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História New Titans: New Way - Capítulo 20


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Capítulo 20 - Filho do Submundo - Parte Final


Nepal...

 

A cabana da Irmã Mirtha se localizava em uma área extremamente isolada em meio às imponentes montanhas geladas do Katmandu. Ali, o silêncio era rei, sendo, muita das vezes, interrompido apenas pelo canto dos ventos frios. Só que agora, um som incomum pairou na cabana. O estrondo do impacto de Ravena se chocando contra a porta de madeira, após ser arremessada pelo demônio saído do interior de Cassie Sandsmark, a Moça-Maravilha.

- Uuungh... – a filha de Trigon rolou pela neve, caindo em um penhasco.

Ravena levitou de volta para cima, extremamente furiosa. Seus olhos ficaram pretos e suas mãos delicadas se energizaram em uma áurea negra. Ela se pôs em frente à cabana novamente, se chocando com o que se deparou. O demônio estava com a indefesa Irmã Mirtha agonizando em sua boca diabólica, repleta de dentes afiados. O sangue da velha bruxa escorria na neve branca.

- F-filha... de... Arella... – foram as últimas palavras de Irmã Mirtha, antes de apagar para sempre.

- NÃO! – Ravena voou furiosamente contra o demônio.

A criatura saltou, largando o corpo da velha bruxa no chão. Ravena olhou para o alto e disparou uma rajada de trevas contra o ser. O demônio voou longe, parando no pico de uma das montanhas ali perto. Uma avalanche se fez na área em que ele se chocou. Ravena voou até lá, concentrando sua magia ainda mais. Ela conjurou um corvo gigante de trevas, que caiu como um míssil onde o demônio estava soterrado pela neve. Uma grande explosão se formou, destruindo parte considerável daquela montanha. Cassie Sandsmark acordava aos poucos no interior da cabana. Lentamente, a amazona loira se ergueu do altar e olhou ao redor. O barulho lá fora chamou a sua atenção. Cassie começou a andar e sua visão se recuperar.

- Rachel? – Cassie viu a entrada com a porta destruída e saiu para a neve.

Ao observar todo o cenário de montanhas, a Moça-Maravilha avistou uma energia sombria ao longe, no topo despedaçado de uma das montanhas próximas dali. Imediatamente ela voou até lá.

- Rachel! – Cassie gritou.

Ravena viu a aproximação da amiga.

- Cassie! – a filha de Trigon estava com uma feição diabólica.

- Rachel... – Cassie lamentou, pois sabia que Ravena estava descontrolada.

O demônio ressurgiu intacto, agarrando Ravena no ar. Ela se chacoalhou em vão, com ambos caindo entre duas montanhas. A Moça-Maravilha seguiu em direção ao confronto, disposta a ajudar sua amiga. O demônio aplicou arranhões profundos no rosto de Ravena, desfigurando sua face. A filha de Trigon urrava de intensa dor, com um grito monstruoso. Definitivamente Ravena não estava sã e, mesmo extremamente machucada, ela chutou o demônio com força, o afastando de cima de si. Moça-Maravilha chegou desferindo um forte murro no demônio, que afundou na parede rochosa de uma das montanhas. Ravena se ergueu, com sua face se regenerando por completo.

- Azarath... Metrion... Zinthos! – Ravena conjurou uma chuva de espadas de trevas.

O demônio foi perfurado por todo o corpo de cima para baixo, emitindo um grito ensurdecedor. Ravena levitou com gestos nas mãos, seus olhos brilharam e, em seguida, todas as espadas fincadas no demônio explodiram simultaneamente. A semente de Hades foi desintegrada pela magia da filha de Trigon. Exausta, ela desmaiou.

- Rachel! – Cassie a segurou no ar, voando de volta para a cabana.

 

São Francisco...

 

Robin, Ciborgue, Mutano e Impulso lutavam com todas as suas forças para deter os demônios que não paravam de sair da fenda do submundo. Enquanto isso, perto da Torre Titã, Superboy, Estelar, Mulher-Maravilha, a Rainha Hipólita e as amazonas também combatiam os seres com fúria e determinação. Em um piscar de olhos, não havia mais criaturas malignas. Todos haviam sumido como em um passe de mágica.

- C-conseguimos? – Mutano olhou para os lados, ofegante.

A fenda do submundo não estava mais aberta no ar e não havia sinal de nenhuma criatura sequer.

- Acredito que algo aconteceu – Robin disse, com seu traje revestido de rasgos.

- Vou tirar uma soneca. Não me levem a mal – Impulso caiu para trás, sem forças.

- Vamos para a torre – Ciborgue sugeriu, sorrindo.

- Ravena conseguiu! Tenho certeza! – Estelar abraçou o Superboy.

- Tomara que sim, Kory – ele sorriu, aliviado.

Mulher-Maravilha fitou sua mãe.

- Sabe o que isso significa? – Diana perguntou.

- A semente foi destruída... Mas como? – Hipólita franziu o cenho.

As amazonas celebravam com gritos de vitória.

- Veja, mãe – Diana apontou para o exército de guerreiras. – As filhas de Themyscira celebram o fim do mal. Por que não faz o mesmo?

Hipólita permaneceu calada.

- A senhora me ensinou humildade. Eu preciso ver essa mesma humildade em reconhecer a competência dos Titãs – Diana argumentou.

- Eu subestimei a filha de Trigon – Hipólita reconheceu.

 

Nepal...

 

Em prantos, Ravena sepultava Irmã Mirtha na neve.

- Que repouse eternamente em Azarath, ó digna... – ela se agachou em cima do monte de neve que cobria a cova.

Cassie olhava cabisbaixa por trás dela.

- Eu serei... eternamente grata – a amazona loira disse, chorando também.

Ravena se levantou, virou-se para a Moça-Maravilha e a abraçou forte.

- O pesadelo se encerrou – ela sorriu.

- Vamos pra casa – Ravena disse.

 

São Francisco...

 

Helicópteros e ambulâncias perambulavam pela cidade. Aos pés da torre, os Titãs e as amazonas estavam reunidos após uma longa batalha. Um portal se abriu. Mas dessa vez não era nenhuma fenda maligna, pelo contrário. Era um portal familiar. O portal provindo da magia de Ravena. A filha de Trigon emergiu ao lado da Moça-Maravilha.

- Cassie! – Superboy voou até a amada.

Ambos trocaram um beijo apaixonado.

- Oh, Connie... – Cassie chorava copiosamente.

- Eu sabia, meu amor! Eu sabia! – ele a beijava mais e mais.

Diana e Hipólita se aproximaram em seguida.

- Cassandra... – a Mulher-Maravilha abraçou forte a conterrânea.

Hipólita sorriu. Ela subestimou de fato aqueles jovens e sua bravura. Ela entendeu que certas vitórias estão acima das tradições e que era necessário entender outros povos e outras culturas. Azarath tinha a solução assim como Themyscira. A diversidade é a chave das inúmeras possibilidades. E isso havia se concretizado ali.

 

CONTINUA...

 

 

 

 

 

 



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