História Neymar e Coutinho. - Capítulo 3


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Categorias Neymar, Philippe Coutinho
Personagens Neymar, Philippe Coutinho
Tags Coutinho, Neymar, Neytinho, Seleção Brasileira
Visualizações 599
Palavras 1.777
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Tem alguém aqui ainda?

Capítulo 3 - 3


Coutinho foi o último a sair do campo depois do treino e também o último a entrar nos chuveiros. Ele podia sentir seus músculos doloridos, e sua cabeça não parava de doer. Coutinho suspirou fundo derrotado apoiando sua cabeça no azulejo do banheiro, sentindo a água fria percorrer suas costas.

- Couto? - o rapaz escutou Gabriel chamar seu nome do outro lado da porta. Ele saiu de baixo da corrente de água, colocando a cabeça para fora afim de ver o que o amigo queria.

- Sim?

- Vai precisar de uma carona pra voltar pro hotel? - perguntou, ele já estava completamente vestido, sua calça jeans um pouco fogada e uma camiseta branca.

- Não. - Coutinho respondeu pensativo. Sua voz estava diferente, um pouco mais rouca. No fim, Gabriel apenas assentiu com a cabeça. - Talvez na próxima.

Depois de alguns minutos, o rapaz desligou o chuveiro, caminhando até o cabide de metal preso à parede onde ficavam as toalhas, pegando a sua, passando pelo seu corpo. Percebeu que havia mais alguém com ele dentro do banheiro pois o barulho de um chuveiro preenchia o ambiente. O rapaz apenas deu de ombros, passando a toalha por seus cabelos preto e depois envolvendo a toalha em sua cintura.

Ele era o último a sair do vestiário, nunca soube o porquê. Talvez porque os outros jogadores ficavam loucos para ir em alguma balada beber até amanhecer; mesmo sabendo que no dia seguinte teriam treino. Coutinho sempre se perguntou como eles conseguiam parecer tão bem no dia seguinte, sem nem um vestígio que passaram a noite toda bebendo. Ele realmente não conseguia ser assim, até porque bebida é o grande ponto fraco dele, algo que o faz falar coisas que ele realmente não deseja dizer.

Foi até seu armário, procurando alguma roupa limpa - coisa que não tinha, até porque seu armário estava uma bagunça. Ele iria vestir a mesma roupa, que se foda. Quando chegasse em casa trocaria por algum pijama.

Escutou o chuveiro que estava ligado desligando. Não se importou, realmente, só estava um pouco curioso. Era difícil alguém ficar um tempo à mais no vestiário.

Pegou a camiseta que vestia hoje de manhã e a bermuda, não cheirava mal nem nada, pelo menos.

Quando ia fechar o armário o cadeado caiu no chão, fazendo um barulho horrível - um barulho pequeno mas que fez a cabeça do rapaz latejar. Procurou em suas coisas algum remédio para dor de cabeça porém não achou. Só tinha no hotel, lembrou. Deveria ter colocado em sua mochila antes de sair para o treino.

Pegou o cadeado do chão e fechou o armário, guardando a chave no bolso da bermuda.

Escutou passos vindo do corredor e lembrou da pessoa que tomava banho enquanto ele se arrumava. Os passos estavam cada vez mais altos e então a porta abriu.

E, sim, Coutinho quase desmaiava ali mesmo.

Droga! Ele não sabia o que dizer. Não sabia nem pra onde olhar. Sua cabeça esqueceu a dor no momento que seus olhos viu o rapaz. Afinal, porque ele ficou tão nervoso? Já tinha visto Neymar inúmeras vezes no dia até conversou brevemente com ele! - se um "oi" for considerado conversa.

Neymar fechou a porta e deu três passados em encontro ao menor, que afastou de imediato. Ele realmente não estava com medo, Neymar nunca iria machucar ele, sabia disso. Porém não queria fazer as mesmas coisas que fez há um mês e piorar a situação dos dois - o que ele não sabia é que não tinha mais como piorar. Já estava pior. Não tem como piorar o pior. Neymar achou estranho o ato do amigo então parou no lugar que estava.

- Eu não vou tentar nada. Juro! - Neymar exclamou um pouco nervoso, aquela situação era ridícula. Porque, sinceramente, ele não queria acabar com a amizade por uma besta atração sexual.

Atração sexual. Era estranho pensar nisso, de verdade. Normalmente, ele estaria em alguma festa procurando alguma mulher para transar à noite toda. Sempre foi um mulherengo, isso não era segredo. Porém algumas coisas mudaram depois daquele dia. No entanto, não sabia se foi para melhor ou para pior.

Coutinho ficou em alerta, observando Neymar. Suspirou frustrado, ele que começou com isso mas não teve a mínima consideração de falar sobre com o amigo. Neymar continuava encarando o amigo, esperando à resposta. Coutinho pegou sua mochila, envolvendo a alça em seu ombro. Ele pretendia correr do amigo - que nem ao menos podia chamar de amigo - não tinha condições de falar naquele lugar, não tinha mesmo.

Virou lentamente olhando para Neymar que mordia o lábio interior, talvez de ansiedade.

- Eu- olha, eu realmente quero conversar com você. Esse clima estranho que está aqui não é agradável, eu odeio isso, honestamente. E saber que não tive coragem de convers-

- A culpa não é só sua, Phelippe. - Neymar argumentou com um sorriso pequeno no rosto. A culpa também era dele, mesmo que uma remuneração mínima. Os outros companheiros não notaram como estava as coisas entre os jogadores, e isso era bom. Pelo menos era assim que Neymar pensava. - Eu só quero... - deixou a frase no ar, nem ele próprio sabia o que queria.

O que ele realmente queria? Um beijo? Um abraço? Um amigo? Mas à última opção se encaixaria melhor na categoria "O que Eu Quero De Volta" e pra ser sincero, Neymar não queria ser amigo do outro, mas, entre ter a amizade ou nada, ele iria preferir a amizade.

Phelippe franziu a testa, querendo que o maior continuasse. Não teve respostas. Coutinho assentiu, balançando a cabeça em negação. Ele achou que estava sendo difícil para ele? É porque não sabia o que se passava dentro de Neymar. Ele queria correr. Fugir. Nunca foi de correr dos problemas, mas aquele era um problemão. Sentou-se em um dos bancos do vestiário, tirando a mochila das costas, colocando-a entre as pernas, esperando o maior sentar. Respirou pesadamente quando escutou o banco ao seu lado sendo afastado para longe de si, por precaução. Não era hora de tentar pedir desculpas ou dizer que foi um erro, até porque ele sabia o que queria e o que quer. Não foi um erro, estava bem claro.

Neymar esperou o menor começar a falar, não queria atrapalhar ou fazer qualquer outra coisa que seja. Ele não estava atrasado para nada, não combinou com ninguém, não pretendia voltar para o hotel agora. Tinha tempo de sobra.

- Neymar... - chamou à atenção do maior, tentando olhar nos olhos dele, mas não conseguindo. - Eu estou tão cansado de tudo isso. - desabafou, colocando as mãos em sua cabeça, puxando os fios de cabelos forte, prendendo o choro que estava em sua garganta.

Neymar arregalou os olhos sentindo um nó na sua garganta. Ele hesitou muito antes de tomar uma atitude e correr para o lado do menor. Tirou as mãos de Coutinho com cuidado do rosto do mesmo, esperando ele se acalmar. Não sabia se seria certo abraça-lo, não queria ser rejeitado mais uma vez, mas Phelippe precisava de ajuda e era melhor deixar seu orgulho de lado. Envolveu seus braços na cintura do rapaz, ouvindo um suspiro surpreso. Coutinho por outro lado envolveu suas mãos no pescoço do maior, encostando a cabeça em seu ombro.

Coutinho continuava segurando o choro, não queria demostrar ser fraco na frente de Neymar. Não pensava em mais nada no momento, e não se escutava nada também. Apenas as respirações de ambos estavam no vestiário.

- Hey... - Neymar chamou Phelippe baixinho, tirando uma mão da cintura do menor para colocar em seu rosto. - Não precisa segurar o choro... eu também sou fraco, todos somos. - deu conforto ao outro, que tirou a cabeça lentamente de seu ombro.

Os dois ficaram se olhando por um tempo, sem falar absolutamente nada.

- Eu não posso. - confessou, tirando às mãos do pescoço do maior, que também retirou às mãos da cintura do menor. - Você não- você talvez não me entenda. - completou, tentando evitar o olhar de Neymar.

Neymar bufou, ele estava tentando manter a calma, realmente estava. Mas não entendia? Ele entendia sim! Muito mais do que queria. Se sentir cansado é algo que sempre sentia quando deitava na cama e não conseguia dormir. Ou quando levantava pela manhã e não tinha um pingo de coragem para ir ao treino porque o melhor amigo estava o ignorando ao invés de conversar como adulto. E não era jogando a culpa em Phelippe, porque ele também não teve coragem de conversar com Coutinho, mas ele entendia, e querer fazer seu sofrimento ser pior que o de Neymar era egoísmo.

- Phelippe, escute o que você está dizendo. - Neymar falou calmamente, não era hora de reclamar ou brigar. - Acha que eu não entendo você? - passou a mão pela testa, virando de costas para o menor.

Coutinho ficou calado, sem saber o que dizer. O que ele poderia dizer? Não sabia como Neymar se sentia, ele podia ter perguntado antes, antes desse tempo todo. Ele não era egoísta, pelo menos não se via assim. Porém algo dentro dele doeu ouvindo Neymar falar.

- Eu estou tão cansado quanto você. - Neymar continuava de costas para o menor com a cabeça baixa, não queria olhar nos olhos dele agora. - Você não percebe? - perguntou, virando finalmente para encará-lo.

- E-eu eu não sei o que dizer.

Neymar sorriu um tanto quanto debochado, balançando a cabeça rindo silenciosamente. Coutinho não entendeu, nem queria entender. Ele era tão idiota, sinceramente.

- Eu também não sei. Mas eu estou aqui, não estou?

- Neymar... preciso ir, por favor. - Coutinho falou as últimas palavras baixas colocando a mochila novamente no ombro. Neymar o encarou novamente, não acreditando naquilo.

Neymar teve coragem de conversar com ele depois de um mês do que aconteceu no Club e ele simplesmente queria fugir? Neymar tentava entender e compreender o "amigo", mas não dava. Assentiu com a cabeça e deu passagem para Coutinho passar.

Coutinho caminhou calado para fora do vestiário sem ao menos olhar para Neymar. Ele estava fugindo de novo. Quando chegou na porta, olhou para trás, mas Neymar não olhava para ele, continuava no mesmo lugar com a cabeça baixa. Por um momento Coutinho teve vontade de correr até ele e ter uma conversa de verdade, de falar tudo que sentia e queria colocar pra fora. Mas ele é um fodido medroso do caralho e não escutou sua cabeça, apenas deu mais um passo e fechou a porta. Sabia que não teria uma segunda chance depois que saiu por àquela porta, e se perguntou se gostaria realmente de ter uma.



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