História Night Huntress Vol 5 - Capítulo 4


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Ecchi, Ficção, LGBT, Luta, Magia, Romance e Novela, Sci-Fi, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem qualquer erro

Capítulo 4 - Capitulo 3


Uma grande sombra passou pela porta, bloqueando o sol enquanto Tiny entrava no apartamento. O apelido do vampiro era irônico, porque ele era forte de um jeito que faria até o lendário Conan se sentir inseguro.

― Os policiais estão vindo. - Ele disse.

Eu tinha escutado o barulho de sirenes chegando mais perto nos últimos dois minutos. Acho que um dos vizinhos ficou nervoso ao ver várias pessoas de aparências sinistras rodeando na entrada da garagem. Obviamente eles não tinham escutado a luta de morte que aconteceu várias horas antes ou não seríamos os primeiros na cena.

― Você continua bisbilhotando aqui, eu vou lidar com eles. - Eu disse para Lauren. Se tivéssemos sorte, Lauren poderia reconhecer o cheiro de um dos assassinos. Nesses duzentos e vinte e poucos anos como uma vampira, ela cruzou com muitas pessoas imortais e odor era tão único quanto uma impressão digital.

Porém, eu não tinha muita esperança de que resolveríamos esses assassinatos tão facilmente. Lauren pode conhecer um monte de pessoas imortais, mas vampiros e ghouls compõem aproximadamente cinco por cento da população do mundo. Mesmo com a extensa história de Lauren, haviam muitos para Lauren conhecer cada um dos sem pulsação pessoalmente.

Lauren olhou de relance para Tiny, que me seguiu para o lado de fora. Eu não peguei meu celular, mas aquele tinha sido meu primeiro instinto. Usar meus contatos no governo para afastar policiais de cenas de crime era um hábito para mim depois de anos no meu antigo emprego. A próxima parte, portanto, ainda era relativamente nova.

― Hey. - Eu gritei quando os policiais chegaram e saíram de sua viatura. ― Que bom que vocês estão aqui, eu já ia ligar.

― Você mora aqui, senhora? Nós recebemos uma informação sobre pessoas suspeitas vadiando na área. - O policial loiro disse, olhando Tiny de uma forma desconfiada. A mão de seu parceiro se moveu para sua arma.

― Fale assim de novo e eu vou esquecer que não estou com fome. - Tiny murmurou, tão baixo que os policiais não puderam ouvi-lo.

Eu reprimi uma risada e me dirigi aos policiais novamente.

― Eu não moro aqui, mas o apartamento do meu amigo foi invadido. Vocês podem verificar?

Os policiais me deram uma olhada atenta enquanto subiam as escadas para o segundo andar. Eu sorri de uma forma inofensiva e garanti que minhas mãos vazias estivessem bem a vista. Claro, um policial minucioso iria se perguntar por que eu estava vestindo uma jaqueta longa durante uma tarde quente de verão.

Quando eles estavam a uns três metros de mim, meus olhos castanhos se transformaram em vermelhos brilhantes. Eu lancei aquele olhar para eles, deixando a armadilha de poder Nosferatu nublar suas mentes.

― Não há nada acontecendo aqui. - Eu disse com uma voz firme e agradável. ― Virem-se e vão embora, a chamada foi alarme falso.

― Nada acontecendo. - Oficial loiro repetiu.

― Alarme falso. - Seu colega repetiu, sua mão deixando a arma.

― Isso mesmo. Vão. Sirvam e protejam em outro lugar.

Os dois se viraram e voltaram para o carro sem outra palavra, indo embora. Antes de eu me tornar uma vampira, eu teria levado vinte minutos e duas ligações telefônicas para conseguir o mesmo resultado, a menos que Lauren desse uma olhada com os olhos vermelhos para os policiais locais irem embora. O poder dos vampiros controlarem a mente com certeza fazia ser fácil atravessar a burocracia quando se tratava de cenas de crime.

Lauren apareceu na porta do apartamento segurando dois pacotes finos embrulhados com lençol. Para qualquer vizinho abelhudo, ela podia estar carregando persianas horizontais embrulhadas ao invés do que eu sabia que eram os restos de Shayne e Harris.

― Tiny, coloque esses no seu porta malas. - Lauren disse, entregando os corpos para Tiny. Então ele pulou sobre a sacada, aterrissando no estacionamento sem nem ao menos uma balançada em sua caminhada enquanto ia em direção a Ed e Scratch. Os dois vampiros olharam Lauren com respeito e melancolia.

― O que você vai fazer com os corpos? - Ed perguntou.

― Queimá-los em outro lugar. - Lauren respondeu.

Scratch passou a mão por seu cabelo grisalho.

― Acredito que você irá cair fora agora que sabe o que queria saber.

Scratch parecia resignado. Eu notei o leve sorriso de Lauren enquanto eu descia para o estacionamento pelo caminho normal, pelas escadas.

― Entrem no carro, rapazes. Nós temos coisas para discutir.

Eu fiquei atrás da direção com Lauren no carona enquanto Ed e Scratch subiam, cautelosamente, no assento de trás. Do meu espelho retrovisor vi Tiny enfiar os restos dos dois vampiros em seu porta-malas, em seguida ele e Band-Aid estavam prontos para ir.

― De volta para o shopping? - Eu perguntei, saindo da entrada da garagem.

― Pode ser, Camz. - Ela respondeu. Seu braço descansou do outro lado do assento, se colocando em uma posição mais confortável enquanto olhava para Ed e Scratch.

― Vocês tentariam levar os assassinos dos seus colegas para a justiça se tivessem apoio? - Lauren perguntou pra eles.

Um som de escárnio saiu de Ed.

― Claro. Shayne não merecia ir assim. Não conhecia Harris muito bem, mas provavelmente ele também não merecia.

― Sem dúvida. - Scratch murmurou.

Eu olhei Lauren de canto de olho, me perguntando onde ela ia com isso e ainda incapaz de me ligar a suas emoções para ter uma pista. Ela bateu no queixo, pensativa. 

― Seria perigoso, mesmo com ajuda.

Outro som de escárnio, dessa vez de Scratch.

― Viver é perigoso quando você não tem um mestre, a menos que você seja um dos fortes sortudos, mas eu não espero que você saiba muito sobre isso.

Um sorriso passou quase despercebido pelos lábios de Lauren .

― De fato, eu sei uma coisa ou outra sobre viver perigosamente, mas como vocês parecem não estarem satisfeitos em não terem um mestre, o que dizem de se juntar a minha linha?

Meu olhar voou para Lauren antes de passar rapidamente para o espelho retrovisor. Tanto Ed quanto Scratch pareciam espantados. Eu também estava. O que Lauren estava oferecendo era parecido com adotá-los.

― Pensem antes de responder. - Lauren prosseguiu. ― Uma vez jurado, vocês não podem mudar de ideia e conseguir sua liberdade a menos que peçam, formalmente, por isso e eu decida conceder essa solicitação. - Ed soltou um assobio suave.

 

― Você está falando sério, não está?

 

― Como a morte. - Lauren respondeu levemente.

 

― Eu ouvi que você é uma vadia desprezível. - Scratch disse depois de uma longa pausa. ― Mas eu também ouvi que você é justa. Eu posso lidar com desprezível e justa. Supera estar por conta própria tentando lutar contra cada idiota que pensa que matar um vampiro sem mestre é um jeito fácil de ganhar fama.

Minhas sobrancelhas se levantaram perante essa dura análise, mas Lauren não parecia nem um pouco ofendida.

― E você Ed?

― Por que você está oferecendo isso? - Ed ponderou, olhando para Lauren com os olhos apertados. ― Você sabe que pelos nossos níveis de poder nunca seremos mestres. Você também não pode estar em dificuldades financeiras e para isso quer nossos míseros dez por cento, então o que você ganha com isso?

Lauren emparelhou o olhar com o de Ed.

― Para começar, eu quero pegar esses ghouls e vocês me ajudariam com isso. Você também deve ter ouvido que guerras recentes mataram vários membros da minha linhagem. Você foi leal aos seus colegas mesmo depois que seu mestre morreu e você não tinha obrigação alguma com eles. Então você foi esperto o suficiente para não entrar em uma armadilha em potencial sem apoio. Me seria útil ter mais sujeitos espertos cuja lealdade a mim, minha esposa e ao meu co-regente seria sem exceção.

Ed encontrou meu olhar brevemente no espelho retrovisor antes de olhar novamente para Lauren.

― Tudo bem. - Ele disse, avaliando cada palavra. ― Estou dentro.

Lauren puxou uma faca de prata. Eu voltei minha atenção para a rua antes que eu causasse uma destruição com minhas frequentes olhadas pelo carro. Além do mais, eu sabia que Lauren não ia começar a apunhalar Ed e Scratch. Ela ia apenas tornar isso oficial.

― Pelo meu sangue. - Lauren disse, fazendo um corte na palma da mão. ― Eu declaro que você, Ed, e você, Scratch, sejam membros da minha linha. Se eu trair esse juramento, deixo meu sangue ser minha penalidade.

Então Lauren passou a faca para Ed, seu corte se curando antes das primeiras gotas de sangue respingarem contra suas calças. Eu não precisei olhar para trás para saber que Ed fez um corte na palma da mão; o tentador cheiro novo de sangue me disse isso.

― Pelo meu sangue, eu reconheço você, Lauren, como mestre. - Ed falou em tom irritado. ― Se eu trair esse juramento, deixo meu sangue ser minha penalidade.

Scratch repetiu as palavras com o acompanhamento de outro cheiro de dar água na boca enchendo o carro. Além de todo meu desconforto com aquele aspecto todo de "mestre" que vem com a linha dos vampiros, agora eu tinha o aperto no meu estômago para pensar a respeito. Eu não tinha me alimentado desde a noite anterior e minha próxima refeição poderia ser complicada de conseguir já que eu teria que encontrar alguém, além de Lauren, de quem beber. Vampiros normais tinham muitas opções quando se tratava de se alimentar. O poder em seus olhares significava que eles podiam fazer um lanche com os humanos sem seus doadores se lembrarem que tinha acontecido, ou vampiros trocavam hospedagem e alimentação com humanos especialmente selecionados em troca de sangue.

Eu não tinha essas conveniências. Controle da mente não funcionava em outros vampiros, e nenhuma família imortal que eu conhecia tinha uma cocheira de vampiros disponível para se alimentar deles. E mais, ainda estávamos tentando manter minha estranha dieta e seus efeitos colaterais longe de se tornar conhecimento comum. Então eu não podia simplesmente pedir para o próximo vampiro que eu visse se eu podia dar uma mordida nele ou nela.

Scratch passou a faca manchada de sangue de volta para Lauren assim que ele terminou de jurar sua fidelidade. Eu resisti a uma urgência repentina de lamber a lâmina e me concentrei na rua, fazendo um resumo mental de jeitos em que eu conseguiria sangue. Normani, um membro do meu antigo time, era imortal apenas há um ano, então ela era uma possibilidade. Talvez eu pudesse conseguir que ela me enviasse um tanto de seu sangue, apesar de que Normani iria perguntar por que eu o queria. Nenhum deles sabia sobre minha estranha dieta, ainda.

O melhor amigo de Lauren, Spade, sabia do que eu me alimentava e eu já tomei seu sangue, mas eu não queria fazer disso um hábito. Spade era um vampiro mestre, então isso significava que ele era forte demais. Na verdade, a maioria dos amigos de Lauren eram fortes demais.

Droga! Não beber de Lauren sem passar fome seria mais difícil do que eu tinha imaginado.

― Por enquanto, não diga a ninguém sobre nossa parceria. - Lauren disse para Ed e Scratch, centralizando minha atenção de volta à situação presente. ― Cuidem de seus negócios como se nunca tivéssemos no conhecido. Aqui está um número onde vocês podem me achar. Ao primeiro sinal daqueles ghouls, me liguem imediatamente, mas não os confrontem. Entendido?

"Entendido" e "Claro" foram as respostas. Eu me perguntei se eles tinham entendido realmente. Eu entendi, e não fiquei emocionada.

***

Eu deixei os vampiros perto da fonte Easton onde os encontramos, esperando até que eu dirigisse por algumas milhas antes de olhar para Lauren.

― Você está os usando como isca.

Lauren encontrou meu olhar, seu olhar não escondendo nada.

― Sim.

― Deus. - Eu murmurei. ― Você não está deixando que eles contem a ninguém que acabam de ser elevados de sem mestre para pertencer a uma vampira poderosa então aqueles ghouls ainda irão considerá-los carne fácil. Isso os está, deliberadamente, colocando em perigo.

― Não mais do que estavam antes, como eles mesmos disseram. Mas agora se algum mal for feito a eles, eu terei direitos perante nossa lei, para investigar. - Ela respondeu com uma lógica irritante. ― Acredite em mim gatinha, estou esperando que nada aconteça a eles e que sua utilidade venha de me indicar a direção daqueles ghouls. Mas se Apollyon está por trás desses ataques, precisaremos de um jeito de chegar a ele sem parecer que estamos sendo precipitadamente antagônicos. Caso contrário...

Lauren não teve que terminar a frase. Caso contrário, Apollyon terá mais combustível para os rumores de que eu estou procurando ser algum tipo de Stalin vampírico, eu terminei mentalmente. Certo, porque isso era o que eu coloco na minha lista de coisas a fazer toda manhã. Escovar os dentes. Lavar o cabelo. Governar o mundo imortal com um punho de ferro.

― Eu não sei por que ghouls ouviriam Apollyon sobre eu ser uma ameaça de qualquer forma. - Eu murmurei. ― Eu posso ter uma dieta excêntrica como uma vampira, mas Apollyon não pode mais dizer para as pessoas que eu vou combinar os poderes de ghoul e vampiro. Me transformar cuidou daquele discurso paranoico dele.

O olhar de Lauren foi simpático, mas firme.

― Camz, você é uma vampira por menos de um ano. Durante esse tempo, você explodiu a cabeça de um vampiro mestre através da pirocinese e congelou dúzias de vampiros em um estupor através da telecinese. Suas habilidades, mais sua ocasional pulsação, são limites para assustar algumas pessoas.

― Mas elas não são minhas habilidades! - Eu explodi. ― Ok, a pulsação intermitente é minha, mas todo o resto foram poderes emprestados. Eu nem ao menos os tenho mais e, para começar, se eu não tivesse bebido de Vlad e Mencheres, eu nunca os teria.

― Ninguém sabe como você os conseguiu, ou que vocês os perde depois de algum tempo. - Lauren notou.

― Talvez nós devêssemos contar a eles. - Mas assim que eu disse isso, eu pensei melhor.

Ela deixou escapar o que parecia ser um suspiro.

― Se Apollyon soubesse a fonte de suas habilidades, ele poderia argumentar que você poderia manifestar qualquer poder que quisesse simplesmente bebendo de um vampiro que o tivesse. Melhor ele pensar apenas que você é extraordinariamente dotada baseado nos seus próprios méritos.

Em outras palavras, não importa como tentássemos vestir, eu ainda era uma aberração perigosa. Eu respirei fundo na esperança de que o gesto familiar fosse me acalmar. Não acalmou. Tudo que fez foi me trazer o cheiro do sangue para meus pulmões, apertando meu estômago de um jeito quase doloroso.

― Ruim demais que as visões do seu co-regente ainda não tenham voltado com força total. Isso tiraria a dúvida de que se isso é obra de Apollyon. - Lauren deu de ombros concordando.

― Mencheres tem tido alguns poucos vislumbres do futuro, mas nada relacionado a isso, e ele ainda não consegue dominar suas visões. Com sorte, seus poderes completos irão retornar logo. Mas até lá, nós estávamos por conta própria.

― Então continuamos firmes em não dizer a alguém como eu absorvo poder do sangue, e a usar Ed e Scratch para nos guiar até esses ghouls para ver se Apollyon está por trás deles.

― Isso mesmo, amor.

Eu fechei os olhos. Posso não gostar do plano, mas no momento, era nossa melhor opção.

― Isso deixa só mais uma coisa. - Eu disse, abrindo os olhos para dar um sorriso fraco para Lauren. ― Encontrar alguém, que não seja você, do qual eu possa me alimentar. 



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