História Night Creatures - Capítulo 3


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Categorias The Originals, The Vampire Diaries
Tags Drama, Lobisomens, Revelaçoes, Romance, Sobrenatural, Vampiros
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Palavras 2.179
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oioiii! Espero que gostem desse capítulo, boa leitura.

Capítulo 3 - Mistakes


“I wanna see the sun rise

On your sins, just me and you”

- Dusk till dawn, Zayn Malik feat. Sia

 

William

— Preferem que eu comece por onde? — Perguntou Mary.

Nós três estávamos sentados na sala, apenas nos encarando. Nenhum sabia ao certo o que dizer, já que eu e Matthew passamos mais de meio século acreditando que nossa melhor amiga estava morta.

— O que realmente aconteceu? — Respirei fundo. — Você sabe muito bem do que eu estou falando.

— Era 1939. — Ela começou a falar, mas eu lembrava exatamente da data. 17 de outubro de 1939. — Queriam exterminar os vampiros de Sunset Valley e achavam que tinham conseguido capturar todos. Nos prenderam em uma casa bem afastada, uma bruxa Hampton fez um feitiço que nos impedia de sair e então atearam fogo em tudo.

— É, nós já sabemos de tudo isso. — Falou Matthew. — Achávamos que tinha morrido lá, queremos saber como que conseguiu sair.

— Digamos que a bruxinha Hampton me devia um favor. — Ela deu um sorriso debochado. Algumas vezes Mary conseguia ser muito parecida com o meu irmão.

— Por que ela devia um favor para você? — Perguntei.

— Um ano antes eu salvei a vida dela e dos pais dela que estavam sendo perseguidos por um lobisomem. — Mary suspirou. — Ela abriu uma pequena brecha na barreira que havia feito para que eu fugisse, mas isso tinha que ser mantido em segredo. Me mudei para a França.

— E por que voltou? — Sabia que Matthew sentia falta dela, mas também sabia que ele faria de tudo para fingir que não.

— Senti saudade. — Mary levantou-se da poltrona. — Meu quarto aqui ainda está em ordem, não está?

Então ela estava de volta, com seu charme sem fim e fome insaciável por sangue.

 

Isabelle

— Então ele simplesmentente foi embora? — Perguntou meu irmão mordendo mais um pedaço de pizza. Fazia meses que estávamos tendo uma alimentação a base disso.

— Sim. — Bufei. — Talvez ele só não tenha gostado de mim.

— Izzy, em dezessete anos, nunca existiu um garoto que não tivesse gostado de você. — Jackson sorriu.

— Violet vai dormir aqui hoje, tudo bem? — Eu já sabia que meu irmão não se importava que minhas amigas viessem aqui em casa, mas sempre gostava de perguntar.

— Tudo bem. — Ele fez uma pequena pausa. — Na verdade, tenho um encontro hoje, então não estarei aqui para atrapalhar.

— E quem é a azarada? — Brinquei.

— Mary. Mary Hastings. Ela é nova na cidade, provavelmente vocês não se conhecem. Nós nos conhecemos no bar hoje enquanto eu trabalhava.

Alguém bateu na porta. Eu e Jackson nos entreolhamos, algo que sempre tivemos o costume de fazer. Era como se nós nos entendessemos com apenas um olhar e claramente, assim com eu, ele não estava esperando ninguém.

Levantei-me da cadeira e fui até a entrada da casa. Para minha surpresa, era William que estava lá quando abri a porta.

— Oi. — Ele disse. — Espero que não seja muito estranho eu ter vindo aqui. Violet me passou o endereço, pois eu queria me desculpar por ter saído daquele jeito ontem. Não queria deixar uma impressão ruim, mas não gosto muito de ver sangue.

— Ah, não, claro… — Eu estava completamente sem palavras. Ninguém no lugar dele teria feito isso. — Está tudo bem. Eu e meu irmão estamos almoçando agora, mas se quiser pode entrar.

Dei um passo para o lado, dando espaço para que William passasse.

Jackson não conseguiu esconder a surpresa no olhar.

— Jack, esse é William. — Falei e a surpresa em sua expressão ficou ainda mais acentuada.

— Sente-se. — Pediu ele apontando para o lugar vago ao lado da cadeira em que eu estava sentada antes. — Você também, Izzy.

Nós dois sentamos. Aquele não era exatamente o almoço de sábado que eu tinha em mente, já que meu irmão sempre dava um jeito de me deixar envergonhada na frente dos meus amigos.

— Então William, quer um pedaço? — Jackson perguntou fazendo um sinal com a cabeça para a pizza.

— Não, obrigado. — Ele respondeu. — Almocei antes de vir para cá.

— Você não é daqui, é? Notei seu sotaque.

— Nasci aqui, mas me mudei para Londres ainda bem pequeno.

— Desculpe a pergunta, William, mas qual é o seu sobrenome? — Meu irmão perguntou.

— Bonneville.

— Ah, está morando na mansão Bonneville? — Não tinha ideia de como Jackson sabia da existência dessa residência, mas permaneci em silêncio.

— Prefiro não chamá-la de mansão, mas sim, estou morando lá com meu irmão mais velho. — Contou meu amigo.

Ficamos conversando por mais alguns minutos, até William ter que ir embora. Ele e meu irmão pareciam ter realmente gostado um do outro.

— Ele é um bom partido. — Jackson falou. Eu esperava que ele estivesse brincando, mas quando olhei para ele percebi que não estava. — É um pouco misterioso, não pareceu gostar de se abrir muito, mas é um garoto muito legal, quer dizer, quem mais viria até aqui se desculpar por ter ido embora do nada?

— Nós nos conhecemos ontem. — Disse. — Além disso, não estou a procura de um relacionamento agora. O acidente… ainda é tudo muito recente. — Coloquei meu prato na pia.

— Isabelle… — Jackson se aproximou de mim. — Nossos pais iam querer que você seguisse em frente com a sua vida.

— Eu sei, Jack. — Olhei para o chão e fiquei encarando meus próprios pés. — Mas é difícil apagar a lembrança daquela noite.

Meu irmão me abraçou. Ele não era um grande demonstrador de afeto, mas ele sabia como eu precisava daquilo.

 

Hayley

Não achava que Dylan ainda estaria comigo quando eu acordasse. Pensei que esperaria eu dormir e sairia silenciosamente, mas ele não vez isso. Estávamos acordados quando acordei, mas ele permanecia em um sono profundo.

Se ele tivesse simplesmente ido embora teria sido muito mais fácil, por mais que não fosse me fazer feliz. Dessa forma, eu poderia simplesmente fingir que não lembrava do que tinha acontecido por causa da bebida, mas agora teria que encarar o fato de que tinha passado a noite abraçada com o namorado da minha melhor amiga.

— Dylan. — Chamei enquanto o balançava. — Dylan, acorda por favor.

— O que houve? — Ele perguntou parecendo confuso. Seu rosto ainda estava um pouco inchado.

— Temos que fingir que isso não aconteceu, por favor. — Falei levantando da cama. — Não quero magoar Violet.

— Hayley, se acalma. — Dylan também se levantou e veio em minha direção, colocando as mãos em minha cintura. — Está tudo bem. Não fizemos nada errado.

— Fizemos sim, como você não percebe? — Perguntei ficando cada vez mais nervosa. — Violet vai ficar tão irritada… Ela nunca faria isso comigo.

— Ela não vai ficar irritada, pois não vai ficar sabendo, certo?

Eu apenas concordei com a cabeça.

— Agora eu vou ir embora e poderemos fingir que nada disso aconteceu. — Dylan deu um sorrisinho para mim, logo depois calçando deus tênis.

O acompanhei para a porta da frente, sabia que meu pai já tinha saído para trabalhar. Ficamos em silêncio o caminho inteiro, sem sequer nos despedirmos.

Eu tinha acabado de cometer o maior erro de toda a minha vida e não tinha nada que eu pudesse fazer para consertá-lo.

 

Violet

Isabelle já tinha ido dormir, nunca entendi como ela conseguia dormir tão cedo.

Desci as escadas lentamente e fui até a cozinha para pegar um copo de água. Para minha surpresa, Jackson estava lá.

— Izzy disse que você tinha um encontro. — Falei sentando-me ao seu lado nos bancos da bancada da cozinha após servir um copo de água para mim.

— Levei um bolo. — Ele respondeu. — Talvez eu deva desistir de encontrar alguém. Ficar sozinho nem é tão ruim assim, sabe.

Sempre gostei da cumplicidade que eu e Jack criamos através dos anos. Quando era menor, praticamente vivia aqui e nós criamos um laço muito forte de amizade, mesmo que ele fosse três anos mais velho.

— Sinto muito. — Falei com sinceridade. — Mas é bom ficar sozinho às vezes.

— Fácil dizer enquanto você tem um namorado. — Ele deu um gole na bebida que estava no copo a sua frente. Com certeza era algo alcoólico, só não sabia dizer exatamente o que.

— Bom, sobre isso… — Fiz uma pausa. Ainda não sabia dizer se eu e Dylan estávamos juntos depois da briga de ontem e também não tínhamos trocado nem uma palavra sequer hoje. — Digamos que eu e Dylan não estamos em um dos nossos bons momentos.

— Aconteceu alguma coisa em específico? — Jack me encarava com seus olhos verdes brilhando na luz fraca.

— Não eu acho. Ele só insiste que escondo muitas coisas dele. — Suspirei.

— E você esconde? — Nós continuávamos nos encarando. O olhar de Jackson era penetrante, como se ele soubesse de todos os meus segredos.

Não respondi a pergunta dele, pois sabia que teria que mentir e eu simplesmente não queria mentir para ele.

O silêncio continuou se estendendo e seus olhos que antes estavam fixos nos meus, desceram um pouco para minha boca.

Jack começou a se inclinar para frente aos poucos e eu fiz o mesmo. Quando percebi, nossos lábios já estavam grudados. Sua mão pousou em minha perna e a outra em meu cabelo. Coloquei minha mão na nuca dele enquanto nossas línguas brincavam uma com a outra.

— Meu Deus. — Falei quando eu finalmente me toquei do que estava acontecendo. — Você é o irmão da minha melhor amiga, eu não deveria… só vamos fingir que isso nunca acontece, está bem?

Corri de volta para o quarto, totalmente atordoada.

Isabelle ainda dormia calmamente, então decidi fazer a única coisa que me faria sentir melhor. Me transformar.

Abri delicadamente a janela do quarto e pulei.

Odiava a parte da transformação, mas depois sabia que a sensação de liberdade faria valer a pena.

Senti meus ossos começarem a se quebrar. Primeiro os da coluna, depois as pernas e braços. Era uma dor praticamente insuportável quando me transformei pela primeira vez, pensei que com o tempo iria me acostumar, mas estava errada.

Quando finalmente assumi minha forma de lobo, comecei a correr pelas ruas. Era de madrugada e ninguém veria.

Um carro surgiu do meio das sombras, estava em alta velocidade e seu farol não estava ligado. Já era tarde para correr. O carro me atingiu. Voei para longe.

— Mas que droga. — Disse a voz de um garoto enquanto descia do carro.

Não esperava que ele fosse parar e como estava machucada, não sabia quanto tempo manteria minha forma de lobo.

O garoto se aproximou de mim e então vi que era Oliver.

Senti meus ossos se quebrando mais uma vez. Estava virando humana novamente.

— Mas o que… — Oliver deu alguns passos para trás, parecendo muito assustado.

Olhei para o meu corpo, agora completamente nu e encarei meu amigo. Seus olhos estavam arregalados, ele parecia paralisado.

— Tem alguma coisa para eu me cobrir? — Não sabia o que dizer. Minhas feridas logo iriam cicatrizar, mas o quanto a Oliver não tinha o que fazer. Agora ele já sabia.

— Meu Deus, meu Deus, meu Deus… — Ele passou a mão no cabelo e respirou fundo. — Acho que tenho um cobertor no carro.

Ele correu até o automóvel e por um momento pensei que ele simplesmente iria embora, mas alguns instantes depois ele voltou com um cobertor.

— Aqui está. — Oliver me cobriu e me ajudou a levantar.

— Eu juro que posso explicar, só preciso que me leve para a casa de Isabelle.

Ele apenas concordou com a cabeça e me levou até o carro.

— Por onde quer que eu comece? — Perguntei.

— Por onde eu quero que você comece!? — Ele praticamente gritou. — Em um momento era um cachorro e no outro… no outro era você. Não consigo pensar em nenhuma explicação lógica para isso.

— Eu sou uma lobisomem, não um cachorro. — Fiz uma pausa. — Acho que não existe explicação mais lógica do que está.

— Você só pode estar brincando. — Disse. — Só estava indo para casa da minha vó. Ela me ligou dizendo que estava se sentindo sozinha e eu achei que seria uma boa ideia fazer uma surpresa mesmo sendo tarde… Tenho certeza que vou acordar e tudo isso vai ter sido um sonho.

— Oliver, sei que é demais para assimilar, mas você precisa prestar atenção e, principalmente, deixar isso em segredo, tudo bem?

— Sim, tudo bem. — Ele parecia verdadeiramente mais calmo agora.

— Lobisomens, vampiros, bruxas… São reais. — Respirei fundo. Nunca imaginei ter que contar tudo isso para alguém um dia. — Minha mãe era uma lobisomem, assim como eu, mas, ao contrário de minha vó a maldição dela nunca foi ativada, porque… — Eu realmente não sabia como explicar. — Porque para que a maldição seja ativada, é preciso que mate alguém.

— Quer dizer que você matou uma pessoa? — Oliver estava nervoso novamente.

— Um vampiro. Ele atacou minha mãe e eu o matei. — Expliquei calmamente. — Eu tinha apenas quinze anos e quando minha mãe viu o que eu tinha me tornado, decidiu fugir. Não a vejo desde então, mas é muito mais fácil dizer que ela está morta.

Paramos em frente a casa de Isabelle.

— Ollie, antes que eu vá, preciso ter certeza que isso ficará entre nós. — Pedi.

— Ta bom.

Abri a porta do carro e desci, mas antes que fosse embora de fato, deixei um último recado:

— Me encontre amanhã, no bar onde sempre nos encontrávamos, às três da tarde. Juro que te explicarei tudo.

 


Notas Finais


Bom, espero que tenham gostado do capítulo e comentem o que estão achando!!


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