso é o Nick. Charlotte poderia ficar mais tempo sem ele, mas ela não quer que ele se sinta sozinho. Ela é muito dominadora, ela tem uma personalidade forte.

S: E um grande temperamento.

N: Sim, Nick sempre foi quieto, mas ele falava, daí a Charlotte começou a falar o que ela queria e também o que Nick queria e aí o Nick parou de falar.

Steve olhou para Natasha e apertou de levinho o joelho dela.

S: Não sabemos se ele parou de falar por causa disso.

N: Só pode ser isso.

Logan: Ele viu um médico sobre isso?

S: Sim.

N: Não há nada que o impeça de falar, do ponto de vista físico. O Nick, ele...

Natasha suspirou.

N: Ele sempre foi diferente, ele era muito quieto e ele demorou bastante a se desenvolver. Ele demorou a andar, demorou a falar... Eu até achei que ele tinha algum tipo de retardo.

Steve respirou fundo e se ajeitou no sofá, o que fez Natasha pausar e olhar brevemente pra ele.

Steve odeia quando Natasha fala assim do Nick, ele acha que é influência do que Hill costumava dizer dele.

N: O psiquiatra achou que ele tinha autismo, Steve.

S: Mas ele estava errado.

N: Eu só estou contando os fatos.

Natasha tornou a olhar para o professor Charles Xavier.

N: Os psicólogos e psiquiatras disseram que ele é normal.

CX: Então ele não fala apenas porque ele não quer?

Natasha fez positivo com a cabeça e suspirou de leve. Charles a observou com atenção e entendeu o que ela estava sentindo quando confirmou a pergunta dele.

CX: Eu sei que é difícil querer se comunicar com o seu filho e saber que ele não quer se comunicar com você. Mas você deve lembrar, que ele se comunica com você sim, ele só não fala. Não quer dizer que você não seja uma boa mãe ou que ele tenha algum problema com você.

Steve não entendeu porque Charles estava consolando Natasha quanto a isso, já que ela nunca reclamou disso antes, mas ao olhar para Natasha, Steve percebeu que ela estava tocada e tentando disfarçar.

CX: Como você disse, os mutantes costumam desenvolver suas habilidades na puberdade sim. Ao menos, a maioria, mas pode ser que aconteça antes e é mais difícil para eles entenderem o que podem ou não fazer e seus limites. Crianças são muito impetuosas. Me digam, vocês sabem as habilidades que eles tem?

Steve e Natasha se entreolharam e voltaram a olhar o professor.

S: Bem, nós sabemos que eles conseguem duplicar as coisas. Eu não sei se duplicar é a palavra certa.

N: É... Por exemplo, se existe uma peça, eles conseguem fazer outra peça igual aquela.

S: E eles fazem o reverso também. Podem dividir um objeto em dois, ou fazer uma das peças iguais, sumirem.

CX: Só objetos?

Steve e Natasha franziram a testa, confusos e chocados com a pergunta.

CX: Eles já fizeram isso com uma pessoa ou animal?

Natasha estava completamente chocada com essa pergunta e principalmente com a probabilidade dos gêmeos realmente serem capazes de fazer isso. Ela nunca imaginou que essa questão de duplicar e dividir, poderia ser perigoso, porque ela achava que era só com objetos, mas com pessoas... Isso é muito perigoso.

S: Não. Eles nunca fizeram.

N: Não podemos nem afirmar isso, na verdade.

Natasha ainda estava em choque.

CX: Não se preocupem agora.

N: Eu estou preocupada agora. Eles são muito novos, eles podem fazer isso com alguém sem querer e matar eles...

Natasha botou a mão na boca, imaginando todos os horrores que poderiam acontecer.

CX: Calma...

N: Não! Eles não tem controle nenhum. Eles não sabem o que estão fazendo.

CX: Provavelmente não. Por isso criamos o Instituto Xavier. É um lugar seguro para eles ficarem e entenderem seus poderes.

Logan: E aprender a controlar os poderes.

S: Professor, estamos cientes do seu trabalho e temos muito respeito pelo que você faz, mas nós não queremos mandar os gêmeos para longe.

N: Nós esperávamos que você poderia nos dizer o que fazer.

CX: É complicado, porque eu não os conheço. Não sei se vocês podem controlar eles. Não sei se eu posso controlar eles.

Logan: Olha, a melhor opção para os filhos de vocês, é o Instituto.

N: Não vou ficar longe deles!

CX: Você teria acesso a eles quando quisessem.

N: Não!

S: Professor, o que você sugere para que possamos evitar acidentes graves?

CX: Eu não posso dizer sem avalia-los, mas acho que vocês deveriam visitar o Instituto e nosso centro de treinamento. Eles podem ser testados e talvez isso ajude.

S: Eu acho que seria bom.

CX: A menina... Charlotte. Ela está aqui.

Steve e Natasha olharam para Charles.

CX: Na escada... ela está curiosa.

S: Lotte?

Charlotte estava agachada no topo da escada, ela esticou mais a cabeça e olhou para Steve.

S: É feio ouvir a conversa de adultos.

Ch: Vocês estão falando da gente. Quem são eles?

Charles moveu a cadeira de rodas para perto da escada e olhou diretamente para Charlotte e ao chegar ali, ele notou que Nick estava atrás dela.

Charles franziu de leve a testa e ele estava surpreso por não ter sentido a presença de Nick antes.

CX: Olá.

Charles perguntou telepaticamente.

Ch: Oi.

Charlotte respondeu telepaticamente também.

Charles olhou para Nick e semicerrou os olhos um pouco.

CX: Nick?

Charlotte franziu a testa.

Ch: O que está fazendo?

Charles olhou para Charlotte surpreso.

CX: Então você consegue ouvir quando tento falar com o Nick?

Ch: Claro.

Charlotte franziu a testa.

CX: Ele pode me ouvir?

Ch: Sim.

CX: Por que não consigo ouvir ou falar com ele diretamente?

Ch: Por que você está na minha cabeça e tentando chegar na do Nick?

CX: Eu queria que você se sentisse segura.

Ch: Eu me sinto segura!

CX: Você é corajosa.

Ch: Isso é chato, eu vou brincar.

Charlotte se levantou e estendeu a mão para Nick.

Nick se levantou e deu a mão para Charlotte, os dois foram para o quarto.

Steve e Natasha estavam olhando para Charles, sem entender porque ele está esse tempo todo, quase dez minutos, em silêncio, olhando para Charlotte.

CX: Interessante. Muito interessante.

Charles voltou até Steve e Natasha.

CX: Eu já tomei demais do tempo de vocês. Esse é meu cartão.

Logan colocou um cartão sobre a mesa de centro.

CX: Vocês são bem vindos quando quiserem no Instituto.

S: Eu agradeço que tenha vindo e nós iremos visitar o Instituto com toda certeza.

Steve acompanhou Logan e Charles até a porta.

...

Lina: James! James!

J: Oi, mô.

L: Ele está mexendo agora! Venha rápido!

James estava na sala do apartamento, jogando videogame, ele se levantou, mas continuou com o controle do jogo nas mãos, tentando concluir a frase.

L: James você vai perder...

J: Estou indo!

L: Eu aposto que você ainda está no mesmo lugar, jogando Mario Kart.

James franziu a testa e pausou o jogo, ele foi até o quarto e olhou para Lina.

J: Você está lendo minha mente?

L: Não preciso ler sua mente, Rogers, você é muito previsível.

James se aproximou de Lina, que estava deitada na cama, de barriga pra cima.

Lina sorriu para James, enquanto acariciava a própria barriga.

James sentou na cama e botou as mãos na barriga de Lina.

J: Heeeyyy James Jr.

L: Pare de chamar ele de James, já tem James demais no mundo.

J: Só tem eu e meu tio Bucky.

L: Pois é. É demais, não acha? Fora que não sabemos se é menino ou menina.

J: Você deve saber... Você sabe, não sabe? Sua mãe sabe... Ela sempre sabe, ela acertou na previsão da minha mãe com os gêmeos...

L: Talvez eu saiba.

James olhou nos olhos de Lina e ergueu as sobrancelhas.

J: Isso não é justo, você tem uma vantagem sobre mim. Duas aliás. Ou três se você for amamentar ele.

L: Como assim se eu for amamentar? Eu não tenho escolha.

J: Eu achei que tinha.

L: Sim, eu tenho escolha e minha escolha é amamentar.

J: Então são três vantagens...

L: Liste então, Rogers.

J: Ok. Primeira: Você tem poderes suficiente para saber se é menino ou menina. Segundo: Você está carregando o bebê há sete meses. Terceiro: Você vai amamentar.

Lina sorriu.

J: Eu não tenho nenhuma chance com essa criança, ela vai nascer já te amando e eu vou ter que suar muito para fazer ela gostar de mim.

L: Ela?

J: É ela?

Lina deu de ombros.

L: Eu não sei...

J: Você é uma bruxa.

L: Obrigada.

Lina sorriu de novo.

L: Oh!

J: O que???

L: Xixi!

Lina tentou se levantar e James a ajudou, segurando a mão dela.

L: Se for menina, que nome você escolheria?

J: Natalia.

L: Natalia?

Lina franziu a testa.

L: Por que Natalia?

J: É o nome russo da minha mãe.

L: Awn... Olha quem é o grande bebezão da mamãe!

Lina fez biquinho, enquanto falava para zombar de James. James apenas sorriu sem graça e fez negativo com a cabeça.

Lina saiu do quarto, rumo ao banheiro.

Assim que ela se sentou na privada, James apareceu na porta do banheiro.

L: James? Você já pensou na proposta que os meus pais fizeram? Sobre a casa...

James coçou a nunca e olhou para baixo.

L: Você parece relutante.

J: É que é difícil, minha mãe me deu esse apartamento. Pertenceu a ela e...

L: Ela te deu um apartamento de um quarto, com um único banheiro e uma sala de estar, que abriga uma cozinha e área de serviço, tudo junto. Ela te deu um apartamento de solteiro.

J: Você amou esse apartamento quando viemos para cá.

L: Sim, porque era só você e eu e quanto menor a casa, mais perto eu estava de você.

James ficou em silêncio e Lina suspirou.

J: Então você quer ficar longe de mim?

Lina revirou os olhos.

L: Você sabe que crianças precisam de espaço.

J: Eu sei.

L: Minha mãe está dando a casa para a gente.

J: É uma mansão.

L: Não é uma mansão.

J: É uma mansão, Lina. Tem mais de quatro quartos, tem piscina, tem garagem, tem até despensa! Por que precisamos de cinco quartos?

L: Antes cinco que apenas um... Aonde você pensa pôr o berço? E as roupas e brinquedos, e...

J: Tá, eu já entendi.

L: Eu não estou pedindo para que venda esse apartamento.

J: Minha mãe amava esse lugar.

L: Talvez Sara ou Maggie queiram ficar, elas estão para se formar na escola.

J: Se elas ficarem na cidade...

L: Shhh!

J: O que??

L: Eu estou ouvindo um som... Algo vibrando...

J: Eu acho que é o meu telefone.

James correu na sala e viu que o celular está vibrando, por conta de uma chamada e era uma ligação da SHIELD.

J: Alô?

- James, é o Hunter.

J: E aí, Hunter?

H: Escuta, James, eu preciso do time reunido.

J: Quando?

H: Agora.

J: Agora??

L: O que? Quem é? É a SHIELD?

Lina perguntou do banheiro.

H: Algo apareceu e eu preciso que vocês verifiquem.

J: Mas estamos de folga e a Torunn está em Asgard.

H: Folga? Vingadores tem folga apenas até o momento que surge outra missão e estou ciente que Torunn está fora, vou reunir todos os Vingadores que estiverem disponíveis.

J: Tudo bem, Hunter, eu irei, mas Lina ficará em casa.

H: Ela precisa vir.

J: Por que?

H: Você vai entender quando chegar aqui. Eu preciso ligar para os outros. Vejo vocês em meia hora.

J: Mas ela está grávi...

Hunter encerrou a chamada antes que James pudesse argumentar.

J: Mô?

James voltou ao banheiro.

J: Precisamos ir para a SHIELD.

L: Outra missão?

J: Deve ser. Hunter disse que você precisa ir.

L: Sinal de que é algo sério.

J: Você acha?

L: James, faltam dois meses para o meu parto. Hunter e Bobbi sabem disso, se eles me querem lá, é porque tem algo sério acontecendo. Vamos nos apressar.

James concordou com a cabeça e se arrumou, assim como Lina. Quando eles chegaram na base da SHIELD, Francis e Azari já estavam no local.

J: Hey.

F: E aí.

J: Só falta o Pym?

A: Como de costume.

L: Vamos entrar, meninos.

Francis pigarreou.

F: Você quer dizer homens...

Lina olhou para Francis e pareceu estar pensativa, mas claramente estava sendo debochada.

L: Não, eu quis dizer meninos mesmo. Eu preciso me sentar um pouquinho.

A: Lina, você parece que vai parir agora, não devia ter ficado em casa?

J: Hunter disse que precisa dela.

A: É, mas é loucura. Ela não devia estar trabalhando agora.

L: Sabe o que mais seria loucura? Se eu fosse uma feiticeira e pudesse prever o que vai acontecer comigo... Ah não, espera... Eu sou feiticeira.

F: Feiticeiros são os caras lá da terra do Azari, você é uma mutante.

L: Essa é a sua verdade, não a minha. James?

J: Vamos, gente.

Depois de estarem reunidos na sala de reunião e de esperarem Pym chegar, Hunter e Bobbi estavam explicando que tipo de missão se tratava.

J: É apenas uma investigação?

F: E você nos tirou da folga para investigar?

Bobbi: A pessoa que estamos investigando, tem habilidades peculiares.

Pym: Peculiares?

B: Sim.

H: Não conseguimos determinar se é um homem ou uma mulher, nem a idade aproximada.

B: Nós apenas notamos que certas atividades místicas acontecem, quando esse cara aqui aparece.

Bobbi apertou um botão do controle remoto que segurava.

As imagens de uma rua apareceram na tela. Bobbi apertou zoom até focar numa figura que usava capuz na cabeça e óculos escuros, o cabelo era um pouco grande na altura dos ombros, mas não dava para saber se era homem ou mulher.

Lina ficou mais interessada quando Bobbi descreveu como atividades místicas.

L: O que aconteceu nesses lugares, exatamente?

H: Mortes...

B: Nove mortos até agora, um por cada aparição dele... ou dela.

J: Como isso é místico?

Bobbi apertou outros botões do controle remoto e mais imagens apareceram, dessa vez, mostrando os alvos, levitando no ar, com uma espécie de nuvem verde fluorescente ao redor dos corpos deles.

B: Essas pessoas ficaram em coma, logo após esse episódio e dentro de 24 horas, vieram a óbito e todas apresentaram Morte Desconhecida no relatório post mortem.

H: Precisamos que tragam esse cara aqui para um interrogatório. Não sabemos se é culpado.

B: Ou culpada. E por princípio...

J: Todos são inocentes, até que se prove o contrário...

B: Sim, vocês já sabem de cor.

H: Vocês receberão os colares especiais, desenvolvidos para...

L: Bloquear os poderes da minha mãe.

B: Sim. Para colocar no nosso amigo misterioso.

L: Acha que vai funcionar?

B: Por que não iria? Funcionou com a Wanda.

L: Não funcionou comigo.

B: E você é a única da sua espécie, Maximoff. Sua mãe não criou outra Lina, criou?

L: Não do que eu saiba.

F: Então temos que analisar essas imagens para tentar prever o próximo passo do mister M e saber aonde ele vai atacar.

B: Isso já foi feito.

F: Ufa, graças a Deus.

H: Vocês podem ir agora, estou mandando todas as informações agora para os seus tablets.

Os meninos começaram a se levantar e em seguida foram para a área de embarque.

...

Sara e Maggie dormiram até tarde no domingo, já era quase meio dia, quando a porta do quarto das duas foi aberta, bruscamente.

- Acordem se não quiserem ficar encrencadas!

Sara respirou fundo e virou a cara para o travesseiro.

- O papai disse que o almoço está pronto e ele quer todo mundo na mesa. Vamooos.

Sara: Calada, Charlotte. Você fala demais.

Ch: Você ronca demais e eu não falo disso.

Sara: O Nick está aqui no meu quarto?

Ch: Não, ele está lá embaixo com o papai.

M: Você longe dele? Isso é um milagre.

Maggie disse, enquanto se sentava na cama e bocejava.

Ch: Como foi o filme ontem?

Sara: Pra que quer saber?

M: Foi bom.

Ch: Era sobre o quê?

M: Uma mulher salvando o mundo, com um chicote e um escudo. Ah e de mini-saia!

Ch: Vocês assistiram Mulher Maravilha?

Charlotte ficou empolgada de primeira, mas logo desmanchou o sorriso, ficando desanimada, ela olhou pra baixo.

Ch: Eu queria assistir esse.

M: Talvez você possa ir, quando o seu castigo acabar.

Charlotte olhou para Sara.

Ch: Você me leva?

Sara: Por que eu levaria? Eu já assisti.

Charlotte franziu a testa.

Sara: Você e Nick não sabem ficar calados e ficam pedindo as coisas.

Ch: Nick pede, mas... E se ele não for, podemos ir nós três?

Sara suspirou e revirou os olhos.

Sara: Sim, acho que sim.

Charlotte sorriu animada.

Sara: Mas para assistir outro filme.

Ch: AAAhhh...

Sara: Não vou gastar dinheiro com filme repetido.

Ch: Eu pago!

Sara: Você não tem dinheiro.

Ch: Eu tenho sim!

Sara: Do seu cofrinho?

Ch: Sim...

Sara riu com deboche.

Ch: E um pouco mais...

M: Quanto a mais?

Ch: Uns 200 dólares...

Sara se sentou na cama, abruptamente e de olhos arregalados.

Sara: 200 dólares?? Tá brincando!

Ch: Não estou.

Sara: Como você teria 200 dólares?

Ch: Eu ganho mesada, igual a vocês...

Charlotte franziu a testa e fez uma expressão como quem diz “Dããã...” para Sara.

Sara: Quanto o papai de te dá de mesada???

Ch: 5 dólares por semana e eu ganho mais 5 da mamãe por semana também.

Sara: Você está juntando isso há quanto tempo para ter 200 dólares? 6 anos??

Charlotte continuava com a testa franzida e olhando para Sara da mesma forma.

Ch: Você sabe quanto é 5+5? 10... Dez é o que ganho por semana, então se eu tenho 200 dólares, isso quer dizer que estou juntando há vinte semanas... Ou seja, cinco meses.

Sara franziu a testa, confusa e fez negativo com a cabeça.

Sara: Eu ganho mais que você e eu não tenho 200 dólares.

M: Isso porque você recebe e gasta na mesma hora, Sara.

Maggie e Charlotte riram.

Maggie se levantou e olhou para o chão do quarto, em busca da calça jeans que estava usando ontem.

Maggie franziu a testa ao não ver a calça no chão, aonde ela lembra de ter deixado quando a tirou para poder dormir. Maggie olhou o lado dela e foi até o lado de Sara do quarto, para procurar pela calça, ela vasculhou embaixo das camas e dos armários.

Ch: O que está procurando?

M: Minha calça!

Sara: Se tivesse dormindo com ela, saberia aonde está.

M: Com um jeans da rua? É nojento.

Maggie olhou embaixo das camas e agora ela estava preocupada com o sumiço da calça, principalmente porque o pacotinho de drogas dela está lá dentro.

M: Aonde está?

Maggie puxou as cobertas da cama, sacudiu e jogou no chão, ela olhou embaixo do travesseiro, mesmo estando claro que não tem nada ali.

M: Aonde está???

Maggie parecia preocupada demais.

Ch: Ah! Eu sei o que aconteceu.

Maggie olhou para Charlotte.

Ch: O papai disse que hoje é dia de lavar roupa.

O coração de Maggie acelerou.

M: Ele pegou minha calça??

Ch: Não, não ele. A mamãe... É a vez dela de lavar as roupas.

Maggie fechou os olhos por alguns segundos, imaginando que Natasha já deve ter achado o pacote de drogas, ou vai achar no meio da roupa, depois de lavá-las.

Ch: Olha, é a mamãe!

Charlotte olhou da janela do quarto, para o jardim da casa, Natasha estava vindo na direção da entrada da casa.

Ch: MÃE!

Charlotte gritou da janela.

Natasha botou a mão na testa, para olhar para cima sem ser cegada pelo sol.

Ch: Você já botou a roupa na máquina? Maggie precisa da calça dela!

N: Não, estou indo fazer isso agora, na verdade. Diga a Maggie que a calça está imunda e será lavada.

Ela não lavou ainda. Maggie respirou aliviada, ainda mais que Natasha não parecia estar zangada, se ela tivesse descoberto o pacotinho, já estaria ali em cima no quarto, tendo um conversa super séria com ela e com Steve frustrado também.

Maggie estava tentando calcular se conseguiria chegar na calça, antes de Natasha, que deve estar entrando em casa agora.

Maggie correu para fora do quarto.

Sara: Maggie!!!

Ch: Ela foi de calcinha!

Charlotte riu.

Maggie correu pelo corredor, usando uma blusa de manga comprida, calcinha e meias no pé. O coração dela estava acelerado e assim que ela alcançou as escadas, Natasha estava abrindo a porta para o quintal, aonde fica a área de serviço.

Já era. Ela vai ver, e se não ver, vai me ver aqui e questionar o que tem de tão importante com a calça e vai revistar ou deduzir que tem algo de errado. Maggie pensou durantes os segundos que Natasha levou para abrir a porta de vidro que dá acesso ao quintal.

S: Nat, venha provar isso.

Steve veio até a porta da cozinha e chamou Natasha.

N: Agora?

Natasha parou e olhou para Steve, mas ela já estava com um pé para dentro do quintal.

S: Sim, é um teste, eu vou fazer mais para sobremesa se estiver bom...

Natasha parou por poucos segundos para analisar se devia ou não ir até Steve e provar da tal sobremesa, foi bem poucos segundos mesmo, mas para Maggie pareceu uma eternidade.

N: Okay, Rogers, é bom estar delicioso... Meu tempo é precioso.

S: O Nick aprovou.

Steve sorriu para Natasha e Natasha finalmente se moveu para ir para a cozinha.

N: Vou fechar para o Sam não fugir.

M: Eu fecho!

Natasha e Steve olharam para Maggie e os dois franziram a testa por ver ela de calcinha na escada.

Maggie desceu mais alguns degraus, devagar porque reparou agora que estava de calcinha ali na escada.

N: Por que está circulando de calcinha?

M: Eu... acordei super apertada e vim fazer xixi.

Maggie sorriu sem graça.

M: Quando saí, ouvi você falar do Sam...

Natasha continuou com a testa franzida olhando para Maggie.

S: Vamos, Nat.

Steve voltou para dentro da cozinha e Natasha o seguiu.

Maggie respirou aliviada e desceu as escadas correndo, ela foi até o quintal e começou a vasculhar a roupa suja, atrás da calça dela.

Maggie achou a calça, mas ao checar o bolso, não achou seu pacotinho de drogas.

Não está aqui!!! Maggie gritou em pensamento, ela botou a mão na testa, se sentindo desesperada e ela olhou para a porta da cozinha, para ver se Natasha estava retornando.

Maggie ouviu Sam rosnando e olhou para ele e quando reparou nele, observou que ele estava brigando com o saquinho das drogas. Deve ter caído do bolso da calça, durante o transporte até a área de serviço.

M: Sam! Me dá isso.

Sam já não é tão jovem, mas conseguiu ir para longe de Maggie, encarou como uma brincadeira. Maggie teve que correr atrás dele e tirou o saquinho da boca de Sam e verificou para ver se não tinha rasgado e por sorte não tinha.

N: Você devia vestir uma roupa antes de brincar com o Sam.

Maggie gelou um pouco ao ouvir o som da voz de Natasha atrás dela, mas vindo da porta do quintal, não dava para Natasha ver o que ela tinha nas mãos.

Maggie fechou o saquinho na mão e se virou devagar para olhar para Natasha.

M: Eu não estava brincando, eu vi ele comendo alguma coisa estranha e vim tirar.

N: É? O que era?

M: Um pedaço de galho... Deve ser da árvore do vizinho... Foi só um susto...

Maggie sorriu sem jeito e caminhou até a porta do quintal, Natasha liberou a passagem para ela e apenas observou Maggie subir as escadas correndo.

...

Perto do fim da tarde, os novos Vingadores estavam reunidos numa praça de alimentação a céu aberto de um festival de Food Truck.

Pym: Será que mais alguém está com fome?

Lina: Você não sabe que estamos sob disfarce, Pym?

Pym: Há mais de duas horas...

J: A ideia é não ficar falando para não levantar suspeitas.

L: Sim, se você está com fome, apenas levante e vá pedir comida. Aja naturalmente, Pym.

P: Tá legal.

Pym se levantou e caminhou até um dos trailers de comida.

Como estão disfarçados, cada Vingador está em um ponto diferente do festival, até mesmo para monitorar qualquer atividade suspeita.

Francis: Não é por nada não, mas Pym tem razão.

Azari: Está demorando muito. Talvez não seja esse o lugar.

J: Eles não cometem esse tipo de erro, é o lugar.

A: Mas talvez essa mulher tenha mudado de ideia.

F: Ou homem...

A: Pois é.

P: Se ele ou ela estivessem por aqui por perto, Lina iria sentir.

L: É verdade. Não tem nada místico rolando por aqui

 

Poucos minutos depois, a gritaria de um grupo de pessoas, chamou a atenção dos novos Vingadores e também de todos presentes no festival.

J: Começou...

Os Vingadores ficaram de pé e olharam na direção da confusão, muitas pessoas começaram a correr em direção à rua, para fugir, enquanto outras permaneceram paradas, algumas para filmar e tirar fotos e outras por causa do medo.

Uma figura encapuzada apareceu na área aonde começou a histeria coletiva, ele não estava fazendo nada, estava apenas parado, mas perto dele, um homem foi erguido no ar por uma nuvem verde fluorescente, igualzinho às imagens que Bobbi exibiu mais cedo.

F: Muito obrigada por ter nos alertado da chegada dela... dele... Lina!

Lina franziu a testa e James a observou.

L: Eu não senti ele.

Lina estava confusa, porque mesmo agora vendo aquela figura ali, ela não consegue sentir e muito menos ler a mente dele.

F: Como não?

L: Eu não consigo ler a mente dele. Eu não consigo sentir ele.

Pym: Eita, isso nunca aconteceu antes.

A: E o que isso quer dizer?

L: Quer dizer que ele é como eu.


Notas Finais


Para demais gifs desse capítulo, por favor checar meu twitter @ daredevilosa


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