História Nightmare - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
Tags Drama, Terror, Violencia
Visualizações 32
Palavras 2.257
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção, Saga, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura <3

Capítulo 7 - Anoitecer em pesadelo


Fanfic / Fanfiction Nightmare - Capítulo 7 - Anoitecer em pesadelo

Recobrava os sentidos lentamente. Seus olhos piscavam e sua visão estava embaçada. Finalmente estava acordando. Via o chão úmido do alto, cheio de plantas. Parecia estar flutuando, parecia um sonho. Sentiu suas pernas e braços balançarem e, logo as notou. elas estavam penduradas, quase imóveis, apenas o vento as balançava. Sua visão já não estava mais embaçada, havia despertado completamente. Sentiu uma dor perturbadora na barriga e costelas. Tentou olhá-la, viu que estava pendurado com a barriga em cima de um forte tronco de árvore. Levou um susto e, involuntariamente, fez movimentos bruscos. O tronco não aguentou e se partiu, indo ai chão junto com Joffrey. A dor aumentou ainda mais. Quase não tinha vontade de se levantar. Ficou olhando floresta adentro ainda no chão durante minutos. Notou que estava tudo mais escuro. Virou-se e ficou encarando a árvore de que tinha caído. Por um momento desejou não ter acordado. Arrastou-se até uma árvore e sentou de costas para seu tronco. Bufava lentamente. Sentiu seu ombro direito molhado e despiu seu casado. Seu ombro estava ensanguentado, sua blusa de branca ficava vermelha. Os curativos que tinham feito não foram o suficiente para impedir que a ferida se abrisse com a queda, talvez nenhum curativo seria. "Essa definitivamente é a pior viagem de todos os tempos", ele resmungou. Voltou a vestir o casaco, afinal, não havia nada que pudesse fazer. Pegou o celular e olhou as horas. Eram mais de seis horas da noite.

Observou o papel de parede, uma foto dele e Jessica juntos. Sentiu raiva de si mesmo e, por pouco, não lançou o celular longe. Arrastando as costas no tronco, levantou-se. Olhou para todos os lados da floresta. Estava perdido, não tinha ideia pra onde ir. Escolheu um caminho aleatório e começou a caminhar lentamente com a mão esquerda na barriga, onde ainda doía. Caminhou, caminhou e caminhou. Mudou de direção várias e várias vezes, mas não achava nada, até agora. A neblina havia diminuído, então conseguiu a ver de longe uma velha cabana. Sem escolha nenhuma começou a caminhar até ela. Enquanto se aproximava notava o quão velha era. Tinha teias de aranha, musgos na madeira, partes de sua estrutura estavam quebradas e não tinha nenhum sinal de energia. Mas na verdade, não se preocupou muito com isso. Só queria estar seguro, ou pelo menos se sentir seguro. Ao entrar na casa viu animais empalados, um velho fogão de lenha com uma chaminé logo acima dele e um armário de roupas caindo aos pedaços, deu-se a entender que a cabana foi a casa de um caçador. Soltou um bufo e sentou-se no chão ao lado de um lobo empalado. Tirou novamente seu celular no bolso e verificou seu sinal, mas não teve sucesso. "Nenhum sinal de sinal", ele murmurou com um breve sorriso. Relaxou os músculos e ali ficou, sentado no chão vendo o anoitecer cair.

Estava quase adormecendo de novo até que ouviu passos ao redor da cabana. Eram passos pesados e violentos como os de um elefante. Em seguida escutou rosnados. Levantou-se rapidamente em um pulo. Já sabia do que se tratava. Olhou para todos os cantos da cabana procurando um lugar para se esconder. Seu olhar fixou-se no velho armário. Não pensou duas vezes e saiu correndo para dentro dele. Suas portas tinham pequenas brechas que davam para ver o lado de fora. Ficou ali dentro, quieto, não mexia nenhum músculo, nem mesmo para tirar as teias de aranha que prendiam em seu corpo. Viu a criatura entrar pela janela da cabana. Entrava cautelosamente, olhando todos os cantos da cabana. Era tão grande que quase quebrava a janela com seu tamanho. E ali estava ela, de frente pra porta, com seu corpo negro corroendo tudo em sombras, seus olhos vermelhos como sangue prestando atenção em qualquer movimento. Joffrey só conseguia ver de sua cintura para baixo. Tentou respirar o baixo possível. Notou que a criatura fungava fortemente, como se estivesse cheirando algo. Ela virou para a direção de seu armário e começou a andar lentamente. Seus passos estavam mais silenciosos, mas ainda assim violentos. A madeira do piso estalava com seus passos, quase quebrava.

A criatura parou na frente do armário e fungou mais fortemente. Joffrey tinha certeza, ela estava sentindo seu cheiro. Abriu a boca e rosnou, seu bafo passava pelas brechas da porta. Era quente e cheirava a podre, Joffrey se sentia de cara para uma grande fogueira. Começou a tremer com medo de que a criatura o achasse. Fechou os olhos com toda a força que podia e esperou o melhor. Uma das portas do armário se mexeu, e em seguida, balançou violentamente. Era a criatura. Inteligentemente balançava a porta com as mãos na maçaneta. Ela balançou a porta mais violentamente, tão forte que fez todo o armário balançar junto. E de repente ela parou. Joffrey abriu os olhos aliviado, se perguntava o por quê de ter parado. Ouviu vozes do lado de fora da cabana. A criatura pôs-se de quatro e correu para fora. Não sabia de quem eram as vozes, mas salvaram a vida dele. Saiu do armário cautelosamente, pisava com as pontas dos pés no piso de madeira, tentando evitar qualquer barulho possível. Não adiantava se esconder, então saiu da cabana e começou a andar pela floresta.

Já era noite, mal enxergava um palmo a sua frente. Ouviu as vozes novamente e começou a caminhar em sua direção. Fazia o melhor para esquivar de galhos e árvores que apareciam de repente em sua frente. Viu raios de luz passarem entre as árvores e folhas. Apertou o passo. Finalmente tinha saído da floresta, estava numa estrada de terra. Quando saiu da floresta, a luz foi diretamente em sua cara. Não enxergava nada. Colocou as costas de sua mão direita no rosto e tentou enxergar entre os dedos. "Joffrey!", ele escutou alguém gritar e passos eram dados em sua direção. Logo uma silhueta tampou a luz que batia em seu rosto e finalmente pôde enxergar. Era Jessica, corria em sua direção. Quando chegou até ele, pulou em seus peitos e o abraçou com força a ponto de fazer Joffrey dar alguns passos para trás. Ficou surpreso com a felicidade de Jessica em vê-lo, mas logo respondeu seu abraço. A luz foi direcionada pro chão e assim pôde ver Nicolas e Samantha, caminhando em sua direção.

 

Finalmente te achamos! - Desse Samantha dando um leve soco em seu ombro direito. Joffrey estremeceu respondendo a dor da ferida - Ah, foi mal, tinha me esquecido.

 

É bom te ver. - Disse Nicolas com seriedade na voz e expressão - Estamos te procurando a horas, onde estava?

 

Olharam para o alto? - Respondeu Joffrey. Jessica o soltou e o olhou confusa, com uma de suas sobrancelhas levantada. Samantha e Nicolas trocaram olhares, se perguntavam do que ele estava falando. - Ah, esquece. Mas então, cadê os outros?

 

Lauren acabou se ferindo. - Respondeu Samantha - Joseph, Anthony, ela e Karen, uma guarda daqui estão indo pra casa. Estão esperando o socorro.

 

Espera, se feriu? - Perguntou Joffrey assustado - Como assim?

 

É uma longa história. - Disse Nicolas dando as costas a todos - Te contamos no caminho, vamos. 

 

Os quatro começaram a caminhar de volta pra casa. Nicolas liderava o caminho com um mapa embaixo do seu braço direito e uma lanterna em sua mão esquerda. Sua mochila estava com Joseph, havia dado a ele quando se separaram no começo do morro. A noite aos poucos ficava mais clara, o tempo estava mudando. As nuvens se separavam lentamente dando espaço para a lua e sua luz no céu, a noite parecia torcer por eles, parecia querer ajudá-los. Grilos cantavam ao seu redor e galhos quebravam eventualmente, aquilo os arrepiava. Nicolas pensava na criatura, a imagem dela em pé, em frente a Lauren não parava de vir a sua cabeça. Arregalou os olhos por um instante, havia notado algo. Parou de andar e virou para os outros. "Ela não tem pálpebras!", ele disse um tanto quanto animado.

 

O que? - Perguntou Samantha confusa - Do que está falando?

 

Daquela coisa. - Ele respondeu com um breve sorriso - Ela não tem pálpebras! Como não fomos perceber isso antes? É tão óbvio! Se tivesse, poderia fechar os olhos e lutar contra nós lá na floresta ou quando fomos atacados por ela no primeiro dia. Mas na floresta ela preferiu evitar contato visual e fugiu!

 

Pensando bem, tem razão. - Murmurou Jessica pensativa - 

 

Descobri algo também. - Disse Joffrey - Antes de encontrar vocês eu estava escondido numa cabana. Aquela coisa não tinha me visto e muito provavelmente não tinha me escutado. Ela se aproximou da cabana, ouvi seus passos. Então, entrei dentro de um armário para me esconder. Mesmo assim ela me achou. Ela fungava, creio que consiga sentir nosso cheiro. 

 

Que ótimo. - Resmungou Samantha. Todos começaram a caminhar novamente - Mas isso explica o porque dela nos achar tão rápido.
E nos dá uma vantagem também. - Disse Jessica - Agora que sabemos como ela nos localiza, podemos usar isso contra ela. Quando chegarmos em casa poderemos pensar em algo.

 

Continuaram caminhando. O céu estava quase sem nenhuma nuvem agora e a neblina já havia desaparecido sem que nem percebessem. Samantha apertou os passos para alcançar Nicolas, não queria ficar perto do casal que estava prestes a se entender novamente. Caminhava do lado de Nicolas sem dizer nada, talvez não houvesse nada para dizer. Os galhos e troncos das árvores ao seu redor começaram a se balançar violentamente. Já sabiam o que aquilo significava. 

 

Corremos? - Perguntou Jessica -

 

Sim. - Respondeu Nicolas. Ele andou até Joffrey e passou o braço do mesmo em volta do seu pescoço. - Vamos, eu te dou uma ajuda. - Jogou a lanterna pra Samantha e, junto de Jessica guiaram o caminho. -

 

Correram por minutos. Mas não importasse o quão longe fossem ou o quão rápido corriam, a criatura não parava de segui-los. Pulava de galho em galho nas árvores ao seu redor. Niolcas e Joffrey estavam a dois metros de distância de Samantha e Jessica. Viram um vulto negro passar em sua frente, tão rápido como um feixe de luz. Pulou das árvores à sua direita ao meio deles e, em seguida, foi para às árvores da esquerda. Não tinham dúvidas, viram aqueles olhos vermelhos e amedrontadores por um segundo. Samantha foi ao chão assim que a criatura pulou para as árvores de sua esquerda. Sua panturrilha sangrava, havia sido contada em horizontal junto com a sua calça. Parecia muito com o corte de uma faca.

 

Ajuda ela. - Disse Joffrey tirando seu braço do pescoço de Nicolas - Eu dou um jeito. - Ele se juntou a Jessica enquanto Nicolas levantava Samantha e passava seu braço por seu pescoço. -

 

Corriam ainda mais e os galhos continuavam a balançar. Mas dessa vez era possível ouvir rosnados. A criatura pulou para a estrada de novo, mas parou entre eles. Separou Jessica e Joffrey de Nicolas e Samantha. Ela estava ali, rosnando, com a pose de um predador de quatro patas. Estava virada para Nicolas e Samantha, mas encarava o chão, evitando qualquer contato visual. Moveu o braço na velocidade de um flash de luz. Samantha jogou o corpo para trás tentando evitar suas garras, mesmo assim, sentiu o vento em sua garganta que o movimento da critura fez. Rapidamente colocou a mão em seu pescoço, queria ter certeza de que não tinha sido cortada. Jessica pulou instintivamente nas costas da criatura. "Olhem nos olhos dela!", ela gritava. A criatura levantou-se, ficou em pé como um humano. Tinha mais de dois metros de altura. Se debatia tentando tirar Jessica das costas, mas paralisou segundos depois. Samantha e Nicolas a encaravam. Jessica soltou a criatura e voltou pro chão dobrando os joelhos na queda. 

 

Continua olhando para ela. - Disse Nicolas andando até o começo das árvores. E assim Samanta ficou, encarava a criatura com toda a determinação e raiva que tinha. Fazia o máximo para não sentir o medo que havia sentido da última vez. Nicolas então, voltou para a estrada com um tronco na mão. - Vamos acabar com isso. 

 

Jogou os braços para trás de seu corpo segurando o tronco e mirou nas costelas da criatura. Imediatamente um vapor começou a ser expelido da pele negra e sombria da criatura junto a um assovio, parecia uma chaleira avisando que a água estava fervida. Quando Nicolas estava prestes a atacá-la, tudo se perdeu em uma névoa negra. Nicolas imediatamente largou o tronco no chão. Seus olhos ardiam e eram obrigados a tossir. Podiam escutar a criatura se rastejar floresta adentro e as folhas balançarem por onde passava. Sem visão ou ideia de onde estavam, se esforçaram a sair daquela névoa. Encaravam a névoa se perder no ambiente do lado de fora dela. Seus olhos ainda lacrimejavam. 

 

Que porra aconteceu? - Perguntou Joffrey confuso - 

 

Deve ser um mecanismo de defesa da desgraçada. - Respondeu Jessica - Ela tira nossa visão e nos faz perder completamente a noção de onde estamos.

 

Me perguntou o por que de não ter usado isso contra nós. - Disse Nicolas coçando os olhos - Podia ter nos atacado.

 

Estava fraca. - Respondeu Samantha- Eu vi ela se rastejar. Deve ser um efeito colateral.

 

Vamos usar isso a nosso favor então. - Jessica ligou a lanterna e liderou o caminho. Nicolas passou o braço de Samantha em seu pescoço novamente, mesmo que a mesma não tivesse pedido ajuda. E assim voltaram a caminhar para casa. -



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