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História New Way Home - Capítulo 17


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Notas do Autor


já voltei, mas dessa vez com um capítulo menorzinho. nele eu foquei mais na Julie, e talvez o próximo eu faça a partir do ponto de vista do Dave.
espero que gostem <3
ah, e no final tenho uma perguntinha pra vcs!

Capítulo 17 - Décimo Segundo Capítulo.


Fanfic / Fanfiction New Way Home - Capítulo 17 - Décimo Segundo Capítulo.

Dia seguinte...

Lá estava eu, naquele teatro chiquérrimo onde o Nirvana e Alice in Chains fariam seu segundo show em Milão. Sinceramente, enquanto eu fazia meu trabalho, só conseguia me perguntar o porquê de fazerem um show logo ali. O público do Nirvana, pelo menos, geralmente era insano, eles destruiriam um local como aquele. Mas, rapidamente tirei aqueles pensamentos da minha cabeça, afinal, quem teria que arcar com as consequências seria o dono podre de rico do local.

Eram umas oito da noite e o lugar já estava lotado, iluminado e cheio de energia. Pela coxia eu via vários cabeludos animados, conversando e bebendo com pessoas que acabaram de conhecer ou grupos de amigos. Na parte vip, onde tinham as salas que serviam como camarins, as coisas também não estavam diferentes. As bandas conversavam com várias pessoas, e até mesmo entre si. Com exceção de Dave e Jerry. Meu amigo nem olhava para o loiro, que por outro lado parecia nem enxergar Dave ali. O Nirvana inteiro também ignorava Mike. Krist e Kurt, provavelmente por ele ter me "difamado", e Dave... sei lá porquê.

Quando eu saí da coxia e fui para onde estava a maior parte das pessoas, pude observar Jerry conversando com uma loira gostosa. Eu nunca tinha a visto, então provavelmente ela era empregada do teatro, ou sei lá de quem. Só sei que vê-lo de gracinha com ela me lembrou que já tinham uns quatro dias desde o nosso beijo, e ele nem sequer veio falar comigo. Tudo bem, eu estava esperando demais que ele fosse vir atrás de mim, sendo que, com certeza, eu fui mais uma para ele, no entanto, naquele mesmo dia ele tinha cuidado de mim até o amanhecer, então... sei lá, ele poderia ter vindo perguntar se eu estava bem.

Foi estranho porque, enquanto eu pensava nisso, senti que seus olhos pairaram sobre mim. Parei de encarar o nada e olhei para ele, que ainda mantinha a conversa com a garota, mas depois de alguns segundos sua atenção se voltou toda para ela. Me senti meio frustrada. E idiota. De fato, eu tinha sido usada e descartada, e ele já estava com outra, esfregando na cara de todo mundo. Infelizmente, o idiota do Dave estava certo, desde... sempre. Admitir isso me irritou profundamente, ele não podia ter surtos, ser um chato, me insultar e sair com razão, ah não!

Dave estava em um canto com Jake e Sean, provavelmente conversando sobre baterias, quando seu olhar pousou em Jerry e na garota, e depois em mim. Eu pude sentir a pena e a certeza de que ele estava certo bem em cima de mim. Isso fez com que eu me remexesse de nervoso. Ele não podia sair como o cheio de razão, e eu como a inocente bobinha. Não, eu tinha que dar um jeito de sair por cima, sabe-se lá como.

E para isso, eu precisaria ir até Jerry.

Sentada naquele sofá, ponderei sobre tomar uma cerveja, afinal, eu teria que ser bem cara de pau para interromper o flerte dos dois. No fim, decidi permanecer sóbria. Meu estomago ainda estava zoado e eu precisa deixa-lo se recuperar. Levantei e respirei fundo, tomando a coragem que eu não tinha para ir até ele, contudo, no meio do caminho, travei.

Dave estava ali, então obviamente ele veria tudo. E claro, claro que eu era trouxa ao ponto de, mesmo depois dele ter sido um imbecil, me importar com seus sentimentos. Eu tinha a completa noção de que se ele me visse de papo com Cantrell, iria ficar todo surtado, já imaginando que transariamos outra vez. Coitado, mal sabia ele que nem tínhamos chegado minimante perto disso.

Tendo toda essa questão em mente, pensei na hora em pedir ajuda a pessoa perfeita para isso. E foi na direção dele que eu voltei a caminhar.

— Krist... — O chamei para fora do grupo onde ele estava conversando.

— Oi! — Respondeu, mais feliz que o normal. "Ele deve estar chapado, o que é ótimo, porque aí ele vai ser criativo o suficiente..." sorri ao constatar isso.

— Eu preciso que você me ajude...

— Com o que? — Ele franziu o cenho, desconfiado.

Fiquei na ponta dos pés e me estiquei o máximo que consegui para chegar em seu ouvido.

— Tira o Dave daqui. Inventa uma desculpa, sei lá, só vai lá e tira ele daqui. — Sussurrei, me segurando em seu ombro.

— Por que? — Ele me lançou aquele olhar desconfiado de novo, sem se afastar.

Revirei os olhos e bufei.

— Eu preciso falar com o Jerry! — Expliquei, levemente exasperada. E claro, claro que ele se afastou me olhando com certa hesitação.

— O que você vai aprontar, Julie?! — Krist ficou sério de repente.

— Relaxa, não vai ser nada! — Disse, irritada. Desde quando ele ficava tão consciente assim chapado?

— Tem certeza?

— Tenho, agora vai! — Comecei a empurrá-lo na direção de Dave.

Felizmente não demorou para ele interromper a conversa do trio e cochichar com Dave. Os dois riram como idiotas e correram para fora. Nem queria saber o que o idiota do Krist tinha falado. Aproveitei e fui finalmente executar o meu plano inicial.

— Oi. — Falei, timidamente, de frente para Jerry e a loira. Meu coração estava acelerado e as borboletas em meu estomago fazendo vários mosh dentre dele. Odiava sentir aquele nervosismo.

— Oi... — A mulher respondeu, um pouco confusa, mas simpática.

— Julie? — Jerry coçou a nuca. Não soube identificar se ele estava nervoso ou incomodado com a minha presença.

— É... Jerry, posso falar com você um pouquinho? — Perguntei, apontando para o sofá onde eu estava alguns minutos atrás.

Ele olhou dela para mim, e ficou meio pensativo por uns segundos.

— Lisa, eu vou dar uma palavrinha com ela, mas não demoro, ok? — Ele avisou para ela, todo sorridente, então balançou a cabeça em direção ao sofá, e eu o segui. Só quando estava atrás dele percebi que eu nem tinha ideia do que iria falar. Merda.

Nos sentamos e sem perder tempo, ele me perguntou:

— Aconteceu alguma coisa?

— É... não... — Suspirei, tentando pensar em algo, rápido. — É só que... eu queria... — Mordi o lábio e olhei ao redor, cada vez mais nervosa por estar fazendo papel de idiota. — Te chamar pra sair, sei lá! — Enfim, falei a primeira coisa que veio em minha mente. E que não era tão ruim, afinal.

Jerry deu um sorrisinho convencido e suspirou, ficando sério rápido demais. Em seguida, ele olhou para onde Dave estava e depois de volta para mim.

— Olha, Julie, eu não quero que você me leve a mal... você é linda, muito legal e seu beijo é uma delícia, mas eu não acho que seja uma boa ideia.

Arqueei as sobrancelhas, transtornada com aquilo. Não bastava o Dave ter me dado um fora depois de ter me beijado, o Jerry também iria?

— Eu não preciso da permissão do Dave, se é o que você tá pensando! — Retruquei, percebendo que ele tinha procurado pelo mesmo segundo atrás.

— Não, não é isso... — Ele voltou atrás, parecendo nervoso. — É só que... vocês parecem gostar um do outro, e eu não quero me meter no meio dis...

— O que? — Acabei falando alto demais, e as pessoas ali rapidamente olharam para mim. Me encolhi, sem graça, amaldiçoando o fato de Jerry achar aquilo. Ele era a última pessoa no planeta terra que poderia achar isso. — De onde você tirou isso? — Indaguei, ainda histérica, automaticamente me arrependendo da pergunta feita. Sem dúvidas ele iria citar o dia... o fatídico dia.

— Por causa dos acontecimentos no bar... noites atrás. — Explicou, sua expressão demonstrando que ele estava estranhando meu comportamento.

— Jerry, eu não acredito que você vai levar aquelas coisas bobas a sério! — Me fiz de sonsa. — Pelo amor, estávamos só implicando um com o outro... Dave e eu temos essa mania! Além do mais, estávamos muito bêbados! Voce viu meu estado! — Argumentei, esperando que ele acreditasse em mim.

Jerry parecia confuso, como se estivesse entre duas verdades diferentes.

— Julie... — ele me lançou um olhar sério, quase de aviso — pode ser que você não sinta nada por ela, mas eu não garanto que o caso dele seja o mesmo.

Sem me importar, afundei meu rosto nas minhas mãos. Não tinha mais como eu negar para mim mesma. Todo mundo já tinha percebido e me falava... simplesmente não fazia mais sentido eu me fingir de cega para não enxergar o obvio.

— E por que você acha isso, Jerry? — Indaguei, a voz desanimada.

Jerry ficou me encarando por uns segundos como se estivesse com pena de mim. Achei bem estranho, é claro, porém, fiquei ainda mais desconfiada quando ele olhou novamente ao redor e se aproximou de mim como se fosse contar um segredo.

— Julie, eu não deveria estar te contanto essa merda, então fica de boca fechada! — Balancei tanto a cabeça afirmativamente que não sei como ele não se assustou. — Eu só vou te contar isso porque eu não quero que você seja feita de boba, nem ache que eu sou do tipo que bejia e depois descarta. — Eu precisei muito me segurar para não rir. Para mim, já estava mais do que claro que ele era sim daquele tipo. Pelo visto ele estava tentando melhorar sua imagem.

— Fala logo. — Pedi, nervosa com tanta enrolação.

— Voce lembra daquela noite, né?

— Claro que eu lembro, Jerry! Acabei de falar dela!

— OK, é o seguinte: Logo depois que a brincadeira acabou, eu fui pro bar atrás de uma bebida. Segundos depois, o Dave apareceu e veio com um papo esquisito... — Franzi as sobrancelhas. Eu tinha esquecido completamente que, depois que eu saí do banheiro, vi os dois conversando. — Ele disse pra eu ficar longe de você, que você não era como as outras e tal. Ainda disse que se eu te machucasse, ele faria da minha um inferno.

Para mim, que sempre fui uma pessoa muito transparente, foi quase impossível conter minha reação. Eu queria explodir, mas me contive. Não queria que Jerry achasse que eu realmente sentia algo pelo imbecil.

— Olha, se isso não é uma prova de que ele gosta de você, eu não sei o que é! — Ele deu de ombros. — Só sei que, mesmo que um lado meu tenha sentido vontade de ignorar e sacanear ele, outro lado achou melhor ficar fora disso. E é o que eu to fazendo. — E então eu descobri porque ele não tinha ido falar comigo. — Não fala pra ele que eu te contei. Agora eu vou lá, antes que a Lisa desista de me esperar. — Ele sorriu e quase correu até a loira.

Vendo que ele já estava longe e concentrado nela, levantei lentamente para sair dali. Eu iria até o camarim do Nirvana, e lá, só lá, deixaria meus sentimentos virem à tona.

____________

O Nirvana tocava alto, como sempre, enquanto eu gritava e surtava, sozinha dentro do camarim. Parecia que tudo estava indo de mal a pior.

Quem Dave achava que era para fazer aquele tipo de coisa? Quem ele achava que era para surtar e brigar comigo? Quem ele achava que era para duvidar da minha capacidade de me proteger? Quem ele achava que era para me magoar e fazer passar raiva? Não era só porque ele gostava de mim, que tinha o direito de fazer algum homem se afastar de mim. Ele não tinha esse direito.

Andando de um lado para o outro, eu chorava e segurava meus cabelos com força. Ele tinha passado dos limites, e eu estava de saco cheio. Primeiro ele duvidou de mim, achando que eu era inocente, boba, ao ponto de não notar a maldade dos homens. Depois brigou comigo simplesmente por haver a possibilidade – apenas hipotética - de Krist e eu ficarmos. Ele dizia que seria um inferno para ele. Após isso, foram todos os comportamentos diferentes dele comigo – comportamentos bons, diga-se de passagem, mas que serviram para me confundir. E também não posso esquecer que ele sempre ficava incomodado quando citávamos Jerry, ou me via perto dos Alice In Chains. E claro, claro que a cereja do bolo foi ele me insultar por achar que eu tinha transado com Cantrell.

Já estava claro. Eu já tinha aceitado, sim, que Dave estava apaixonado por mim. No entanto, eu não estava feliz com aquilo. Eu estava muito, muito puta, porque, graças ao sentimento dele, ele erroneamente agiu como um homem babaca e controlador, querendo me manter numa redoma para que só ele pudesse "tocar", enquanto eu não podia ter ninguém, ao mesmo tempo em que ele tinha a Finch na manga.

Finch... Apesar de aceitar o fato, eu ainda me perguntava se ele realmente gostava dela, ou se passou a gostar de mim da noite para o dia, ou se gostava de nós duas... só sei que pensar em tudo isso ao mesmo tempo estava me enlouquecendo. Eu era intensa demais, e estava a ponto de entrar em combustão.

Fiquei tanto tempo absorta em meus pensamentos, que só notei que o show tinha terminado quando ouvi batidas na porta. Olhei por cima dos ombros, assustada. Não sabia se atendia ou não. Por fim, decidi atender, porém, não deixaria Dave entrar.

Caminhei até a porta e a destranquei calmamente, vendo os meninos me olharem assustados.

— O que aconteceu? — Krist foi o primeiro a perguntar, Kurt e Dave apenas me olhando preocupados.

— Aqui dentro eu conto. — Falei, somente, dando espaço para o gigante entrar. Depois dele, foi Kurt. Já Dave, foi barrado por mim.

— Voce não. — Disse, firme, olhando bem nos olhos dele, para que ele visse toda a minha decepção.

Claro que eu ele franziu o cenho, confuso. Mas, não disse nada. Apenas assentiu, desanimado, deu meia volta e voltou por onde tinha vindo. Quando fechei a porta e entrei, os outros dois me encaravam com interrogações gigantes nas testas, e não demorou para que eu contasse a novidade para eles.

Os dois ficaram em silencio por alguns minutos. Kurt parecia meio revoltado, já Krist, preocupado.

— Não tem mais como negar que ele realmente é apaixonado por você... — O gigante quebrou o silencio, coçando o cavanhaque, o olhar longe. — O engraçado é que, desde que ele levou um fora da Finch, que foi apenas uma semana antes de você chegar em Seattle, ele ficou estranho. Mas, ele ficou mais estranho ainda depois que saímos em turnê com você.

— Eu sempre te disse que ele tinha um sentimento por ela, desde o início. — Disse, Kurt, sério, fitando Krist, que estava sentado ao seu lado no sofá. — E eu estava certo sobre mais uma coisa... — ele apontou para mim — eu disse para o Krist que o Dave seria o último a perceber. Claro que ele já deve ter percebido, mas não admite. — O loiro deu de ombros.

— Ok, ele é apaixonado por mim, mas ainda tem muitas coisas sem explicações! — Cortei os dois. — Tipo as vezes que ele ficava cabisbaixo, ou corria atrás da Finch. E tem também o dia que ele apareceu bêbado no meu quarto todo triste porque ela tinha dado um super fora nele! — Comentei, andando de um lado para o outro. — Eu realmente não entendo! Se ele gosta de mim, porque ao invés de ficar correndo atrás dela, levando fora e surtando por causa dos homens que eu me interessava, ele não admitiu seu sentimento por mim? Seria muito mais maduro e evitaria tanta merda...! — Suspirei, olhando para o teto enquanto afagava o rosto. — Eu acho que ele tinha medo de terminar com ela, levar um fora meu e ficar sem ninguém. Por isso, dava um jeito de manter nós duas! — Sugeri, raivosa.

— Não adianta a gente ficar aqui criando teorias e os caralhos! — Kurt falou, e eu parei de andar para olha-lo. — O ideal agora é a gente ir falar com o idiota do Dave e entender porque diabos ele fez essas merdas todas. — Cruzou os braços.

- O Dave é complicado... – Krist começou, suspirando. - Ele tem medo de ficar sozinho, sabe? Ele estranhamente tem a necessidade de estar em um relacionamento, mas isso também não quer dizer que ele não vá ser infiel, ou não vá relaxar. – Explicou, gesticulando bastante. - E quando ele está solteiro, ama ficar na putaria até arrumar logo um novo namoro. O que não demora muito.

Me senti decepcionada ao ouvi-lo.

- E assim, eu acho que pela necessidade de ele estar em um relacionamento ele meio que se força a gostar da pessoa, sabe? De fato a Finch pode ter despertado a atenção dele, sim! E ele criou um afeto, e tudo mais, só que ele também deve ter forçado um pouco. Aí eles começaram a namorar, provavelmente ele sentiu falta da putaria de vida de solteiro e começou a ser menos atencioso. Ela então ameaçou terminar e por algum motivo ele se prendeu mais ainda... Isso é o que eu não entendo,  porque ele logo se amarra em outra. – Concluiu, apoiando seus cotovelos nas coxas, cruzando seus dedos em seguida. — Só que entra a Julie nessa equação toda... complica ainda mais.

- Meu Deus! Eu não sabia que o Dave era tão complicado assim, caralho! – Comentei praticamente para mim mesma, dando um suspiro cansado. Aquela situação ficava cada vez pior conforme era desenrolada. – Acho que eu nunca teria um relacionamento sério com ele... – Admiti, depois de ter ficado alguns segundos em silencio.

Krist deu de ombros.

— É, só que temos que lembrar que o Dave tem vinte e três anos, não três! — Kurt retrucou, nos dando um choque de realidade. — Tudo bem, ele pode sim ter medo de ficar sozinho, pode ter todos esses defeitos que o Krist citou, mas ele precisa ter também responsabilidade emocional!

— Sim, mas não se esqueça que ainda não sabemos a versão dele.

Suspirei, confusa. Eram muitas informações para um dia só. Eu precisava dar um tempo sozinha.

 


Notas Finais


gente, oq vcs estão achando do Dave? acham que ele tá sendo muito babaca, que ele de fato tá confuso, ou tá escondendo algo, que tá enrolado... me digam pfvr!


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