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História Nicole e Waverly - Things of the heart : Capítulos especiais - Capítulo 5


Escrita por: PrinzFuchs

Notas do Autor


Oi, oi pessoinhas!
Quem é vivo, sempre aparece. Muita coisa tem acontecido e a inspiração andou passando um pouquinho longe, mas agora consegui deixar mais um capítulo prontinho para vocês.

Espero que gostem, e nos vemos lá em baixo.

Capítulo 5 - A new baby


Waverly sorria ao observar a maneira cuidadosa como a esposa cuidava das gêmeas do casal. Nicole fazia as duas garotinhas caírem na gargalhada, enquanto as arrumava para o almoço de domingo na casa do avô da ruiva.

A mais nova, logo após o café da manhã, deu banho nas filhas enquanto tomava o seu próprio, e agora as arrumava com a camisa do Botafogo que compraram logo assim que descobriram a gestação das gêmeas, para assistirem ao jogo mais tarde, mesmo que as crianças não dessem a mínima atenção para qualquer coisa que passasse na TV.

-Prontas?

-As meninas, sim. -Disse enquanto terminava de passar o perfume nas filhas. -Eu vou me vestir agora. -Olhou a esposa. -Vai tomar banho antes de ir?

-Aham. -Sorriu. -Deixa a Mama cheirar vocês. -Se aproximou cheirando os pescocinhos.

-Pala, Mama. -Faowna disse bravinha.

-Mas meu neném tá tão cheiroso. -Cutucou a costelinha da filha.

-Tabém? -Flora se meteu no assunto.

-A Flora também é um neném cheiroso da Mama. -Respondeu beijando a bochechinha da caçula.

-E eu? -Nicole sorriu sacana, sabendo que as filhas não entenderiam.

-Você é sempre cheirosa, Babe! Principalmente quando é meu cheiro que está em você. -Mordeu o lábio inferior, enquanto encarava a esposa.

-Waverly! -Acabou soltando uma gargalhada.

-Pode bincá? -Flora perguntou, puxando o roupão da mãe.

-Podem brincar filhotinhas, daqui a pouco as mamães chamam vocês pra irmos pro aniversário do vovô. -Beijou as bochechinhas das filhas as observando a descer da cama e as levando até a porta para irem até o quartinho de brinquedos. -Vou me arrumar enquanto toma banho. -Deixou um beijinho estalado nos lábios da esposa antes de seguir pro closet.

-Prometo que não demoro.

A arquiteta seguiu para o closet do casal, para se arrumar, pegou um conjunto de calcinha box sem costura e um top preto, quando foi colocar o shorts jeans, resmungou ao não conseguir fechar o primeiro e o mesmo ocorrer com o segundo, quando se repetiu com o terceiro, desistiu e colocou um shorts de moletom, ao menos assim estaria confortável.


-Achei que usaria jeans, era o que estava separado. -Ouviu a voz de Waverly atrás de si.

-E eu ia mesmo, mas não estão fechando, me lembre de não pedir mais comida daquele restaurante, estou inchada e com azia. -Nicole reclamou dengosa, apontando pra esposa, após vestir uma camisa igual a das filhas.

-Ta bem, eu lembro. -Riu baixinho, vestindo seu shorts de tecido, saindo para o quarto. -Meu bem, pega uma camisa pra mim? -Waverly pede já fora do closet.

-Qual delas? -Nicole pergunta confusa.

-Está dentro de uma caixinha branca, deixei em cima da bancada.

-Essa? -A morena mais alta perguntou confusa ao olhar a esposa já vestida com uma camisa igual a dela e das filhas.

-Sim, meu bem. -Disse enquanto colocava um brinco. -Pode abrir pra mim? -Waverly pediu, sabendo que Nicole realmente levaria a caixinha até ela.

-Claro. -Os olhos brilharam ao encontrar o que havia dentro da caixa, leu e releu o papel algumas vezes, sendo admirada pela mais velha as duas com sorrisos bobos nos lábios. -Waverly... -Disse com a voz embargada, levando o pequeno pedaço de tecido ao seu rosto para sentir o cheirinho bom, que vinha dele. -Eu achei que o resultado só sairia amanhã, você disse que atrasaria.

-E atrasaria... Mas eu apressei o laboratório, é o exame da minha esposa. -Riu baixinho, me aproximando para envolver seu pescoço num abraço. -E eu preferia o resultado do exame de sangue, porque o de farmácia deu negativo.

-Eu sei... -Falou baixinho, envolvendo a cintura fina num abraço apertado. -Eu estou mesmo esperando um filho seu?

-Sim, meu amor! Você está grávida do nosso bebê. -Deixou um beijo apaixonado entre os lábios da mais alta, se abaixando para finalmente fazer o que queria a dois dias, deixar um beijinho da barriga da esposa. -Oi meu amorzinho, acho que sua mamãe ainda está em choque.

-Eu diria surpresa. -Riu baixinho, acariciando o próprio ventre. -Mas o teste de farmácia deu negativo, e fizemos o que você já usa com suas pacientes. -Waverly assentiu. -E teve aquela secreçãozinha, logo no terceiro dia e...

-E deu positivo, amor! Nós conseguimos mais uma vez...

-Oi bebêzinho. -Acariciou mais uma vez o ventre. -A mamãe te ama tanto, filho!

-Filho? -Waverly questionou.

-Aham, teremos um menino dessa vez, eu sei. -Sorriu convencida. -Fala pra Mama que você é um menino, meu amor.

-Se diz, eu vou acreditar. -Waverly tomou os lábios da esposa num beijo apaixonado, sorrindo levemente entre ele. -Eu amo você!

-Amo você! -Nicole retribuiu, sorrindo. -Olha só pra isso, é tão lindinha. -Abraçou novamente a pequena camisa de futebol.

-E amor, pode continuar a comer o mexicano, o inchaço e a azia, são por esse bebêzinho aqui. -Falou acariciando o ventre da mais nova. -Algum outro sintoma?

-Acho que não... Não tem muita coisa de diferente! Ou tem?

-Sua bunda e seus seios já estão maiores, seus mamilos um pouco mais escuros, e inclusive Flora tem mamado bem mais.

-Eles estão mais sensíveis, além do que já ficam na menstruação, e ela tem mamado bem mais mesmo. -Nicole riu, pela loirinha ela ficaria a dia todo no colinho de suas mamães ganhando colo e leitinho.

-Sua líbio está muito maior! -Pontuou.

-Você não reclamou disso durante a madrugada. -Ergueu a sombracelha, enquanto dava um sorriso sacana, arrancando uma gargalhada da esposa.

-E nem vou reclamar, pelo contrário... Vou é aproveitar, Babe! -Sorriu beijando o queixo da esposa. -Trouxe um teste de farmácia, apenas para guardarmos igual temos das gêmeas.

-Quando a gente voltar, eu faço. -Waverly assentiu. -Vai levar bolsa?

-Só os presentes do vô Théo, a mochila e a lancheirinha das meninas, por que? -Perguntou, acariciando o rosto da mais alta, que já tinha as mãos envoltas em sua cintura novamente.

-Carregador e carteira. -Deu um selinho demorado. -Posso colocar lá?

-Se quiser, pode só colocar sua habilitação na minha, e se quiser levar algum cartão, talvez não tenha a necessidade de levar tudo.

-Pode ser também, meu bem. -Umedeceu os lábios. -Será que teremos gêmeos novamente? -Perguntou boba.

-Não vou te iludir Babe, provavelmente não. -Respondeu atenciosa.

-Como assim? -A arquiteta perguntou confusa.

-Quando eu fiz o meu exame de sangue, o nível do meu beta hcg, estava mais alto que o normal. Então, eu não te falei porque poderia não ser e eu só me dei conta de que nunca te contei isso agora. -Respondeu sincera. -Mas o seu está no nível normal de uma gestação, então provavelmente não são gêmeos, meu amor. -Deixou um beijinho sobre o biquinho fofo que a esposa fazia.

-Entendi, você é tão inteligente. Por isso que é bom ser casada com a minha obstetra, posso tirar todas as dúvidas todos os dias. -Riu baixinho. -Vovô vai ficar tão feliz quando descobrir. -Nicole sorriu mudando de assunto.

-Mas nós vamos esperar para contar, meu amor. -Waverly disse se soltando da esposa, indo pegar a carteira e o carregador da esposa. -Pega suas coisas, vida.

-Amor, mas o vovô sempre sabe se tudo. -Fez um biquinho, pegando a própria carteira, entregando o documento a esposa. -Ele soube quando você engravidou, logo que pegamos o positivo.

-Você vai ficar fazendo essa carinha de cachorro sem dono o dia todo, até eu concordar não é mesmo?! -Nicole riu, enquanto deixava a carteira em cima da mesinha de cabeceira e guardando as coisas na mochila das filha.  -Você venceu, Haught!

-Earp! -A morena sorriu.

-O que? -Perguntou confusa.

-Você esqueceu do Earp! -Sorriu acariciando o rosto da esposa.

-Eu gosto de como soa Nicole Earp!

-E eu como soa Waverly Haught! -Exclamou feliz. -Mas é sério meu amor, vovô desconfiaria se eu não falasse nada, porque não posso beber.

-Mas você não poderia de toda maneira, Cole! -Ergueu uma sombracelha. -E todo mundo vai desconfiar de você não beber.

A morena mais velha sorriu da carinha de criança que sua esposa fazia, ela sabia que Nicole conseguiria tudo que quisesse enquanto estivesse grávida, assim como foi com ela própria.

-Mamãe! -Nicole sorriu assim que Flora pediu por seu colo. -Queio tetê!

-Já está com fome, filha?

-Não, não mamãe. -Disse brincando com a orelha da mãe. -Sede.

-Então você precisa tomar aguinha, filhote. -Waverly explicou, sabendo que a filha não gostava muito de beber água.

-Não mama, queio meu tetê!

-Se você tomar aguinha, se quiser depois mamãe deixa você mamar um pouquinho, mas só quando chegarmos na casa do vovô e da vovó, está bem?! -A garotinha apenas concordou.

-Você vai descendo com ela, enquanto levo a Faowna e as coisinhas delas?

-Claro! -Nicole beijou levemente os lábios da esposa.

-Mama, meu cónio.

-Mama pega seu unicórnio, filhote.

Nicole riu e desceu com a pequenininha em seus braços, para que tomasse água.

...

-Precisamos contar pra sua mãe também! -Waverly, acariciou o mão da esposa sobre a marcha.

-Ela me perguntou se já tinha feito o exame. -Riu baixinho. -Disse pra ela, que estava aguardando o resultado. 

-Ela vai ficar feliz, meu amor! -Sorriu olhando para trás. -Agora para essas mocinhas, a gente realmente precisa esperar pra contar.

-Com toda certeza! -Parou parou no sinal e fez um carinho na mãozinha que Faowna esticou para frente. -O que foi filhotinha?

-Lê? -Estendeu o livrinho que carregava, pra mãe.

-Lá no vovô, princesa. -Jogou um beijinho pra filha. -Ou pede pra Mama ler pra você.

Waverly riu, balançando a cabeça enquanto revirava os olhos, sabia que as filhas sempre pediam as coisas primeiro a Nicole.

-Mama, lê?

-Claro que leio, filhote. -Esticou a mão, pegando o objeto e aproveitou para fazer um carinho na filha. -“Oi, eu sou Lupe. Gosto de brincar com meus amigos, com animais e a natureza. Me sinto uma criança como todas as outras, mas quando as pessoas descobrem que tenho duas mães, ficam sempre curiosas." -Começou a ler o livro "Como Nascer de Duas Mães: Guia Prático”.

-Mama, eu tem dois mamães igal o Lupe. -Flora interrompeu a mãe.

-Flor e Naná tem dois mamães. -Fowna completou.

-Isso mesmo, vocês tem duas mamães igual o Lupe. -Nicole respondeu acariciando s perninha da filha, ao parar num outro sinal. -Não sei como consegue ler no carro. -Sussurrou para a esposa que já havia retomado a leitura e apenas sorriu em sua direção.

Nicole apenas sorria encantada com sua família, o caminho não era tão longo então poucas páginas seriam lidas, assim que se aproximaram Waverly pegou um pequeno controle no porta luvas, e a morena mais nova usou o objeto para abrir o portão da casa dos avós.

-Chegamos! -Nicole disse ao estacionar na garagem.

As mulheres tiraram as filhas de suas respectivas cadeirinhas, Waverly pegou as coisas da filha, enquanto Nicole pegou os presentes do avô.

-Faowna, Flora. -Nicole se abaixou na altura das filhas. -Como as mamães falaram em casa, hoje é aniversário do vovô Théo. -Sorriu ao ter suas meninas prestando atenção. -As tias e as primas da mamãe, vão estar aqui também. E mais crianças.

-Tia Lulu? -Faowna perguntou coçando o olhinho.

-Tia Lulu chega daqui a pouquinho, amor. -Waverly respondeu a filha. -Tia Manu também. -Riu ao ver as filhas comemorando com palminhas.

-Isso mesmo, pinguinhos. -Sorriu. -Hoje tem mais gente na casa do vovô e da vovó, talvez eles não consigam dar atenção as duas como fazem, quando vocês ficam aqui para as mamães trabalharem. -Nicole acariciou a mãozinha que Flora estendeu em sua direção. -E talvez, vocês precisem sentar em outro lugar na mesa, está bem? -As filhas concordam com o que ela dizia. -Amanhã as coisas voltam a ser, como todos os dias aqui, vamos entrar?

-Sim, mamãe! - As gêmeas responderam juntas.

-Você fica tão sexy cuidando das nossas filhas. -Waverly sussurrou beijando a bochecha da esposa, a fazendo corar.

Assim que abriu a porta da frente, as meninas tiraram os chinelinhos de seus pequenos pés e já correram em direção ao avô, que descia as escadas.

-As bonequinhas do vovô, chegaram. -O senhor se abaixou para receber as bisnetas nos braços.

Nicole e Waverly sorriam ao ver que como elas pediram, as meninas desejam um feliz aniversário ao vovô Théo.

-Oi meu amor. -O mais velho se aproximou das neta, que deixou as sacolas no chão, para então abraçar o avô.

-Oi vovô. -Apertou mais o homem a si. -Feliz aniversário, eu te amo tanto e sou tão grata por estar aqui com você.

-Eu também te amo, Nicole. -Abriu um dos braços, para que Waverly se juntasse a eles. -E amo você também.

-Também te amo, vô! -Deu um beijo estado na bochecha do senhor que riu. -Feliz aniversário!

-Cadê as gêmeas? -Nicole perguntou confusa.

-Estão com a avó favorita. -Trazendo Faowna no colo e segurando a mãozinha de Flora, Laura riu, implicando que Tereza, que vinha logo atrás delas.

-As avós, Laura! Não me faça te odiar depois de tantos anos te amando.

A gargalhada sonora de Nicole, invadiu o espaço, Waverly apenas ria, acompanha pelos outros. Sabia que a família de Nicole era simplesmente incrível.

-Meninas, os presentes do vovô.

As garotinhas logo foram em direção a mãe, para pegar os presentes que dariam para o mais velho da família.

-Obrigado, meu amores, o vovô amou. -Beijou as bochechinhas rosadas aos ver os livros e o vinho que a neta havia escolhido.

-Pedimos pro irmão da Waves trazer da viagem que ele fez. -Nicole explicou. -Gostou mesmo?

-Claro que sim, Nick. Vamos lá em cima, guardar com o vovô? -Chamou as pequenas, que o acompanharam.

-Você não está esquecendo de nada não, dona Nicole? -Tereza perguntou de sombracelha erguida.

-Ela esqueceu foi a educação em  casa, Têre. -A médica respondeu abraçada a sogra.

-Agora é assim, só dá atenção as gêmeas e ao Théo. -Laura respondeu para nora.

-Vocês parem de implicar comigo. -Nicole resmungou deixando um beijo no rosto da avó e outro no rosto da mãe. -Cadê meu pai?

-Sensível. -Tereza respondeu retribuindo o beijo da filha. -E seu pai, está lá fora, seu avô pediu pro seu pai assar a carne no forno do fogão à lenha.

-Achei que o vovô fosse fazer churrasco. -Nicole saiu andando com as outras mulheres.

-E ia, mas preferiu não fazer porque disse que vocês acabam por ter que dar mais atenção as gêmeas com a alimentação e não se divertem.

-Ah vó, nem é assim... Elas sabem que não devem comer. -Waverly comentou. -Na verdade, nunca proíbimos, apenas ensinamos de acordo com o que a gente acredita.

-Eu sei, querida! -Laura respondeu a Waverly. -Mas acha mesmo, que adianta discutir que o avô de vocês?

-Claro que não! -Waverly riu. -Tenho minha versão em casa.

-E eu, a minha! -A mãe de Nicole implicou com a filha.

-Vou falar com meu pai. -A morena mais nova, saiu resmungando, arrancando risada das outras três.

-Eu sou casada com uma criança. -Waverly negou com a cabeça.

...

-Elas ficam bem à vontade, não é mesmo? -A tia de Nicole, perguntou ao acariciar seu ombro.

-Ficam sim, tia. As meninas tem ficado aqui, pra gente trabalhar. -Sorriu levemente. -E eles fazem tudo quanto é vontade que podem.

-Claro que fazem, são as filhas da Nicole. As minhas nunca nem cuidaram. -A prima chata da arquiteta respondeu.

-Nem eu ficaria, você pedia pra sair, não pra trabalhar. -A tia de Nicole respondeu. -E elas estão muito espertas, Nick. Falam tudo! -Disse encantada, enquanto via a filha sair resmungando.

-Tem horas que nem eu acredito no que ouço. -Riu baixinho. -Outro dia, Flora queria dormir na nossa cama e pediu pra Waverly ir trabalhar, porque sabe que quando a mãe está de plantão, ela dorme comigo.

-E a Nicole ainda ri. -A médica diz abraçando a cintura da esposa. -E se rende a Flora, a deixando dormir na nossa cama.

-Waves só sente ciúmes, porque a Flor gosta de dormir abraçada comigo. -Pisca pra tia. -Passa tudo tão rápido, parece que foi esses dias que Waves chegou em casa falando de ter filho. -Suspirou.

-E que bom que tiveram, porque sinceramente, vocês são uma família linda.

-Obrigada, tia! -Nicole abaixou rapidamente para pegar a filha que corria em sua direção. -Wow, o que houve aí mocinha?

-Titia tá aqui! -Flor deitou a cabeça no ombro de sua mamãe, envolvendo as perninhas em sua cintura.

-Qual titia, hein?! -Waverly acariciou as costinhas da filha.

-Nanu. -Apontou pra prima de Nicole. -Ali ó.

-E ela correu porque ganhou um ataque de cosquinhas. -Se aproximou deixando um beijo no rosto das primas e um no da tia. -Oi família. -Deixou vários beijinhos nas costas da garotinha que ria. -Você é muito linda, dona Flora.

-Cadê a minha madrinha, Manu?

-Vem com a Lu, que primeiro foi buscar as crianças no pai. -Revirou os olhos. -As minhas também.

-Sempre falei com você que ele era um babaca. -Riu.

-E a Faowna?

-Tá lá fora, com as filhas da Gabi. Essa mocinha aqui, que é toda dengosa e prefere ficar com as mamães. -Waverly responde acariciando os cabelinhos da filha.

-É muito dengosinha, mas que tal a gente brincar com as priminhas? -A tia de Nicole chama, recebendo um aceno negativo de Flora.

-Pode ir com a tia Lô, filha. -Flora nega novamente. -Quer que a mamãe vá junto?

-Não, a mama!

Waverly quis rir da cara de incredulidade da esposa, pegou a filha no colo e foi até o espaço externo que os avós mantiam para as bisnetas.

...

A arquiteta estava sozinha do lado de fora, as crianças já haviam entrado. Sentiu seu avô colocar o braço sobre seus ombros a abraçando, sorriu se aconchegando aos braços em que ela se sentia segura.

-Por que eu sinto, que você tem algo para falar comigo? -Perguntou fazendo um carinho nos braços de Nicole.

-Por que eu realmente tenho... -Olhou para o mais velho. -E é um assunto importante e você não pode contar pra ninguém, pelo menos por enquanto.

-Você está me preocupando, meu amor.

-Não precisa se preocupar, é algo bom... -Sorriu se afastando um pouco para poder olhar nos olhos do avô. -Você terá um novo bisneto. -Falou dando um enorme sorriso.

-Nicole... -Sussurrou. -Waverly está grávida novamente? -Perguntou já com um sorriso nos lábios.

-Não... -Falou sorrindo.

-Como? -Perguntou confuso.

-Eu estou!

-Meu amor...

Théo abraçou Nicole de maneira apertada, sussurrando várias vezes o quanto amava a neta, a encarou com os olhos marejados e depositou um beijo em sua testa.

-Parabéns, Princesa! -Sorriu acariciando o rosto da mais nova. -Eu estou tão feliz por vocês. E hey é por isso que tem reclamado quando as meninas pedem pra mamar?

-Também estamos, vovô! Muito! -Nicole gargalhou. -Sim, é por isso. Está muito sensível e a Flora tá mamando muito mais que estava, por um lado é sorte porque eu não tinha reparado nisso até conversar com a Waves, mas até mais leite eu já estou tendo. -Sorriu levando a mão do avô, até a barriguinha. -Tem um bebezinho aqui.

-E está de quanto tempo? Descobriram quando? -Perguntou curioso.

-Duas semanas e quatro dias. -Waverly surgiu ao lado dos dois. -Eu na sexta, Nicole hoje pela manhã.

-Parabéns Waves! -Recebeu um abraço do avô. -Você que fez o tratamento?

-Eu mesma! -Sorriu. -Mandei bem, foi de primeira. -Riu beijando a bochecha da esposa.

-Essa conversa é sobre o assunto que eu estou pensando? -Tereza se aproximou dos três.

-Sim, mamãe é sim. -Nicole respondeu já sendo abraçada pela mãe.

-Eu te disse que daria tudo certo, filha.

-Me pedem pra não contar, mas contam pra Têre. -O senhor resmunga.

-Eu estava com elas no dia da implantação, Théo.

-Oh agora entendi. -Coçou a nuca.

-Mas mãe, nada de contar pro papai e você pra vovó. -Aponta pro avô.

-Claro que não, meu amor. Mas olha, de verdade eu jamais imaginei que ia ser avó, quanto menos te ver grávida.

-Também nunca imaginei ver Nicole grávida, Têre... Me surpreendi quando ela veio falar comigo sobre isso. -Waverly beijou o ombro da esposa.

Quando Nicole iria retrucar as mulheres, Laura apareceu na porta indo em direção a eles.

-Sinto muito atrapalhar vocês, mas vamos entrar pra ver o jogo e tomar sorvete? -Perguntou gentil.

-Ih vó, vou lá, antes que alguém dê pras gêmeas. -Waverly respondeu.

-Não se preocupe, querida. Théo comprou do açaí que vocês dão, para elas e foram as primeiras que servi, mas Flora...

A senhora foi interrompida pela garotinha que veio chamando pelas mães e foi recebida nos braços de Waverly.

-O que houve dona Flora. -Perguntou beijando o pescocinho da filha.

-Meu tetê, mama! -Acariciou o rosto da mãe. -Mamãe pometeu.

As mulheres riram, Nicole havia prometido pela manhã que daria o peito para filha que do chegassem a casa do avô. Mas a garotinha só havia se lembrado agora.

-Posso? -Nicole perguntou colocando uma mecha de cabelo da esposa, atrás de orelha. Sempre fora assim, se uma das filhas pedisse o peito pra médica e por algum motivo a arquiteta preferisse amamentar ou visse versa, elas pediam uma a outra.

-Claro, amor. -Respondeu já sabendo que Nicole estaria com os seios mais cheios, por conta da gestação. -Florzinha, mamãe vai dar o seu tetê.

-Obigada, mamãe!

Foi impossível não sorrir com a doçura da pequena loirinha, indo pro colo de Nicole, sendo recebida por vários beijinhos, enquanto andava em direção ao interior da casa.

-Vamos lá pra dentro, que mamãe te dá o tetê. Só preciso me sentar, você está pesadinha, minha filha. -Cutucou as costelinhas da filha.

-Paia, mamãe!

-Agora, eu paro amor. -Sentou na poltrona, aonde normalmente ficaria o avô, mas que sempre usava pra amamentar as filhas. -Prontinho, bebê.

A morena sorriu, ao logo receber Faowna em seu colo também, era o horário da soneca das meninas e elas provavelmente fariam no aconchego do peito.

-Chegou bem na hora do jogo. -O tio de Nicole informou. -Quem vai ganhar, Flora?

-Fogo! -Comemorou, antes de se aconchegar no peito da mãe.

-É tão fofa a maneira como a Nicole ilude as meninas com o futebol. -Waverly comentou com a sogra, a fazendo rir.

-Eu ouvi, Waverly! -Nicole resmungou. -Amor, pega açaí pra sua esposa? -Perguntou com um biquinho nos lábios.

-Tem sorvete vegano, prefere qual? É de pistashe.

-Sorteve, claro! -Lançou um beijinho pra esposa.

-Seu padrinho nunca me tratou assim, Nicole. Ensina pra ele, Waverly. Ainda dá pra aprender. -A madrinha da arquiteta brincou.

-É Ju, quem se deu bem mesmo foi a Nick. -Tereza piscou pro marido. -Vê se nossos maridos fazem isso?! Aprende com sua nora, Paulo.

-Podem aprender com a Nicole também, ela me mima mais do que mimo ela. -Diz a médica voltando com um bowl contendo o sorvete de pistashe, logo se sentando no braço da poltrona. -Consegue sozinha, ou precisa de ajuda?

-Não me importaria em dividir com você, Babe. -Sorriu. -Agora, vamos ver o jogo.

A família assistiu ao jogo juntos, independente do time de cada um, ainda assim a maioria torcia pro time do avô. As gêmeas cochilavam no colo da mãe, Faowna já havia substituído o seio pela chupeta branca e amarelo com um desenho de pinguim que ela mesma havia escolhido. Flora, segurava a chupeta da mesma cor, porém com desenho de leão, em uma de suas mãozinhas, sem deixar o seio da mãe.

-Só assim, pra ela ver o jogo quieta. -Tereza comentou com a sogra e a nora.

-Posso pegar essa mocinha? -Waverly se aproximou da esposa, recebendo um aceno positivo. Pequenos resmungou vieram da gêmea mais velha, assim que a médica a pegou no colo. -Calma, filhote! É só a mama. -Acariciou as costinhas.

-Mama. -Faowna sussurrou baixinho. -Codei.

-E descansou? -Beijou os cabelinhos da filha.


-Aham! -Disse mais animada, já descendo do colo da mãe.

-Recarregou a bateria. -Waverly riu. -Quer me dar a Flora?

-Não precisa, baby. -Riu baixinho. -Ela já tá acordada, só não desgruda daqui. -Sorriu ao ouvir a risadinha da filha. -Pode abrir os olhinhos, meu amor.

-Flora faz qualquer coisa pra ficar no peito, e Nicole dá corda. -Waverly implicou com a esposa.

-Fala como se não fizesse o mesmo. -Nicole retrucou. -Filha, assim vai sujar a blusa da mamãe. -Nicole tirou a mãozinha da filha, que estava em seu seio livre. -Deixa a mamãe limpar, bebê. -Limpou a mãozinha da filha, com a fraldinha que estava em seu colo.

-Eu não entendo isso, Waverly e Nicole são todas cheias das frescuras com as gêmeas, toda cheias de besteiras para comerem, não pode dar um copo de leite e Flora tá agarrada no peito tem quase uma hora.

-Dabi. -Antes mesmo que alguém pudesse responder, ela desceu do colo de Nicole, e interrompeu a prima chata de sua mãe. -Eu é o bebê das mamãe, não é o bebê da vaquinha. Eu pode o tetê das mamães. Da vaquinha é do bebê da deia. -A loirinha explicou seriamente, antes de voltar pro aconchego do colo da mãe.

-Isso mesmo, filha. Cada bebê pode mamar o leitinho da sua mamãe.

-Podia ter ficado sem essa, Gabriela! -A mãe da mulher bronqueou. -Mas não perde a oportunidade de ficar quieta, então até uma criança de dois anos, tem que te ensinar o que é certo pra família dela.

-Sério, mãe? -Ela perguntou chateada.

-Gabi, com todo respeito eu nunca me meti na maneira que cria suas filhas, Waverly e eu optamos por uma maneira diferente, e tudo bem... Só precisamos respeitar uma a outra.

-Eu só não entendo, como vocês fazem elas comerem, se ficam direto no peito, principalmente a Flora.

-Podemos conversar sobre isso. -A arquiteta disse de maneira mais macia. -Mas precisa me prometer, que vai parar de implicar comigo. -Sorriu levemente.

-Tudo bem, então... Mas agora o jogo voltou, vamos prestar atenção.

...

A morena mais velha estava sentada na cama, com as filhas em seus braços. As gêmeas já estavam com sono, mas Waverly sabia que as duas não dormiam antes de um chameguinho da mamãe delas. A médica terminava de ler o livrinho que havia começado mais cedo no carro.

A arquiteta apenas observa a cena admirada, Faowna e Flora eram duas miniaturas de Waverly e isso deixava tudo ainda mais lindo para ela, alisou a barriga que para ela ainda não dava nenhum sinal de que ela esperava um bebezinho, torcendo para que o novo bebê da família, também se parecesse com a esposa.

-Posso ficar aqui com vocês? -Perguntou se aproximando da família, assim que a esposa finalizou a leitura.

-Claro que pode! -Waverly respondeu.

E não demorou muito, a gêmea mais velha já estava no colo de sua mamãe, as loirinhas já vestiam seus pijamas: Faowna um macacão de dinossauros e Flora um de unicórnios. A arquiteta, beijou os fios macios do cabelo da filha, deixando que a caçula pegasse uma de suas mãos.

-Soninho? -Perguntou para que estava em seu colo.

-Sim, mamãe. -Respondeu coçando o olhinho.

-Então mamãe vai fazer os bebês dormirem. -Riu baixinho, da filha que já se aconchegava em seu peito.

-Acho que hoje só terá trabalho com uma. -Waverly mostrou a filha, que já estava agarrada ao dela.

Sorriram, e trocaram um beijo breve, era o amor das duas personificado em seus braços. A médica apoiou a cabeça no ombro da esposa e recebeu um beijo entre os fios castanhos. O silêncio dominava o local, elas sabiam que era importante para o sono das filhas e realmente não demorou, para que cada uma fosse levada para seu quartinho.

-Boa noite, gatinha da mamãe. Eu te amo tanto.  -Nicole ajeitou a garotinha, deixando um beijo na bochechinha da filha, e o bichinho de pelúcia em seus bracinhos.

-Boa noite, meu amor. -Sorriu ao ver Waverly ali, ao lado das duas. -Mamãe te ama.

Se levantou, estendendo a mão para a esposa, que logo a pegou. Sairiam em silêncio, após Nicole certificar que o climatizador estava na temperatura correta. Mesmo que a filha já estivesse coberta com duas mantinhas quentinhas.

Nicole deixou um beijo delicado sobre os lábios da esposa, antes de entrar no quarto do seu bichinho agarradinho, deu um enorme sorriso em ver o rostinho sereno na filha, enquanto sugava a chupeta, agarrada ao seu bichinho.

-Boa noite, bonequinha. Mamãe te ama muito, filha. -Assim como fez com a mais velha, Nicole deixou um beijo sobre a bochechinha.

Arrumou as cobertas, as luzes e a temperatura, deixando a porta do quarto da filha encostada, assim como já havia feito na outra, de maneira que elas pudessem abrir e ir até o quarto das mães. Assim que adentrou o seu próprio, deixou a porta da mesma maneira que estava a das filhas e se deitou ao lado de sua esposa.

-Cansada? -Waverly perguntou, abraçando a esposa, já levando a mão ao ventre da mais nova.

-Um pouquinho, o dia hoje foi um pouquinho puxado. Mas você vai dizer que é o nosso bebêzinho que está me deixando mais cansada.

-Não deixa de ser verdade, meu amor. -A médica sorri, deslizando os dedos pelo abdômen.

-Obrigada, meu amor. -A arquiteta sorri. -Obrigada por tudo.

-Hey Princesa, eu que agradeço. -Beija o maxilar da esposa. -Esse com toda certeza será o parto mais emocionante de toda minha vida.

-E eu tenho certeza, que eu terei a melhor obstetra do universo. E que nosso bebêzinho, virá ao mundo pelas mãos da melhor de todas. -Ela sorri se aconchegando mais a esposa. -Fiz o teste, agora podemos começar a montar a caixinha dele.

-E nós vamos, vida!

A menor ergue o rosto, capturando os lábios da arquiteta entre os seus. Um beijo calmo e cheio de amor era trocado,  Nicole acariciava a cintura da menor enquanto tinha sua nuca recebia carinhos.

-Eu já te disse como gosto dos seus beijos? -Nicole sussurrou, enquanto olhava nos olhos da morena.

-Bem, hoje eu não sei... Mas você diz todos os dias, e acho isso muito bom, já que sou sua esposa, e eu também gosto muito dos seus beijos.

Nicole soltou uma gargalhada gostosa, puxando Waverly para um novo beijo, sorrindo entre ele para recuperar o ar que respirava.

-Te amo, mamãe Waves. -Deixou um beijo na testa da mais velha.

-Te amo demais, mamãe Nick. -Beijou a bochecha da arquiteta.

Se abraçaram e ficaram trocando pequenos carinhos, enquanto começavam a fazer planos para o novo bebêzinho que logo estaria ali com elas e com as irmãs. Sabiam que não seria fácil lidar com mais um bebê, ainda mais que as duas pequenas eram ciumentas, mas fariam isso juntas. 


Notas Finais


Que elas já tinham mais filhos, não era nenhuma novidade. E que a mãe gestante havia sido Nicole, também não. Mas agora está aqui a primeira parte de como elas descobriam.

Curtam, comentem e compartilhem se gostaram. Nos vemos no próximo, em breve.


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