História Night Creatures - Capítulo 10


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Palavras 2.051
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Canibalismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite meus queridos!!

Desculpem minha ausência, prometo amanhar entrar e postar mais um capítulo para compensar esses dias sem dar nenhum sinal de vida. Para quem acompanhou a história no Nyah também, falta pouco para os capítulos inéditos!! *--*

Boa leitura, e espero que gostem..

Capítulo 10 - Lembranças de um beijo


Ayame e Kawaki estavam dançando um pouco afastados um do outro, pois Daisuke mesmo parado insistia em ficar entre os dois o que dificultava o diálogo que o ruivo tanto desejava puxar. 

Hayato apareceu dentre as pessoas com uma expressão preocupada no rosto.

— Ayame. Por favor, vá dar uma olhada na Naomi, ela foi para o banheiro. 

— O que houve? - disse enquanto acompanhava Hayato, deixando Daisuke e Kawaki sozinhos.

Enquanto isso. “O que eu estava fazendo com o Kaneki? Que merda. Tem alguma coisa errada!” – pensou Naomi enquanto fechava a porta. A garota estava confusa de porque havia aceitado dançar com garoto, não se lembrava ao certo de como havia parado naquela situação, o interesse dela era por Hayato e não diferente disso. Nesse momento a garota se lembrou do sonho que tivera a algumas noites atrás.

“— Acredito que está realizando um sonho, não é mesmo minha menina! - seu cotovelo estava apoiado no encosto do banco, seu rosto pousado sob a palma de sua mão e Kaneki a olhava intensamente.

— Como? - Naomi o olhou sem entender.

— Ora, você esta com os dois irmãos Yamaguchi! - disse Hayato com um tom levemente rude.”

Naomi acordou de seus pensamentos com o barulho de alguém batendo na porta.

 

— Naomi? – disse Ayame.

— Oi...? – abriu a porta.

— O que houve? 

— Eu não sei, acho que bebi demais! – colocou a mão na cabeça, não pode evitar se sentir constrangida.

— Ei, esta tudo bem. Vem! – sorriu e estendeu a mão.

— Sim. – segurou na mão da loira e as duas saíram do banheiro.

As duas caminharam para fora da cabana, e assim que saíram Hayato estava na porta esperando-as.

— Está tudo bem? – a olhava.

— Sim, só acho que bebi mais do que deveria! – disse com voz baixa e sorrio sem graça.

— Quer que eu te leve para casa?

— Eu... - olhou para a amiga que estava do lado como se perguntasse se estava tudo bem para ela, após receber um breve sorriso continuou – Eu quero sim.

— Bom, eu e Daisuke iremos embora também. Até mais, Naomi! - passou a mão brevemente no ombro da amiga - E você Cuida dela! – olhou seria para Hayato como se o ameaçasse com o olhar, ele meneou a cabeça como resposta.

A loira foi até onde havia deixado Daisuke com Kawaki, os dois estavam afastados um do outro e olhando para lados opostos, e de certa maneira era engraçado, pareciam crianças tentando se ignorar. O garoto Sato havia notado as investidas que o vampiro de cabelos vermelhos estava tentando com Ayame, então propositalmente atrapalhou as intenções de Kawaki. Esse ultimo, estava mal humorado graças aos olhares provocadores que Daisuke lhe lançava nos momentos que literalmente se colocava entre Ayame e o ruivo. Ambos estavam aborrecidos por terem de ficar sozinhos e juntos, evitando o contato visual. A chegada de Ayame ao mesmo ambiente fez com que ambos enfim virassem-se para a mesma direção.

— Vamos Daisuke! A Naomi já vai embora.

— Já vão? – Kawaki olhou para a loira visivelmente desapontado, pois não conseguirá conversar direito com a garota, coisa que estava ansioso para fazer.

— Vamos. – Daisuke respondeu frio no lugar da irmã.

— Já vamos sim, Kawaki. – sorriu – Até mais.

Daisuke murmurou algo que não deu para ouvir, segurou Ayame pelo pulso e se pôs a andar, se afastando o mais rápido possível, a puxando consigo, a loira sem ter o que fazer, apenas acenou para o ruivo, e tentou acompanhar o ritmo do irmão.

Do outro lado, próximo a cabana. Naomi estava com com seus pensamentos emaranhado, mas tentava ao máximo não exteriorizar os conflitos que estavam se passando dentro de si. 

— Vamos! – Hayato olhava para Naomi.

— Sim. – começou a andar e o moreno veio atrás.

Kaneki olhava enquanto Naomi seguia com Hayato para dentro da floresta, o jovem vampiro havia ficado confuso com a reação inesperada da Nakamura. Depois de manipular a garota com suas habilidades, tinha certeza que conseguiria se aproveitar pelo menos um pouco da dança dos dois, mas quando encostou em Naomi ela saiu correndo. Questionava-se se poderia Naomi ter saído de sua hipnose tão facilmente. Claro que não, isso seria loucura, ou talvez sim, afinal ela é filha de um caçador de vampiros, poderia ter herdado uma ou outra habilidade. Vendo o irmão Hayato saindo com Naomi, fez com que o jovem Yamaguchi ficasse mal humorado, deixando o grupo de pessoas que conversavam ao seu redor, virou o copo de uísque que tinha na mão e saiu andando entre as pessoas com o um copo agora vazio na mão.

— Oi Kaneki!! – disse aparecendo de supetão na frente do garoto, ela tinha os cabelos curtos e preto, era uma de suas admiradoras, aluna do turno diurno, de fato uma bela jovem, ela tinha um sorriso nos lábios e seus olhos tinham um brilho exagerado ao olhar para o jovem Yamaguchi.

— Ah. Oi. – a encarou com indiferença.

— O que foi? Não lembra de mim? É a Liss Yamato!! – riu.

— Quer alguma coisa? - disse sem mudar o tom de voz, olhou em volta enquanto dizia, como se procurasse algo mais interessante ao redor.

— A sua festa está demais, Kaneki! – disse com a voz embaralhada e encostou no braço do garoto, estava visivelmente bêbada.

Kaneki estava frustrado, sentia como se tivesse perdido a batalha, queria apenas ficar sozinho, mas depois de ponderar a garota a sua frente, mudou de ideia, preferindo se aproveitar da situação e decidiu que a usaria para que por fim pudesse se sentir melhor.

— Esta mesmo né! – sorriu e se aproximou, envolvendo seu braço no ombro da garota – O que acha de darmos uma volta?

— É serio? – disse empolgada enquanto o olhava – Vamos!!

Kaneki a guiou para dentro da cabana. Liss não conseguia andar em linha reta graças a grande quantidade de bebida que havia ingerido. A garota não deixava de sonhar acordada, poderia finalmente realizar seu mais profundo desejo, que era ficar com Kaneki a qual ela idolatrava em todas as festas, eventos sociais, bailes e nas entradas do turno noturno.

Kaneki levou-a para um dos quatro quartos que havia na cabana, entraram e o garoto fechou a porta.

— Ahh Kaneki! – suspirou a garota - Sempre imaginei como seria ficar com você. – disse se sentando na cama e olhando enquanto ele trancava a porta.

— Ah... que pena! – exclamou e se virou para ela – O que vai acontecer agora, infelizmente você terá de esquecer! – a encarou sorrindo.

— Como assim? Não estou tão bêbada para esquecer um beijo! – disse dando enfase a ultima palavra, o olhava confusa e ele começou a dar passos lentos em sua direção.

— Beijo? – sorriu maliciosamente, parou na frente de Liss e a empurrou, fazendo com que a mesma se deitasse na cama, Kaneki então subiu em cima de Liss, seus olhos se encontraram – Ora, não pretendo beija-la garotinha tola.

— Então o que fazemos aqui? – suas bochechas estavam levemente vermelhas por causa da bebida e por ter aquele homem a qual ela sempre admirou em cima dela, estava intimidada com a atitude repentina de Kaneki, mas não tinha como dizer algo em um momento desses. 

— Se você for boazinha, eu posso deixar você se divertir com a ideia de um beijo. - soltou um risada no sopro.

- O que? - Liss tinha uma expressão confusa no rosto.

- Olhe aqui, você não pode gritar, Entendeu! – olhou a garota nos olhos e ela repetiu a ordem que acabará de receber.

O garoto passou a mão nos cabelos de Liss e tirou algumas mechas do cabelo preto de seu caminho, passou a ponta do dedo indicador na pele branca da garota. Nesse momento os olhos de Kaneki deixaram a cor azul habitual, e um vermelho intenso tomou a cor de suas orbes, tão vermelhos quanto o sangue que percorria nas veias da pobre garota indefesa em seus braços. Liss estava estática enquanto ele fazia o que bem entendia. Seus dentes caninos cresceram significativamente e então os enfiou sem hesitar no pescoço de Liss, que fez uma expressão de dor, mas como o jovem Yamaguchi já havia ordenado a garota não gritou, mordendo o lábio inferior para tentar abafar o gemido de dor que estava prestes a deixar escapar. Kaneki saboreou prazerosamente o sangue da garota indefesa, imaginando ser o de Naomi. Kaneki só largou o pescoço da pobre garota quando sentiu o corpo da mesma enfraquecida. Levantou-se, sua boca e queixo estava toda ensanguentada, e a garota permanecia deitada.

— Hun... – suspirou satisfeito – Você é realmente muito boa minha menina! Mas, realmente deveria beber menos. – disse zombando, pegou um pano em cima da cômoda velha que havia no quarto, limpou sua boca e queixo, sentou-se na cama e fez com que Liss se sentasse também – Olha aqui! Eu te trouxe aqui no quarto e nos beijamos, isso foi o que aconteceu. – olhava a garota nos olhos.

— Você me trouxe no quarto para que pudéssemos nos beijar. – o olhava.

— Você saiu satisfeita, mas não deve ficar iludida.

— Foi ótimo, mas não irei me apaixonar.

— Isso, boa garota! – passou o dedo na mordida que havia feito no pescoço da garota, ela fez uma careta e ele chupou o próprio dedo – Está vendo como eu consigo ser legal, disse que deixaria você sair daqui feliz! - disse enfatizando - Bom, temos que limpar isso. – pegou o pano e passou com cuidado sob a ferida.

Kaneki antes de deixar Liss sair do quarto, fez com que a garota escondesse a marca da mordida que acabara de receber. A garota saiu do quarto sorridente com lembranças de um beijo que nunca aconteceu.

Hayato e Naomi andaram por alguns minutos no meio da floresta e logo chegaram à cidade, por ser tarde da noite não havia ninguém nas ruas.

— Você esta se sentindo melhor? – a olhou enquanto andavam um ao lado do outro.

— Estou bem! – sorriu – Não sei bem o que aconteceu...

— Como assim? – ele a olhou curioso.

— Não sei, uma hora estava com seu irmão e em outra hora não sabia o porque estava com ele... Deve ser a bebida! – disse passando a mão na cabeça.

“Será possível? Ela quebrou a hipnose do Kaneki? Mas como ela fez isso?” se questionou Hayato em pensamento.

— Deve ser a bebida mesmo, ainda bem que estou aqui para cuidar de você! – sorriu e falou com tom levemente convencido.

— Que sorte a minha! – sorriu o olhando e o moreno riu.

Os dois foram conversando e quando perceberam já haviam chegado na casa de Naomi.

— Esta entregue. – sorriu.

— Obrigada por me trazer, Hayato! – os dois se olharam por alguns minutos.

— Érg... Vou deixar você descansar então.

— Esta bem. Obrigada mais uma vez! – sorriu, deu um passo na direção de Hayato que já estava próximo a ela, Naomi então deu um beijo na bochecha do moreno.

Hayato a olhava fixamente enquanto ela se aproximava e ficou parado observando o que a garota faria, se dissesse que não ficou um pouco apreensivo estaria mentido, depois do beijo o moreno sorriu de lado, pois não era exatamente o que esperava, mas aquieceu.

— Até mais, Naomi! – piscou e saiu andando.

Naomi entrou em casa fazendo o menor barulho possível, pois todas as luzes estavam apagadas e a garota supôs que sua mãe estivesse dormindo. Passaram-se algumas horas e o sol nasceu no horizonte, a luz radiante e levemente quente entrava pela janela do quarto de Naomi, mas isso não a incomodava e a bela continuava a dormir.

Ayame e Daisuke caminharam em silencio, sem demora chegaram em casa.

— O pai deve esta dormindo! – Ayame falou baixo enquanto tirava os sapatos na porta.

— Sim. – disse seco, tirou seus sapatos e ia seguir para o quarto.

— Daisuke? – disse o olhando.

— Huh? – a olhou por cima do ombro.

— O que achou da festa? – disse receosa e curiosa.

— Hun, sei lá. – a loira o olhou insatisfeita e ele então continuou – Parecia tudo normal, mas não acho que nessas festas seja sempre assim! – disse e foi para o quarto.

A loira ficou olhando o irmão se afastava. Ayame, tinha se divertido na festa como a muito tempo não se divertia, mas sabia no fundo que seu irmão estava certo, e que todos os vampiros não são confiáveis, nem mesmo aquele vampiro carismático e com cabelos vermelhos. Ayame despertou de seus pensamentos e se viu sozinha na entrada da casa, começou a caminhar até seu quarto, não demorou muito todos já estavam dormindo.



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