História Nierl-irreal - Capítulo 14


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Irreal, Issackkorelly, Mistério, Nierl, Sobrenatural
Visualizações 5
Palavras 1.060
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Canibalismo, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Demorei, não editei nem nada, mas pelo menos atualizei!
Obrigado a quem ler!!!!

Capítulo 14 - 13 - interesse comum...



Já havia se passado algum tempo desde que Nierl levara Shiro de volta para sua casa e a chuva ainda seguia forte fora das paredes que os protegia, castigando as poucas árvores da cidade e seus postes de eletricidade que corriam o risco de cairem a qualquer momento.

  - Vamos só um pedaço - tentou convencer Nierl a comer do bolo que comprara no dia anterior.

  - não Shiro - se negou - agora não..

  - mas quando foi a última vez que você comeu? - perguntou cansado. Por alguma razão Nierl lhe parecia uma criança, só que uma bem misteriosa e... Birrenta, o que custava comer? Era bolo!

  - acho que foi aqueles recheados que você me deu... - respondeu meio aéreo e perdido dentro de si mesmo.

  - você precisa comer. - afirmou convicto.

  - Shiro - ignorou o que o outro dissera, logo que uma ideia lhe passeara pela mente que nem ele mesmo sabia ser confiável ou não - vamos adicionar algumas regras ao nosso jogo - sorriu misterioso.

  A primeira coisa que voltou a mente de Shiro foi sua mãe, ainda não sabia o que faria para conseguir salva-la e isso o consumia silenciosamente por dentro. Suspirou pronto a ouvir o que o outro queria. Nierl notando o consentimento fácil do outro riu internamente. Esperto, perigoso, mas podia ser controlado.

  - nós vamos fazer um contrato - ficou sério - mas terá de me ouvir. Deixarei todos os meus dons ao seu dispor e lhe ensinarei a usar-los.

  - não entendi. - a ideia de usufruis dos poderes do outro era boa, mas era evidente uma pegadinha no meio disso.

  - vou deixar todos os meus dons a sua disposição. Eu posso fazer isso, mas... - Nierl não tinha muita confiança nessa sua ideia.

  - mas o quê? Pode dizer, afinal. Nós dois sabemos que eu não pedi isso.

  Não ele não tinha pedido, mas Nierl se sentia em divida de todas as formas. Se não houvesse conhecido Shiro ainda estaria preso, como uma marionete nas mãos de quem mais havia lhe feito mau. Isso era pesado, ainda não sabia lidar com tudo. A falta de memória, os sentimentos conturbados, desejos estranhos, vozes...

  - não me traía, absolutamente nunca me traía. Ou... - se aproximou do outro que estava encostado a pia da cozinha de braços cruzados - vai se arrepender. - sorriu singelo.

  - tudo bem. - Shiro sentiu como se o outro precisasse muito mais disso do que ele. Nierl era desconfiado, não que não houvesse motivos, no mundo todos deviam ser ao menos um pouco desconfiados. Mas no caso dele havia algo diferente, Shiro só ainda não sabia o quê.

  - a campainha vai tocar - alertou mudando outra vez de assunto.

  E assim como dissera, segundos depois a campainha tocou por vezes consecutivas quase sem tréguas. Os garotos dirigiram-se até a sala e Nierl observou mais afastado Shiro destrancar a porta e a abrir. No mesmo momento um garoto encharcado pela chuva torrencial que ainda reinava invadiu a sala molhando o piso por onde passava.

  Shiro fechou a porta e foi para o lado de Nierl, ambos observaram silenciosos Lucas molhado e tremendo provavelmente de frio. O garoto estava pálido e isso não era bom, ele acabaria pegando uma pneumonia se continuasse naquele estado, devia está louco para sair no meio daquela chuva. Na visão de Shiro, ele só estava encontrando espécies raras de esquisitos nos últimos dias. Não estava incomodado, mesmo sabendo que devia está, mas sua vida não estava normal.

  - oi. - Shiro foi o primeiro a falar.

  - o-oi - ele gaguejou.

  O silêncio se fez presente por algum tempo, não que houvesse uma boa razão para isso. Até que Lucas resolveu ser direto quanto ao que queria indo até lá debaixo de chuva. Não fora muito fácil chegar ali e certamente se arrependeria por está passando tanto frio, ao menos não esperou uma grande hospitalidade então nesse quesito, tudo como o imaginado.

  - o que pretende agora que não está mais preso? - apesar da pergunta não parecer ser dirigida a um dos outros em específico, Shiro nunca tinha sido preso invariavelmente das circunstâncias e por isso apenas esperou a resposta da parte de Nierl.

  - se quer fazer um acordo comigo podia ser mais direto! - Shiro apenas observou as palavras sair em através daqueles lábios, não fazia ideia do que realmente acontecia ali, mas aqueles dois não pareciam fazer muita questão de esconder. Mas como o idiota que quis puxar assunto consigo no meio da rua poderia ter algo a ver com Nierl? É claro que isso não fora coincidência.

  - imaginei que fosse querer vingança.. - disse Lucas enquanto sentava-se no sofá e mesmo que isso fosse deixa-lo encharcado, ele já não estava aguentando-se em pé. Por sorte ou o que fosse, Shiro não reclamou.

  - oh. Isso é tão difícil de imaginar? Não é pela mesma razão que você está aqui?

  - sim é... - suspirou - e então, há algo em que eu possa ajudar?...

  - o que você acha Shiro? - virou-se na direção do mesmo.

  - eu?... Mas eu nem sei sobre o que estão falando. - estava confuso, do nada a história chegou em si.

  - apenas diga sim, ou não.. - Nierl lhe sorriu minimamente, porém gentil.

  Shiro olhou na direção do garoto Em seu sofá e o encarou por alguns segundos. Lucas parecia bem interessado em seja lá o que realmente estivesse acontecendo e ele se metendo. Mas também havia algo novo do olhar do outro, eles tinha seus próprios motivos para esta ali. "Vingança?.." algumas peças começaram a juntar-se na mente de Shiro. Aqueles dois estavam contra o mesmo. Suspirou.

  - sim! Satisfeitos? -passou a encarar Nierl.

  - você terá todas as minhas decisões. Essa é minha prova de confiança, sei que ninguém em sã consciência levaria um estranho para sua casa, e consequentemente, vida.

  - então você sequer sabe o que ele é? - Lucas pareceu um pouco descrente.

  - "o que" nada! Não sou um objeto! - Nierl reclamou. Odiava qualquer situação que lhe passasse está sensação, sensação de não ter escolhas, ser usado, não possuir sua própria vida, como um objeto.

  - está bem. Então "quem ele é". -olhou para Shiro.

  - eu não ligo a mínima para isso! -  respondeu simples.


Notas Finais


Por favor me avisem nos comentários sobre os erros, assim eu vou poder corrigir mais rápido. Se depender só de mim, os erros só seram consertados em uns dois meses, isso se eu lembrar e tiver coragem...


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