História Nightfall - Capítulo 8


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter, Lucius Malfoy, Remo Lupin, Severo Snape, Sirius Black
Tags Draco, Drama, Drarry, Guerra, Harry, Harry Potter, Lemon, Mpreg, Remus/sirius, Romance, Severus/lucius, Snilus, Wolfsta, Yaoi
Visualizações 197
Palavras 9.370
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal!!! Hoje eu trago o cap mais longo da fic... Não tinha mesmo como deixar menor que isso e ainda a cena final foi cortada e continuará no cap seguinte.
Meus agradecimentos especiais a Nai-chan que super me ajudou nesse cap além de betar.
Quero aconselhar a lerem a cena final do Draco escutando a música Back at one do Brian McKnight, essa música grudou na minha cabeça desde que comecei a pensar na cena e eu ouvi ela umas mil vezes enquanto escrevia! Qs precisei de uma lavagem cerebral XD
Espero que curtem o cap o/ e deixarei algumas curiosidades desse cap nas notas finais.
Obrigadooo por lerem Nightfall o/

Capítulo 8 - Confissões


Nightfall

 

Parte VIII

 

Remus Lupin

 

Desde que havia acordado, a vida de Remus Lupin não estava fácil. Ele não conseguia parar de pensar em Sirius e sempre que se encontravam ficava um clima estranho entre os dois. Ele tentava ser o mesmo com Tonks, mas também não estava dando certo, a metamorfa estava sempre desconfiada e preocupada com ele.

— Então você vai voltar a lecionar em Hogwarts?

A voz chamou a sua atenção e o tirou do transe que se encontrava, a sala de estar voltou a tomar forma e ele percebeu que não sabia há quanto tempo estava encarando a estante.

— Sim, pai, vou voltar com defesa contra as artes das trevas...

— Não parece muito feliz com isso. – Lyal comentou ajeitando os óculos de grau.

— Não é esse o problema.

— E você acha que eu não sei qual é o problema? Eu sei que normalmente esse era o papel da sua mãe, mas ela não está mais aqui. Posso fazer o mesmo que ela, sabe? Te ouvir...

— Não é tão simples quanto parece. – Remus respirou fundo.

— Deixa eu te ajudar... Você não sabia que Sirius estava vivo, e agora você é casado e ainda o ama.

— Não tem o que falar sobre isso, pai. Eu casei com a Tonks, tenho um compromisso com ela e um filho.

— Ora, desde quando um casamento se mantém por causa de um filho?

Remus chegou a olhar chocado para o pai quando ele falou aquilo. Acabou respirando fundo, se levantando e servindo um pouco de hidromel em uma taça.

— Vou te contar uma coisa que nunca te contei... No começo eu não gostava do Sirius Black.

— Por que?

— Lembra da primeira vez que trouxe seus amigos para cá? Para passar uma semana nas férias?

— Sim, eu estava no quinto ano...

— Sua mãe ficou radiante. Ela dizia toda empolgada que você traria amigos, que tinha amigos na escola apesar da sua condição. Ela superprotegia você e tinha medo que sofresse... Quando eu soube que os amigos em questão eram James Potter e Sirius Black fiquei absurdamente preocupado.

— Até com o James?

— Eles não sabiam da sua condição, eu pensava que não sabiam... E a família Black é complicada, Orion e Walburga Black não tinham uma boa fama no mundo bruxo, e Sirius era filho deles. Sabe que a maioria da família Black era da Sonserina, inclusive os dois. Fiquei surpreso que Sirius tenha parado na Grifinória. Mas eu tinha medo dele ter os mesmos pensamentos dos pais. Sabe que sou muito amigo do Horácio Slughorn, ele deu aula para Orion Black.

— Mesmo? – Remus disse, sabia que não adiantava apressar o pai quando ele começava a falar.

— Sim, ele estudou na mesma época de Tom Riddle. Os dois tinham o mesmo pensamento sobre os nascidos trouxa. Orion sempre foi cruel como a mulher dele. Mas Orion era pior, era meio paranóico, então pensei que Sirius queria ser seu amigo por motivos negativos.

— Sirius nunca se deu muito bem com os pais.

— Já o Potter, bem... Eu não sabia muito sobre eles, apenas vi Euphemia uma vez. Era uma mulher de aparência gentil. Fleamont eu já conhecia melhor, ele me enviou uma coruja dizendo que se fosse um incomodo poderia mandá-los para a casa dele. Mas ele era amigo de Sirius então tinha um pé atrás com ele também.

— Admito que tinha um pouco de medo do pai do James, ele sempre tinha um olhar sério no rosto. Como parou de se preocupar?

— Sua mãe disse que muitas vezes as frutas caem longe do pé. No caso do Sirius, ele caiu bem longe mesmo. Ela disse que uma prova disso era que ele tinha ido para a Grifinória, sua mãe não conhecia nada do mundo bruxo. Mas ela leu muito a respeito e sempre queria saber de tudo. Nem quando falei da família Black ela se preocupou.

Ele disse se servindo um pouco do hidromel também, puxou uma escada e antes de subir nela Remus o impediu.

— Deixa que eu pego. – ele disse subindo, já sabendo que seu pai queria a caixa de madeira da última prateleira.

— No primeiro dia eu vi vocês jogando quadribol. Sirius era absurdamente parecido com o pai. Fisicamente pelo menos, mas ver a forma que eles te tratavam começou a me tranquilizar. Então no meio da semana eu tive uma conversa com o Sirius Black que mudou tudo.

— Uma conversa? Como eu nunca soube disso?

— Não era um segredo, achei que ele tinha te contado.

— Não contou... – Remus disse dando a caixa ao pai que se sentou na poltrona com ela no colo.

— Ele acordou durante a noite e perguntou se podia tomar água. Eu estava trabalhando e estava fazendo um chá e ofereci o chá, disse que seria melhor para ele dormir. – Lyall comentou passando os dedos nos cabelos já muito brancos. – Ele me disse que ficava feliz de ver que você era tão amado por seus pais. Eu disse que era normal isso e ele me contou sobre os pais dele. Também me disse que sabia que você era lobisomem.

— Ele disse?

— Sim, ele percebeu que eu estava preocupado com você ser um lobisomem e ele ser um Black... Ele me contou sobre terem virado um animago, disse que fizeram para te proteger, e eu percebi o quanto você era importante para ele.

— E você concordou com esse absurdo? Você não trabalhava no registro do ministério? Achei que iria denunciar eles por não terem um registro!

— Sim, eu trabalhava na parte de registro de criaturas mágicas. Incluindo animagos, mas... Eles fizeram algo extraordinário para proteger a pessoa que eu mais amo no mundo. Nunca iria denunciar eles, claro que deu uma boa bronca no Black, mas ele me olhou como se não se importasse com isso e até sorriu. Acho que ele nunca levou uma bronca de alguém por preocupação a ele.

— Realmente...

— E nem tudo o que dizem sobre mim é verdade... Não odiava lobos e nem nada assim. – ele disse revirando a caixa até encontrar uma corrente com um pingente de lua e um frasco com um líquido amarelado dentro e entregou nas mãos de Remus. – Antes de conhecer sua mãe, eu namorei por anos com um lobisomem. Ele me deu esse colar.

Aquilo pegou Remus de surpresa, o choque foi tão grande que ele quase derrubou o colar no chão.

— Namorei ele desde Hogwarts e eu pensava que amava ele. Mas amor é complicado. Não me arrependo de tudo, mas de como isso trouxe consequências para você.

— Para mim?

— Sim, eu me apaixonei pela sua mãe e terminei o namoro, não terminou nada bem... Eu sabia que nunca terminaria bem, mas... – Lyall estava com dificuldade de falar. – Mas quando você nasceu, ele ficou furioso... Invadiu o seu quarto com a intenção de matar a Hope, mas acabou mordendo você, e você virou um lobisomem por minha culpa.

— Espera! Você está dizendo que namorou o Fenrir Greyback? – Remus perguntou parecendo bem chocado.

— Na verdade ele chamava Fenrir Greene quando eu conheci. Eu estava em Hogwarts na época, e ele circulava as florestas de lá, ele não foi sempre mal, sabia?

Por um breve momento Remus não conseguiu responder, se sentiu enojado de saber que o pai tinha namorado Fenrir.

— Eu guardei isso para me lembrar da culpa. Mas o que eu sentia pela sua mãe era amor verdadeiro, o que senti pelo Fenrir foi paixão, talvez um apego emocional... Não sei, talvez eu tenha amado ele... Mas acabou e ele nunca aceitou isso bem, tudo o que ele sentia por mim virou ódio.

— Não acho que foi sua culpa. Devia jogar isso fora...

— Sim, sua mãe dizia a mesma coisa. Mas o que eu quero dizer com isso é que a Tonks não é como Fenrir. A vida passa em um piscar de olhos, não temos muito tempo aqui. Eu ainda sim sempre escolheria sua mãe. O nosso proposito aqui é ser feliz, não importa como. Se Fenrir tivesse me amado de verdade, teria aceitado isso. Como a Tonks vai aceitar se você escolher o Sirius... – Lyall disse pegando a corrente de volta. – O que você tem que se perguntar é... Do que você se arrependeria se morresse agora? Não quero que carregue arrependimentos, não vou estar aqui para sempre. Quero que seja feliz.

Remus terminou o hidromel sentindo um gosto meio amargo naquele liquido. Ele sabia do que iria se arrepender, se arrependeria de não estar com Sirius, amava Tonks também, mas era totalmente diferente.

— E... E o meu filho?

— Vai continuar sendo pai dele. Um dia ele vai entender, um dia você vai dizer para ele que amou a mãe dele, o seu casamento não precisa terminar igual o meu namoro com o Fenrir...

— Sirius jamais aceitaria.

— Seu casamento não terminaria por causa do Sirius, ele também vai perceber isso. Aposto que ele deve sentir sua falta... Mas ao mesmo tempo não quer te prejudicar.

— É, você não conhece o Sirius como eu... – Remus disse, mas acabou sorrindo.

Ele abraçou o pai de forma reconfortante, e o resto daquela tarde foi com seu pai contando sobre como conheceu Fenrir, como ele costumava ser e em alguns momentos para Remus parecia que ele falava de outra pessoa. Não do Fenrir que ele conhecia, um homem cruel e que parecia querer matar todo mundo, com uma sede implacável por sangue. Era difícil ver que ele tinha um lado humano, mas não era assim com todas as pessoas? Não vimos apenas um lado delas?

 

Severus Snape

 

Morar na mansão Malfoy não era novidade para Severus, ele havia morado lá enquanto o Lorde ainda estava no poder. Mas ver Lucius tão debilitado o machucava muito. Ele ainda se sentia culpado e estava trabalhando noite e dia para descobrir como curá-lo, estudando ervas e poções e não era nada fácil. Estava sempre exausto demais e não podia tocá-lo e abraçá-lo com Narcisa ali, mesmo que os dois não fossem mais um casal.

Naquela noite ele decidiu que iria dormir, estava tão cansado que nem sequer tirou a roupa antes de se jogar na cama. Ele estava dormindo muito pouco. Ainda estava atordoado quando sentiu um corpo menor o abraçar. Demorou alguns segundos até perceber que Lucius, ainda vestindo pijamas, havia invadido sua cama.

— Severus... Você não me ama mais?

— Lucius, devia estar dormindo. Vou te levar para a cama...

— Não, eu vou ficar bem aqui.

Severus estava se sentindo ainda tonto pelo sono, só despertou completamente quando percebeu que Lucius estava despindo o pijama. Ele se sentou e segurou a mão de Lucius antes que ele tirasse a camisa.

— Lucius, pare com isso agora. – ele disse, e naquele momento Lucius sorriu.

— Você não me dá ordens. – ele rebateu levando a mão de Severus até os lábios e beijou ali, lambendo de leve a pele.

— Estamos na sua casa, Narcisa está...

— Não toco em Narcisa a anos, estive te esperando o tempo todo. Será que pode ser menos racional por um tempo...

E então ele percebeu que Lucius estava em seu período racional, eles estavam ficando cada vez mais longos com o teste das poções que tentava preparar para curá-lo. Mas então lembrou-se que ele era uma veela e que tinha o período fértil, se lembrou de Draco esperando um bebê. Não é que não amasse Lucius, mas definitivamente não queria outro filho naquele momento.

— Lucius... Não vamos fazer isso...

— Não estou no período fértil.

E realmente, Severus não sentia o cheiro em Lucius, não sentia nada. Fora que talvez Lucius nem tivesse mais um período fértil por causa da idade. Já estava a dias ali e ele não teve nenhuma vez. Lucius se moveu na cama, passando a perna para o outro lado e se sentando no colo de Severus. Estava começando a ficar difícil raciocinar.

Mas além disso tinha outras questões, Severus estava com raiva de Lucius, estava guardando muita mágoa dele e só não tinha explodido ainda por Lucius estar doente e brigar com o outro assim seria inútil.

— Lucius, eu não vou transar com você. Estou com raiva, você mentiu sobre o Draco, mentiu que ele não era o meu filho! Sempre fez o que bem quis sem se importar com os sentimentos dos outros. Não estamos bem e não somos um casal, acha que pode entrar aqui, me seduzir e eu vou esquecer tudo?

Era muito mais do que só aquilo. Quando aceitou morar na mansão Malfoy foi por querer ajudar Lucius, sentia-se culpado pelo estado do outro. Lucius se tornou um agente duplo por sua causa, não queria dizer que eles não tinha muita coisa para acertar.

— Tudo bem, vamos resumir as coisas... Eu menti, o Draco é seu filho, ele foi concebido naquele dia no banheiro... Que você já sabia que não era um sonho. Esqueci de alguma coisa? – Lucius perguntou se movendo no colo do outro, se aproximando mais e Severus. – Ah sim, você sempre soube que eu era um veela... Ou melhor, sabia que minha mãe era. Acho que você quis se enganar o tempo todo, não teria sido fácil para mim se não quisesse.

Aquilo atingiu Severus como um tapa, isso porque sabia que Lucius tinha razão. Ele soltou o braço de Lucius e tentou sair da cama, mas Lucius o abraçou pela cintura. Severus respirou fundo, soltando o braços do outro da sua cintura e se afastando. Snape tinha um grande defeito e sabia disso, ele guardava rancor. Tinha uma lista de coisas que não conseguia esquecer ou perdoar. Muitas delas tinham a ver com Lucius.

— Eu só vim morar aqui porque queria te ajudar a ficar bom... Não vim aqui por amor a você, Lucius. Estou cansado e com raiva, você é muito manipulador, orgulhoso e egocêntrico! Você sabia que estava no período fértil, invadiu o meu banheiro, fez parecer que era um sonho e me usou. Você me usou para ter um filho com a Narcisa! Você por acaso sentia alguma coisa por mim ou eu fui só um meio para conseguir o que você queria?

Lucius respirou fundo, Severus viu quando o rosto do loiro se tornou impassível como sempre. A mesma máscara de perfeição que sempre escondia todos os defeitos que Malfoy parecia colecionar.

— Não... Não me leve a mal, mas eu não era apaixonado por você até aquela noite. Eu achava você bonito e pensava que não seria algo ruim transar com você, como eu não sentia nada por você, seria muito mais fácil. – Lucius se levantou e percebeu que Severus estava chocado por ele ter sido tão sincero. – Eu sei que você estava esperando que fosse mentir.

— Sim, porque é isso que você faz, Lucius! Você só se importa com você. Não se importa em usar qualquer método que seja para conseguir o que você quer. Às vezes você não parece humano de verdade, eu nem sei o que você sente por mim. Não adianta você falar que me ama e agir como você age.

Lucius acabou erguendo a mão para tocar Severus, mas levou um tapa na mão e Severus se afastou dando um passo para trás.

— Eu amo você, Severus, admito que você tem razão... Eu cresci sendo assim. Eu sou uma péssima pessoa e talvez eu nunca consiga mudar nada disso...

— Você errou desde o começo, Lucius. Não é assim que você consegue o amor de alguém! O amor não é um objeto que pode manipular, usar dinheiro ou qualquer coisa do tipo para conseguir. Eu perdi anos... Anos de vida com o meu filho por sua causa, o Draco é a única família de sangue que eu tenho, e não somos próximos! Eu sei que eu errei, mas eu errei em confiar em você! Confiar que se o Draco fosse meu filho, você me contaria.

Severus sabia que estava errado em uma parte, que ele quis ser enganado como Lucius disse, mas ainda sim ele confiou quando Lucius disse que Draco nasceu de Narcisa, quando Narcisa apareceu grávida e tudo mais. Ele amava Lucius, mas ao mesmo tempo tinha muita mágoa guardada por ele.

— O problema maior, Lucius... Não é nem o fato de você ainda ser casado com a Narcisa. Não é isso que vai fazer você me perder. É todo o resto, é o fato de você me controlar, tentar me manipular o tempo todo. É o fato de você ter mentido sobre o Draco e me usar como se eu fosse um brinquedo. São essas coisas que me fazem pensar que você não me ama, que para você, eu sou só mais uma coisa que quer por capricho.

Só daquela única vez a máscara de frieza de Lucius pareceu cair, só naquele momento Lucius pareceu perceber de verdade as coisas, do abismo que ele mesmo tinha criado entre ele e Severus. Lucius abaixou o rosto e olhou para o chão. Severus achou que naquele momento, como sempre que perdia uma discussão, Lucius fosse agir com superioridade e ir embora do quarto. Mas Lucius não moveu um músculo.

— Você tem razão... Tem toda razão de estar com raiva de mim. – a voz de Lucius soou estranha, como se ele estivesse sufocando. – Eu menti muito, enganei você e tentei te manipular, mas eu não menti numa coisa. Eu te amo, eu faria qualquer coisa por você e fiz... Mas fiz da forma errada, da forma que eu sabia fazer e estraguei tudo...

Por um momento breve, Severus achou que Lucius fosse chorar. O loiro levou a mão ao rosto e Severus viu que ele estava tremendo.

— Acho melhor você ir, Lucius...

— Não, você falou bastante, mas precisa me ouvir. Não posso perder você, Severus. – Lucius se aproximou um pouco e Severus viu emoção nos olhos dele. – O pior de tudo isso, é que eu não sei como arrumar as coisas que eu fiz. Não sei o que fazer! Não é como se eu pudesse voltar ao passado e concertar tudo.

Lucius soltou o ar dos pulmões de uma vez só e Severus sentiu um impulso de abraçá-lo, mas não iria fazer isso. Lucius nunca iria mudar se no meio de uma discussão Severus se acalmasse e continuasse guardando a raiva que sentia.

— Você também não é um santo, você é muito bom em guardar rancor. Você passou anos odiando o Harry pelo que o pai dele fez. Você nunca vai esquecer o rancor que guarda de mim por ter mentido sobre o Draco... – ele disse e Severus percebeu que Lucius estava se segurando com todas as forças para não chorar.

— Eu... Eu estou tentando mudar, mas você nem tenta, Lucius.

— Eu tento sim! – Lucius disse e sua voz soou cheia de dor. – Eu quero mudar. Severus, me perdoa... – ele disse a última parte tão baixo que Severus achou que ouviu errado.

— Lucius...

— Me perdoa, eu errei muito com você, eu admito isso! Eu não devia ter feito as coisas como fiz. Me desculpa por ter mentido sobre o Draco, eu devia ter te contado... Mas não me arrependo de ter invadido o seu banheiro e ter feito o que fiz porque isso resultou no Draco, e apesar de eu amar muito você, eu amo o Draco mais do que minha própria vida. – Lucius disse e por mais que ele tentasse segurar, lágrimas começaram a correr de seu rosto enquanto ele tentava secá-las com irritação.

— Lucius... – Severus chamou segurando as mãos dele pelo pulso e impedindo que ele secasse as lágrimas.

— Eu não sei como corrigir as coisas, não sei como não te perder, Severus. – o loiro disse engolindo em seco e tentando com todas as forças interromper o choro. – Eu não sou perfeito... Me desculpa por não saber corrigir as coisas, por tudo o que eu fiz, eu não quero perder você! Mas não sei o que fazer... Me desculpa, Severus, só não me odeie, por favor, não me odeie.

— Eu não odeio você, Lucius.

— Mas não vai conseguir me perdoar, não é? Eu admito que eu errei muito... – Lucius tentou se soltar, mas Severus não deixava. As lágrimas simplesmente escorriam pelo rosto do outro. – Me perdoa, Severus.

Severus nunca tinha visto Lucius assim, nunca tinha visto ele pedir perdão na vida, por nada! Lucius havia cometido incontáveis erros na vida, mas nunca pediu perdão, mesmo as vezes que sabia que estava errado. Mas Lucius tinha razão em uma coisa, Severus era rancoroso demais e sabia que também precisava mudar. Era tão orgulhoso quanto Lucius para assumir os próprios erros.

— Eu vou tentar, Lucius, vou tentar te perdoar... Mas preciso de um tempo, preciso mudar também... – ele disse soltando as mãos do loiro apenas para abraça-lo.

Sabia que ainda não tinham resolvido todas as coisas, mas também sabia que amava Lucius e sentia que Lucius também o amava. Aquele era apenas um primeiro passo em uma jornada, ainda tinham muita coisa para resolver antes de se tornar um casal de verdade. Ainda precisava curar Lucius e aprender a perdoá-lo. E para isso iria precisar mudar muita coisa do que era. 

 

Draco Malfoy

 

Draco ainda tinha um pouco de esperança em não estar esperando um bebê quando Ingria chegou. A médica havia trazido uma maleta e passou um bom tempo examinando ele em silêncio como sempre e sob os olhares de Severus e Narcisa. Ela ainda o fez tomar de novo a poção. Depois os três sentaram na sala para conversar.

— Vou ser o mais clara possível. Draco está esperando um bebê, mas é uma gravidez de alto risco. Como sabem a gravidez mágica de um veela é diferente da dos humanos, ela se utiliza da energia mágica do veela e o Draco está usando um selo que prende a magia dele. – Ela disse em um tom calmo como sempre. – Não acredito que seja viável continuar com a gravidez.

— Não, eu vou continuar com ela. – Draco protestou logo em seguida. Se estava com medo? Claro que estava, mas os sonhos... Tinha que deixar aquele garoto nascer, mesmo que estivesse confuso e com medo.

— Sendo assim deve saber que vai ser praticamente impossível concluir a gravidez. O que vamos fazer é manter o bebê dentro de você o máximo possível e isso não vai ser fácil com o selo.

— Não dá para retirar o selo? – Narcisa perguntou, apesar de estar sentada ao lado de Draco, eles ainda não estavam se falando.

— Não, mas isso pode ser estudado, eu acredito que o Draco está fraco demais para retirar o selo e isso pode causar um aborto instantâneo. De qualquer forma eu vou entrar com um pedido médico junto ao ministério da magia. Para a retirada do selo quando for necessário. Além de adiar o julgamento. Não quero que o Draco passe por nenhum estresse.

Draco não queria que seu julgamento fosse adiado, mas não iria reclamar daquilo. Sua vontade estava sendo bem levada a sério ali. Ele viu a mulher escrever por um longo tempo em um papel sob o silêncio dos dois, então ela entregou o papel para Severus.

— Eu quero que ele tome essas poções no horário prescrito, além de fazer repouso, não passar nervoso, não fazer nada que possa gastar o pouco de magia que ainda tem. E quanto ao pai?

— Não estamos juntos. – foi a resposta imediata de Draco.

— Entendo... Precisamos estar preparados para qualquer emergência, caso você entre em coma alguém vai ter que responder por você. Como sua médica, eu preferia que fosse o outro pai do bebê. Caso contrário serão os seus pais.

— Eu vou contar para ele antes de dizer quem é o pai...

— Mas tem pouco tempo, Draco. – Narcisa disse parecendo ansiosa.

— Isso não é dá sua conta, Narcisa. – Draco rebateu ela. Ingria ignorou aquilo e se dirigiu a Draco.

— Se quer que seu bebê consiga nascer e vingar terá que seguir minhas ordens. Não me interessa se vai contar ou não ao pai do bebê, contanto que não passe nervoso. Vou te ver duas vezes por semana, adaptar as poções caso necessário, creio que elas sendo feitas por Snape seram perfeitas.

Naquele dia Ingria ainda disse muitas outras coisas sobre o bebê. Entre elas que era cedo demais para ele apresentar sintomas, que isso era por causa do selo. Ela ainda explicou que ele iria passar muito mal durante toda a gravidez, mas que se fosse decidir interromper a gravidez isso deveria ser feito até o quinto mês.

Draco ouviu tudo como se aquilo não fosse com ele e quando estava sozinho se encolheu no chão abraçando o próprio corpo e chorou por um bom tempo. Ele não era de chorar na frente dos outros, nunca havia sido. Depois da visita de Potter com a sopa de tomate. Ele sentiu o coração bater mais rápido quando Harry foi embora.

Na manhã seguinte ele estava se sentindo bem melhor, parou para observar Severus fazer poções, ele tinha 3 caldeirões fervendo e estava tão imerso naquilo que demorou a notar a presença de Draco ali.

— Creio que devia fazer logo as pazes com a sua mãe...

— Não quero falar sobre isso. – ele disse dando de ombros. – Não sei como contar para ele.

— Se quer a minha opnião, tente ser bem claro. Diga que está esperando um filho dele e faça isso a sós. Se prepare para que ele surte.– Severus disse enquanto colocava um pouco de musgo em um das poções.

— Não vai ser fácil... Ele pode não acreditar em mim e achar que eu fiz de propósito.

— Desde quando você tem medo do que o Potter vai pensar sobre você? – Severus disse parando de fazer o que fazia e se voltando para ele. – Acredito que Potter irá assumir essa criança acreditando em você ou não, vai ficar do seu lado se isso for para o bem do bebê. Se ele não acreditar... Você tem uma família que te ama. Narcisa te ama e se preocupa com você, mesmo que esteja com raiva dela.

Draco revirou os olhos fazendo Severus sorrir. Ele se aproximou e começou a cortar folhas de Carnivorus Borbuterantes sob o olhar curioso de Severus.

— Sabe o que está fazendo?

— Sim, eu ando enjoado e se você colocou elas aqui provavelmente é para as poções que eu vou tomar não terem cheiro... – disse ele com muita calma. – Lembra como eu costumava amar poções, estou pensando em trabalhar com elas, ser um curador e fazer poções para vender.

Severus parou para mexer uma das poções de cor amarela que fervia em um dos caldeirões.

— Quando você era pequeno morou comigo por 15 dias, lembro que um dia eu estava fazendo uma poção e... Peguei você refazendo ela na mesma noite, você estava me observando e eu nem vi. Mas você repetiu a poção com perfeição. Admito que fiquei bem orgulhoso na época, você decorou uma poção e a fez. Imagino como me sentiria se soubesse que era seu pai naquela época.

— Provavelmente do mesmo jeito.

— Sim, do mesmo jeito que estou me sentindo agora. – Severus disse e puxou Draco pelos ombros. – Sei que não sou a pessoa mais afetuosa do mundo, mas realmente quero me aproximar de você como seu pai. Não vou pedir para me chamar de pai, seria um pouco demais. Mas esse bebê é meu neto, se o Potter não aceitar isso, eu vou pensar em uma poção bem letal para dar para ele.

— Não diga isso nem de brincadeira. – Draco disse não conseguindo evitar um sorriso. - Eu vou contar ao Potter uma hora, ainda estou com um mês de gestação, até o fim do mandato de busca eu conto. Não interessa o que ele for pensar...

— Ele te trouxe sopa ontem e parecia bem preocupado. Sua mãe quase contou para ele... Agora ela está tentando descobrir como fazer a sopa, sua tia Andrômeda está ajudando. Não se preocupe, ela não ira falar com o Potter.

Draco ainda se sentia nervoso e preocupado com tudo aquilo. Severus o abraçou e Draco chegou a fechar os olhos e relaxar ali.

— Se eu entrar em coma... Minha mãe mandaria tirar o selo sem se importar com o bebê. Preciso que o Potter saiba, ele com certeza iria priorizar o bebê...

Severus não respondeu, apenas passou os dedos nos cabelos do outro com calma. Draco ainda estava tenso naquele abraço, mas aos poucos foi relaxando.

— E a poção do meu pai?

— A que eu testei ontem durou bastante, ele foi... Bom, ele foi ao meu quarto e nós conversamos, ele ficou consciente até de manhã.

Severus disse desfazendo o abraço e passando os dedos pelos fios loiros. Então seu pai tinha ido conversar com Severus naquela noite? Ele sabia que sua mãe e seu pai não estavam mais juntos, mas não queria pensar no que tinha acontecido.

— Nos discutimos... Quer dizer, é difícil discutir com o seu pai, nós nunca brigamos antes como foi ontem. Não vou dizer que estamos bem agora, mas sempre foi muito complicado lidar com o Lucius.

— Ah, eu sei disso. – Draco disse voltando a ajudar Severus com as poções. – E ele ignora qualquer argumento ou qualquer coisa que não concorda.

— Exatamente. Vamos precisar de tempo até resolver todas essas questões... Aqui, Draco... – ele disse estendendo um livro para o outro. – Creio que o problema com a poção é nessa erva, eu preciso de uma que dure mais tempo.

E logo no momento seguinte os dois estavam tão imersos naquilo que o assunto conversado foi apenas poções. Eles estavam trabalhando cada vez mais naquilo, iriam encontrar a cura para Lucius. E Draco realmente precisava de alguma coisa para distrair a sua mente.

 

Draco Malfoy

 

“The green eyes... You’re the one I want to find...”

 

Era final de novembro, e um mês havia se passado desde que ele havia descoberto a gravidez. Naquele tempo estava passando mal direto, inclusive algumas vezes perto de Potter. Era muito bom ver como o outro se preocupava com ele e sempre acabavam se aproximando mais quando Draco passava mal. Admitia que as vezes até exagerava um pouco apenas para ver Harry ser cuidadoso com ele.

Após muitas tentativas falhas de criar uma poção que curasse o seu pai, Severus e Draco finalmente admitiram que iriam precisar da ajuda de um herbologista. Talvez assim as coisas andassem muito mais rápido.

Agora ele estava esperando Potter ir busca-lo, ele até pensou em ir de taxi, mas seriam quase 3 horas de viajem e ele não podia usar transporte mágico para chegar à casa de Potter, então Harry decidiu ir busca-lo.

— Eu espero que ele não venha com aquela moto. Você está esperando um bebê, não vou deixar você subir em uma moto. – Narcisa disse enquanto os dois tomavam o chá da tarde. No caso de Draco ele tomava um chocolate quente com biscoitos.

— A moto é o meio mais rápido de chegarmos lá e eu não vou na garupa, vou naquele negócio que fica grudado na moto... O Hangrid transportou o Harry bebê nele, então é seguro.

— Você quer dizer sidecar? Eu ainda acho perigoso, peça ao Potter para não correr. – Severus disse. Ainda era estranho para Draco ver Severus usando uma roupa que não fosse preta, mas lá estava Snape com uma camisa social branca e os cabelos presos.

— Não entendo muito de motos, mas sim... Vou pedir para ele ir devagar.

— E se agasalhe bem, está uns 10 graus lá fora e na moto vai estar pior, não pode chamar ele para resolver isso aqui? – Narcisa perguntou.

— Separei um casaco, luvas, um cachecol e um gorro. E não, o Longbottom me odeia, vai ser melhor se for na casa do Potter. É para o bem do meu pai, o Lomgbottom é o melhor herbologista atual e com certeza vai ajudar. Sem contar que a poção pode curar os pais dele também.

— E isso vai ser um encontro, não vai? – Narcisa perguntou.

— Não vai ser um encontro! – Naquele ponto Draco já tinha feito as pazes com a mãe.

— Vocês não vão assistir um filme depois? Isso é um encontro Draco, devia aproveitar e contar para ele. - Severus disse em um tom monótono. 

— Parem de me pressionar, eu vou contar quando tiver que contar e não é um encontro! Ele só vai me mostrar como é um filme naquele aparelho trouxa chamado TV.

Ele ficou irritado ao ver os dois revirarem os olhos e saiu da cozinha. Ele sabia que o clima entre ele e Potter estava melhorando, mas isso não queria dizer que estavam naquele ponto de ter encontros românticos. No máximo podia chamar Potter de amigo. Ele mal chegou na sala e escutou o barulho da moto de Potter.

Ele colocou o casaco e enfiou o gorro, saiu pela porta da frente calçando as luvas enquanto gritava um “estou saindo”. Não queria sua mãe e um de seus pais dizendo a Potter para tomar cuidado, não correr e todas as coisas que sua mãe certamente diria. Provavelmente Severus ameaçaria Potter de morte caso algo acontecesse a ele.

Mas sentiu um frio na barriga ao ver a moto acompanhado do coração disparado ao ver Potter com uma jaqueta de couro. A cena pareceu ridiculamente com aqueles romances. Harry parou a moto e desceu dela, a calça jeans marcando as pernas grosas, aquele bumbum perfeito. Potter tirou o capacete e sorriu para ele.

— Pronto para ir? Eu trouxe um capacete extra. – ele disse se inclinando para pegar outro capacete. E óculos. – Com medo, Malfoy?

— Se você correr com essa coisa eu te mato, Potter... Mas não deve ser diferente de andar de vassoura. 

— Pode me abraçar forte se ficar com medo. – disse Harry.

— Nem pensar!

Draco havia mentido e obviamente ele não iria no sidecar, se sua mãe saísse ali e visse que não tinha um sidecar na moto e que ele iria de garupa, provavelmente iria surtar.

— Vamos sair logo daqui. Minha mãe vai me matar se ver que não fui no sidecar.

— Se quisesse eu teria deixado o sidecar, é que assim vai ser mais rápido.

Harry subiu e Draco foi logo atrás passando os braços na cintura do outro. Harry estava dando a partida quando Narcisa e Severus apareceram na porta.

— Vou trazer ele de volta inteiro, prometo. – Harry disse acenando e saindo dali.

Não era nada como voar em uma vassoura! Draco sentiu o chocolate quente bater na garganta quando Potter desviou do transito subindo com a moto para o teto de um túnel. Draco chegou a abraçar mais forte a cintura de Potter e esconder o rosto nas costas dele.

Assim ele sentia o perfume de Harry e se lembrava do cofre. O cheiro era reconfortante e muito bom. Não pode deixar de pensar que eram como um casal de namorados ali. Não precisariam e nem conseguiriam conversar durante aquela viagem de moto. Também era emocionante, Draco desejou andar naquela moto mais vezes. Potter quase parecia um rebelde o que o tornava ainda mais atraente.

A viagem até o lago Grimmauld foi de meia hora, Draco estava tremendo de frio e de emoção quando desceu da moto nos fundos da casa. Harry o ajudou a descer levando as mãos ao seu rosto.

— Nossa, você está gelado. – Harry disse, mas Draco sentiu o rosto esquentar instantaneamente com aquele toque. – Vamos entrar e vou fazer um chocolate quente para você.

— Você anda cuidando demais de mim, Potter.

Harry tirou as mãos de seu rosto, tirando as luvas e voltando com as mãos ali. A mão de Potter estava tão quente e já era tão comum que o moreno o tocasse que Draco nem reclamou ou se afastou.

— Acho que tem alguma coisa acontecendo entre a gente, Draco.

Por um momento Draco achou que Potter fosse beijá-lo, mas não era a primeira vez que ele pensava algo assim, em beijar Harry Potter. Para piorar Harry estava tão lindo, com aquela moto e a jaqueta, aquele sorriso quase sonserino no rosto. Draco olhou para ele e se lembrou do garoto em seus sonhos.

Seu coração apenas bateu um pouco mais rápido e ele chegou a prender a respiração. Porque se sentia tão frágil assim perto de Harry Potter? Isso deveria deixa-lo aborrecido, mas não deixava.

— Você realmente não é bom com essas coisas. – Draco disse sem mover um único músculo. – Vamos entrar, eu estou mesmo com frio.

— Está rolando algo entre a gente, Draco? – dessa vez Harry perguntou.

Draco simplesmente se sentiu desesperado, não sabia o que responder porque era óbvio que estava, mas não queria dar o braço a torcer. Não queria dizer que estava se apaixonando, não queria falar nada daquilo, já tinha admitido para si mesmo e isso já havia sido bem difícil. E estar olhando Harry nos olhos, assim tão de perto e com o outro ainda segurando o seu rosto. Era como se tivesse tomado veritasserum e não pudesse mentir.

Soltou todo o ar dos pulmões quando foram interrompidos pela porta dos fundos se abrindo. Harry soltou as mãos de Draco e pela primeira vez ele sentiu que a interrupção havia incomodado Potter. Draco olhou na direção da porta vendo um elfo domestico parado ali.

— Senhor, o visitante chegou. – o elfo disse virando as costas e entrando.

— Que surpresa, você tem um elfo doméstico. – Draco achou que aquela era uma boa oportunidade de fugir do assunto.

— Monstro está na família Black a gerações, eu tentei libertar ele quando herdei a casa. Mas ele não tinha para onde ir, então deixei ele ficar com a condição dele ter um quarto e receber um pagamento pelo trabalho. – Potter disse enquanto os dois seguiam o caminho do elfo para dentro da casa.

— Isso é tão típico seu.

— Ah, Monstro achou uma grande ofensa no começo. – Potter comentou e eles foram entrando. – Monstro, pode servir chá para dois e um chocolate quente para um? E alguns biscoitos.

— Sim, Monstro vive para servir a nobre casa dos Black. – o elfo disse sumindo logo em seguida.

— Eu tentei dizer para ele parar de falar isso... Mas parece que agora ele fala só para me provocar. – Harry disse e logo eles chegaram a sala onde Neville Longbottom estava esperando.

Ele se levantou quando Harry e Draco entraram, chegando a abrir de leve a boca quando viu Draco ali parecendo levemente confuso. Com certeza Harry não lhe explicou do que se tratava.

Viu Harry e ele se cumprimentando, mas os olhos dele não saiam de Draco. Aquilo era bem constrangedor. Draco resolveu que era hora de cumprimenta-lo, iria precisar dele se quisesse salvar seu pai.

— Boa tarde, Longbottom. – ele disse como cumprimento, estendendo a mão para o outro. Meio hesitante Neville apertou sua mão. – Eu realmente preciso conversar com você.

— Uau... Eu... Bom, o Harry me explicou por cima que um amigo precisava de um herbologista, não imaginava que era você.

— Eu imagino que se ele falasse, você não iria vir, mas assumo minha culpa por isso. – Draco disse.

Naquela hora Monstro apareceu com tudo o que foi pedido, eles se sentaram e se serviram. Era possível ver o quanto Neville estava nervoso com a situação, mas Draco precisava ignorar aquilo.

— Vou direto ao assunto, eu realmente sinto muito pelo que minha tia fez com os seus pais. Acho que hoje eu posso entender um pouco da situação. O Voldemort deu uma poção que potencializa os efeitos do cruciatus  no meu pai e depois usou a magia para tortura-lo.

— Nossa, eu não sabia disso... – Neville disse. Mas Draco sentiu que o outro parecia não gostar de falar sobre os pais.

— O Severus tem tentando criar uma poção para curar os efeitos causados pela maldição... Estamos testando no meu pai. – Draco disse, agora pareceu pegar completamente a atenção do outro. Draco estava tremendo enquanto falava. – Nós chegamos muito perto, meu pai ficou um dia inteiro consciente com a última poção.

— Isso é sério? – Neville perguntou se voltando para Harry e largando a xicara na mesa.  

— Sim, Neville, eu estava esperando ter uma poção viável antes de contar para você. Draco pensou que poderia ajudar os seus pais com ela. – Harry disse.

— Curar os meus pais? Isso seria incrível!

— Foi minha tia que causou mal a eles, eu queria... Queria poder apagar tudo de ruim que minha família fez. Mas não temos uma poção perfeita, precisamos de alguém que entenda muito de herbologia. Para ajudar o Severus.

— O professor Snape quer a minha ajuda? – a voz de Neville chegou a afinar um pouco naquela hora.

— Sim, o Severus leu seu livro sobre plantas da Noruega, estamos tentando usar chapéu de duende na poção, mas o efeito dela não é bom.

— Ah, mas tem várias outras ervas melhores que ela. – Neville disse, agora ele começava a falar várias ervas que podiam subsistir ela. – Vocês tem certeza? Vai curar meus pais?

— Sim, eu tenho certeza, seus pais foram atingidos pela maldição cruciatus, mas sem a poção. Porém eles estão há muito tempo nesse estado, mas não vamos desistir.

Então Neville fez uma coisa que Draco realmente não esperava, ele se levantou e abraçou Draco com força.

— Obrigado, Malfoy! – ele disse e logo se afastou para abraçar Harry, que ao contrário de Draco, retribuiu o abraço.

Draco começou a contar para Neville da estufa que tinha em casa, então os dois começaram a falar sobre ervas e plantas por um bom tempo. Draco simplesmente tinha que admitir que Neville entendia muito mais de Herbologia que ele e Severus juntos. Mesmo que nunca fosse falar em voz alta.

Eles deram o endereço a Neville pedindo que ele fosse para lá assim que saísse dali, Severus o estaria esperando.  Neville ainda se ofereceu para levar Draco junto, mas ele se recusou dizendo que tinha coisas para tratar com Potter. O que fez Harry sorrir e Draco querer socar a cara dele.

— Pronto... Sozinhos de novo. Onde estávamos? – Harry perguntou fechando a porta e deixando Draco entre ele e a porta.

— Não vou responder aquilo. – ele disse empurrando de leve Harry para poder passar. – Vamos ver o filme.

Eram quase 8 horas quando eles terminaram de ver o filme Poderoso Chefão. E havia sido tão bom que Draco havia perdido a hora, energia trouxa era realmente incrível. Eles não tinham mágica e ainda sim a TV parecia mágica. Naquele ponto ele e Harry estavam sentados no chão quase colados um no outro. Draco abraçava uma almofada.

Tinham tomado refrigerante, algo que Draco nunca tinha provado e que odiou no começo, mas depois se tornou bem viciante. Estava começando a passar as letras quando Draco sentiu a mão de Harry na sua, entrelaçando os dedos nos dele.

— Preciso ir embora... Já deve estar bem tarde. – Draco foi tentar levantar, mas Harry o puxou. O resultado foi que Draco caiu exatamente no colo de Potter.

— Draco, para de fugir de mim! – Harry disse passando os braços em torno da sua cintura. Draco sentiu um arrepio no corpo e tentou se levantar de novo, mas não conseguia.

Ele realmente não esperava que Potter fosse tomar alguma atitude, achou que iria conseguir fugir dele como sempre. Não achou que ele fosse ser tão ousado, não esperava isso de Harry Potter, mas o moreno simplesmente puxou o rosto dele e o beijou, sem dizer nada, apenas o beijou fazendo todas as forças de Draco esvaírem do seu corpo.

A atitude de Potter o pegou tão de surpresa que Draco teve que se segurar na blusa de Harry. E simplesmente retribuiu aquele beijo sentindo o coração bater na garganta. O beijou parou, mas Draco continuava se sentindo tonto com ele, a testa encostada na de Potter os dois ofegantes.

Ele estava sentado de lado no colo de Potter, as pálpebras levemente abertas e sem coragem de dizer nada. Sentiu os dedos de Harry tocar seu rosto em um carinho suave e abriu mais os olhos, por um longo momento os dois só se olharam. Os olhos verdes nos azuis atrapalhados pelos óculos de Harry.

Harry sorriu de novo, aquele sorriso de antes. Mas agora Draco sabia o que ele significava, era um sorriso de vitória. Draco tirou os óculos de Harry, se moveu no colo dele sentando de frente para ele e colocando os óculos na mesa de centro da sala.

Não havia cofre dessa vez, não havia armadilhas e nem desculpas. Mesmo assim Draco não queria parar, ele não queria fugir. Ele voltou para os lábios de Harry, o beijando de novo, o abraçando pelo pescoço e sentindo as mãos de Potter em sua cintura, entrando por baixo da blusa de tricô branca que ele usava.

Sua pele se arrepiou com aquele primeiro toque, como se seu corpo todo reconhecesse Harry. De repente as roupas começaram a atrapalhar os beijos e os toques dos dois. Mas foi tudo mais delicado que da primeira vez. Harry tirou com cuidado a blusa de frio e a camiseta de Draco as jogando para trás. Depois Draco tirou a camiseta de Harry.

— Draco... Se quiser parar, o momento é agora... – Harry disse, a voz soando baixa.

— Não quero parar. – ele respondeu.

Sentia-se terrivelmente excitado e ansioso, Harry desabotoou sua calça jeans, colocando as mãos dentro dela, circulando a cintura de Draco e apertando o seu bumbum fazendo Draco gemer baixo.

Com seu corpo mais colado ao de Harry, ele sentiu o quanto o outro estava excitado. Harry levantou levando Draco junto para o sofá, mal deitou Draco ali e começou a tirar os sapatos dele, as calças e a cueca. Se livrando rápido e desajeitadamente.

Draco o ajudou, logo Harry estava entre suas pernas e ele deitado no sofá. Harry parecia saber exatamente o que fazer, desceu as mãos pelo corpo de Draco, segurando as pernas dele com as mãos pelas coxas. Sentiu quando Potter colocou seu pênis na boca começando a chupar, chegou a curvar as costas.

Ele nunca teria imaginado que aquele dia terminaria assim. Sentiu Harry o preparar enquanto ele gemia baixo de ansiedade e prazer. Então por um brevê momento Draco pensou no bebê.

— Está bom... Já está bom, Harry... – ele disse empurrando Harry pelo peito e se sentando no colo dele, deixando-se penetrar e parando um pouco para respirar.

Harry acariciou seu rosto e seus cabelos, dessa vez eles não estavam com tanta pressa. Sentiu o beijo do outro suave nos lábios, depois Potter beijou seu rosto e seus olhos.

— Está doendo? – perguntou preocupado.

— Não... Eu só... Preciso respirar um pouco. – ele disse passando a mão no rosto de Harry e o beijando de volta. Apenas um colar de lábios suave.

Draco começou a se mover, usando o encosto do sofá para se apoiar, não deixando de gemer um segundo. Harry aproveitou as mãos livres para poder tocá-lo. O prazer que Draco sentia no momento o fazia gemer.

Ele estava de novo entre os braços de Potter e nunca pensou que alguém poderia ser um lugar perfeito, se sentia no paraíso ali. Draco apoiou o rosto no de Harry, gemendo em seus ouvidos.

— Draco... – Harry gemeu seu nome o fazendo se arrepiar totalmente.

Draco chegou logo ao orgasmo, chamando pelo nome de Harry, mas não demorou muito para que Harry também gozasse. O que foi ótimo para Draco porque ele já estava sentindo o corpo todo mole. Ele deixou que Harry deitasse e o levasse junto. Ficou deitado no peito dele agradecendo o fato da casa ser aquecida e a lareira estar acesa.

Eles ficaram ali deitados um bom tempo em silêncio, como se qualquer coisa dita fosse estragar o momento. Mas a verdade é que Draco simplesmente não sabia o que dizer.

— Você não pode mais negar que tem alguma coisa acontecendo entre a gente. – Harry disse passando devagar os dedos pelas costas de Draco.

— Eu não vou dizer isso... – Draco sentiu todos os seus muros de proteção desabarem de uma vez só. Era horrível admitir algo assim.

Draco pela primeira vez se sentiu feliz por ser derrotado. Aquela era mesmo uma briga que ele não queria deixar seu orgulho ganhar. Se sentia fraco e cansado demais para negar que estava mesmo acontecendo algo. Estava apaixonado por Harry Potter.

— Eu devia me vestir e ir para casa... – Draco disse, mas não se mexeu ali.

— Ou você poderia dormir aqui, a minha cama é enorme e tão confortável quanto a sua.

Draco pensou em responder que queria mesmo ir para casa. Mas foi interrompido por um mal estar que ele já conhecia e estava bem acostumado. Obviamente que comer aquela tonelada de pipoca e refrigerante não iria lhe fazer bem. Ele levantou em um pulo, sentindo o rosto gelar e a ânsia ficar mais forte.

Harry pensou que ele fosse fugir de novo e segurou seu pulso, a última coisa que Draco queria era vomitar em Potter.

— Banheiro... Agora. – Draco conseguiu dizer tentando segurar a ânsia de vomito.

Mas não deu tempo, Draco pegou a primeira coisa que viu na frente, o balde de pipoca e vomitou sob o olhar assustado de Harry.

Aquela sem dúvida era a melhor forma de estragar um momento romântico. “obrigado bebê!” Draco pensou com vergonha de encarar Harry. Mas o moreno apenas tirou o balde das mãos dele quando ele terminou de vomitar e o levou para o banheiro. O sentando na privada e buscando uma toalha molhada para limpar seu rosto.

— Desculpa... Eu realmente não devia vomitar, não foi por causa do que aconteceu, foi a pipoca e o refrigerante...

— Draco, não precisa pedir desculpas, ok? Ninguém vomita porque quer, sabia? Eu tenho remédio para enjoo em casa... Tenho poção também. Você vai dormir aqui, vou cuidar de você.

— Sabe que eu dormir aqui desse jeito quer dizer que não vamos transar.

— É, eu não estava pensando em transar com você a noite toda da primeira vez que falei para você dormir aqui. Pare de pensar mal de mim.

Draco acabou sorrindo, haviam deixado as roupas na sala no desespero.

— Deixamos uma bagunça na sala...

— Monstro vai cuidar disso, eu só quero cuidar de você. – Harry disse.

Draco ainda vomitou muito mais, já estava fraco quando Harry o levou para o banho. Simplesmente deixou que Harry o lavasse e o vestisse com um roupão. Dali foram para o quarto do moreno, onde Harry lhe emprestou um pijama. Harry se afastou de Draco apenas para pegar a poção de enjoo. Quando ele voltou Draco já estava com muito sono.

— Aqui... – Harry disse dando a poção e sentando ao lado dele na cama. – Se sente melhor?

— Um pouco... – ele disse acabando por suspirar. – Isso foi horrível! Não era para ser assim, sabia?

— Sei sim, você ia dizer que estava apaixonado por mim durante todo esse tempo desde o cofre. Ai eu diria... Nossa, Malfoy, isso foi tão inesperado. – Harry disse mudando a voz.  — Então você imploraria para namorar comigo e eu acho que aceitaria.

Aquilo fez Draco rir um pouco, Harry o conhecia bastante para saber que nada daquilo iria acontecer. Viu Harry se acomodar atrás dele o colocando entre suas pernas e encostando na cama o abraçando e fazendo Draco apoiar em seu peito.

— Isso nunca vai acontecer! – Draco disse dando bastante ênfase ao nunca.

— É, eu sei... Você é a pessoa mais cabeça dura que eu conheço. Mas ao menos não negou que estava acontecendo algo. Já acho isso uma vitória. Dessa vez nós transamos na minha casa, sem planejar e com certeza sem nenhuma armadilha.

— Não tinha armadilha da outra vez também. – Draco comentou quase que por acaso. Talvez o momento de contar para Potter fosse aquele. – Tem um mês que eu descobri o que realmente aconteceu naquele dia.

— Ok e se não foi uma armadilha, foi o que? – Harry perguntou curioso.

— Você lembra quando eu briguei com a minha mãe?

— Foi ela? – Harry perguntou surpreso.

— Não, não é isso, você é péssimo tentando adivinhar as coisas, pare com isso agora! – Draco disse, ainda se sentia nervoso. Mas ao mesmo tempo seguro ali. – Foi porque eu ouvi uma conversa dela com o Severus, aparentemente a Narcisa não podia ter filhos... Não nasci dela.

— Então você foi adotado?

— Não, eu nasci do Lucius, e o Severus é meu outro pai. – Draco disse, e aquilo sim pegou Harry de surpresa.

— Espera... Espera aí Draco. – ele disse saindo puxando Draco de leve para se olharem. – Isso é loucura, como assim você nasceu do Lucius? Para isso o Lucius tinha que ser...

— Descendente de veela. Minha avó paterna era uma veela, Harry... Minha mãe me dava poções anticoncepcionais desde não sem quando, eles nunca me contaram nada disso, eu descobri tudo um mês atrás ouvindo atrás da porta.

Draco ficou observando as mudanças no rosto de Harry, primeiro ele ficou branco como se fosse desmaiar, depois passou os dedos nos cabelos, e Draco imaginou que ele estivesse juntando as informações com o cofre. Então respirou aliviado.

— Mas você ainda está tomando a poção... Estava tomando aquele dia?

— Não tomo a poção desde que ouvi a conversa. – ele disse e agora estava com medo, queria voltar a trás e não ter começado aquela conversa. Era tarde demais para isso. – Essa poção não faz efeito sempre, não é 100% segura. Mas Malfoys não acreditam em métodos anticoncepcionais trouxas como camisinha e.... Bom, não tomo porque é tarde demais agora.

Agora Draco teve certeza que Harry iria desmaiar, ele ficou branco e com os lábios quase roxos, cobrindo logo em seguida o rosto com as mãos e procurando respirar fundo. Então Draco se lembrou de Severus lhe aconselhando a ser bem claro.

— Estou esperando um menino fez dois meses ontem...

— O que? – Harry disse e sua voz soou mais fina do que ele pretendia. – Draco você tem certeza? Certeza absoluta?

— Não, na verdade eu achei que seria uma boa pegadinha. Tipo eu vou lá, transo com o Potter e aí falo que estou esperando um filho dele, vai ser hilário. – Draco não conseguiu evitar de falar aquilo. Só depois percebeu que não era o momento. – Desculpa, eu estou nervoso com tudo isso! O bebê pode nem nascer, eu estou contrariando ordens médicas mantendo ele por causa do selo, todo mundo é contra que eu continue com isso.

— Draco... Espera, informação demais! Eu ainda estou tentando entender que você está esperando um filho meu!

— Harry... Olha para mim. – Draco disse percebendo que naquele momento tinha que acalmar o outro. – Eu estou tão assustado e desesperado com isso quanto você... Eu estou com medo, a gravidez é mágica e eu estou usando um selo que impede magia, lembra?

Harry segurou a mão de Draco a virando para olhar o selo e lá estava ele, agora estava levemente arroxeado nas bordas. Parece que isso fez o foco de Harry mudar um pouco, algo que havia dado coragem para Draco é perceber que Harry não desconfiava dele.

— Foi a Ingria que disse isso? Ela te disse para... – Harry não conseguiu continuar. – Não dá para tirar o selo?

— Ela disse que se eu fizer isso posso perder o bebê. Harry eu não estou te cobrando nada, você não me deve nada. Não sabia que eu era veela naquele dia, aquilo foi meu sangue e o período fértil. Não vou te pedir nada, eu só contei porque não quero que aconteça o mesmo que foi com o Severus. Não precisa ser pai dessa criança e com certeza não precisa ficar comigo. Eu posso criar ele sozinho.

— É um menino? – Harry disse, ele ainda sentia que o outro estava nervoso, a mão de Harry que o segurava tremia.

— É... Eu já sonhei com ele algumas vezes. Mas não vou criar ele sozinho, tem meus dois pais e minha mãe e...

— Draco, cala a boca! – Harry disse e Draco sentiu que ele estava mesmo irritado. – E vai dizer o que para ele quando ele perguntar? Que o pai dele morreu? Que não quis ele? É o nosso filho, Draco, não é só seu filho!

Pela primeira vez desde que soube da gravidez Draco não conseguiu evitar de chorar na frente de alguém. Ele sentiu as lágrimas vindo e tentou se levantar para sair de perto de Harry, mas o moreno não deixou e ele simplesmente caiu no choro. Ele simplesmente começou a chorar na frente de um assustado Harry.

— Me solta... – ele pediu.

Draco sentia a garganta doer enquanto tentava em vão segurar o choro, mas Harry ignorou o que ele pediu. Harry o abraçou, e ele desistiu de segurar as lágrimas, ele apenas se deixou chorar nos braços de Harry sem saber o que aconteceria depois dali. Sentindo o peito doer, o maior medo da sua vida e o sentimento de ter caído do paraíso direto em um inferno cheio de incertezas.

 


Notas Finais


Agora algumas curiosidades e explicações... Pelas minhas pesquisas a mãe do Lupin faleceu logo q ele terminou Hogwarts, o pai não tem informação sobre a morte dele então eu deduzi que o Lyall está vivo. A personalidade que eu dei para o Lucius, foi como eu vejo ele... Um homem extremamente orgulhos, manipulador e mimado.
Achei importante o Harry ficar sabendo bem agora no segundo mês de gravidez para o desenvolvimento da fic, com ele sabendo muitas coisas vão acontecer, incluindo a reação das pessoas a volta dele a respeito do que acontece entre ele e Draco.
Não imagino o Draco se declarando para o Harry por enquanto. Em algumas pesquisas sobre o Draco eu descobri que ele simplesmente odeia tudo relacionado a trouxas (o q eu mudei um pouco nessa fic) Uma coisa importante de saber é que o Draco não gosta de chorar na frente dos outros, qd digo isso é chorar de verdade. Isso por ele achar humilhante. Dizem que quando ele cresceu ele parou de chorar. Porém ele descobriu que gritar podia dar a ele tudo o que ele queria. O Draco aprendeu a manipular emoções observando o Severus Snape, segundo o q eu pesquisei. Ele também adorava poções, era a aula preferida dele e segundo um site q eu li, ele se tornou um curador depois de hogwarts, algo que só dá p conseguir tendo notas muito altas em matérias como poções e herbologia.
Espero que continuem gostando da fanfic e acompanhando. O cap 9 está sendo escrito já e eu já estou ansiosa para postar ele =D
Obrigadinhoooo a todos =^.~=


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