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História New tomorrow - Capítulo 36


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Capítulo 36 - Último adeus


Fanfic / Fanfiction New tomorrow - Capítulo 36 - Último adeus

Como eu digo adeus para o que tivemos?
Os bons tempos que nos fizeram rir
Superam os ruins
It's So Hard To Say Goodbye To Yesterday - Jason Mraz

Nari

O livro sobre anatomia humana parecia não fazer nenhum sentindo, li mais uma vez o mesmo parágrafo, e nada. Todas as cenas presenciadas entre Merida e Jin nesses dias, me fez cair na real, eu o perdi para sempre. Agora não tenho Soo, muito menos Jin. Não tive coragem de falar com Yoongi ainda. Sinto minhas lágrimas caírem molhando o livro sobre a mesa. Não posso ficar chorando dessa forma, mas não consigo me controlar. A culpa foi minha, optei em não fazer nada em relação aos meus sentimentos.

Sinto falta da minha antiga vida, apesar de não ser perfeita eu amava cada detalhe, amava quando Soo e eu íamos jogar sinuca, ele sempre me deixava ganhar para me ver feliz, já que não sou fã de perder. Acabo chorando novamente, ao lembrar todos os momentos bons que vivemos juntos. Sinto saudades das risadas bobas e do tempo que passávamos juntos apenas jogando conversa fora, de comer nachos em vez de pipoca no cinema, dos finais de semana de maratona de filmes americanos, sua mania de roer as unhas quando algo o incomodava, e na forma que sempre tentava me manter sorridente, pois dizia que meu sorriso era encantador e que sempre queria vê-lo em meu rosto. Ele me ensinou muitas coisas e eu sempre vou ser grata por isso.

Encaro a aliança que carrego no dedo indicador, para que ninguém faça perguntas que não quero responder, e isso deu muito certo já que todo esse tempo ninguém notou. Sinto que esse é o momento de aceitar e dizer o que eu não quero. Como dizer adeus a uma pessoa que você nunca imaginou ficar sem? Até agora não consegui dizer adeus de verdade, apenas fingi que estava tudo bem e ignorei o fato que ele nunca vai voltar. Mas chegou a hora de dizer adeus. Como não sou boa com as palavras ou em me expressar da maneira correta, vou escrever uma carta e deixar junto à memorial de Jimin no terraço suas inicias gravadas.

Não sei como me expressar! Isso é mais difícil que pensava. Lembrei-me de quando Soo me pediu em namoro, eu não sabia o que dizer, simplesmente fiquei em silêncio por alguns minutos, então Soo já conhecendo meu lado indecifrável disse para fechar os olhos e dar voz ao coração. Um pouco incrédula, confiei em suas palavras, e deu extremamente certo, consegui dizer o que realmente estava sentindo, e aquilo foi incrível. Desde que ele se foi eu nunca mais fiz isso, sempre agi pelo lado racional. Mas chegou a hora de dar voz ao meu coração. Fechei meus olhos por alguns segundos. Deixei meu coração e o calor do momento me guiar e comecei a dar voz aos meus pensamentos como nunca feito antes. 

Não sei como lhe dizer adeus para sempre, quando ainda há tantas coisas para dizer, mas é hora de dizer adeus meu amado. Queria ter tido mais tempo para dizer que te amava e para fazer tudo que sonhávamos. Você me ensinou a sorrir mesmo nos momentos difíceis, a calar-me para poder ouvir e aprender com meus próprios erros e que sempre dá para ser melhor do que antes. A razão pela qual essa despedida dói tanto é que nossas almas estão ligadas. Talvez sempre tenham sido e sempre serão. Talvez nós tenhamos vivido mil vidas antes desta e em cada uma delas nós nos encontramos. E talvez a cada vez tenhamos sido forçados a nos separar pelo mesmo motivo¹ .

Eu sei o que você realmente ia querer nesse momento. Preciso começar a viver minha vida sem medo de amar novamente. Por meses eu tive esperanças que isso fosse apenas um pesadelo e que um dia eu acordaria em seus braços, mas minha vida nunca vai voltar a ser como antes, porém vou viver ela por você e fazer o que me pediu. Não importa onde ou com quem eu esteja você sempre vai morar em meu coração e sempre será lembrado como meu primeiro grande amor. 

Adeus Soo. "

Enxugo minhas lágrimas e caminho para o terraço com minha carta na mão. Ando em silêncio para não acordar nenhum dos moradores, já é tarde e se um deles me souber que estou andando sozinha nesse horário, vão contar para Namjoon e com certeza vou levar uma bronca. Passo na sala de artes pegando algumas tintas, vou precisar delas para gravar as iniciais de Soo na parede.

Apresso o passo e subo as escadas a caminho do terraço. Chegando ao topo da escada ouço uma voz harmoniosa cantando uma música cheia de palavrões abro a porta devagar para ver quem era dono dessa voz maravilhosa. Fico surpresa em ver Yoongi parado em frente ao memorial. Ele segurava uma garrafa de vodka, compenetrado na própria música. Solto as tintas no chão, sem fazer muito barulho, não posso deixar que Yoongi me veja aqui. Solto a porta devagar, mesmo assim ela acaba rangendo.

— Quem está ai? — Ele puxa o capuz do meu moletom rapidamente sem mesmo me deixar responder. Ligeiramente me viro.

— Sou eu, Nari. — Ele apontava uma arma para mim.

— Droga Nari. Quase atirei em você. — O maior guarda sua arma. — O que faz aqui? E esse olho inchado? Por acaso estava chorando?

— Caramba como chegou aqui tão rápido?

— Não importa. O que faz aqui?

— Vim fazer um pequeno memorial para Kyung-soo. — Meus olhos ficaram marejados.

Yoongi faz algo inesperado me abraça e encostando sua cabeça sobre meu ombro, me deixando surpresa, mas retribuo seu abraço na mesma intensidade e acabo chorando. Alguns minutos depois ele separa nosso abraço.

— Posso te ajudar de alguma forma com o memorial? — Ele passa os dedos delicadamente em meu rosto secando minhas lágrimas.

— É algo simples. Vou gravar suas inicias no memorial com tinta. — Aponto no local que deixei e olhei meu pedaço de papel amarrotado em minhas mãos. — Bom preciso dar um jeito nessa carta que escrevi para Soo. Parece bobagem, mas esse papel tem um valor sentimental enorme.

— Podemos queimar. Minha avó dizia que escrever seus sentimentos e depois queimar ajuda com a cura interior. — Ele tira um isqueiro do bolso da jaqueta.

— Por que diabos você anda com um isqueiro? Anda fumando escondido? 

 — Não exatamente. — Ele tira uma carteira de cigarros pela metade do seu bolso. Pergunto-me se ele fumou a outra metade. — Parei de fumar já faz alguns anos. Só achei isso perdido em uma das gavetas na sala do Namjoon e por impulso acabei roubando.

— Então você fumava?

— Comecei a fumar no início da vida adulta depois que meus pais me chutaram de casa. Estava triste e sozinho e encontrei refúgio nessa merda.

— Mesmo sendo grandes amigos não sabemos nada um do outro. — Há tanta coisa que não sei sobre Yoongi, fatos curiosos e outros tristes.

— Não sou do tipo que gosta de falar sobre isso. Algumas coisas nem Namjoon têm conhecimento.

— Já falou para ele dos seus sentimentos pela Merida?

— Vamos ainda temos um pouco de vodka para beber. — Ele guarda os cigarros no bolso de sua jaqueta e pega as embalagens de tintas do chão e anda até o memorial. — Está esperando o que? — Vou até ele.

Ao lado do memorial do Jimin, fizemos uma pequena homenagem a Soo. Escrevemos seu nome no centro, a data do seu aniversário e da sua morte e uma pequena frase:

Com as inúmeras estrelas, estou sempre no mesmo lugar. Eu vou bilhar em você com toda a luz que tenho então não se esconda² ”.

Não foi algo grandioso, mas foi feito com muito amor. Ainda a algo que tenho que fazer com minha aliança.

— Yoongi poderia tirar meu colar? — Ele coloca meus cabelos de lado e abre o fecho e retira meu colar e entrega. Coloco minha aliança junto ao pingente. Encaro minha jóia que agora tinha minha aliança que se encontrava um pouco sem brilho e desgastada. Os sentimentos e histórias nesse colar que nunca serão esquecidas. Preciso ser cuidadosa e tomar cuidado para não perder. — Pode colocar de volta? — Ele pega o colar de minhas mãos e coloca sob meus pescoços. — Agora a carta. — Tiro ela do bolso do meu moletom dado por Jin. Yoongi me estende o isqueiro, porém não pego. — Vamos fazer isso juntos. — O maior queima a ponta do papel e o joga no latão que usamos como fogueira, em seguida me abraça. Ficamos olhando o papel queimar enquanto dividíamos a vodka. Permito-me chorar pela última vez. Depois de alguns minutos em silêncio me recomponho. É difícil explicar todas minhas emoções e sentimentos, mas me sinto incrivelmente leve. Sinto falta do calor do corpo de Yoongi quando ele desfaz nosso abraço.

— Agora é minha vez. — Ele tira o maço de cigarros do bolso e joga para longe. — Nari, eu nunca fui de conversar sobre meus sentimentos. — O maio encara o chão e suspira fundo. — Droga.    

— Esse é o momento de botar tudo para fora.

— Fui ver como Merida estava é acabei vendo algo que machucou. Ela e Jin... — Yoongi toma outra dose de vodka. Confesso que estou surpresa em ouvir aquilo. Ele não é do tipo que demonstra seus sentimentos dessa forma. — Mesmo sabendo que não tenho nada com aquele demônio de cabelos azuis me sinto machucado. Pela primeira vez desde que chegou aqui, ela foi gentil comigo antes de me dispensar. — Ele parece estar bastante chateado.

— Acho que você está realmente apaixonado por Merida. — Yoongi não responde. — Deveríamos apoiar eles. — Ele me olha confuso. — Bom amar é aceitar a felicidade da pessoa amada, mesmo que não seja conosco. — Tomo a garrafa de suas mãos, tomando uma grande quantidade.

— Isso significa que está desistindo do Jin?

— Não importa o que eu faça, ele nunca vai me perdoar. — A vodka desce ardendo minha garganta. — Não tem como consertar o que foi quebrado. Mas posso mudar minhas atitudes. Agir feito uma criança mimada não vai ajudar em nada e sentir raiva a toa só vai piorar tudo. Até pensei em dar alguns remédios errados para Merida que teriam uns efeitos colaterais horríveis. — O maior me encara perplexo. — Eu só pensei em trocar seus remédios por laxantes.

— Isso seria crueldade Nari. — Ele ri me fazendo rir junto.

— Isso seria engraçado. — Yoongi sorriu. Acabo tomando mais um tanto de vodka. — Essa história não vai acabar bem se continuar dessa maneira. — Tomo mais uma vez. — Eu culpei Meri pelos meus erros e comecei a odiar ela, mas a merda toda é consequência das minhas ações e não importa o que eu faça nada vai arrumar essa bagunça. Por isso vou começar a aceitar os dois juntos, mesmo que isso me faça sentir um gosto amargo todo santo dia. — Viro a garrafa em minha boca bebendo grandes goles.

— Vamos com calma também quero beber. — Ele toma a garrafa das minhas mãos.

— Hey me devolve. Preciso disso tanto quanto você. — Pego um pouco de neve e jogo em Yoongi.

— Você não deveria ter feito isso cabeça oca. — Vejo-o pegar neve do chão e fazer uma bola e jogar em mim.

Acabamos em uma guerra de bolas de neve que infelizmente Yoongi foi o vencedor. Ele me nocauteou, acertou minha cabeça com uma bola de neve que me fez perder o equilíbrio e cair no chão e como pedido de desculpas devolveu a vodka. Combinamos de ver o nascer do sol, mas algo deu errado! Acabei bebendo mais do que devia e tive que ser carregada por Yoongi até meu quarto.

— Na próxima deixo você lá. — Yoongi resmungava enquanto arrumava meu colchonete. — Só você para me fazer passar por isso. — Ele me ajuda descer da mesa onde colocou e me deitada no colchonete. A merda da vodka subiu tão rápido quando a bebi.

— Yoon você vai ficar aqui comigo? — digo manhosa, ao perceber que ele me cobria.

— Nari... — Ele solta um suspiro e deita ao meu lado.

— Obrigado por sempre estar do meu lado. Eu pretendia fazer uma pergunta, mas estou com sono de mais para perguntar. — Aconchego-me em seus braços e em algum momento acabo adormecendo.


Notas Finais


¹Noah Calhoun

²That's okay - EXO [D.O]

O capítulo foi escrito pela Eve, eu corrigi por alto porque meu computador está brincando de desligar sozinho (outra vez). Então, se por acaso você encontrar um erro, nos avise nos comentários ou mensagem.

Particularmente achei o capítulo fofo. Era importante que Nari se despedisse apropriadamente do Soo antes de seguir em frente. O que você achou? Deixe nos comentários.

O próximo capítulo sai em breve, narrado por Jin.

Obrigada por ler! ^^

Até breve!


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