História New World - Capítulo 8


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Magia, Mistico, Original, Poderes, Romance
Visualizações 15
Palavras 2.861
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Adolescente, LGBT, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Capitulo Novo!
Espero que gostem

Capítulo 8 - Tesouro Escondido


Fanfic / Fanfiction New World - Capítulo 8 - Tesouro Escondido

-Não podemos esconder isso dela-minha mãe disse para o meu pai.

-Mas ela não pode saber disso. Não agora. Ninguém pode saber. Ela vai correr perigo.

Eu escutava uma conversa da minha mãe e do meu pai quando eu tinha mais ou menos cinco anos.

-Mas poderiamos protegê-la.

-Não, Lia! Só me prometa que vai dar essa caixa pra ela quando for o momento certo.

-Eu prometo.

-Se a Kat soubesse que ela pode...

*TUMM*

O barulho de alguma coisa caindo no chão me acordou. Abri os olhos e vi que eu estava no meu quarto no apartamento do Matt.O mesmo estava sentado em um poltrona, olhando na direção da penteadeira, onde o Nicholas pegava alguma coisa que caiu no chão.

-Pare de fazer barulho! Vai acordar ela!-Matt falou.

-Acho que ele já conseguiu-resmunguei.

Eles olharam assustados para mim.

-Finalmente você acordou! Como está se sentindo?-Matt me perguntou.

-Um pouco tonta e com dor de cabeça. O que aconteceu? Eu não me lembro de tudo-falei me sentando.

-Você foi atacada por um demônio enquanto estávamos no seu apartamento.

Aos poucos as lembranças foram voltando.

-Nossa, parece mais que eu tô de ressaca-falei massageando as têmporas.

-Toma-o Matt falou me entregando um comprimido e um copo d'água.-É para a sua dor de cabeça.

Engoli o comprimido e bebi a água rapidamente. Levantei rápido e senti a minha cabeça girar. O Matt se levantou, veio para o meu lado e me segurou

-O que aconteceu? Você tá bem?

-Tô, foi só uma leve tontura. Acho que levantei muito rápido.

Olhei para ele e reparei que os nossos rostos estavam muito próximos. Muito próximos mesmo. E eu tive a sensação de que ele estava se aproximando mais. Até que alguém pigarreou atrás de nós.

Nicholas. Eu tinha esquecido que ele estava ali. O Matt me soltou e virou na direção do amigo.

-Er... Então... A gente vai lá pra sala. Você... Er... Vai ficar aqui?-ele perguntou para mim.

-Sim. Eu... Eu vou tomar um banho.

-Ok. Então a gente se vê depois.

Eles saíram do quarto. Sentei na cama sorrindo do quanto o Matt ficou constrangido. Levantei e peguei a minha mochila. Dentro dela tinha uma muda de roupas do dia em que eu fui para a boate com o Kile.

Peguei elas e fui para o banheiro. Passei uma água no rosto, fiz uma trança com o cabelo e troquei de roupa. Era tão bom colocar o meu moletom, eu me sentia um pouco normal com ele. Coloquei o meu tênis e fui para a sala.

Todos estavam lá. A Sam mexia no celular e os meninos conversavam na frente de uma das telas. Sentei no sofá ao lado da Sam, o que fez com que ela parasse de prestar atenção no celular.

-Você acordou!-ela disse me abraçando.

-Sim-respondi abraçando ela de volta.

Os garotos sentaram no sofá na frente do nosso.

-Ok, agora que você acordou-o Nicholas começou-conta pra gente o que aconteceu. O Matt falou que você se lembrou de algumas coisas. Que coisas são essas?

-Vai com calma, Nick-a Sam falou.-Ela acabou de acordar.

-Não! Não tem problema, eu conto pra vocês o que aconteceu.

Contei tudo para eles, mas na hora de contar sobre a foto, eu hesitei.

-Na hora em que eu fui pegar alguma coisa da minha mãe, eu achei um porta retrato. Era uma foto dos meus pais, eu também estava nela, e tinha um homem nessa foto. E...-eu senti uma lagrima descer pela minha bochecha.-Enquanto eu olhava pra foto algumas lembranças voltaram e ele estava nelas.

-Quem é esse cara, Kat?-a Sam me perguntou.

-Ele é Alan Corvey, o meu tio.

Os queixos da Sam e do Nick caíram ao mesmo tempo.

-Você tá dizendo que...-o Nicholas começou.

-Que o cara que sequestrou a minha mãe e matou o meu pai, é o meu tio.

O Nicholas olhou para o Matt, que fez que sim com a cabeça.

-Então, quer dizer que, Alan Corvey está vivo?

Fiz que sim com a cabeça.

-Nossa. O Conselho não vai gostar disso-o Nicholas falou.

-Como assim?-perguntei.

-Por catorze anos o conselho acreditou que o seu tio estava morto, quando na realidade, ele não estava.

-Entendo.

-Ok, mas quem vocês acham que invadiu o apartamento?-perguntou Sam.

-Eu não sei...

-Eu tenho uma pequena ideia-o Matt falou me interrompendo.

-E quem poder ter sido?-perguntei.

-O seu tio-ele respondeu sem rodeios.

-De onde você tirou isso?-Nicholas perguntou.

-O foi simples. Depois que a Kat me contou que lembrou do tio, eu juntei algumas peças. O quarto da mãe dela estava totalmente queimado, provavelmente a pessoa que invadiu o apartamento não queria que a mãe dela fosse rastreada.

-Faz sentido-a Sam falou.

-Eu ainda não acabei. E também o fato de ter um demônio lá.

-O que isso tem a ver?-eu perguntei.

-Tudo-a Sam começou.-Se o seu tio procurava alguma coisa, é bem provável que ele não tenha achado, e por isso ele deixou demônio de guarda. Caso alguém entrasse no apartamento o demônio atacaria, igual fez com você.

-É pensando assim faz sentido-o Nicholas falou.-Mas será mesmo que ele não achou o que estava procurando?

-Mas é claro que sim! Pra que ele pagaria um demônio, se não fosse para proteger uma área que ele ainda não procurou?-a Sam falou.

-Então temos que voltar lá-falei sem pensar.

-De jeito nenhum-o Matt falou se levantando.

-Por que não?-perguntei.

-Por que você ainda está se recuperando do veneno de demônio.

-Sério? Se for só isso, fique sabendo que o veneno já saiu da corrente sanguínea dela-a Sam falou.

-Vamos Matt! Podemos ir nós quatro.

-Ok-ele resmungou-Vão se aprontar, saímos em meia hora.

Levantamos e andamos em direção ao corredor.

-Kat-o Matt me chamou. Parei e esperei ele chegar mais perto.-Você tem certeza que quer ir?

-Tenho. Eu quero saber o que o meu tio estava procurando. E eu tenho uma pequena ideia sober o que pode ser.

-Como assim?

-Antes do Nick me acordar, eu tava tendo um sonho, eu acho que era uma das minhas lembranças. Não me lembro bem, mas era uma conversa dos meus pais, e o meu pai falou de uma caixa. Eu não sei do que se trata, mas parece ser muito importante. Eu preciso acha-lá.

-Ok, vá se arrumar-ele falou.

Fui para o meu quarto, abri o armário para pegar alguma blusa. Achei uma roxa e troquei pela que eu estava usando, troquei os tênis por um par botas e o moletom pela jaqueta. Soltei o cabelo, peguei a minha mochila e fui para a sala. Cheguei e todos já estavam lá cada um com uma arma diferente. A Sam estava com um arco, o Matt estava com uma espada e o Nicholas com um bastão de pontas afiadas.

Fui para perto do Matt, que parou de mexer na espada quando me viu. Ele fez um gesto para que eu chegasse mais perto.

-Toma-ele falou me estendendo um cinto na minha direção.-E um cinto de armas. Eu acho que você vai precisar dele.

Eu peguei da mão dele e afivelei ao redor da minha cintura e da coxa. O Matt olhou para os amigos e perguntou:

-Vamos?

Todos fizemos que sim com a cabeça e saímos do apartamento.

*===*===*===*

O meu apartamento ainda estava do mesmo jeito do outro dia. Paramos no meio da sala e o Nick começou a falar:

-Ok, vamos nos separar. Eu e a Sam ficamos com essa área da sala e da cozinha e vocês dois vão procurar nos quartos.

Concordei com a cabeça e sai andando com o Matt ao meu lado.

-Por onde podemos começar?-ele perguntou quando paramos no meio do corredor.

-Não sei, pelo meu quarto talvez? Se ele deixou o demônio lá deve ser porque ele não procurou direito lá.

-Então vamos.

Fomos para o meu quarto e começamos a procurar pela caixa. Aproveitei para guardar algumas roupas e objetos na minha mochila. O Matt e eu paramos de procurar ao mesmo tempo.

-Eu não achei nada. E você?

-Também não-respondi.

-Para onde vamos agora?

-Não sei o porquê, mas eu tenho a sensação de que pode estar no quarto da minha mãe.

-Então vamos pra lá.

Entramos no quarto dela e a primeira coisa que eu notei foi o porta retrato quebrado no chão. Enquanto o Matt estava distraído, eu o peguei e o guardei na mochila. Começamos a procurar a caixa por debaixo das cinzas, e quando terminamos estavamos com as mãos sujas.

-Eu não achei nada aqui-falei olhando para o Matt.

-Eu também não-ele falou em um suspiro. Desvie os meus olhos para o chão.

-Você já procurou ali dentro?-ele perguntou.

-Onde?-olhei para ele de novo.

-No armário? Você procurou dentro do armário?

-Não-falei e fui na direção do mesmo.

Comecei a procurar dentro dele quando a Sam e o Nicholas entraram no quarto.

-Nós não achamos nada-a Sam falou-E vocês?

-Ainda estamos terminando de procurar-o Matt respondeu.

Todos ficaram em silêncio enquanto eu procurava. Comecei a bater nas laterais do armário tinha um barulho diferente dos demais.

-Vocês ouviram isso?-perguntei.

-O quê?-a Sam perguntou.

-Isso-falei batendo de novo.-Os sons são diferentes.

-São mesmo-o Matt começou.-O que será que tem atrás?

-É o que vamos descobrir agora-falei enquanto puxava a madeira para fora, o que revelou um cofre de teclado numérico.

-Isso é...?-o Nicholas começou.

-Um cofre?-o Matt completou a fala dele.

-É, mas qual deve ser a senha?-perguntei.-Devem ser números haver com os meus pais.

-Você tem que testar algumas possibilidades-a Sam falou.

Comecei a colocar sequências que eu tinha certeza que a minha mãe usaria, mas nenhuma delas funcionava. Dei um suspiro, frustrada.

-Nenhuma funcionou?-a Sam perguntou.

-Não-respondi.

-Mas você testou todas?-o Matt perguntou, se abaixando do meu lado.

-Sim! Eu coloquei o aniversário da minha mãe, o do meu pai, a data de aniversário de casamento deles, do aniversário de namoro, a senha do cartão de crédito da minha mãe e nenhuma delas funcionou.

Todos ficamos em silêncio.

-A data do seu aniversário-o Matt falou.

-Quê?-perguntei.

-A data do seu aniversário. Você não tentou com a data do seu aniversário.

-Como eu pude esquecer-falei batendo na minha testa.

Coloquei os números que formavam a data do meu aniversário e o cofre fez um clique de aberto.

-Abriu-falei.

Puxei a porta que revelou uma caixa com cadeado e dois pares de iniciais em cima. Peguei a caixa e mostrei para o Matt.

-É essa a caixa?

-Sim! Olha uma das iniciais. "J.C." Só pode ser de Jack Corvey.

-E a outra?-ele perguntou.

-Não sei. "A.S.". O "A" só pode ser de Amélia. Mas o "S" eu não faço a menor idéia.

-O "S" é de Stuart-alguém falou de fora do quarto.

Eu guardei a caixa na mochila e virei na direção da voz. O meu tio estava na porta do quarto junto com outros dois homens.

-Minha querida sobrinha-ele começou-pelo visto você achou o que eu estava procurando.

-Eu não sei do que você está falando-falei me fazendo de desentendida.

-É claro que sabe. Eu vi quando você colocou a caixa na mochila. Me dê ela.

-Não-respondi.

Ele deu um passo à frente, o que fez o Matt sacar a espada e ir para a minha frente, me protegendo. A Sam e o Nicholas também estavam preparados para atacar. A Sam tinha colocado uma flecha no arco e o Nicholas já estava com o bastão em mãos. Coloquei uma das mãos sobre o cinto de armas e senti um cabo de espada. O Alan viu para onde a minha mão foi e deu risada.

-Calma, eu não vim para brigar. Só quero que você me entregue a caixa, Katy.

-Não me chame assim. Você não tem esse direito-falei com raiva.

-Por que não?

-Por que você matou a única pessoa que tinha esse direito. Meu pai. Seu próprio irmão. Como você pode fazer isso?

Percebi o olhar dele vacilar depois que eu falei aquilo. Mas ele logo se recompôs e ignorou a minha última fala.

-Como eu disse, só vim aqui para pegar a caixa.

-E como eu disse, não vou te dar-respondi.

O Nicholas tentou passar pelos capangas do meu tio, mas um deles o segurou e colocou uma espada no pescoço. A Sam levantou o arco, deixando a flecha preparada para o tiro.

-Solte ele-ela falou, mirando a flecha no capanga.-Solte ele, se não eu atiro.

O meu tio fez um gesto com a mão, o que fez com que o capanga soltasse o Nicholas. A Sam abaixou o arco e o abraçou.

-Então, Katherine, vou te fazer uma proposta-ele começou.

-Você e as suas propostas-falei revirando os olhos.

-Mas essa eu acho que você vai gostar. Ou você me dá a caixa.

-O que eu já disse que não vai acontecer-interrompo ele, mas ele me ignora.

-Ou vocês... Morrem.

-Quê?-eu e o Matt falamos em uníssono.

-Eu já dei as minhas duas opções, agora é a sua vez de decidir, querida sobrinha.

O Matt virou para mim.

-Eu vou entregar a caixa para ele-falei antes dele.

-Quê? Eu ia dizer pra você fazer o contrário-ele sussurrou.

-Pra quê? Pra ele matar a gente? Não. Sem chance. Ninguém vai morrer por causa de mim-sussurrei de volta.

-E você também não vai entregar a caixa pra ele. A gente nem sabe o que tem dentro. E se for algo muito importante.

-Eu já decidi. Eu vou entregar para ele.

-Kat, não...

-Confia em mim.

Abri a mochila, peguei um saco preto e entreguei a bolsa para o Matt.

-Aqui está a caixa-falei. O Nicholas e a Sam olharam para mim, sem entender o que eu estava fazendo. Os olhos do meu tio brilharam.

-Me dá-ele falou estendendo a mão. Fiz menção de colocar na mão dele, só que eu tirei antes dele conseguir pegar. Ele me encarou.

-Antes, deixe os meus amigos saírem-falei. Ele sorriu.

-Mas é claro-ele fez um gesto e os capangas dele abriram a passagem. O Nick e a Sam foram os primeiros a sair. O Matt parou do meu lado e sussurrou no meu ouvido:

-Você quer que eu fique?

Fiz que não com a cabeça e ele saiu. O Alan voltou a olhar para mim.

-Agora, me dê a caixa.

-Tem outra coisa-falei. Ele revirou os olhos.

-O que é?-Você tem que me garantir, que depois que eu te entregar a caixa, você vai me deixar sair daqui.

-Sim-ele respondeu secamente.

-Eu não confio em você-respondi em tom de deboche.

-Eu prometo que irei te deixar sair depois que me entregar a caixa.

Coloquei o saco na mão dele, o que fez com que ele liberasse a passagem para mim. Ao passar ao seu lado, ele segurou o meu braço.

-Me solta-falei entredentes.

-Só quero te avisar que se isso não for a caixa, eu vou atrás de vocês e dos seus amigos. Você me entendeu?

Fiz que sim com a cabeça e ele me soltou e eu fui para a sala. Cheguei lá e o Matt me devolveu a minha bolsa.

-Vamos-falei indo na direção da porta.

-Kat, o que aconteceu?-o Matt perguntou, me seguindo.

-Não dá pra explicar agora-respondi ainda indo para a porta. O Matt me agarrou e me virou na direção dele.

-O que aconteceu?-ele perguntou.

-Eu não entreguei a caixa pro meu tio.

-Como assim?-a Sam perguntou.

-O pacote que eu dei pra ele não estava com a caixa. A caixa ainda está comigo. E se a gente não sair daqui agora ele vai nos matar.

O Nicholas arregalou os olhos.

-Você fez o quê?-ele falou.

-Vocês podem reclamar comigo depois que a gente for para o apartamento de vocês, agora não da tempo-falei.

-Ela tá certa. Vamos embora-o Matt falou.

*===*===*===*

-Eu não acredito que você fez isso!-o Nick falou assim que entramos no apartamento.

-Me desculpe, mas eu não podia deixar ele levar a caixa-falei.

-É, mas agora ele vai vir atrás da gente. Do que adianta proteger um coisa e não a outra.

-Nicholas, pega leve-a Sam falou.-Ela não fez por mal.

-Concordo com a Sam-o Matt falou.

O Nicholas bufou.

-Deixa eu ver a caixa-ele pediu.

Peguei ela na minha bolsa e a entreguei para ele. Ele a analisou e tentou abrir.

-Então, gênios, a caixa tá trancada-ele falou me devolvendo.

-Como assim?-falei tentando abrir, o que eu não consegui. Analisei a caixa e achei uma fechadura antiga.-Precisa de uma chave.

Entreguei a caixa para a Sam e sentei no sofá.

-E a chave não estava no cofre?-ela me perguntou.

-Não. Eu olhei antes de fechar e não tinha nada.

Ela suspirou, me devolveu a caixa e sentou do meu lado. O Nicholas pegou o celular começou a digitar rapidamente.

-O que você tá fazendo?-a Sam perguntou.

-Mandando uma mensagem para os nossos pais-ele respondeu.

-Pra quê?-o Matt perguntou, arqueando uma sobrancelha.

-Para eles avisarem pro Conselho que nós encontramos uma coisa importante-ele falou.

O Matt deu de ombros e foi para a cozinha. Eu levantei e comecei a ir na direção do corredor.

-Para onde você vai?-a Sam me perguntou.

-Pro meu quarto. Guardar algumas coisas que eu peguei no meu apê e desenhar um pouco para esvaziar a cabeça.

-Tá, eu te chamo quando a gente for almoçar.

Concordei com a cabeça e fui para o quarto. Ao chegar, repousei a minha bolsa na cama e comecei a guardar algumas coisas. Peguei alguns livros e cadernos de desenho e coloquei na estante, coloquei as roupas no armário e alguns poucos cosméticos que peguei na penteadeira. Peguei a bolsa, e notei que eu tinha esquecido de uma coisa. O porta retrato. O peguei e coloquei ele no criado-mudo, ao lado da minha cama. Peguei a caixa que o Kile tinha me dado de aniversário, que estava embaixo da cama, e guardei a caixa dos meus pais dentro dela. Aproveitei para pegar um caderno novo e alguns lápis.

Coloquei a caixa onde estava e deitei na cama com os materiais de arte. Meus desenhos começaram com uma coisa mais abstrata. Algumas flores, o meu amuleto, algumas armas que eu vi na sala de armas, mas sem perceber eu estava desenhando alguns rostos. O primeiro foi o da minha mãe, ela estava com o amuleto e com os olhos fechados. Também desenhei o meu tio, com um sorriso debochado no rosto. O último rosto foi o do meu pai. Ele estava sorrindo, igual a foto que eu tinha achado. Eu fiquei olhando para o desenho por um bom tempo, até adormecer sem perceber.


Notas Finais


E aí? Gostaram?
Até o próximo
❤Kisses❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...