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História New World - Capítulo 8


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Notas do Autor


Vou. Fugir antes que me matem

Capítulo 8 - Capítulo 8


Fanfic / Fanfiction New World - Capítulo 8 - Capítulo 8

Capítulo 8- Destinado a solidão

 

 

Suécia olhou para Sealand, o garoto que havia adotado, seus olhos azuis estavam cheios de expectativa e esperança depois de 50 anos sozinho ele finalmente teria uma família, teria alguém que o amaria e cuidaria dele, nunca mais estaria sozinho. 

Foi em uma noite tempestuosa quando Bewarld se levantou deixando Tino dormindo e foi checar as crianças, passou pelo corredor de paredes cor creme onde haviam várias fotos de sua família penduradas, abriu uma porta de cor branca, abriu a porta devagar para não acordar quem estava dentro, este era de fato o quarto de Arvid, o quarto tinha uma parede preta onde estava a escrivaninha onde se encontrava um computador, o headphone e uma pequena luminária, e uma cadeira, nas paredes haviam algumas prateleiras com vários DVDs de jogos, em uma delas havia um quadro escrito "Jogo Online Não Tem Pausa Mãe", no chão de madeira escura, havia um tapete felpudo em um tom um pouco mais claro de marrom e na cama, debaixo do cobertor estava o garoto ruivo dormindo pacificamente. O sueco entrou no quarto e caminhou perto da cama, a micronação da internet parecia tão calma e pacífica que foi impossível para Suécia não deixar um pequeno sorriso carinhoso vendo o sono tranquilo de seu filho, passou levemente a mão no rosto do garoto para afastar a franja dos olhos do seus olhos e recebeu um pequeno resmungo em resposta, arrumou o cobertor e deu um beijo na testa de Arvid antes de sair e fechar a porta com uma delicadeza que parecia ser impossível.

Caminhou até outra porta um pouco mais afastada que por pouco não ficava na frente do quarto de Arvid, assim que colocou a mão na maçaneta ouviu alguns soluços baixinhos, o coração de Bewarld pareceu bater mais rápido quando um nó se formou em sua garganta, abriu a porta lentamente e entrou no quarto, a parede da cabeceira da cama era azul escuro enquanto as outras eram em um tom de azul claro havia um tapete azul marinho e branco com uma âncora no meio, havia também um timão de madeira em uma prateleira ao lado de uma âncora, uma bóia e um barquinho, o quarto tinha o tema náutico, na cama Peter estava encolhido, seus olhos fechados com força enquanto lágrimas caíam incontrolavelmente, tremendo e soluçando baixinho. Suécia caminhou até a cama do menino e sentou-se ao lado dele, limpando as lágrimas no rosto de Sealand, silenciosamente juntou Peter nos braços e afastou a franja loira do rosto do menino embalando-o. Os olhos azuis dele se abriram para encarar os olhos azuis do sueco

 

Sealand- P-papá

 

Bewarld- O que errado?-perguntou colocando a criança no colo para que Sealand estivesse sentado, o menino apenas balançou a cabeça e enterrou o rosto em seu peito, segurando a camisa do homem mais velho com as duas mãos enquanto soluçava e seus ombros tremiam

 

Bewarld esfregou as costas e Peter enquanto cantarolou suavemente uma canção de ninar, ele sabia que o garoto nunca falaria sobre o tempo em que ele esteve completamente sozinho - desde antes de a Suécia adotá-lo e o tempo em que ele ficou abandonado após a Segunda Guerra Mundial - mesmo assim Bewarld sabia que esses haviam sido tempos ruins, cheios de solidão agonizante infindável, esperanças frustradas e promessas quebradas. Nem um dos dois sabe exatamente quanto tempo eles passaram assim, Peter chorando no colo do pai enquanto Bewarld embalava o garoto no colo e murmurava a cantiga

 

Peter- Papá?

 

Bewarld- Sim?

 

Peter- O senhor me promete uma coisa?

 

Bewarld- Claro

 

Peter- Promete que o senhor nunca vai me abandonar que nem Arthur fez? Promete que vai cuidar de mim? Promete me proteger?

 

Bewarld- Eu prometo

 

Bewarld não podia fazer nada a respeito dos anos em que o garoto ficou sozinho no forte, sem ninguém para consolá-lo de um pesadelo, ele não podia fazer nada para apagar as memórias do que Peter viu na Segunda Guerra Mundial, ele não podia mudar o passado, mas podia dar um futuro brilhante para seu filho adotivo e era isso o que ele faria, manteria-os seguros




 

Se fosse tão fácil assim cumprir promessas






 

Bewarld mordeu o lábio inferior com força questionando se deveria ou não entrar na sala, Sealand estava sentado em uma cadeira de costas para ele, ocasionalmente pegando uma ferramenta do estojo que estava desenrolando em cima da mesa enquanto murmurava uma canção bastante familiar para o sueco. Essa era a mesma canção que ele sempre cantava para Peter em suas noites de pesadelo, o loiro mais jovem parecia estar consertando algo em seu braço mecânico, Suécia entrou na sala da mesma forma que faria ao entrar no quarto de um dos filhos, mas havia uma diferença entre entrar no quarto de uma criança dormindo e entrar na mesma sala que um soldado preparado para a guerra, Sealand sabia que tinha alguém na sala,mesmo assim não conseguiu evitar de ficar tenso quando a mão enluvada de seu pai pousou em sem ombro, mas se impediu de ficar na defensiva

 

Sealand- Posso ajudar?

 

Bewarld- vad gör du?(o que está fazendo?)

 

Sealand- Bem, apenas dando um jeitinho nessa lata velha aqui, entrou gelo nas articulações o que deixou ele um pouco rígido

 

Bewarld- Ajuda?

 

Sealand- Oh, não, não é realmente necessário Senhor, errrr Suécia, não quer dizer Bewarld, não não, err………

 

Bewarld- Pai?

 

Sealand- Sim, sim é só que…… faz muito tempo que eu não uso essa palavra 

 

Bewarld- Motivo?

 

Bewarld sabia a razão do porquê, mas queria ouvir isso da boca do rapaz, a tensão dele aumentou visivelmente. Peter não esperava esse tipo de pergunta, bem meio que esperava sim, mas não se sentia pronto para falar abertamente sobre isso

 

Sealand- Você realmente quer saber? Bem, então agora vou te contar uma pequena historinha




 

Era uma fria madrugada de inverno, Sealand havia acabado de pôr mais lenha na fogueira, havia apenas ele e o seu irmão agora, este por sua vez estava na cama improvisada perto do fogo ainda tremendo e suando frio, já se fazia bastante tempo que o ruivo estava muito doente, tudo começou com um pouco de tosse e um pouco de mal-estar, então vieram a fadiga, tonturas e a tosse ficou mais violenta e então um dia enquanto buscavam lenha Arvid simplesmente sucumbiu a febre e desmaiou, ele estava fraco. Peter estava fazendo tudo o que podia para manter os dois vivos, mas sabia que não poderiam ficar muito mais tempo aqui eles precisavam achar logo um médico, um gemido de desconforto tirou o loiro de seus pensamentos, Ladonia estava com o rosto contorcido em agonia levando alguns longos segundos para abrir seus olhos azuis elétricos que estavam um pouco opacos pela dor e pareciam cansados

 

Arvid- P-Peter? Ainda acordado?-sua voz estava rouca pela tosse e cansada, seu peito estava pesado

 

Peter- Sim, estou com um pouco de insônia só isso

 

Arvid- Você precisa *tosse**tosse* descansar eu posso ficar de guarda se quiser

 

O ladoniano se esforça um pouco e consegue se sentar, porém tosse mais algumas vezes antes de dar um fraco sorriso tentando acalmar seu irmão que lhe deu um olhar preocupado, Peter por sua vez saiu de seu lugar e se sentou ao lado do irmão que deitou a cabeça no seu ombro

 

Peter- Não precisa, eu estou bem além do mais é uma das únicas horas que eu tenho para ler os livros do tio Norge

 

Arvid- Você deveria dormir, quando o sol nascer vamos precisar nos mudar

 

Peter- Eu sei mano, pode ir dormir eu logo também vou

 

Arvid se deitou a contra gosto, ainda tremendo de frio, seus dentes batiam e todo o seu corpo doía, parecia que até seus ossos estavam gelados

 

Arvid- Você pode deitar comigo, está muito frio de qualquer maneira

 

Peter deu um pequeno sorriso antes de bagunçar os cabelos do ruivo arrancando uma pequena risada do mesmo, lentamente começou a fechar os olhos quando o cansaço o dominou

 

Peter- Eu já vou, irei colocar um pouco mais de lenha para garantir que o fogo não se apague enquanto dormimos

 

Peter olhou para o fogo por mais alguns instantes antes de buscar mais lenha e colocar para queimar, juntou-se ao irmão debaixo das cobertas, Arvid passou os braços ao redor do irmão a trazendo para mais perto aproveitando o calor extra, mas se não fosse por ouvir os batimentos cardíacos do maior Sealand acharia que ele estava morto de tão gelado que estava,demorou um pouco antes dele finalmente se aninhar no peito do escandinavo e ir para a terra dos sonhos mesmo que por poucas horas.

Foi só na manhã seguinte que Peter se levantou a contragosto por abandonar o calor do ninho de cobertores mesmo que Ladonia fosse gelado e roubasse quase todo o calor para si, o menor se espreguiçou tirando qualquer sinal de sonolência de seu corpo quando a brisa fria o atingiu, mesmo se passado anos acordar cedo ainda era uma rotina que nunca havia perdido, após alguns minutos para realmente acordar a micronação se afastou da câmara principal onde estavam abrigados e perambulou para os locais adjacentes até estar na entrada de seu esconderijo levando um pouco de peixe cortado consigo enquanto caminhava até as lápides improvisadas, foi idéia da Ladonia dar a sua família um enterro digno, mesmo que quatro deles fossem simbólicos, a de Emil continha apenas parte de suas cinzas, todos tiveram um enterro viking digno. Um papagaio do mar estava empoleirado em uma delas acordou assim que o jovem se aproximou, Mr. Puffin permanecia leal mesmo após a morte da Islândia, uma bola de pêlos branca saltou de entre duas lápides e foi ao seu encontro, Hanatamago também estava aqui, distribuiu o peixe em duas porções para os animais, enquanto comiam retirou o excesso da neve e gelo dos nomes grafados, Emil, Lukas, Mathias, Tino e Bewarld; algumas pequenas lágrimas caíram de seus olhos, nem percebeu que havia fechado os olhos até sentir uma lambida na bochecha quando seus olhos se abriram Hanatamago estava sentada à sua frente com um olhar triste, Sealand olhou a cadela com carinho e acaricou ela um pouco

 

Peter- Está tudo bem garota, vamos ficar bem, todos nós

 

A pequena maltês latiu e fez um círculo alegre arrancando uma risada do adolescente, dono e animal de estimação voltaram para dentro do abrigo. Arvid estava de pé embalando algumas coisas que iriam precisar durante a viagem, ele ia devagar, Hana correu e começou a pular nas pernas do ruivo que a pegou no colo esfregando entre as orelhas dela que balançou a cauda e lambeu a bochecha dele

 

Peter- Você deveria estar deitado descansando enquanto eu arrumava as coisas para irmos

 

Arvid- Estou cansado de ficar o dia todo deitado, eu quero te ajudar e já arrumei as malas

 

Peter- Vamos comer alguma coisa coisa antes de ir

 

Arvid- Quando quer dizer alguma coisa você está se referindo a peixe, não é?

 

Peter fez uma careta pro tom zombeteiro na voz do maior, ele era um péssimo caçador e toda a sua família sabia disso porém era muito bom em pescaria. Arvid por outro lado acabou sendo um bom caçador o que geralmente deixava para ele o papel de trazer o jantar, mas desde que ficara doente Peter acabou tendo que fazer isso, o que significa que estão sobrevivendo unicamente a base de pescados

 

Peter- Não me olhe assim, pelo menos temos algo para comer

 

Arvid- Não estou reclamando só comentei, deixei um pouco pra fora e o resto está na mochilas

 

O fogo não era aliado deles apenas para manter o local quente, mas também servia para iluminar, espantar alguns animais potencialmente perigosos e cozinhar a comida. Os pedaços estavam espetados em gravetos acima do fogo, eles sabiam que haviam mandado esperarem um adulto para buscá-los, mas o tempo era um inimigo mortal agora. Sem um calendário para se guiarem nem ao menos sabiam em que mês estavam, porém desde que ficaram sozinhos eles não haviam visto sol, apenas pesadas nuvens que traziam neve, mas o local de pesca estava ficando congelado e os animais começaram a migrar para terras mais férteis, além de que precisavam achar um médico para Ladonia e pela primeira vez em muito tempo Peter teve a oportunidade de estudar a aparência do irmão, o jovem parecia meio desleixado, seu cabelo ruivo estava comprido o suficiente para estar na altura do ombro, havia também uma barba por fazer, a cicatriz no rosto não infeccionou graças a temperatura fria que matava as bactérias e aos conhecimentos medicinais de Lukas, ele estava muito mais pálido que antes, quer seja pela doença ou pela falta de sol, ele tinha uma aura cansada e mais séria e estava muito mais alto, quase tão alto quanto……… papá esse pensamento o deprimiu.

Arvid também usou o momento em que seu café da manhã era cozido para avaliar o seu irmão o cabelo loiro desarrumado, não era tão comprido quanto o dele chegando até metade da nuca, sob seus olhos as olheiras eram profundas e escuras, ele continuava determinado e havia uma chama de esperança em seus olhos, estava com a mesma altura que Inglaterra, ainda assim era tão diferente da nação arrogante, Peter carregaria o mundo se fosse preciso pra tirar o fardo e a dor dos outros. 

Ambos comeram em silêncio aproveitando o tempo para poderem organizar seus pensamentos e no que fariam a seguir, já se fazia algum tempo que vinham planejando procurar outro lugar para ficarem, Hana estava deitada no casaco azul que uma vez pertenceu ao pai deles

 

Arvid- No que está pensando?

 

Peter- Apenas me lembrei de Papá…….

 

Arvid- Também sinto a falta dele, dele, da mamãe e até do tio Lukas. Mas sabe uma das coisas que eu mais sinto falta?

 

Peter- Não

 

Arvid- Das panquecas da mamãe- os dois riram da brincadeira dele- ok, ok, mas eu realmente sinto falta delas, até das almôndegas do papai. Deveríamos deixar um bilhete antes de irmos

 

Peter- Lad…..

 

Arvid- Nem me vem com essa, eu sei que ainda tem uma pequena chance de eles estarem por aí nos procurando

 

Peter- Pode ser

 

Assim que terminaram o peixe da manhã eles pegaram apenas as mochilas que iriam precisar levando apenas o que era necessário, Arvid se apoiou em Peter enquanto saiam do lugar que chegaram a chamar de casa por muito tempo, Hanatamago estava dentro de uma das mochilas apenas com a cabeça pra fora, Mr. Puffin se afastou do cemitério improvisado antes de pousar na mochila. Foram horas e horas andando com apenas a neve ao redor e algumas ocasionais árvores, em uma alguma parte do percurso Peter teve que começar a carregar o irmão nas costas e por mais estranho que pareça Arvid não era muito pesado ou Peter havia ficado mais forte, anos vivendo sozinho em um antigo forte militar o tornaram forte; algo estava errado, pelo tanto que andaram eles já deviam ao menos ter achado algum tipo de civilização

 

Peter- Ei mano, qual é a primeira coisa que você quer fazer quando acharmos uma cidade?

 

Arvid- Tomar um banho bem longo e quente, cortar o cabelo e tirar essa barba, e você?

 

Peter- Quero comer qualquer coisa que não seja peixe e dormir numa cama de verdade

 

Ambos riram, pareciam ser coisas simples mesmo que eles não tivessem esse luxo em mãos. Já haviam percorrido uma grande distância e nem sinal de criaturas vivas e acabou começando a ficar cada vez mais frio, talvez estivesse anoitecendo ou talvez viesse uma nevasca e ainda assim poderia ser uma tempestade de neve, o loiro fez uma careta e preferiu de todo o coração acreditar na primeira hipótese; o vento cada vez mais gelado parecia milhares de facas cortando a pele, a neve começou a cair, primeiramente mansa e aos poucos foi ficando mais forte enquanto os ventos ficavam mais selvagens, passou a ficar mais escuro e uma lanterna pequena foi tudo o que tinham para ver o caminho. O frio e o cansaço começaram a aparecer quando suas pernas começaram a falhar e ameaçaram ceder, Arvid choramingou em suas costas e o apertou com mais força, em um momento de desespero usou toda a sua força para gritar 'AJUDA' o mais alto que pode antes de cair na neve e desmaiar.

A primeira coisa que sentiu quando começou a sair da inconsciência foi que seu corpo todo doía, a segunda é que estava quente e ele estava em um lugar macio e a terceira é que tinha alguém com ele, abriu seus olhos mas logo voltou a fechá-los por conta da claridade, a próxima vez ele abriu mais devagar deixando-os se acostumar com a luz, mal se sentou quando foi atacado por um abraço forte, seus olhos se arregalaram antes que um perfume familiar, o uniforme vermelho e o loiro platinado também

 

Peter- R-Raivis?

 

Raivis- Peter eu senti tanto a sua falta, eu……. eu achei que você tinha morrido- o abraço continha tanta força que foi impossível Peter não ceder e derreter no calor, ele podia sentir as lágrimas que eram absorvidas pela camisa, o loiro mais alto acariciou as mechas loiras mais claras de seu amigo

 

Peter- Shhhhh, está tudo bem, eu estou aqui e vivo

 

Raivis- Isso é bom

 

Peter- Raivis, onde nós estamos?

 

Raivis- Na casa do Senhor Rússia, onde mais eu estaria?

 

Peter-(Na sua própria casa talvez?) Como eu cheguei aqui? Onde está Arvid?-o pânico chegou com força

 

Raivis- Acalme-se Peter, nós ouvimos você gritar e Ivan te achou no meio da neve, Arvid vai ficar bem, Toris e Eduard estão cuidando dele

 

Peter- Eu tenho que vê-lo

 

Sealand estava determinado a garantir que seu irmão estava bem, fez todo o esforço possível para se levantar mesmo com as súplicas do letão para não fazê-lo, assim que se pôs de pé quase caiu se não fosse pelo menor o apoiar e o pôr de volta na cama

 

Raivis- Não se esforce tanto, você está dormindo à três dias

 

Peter- Tanto tempo? E a febre do meu irmão?

 

Raivis- Oh bem, acho que Rússia pode ter a resposta para isso, ele é uma das nações mais antigas que ainda existe

 

Peter- Você não tem mais medo dele? Quero dizer antes você ficava tremendo e…….

 

Raivis- Ele é meu pai

 

Peter- C-como?

 

Raivis- Eu também não sei ao certo, mas ele é meu pai. Mas ele tem tratado a mim e aos outros melhor

 

Peter- Hehe, acho que perdi bastante coisa nesses últimos meses

 

Raivis- Meses? Você realmente não sabe quanto tempo passou?

 

Peter- Alguns dias, o natal foi a uns meses atrás, não?

 

Raivis- Peter, vocês sumiram por três anos. Fiquei tão preocupado, não havia nenhuma mensagem do Norte da Europa todos apenas assumiram que morreram ou foram capturados, por favor Sea me prometa que não vai sumir de novo

 

Peter- Eu……. prometo, posso ver meu irmão?

 

Raivis- Ah, claro, vocês dois quase tiveram uma hipotermia feia

 

Raivis tinha um sorriso radiante enquanto ajudava seu amigo a se levantar, não pode deixar de notar como ele havia crescido, o Peter que os deixou à 3 anos era pequeno e parecia sempre em seu próprio mundinho, o que retornou para eles era mais alto, mais forte e até mesmo mais confiante, porém mais gentil o lado mais pervertido do letão o fez abraçar o dorso da micronação que parecia alheia a tudo isso, de fato também era mais musculoso que o pequeno marinheiro o que o fez perguntar como o mais jovem ficaria sem camisa. Afastou esses pensamentos mas ainda assim estava corando, ele apoiou o maior até o quarto em que Arvid estava, ainda estava inconsciente embora Toris e Eduard usassem todos os remédios que conheciam

 

Raivis- Bem, ele tem dormido desde que chegaram

 

Peter- Ele ainda está com febre, não sei o que fazer, ele deveria estar quente mas fica cada vez mais gelado. Isso não faz sentido

 

Ivan- Talvez agora faça algum sentido camarada

 

Raivis- Senh….. quero dizer pai Rússia, achei que estivesse ocupado

 

Ivan- Tirei um tempo para ver nossos hóspedes, confio que você esteja indo bem Sealand

 

Peter- Estou melhorando senhor, e er….. obrigado por nos resgatar senhor

 

Ivan- Sem formalidades, me chame de Ivan, o pequeno Ladonia parece bem doente, da

 

Peter- Sim, ele está doente a algum tempo, já nem sei mais quanto, esse foi o motivo principal para termos saído

 

Raivis- Achou alguma coisa…….. pai

 

Ivan- Bem, ele é uma micronação sueca" certo?- apenas o aceno de confirmação de ambos foi o que ele precisou para continuar- então se algo de muito grave acontece com uma personificação e ela perde o contato com sua terra o próprio país busca uma nova personificação seja ela temporária ou permanente. Como nenhuma nova personificação nasceu o mais provável é que a terra tenha escolhido Ladonia para representá-la, o que faz sentido já que ele é parte sueco, se não tem Suécia não tem nenhuma micronação lá; o que ele está sofrendo não é uma doença comum, Suécia é um território frio e o corpo dele está mudando para se adaptar a isso, ele está se tornando um país

 

Peter- Ele vai ficar bem?

 

Ivan- Ninguém nunca morreu por isso

 

Os dias correram e após dois dias Arvid finalmente acordou, Sealand precisava ir a Grã-Bretanha, de certa forma ele sabia que mesmo odiando Arthur ele poderia ter algo que fizesse seu irmão melhorar, Ivan o ajudaria, e por céus, ele não era tão horrível como todos diziam, Mr. Puffin iria com ele enquanto Hana ficaria e tomaria conta do ruivo. Até teve uma certa conversa particular com o russo

 

Ivan- Peter?

 

Peter- Sim Ivan

 

Ivan- Você pretende partir amanhã?

 

Peter- Sim, já adiei isso demais, quanto mais rápido eu for, mais rápido irei voltar

 

Ivan- Vocês tem minha bênção

 

Peter- Perdão?

 

Ivan- Eu sei que meu filho gosta muito de você, mais do que um amigo e você também gosta dele, então vocês tem minha bênção se quiserem fazer algo mais

 

Peter- Senhor, eu nem sou uma nação, sou apenas um forte marítimo

 

Ivan- Eu te reconheço, da

 

Dito isso o ruivo deixou o quarto com um loiro muito corado, na manhã seguinte ele estava preparado para ir cedo, mas não contava com a adição de Raivis na viagem porém também não reclamaria da companhia embora fosse estranho estarem juntos depois do que a Rússia falou. Isso o tornou mais observador entretanto, a maneira como Raivis parece sempre querer estar perto, a forma discreta em que tenta pegar sua mão; os esforços da nação mais velha foram recompensados em seu caminho para a Inglaterra ambos acabaram por dividir o mesmo quarto e algumas vezes até a mesma cama.

Inglaterra parecia ser o próprio Diabo, Sealand entrou sozinho determinado a ter uma resposta, a nação insular parecia que nasceu para rir da desgraça alheia e não se importar com os outros

 

Arthur- Porque eu deveria ajudá-lo?

 

Peter- Pelo amor de deus, eu já te expliquei o que esta acontecendo

 

Arthur- Deixe-o

 

Peter- O QUÊ?

 

Arthur- Você me ouviu deixe-o para trás

 

Peter- Está insinuando que eu deveria deixar meu irmão para morrer?

 

Arthur- Sim, além do mais você é britânico, a última coisa que precisamos é de um nórdico selvagem ou uma nova Rússia. Quero você pronto antes da hora do chá

 

Peter- E eu faria isso por quê?

 

Arthur- Chega de brincar de casinha, você é de propriedade britânica, Rough Towers será reativada

 

Peter- EU NÃO SOU UM OBJETO E MEU NOME É SEALAND-gritou em fúria

 

Arthur- Não grite, não é apropriado, você foi comprado pela Suécia e ele não existe mais então você voltou a ser propriedade britânica. Rough Towers espero que se comporte já que você não é mais uma criança, aceite isso, você sempre foi e sempre será uma arma; nunca será nada além disso você foi construído com um único propósito que é a guerra e ser descartado nos tempos de paz

 

Peter- Ora seu….. tikens son (filho da [email protected])

 

Arthur- Já está agindo como um selvagem. Melhor se apressar em lr ao seu posto

 

Peter- Não

 

Arthur- O que foi que você disse?

 

Peter- Eu disse que não

 

A tensão na sala cresceu, Peter sabia que ele estava cutucando o ego e o orgulho do ex-império e também sabia que Arthur odiava ser desafiado, e ele acabará de ir contra uma das nações que foi nomeada rainha dos mares. Os olhos de Arthur se estreitaram, o garoto estava brincando com fogo

 

Arthur- Eu mandei vo….

 

Peter- Você não manda em mim, não tem esse direito desde que me abandonou naquele maldito lugar todos esses anos atrás em que eu tive que lutar para sobreviver sozinho

 

Arthur- Você está vivo, não é?

 

Peter- Eu era uma criança, você não manda mais em mim

 

Arthur- Pelo amor de deus você nem é reconhecido então eu posso fazer o que eu quiser

 

Peter- Eu sou reconhecido pela Rússia

 

Arthur- Aquele maldito bastardo

 

Peter respirou fundo tentando não demonstrar fraqueza perto dele, Inglaterra era assim, sempre buscando fraqueza em outros para poder atacar ali, continuou a zombar dele o problema é que ele foi longe demais quando passou a zombar de sua família; de fato havia feito de tudo para que o britânico não pudesse reclamar dele, estava com sua melhor roupa, barba feita e cabelo cortado. Arthur poderia zombar dele quanto quisesse mas nunca, jamais deveria falar sobre sua família, fechou o punho com força antes recuando um pouco apenas para dar um soco forte no rosto do inglês derrubando-o e saiu da sala deixando para trás o homem que um dia chamou de irmão mais velho; Raivis estava o esperando do lado de fora da sala, Peter saiu com a cabeça erguida ignorando os constantes pedidos de sua paixão de lhe dizer o que o incomodava.

Mais tarde, quando já era tarde da noite, acabaram por ter que dividir um quarto que tinha apenas uma cama de casal, estava um calor agradável e Peter havia acabado de sair do banho usando apenas uma bermuda e ainda estava com o corpo um pouco úmido, estava cansado pelos eventos do dia e tudo o que ele queria era dormir, Raivis o abraçou por trás aproveitando o calor proeminente do forte, seus dedos traçaram as linhas dos músculos, ele estava certo onde quer que seu amigo estivesse durante os últimos anos o tornaram um homem forte

 

Peter- Raivis?

 

Raivis- Sim?

 

Peter- O-o que você está fazendo?

 

Pela incerteza em sua voz era perceptível a inexperiência e a incerteza das ações do menor, Raivis se aninhou nas costas de Peter beijando entre as omoplatas, as mãos começaram a vagar pelo corpo do maior que acabou soltando um gemido e ficando ainda mais corado. O antigo forte britânico entendeu o que seu amiguinho queria, mas a situação era totalmente nova para ele entretanto não era desagradável, já havia passado por coisas piores quando era a Rough Towers, isso incluía ser baleado por uma aeronave alemã; acabou por descobrir que gostava das carícias do pequeno Letão, estava muito corado pela vergonha e com muito esforço conseguiu se virar para encarar o menor, os olhos azuis marinhos encontraram os olhos cor de lavada e um sorriso traquina no menor que trajava unicamente sua boxer.

Raivis por sua vez empurrou o maior que caiu deitado na cama e engatinhou até que estava montado nos quadris dele, Sealand engoliu em seco pela posição constrangedora em que estavam Letônia não pareceu se incomodar e se inclinou para um beijo que de início foi calmo mas a fome foi aumentando gradativamente até que tiveram que se separar para poderem respirar

 

Peter- R-Rai……

 

Raivis- Está tudo, eu prometo que vai ser bom e mans tēvs teica, ka viņš apstiprinan (meu pai disse que aprova)

 

Peter- Eu…….. eu não quero te ferir

 

Raivis- E você não vai, você é o país mais maravilhoso e gentil que conheço por isso eu quero fazer isso com você, ter uma vida diferente, ter uma família. Por isso eu quero sentir como é ter você dentro de mim- a última parte foi sussurrada

 

Naquela noite, naquele pequeno quarto de uma hospedaria o amor deles foi selado. Peter se tornou um país com a ajuda do irmão e de seus amigos, logo não era apenas um forte velho mas também um complexo de bairros subaquáticos interligados e torres altas

A próxima vez que viram Arthur foi em um encontro mundial onde estavam com sua pequena Daina Louise, ela era uma bebê saudável e muito bonita, seu cabelo era meio encaracolado como o de sua mãe, ela era quase uma cópia de seu genitor um dos únicos aspectos similares ao pai eram seus lindos olhos azuis e o cabelo que era um tom mais escuro de loiro. Ivan amava a criança, segundo ele sua neta era a criança mais bonita de toda a mãe Rússia; desde a primeira vez que a viu o britânico odiou a pequena praga como ele decidiu chamar a "sobrinha" e pela primeira vez em muito tempo ele usou a única magia em que era bom, magia negra, quebrou todas as regras sobre a magia e invocou criaturas terríveis para vagarem livremente sobre a terra, céu e mar, criaturas que estavam a muito tempo seladas e foram libertadas para trazer o caos. O local foi tomado pelo caos quando feras que deveriam aterrorizar apenas lendas estavam soltas e muitas delas estavam afim de usar uma criança como sacrifício, Goblins malditos, foi cada nação por si praticamente, Peter estava determinado a proteger seu filho e seu amado letão usando o machado que um dia pertenceu a seu tio Mathias, a ferocidade e a adrenalina de uma guerra pareciam correr em seu sangue um ogro passou pelos Goblins para enfrentá-lo, a criatura era medonha e forte e em um minuto de distração quando seu amado Raivis gritou ele pode ver o temido Dullahan havia pego sua filha que chorava descontroladamente e foi nesse momento em que se libertando do Ogro se viu preso pelo próprio Draugr, Letônia havia desaparecido, o cavaleiro negro estava pronto para matar a criança, Banshee que estava ao seu lado parecia ansiosa; Peter olhou para o machado que segurava com a mão direita viu por um instante não seu próprio reflexo mas o de Lukas e isso o encorajou, ele não se sentia sozinho e abandonado, teve coragem suficiente para segurar o machado mais perto da lâmina antes de em um único movimento usar a lâmina para se libertar do morto-vivo mesmo que isso lhe tivesse custado seu braço esquerdo ficando suas garras podres na carne fazendo trilhas de sangue escorrerem, antes que pudesse enfrentar a criatura uma enorme espada cortou-a ao meio, ali em meio à carnificina estava Arvid e com um aceno de cabeça a dupla foi em direção aos portadores da morte e havia apenas uma coisa que ambos temiam, ouro, a sorte pareceu sorrir quando o brilho dourado da espada do ladoniano assustou ambos, o cavaleiro jogou a criança meio sem jeito e por pouco Peter não consegue pegar a criança quando se jogou no chão antes que sua visão ficasse completamente escura.

Ao acordar estava na antiga casa que compartilhou com seus pais e irmão, o ruivo parecia preocupado e estava sentado em uma cadeira ao lado da cama segurando a pequena Daina que parecia ilesa, sentiu uma dor forte no ombro esquerdo e teve dificuldade em conseguir se sentar na cama, olhou para onde deveria estar seu braço que estava completamente enfaixado

 

Peter- Ela está bem? Onde está Raivis?

 

Arvid- Ela tá bem maninho, mas eu…….. eu lamento

 

Peter- Arvi, onde ele tá?

 

Arvid- Eles o levaram, Ivan não pode impedi-los eu sinto muito. Eles aproveitaram a bagunça para pegá-lo

 

Peter chorou como nunca naquele dia, nunca em todos os seus anos de existência havia sentido uma dor tão grande, parecia que alguém não havia levado apenas seu amado maa sim seu coração junto. Em meio às suas lágrimas ele jurou se vingar da Inglaterra, agora era pessoal não apenas Arthur cairia mas também quem quer que fosse o chefe desses malditos, eles iriam pagar.

Ehren apareceu dias depois, o albino não havia ido ao encontro mundial mas quando soube das notícias veio o mais rápido que pode das terras germânicas até ali trazendo consigo uma obra da engenharia médica, Gilbert e Ludwig conseguiram criar um braço totalmente robótico que funcionou como um braço de verdade, um presente mais que bem vindo para o novo pai solteiro que tinha que equilibrar a criação de sua filha, cuidar de seu país e da Letônia, lutar e planejar uma vingança

 

Peter- Eu vou te encontrar querido e vou te trazer para casa, para nossa família, eu prometo




 

Sealand- E é isso, a história da minha vida

 

Bewarld viu as lágrimas no canto dos olhos de seu filho já crescido mas ainda parecia para ele o mesmo garotinho que tinha medo de ficar sozinho, reuniu o menor em um abraço apertado e este por sua vez abraçou com toda a força que tinha enquanto se escondia no peito da nação mais velha como quando era criança, Suécia descansou o queixo no topo da cabeça do filho enquanto esfregava as costas dele na tentativa de acalmá-lo e dizer que estava tudo bem, tudo iria ficar bem





 


Notas Finais


https://youtu.be/9z6DDn9Gx40

Essa é a música que Bewarld cantarolou para Peter e a mesma que ele murmurava enquanto arrumava o braço


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