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História Night Wars - Capítulo 3


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Notas do Autor


Oiee!
Fogo no parquinho aqui hoje! kkkkkk
OT23! atualizado, pq vou dar um jeito de incluir Sungchan e Shotaro, com certeza.
Vou ser breve aqui, espero que gostem.
Boa leitura <3

Capítulo 3 - Three


 

Night Wars

Capítulo III

 

Renjun

 

O casarão da família de Sihyeon ficava em na área mais alta da colina onde ficava a pensão da vovó Xia, mas não dava para ver o terreno de lá, apesar da vista farta de parte do bairro e até um pedaço do rio Han. A construção era grande e bonita, bem no estilo nada discreto de gente rica, com uma área externa bem cuidada e espaçosa toda iluminada com pequenos refletores. Era ali que a maior parte das pessoas se encontrava, conversando e balançando distraidamente ao som de algum pop genérico.

Sihyeon estava na parte da frente do jardim. Ela veio nos cumprimentar sorridente como uma boa presidente do grêmio faria.

— Bem vindos, rapazes! — ela cantarolou. — Comes e bebes na área da piscina. Daqui a pouquinho o DJ começa.

— Vai ter DJ, é? Da hora! — Chenle falou.

— Pois é, foi um presentinho de última hora do meu irmão, que é amigo próximo do DJ. Então tratem de se divertir, mas não muito, porque meus pais levam a segurança muito a sério — ela indicou com a cabeça um grupo de adultos conversando perto de uma fonte.

Sihyeon se despediu com um sorrisinho e se afastou.

— Acho que não vai ter suco batizado — comentei.

— Sempre tem. — Jaemin se aproximava acompanhado de uma menina. Os dois tinham o mesmo sorriso largo. — Basta saber onde procurar.

— Oppa! Que feio!

— Tô brincando, Yuyu — Jaemin a abraçou de lado. — Essa é minha irmãzinha, Yuna.

Cumprimentamos a garota, que não demorou muito para correr até alguma amiga.

— Ela nunca para quieta — Jaemin falou, a olhando com carinho.

— Ela é sua cara — comentei, vendo seu sorriso brilhante virar pra mim.

Diferente de seu visual fofo a la “príncipe” Jujuba daquela manhã, para festa ele colocara uma roupa mais despojada e arrumara o cabelo de um jeito charmoso que deixava seus olhos mais visíveis.

Merda, eu tava perdido.

— Ahem — Hendery pigarreou, e eu desviei o olhar para ver os outros nos encarando de forma maliciosa. Girei os olhos, tentando não dar bola para a queimação nas minhas orelhas. — Então, aquele suco batizado era brincadeira mesmo ou…

— Mais ou menos. Suco batizado não tem, mas é só esperar o Yeonjun hyung chegar que a gente resolve isso. Não sabia que vocês bebiam…

O tom cauteloso na voz de Jaemin me confundiu, mas Kun-ge sorriu como se entendesse.

— Um drink não faz mal, de vez em quando. A não ser para os mais novos.

Chenle grunhiu quando Kun-ge espalmou a mão em sua cabeça.

— Oh! Acho que vi o Jisung ali. Tchau!

Então Chenle se afastou pra longe, sem dar tempo para ninguém o segurar.

— Animados para a festa? — Jaemin sorriu.

— Essa festa não vai muito longe com a chuva — disse YangYang.

Jaemin olhou para o céu. Algumas estrelas resistiam à poluição luminosa de Seoul e a lua estava redonda e amarelada, como se fosse explodir. Nada de nuvens.

— Chuva? — perguntou.

— Está gorando a festa só porque não queria ter vindo? Que feio — Dejun sorriu.

— Não é como se eu estivesse chamando a chuva. Você sabe — YangYang deu um empurrãozinho no ombro de Dejun.

Jaemin estava com as sobrancelhas erguidas e a cabeça inclinada, como um cachorrinho curioso.

— YangYang é entusiasta de meteorologia — Kun sorriu.

— É parte de mim.

— Legal. — Jaemin sorriu, parecendo convencido daquilo, e, quando desviou a atenção, notei Kun censurando YangYang com o olhar e Hendery rindo baixinho quando YangYang deu de ombros.

— Oh! Yeonjun hyung chegou — Jaemin avisou. — E bem a tempo de o DJ começar.

Em uma das sacadas que dava para a área da piscina, vimos um homem alto e sorridente atrás de uma mesa de mixer. Ele abaixou o som da música e pegou um microfone.

— Hey, galera! Eu sou o DJ Johnny, e espero que estejam preparados pra curtir muito!

— O DJ Johnny é o bichão! — Hendery comentou animado, fazendo os outros rirem de um jeito cúmplice que não entendi.

Os pequenos holofotes diminuíram de intensidade, girando e intercalando entre diversas cores. As pessoas deram gritinhos animados e o pátio começou a se encher conforme DJ Johnny colocou um remix eletrônico.

— Oi, gente — cumprimentou Yeonjun. — Legal que vieram. Querem fazer uns drinques?

O grupo concordou plenamente e começaram a seguir Yeonjun para dentro da casa.

— Você vem? — Jaemin me perguntou.

— Ah, não sou muito fã de álcool.

— Eu também não. Mas podemos beber outra coisa.

Sendo assim, andamos até a mesa do pátio, desviando de pessoas dançantes. Enquanto nos servíamos de refrigerante, encontramos Serim e Eunji da nossa sala e começamos a jogar conversa fora.

Em certo momento, depois que as meninas se afastaram para ir ao banheiro, andamos conversando pela beirada da piscina.

— Acha mesmo que vai chover? — Jaemin voltou a examinar o céu.

— Talvez. Mas aí é só a gente dançar na chuva.

— Está meio frio pra ficar na chuva.

— Sério? — Não evitei sorrir maldoso.

Agarrei o braço de Jaemin e fingi o empurrar para dentro da piscina, mas o segurei com firmeza para ele não sair do lugar. Ele soltou um grito de susto meio esganiçado e arregalou os olhos para mim.

— Yaaah! Nem ouse. Meu celular está no bolso e é novinho — ele se abraçou choramingando.

— Ah, não se preocupe. Eu nunca faria nada pra prejudicar um celular novo.

Jaemin ofegou profundamente, me olhando com a cara mais ofendida de todas. Eu não consegui mais segurar a risada, ainda mais com ele fazendo o maior drama dizendo que o celular significava mais para Renjun do que ele.

— Não é um mero celular, é um iPhone 11!

Jaemin me encarou com raiva fingida, estreitando os olhos que faiscavam.

— Pode deixar que não vai ser ele que vai tomar banho de piscina.

E me puxou pelos pulsos na intenção de me jogar na piscina. Ele era mais forte do que parecia e eu realmente achava que Jaemin me jogaria lá. Mas não conseguia parar de rir enquanto tentava me desvencilhar dele.

Jaemin ria junto, perdendo a força conforme ficava sem fôlego. Ele me soltou e respirou fundo, ainda dando risadinhas. Então seu sorriso congelou e, aos poucos, foi diminuindo, enquanto ele olhava ao longe. Acompanhei seu olhar, mesmo já imaginando do que se tratava.

Jeno. Perto do portão de entrada. O veterano, Mark, estava com ele e ambos nos avistaram. O olhar de Jeno para mim foi como encostar distraidamente em uma panela quente, tão rápido e atordoante que me pegou fora de guarda, mas me deixou alerta.

Foi Mark que se inclinou na direção de Jeno e disse alguma coisa antes de passar o braço pelo ombro dele e se aproximar de Jaemin e eu. Senti Jaemin tencionando os músculos ao meu lado.

— Você veio — Jaemin falou para Jeno. O jeito que seus olhos cintilaram, feliz, porém receoso, me deixou incomodado, pra ser honesto.

— É, resolvi tomar um ar.

Jeno não voltou a olhar pra mim, embora fosse óbvio que minha presença o incomodasse. Já Mark não se intimidava nem um pouco com o silêncio constrangedor que começou entre nós, e foi ele quem o quebrou quando seu olhar encontrou o meu.

— Yo. Renjun, não é? Sou Mark — estendeu a mão para um cumprimento causal e firme. — Hendery está no time de basquete comigo e falou que você ia se mudar pra cá. Você parece ter se enturmado bem. Deve ser foda chegar depois do começo do ano.

Ele parecia bem amigável, mas havia algo em seus olhos. Algo analista demais.

— Um pouquinho. Mas tive sorte em encontrar alguém tão legal quanto Jaemin pra me mostrar a escola e me ajudar com o que eu precisasse.

Imediatamente, Jeno contraiu o maxilar e seu rosto ficou vermelho. Não olhou pra mim, mas por um momento pareceu que ele ia soltar fogo pelas narinas. Eu estava passando do limite o provocando? Claro, sei que estava. Mas aquela atitude pirracenta e possessiva que Jeno mostrava para com Jaemin quando eu estava por perto despertava o lado debochado de meu demônio interior, que queria que Jeno ficasse roxo de raiva.

Já Jaemin parecia perdido, bebendo suco de seu copo em pequenos e demorados goles, fazendo minha parte não-maligna se arrepender da pequena provocação.

— Tenho certeza de que Nana é a melhor pessoa pra recepcionar um aluno novo — Mark comentou com sincera simpatia, sorrindo para Jaemin. Mas ele mordeu o lábio e ficou encarando o nada, se mostrando ainda mais incomodado. Talvez até mesmo irritado.

Não tivemos tempo para mais um momento de silêncio constrangedor, já que os meninos voltaram com copos de bebidas. Hendery sorria e erguia seu copo para Mark, cumprimentando o “Capitain” do time de basquete com um toque de mãos amigável.

Outro garoto os acompanhava, e Renjun se lembrava de tê-lo visto no refeitório com o time especialmente porque ele falava muito alto e Eunji havia o chamado uma vez de “O gostoso do Lucas”, o que ficou marcado no meu cérebro, porque, bem, ele era mesmo gostoso.

— Johnny DJ!

Lucas soou como uma sirene por cima da música. Fiquei bem surpreso porque o DJ realmente ouviu Lucas e acenou para ele com um sorriso divertido.

Depois Lucas notou brevemente minha presença e tivemos uma rápida e agitada interação incentivada por ele ser de Hong Kong, mas ele logo estava se afastando por ter visto alguém que conhecia. Ele parecia não conseguir ficar meio minuto parado quieto.

— Preciso perguntar uma coisa do grêmio para Sihyeon noona — Jaemin comentou para ninguém em específico. Sorriu meio pra baixo para mim. — Até logo.

Não demorou até que Mark e Jeno seguissem para outro lugar também, sendo chamados pelos gritos do “gostoso do Lucas”.

— Credo, que clima de bosta — YangYang comentou com um meio sorriso.

— Como que a gente chegou a menos de uma semana e você já se enfiou num triângulo amoroso, Renjun-ge?

Os outros caíram na risada e Chenle sorriu todo espertinho. O demônio interior debochado devia ser de família, mas só Chenle foi agraciado com a língua solta. Expirei, mas não respondi. Era uma merda, mas era verdade. Meu plano de “ficar na minha” naquele ano começou mal.

— Não liga pro Jeno, Renjun — Dejun passou o braço pelo meu ombro. — Ele está meio estressado ultimamente, mas é um cara legal.

— Quem disse que eu tenho um problema com ele? Por mim, estou cagando.

Dejun ergueu uma sobrancelha, mas foi Kun quem falou.

— Que bom. Não vale a pena arrumar confusão com ele.

De novo aquela troca de olhares suspeita.

— Tá. Por que vocês ficam falando com se soubessem de algo que eu não sei?

Mas antes que falassem alguma coisa, Jaemin apareceu com o sorriso renovado e o copo de suco reabastecido. Sorri para ele que balançou descontraído com o remix do DJ Johnny. Olhei para Kun querendo dizer “não vou deixar esse assunto passar”, e ele pareceu responder com “não se preocupe, depois vamos te esclarecer tudo”. Como druidas de um mesmo Coven, não havia espaço para segredos.

A festa ficou mais animada bem rápido. A música era boa, a companhia, agradável, e me senti confortável para me soltar e dançar com os outros.

Conforme as músicas iam tocando, nós nos deslocávamos de grupo para grupo, mas Jaemin e eu ficamos juntos o tempo todo; um acordo mudo firmado por olhares e sorrisos. Conheci pessoas legais que eram da nossa escola e reafirmavam a popularidade de Jaemin.

Mais uma vez acabamos em uma rodinha onde Jeno também estava acompanhado novamente por Mark. Sua birra ficava mais evidente, mas havia também outra coisa, um tipo de confusão, algo que o deixava inquieto e ríspido com todo mundo. Mark se mantinha grudado a ele, o abraçando de lado com firmeza e fingindo que não via o óbvio mau humor do primo.

Mas Jaemin via, e eu sabia que ele estava se segurando para conversar com Jeno sobre aquilo. Eu não entendia qual era o tipo de relação entre os dois, mas eles eram obviamente próximos. Quando Jeno estava por perto, Jaemin ficava ansioso, tentando agradar o outro que só o ignorava, apesar de ser claramente algo forçado e Jeno ter plena noção de onde Jaemin estava e que ficava tentando chamar sua atenção.

Sinceramente, que saco. Que tipo de amizade tóxica e narcisista era aquela? Eu não queria me meter, mas meu sangue fervia cada vez que olhava para a cara mal humorada de Jeno, esnobando Jaemin, que parecia ser o único a tentar manter aquela relação.

Fiquei tão distraído pensando em várias maneiras de quebrar a cara de Jeno, que demorei a notar que estava o encarando abertamente. Minha cara não era das melhores quando eu estava irritado. De repente, estávamos os dois nos fuzilando com o olhar. Tenho certeza de que se ele pudesse explodir minha cabeça com o pensamento, eu já teria morrido umas dez vezes.

Sabia que não ia aguentar aquilo calado, então murmurei que ia ao banheiro para poder me afastar e esfriar a cabeça. Chenle tinha razão: como eu, que acabei de chegar, me meti em um rolo desses?

Me xingando mentalmente, fui até a cozinha pegar algo para beber. As luzes estavam acesas e algumas pessoas passavam por ali, conversando despreocupadas, para chegarem ao outro lado da área externa. Peguei uma lata de refrigerante no freezer e mal a abri, ela foi arrancada da minha mão por um tapa.

Jeno me encarava com o maxilar tenso e o olhar mais furioso que já me lançara. Olhei para ele com um misto de indignidade e surpresa já sendo substituído por raiva.

— Qual é a merda do seu problema? — gritei.

Ele se aproximou e me deu um empurrão forte que me jogou de costas contra a bancada de mármore.

— Você é meu problema — disse entredentes. — Fique longe do Jaemin.

Seu tom ameaçador quase me fez rir em escárnio.

— Quem você pensa que é pra me falar isso? Não tem nenhum direito de posse sobre ele.

— Você vai se afastar dele. Só vou avisar dessa vez. Senão…

— Senão o quê? Vai prender ele numa torre? Eu não o forcei a ser meu amigo. Não o faço tomar cuidado com cada palavra que me diz como se estivesse andando num campo minado. Ao contrário de você, que é o maior cuzão da história. Agora está com medo que o Jaemin desista de aguentar essa sua carranca?

Jeno veio em minha direção rosnando e agarrou a gola da minha camiseta, me empurrando mais uma vez contra a bancada de mármore. Contive um gemido de dor, ainda o encarando, e segurei seus pulsos, enfiando as unhas com força em sua pele.

— Nada disso é da sua conta. Isso não te interessa! — grunhiu na minha cara.

— É da minha conta se você está agindo assim com meu amigo!            

Tentei empurrar ele, mas foi como se eu tentasse empurrar um muro de concreto.

— Você não sabe de nada!

— Sei que o Jaemin só te aguenta por ser uma pessoa boa demais pra te dar logo um pé na bunda, que é o que você merece!

Por um segundo, Jeno arregalou os olhos em choque. Então, com um grito possesso e animalesco, me jogou para o lado com uma força impossível que me lançou ao outro lado da cozinha, em cima de um armário. Caí no chão com uma chuva de pedaços de louça e vidro.

Só tive tempo de levantar a cabeça e ver os olhos sobrenaturalmente dourados de Jeno avançando em minha direção como um demônio, segurando uma garrafa de vidro pelo gargalo. Então Jaemin apareceu com a cara apavorada e Jeno, rápido como um raio, já jogava a garrafa na minha direção.

Para onde Jaemin correra.

 


Notas Finais


e.e
Eu gosto da treta boa kkkkkkk
Teorias? Desconfianças? Sugestões? Tamo aqui :D
Obrigada por lerem! <3


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