História Night Change - Capítulo 17


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink
Personagens Jennie, Jisoo, Jungkook, Lisa, Personagens Originais, Rosé, V
Tags Chaelisa, Jensoo, Taekook, Vkook
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Palavras 5.074
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Festa, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello, peoples! Cheguei com mais uma capítulo prontinho! ^-^

Queria agradecer pelos comentários maravilindos do capítulo passado. Vocês são muito fofos! <3
E peço desculpas, pois ainda não respondi todos. Mas não se preocupem, pois farei isso o mais breve possível.

Entonces, sem mais enrolation, aproveitem!

Boa leitura! :D

Capítulo 17 - Don't Wanna Cry


Fanfic / Fanfiction Night Change - Capítulo 17 - Don't Wanna Cry

------ # Lisa # ------

— Tem certeza que você está bem, Lisa?

E mais uma vez Alice volta a demonstrar preocupação comigo. Não a culpo, pois a minha situação não está muito bem, de fato. A tontura que me atingiu ao sair do restaurante havia passado, mas uma dor incômoda começou a atingir meu peito. Não sei explicar como ela é. Eu só sei que é a primeira vez que sinto.

— Sabia que essa é bem a sexta vez que você me faz essa pergunta? – Comentei divertida enquanto olhava o perfil da mulher ao meu lado.

Alice parou o carro no sinal vermelho e olhou para mim com um sorriso tímido.

— Desculpe... Mas desde que saímos do restaurante você ainda não me respondeu e acredito que esteja sentindo outra coisa, já que você estava pressionando os olhos com força minutos atrás.

— Sério? – Pergunto, surpresa.

Eu estava tão absorta em meus pensamentos que nem ao menos havia percebido que estava fazendo qualquer tipo de expressão que demonstrasse a dor chata que me incomoda.

— Sim. – Alice reponde como se tivesse certeza do que viu.

— Bom...digamos que a tontura passou, mas algo está me incomodando... Mas não é nada importante. – Desconversei.

Alice olhou para mim uma última vez, antes do sinal ficar verde e voltou a acelerar o carro. Ela realmente não “comprou” o que eu disse, mas resolveu não falar nada. Talvez ela deva achar que estava sendo evasiva... Apesar de ser totalmente o contrário.

Estávamos aproximadamente uns quinze minutos dentro do carro. Alice dirigia tranquila e eu ficava apenas olhando as paisagens através da janela do veículo, enquanto cantarolava algumas músicas que passavam na rádio. Mas algo estranho chamou a nossa atenção ao chegarmos perto da rua em que eu moro. As luzes dos portes estavam apagadas, deixando a rua completamente mal iluminada.

— Estranho... Onde será que esses carros estão indo? – Indago confusa ao ver dois carros de polícia passarem rapidamente à nossa frente.

O bairro em que eu moro é bem tranquilo. Por isso não é comum ver carros de polícia circulando em alta velocidade.

— Não sei, mas com certeza algo sério aconteceu.

Franzi o cenho confusa com o que Alice disse, mas antes que eu perguntasse como ela podia ter certeza, senti um forte calafrio ao ver que os carros de polícia que passaram por nós estavam parados em frente ao meu prédio.

— Mas o que...? – Arregalo os olhos, vendo como a frente do prédio estava cercada de pessoas.

Alice foi diminuindo a velocidade do veículo até pararmos em uma distância segura da fila de cones que estava impedindo a passagem dos carros. O lugar estava lotado de pessoas e era possível ver que estava tendo algum tipo de filmagem.

Resolvi matar a minha curiosidade e saí do carro, tendo Alice ao meu lado, indo em direção aquela multidão de pessoas. Chegando mais perto, percebi que estava rolando um tipo de reportagem ao vivo, pois havia uma câmera apontada para uma pessoa que, ao fixar bem meu olhar, pude notar que era um repórter. Já estava me preparando para perguntar o que estava acontecendo, quando de repente escuto alguém chamar meu nome.

— Lisa?

Olho para trás assustada e vejo Rosé um pouco mais distante, saindo de seu carro. Ela andou rapidamente em minha direção, mas parou ao ver quem estava ao meu lado.

— Alice? – Indaga confusa ao olhar para irmã. — O que está acontecendo? O que faz aqui?

Olhei rapidamente para a irmã de Rosé, querendo saber quem de nós duas iria responder a pergunta, mas antes que alguém falasse algo, meu nome foi gritado novamente. Mas, diferente de antes, o tom de voz saiu nervoso. Quase desesperado.

— Lisa! Graças a Deus você chegou!

“— Lalisa Manoban?”

“— É ela?”

“— Ela é irmã dele?!”

Não tive como reagir, pois logo minha vista ficou atordoada com a quantidade de flashes que vinham em minha direção. Meu nome começou a ser chamado por várias pessoas, mas só uma obteve minha atenção.

— Jun? – Franzi o cenho confusa ao ver meu porteiro em minha frente.

O homem grisalho estava com uma roupa totalmente diferente do uniforme que sempre usa enquanto está trabalhando. Seu rosto estava vermelho e ele parecia estar tendo uma crise de ansiedade, já que não parava de balançar as mãos.

— Lisa, você precisa ir agora para o hospital! – Jun falou, desesperado.

— O que está acontecendo?! – Quase gritei para que ele me ouvisse.

— O senhor Jungkook foi gravemente ferido!

*Tum tum*

“— Lisa?!”

“— Poderia responder algumas perguntas?”

“— Você é parente dele?”

Vozes e mais vozes continuaram a chamar o meu nome, mas eu só conseguia ouvir as batidas aceleradas do meu coração. Se antes a dor em meu peito era apenas incômoda, agora ela parecia que ia me rasgar por dentro. Senti minhas pernas falharem, mas antes que meu corpo entrasse em contato com o chão frio, braços firmes seguraram minha cintura.

O quê...? O Jk foi ferido...? Ele está no hospital...?

— Lisa?! Lisa, olha para mim!

Com muito esforço consegui abrir meus olhos e vi dois rostos desesperados me olhando. Rosé e Alice me seguravam, enquanto chamavam meu nome incontáveis vezes.

— Lisa, o que você está sentindo? – Rosé pergunta, encarando-me assustada.

Passei as mãos pelo meu rosto rapidamente e sacudi minha cabeça. Eu preciso me mexer. Preciso entender o que estava acontecendo.

— Onde está o Jk? – Pergunto, minha voz saindo quase um sussurro.

— Está no SNUH. – Escuto Jun responder.

Soltei-me dos braços que me seguravam e comecei a andar para dentro do prédio, ignorando todos que me chamavam.

Eu só preciso pegar o meu carro para ir ver o meu melhor amigo.

— Lisa! Para onde vai? Eu levo você ao hospital. – Alice diz, segurando minha mão, fazendo-me parar.

Não pensei duas vezes e assenti rapidamente para ela. Eu não podia perder mais tempo.

— Obrigada... – Agradeço, enquanto íamos em direção ao seu carro.

— Esperem! Eu vou com vocês! – Rosé exclama.

Com tudo que estava acontecendo, eu quase havia me esquecido que ela estava aqui. Mas eu não queria demorar mais, pois ao olhar para trás, vi que a mulher estava cercada de paparazzi, enquanto tentava vim ao nosso encontro.

“— Senhorita Park, de onde você conhece a vítima?”

“— Você sabe dizer o que houve?”

“— Seu noivo é amigo da vítima?”

Perguntas e mais perguntas eram feitas, enquanto diversas câmeras estavam apontadas para Rosé. Ela tentava a todo custo pedir para que eles dessem passagem, mas nada acontecia.

— Consequências da fama... – Escutei Alice comentar baixinho, assim que entramos em seu carro.

Desculpe, Rosé...Mas eu não posso esperar mais.

— Por favor, acelere. – Peço, vendo que algumas pessoas começavam a vim em nossa direção.

Alice assentiu rapidamente e logo girou a chave na ignição, dando a partida. A última coisa que vi, antes de deixarmos a rua, foi a imagem de Rosé tentando sair de perto daquelas pessoas.

[...]

------ # Taehyung # ------

— Está mais calmo, Tae? – Jimin perguntou, entregando-me um copo d’água.

Agradeci com um leve aceno de cabeça e tomei um gole do líquido incolor para amenizar o gosto amargo do remédio que acabei de tomar. Meus nervos iriam entrar em combustão se não fosse pelo meu melhor amigo.

— A dor de cabeça diminuiu. – Respondo, deixando o copo vazio em cima da cômoda.

Jimin suspirou pesadamente e veio se sentar na cama, ficando ao meu lado.

— Tae, eu sei que o assunto é delicado, mas seria bom que você me contasse o que aconteceu. Prometo não fazer perguntas. – Diz ele, calmamente.

Desde que Kim Chang saiu do meu quarto, eu só conseguia dizer poucas palavras. Se Jimin não tivesse aparecido, eu não tenho a mínima ideia do que aconteceria. Só sei que não seria algo bom.

— Eu... – Comecei, relutante. — Eu não sei o que fazer... – Suspiro, levando as mãos à cabeça.

— Relaxa, okay? Não precisa falar nada. Acho melhor você deitar e descansar, mesmo que você já tenha hibernado o dia inteiro. – Sorriu brincalhão e saiu da cama.

— Espera, Jimin. – Chamo-o, antes que ele saísse do quarto.

— Sim?

— Você pode ficar aqui, por favor? Não quero ficar sozinho...

Jimin abriu um sorriso e concordou vindo ao meu encontro. Pegou o puff azul que estava ao lado da minha escrivaninha e trouxe até o lado da minha cama.

— Só saio daqui se o FBI chegar. – Sentou no puff, cruzou as pernas e pegou para ler um dos meus gibis que estavam no chão. — Ou melhor, só quando o Homem-Aranha derrotar o Coringa e transar com a super-girl.

Não aguentei e comecei a rir do seu comentário pervertido e maluco. Jimin nunca foi fã de super-heróis. O máximo que ele conhece são algumas séries que passam na Netflix. E pelo visto, não é quase nada.

— Rapaz, não é que você conhece realmente a história do Homem-Aranha...- Ironizei e vi ele mostrar a língua.

Deitei na cama e fiquei olhando para o teto azul claro. Apesar de me sentir cansado, eu não conseguia fechar meus olhos. Fiquei me mexendo de um lado para outro até cansar e depois olhei para meu melhor amigo. Fiquei surpreso ao ver que ele realmente parecia estar gostando da revista em quadrinhos. No entanto, o silêncio agradável que estava no quarto foi quebrado pelo toque ensurdecedor do meu celular.

— Deixa que eu atendo. – Jimin disse, levantando-se do puff e indo pegar o aparelho que estava tocando em cima da escrivaninha. — É a Sunny.

Sunny? A minha secretária? Por que ela está me ligando a essa hora?

— Espera, Sunny. Acalme-se!

Arregalei os olhos ao ouvir a fala nervosa de meu melhor amigo.

O que será que aconteceu?

— Okay, eu vou ligar agora. Obrigado por avisar. – Ele desligou a chamada e andou depressa até chegar em frente a grande televisão pregada na parede.

— O que foi, Jimin? – Perguntei confuso, vendo ele procurar o controle do aparelho.

Ele não me respondeu e continuou procurando pelo objeto. Assim que encontrou o controle, ligou rapidamente a TV e colocou no canal do jornal local. Uma forte ânsia de vomito se fez presente em meu estômago assim que vi a foto de Jungkook estampada na tela.

“Estamos aqui em frente ao prédio em que a vítima saiu antes de ser cruelmente violentada. De acordo com alguns inquilinos do prédio, Jeon Jungkook saiu sozinho na chuva. O porteiro Myn Jun disse que ele não mora no prédio, mas o frequenta bastante, pois é onde suas amigas moram. Lalisa Manoban, uma das amigas da vítima, estava aqui há poucos minutos e pelo que foi visto, ela não estava sabendo de nada do ocorrido. Park Chaeyoung, uma das sócias da The Dream, também apareceu, mas ela não quis dar nenhum tipo de entrevista.”

— Tae?! Tae, respira! – Jimin correu desesperado ao meu encontro, impedindo que meu corpo desabasse no chão.

“É inaceitável o que aconteceu com esse rapaz. Estamos fazendo de tudo para encontrarmos os culpados desse cruel espancamento. Mas, infelizmente, devido ao apagão em algumas ruas, as câmeras do local não conseguiram captar o que aconteceu.”

— Tae! Olha pra mim!

Jungkook foi espancado...? Jungkook está no hospital...? Jungkook está ferido?

“De acordo com alguns dos nossos assessores, Jeon Jungkook foi levado inconsciente até o SNUH Boramae. Ainda não temos notícias do estado da vítima, mas....”

Sabe aquela sensação de que o mundo parou e que você não tem mais controle dos seus atos? Aquela sensação que um desespero sufocante está esmagando o seu corpo e que todos os seus músculos começam a tremer sem forças? Espero que nunca saiba, pois é a pior sensação do mundo.

— Vamos, Tae! Reaja! Reaja! – Senti meu corpo ser sacudido várias vezes.

Aos poucos a escuridão que havia tomado minha vista começou a desaparecer e o rosto de Jimin começou a se formar em minha frente. Pisquei os olhos diversas vezes, tentando me recompor, mas eu mal sentia que estava respirando.

— Jung...ele está...eu tenho que... – Balbuciei desnorteado, buscando falar uma frase completa, mas minha voz estava travada.

— Sim e nós vamos para o hospital! – Jimin respondeu, passando meus braços ao redor de seus ombros. — Tae, olha para mim! – Em um impulso ele segurou meu rosto, fazendo-me encará-lo. — Você tem que se recompor! Você não pode ficar assim!

Eu não posso ficar assim. Eu não posso ficar assim.... Eu não posso ficar ASSIM!

 — Vamos! – Grito rapidamente, soltando-me dos braços de Jimin e corri para sair do quarto. — Temos que ir para o hospital!

— É assim que eu gosto! – Jimin comemora, correndo junto comigo.

Chegamos na garagem e logo paramos em frente a Ferrari preta. Como eu sempre deixo as chaves no pneu da frente de cada veículo, não demorei a achar e logo destravei as portas do carro.

— Opa, chega para lá que quem vai dirigir sou eu. – Jimin fala, assim que eu já estava abrindo a porta do “motorista”

Como eu não estava com cabeça para discutir, apenas assenti e fui para a porta do passageiro. Mal cheguei a colocar o cinto e Jimin já acelerava o carro, quase cantando pneu. E eu agradeci muito por isso. Encostei minha cabeça no encosto do banco e fechei meus olhos enquanto sentia a brisa gelada bater em meu rosto.

— Ei, Tae... – Abri os olhos e vi Jimin olhar para mim com um leve sorriso. — Vai ficar tudo bem, okay? De forma alguma se sinta culpado pelo que aconteceu...

Assenti, tentando inutilmente retribuir seu sorriso, mas não consegui. Apenas balancei a cabeça e senti meus olhos lagrimejarem.

Eu não posso chorar... Eu não quero chorar... Mas por favor, esteja bem....

[...]

------- # Jisoo # -------

O caminho até o hospital estava sendo completamente silencioso. O único som presente era de algumas músicas que tocavam na rádio. Jennie estava de olhos fechados desde que havíamos saído de Namsan, mas eu sabia que ela não estava dormindo, pois sua respiração estava acelerada e de vez em quando ela abria os olhos para saber se estamos perto de chegar ou não.

 Admito que eu também estou aflita do mesmo jeito... A maioria das ruas por onde passávamos estavam com seus portes apagados. Pelo visto a chuva, que agora se tornou apenas uma neblina imperceptível, fez outros estragos, além de ensopar as nossas roupas. Mas como Erick era meu anjo da guarda, eu e a Jennie não estávamos tão molhadas, já que o homem trouxe dois casacos. De acordo com ele, é sempre bom ter roupas de emergência dentro do carro. O que eu concordo plenamente.

— Senhorita Jisoo, acho que temos um problema. – Erick disse, enquanto diminuía a velocidade do carro.

Desviei meus olhos do rosto da garota ao meu lado e olhei confusa para onde Erick apontava.

Era só o que faltava....

A frente do SNUH Boramae estava cheia de paparazzi. Diversas pessoas com grandes câmeras nas mãos, tirando fotos de várias partes do local.

— Mas o que eles estão fazendo aqui?! – Indago irritada ao ver que algumas pessoas notaram a presença do carro em que estávamos.

— O que está acontecendo? – Jennie pergunta, ajeitando-se no banco.

Não tive tempo de responder, pois logo a voz enraivecida da mulher ao meu lado se fez presente:

— Por que eles estão aqui?! – Questiona, furiosa.

— Eu..eu não sei. – Respondi temerosa com sua súbita explosão.

— Inferno!

Jennie abriu a porta do seu lado tão rápido que antes que eu tivesse alguma reação, ela já andava em direção à entrada do hospital. Pronto, não dava para fazer mais nada. Sem perder mais tempo, também saí do veículo e chamei o nome de Jennie, mas ela não deu a mínima importância. Apenas continuou a andar de cara fechada até a entrada do local. Senti meus olhos arderem com a quantidade absurda de flashes vindo em nossa direção.

“— Jennie Kim, você pode nos dar algumas explicações?”

“— Kim Jisoo está aqui!”

“— Kim Jisoo, você conhece a vítima?”

“— Kim Jisoo poderia nos dizer o que aconteceu?”

“— Kim Jisoo você e Jennie Kim estavam juntas no momento do ocorrido?”

— Eu não tenho nada para falar. Por favor, com licença. – Pedi, tentando ser o mínimo educada possível, mas eles não me davam nenhum espaço.

Olhei para frente em busca de ver a Jennie e vi que ela estava na mesma situação que a minha. A diferença é que ela saía empurrando qualquer um que estava impedindo que passasse pela porta de entrada.

— Vamos, senhorita Jisoo. – Suspiro aliviada ao sentir as mãos de Erick em meus ombros.

— Afastem-se! – Ele exclamou, colocando a mão na frente das câmeras que estavam quase em meu rosto.

Puxei o capuz do casaco em que eu estava e o coloquei em minha cabeça, abaixando meu rosto, enquanto Erick me puxava.

— Cadê a Jennie? – Pergunto baixo para que só Erick ouvisse.

— Ela já entrou, senhorita. – Responde, calmo. — Vamos!

 Antes que eu levantasse meu rosto, senti meus pelos se arrepiarem com o ar gelado que atingiu meu corpo ao entrarmos dentro do hospital. Mexi minha cabeça em diversas direções a fim de encontrar a Jennie, mas só consegui ver cerca de quatro homens fardados em nossa frente. Eram os seguranças do hospital impedindo que alguns paparazzi entrassem.

Poderiam ter aparecido antes!

— Vou procurar a Jennie. – Eu disse rapidamente, indo em direção ao primeiro grande corredor do local.

Passo pelo corredor e logo chego à sala que é o local da recepção. A grande sala estava relativamente tranquila. Tinha poucas pessoas sentadas nos sofás azuis, mas nada mais me chamou atenção do que a voz agoniada de Jennie:

— Eu preciso saber como JK está!

Jennie estava em frente ao balcão que tinha alguns atendentes, praticamente gritando.

— Jennie! – Chamo-a e ela olha para mim no mesmo instante. — Tenha calma. – Peço, já estando em sua frente e seguro sua mão.

— Mas eles não querem me dizer como o JK está! – Ela responde desesperada, passando a mão livre pelos cabelos castanhos, levemente úmidos.

 Assinto calmamente e olho para a recepcionista que nos encarava confusa. Talvez até assustada com o desespero da mais velha ao meu lado.

— Senhora, poderia nos dizer como está o paciente que deu entrada aqui há pouco tempo, por favor? O nome dele é Jeon Jungkook. – Peço e vejo a mulher acenar para mim rapidamente.

Jennie começou a batucar os dedos de maneira impaciente no balcão, enquanto a atendente procurava algo em seu computador.

— O paciente chegou há pouco tempo em estado de emergência. De acordo com os dados dele, ele está na sala de cirurgia. – Fala a mulher.

— Cirurgia?! – Jennie exclama, assustada.

— Sim, ele estava realmente muito ferido. A enfermeira responsável por seu estado ainda não apareceu para dar informações. Por isso, é melhor vocês ficarem esperando.

— Tudo bem. Obrigada. – Agradeço e volto meu olhar para Jennie. — Temos que esperar...

— Droga. – Resmunga, indo em direção a um dos sofás azuis.

Espera um pouco...Ela estava mancando... Será que... Ah, droga! Como eu pude esquecer disso?!

— Jennie, você precisa cuidar do seu tornozelo. – Digo, parando em sua frente.

— Não está doendo... – Sussurra, virando o rosto como se não quisesse manter contato visual comigo.

Rolo os olhos com sua resposta sem cabimento e volto a insistir.

— Você está mancando, Jennie... Você pode ter torcido ele.

— Eu estou bem, Jisoo. Se eu tivesse torcido ele, eu não estaria andando. Não é nada que eu não possa suportar.

Desisto de insistir e sento-me ao seu lado. Eu sabia que nada que eu falasse, faria ela mudar de ideia. Jennie sempre foi muito trabalhosa quando a questão é a sua saúde... Infelizmente, é claro.

Já sentindo a adrenalina que passei até chegar onde estou agora, indo embora, volto meu olhar para o grande relógio azul na parede. Os ponteiros marcavam quinze para as nove da noite. Incrível como as coisas podem mudar em tão pouco tempo. Semanas atrás eu estava nesse mesmo hospital esperando notícias do estado de saúde da Jennie e a gora estou aqui, esperando notícias sobre Jungkook.

— Jisoo? – Diz Jennie, interrompendo meus pensamentos.

— Sim?

Ela se mexe incomodada no sofá e suspira fortemente, olhando para o chão. Por algum motivo ela não me encarava. E isso já estava me incomodando bastante.

— Me desculpe... – Murmura, sua voz saindo falhada.

— Por que está se desculpando? – Pergunto, confusa.

Ela expira um sopro fino e agudo e olha diretamente em meus olhos. Aqueles castanhos, cor de chocolate, que eu tanto amo, estavam brilhando em lágrimas.

— Por ter sido ignorante quando você só estava querendo me ajudar. – Sorri fracamente. — Eu não sei o que faria se você não estivesse aqui. Provavelmente teria saído quebrando tudo pela frente ou estaria em uma situação parecida com a do JK. – Ela enxuga as pequenas lágrimas que já desciam por seu rosto e passa a mão no lábio inferior.

— Deus, Jennie. Não diga isso nem de brincadeira.... – Peço, sentindo um arrepio só de imaginar ela ferida.

— É sério, Jisoo... Quando eu recebi o telefone do Jun, a única coisa que eu pensava era em como chegar o mais rápido possível aqui. Eu estava pouco me importando se a chuva estava forte ou se o meu estado psicológico estava alterado demais para pilotar uma moto. Por isso eu te agradeço...

Senti meu coração bater estupidamente rápido no momento em que sua mão tocou a minha, acariciando-a com seu polegar.

— Eu...eu que agradeço por você ter me deixado te ajudar. – Falei, tentando soar o mais calma possível. Sendo que era quase impossível, já que meu coração parecia que ia sair pela minha boca.

Jennie sorriu, mas dessa vez seu sorriso era mais alegre. Ainda segurando minha mão, ela apenas deitou a cabeça em meu ombro e fechou os olhos, entrelaçando nossos dedos.

— Obrigada, Jisoo. – Disse, baixinho.

Deus... O quão vergonhoso seria se ela escutasse o tambor que estava batendo dentro de mim nesse momento...?

Por um momento até cheguei a esquecer da tensão que a noite estava. Não importava se tinha várias pessoas querendo invadir o hospital. Não importava como seria o dia amanhã. Não me importava mais nada, a não ser o bem estar do meu amor. E aqui, em um silêncio confortavelmente longo, nada mais precisava ser dito.

[...]

------ # Narrador # ------

Não era muito comum haver grandes movimentações em frente a um hospital. Mas como, atualmente, as informações voam, quando se tem alguma notícia em que pessoas famosas estão envolvidas, é praticamente impossível não chamar atenção, certo?

Até pouco tempo, Jeon Jungkook não era alguém que chamasse atenção da mídia. Isso só mudou pela apresentação da noite anterior. Quando as redes sociais explodiam em fofocas para saber quem eram aquelas pessoas que dançavam sem a mínima timidez em cima de um palco, no local de uma festa cheia de artistas. E o que melhor para chamar a atenção dos fofoqueiros de plantão do que falar sobre algo terrível que aconteceu com alguém “famoso”?

A frente do grande hospital universitário, estava lotada de fotógrafos, repórteres, a imprensa em massa, resumindo. Todos estavam ali para saber o que aconteceu? Estavam preocupados com a saúde do pobre rapaz? Queriam ajudar? Não. Eles apenas queriam vender suas informações. Queriam transformar aquele triste acontecimento em uma notícia bombástica. E, pelo visto, eles iam conseguir.

Se antes eles estavam afobados, tentando inutilmente ver algo através das grandes janelas de vidro do hospital, agora eles pulavam de alegria ao ver os carros que estavam chegando. Três carros de luxo chegavam juntos. A primeira coisa a se pensar seria que eles andavam juntos, realmente. Mas não era isso. Na verdade os ocupantes de cada carro, também ficaram surpresos. Kim Taehyung que estava na Ferrari enegrecida e Lalisa Manoban que ia no bando de carona do Lexus vermelho, mal esperaram os carros pararem e saíram às pressas do veículo, ignorando os chamados de seus respectivos amigos.

“— Kim Taehyung, você pode dizer o que aconteceu?”

“— Lalisa Manoban, como está o seu amigo?”

“— Vocês se conhecem?”

E mais e mais flashes iluminavam aquela noite escura. Mas os dois não estavam se importando com o tumulto aos seus redores.

— Me deixem em paz, seus abutres! – Taehyung exclamou furioso, empurrando as pessoas que o paravam.

— Eu também quero saber o que está acontecendo! Me deixem passar! – Lisa, pediu, sendo um pouco mais controlada que um dos donos da KimKang.

Do outro lado, tentando estacionar os carros o mais rápido possível, estavam os três “Park”: Chaeyoung, Alice e Jimin.

— Jimin, o que está acontecendo? – Rosé pergunta assustada, saindo do Aston Martin que dirigia.

Jimin que mal havia saído da Ferrari, olha surpreso para sua prima e balança a cabeça negativamente.

— Eu não sei direito, Rosé. Eu só vi o que estava acontecendo pela televisão. – Falou preocupado, acionando o alarme do carro.

— Gente, o que é tudo isso? – Alice, que havia sido a primeira a estacionar, pergunta chegando perto de seus parentes. — Esse rapaz que foi machucado é famoso?

— Não era, mas agora é. – Jimin responde, tirando do bolso do blazer que usava, um par de óculos escuros. — Sugiro que vocês tampem seus olhos com alguns óculos. Casa contrário, seus olhos vão sofrer. – Concluiu, colocando os óculos em seu rosto.

— Droga... – Rosé resmungou e começou a procurar pelo objeto em sua bolsa, vendo sua irmã fazer o mesmo.

Como o estacionamento do hospital era fechado e só entrava quem tinha carro, eles não estavam sendo atacados pela multidão desesperada por informações. Mas eles sabiam que era apenas uma questão de tempo. Portanto, já com suas vistas “tampadas” por óculos escuros, os três respiraram pesadamente e começaram a andar até a saída do estacionamento.

— Podia ao menos ter um elevador aqui. – Reclamou Alice.

— Okay, não digam nada e apenas andem até à entrada. – Diz Jimin.

— Eu detesto isso... – Rosé assentiu, irritada.

Ao saírem do estacionamento, eles não tiveram tempo de se protegerem das luzes brancas que invadiram suas vistas.

“— Park Jimin!

“—Rosé!”

“—Podiam nos dar alguma informação?!”

“— Olhem para câmera!”

“— As irmãs Park estão juntas!”

E essas são algumas das consequências da fama...

[...]

Já tendo conseguido entrarem dentro do hospital, Taehyung e Lisa andavam rapidamente em busca da sala de recepção. Ao chegarem no local, Lisa correu desesperada ao ver que Jennie e Jisoo estavam sentadas em um sofá azul marinho.

— Jennie! – Lisa, gritou o nome da mais velha.

Jennie que até então estava de olhos fechados, descansando com a cabeça no ombro de Jisoo, abriu os olhos rapidamente e levantou-se do sofá ao ouvir a voz de sua melhor amiga.

— Meu Deus... – Lisa choramingou, estando com os braços ao redor da cintura de Jennie, abraçando-a. — Cadê o Jk? O que aconteceu com ele?

— Eu ainda não tive informações, Lisa. – Jennie reponde, apertando mais ainda o contato entre seus corpos.

Jisoo que olhava aquela cena com brilho nos olhos por sempre achar a amizade “Jenlisa” uma das coisas mais lindas que já viu, voltou seu foco ao homem que cutucou seu braço.

— V? – Jisoo indagou nervosa, vendo que lágrimas furiosas banhavam o rosto de Taehyung.

— Onde ele está, Jisoo? O que fizeram com ele?  - Disparou a falar, ansioso.

— Calma, V... – Jisoo segurou a mão dele e o puxou para sentar ao seu lado no sofá.  — Ainda não sabemos. A enfermeira não apareceu. – Disse, engolindo a vontade que estava de chorar ao ver seu melhor amigo desse jeito.

Poucas vezes Jisoo viu Taehyung chorar.

[...]

O tempo parecia que estava fazendo questão de demorar a passar. O salão da recepção, que antes estava vago, agora já recebia várias pessoas. A maioria querendo notícias sobre Jungkook. O clima frio da noite apenas deixava a situação mais incômoda possível. Estava acontecendo um grande conflito de pensamentos no local. Todos imaginando o que aconteceu e o porquê.

Jennie que estava abraçada com Lisa, desde que a mais nova havia chegado, não parava de pensar e imaginar quem seriam os culpados daquela situação. Jisoo, em uma situação parecida com a da Jennie, estava consolando Taehyung, pedindo que ele não pensasse no pior.

Rosé, Alice e Jimin que há pouco tempo enfrentaram aquela multidão de pessoas curiosas para chegar onde estão agora, estavam juntos em um outro sofá, conversando sobre os acontecimentos da noite e os motivos de ter tanto paparazzi em frente ao local. E, perto de uma das entradas do hospital, estavam Jun (porteiro) e Erick (motorista) discutindo como os seguranças estavam impedindo aquela invasão de privacidade.

Ou seja, todos querendo resposta. Respostas que estavam para ser reveladas quando uma enfermeira, aparentando ter entre quarenta e cinquenta anos de idade, apareceu chamando o nome de Jungkook.

— Parentes de Jeon Jungkook? – Perguntou a mulher, olhando algo na prancheta em suas mãos.

Foi só escutar o nome de Jungkook que todos se levantaram rapidamente, indo em direção à mulher.

— Como ele está?! – Jennie pergunta, nervosa.

— Ele está bem? – Taehyung indagou do mesmo jeito, nervoso.

— Diga, por favor! – Lisa pediu.

A enfermeira assustou-se com aquelas várias perguntas. Não imaginava que havia tantas pessoas querendo saber sobre seu paciente. A situação estava completamente tensa. Parecia que o clima mudou totalmente e uma trilha sonora de suspense tocava. Mas só parecia mesmo, pois era apenas fruto da imaginação dos ansiosos.

— Infelizmente não trago boas notícias... – Começou relutante, fazendo Lisa levar as mãos até a boca, Taehyung arregalar os olhos, Jisoo apertar a mão de Jennie e Rosé receber o abraço de sua irmã. — Jeon Jungkook foi gravemente ferido. Os médicos precisaram fazer uma pequena cirurgia, pois o paciente fraturou alguns ossos.

Sandra, a enfermeira, cujo o nome estava escrito no crachá pregado em seu jaleco esverdeado, engoliu em seco ao ver aquelas reações. Ela se sentia culpada por dar a notícia que eles não queriam.

— Sinto muito, mas os médicos não puderam evitar que o paciente entrasse em coma...

Triste. Triste a situação que se seguiu após a fala complacente da mulher. As reações variavam entre desespero, medo, choque, lágrimas, raiva e entre outras...

Mas na entrada da recepção, longe de todos, havia um sorriso alegre, feliz com o que ouviu.

Feliz porque conseguiu o que quis...

 

 


Notas Finais


Aiin gente, eu quase chorei escrevendo, sorry!!
Please, não me matem! Oh God!

Tema do capítulo:
https://youtu.be/zEkg4GBQumc

Beijos no kokoro! E já sabem, né? Quero ver as reações.

Obs: Tenho recebido algumas perguntas de vcs sobre dúvidas que estejam tendo sobre algo da história. Por isso, se tiverem mais dúvidas, perguntem pelos comentários, será mais fácil de responder. Pq do jeito que eu sou desligada eu posso esquecer de ver as mensagens.

Obs2: Ainda não revisei... Sorry se tiver muitos erros.
xoxo


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