História Night Changes - Capítulo 2


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Categorias Mystic Messenger
Tags Juminxzen, Juzen
Visualizações 37
Palavras 926
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Abro meus olhos devagar, tentando me acostumar com a luz que atravessava a fina cortina bege do quarto. Olho ao redor do cômodo e enxergo Zen. Está tudo borrado, mas tenho certeza de que é ele. Reconheço aquelas madeixas platinadas de longe, são macias, e tem um cheiro bom, não sei exatamente do que é esse aroma, mas gosto dele, é reconfortante.

O que... Estou pensando?

Passo as mãos nos meus olhos e levanto devagar. Zen olha por cima das folhas que estava segurando, suspira pesadamente, e deixa-as de lado, colocando elas sobre a mesa.

— Você... Como está? — olha para baixo evitando o contato visual. — Dormiu bem?

— Hm... Sim, sua cama é melhor do que eu pensava — levanto-me.

Franziu a testa.

— Eu pensava que você acordava como as princesas dos filmes da Disney, estava enganado. — levantou e direcionou-se para a porta. — Se arrume e vá para a cozinha, irei preparar algo.

Saiu do quarto sem olhar para trás.

É estranho ter vindo na casa de Zen, eu nem pensei direito quando vim, apenas deixei a bebida tomar conta de mim.

Lembro-me tudo da noite passada, só de pensar que fiquei completamente nu na frente dele, minha cabeça dói. Lembro também, das palavras que disse.

"Por favor, fique comigo."

Como não fui expulso no momento em que pisei na casa? Talvez estivesse com pena? É provável.

Adentrei a cozinha sentindo cheiro de café invadir minhas narinas, apoio-me na bancada tentando fazer o mínimo de barulho possível. Observo Zen cortando um pedaço de bolo de morango, colocando-o no prato.

— Eu pretendia ir para a empresa. — digo.

Zen pula derrubando a faca no chão, me olha como se tivesse visto um fantasma, e parece mais pálido do que o normal.

— Você... — suspira — Quase me matou do coração! — exclamou pegando a faca e a colocando na pia.

Sorri de leve, divertindo-me com a situação.

— Sinto muito, mas já fiz café e bolo para nós dois. — informa colocando o prato sobre a bancada. — E você não tem escolha.

— Não tenho escolha? — pego o prato e a xícara. — Pretende me trancar aqui?

Olho em seus olhos, provoco com um sorriso.

— Mudei de ideia, você continua sendo um babaca. — levanta as mãos se rendendo.

— O que achou que eu era? — tomo um gole de café.

— Talvez, apenas 75% babaca, mas é 90%. — come um pedaço do bolo.

— E os 10%? — fito seus olhos colocando um pedaço de bolo em minha boca.

— Talvez 99%, não acredito que exista alguém 100% babaca, mas se existir — tomou seu café. — Você é uma delas.

— Eu? Pensei que você fosse uma delas. — disse terminando de comer o bolo.

— Por que você está aqui mesmo? — pergunta cerrando os olhos.

— Porque você quer que eu fique do seu lado. — provoco.

— Bom, não fui eu quem implorou e disse "por favor, fique comigo". — colocou suas mãos sobre a bancada.

Levo a xícara até meus lábios e tomo um gole de café tentando me manter calmo e pensar no que falar.

— Eu estava bêbado e nem me lembro direito.

Não estou mentindo exatamente, eu estava bêbado, mas lembro perfeitamente o que disse. Lembro porque era meu desejo, queria ficar ao lado de alguém, e parecia o certo que ele fosse esse alguém. Mas agora que penso sobre isso, por que ele parecia o certo?

— Não lembra? Nem da parte em que ficou pelado na minha frente?

Cuspo o café com o susto.

— E-eu lembro... — olhei para o lado, sinto minhas bochechas ficarem quentes — Lembro de tudo. — falei baixinho.

— Então pare de ser babaca. — praticamente grita — Você disse para ficar com você, e eu vou. — abaixa o tom de voz. — E não pergunte o porquê, apenas aceite.

— Se está com pena de mim, então-

— Não estou com pena de você. — disse. — Vamos dar uma trégua.

— Uma trégua? — pergunto.

— É. E vamos aproveitar essa trégua e fazer coisas normais. Tipo, beber, olhar um filme ou qualquer coisa que não seja relacionado ao trabalho ou algo do tipo.

— Você falou com Jaehee? — Franzi a testa.

Ultimamente eu tenho me ocupado o máximo possível, fiz novos projetos, comerciais e todo tipo de trabalho desnecessário. Apenas queria me manter ocupado e não pensar que Elizabeth estava morrendo e que eu perderia mais alguém. Doía encarar a realidade, e de tantos compromissos fiquei exausto.

— Falei. — levantou. — Mas hoje eu preciso trabalhar, tenho que praticar minhas falas.

Eu não sei como, e nem porquê exatamente, mas ficamos a tarde toda praticando suas falas. Não estava pensando em ajudar, nem ficar muito tempo perto dele.

Zen ria de como eu tentanva interpretar o personagem, algumas vezes a vontade de brigar com ele aparecia. Porém, estava tudo tão estranho, parecia que não havia problema algum para enfrentar.

— Então... — Zen encostou o corpo na porta. — Obrigado por ter me ajudado.

— Só estava retribuindo o favor. — Zen franziu a testa. — Eu preciso ir agora, quero ver a Elizabeth.

— Certo. — olhou para mim. — Sobre aquilo que eu disse, quando precisar é só vir, estamos dando uma trégua, não é mesmo?

Assenti.

Depois disso, uma semana havia se passado. Zen invadia meus pensamentos sempre que não estava ocupado pensando em negócios.

Primeiro pensei que estava me ajudando por pena, mas não acho que seja isso.

Nosso relacionamento havia mudado, nós nos falávamos mais, algumas vezes nas horas do almoço nos encontrávamos e raramente quando tínhamos tempo, eu passava em sua casa.

Não tínhamos tanta intimidade, mas passar o tempo com ele estava se tornando prazeroso. Mais prazerosa do que fazer comerciais de gato e tomar vinho. Minha cabeça estava uma bagunça.

Mas parecia tão certo.
 



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