História Nicest Thing - Capítulo 44


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Palavras 3.713
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


olá, minha gente!

eh isto né, apareci por aqui em março e sumi, mas vejam bem: como vcs sabem, eu voltei pra faculdade e agora (depois de março) comecei a trabalhar o dia inteiro, ou seja, trabalho de dia e faculdade a noite, todos os dias, só quem viveu sabe... além do fato de que eu não estava muito inspirada para escrever. agora, nesse semestre, estou me adaptando melhor à nova rotina e vou arranjar tempo pra escrever, sério! a nova temporada me deu um gás e o choque de realidade de que eu preciso terminar essa fanfic, mas também me deu vontade de escrever sobre laylor, o que eu fiz kk (vou deixar o link no final pra quem nao leu) e isso acabou atrasando mais ainda esse capítulo, mas ele saiu e está aqui, finalmente!

queria novamente agradecer a todas que ainda me acompanham e dizer que espero que vcs continuem por aqui, vamos terminar essa história juntas.

boa leitura, amores <3

Capítulo 44 - Back to Black


- Porra, assim está machucando – Alex reclamava enquanto o homem passava a barba áspera e mal feita em seu pescoço.

- Shhh... quase lá – ele falou baixo perto de seu ouvido, dando estocadas agressivas, enquanto ela contava os segundos para que aquilo acabasse.

Ela moveu os quadris fazendo uma careta, aquela posição estava muito desconfortável para ela. Na mesma hora, ele segurou com força suas coxas e sua bunda, trazendo-a para mais perto de si. Ela virou o rosto e revirou os olhos. O homem levantou sua camiseta e até conseguir enxergar seus seios e ela fez questão de soltar o sutiã que fechava na frente, deixando que ele tivesse contato direto, aquilo ajudaria. E ajudou. Segundos depois, ele gozou e ela saiu de cima dele rapidamente, se vestindo depressa.

- Por que tanta pressa, gatinha? – Ele continuou do mesmo jeito, com as pernas semi abertas e um sorriso cafajeste no rosto.

- Eu quero ir embora – cruzou os braços.

- Mas já? Não quer tomar alguma coisa, ficar um pouco mais? – Ele falou isso e segurou o pênis com uma mão. Ela balançou a cabeça e fez uma careta.

- Não. E cubra isso, pelo amor de deus, estou prestes a vomitar.

Ele sorriu e se levantou, vestiu a calça e foi até a mesa.

- Você deve ser a única prostituta que não gosta de pau que eu conheço.

Alex ficou calada por alguns segundos. Tinha algum tempo que ninguém se referia a ela daquela forma.

- Acredite, não sou. Na verdade, não conheço ninguém que tenha começado a fazer isso por gostar de pau – falou debochada, observando atentamente o homem colocar em um saquinho plástico uma quantidade até generosa do pozinho branco.

- Eu entendo vocês, também não gosto – se virou para ela balançando a pequena embalagem. Ela segurou com força e guardou no bolso.

- Por que você voltou? Já tinha um tempo que não vinha aqui – ele colocou as mãos na cintura e a olhou por cima.

- Não interessa – ela disse pegando a bolsa e se preparando para sair. – E eu não pretendo voltar. Se eu voltar, vou estar com dinheiro.

- Você pode voltar sempre, do jeito que quiser – segurou a cintura dela e lhe deu um beijo no pescoço. Ela fez uma careta e se desvencilhou dele.

 

Alex saiu dali um pouco desnorteada e pegou um metro para algum lugar que não lhe lembrasse tanto de onde ela veio. Observou as pessoas, tão apressadas para chegarem a lugares que, muito provavelmente, não lhe trariam alegria alguma. Desceu do metro, levando alguns empurrões que nem sentiu,  e seguiu até uma praça que ficava ali perto.

Estava um pouco vazia, ela se sentou em um banco e ficou observando algumas pessoas que passavam por ali, abriu a bolsa e segurou o pacotinho na mão fechada. Aquela cena era como um flashback, um déjà vu. Tantas vezes já havia vivido aquilo, não sabia nem como ainda estava viva. Estava tão cansada de todo aquele ciclo destrutivo de vícios, recuperações, decepções e volta aos vícios... Queria ter coragem para dar um fim em tudo aquilo, descansar. Estava tão cansada física e emocionalmente, não tinha energia nem para pensar racionalmente.

Abriu a bolsa, pegou um cartão de crédito – agora inválido pelo grande favor de Nicky – e depositou um pouquinho do pó ali. Um homem, que ela acreditou ser um guarda, passou por ali e a olhou firme, mas ela fingiu que não era com ela. Aspirou rapidamente o que tinha ali e guardou tudo na bolsa novamente, limpando o nariz com rapidez. Ali era um lugar tranquilo. Não que ela se importasse em ser vista, mas era melhor quando não haviam olhos estranhos, assustados e hipócritas sobre ela.

Após mais ou menos duas horas, chegou em casa. Nicky estava sentada à mesa, usando o notebook, e foi a primeira coisa que Alex viu ao entrar. Ela estava séria mas logo abriu um sorriso que se tornou uma gargalhada. Nicky sabia que aquilo não era boa coisa.

- O que você fez?

- Não é da sua conta – Alex jogou a bolsa no sofá e e começou a andar de um lado para o outro, parecia procurar algo.

- O que você está procurando, Alex? – Nicky se levantou e cruzou os braços. Sabia muito bem porque ela estava daquele jeito.

- Não sei... – ela parou e ficou desnorteada. – O rumo da minha vida, talvez – voltou a rir. Nicky revirou os olhos.

- Que merda você andou usando, Alex? – Chegou perto dela

- Não quer brincar de adivinhar? – Alex arregalou os olhos, olhando para ela.

- O que você fez? – Peitou-a.

- O que eu fiz com o que?

- Pra conseguir essas merdas, Alex!

Alex se jogou no sofá. Mesmo agitada por motivos óbvios, parecia exausta.

- Alex...

- Você quer saber se eu dei pra alguém pra conseguir o dinheiro? É isso? – Estava impaciente.

Nicky não respondeu, continuou a lhe olhar.

- Eu dei pra alguém sim, pro traficante, para ser mais específica, você sabe que eu gosto de ir direto ao ponto – fechou os olhos mas continuou balançando as pernas e passando as mãos no sofá, puxando o tecido da própria calça... Inquieta.

Nicky fechou os olhos e respirou fundo. Agora, ela que andava de um lado para o outro.

- Mas que porra, Alex! Qual era a regra número um? – Alex só olhava para ela. – Você sabe que se envolver com bandido é procurar problema, Alex...

- Deixa de ser dramática, Nicky. Eu não me envolvi com ninguém, eu paguei como pude por algo que poderia muito bem ter pago com o meu dinheiro – enfatizou o pronome.

- Pagar para ter uma overdose e morrer, Alex? Ou pior, pra perder o resto dos neurônios que ainda te restam? Eu não vou deixar você fazer isso! – Nicky gritava. – Além do mais, você me prometeu que ia tentar não fazer mais isso, ainda mais drogada! Pelo amor de deus, Alex... – Sentou-se no sofá e enfiou as suas mãos nos cabelos.

- Eu não estava drogada quando fiz – Alex falou sem muita energia. Sabia que aquilo não iria melhorar a situação, mas era importante pontuar.

Nicky olhou para ela e respirou fundo.

- O que eu vou fazer com você?

- Nada – Alex respondeu depois de um tempo calada. Como os efeitos da droga já estavam passando, ela estava calma, até um pouco sonolenta. – Você não tem que fazer nada, eu vou me virar.

- Se virar dessa forma, Alex? Como eu vou deixar você fazer isso com você mesma, com o seu corpo?

- Não é nada que eu já não tenha feito antes – Nicky se preparou para contesta-la. – Nicky... – interrompeu a amiga – eu vou me virar – segurou em suas maõs e olhou em seus olhos. – Pode não ser da melhor forma, mas eu vou sobreviver! Eu só preciso...

- Só precisa se destruir, jogar fora tudo o que já tinha conquistado até agora? Alex, por que dar tantos passos para trás? Você não pode ser uma pessoa normal que sofre por algumas semanas, faz uma sessão de terapia, sai com outras pessoas... Sei lá, sofre do jeito que todo mundo sofre!

- Eu não sou igual a todo mundo, Nicky – olhou para ela. – Eu nunca vou ser igual a todo mundo. A minha história não é igual a de todo mundo, a minha vida não foi igual a de todo mundo – falava incisiva. – Não tem como eu fazer NADA igual às outras pessoas porque eu não tenho NADA a ver com as outras pessoas – virou o rosto e fechou os olhos.

- Sabe, Alex, eu queria poder te prender, te trancar nessa casa, controlar você, cuidar de você até que você se permitisse estar bem, ou estar sã, sóbria, mas eu não tenho poder para isso, não sei se tenho mais energia... Eu só quero que você saiba que eu estou aqui por você, que eu estou disposta a fazer qualquer coisa por você, mas que eu também tenho as minhas limitações. Esses últimos dias têm sido tão horríveis, eu sinto que eu e você estamos tão cansadas... – Respirou fundo e se encostou no sofá, deixando uma lágrima cair.

Alex também chorou. Não queria fazer com que Nicky passasse por tudo aquilo de novo. Era injusto com ela. Levantou-se do sofá e foi para o quarto, deixando a amiga sozinha.

No quarto, conseguiu ter um raro momento de clareza e pensar um pouco sobre tudo o que estava acontecendo. Aquilo doía tanto, tanto! Tirando a morte de sua mãe, não se lembrava de ter experimentado nada como aquilo, e olha que já havia passado por poucas e boas. Não conseguia ver saída, não tinha forças para superar, para seguir em frente. Superar e fazer o que? Viver o que? Não tinha mais nada do que havia planejado para a sua vida sóbria. Tudo o que havia construído havia ruído, desaparecido. Sua única saída era o caos, só ele a manteria entretida. Decidida a não mais tornar a vida de sua amiga-irmã um inferno, tomou uma decisão que sabia que seria criticada, mas era a única coisa que conseguia pensar naquele momento.

***

 

- Meu deus, é uma miragem isso que eu estou vendo? – A mulher se levantou da cadeira assustada ao vê-la.

- Sou eu, em carne e osso – Alex sorriu e a mulher chegou mais perto dela.

- O que você faz aqui, garota? – Deu um abraço nela

- Eu meio que preciso de você – fez uma caretinha.

- Para? – Perguntou desconfiada.

- Eu preciso passar um tempo com  vocês... Tudo bem se não tiver vaga, eu entendo.

- Se não tivesse vaga, eu expulsaria alguém na mesma hora – colocou uma mecha de cabelo dela atrás da orelha. Lauren era a antiga “patroa” de Alex, era a dona da casa em que ela morou por muitos anos da vida. Com Nicky, inclusive. Era uma pessoa por quem tinha certa consideração, talvez por ter sido acolhida em um momento difícil, ou pelos privilégios que tinha ali (que não vieram de graça). Ela estava próxima dos 50 anos e era uma mulher bonita, exuberante. Tinha mais ou menos a mesma altura de Alex, os cabelos claros e um corpo coerente com a idade. Havia muita história entre elas.

A mulher deu um beijinho no canto da boca de Alex, que fechou os olhos. Quando abriu, Lauren estava sorrindo para ela.

- Sente-se aqui e me conte o que houve – puxou uma cadeira para Alex se sentar e se sentou na frente dela. Estavam na espécie de escritório da mulher que, por sinal, cuidava muito bem de seus “negócios”.

Alex obedeceu e começou a contar, não entrando a fundo em detalhes, pois não valia a pena, mas contou os pontos principais da história que a levou até ali. A mulher a escutou com atenção.

- Alex... – respirou fundo – você sabe que eu não me envolvo com isso. Vocês usam o que quiserem, fazem o que quiserem desde que não atrapalhe o trabalho de vocês. Eu não tenho como controlar o que cada uma de vocês usa, nem mesmo você – olhava nos olhos dela.

- Eu sei...

- Eu sinto muito por você ter voltado a isso, estava muito feliz em saber que você estava limpa há tanto tempo... Que mulher é essa, hein? – Perguntou sobre Piper, que Alex tinha citado. Levantou-se e se posicionou atrás dela, massageando suas costas.

- Não interessa. Não quero falar sobre ela – falou séria. Sentiu um beijo em seu pescoço e fechou os olhos.

- Eu estava com saudades de você – a mulher falou perto de seu ouvido. Alex virou para ela e sorriu, dando um selinho.

- Atrapalho alguma coisa? – Perguntou o homem que entrou na sala. Era Brandon, marido de Lauren e parceiro de negócios. Também havia história entre ele e Alex. Quando a morena se viu desamparada, sem ninguém no mundo, no início de seus 20 anos, a “casa” deles foi o seu abrigo por muito tempo. Por ser uma funcionária que rendia muito, tinha lá seus privilégios e desenvolveu uma relação mais íntima com o casal. Brandon tinha a mesma média de idade de Lauren, era bonito, alto, moreno, tinha toda a pinta de cafetão mas era um homem que tinha seu charme.

As duas se viraram de uma vez para ele.

- Olhe quem voltou – ele abriu um sorriso e Alex também deu um sorriso sem graça. Não estava exatamente feliz por fazer aquilo.

- O que te traz aqui, garota? – A puxou pelo braço e lhe deu um abraço cheio de mãos.

- Problemas... Vocês sempre dizem que a gente acaba voltando, não é?

- O que houve? Onde está a Nicky?

- Depois eu explico o que aconteceu – Lauren interferiu. – Ela vai ficar com a gente.

- Trabalhando? – Ele perguntou. Os dois olharam para ela, esperando uma resposta.

- Eu preciso de grana – falou de seu jeito impaciente.

- Pois veio ao lugar certo, princesa. Que tal começar agora? – O homem se ajoelhou na sua frente, entre suas pernas.

Alex, que antes estava apática, foi tomada por uma fúria misturada à melancolia e tesão. Segurou o rosto do homem a sua frente e lhe tascou um beijo que era puramente sexual. Sem demora, sentiu as mãos da mulher e invadirem por trás. Estava realmente de volta aos velhos tempos.

***

 

Um dia depois de estar em seu antigo lar, Alex decidiu que queria voltar ao trabalho. Ela poderia dar um jeito de estar em um hotel ou algo do tipo, é verdade. Mas, além de não querer importunar Nicky, ficar pedindo dinheiro, também sentia que precisava se lembrar de quem era e de onde tinha vindo. Ela não tinha mais paciência para aquilo, é verdade. As vozes das outras garotas a irritavam, o cheiro, as brigas... tudo. Ao mesmo tempo, era como se nunca tivesse saído dali, como se aquela fosse sua condição natural. Tinha pego dinheiro com seus “novos” patrões para comprar bebidas e outras coisas, mas decidiu que era hora de voltar ao trabalho.

No fim da tarde, Lauren a abordou anunciando que tinha arranjado um cliente para Alex, algo que ela iria gostar. Naquele momento de sua vida, a única coisa que Alex gostaria é de uma certa loira totalmente arrependida de seus atos. Fora aquilo, nada mais importava muito, então qualquer cliente servia. Recebeu o endereço do local onde deveria ir, se vestiu de forma padrão e foi, sem muito entusiasmo.

Conhecia o hotel em que iria, já havia ido lá algumas vezes. Surpreendeu-se, pois era um hotel relativamente caro, fora do padrão dos clientes da casa. Foi informada que o acompanhante já lhe esperava e subiu. Não estava nada empolgada, já tinha até usado um “estimulante” que a deixara um pouco elétrica, mas tentaria dar a sua melhor performance, como sempre.

Ao abrir a porta, se surpreendeu: quem lhe esperava era um rapaz magro, com a aparência muito jovem e que parecia muito nervoso. Estranhou de início mas logo entendeu o que estava acontecendo, tinha experiência suficiente para reconhecer situações como aquela.

- Oi... Boa noite – chamou a atenção do rapaz que estava tão nervoso que nem a viu entrar.

- Oi... Boa noite! – Ele respondeu apertando as duas mãos e olhando para ela, parecendo analisa-la.

- Você estava esperando por mim, aqui estou – levantou um braço e depois bateu na coxa. Usava um vestido preto de tecido brilhoso que era colado em suas pernas e folgado na parte de cima, fazendo um decote que ia até a sua barriga.

- Sim... Aí está você – ele parecia sentir medo, deu um sorriso amarelo.

- Você está bem? – Ela deu um passo na direção dele. Ele também deu outro para trás. Ela parou. – Ok... Eu não vou te morder, garoto – sorriu, descontraída – a não ser que você queira – deu de ombros e se encostou à parede.

- Me desculpa – ele colocou as duas mãos no rosto e depois tirou, balançando a cabeça. – Eu estou um pouco nervoso, mas você não tem nada a ver com isso... – Começou a se explicar.

- Você é gay? – Alex perguntou enquanto se dirigia para a cama.

O garoto arregalou os olhos.

- Olhe, não é a primeira vez que eu atendo moleques como você. Não precisa se preocupar, nós podemos dar um tempo aqui até o idiota do seu pai achar que rolou algo e eu poder dizer para os meus patrões que estava trabalhando muito – falou enquanto terminava de acender um cigarro.

O garoto colocou uma mão na cintura e sorriu. – Gostei de você – declarou. Alex ofereceu cigarro e ele aceitou, se sentando ainda tímido perto dela.

- Como você veio parar aqui? – Alex perguntou.

- Meu pai... Disse que já estava na hora de eu “virar homem” – fez aspas com as mãos e olhou para Alex de forma debochada. Os dois riram. – Não ria, você deveria estar se esforçando para me fazer virar um homem – ele era divertido. Alex adorou.

- Eu posso fazer isso – Alex desceu da cama e se ajoelhou no chão, entre as pernas dele. Ele a olhou assustado.

- Não precisa, de verdade – ela caiu na risada e se levantou.

- Eu estou disponível, se você quiser experimentar... – disse olhando para trás quando se levantou e começou a andar pelo quarto. – Não quer beber algo? Nós precisamos passar esse tempo aqui...

- Claro que quero! – Até interrompeu o que ela estava falando. – Se o meu pai quer que eu gaste meu dinheiro com mulheres e bebidas, é isso o que eu vou fazer!

- Também gostei de você – Alex falou enquanto abria uma garrafa de tequila que estava disponível para compra. Serviu dois shots e voltou para a cama com a garrafa. Eles conversaram bastante riram, ele falou mais do que ela, o que era bom naquele momento, pois ela estava precisando ouvir outras histórias, ver outras pessoas, se distrair.

- Sabe, até que você é bem gostosa, eu tenho umas amigas que adorariam te conhecer – Alex apenas olhou para ele. – Você faz programas com mulheres?

- Não – falou rapidamente, querendo desconversar.

- Pois você deveria, sabe. Homem não presta, Alex. Se eu pudesse, gostaria de mulheres – tomou mais uma dose e fez uma careta.

- E o que te faz pensar que mulheres prestam?

Ele pareceu pensar um pouco mais não respondeu.

- Acredite, eu sou uma pessoa que conhece muito bem o ser humano e posso te afirmar que caráter não não vem junto ao sexo – abaixou a cabeça, mexendo o copinho. – Mas, no geral, você está certo, homens não prestam – deu uma piscadinha.

- Você já transou com mulher? – Ele perguntou empolgado. Alex levantou as sobrancelhas e sorriu.

- Uau – ele ficou ainda mais empolgado e chegou perto dela. – Como é transar com mulher? Como é... sei lá, chupar uma mulher? – Ele abriu os olhos azuis, curioso.

- Por que essa pergunta tão específica? Ficou com vontade, fofinho? – Ela segurou o queixo dele. Ele ficou vermelho, quase roxo.

- Não, é só...

- Eu sei – ela riu e deu um tapinha de leve no rosto dele. – É maravilhoso, transcendental... – deitou a cabeça no travesseiro – mas não quero fazer isso por um bom tempo – fechou os olhos.

- Por que?

- Você realmente quer saber? – Abriu os olhos e olhou para ele. Ele assentia com vontade.

Ela contou tudo. Ele, um bom ouvinte, prestava atenção em cada detalhe da história. Interferia, dando sua opinião, o que fazia Alex rir e até ter outra visão de alguns fatos. Quando terminou, ele ficou quieto, calado.

- Você a ama?

Ela só assentiu.

Ele, bêbado e meio sem jeito, conseguiu dar um abraço nela. Ela estranhou no início mas acabou aceitando. Aquele tipo de gesto não era usual em sua vida. Não era comum, para ela, ser abraçada.

- Sabe, essa sua história ainda não acabou. Confie em mim – ele disse e se sentou na cama de novo.

- Isso ficou muito melancólico, eu quero beber mais – ela disse.

- Seu pedido é uma ordem, minha rainha.

Terminaram a garrafa, dançaram, confessaram segredos, conversaram...

- Faz um strip pra mim – ele disse quando ela empurrou ele na cama e ele ficou por ali, sem forças para levantar.

Ela riu, colocando a mão na barriga.

- É sério, Alex, vai que alguém me pergunta como você era...

- Você não sabe mentir?

- Ok... Tudo bem – jogou uma mão no ar.

- Certo, eu posso fazer isso... Se eu conseguir me manter de pé – sorriu quando sentiu que iria cair. Os dois gargalhavam.

- Deixe eu te ver, Alex! Essa é, provavelmente, a única vez que eu vou ver uma mulher pelada.

- Eu não consigo abrir o meu vestido – ela disse fazendo uma caretinha enquanto tentava abrir o zíper de trás.

- Vem aqui – ele se sentou na cama e ela ficou de costas para ele. Ele abriu o zíper e ela deixou o vestido cair. Ele aproveitou e passou a ponta dos dedos nas costas dela, até chegar à barra da calcinha, até que ela se virou.

- Não é um strip tease se você tirar o resto, fofinho – empurrou ele na cama de novo. Sem muita cerimônia, tirou o resto. Ele olhava para ela quase assustado.

Alex colocou as duas mãos na cintura e eles se olharam, caindo na risada novamente.

- Você não ri quando uma mulher está nua na sua frente – deu um tapa na perna dele.

- Eu só ri porque você riu, Alex!

- E então, satisfeito? – Chegou mais perto dele. Ele, novamente assustado, se afastou dela.

- Totalmente. Se vista, pelo amor de deus! Eu sou, definitivamente, gay!

- Tem certeza? – Ela subiu na cama, de joelhos, e começou a persegui-lo.

- Pelo amor de deus, Alex – ele saiu correndo dali. Ela se deitou na cama, rindo, enquanto ele pegava as roupas dela e jogava em cima da cama.

Alex se vestiu parcialmente e eles continuaram ali, conversando, revelando, brincando. Foi uma noite especial, principalmente para Alex, que há muito tempo não tinha um momento de leveza. Dormiram ali, desajeitados. Pela primeira vez, depois de todo aquele caos, Alex dormiu de verdade, uma noite quase inteira. Parecia que alguma normalidade voltava à sua vida, mesmo que sua normalidade não correspondesse ao que era visto como normal.


Notas Finais


gurias, muita gente já leu mas acredito que talvez alguém ainda não tenha visto. eu escrevi uma one shot laylor e adoraria que vcs lessem etc, tá aí o link pra quem quiser: https://www.spiritfanfiction.com/historia/quase-um-segundo-17220170

até a próxima!


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