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História Nightmares - Capítulo 32


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Notas do Autor


Hey!!

Antes de mais nada.... FELIZ DIA DO ORGULHO LGBTQ+ atrasado!!!! Eu pretendo entre hoje ou amanhã postar uma one shot em homenagem ao orgulho LGBTQ+ e estou pensando em postar outra coisinha também então fiquem ligados >.<

Queria começar pedindo desculpas pra vocês, pois como eu falei no Tumblr, o capítulo era para ter saído ontem no final da tarde! Mas eu acebei tendo um pequeno imprevisto chamado maratona de Dark (que aliás explodiu minha mente kkkkk) com meus pais e perdi a noção da hora! Quando fui ver já eram quase 2 horas da manhã então decidi postar o capítulo hoje mais tarde kkkkkkk

Agora algo muito importante... NÓS CHEGAMOS A 70 FAVORITOS <3<3<3 Não estou nem acreditando, juro que nunca pensei que a fanfic um dia teria tantas pessoas a acompanhando kkkkkk Queria agradecer a todos vocês que leem e acompanham a fanfic, vocês são maravilhosos <3 love u <3 É que ultimamente eu ando bem focada no trailer, se não eu super faria algum especial para a fanfic de novo igual aquele de F.R.I.E.N.D. que eu fiz quando chegamos aos 50 favoritos ^^ Quem sabe quando, e se, chegarmos aos 75 favoritos eu faço um novo especial e deixo vocês escolherem o que quiserem <3

De qualquer maneira, como eu também comentei no Tumblr eu tenho um carinho gigante por esse capítulo sendo que eu amo demais ele ahuasuahsua Ele é um dos meus preferidos, se não meu preferido!! Eu adorei escrevê-lo e vocês podem notar isso pelo tamanho sendo que ele é oficialmente o maior capítulo que tivemos até agora!! O motivo de eu amar tanto esse capítulo é que ele tem um pouco de tudo e além disso ele também marco o termino do que eu considero a primeira fase da fanfic! A partir dele, as coisas começaram a ficar mais sérias e tensas e vão começar a caminhar para um estilo mais próximo de Ordem da Fênix e Enigma do Príncipe!!

Não vou falar mais coisas por não quero estragar a surpresa! Eu realmente acho que vocês podem gostar desse capítulo! E eu queria também dizer para a minha querida @OnyxBitch e para meu querido @AsellusBorealis que eu avisei sobre ter esperanças kkkkkk Os entendedores entenderão!!

Sem mais delongas: o Capítulo Vinte e Sete - A Penseira!

Boa leitura e até lá embaixo o/

Capítulo 32 - A Penseira


Fanfic / Fanfiction Nightmares - Capítulo 32 - A Penseira

CAPÍTULO VINTE E SETE – A PENSEIRA

O moreno bocejou levemente em cansaço enquanto apoiava as costas contra o encosto da cadeira e fechava os olhos, tentando se concentrar em outra coisa que não fosse a música alta tocando no salão. Normalmente ele não estaria tão casado tão cedo numa festa, ele estava acostumado a fazer festas em seu aniversário – pelo menos ele já havia feito uma grande festa graças a Lucy que insistiu no assunto –, mas nesse ano em questão Arthur dançou mais do ele pensou ser possível, afinal, não eram todos os dias que ele poderia testemunhar e aproveitar um show ao vivo e de graça do Black Karma, uma de suas bandas preferidas.

Ele já havia dançado com seus amigos, dançado com desconhecidos e até mesmo dançado várias e várias músicas com seu par que no momento ele não fazia ideia de onde estava. Seus pés doíam de uma maneira como nunca antes o que o levou a se sentar e descansar um pouco, aproveitar uma boa e gelada cerveja amanteigada e os diversos doces disponíveis naquela noite.

Arthur tinha que se lembrar de depois parabenizar Simon e Ártemis pelo excelente trabalho com o baile, ele nunca pensou que a confusão que era aquele comitê cheio de brigas, discussões e confusões conseguiria no fim montar um evento tão bom quanto o baile daquele ano. Ele havia apenas colaborado com as músicas e na montagem da playlist e já havia se sentido esgotado e estressado com o jeito que os outros trabalhavam, imagina então aqueles que ainda ajudaram a montar tudo? Deve ter sido um caos, ele ouviu que o grupo da decoração havia brigado para escolher balões e ele pensava que seu grupo era complicado!

Bocejando novamente, Arthur abriu os olhos e se alongou de maneira rápida e bem desleixada apenas na tentativa de expulsar o sono. Balançando a cabeça levemente e depois arrumando sua máscara para que ele pudesse comer e beber sem sujá-la como ele havia feito antes – agora ele havia descoberto o problema de máscara que cobrem tanto do rosto e possuem penas... –, Arthur pegou a garrafa aberta de cerveja amanteigada, que havia pego mais cedo na mesa de comes e bebes, e tomou um longo gole, deixando o líquido doce e gelado expulsar o sono que tentava tomar conta dele.

O garoto então apoiou seu braço sobre a mesa, ainda segurando sua garrafa, enquanto deixava seus olhos vagarem por todo o Salão Principal. Ele logo fez uma careta quando uma melodia alta e diferente das anteriores começou a soar por todo o salão sendo logo seguida por um grito animado que ele logo reconheceu como sendo de Kaled, a pessoa mais bizarra que Arthur já conheceu. Seus olhos logo olharam na direção do garoto de terno brilhante – ao ponto de dar certa dor de cabeça de tanto olhar – que no momento não possuía asas nem uma capa, o corvino tendo abandonado seus acessórios pouco depois de começar a dançar e receber reclamações de outros alunos por suas asas baterem neles ou então por tropeçarem em sua exageradamente grande capa rosa.

Kaled arrastava Gwen Hale para a pista de dança, a garota parecendo triste e silenciosa o que fez Arthur estranhar já que estava acostumado com o jeito eufórico da mesma. Ele então notou uma figura familiar num canto mais afastado do salão, sentado em uma das mesas ao lado de uma garota loira que tinha os braços cruzados sobre o peito e reclamava como havia feito durante toda a noite. Os olhos do garoto que Arthur logo reconheceu como sendo Chase estavam vidrados na corvina que agora parecia se animar, um sorriso crescendo em seu rosto enquanto ela parecia dançar uma coreografia combinada com Kaled.

– Os dois meio que tem um relacionamento. – a voz familiar de Lucy soou por detrás de Arthur, fazendo o moreno se virar para encontrar a amiga com os braços cruzados sobre o peito e o olhar fixo nos alunos dançando. – Chase e Gwen.

– É, eu sei. Digamos que eles não disfarçaram muito durante o comitê. – murmurou o corvino antes de tomar mais um gole de sua cerveja amanteigada. – Já cansou de cuidar da vida dos outros?

Lucy lançou um olhar feio junto com uma careta para o amigo antes de se sentar na cadeira ao lado da dele.

– Ha ha ha. Como você é hilário. – disse sarcasticamente antes de bufar. – E para sua informação, não, não parei de cuidar da vida dos outros.

– Então o que está fazendo aqui? – perguntou levemente confuso.

– Madame Pomfrey me pegou tentando entrar na enfermaria escondida e me fez voltar pra cá. Agora o tapado do Filch tá de olho em mim. – contou antes de revirar os olhos e pegar um doce em cima da mesa, jogando em sua boca.

– E o que diabos você queria na enfermaria?

– Bom, normalmente eu não gosto de contar as coisas assim antes de colocá-las no meu jornal mas... – Lucy se virou para encarar o amigo, um sorriso maldoso em seu rosto enquanto apoiava ambos os braços na mesa. – Como você pode ter reparado, meu primo não compareceu ao baile mesmo sendo um dos indicados à Rei e aparentemente ele passaria a noite na enfermaria.

– O que aconteceu? Ele está bem? – perguntou o corvino levemente preocupado já que, apesar de tudo, Shane ainda era seu amigo.

– Eu sei lá! – respondeu a garota exasperada. – Eu queria entrar na enfermaria pra ver o que ele tem!

– Por que você está preocupada ou por que você queria mais uma vez invadir a privacidade das pessoas e escrever um artigo sobre isso? – questionou com uma sobrancelha arqueada fazendo com que Lucy revirasse os olhos e desviassem o olhar, voltando sua atenção para a pista de dança. – Você não tem jeito.

– Você fala como se não adorasse ler as coisas que escrevo! – retrucou a ruiva com um tom arrogante que fez Arthur soltar um riso nasalado. – Negue o quanto quiser, mas se fosse mentira você não apoiaria meu jornal.

– Não apoio seu jornal de fofocas de Hogwarts – começou com um tom cheio de deboche. –, eu apoio você seguir seu sonho de ser jornalista.

– Tudo a mesma coisa. – respondeu ela antes de suspirar e voltar a encarar o amigo. – De qualquer maneira, cadê a sem sal? Ela deixou sem aniversário tão sem graça quanto a personalidade dela então você fugiu? – brincou Lucy.

– Como? – perguntou com confusão estampada em seu rosto o que fez Lucy rir levemente e revirar os olhos de brincadeira.

– A Grove, seu par pro baile. – explicou a ruiva.

Arthur deu de ombros antes de comer um dos doces em cima da mesa enquanto Lucy mantinha o olhar sobre ele a espera de uma explicação.

– Nós estávamos dançando e quando a música acabou ela fez uma cara estranha e disse que precisa resolver algo. – contou ele antes de virar para encarar Lucy que o encarava com uma sobrancelha arqueada. – Acho que ela deve ter visto o Potter e ido falar com ele, pelo que entendi os dois brigaram.

– É, eu sei.

– É lógico que você sabe... – murmurou Arthur antes de revirar os olhos, Lucy lançando um sorriso convencido para ele.

O garoto nem mesmo se surpreendia mais com o fato de Lucy saber quase tudo que acontecia em Hogwarts, muitas vezes ela sabia coisas sobre os outros antes mesmos deles próprios. Se Arthur não conhecesse Lucy tão bem quanto sabia que conhecia, ele teria certo receio dela, afinal, a qualquer momento a ruiva pode escrever algo sobre você e você se tornar o foco de uma grande fofoca em Hogwarts. Nenhum segredo estava em segurança com Lucy ao redor, pelo menos não se for o segredo de alguém que não é amigo de Lucy ou que ela realmente considere como um amigo.

– Onde está o Sam? – perguntou Arthur enquanto se virava para olhar Lucy que deu de ombros também.

– Ele disse que ia conversar com a Johansson sobre alguma coisa e que nós nos encontrávamos depois. – disse a ruiva antes de suspirar e se virar para olhar ao redor do Salão Principal. – Eu amo esse baile.

– Sério? Difícil de acreditar quando só vi você dançar umas três músicas. – brincou Arthur com um tom divertido enquanto Lucy revirava os olhos. – Deixa eu adivinhar, você gosta das  fofocas que o baile gera para o seu jornal.

Lucy sorriu brilhantemente para o amigo antes de dizer que ele estava correto quando a sua suposição. Arthur sinceramente tinha medo de Lucy às vezes e de tudo o que ela poderia fazer pra conseguir a matéria que ela tanto queria.

Quando a música que Arthur acreditava ser latina acabou, ele viu Gwen e Kaled rindo enquanto a garota se virava para abraçar que parecia levemente envergonhado pelo afeto demonstrado por Gwen, um pequeno e discreto sorriso se formando no rosto dele enquanto a morena parecia mais uma vez com o seu eu animado e eufórico de costume. Logo ele notou que os olhos de Lucy estavam fixos em outro lugar com muito interesse. Ela tinha aquele olhar que Arthur conhecia muito bem que o lembrava um animal que acabou de avistar sua presa e estava se preparando para atacar, ou seja, Lucy havia encontrado alguma coisa que lhe agradava e que a forneceria uma bela matéria para seu pequeno jornal.

Arthur seguiu o olhar de Lucy e logo notou que ela olhava diretamente para Athena que ria de algo que Erik havia dito, os dois com grandes sorrisos no rosto. O corvino não pode deixar de fazer uma careta já que não era muito fã do sonserino que tinha o tipo de personalidade que Arthur desgostava. Apesar disso, ele não pode esconder a leve surpresa também considerando que ele acredita nunca ter visto o Trelawney sorrir tão verdadeiramente para alguém que não fosse um de seus amigos chegados. Talvez Arthur estivesse errado sobre as intenções dele com sua amiga afinal de contas, mas isso não fazia ele desconfiar menos do garoto.

Seu olhar então voltou para Lucy que analisava Athena com tanta precisão e concentração que chegava até mesmo a ser intimidador. Arthur sentia como se a amiga fosse uma stalker. Desde que Athena havia chegado em Hogwarts Lucy demonstrou um interesse incomum na garota o que o corvino logo estranhou, de acordo com a ruiva, a garota vinda da França tinha uma história que ela queria descobrir e que poderia ser sua entrada para o mundo jornalístico e literário. Arthur não podia negar que não gostava muito da ideia e dessa obsessão repentina de Lucy em relação a nova amiga deles, mas ele decidiu não discutir. Pelo menos agora a garota aprecia realmente ver Athena como uma amiga e não apenas como sua mina de ouro.

Arthur estava tão concentrado em Lucy que nem mesmo reparou quando o foco de atenção da ruiva se aproximou deles e puxou uma cadeira, se sentando entre os dois e de costas para a pista de dança. O rosto geralmente pálido da garota estava corado enquanto sua respiração estava levemente ofegante de tanto dançar. Ela tinha um sorriso amigável no rosto enquanto abanava as mãos em frente ao rosto quase totalmente coberto pela bela máscara que fazia Arthur lembrar de uma águia.

– Está quente, não acham? – disse a garota com um tom divertindo antes de se virar levemente e apontar para a mesa de comes e bebes. – Erik foi buscar algo para bebermos, vocês querem algo?

– Então... Você e o Erik, hum? – começou Lucy antes que Arthur pudesse responder a pergunta de Athena. – Você tem muito o que dizer, mocinha.

A morena olhou surpresa para Lucy antes de desviar o olhar levemente sendo que Arthur podia jurar que seu rosto ficou levemente mais corado do que antes. Só que dessa vez por um motivo completamente diferente. O corvino não pode deixar de sorrir levemente enquanto balançava a cabeça e se preparava para o mais novo interrogatório de Lucy.

– Vocês estão oficialmente juntos ou estão de cu doce? – perguntou Lucy sem nenhuma enrolação fazendo Arthur se engasgar levemente com sua bebida enquanto Athena arregalava os olhos e ficava completamente vermelha com a pergunta da amiga.

– Lucy! – repreendeu Arthur enquanto a ruiva revirava os olhos exasperada.

– Só estou perguntando caramba! Me desculpe se as Ladys estão ofendida. – debochou a garota antes de voltar toda sua atenção para Athena novamente. – Então? Sim ou não?

– Eu... Hum... Eu não sei. – falou a garota meio hesitante, a vergonha ainda clara em suas feições enquanto seu sotaque francês parecia ficar mais forte. – Digo, nós estamos nos divertindo muito juntos e nos entendemos muito bem, mas não falamos sobre isso ainda.

– Isso é desapontante. – disse a ruiva com decepção enquanto balançava levemente a cabeça. – Mas e aí, está curtindo o baile? Bem melhor que as coisas que vocês deviam ter em Beauxblablabla.

– É Beauxbatons, Lucy. – corrigiu Arthur com um tom divertido.

– Tanto faz, não é como se eu falasse francês mesmo. – disse enquanto revirava os olhos o que fez Athena rir.

– De fato é bem mais legal. Os bailes em Beauxbatons eram mais... Clássicos, por assim dizer. – a garota tentou explicar enquanto fazia uma cara pensativa. – Geralmente tocavam mais músicas lentas, as comidas eram menos gordurosas, as pessoas usavam trajes mais formais e elegantes e definitivamente não tinha alunos entrando voando.

– Oh isso é novo por aqui também. – comentou Arthur com um sorriso. – Ano passado foram só os fogos e a Quinnie gritando porque o cabelo dela pegou fogo “acidentalmente” de acordo com os gêmeos. – disse enquanto fazia aspas com os dedos o que fez Athena rir levemente.

– O Kaled realmente sabe como animar as pessoas, isso não posso negar. – falou a morena antes de se virar levemente para olhar a pista de dança. – Até o Ansel sorri ao redor dele.

Tanto Lucy quanto Arthur arregalaram os olhos levemente antes de se entreolharem e depois perguntarem do que Athena estava falando fazendo com que a garota se virasse confusa para encarar os amigos.

– Durante o jantar, eu sentia na mesa deles com o Erik e os outros. O Kaled e o Ansel estavam conversando sobre algo e o Ansel sorriu pra ele. – contou Athena dando de ombros, um olhar confuso ainda em seu rosto devido a reação dos amigos. – Ele está sorrindo agora mesmo, bem ali. – disse antes de apontar para um ponto específico da pista de dança onde se encontrava Kaled e Ansel dançando uma música animada.

Kaled segurava as mãos de Ansel e parecia meio que o ensinar a como dançar a música ou pelo menos parecia tentar fazer o garoto se mexer ao em vez de ficar parado. O moreno sorria abertamente enquanto falava algo e dava risada e foi então que Arthur notou que Ansel tinha um pequeno e praticamente imperceptível sorriso em seu rosto.

– Depois disso eu realmente acredito que tudo é possível. – comentou o moreno enquanto continuava olhando para o par dançando.

 

 

. . .

 

 

O platinado respirou fundo enquanto se sentava na mesa mais afastada e isolada que encontrou dentro do Salão Principal afim de ter alguma paz depois de ter sido convencido a dançar com Kaled o que ele de fato gostou, não que ele fosse admitir isso para alguém, principalmente para Kaled. Ansel não era conhecido por gostar de participar desse tipo de evento, ele geralmente só comparecia por comparecer, ficando em um canto mais afastado apenas observando e estudando o comportamento dos outros e desfrutando da música e da comida que costumava ser melhor do que as de costume.

Esse ano, em especial, Ansel nem mesmo planejava ir ao baile visto o que aconteceu da última vez. A última coisa que ele precisava era ser mais uma vez acusado de algo que ele não fez. Mas não tinha exatamente como ele não comparecer sendo que Kaled não largou de seu pé até ele aceitar ir ao baile como seu par – sendo que só aceitou isso para o garoto calar a boca. Ele até mesmo conseguiu um acordo com Kaled que se ele fosse ao baile com ele, o corvino teria que deixá-lo em paz até a noite do baile, ou seja, Ansel havia tido praticamente um mês livre da personalidade insistente de Kaled. Mas quando ele viu Kaled com seu traje nada tradicional e discreto ele pensou que teria que aturar os 32 dias que teve sem Kaled em uma única noite.

Para sua surpresa, não foi exatamente assim. Claro, Kaled ainda conseguiu irritá-lo um pouco, principalmente com suas asas que batiam toda hora no platinado enquanto ele jantava. O começo da noite tinha sido tranquila e Ansel até mesmo estranhou quando conseguiu ter uma conversa descente e normal com Kaled, ele não poderia nem mesmo mentir, Kaled havia conseguido animá-lo e se sentir um pouco menos arrependido de ter vindo ao baile. Agora o que realmente o surpreendeu naquela noite foi o fato de ter aceitado dançar com o corvino...

Ansel não se lembrava nem de já ter dançado antes e mesmo assim, de alguma maneira que ele não compreendia, ele aceitou dançar com Kaled, de todas as pessoas, uma música que normalmente ele não escutaria. De fato aquela noite estava sendo diferente do que ele esperava, um diferente no bom sentido.

O platinado olhou brevemente ao redor do salão antes de abrir a garrafa de cerveja amanteigada que havia pego mais cedo e tomar um longo gole da bebida. Ele então se deixou observar o que acontecia a sua volta, aproveitando seu primeiro momento a sós durante aquela noite. Sim, Ansel havia se divertido um pouco conversando com Kaled, Scorpius até mesmo com Hagrid o que ajudou demais a melhorar seu humor, principalmente depois de ter marcado de passar na cabana de Hagrid durante a semana para eles tomarem chá juntos e conversarem descentemente. Mas apesar disso tudo, o garoto ainda gostava de aproveitar seus momentos sozinhos então assim que a música acabou e Kaled foi conversar com a garota com quem ele sempre andava Ansel aproveitou para sair da pista de dança e se afastar de todos.

Os alunos ainda dançavam animadamente na pista de dança o que surpreendia o platinado; eles demonstravam tremenda energia para dançar e se divertir, mas durante as aulas praticamente metade deles – se não mais – dormiam. A banda continuava a tocar sem pausas, ora ou outra a vocalista de cabelos rosas, que Ansel reconhecia como sendo uma das pessoas que andavam com Maya, pegava o microfone e falava alguma coisa, introduzia uma música ou então zoava algum aluno aleatoriamente o que a fez ser reprendida duas vezes por McGonagall devido ao seu palavreado não adequado.

Apesar de observar os alunos passarem vergonha ser muito interessante, Ansel logo se viu prestando atenção em outros detalhes. Ele reparou que dentro do Salão Principal se encontravam apenas dois dos aurores que deveriam estar guardando o local; Kyra e Richard. A garota de cabelos negros tinha uma expressão séria e não parecia demonstrar o mínimo entusiasmo com o baile, ela andava lentamente pelos cantos do salão, ocasionalmente parando em um ponto e olhando tudo com muita atenção. Richard por sua vez fazia o mesmo apesar de ora ou outra ser parado por alguns alunos para conversar ou mesmo ser convidado para dançar o que ele aceitava com relutância depois da garota de cabelos negros permitir.

Ansel se viu perguntando brevemente onde poderiam estar os outros dois. Ele viu Caspian deixar o salão mais cedo naquela noite depois de conversar com Maya e Teddy a última vez que o viu o mesmo estava dançando com algumas garotas mais novas que pareciam estar tendo o melhor tempo de suas vidas enquanto dançavam com o auror de cabelos coloridos.

Seus olhos claros estavam vagando pelo salão quando ele notou uma figura estranha na entrada do salão. Apesar de ter passado os olhos rapidamente por ela, Ansel podia jurar que a mesma usava uma roupa completamente preta, uma figura usando um capuz. A mesma figura que Ansel via em seus sonhos ultimamente. O garoto sentiu um calafrio percorrer seu corpo enquanto ele congelava brevemente com a possibilidade da pessoa que atormenta seus sonhos estar ali naquela noite.

Respirando fundo, o platinado voltando seu olhar novamente para entrada com calma, e logo a confusão ficou estampada em seu rosto ao encontrá-la vazia. O platinado tentou piscar alguma vezes, mas ao abrir os olhos não havia nada lá, não havia ninguém próxima a ela que batesse com o que ele pensava ter visto. O garoto logo franziu o cenho e manteve seu olhar na entrada do salão. Talvez ele estivesse imaginando isso, pensou enquanto matinha seu olhar no mesmo lugar.

Ansel.

Ainda com o cenho franzido, Ansel se virou a procura de quem o havia chamado, mas não encontrou ninguém ao seu redor que parecesse estar prestando atenção nele ou mesmo chamando-o. O garoto fechou os olhos com força antes se suspirar, culpando o cansaço por estar vendo e ouvindo coisas

Ansel. Por aqui.

O platinado abriu os olhos rapidamente antes de olhar mais uma vez ao redor do salão até que seu olhar pousou na entrada do salão onde ele viu a figura mais uma vez. O sorriso sádico que ele reconhecia em qualquer lugar em seu rosto coberto enquanto ela erguia o braço e fazia um sinal com o dedo para ele se aproximar.

Ansel sentiu sua respiração ficar presa em sua garganta antes dele piscar rapidamente, a figura desaparecendo mais uma vez.

Ansel...

A voz que agora ele sabia pertencer a figura soou novamente em sua mente e ele sentiu sua respiração acelerar levemente. Engolindo em seco, o platinado largou a garrafa praticamente cheia de cerveja amanteigada em cima da mesa antes de se levantar e caminhar com determinação em direção à entrada do Salão Principal. Sua mão dominante indo diretamente para o bolso interno de seu paletó onde sua varinha estava guardada. O platinado logo a segurou com um aperto firme enquanto sentia seu coração bater rapidamente em seu peito.

Ele passava entre os alunos sem se importar se os estava empurrando ou se os mesmos o estavam xingando, ele só se preocupava em sair logo daquele salão e quem sabe ter a sorte de encontrar aquele que tanto o atormentava ultimamente. Ao chegar na entrada do salão, Ansel engoliu em seco novamente antes de tirar sua varinha do bolso e segurá-la com força ao lado de seu corpo, sua livre abrindo e fechando em um punho antes dele passar pelos panos que lhe levariam até o hall onde as fotografias foram tiradas.

Intensivamente o garoto de cabelos platinados já ergueu sua varinha, pronto para lançar um feitiço caso alguém tentasse atacá-lo, mas para sua surpresa – e também decepção – o hall estava completamente vazio. Não havia nenhum sinal de que alguém havia passado por ali em algum tempo e o lugar estava tão silencioso que era praticamente impossível de se imaginar que do outro lado daqueles panos havia uma banda tocando ao vivo com adolescentes gritando e conversando.

Ansel se sentiu ficar levemente irritado enquanto abaixava sua varinha e olhava atentamente ao redor a procura de qualquer sinal de que a figura realmente estava ali e não era apenas mais um jogo sádico de sua própria mente. O platinado estava tão concentrado a procura de algum sinal que nem mesmo notou que alguém havia se aproximado dele por trás até sentir alguém colocar a mão sobre seu ombro.

Com a adrenalina ainda a flor da pele, Ansel se virou rapidamente e estendeu sua varinha, apontando-a diretamente para o pescoço da pessoa atrás de si sem se importar em ver primeiro quem era. Foi somente depois de alguns instantes que Ansel reconheceu a pessoa atrás dele. A garota loira tinha uma sobrancelha arqueada e um sorriso levemente divertido em seus lábios enquanto olhava para Ansel como se perguntasse o que ele estava fazendo.

– Cuidado, você pode acabar machucando alguém com isso. – brincou a garota o que fez Ansel revirar os olhos.

Suspirando, Ansel abaixou sua varinha antes de guardá-la de volta em seu paletó.

– Você não devia se aproximar das pessoas desse jeito. – repreendeu o garoto com um tom mal humorado – Eu poderia facilmente ter lançado uma maldição em você. – resmungou o garoto antes de cruzar os braços sobre o peito.

– Vou ver isso como um pedido de desculpas. – brincou a loira novamente com um pequeno sorriso no rosto que logo desapareceu, uma expressão séria tomando seu lugar. – Você tem um tempinho? – perguntou meio incerta, um olhar um tanto quanto ansioso em seu rosto o que fez Ansel olhá-la intrigado. – Eu meio que queria conversar com você. A sós.

Ansel apenas assentiu com a cabeça enquanto Maya sorria levemente para ele, alívio claro em seu rosto apesar de seu corpo continuar tenso. O platinado apenas observou enquanto a loira agradecia e em seguida pedia para que ele a seguisse o que ele fez sem discutir, afinal, confiava em Maya e sabia que ela estava tão inquieta e tensa então seja lá o que ela precisava falar com ele era sério. E sinceramente Ansel temia que poderia ser algo relacionado aos seus sonhos ou mesmo a figura que jura ter visto na entrada do Salão Principal.

Talvez Maya a tivesse visto ou quem sabe tivesse descoberto o que seus bizarros sonhos poderiam significar. Ansel não sabia ao certo, mas decidiu não perguntar nada ainda, ele esperaria até que chegassem ao lugar que Maya escolheria para poderem falar a sós.

Ansel seguiu em silêncio enquanto Maya o guiava para fora do hall de entrada do baile e direto para o corredor onde se encontrava o Salão Principal entre outros cômodos, ela cumprimentou com um sorriso Teddy que estava parado em frente a escadaria que sorriu de volta para ela e não pareceu ligar para o fato da loira estar acompanhada de Ansel. Os dois então começaram a subir a escadaria, andar por andar, encontrando ora ou outra com algum aluno voltando de um dos banheiros ou mesmo indo em direção à suas salas comunais. Ansel olhou meio inquieto para Maya enquanto ela continuava caminhando sem parar em nenhuma sala onde eles poderiam ter privacidade mais do que o suficiente para conversar; a loira segurava a saia de seu longo vestido azul claro – que por algum motivo fazia Ansel se lembrar de um cristal – enquanto caminhava com passos calmos pelos corredores, o som de seu salto contra o chão de pedra ecoando pelos corredores mais estreitos enquanto os dois passavam.

Ansel tinha a impressão que Maya fazia um caminho mais longo que o necessário e isso o deixava levemente inquieto enquanto os dois passavam por mais um corredor vazio até o platinado reconhecer que estavam adentrando o Corredor das Gárgulas. Os dois logo pararam em frente a grande gárgula feita de pedra e de aparência consideravelmente feia que guardava a entrada para o que Ansel conhecia muito bem como sendo o escritório da diretora McGonagall o que o fez pensar se a mulher sabia que Maya e ele entrariam no mesmo.

A loira então falou em alto e bom som o que seria a senha, Ansel supôs, o logo uma escada circular começou a surgir e com um aceno de cabeça Maya pediu para Ansel segui-la o que ele fez prontamente sem dizer uma única palavra. O som do salto de Maya ecoava pela pequena torre enquanto ambos subiam a escadaria circular até pararem em frente de uma porta que Maya logo abriu, dando espaço para que Ansel entrasse na sala primeiro, um sorriso encorajador em seus lábios enquanto o platinado olhava com certa desconfiança, mas logo em seguida se deixa entrar no lugar.

A primeira e única vez que Ansel havia estado no escritório da diretora fora quando entrou em Hogwarts, pouco depois de sua seleção para a Sonserina já que a diretora assim como os outros professores tiveram que fazer uma breve reunião com sua tutora, ele e alguns membros do Ministério, incluindo o próprio Ministro e Harry Potter que parecia nada feliz com a ideia de Voldemort ter um filho; tudo isso para decidir o que fariam: se manteriam sua identidade em segredo ou não.

O platinado olhou ao redor enquanto ouvia a porta se fechar atrás de si e logo em seguida o som dos saltos de Maya ecoando pelo chão novamente. O escritório parecia praticamente igual ao que Ansel se lembrava, sendo um detalhe ou outro diferente, mas ele não podia negar que mesmo assim era um cômodo muito surpreendente. A atenção do garoto logo foi fixada nos diversos quadros que pertenciam aos antigos diretores de Hogwarts, todos aparentemente dormindo o que não surpreendia o garoto considerando o horário. Ele logo notou o retrato de Albus Dumbledore, o maior retrato na sala, e Ansel não pode deixar de inclinar levemente a cabeça para o lado enquanto o analisava – uma mania que havia pegado de Maya.

– É um lugar bem impressionante, não? – comentou Maya enquanto parava ao lado dele. Ansel então notou que a loira havia tirado sua máscara e a colocado em cima da mesa perto deles.

Ansel apenas assentiu com a cabeça antes de fazer o mesmo que Maya e tirar sua máscara além de afrouxar levemente sua gravata. Ele deu mais uma olhada ao redor da sala antes de seus olhos caírem sobre a figura de Maya que estava parada em frente a um armário escuro de onde uma luz branco-prateada saia de uma porta que parecia estar apenas encostado ou que fora mal fechada. O platinado franziu levemente o cenho olhando para a luz, mas logo olhou novamente para Maya, pronto para tirar as dúvidas em sua mente.

– McGonagall me deu permissão para vir ao escritório quando em bem quisesse desde meu terceiro ano. – Maya contou sem que Ansel precisasse perguntar. – Eu estava passando por um momento difícil e ela pensou que talvez conversar com meu tio ajudaria. – informou enquanto apontava levemente com a cabeça para o retrato do ex famoso diretor adormecido. – De fato me ajudou muito então ela me permitiu vir aqui quando eu quisesse falar com ela ou mesmo com ele.

– Ela sabe que estamos aqui?

– Sabe que eu estou aqui. – Maya sorriu levemente. – Pedi permissão para vir aqui pois queria usar algo que costumo usar bastante e ela me permitiu. Acredito que ela saiba que você está comigo, não foi como se eu tentasse esconder isso dela. – disse ao dar de ombros.

O platinado apenas assentiu com a cabeça. Não era como se ele temesse McGonagall não gostar dele em seu escritório, era mais pelo fato dele não querer ter que aturar os aurores em seu pé mais uma vez por agir “suspeitamente”.

– O que você queria me dizer? – Ansel perguntou prontamente, não querendo mais enrolar.

Maya riu levemente do tom impaciente do garoto antes de balançar a cabeça levemente e se aproximar mais do armário escuro atrás de si, passando o dedo delicadamente sobre a porta entre aberta por onde a luz que Ansel vira mais cedo saia. O garoto não pode deixar de olhar novamente para o armário, uma pequena curiosidade crescendo em seu peito com o que poderia estar ali dentro que emitia tal luz.

– Bem, no começo eu queria te dizer algo, mas depois percebi que seria muito mais fácil te mostrar. – disse a garota sem se virar para encará-lo.

Lentamente Maya abriu a porta do armário enquanto Ansel se aproximava com passos hesitantes o cenho franzido. Dentro do armário se encontrava o que par Ansel se assemelhava à uma bacia. A mesma era feita de pedra rasa e possuía entalhes estranhos em sua borda, runas e símbolos que pareciam familiares para Ansel, mas que ele não sabia ao certo distinguir. Ele acreditava já tê-las visto em algum livro que pegou emprestado de Maya anos atrás, mas não tinha certeza. Ele olhou rapidamente para Maya e a loira apenas fez um sinal para ele se aproximar e assim ele o fez.

Ansel esticou o pescoço de maneira que pudesse olhar para o conteúdo dentro da bacia, o conteúdo que aparentemente gerava a luz prateada que chamara sua atenção mais cedo. Dentro da bacia de pedra rasa Ansel havia uma substância que o platinado não sabia ao certo identificar com precisão; parecia um líquido, mas ao mesmo tempo o fez lembrar de substâncias gasosas. Ansel só sabia que a mesma era brilhante, muito brilhante, e que seu brilho refletia fortemente sobre seu rosto e sobre o rosto de Maya ao seu lado. A substância se movia sem parar; sua superfície se amontoava como água sob ação do vento e, então, se dividia e girava lentamente. De certa forma, a substância parecia luz liquefeita o que era levemente estranho na opinião de Ansel.

– Isso é uma Penseira. – disse Maya ao lado dele enquanto tinha seus olhos fixos na Penseira dentro do armário. – Acredito que você saiba o que ela faz.

– Ela te permite rever memórias. – murmurou Ansel antes de se virar para encarar Maya com o cenho ainda franzido e um olhar confuso em seu rosto. – Por que você queria me mostrar isso? Você quer usá-la para ver as memórias que tenho do meu sonho? Porque isso não vai acontecer. Já disse que não quero ninguém na minha cabeça. – Ansel disse com um tom levemente irritado.

– Não se preocupe, não estamos aqui para ver suas memórias, Ansel. – garantiu a loira antes de lançar um pequeno sorriso para ele. – Eu ainda gostaria que você deixasse Avalon tentar descobrir quem é a pessoa em seus sonhos, mas não posso te forçar a nada. É sua escolha. – começou a garota enquanto olhava diretamente para o platinado. – Nossa mente, nossos sonhos e nossas memórias são as coisas mais pessoais que temos. É normal não querermos compartilhá-las com qualquer um. – Ansel olhou com certa suspeita para Maya que agora tinha os olhos fixos no conteúdo dentro da Penseira. – Como eu disse, não estamos aqui para ver suas memórias. Estamos aqui para ver as minhas.

Ansel piscou algumas vezes em leve confusão antes de encarar Maya que tinha um olhar perdido enquanto ainda olhava diretamente para a Penseira.

– Eu pedi para você confiar em mim e deixar Avalon ver seu sonho, tentar entendê-lo. – continuou a loira sem desviar o olhar em nenhum momento. – Mas então eu percebi que não podia te pedir para confiar algo tão pessoal assim em mim. Não quando não estou fazendo o mesmo. – Maya então se virou e olhou diretamente para os olhos de Ansel. – Eu quero que você veja minhas memórias, as mais pessoais e importantes que tenho, aquelas que poucos conhecem. Quero mostrá-las pra você pois eu confio em você. – a loira sorriu tristemente para Ansel antes de colocar a mão carinhosamente em seu ombro. – Eu confio meu passado, meus medos, minhas inseguranças em você. E eu sei que esse é o primeiro passo para que você confie em mim também.

– Eu confio em você.

Maya apenas sorriu para Ansel levemente antes de pegar um pequeno frasco que o platinado nem mesmo havia notado antes. Com delicadeza, Maya derramou o conteúdo que aprecia transparente na Penseira e novamente a substância presente nela começou a se mexer sem parar. Ansel lançou um olhar hesitante para Maya, não sabendo ao certo se devia ou não aceitar sua proposta de ver suas memórias.

– O que você vai me mostrar? – perguntou enquanto olhava para a garota que agora tinha um olhar repleto de emoções que Ansel não conseguia identificar.

– Tudo. – respondeu simplesmente. – Se incline sobre a Penseira até que seu rosto toque o conteúdo dela, você então irá para minhas memórias. – instruiu Maya enquanto parava ao lado de Ansel e de frente para a Penseria também. – Quando estivermos lá, lembre-se: somos só espectadores. Nada que façamos ou dissermos afetara aquilo. E... – a garota hesitou por um momento, sua boca se abrindo e fechando levemente antes dela engolir em seco. – Nós vamos ver coisas que eu particularmente gostaria de não recordar então... Não se preocupe se eu não parecer bem. São apenas memórias. – murmurou ela, mas Ansel não sentia confiança em seu tom como de costume.

O garoto preferiu não dizer nada e apenas assentiu com a cabeça. Ele esperou pela confirmação de Maya antes de fazer exatamente aquilo que ela lhe havia instruído, abaixando sua cabeça até que a ponta de seu nariz tocasse a substância que agora parecia vidro. Aos poucos ele foi mergulhando a cabeça na bacia e ao em vez de encontrar o fundo da mesma, Ansel sentiu como se estivesse caindo por algo gelado e escuro, como se estivesse sendo sugado por um redemoinho.

 No próximo instante, Ansel se viu em pé no que parecia ser uma clareira no meio da Floresta Proibida. Estava tudo muito escuro e os únicos sons que Ansel podia ouvir eram o do que parecia um riacho e os próprios sons da floresta. Ele então ouviu o que parecia ser o choro de uma criança o que o fez franzir as sobrancelhas e olhar ao redor. Foi quando sentiu uma mão delicadamente tocar seu ombro e ao se virar encontrou Maya parada ao seu lado. A loira sorriu levemente para ele antes de apontar para um canto da clareira.

Ansel logo olhou na direção apontada por Maya e bem ali, embaixo de uma árvore com as costas encostadas no troco e o corpo tremendo violentamente estava uma garotinha que não aparentava ter mais de cinco anos. A garota tinha os olhos fechados, mas mesmo assim parecia chorar como se estivesse tendo um terrível pesadelo do qual não conseguia acordar. Ansel logo notou que seu cabelo loiro extremamente claro estava sujo do que parecia ser cinzas, assim como sua roupa e seu rosto; ele também reparou que ela tinha um pequeno corte em sua testa e que em volta de seu pescoço havia um colar com um pingente vermelho; o mesmo colar que Maya sempre usava.

Ele logo se virou para encarar Maya ao seu lado que tinha um olhar perdido e cheio de mágoa enquanto olhava para a garotinha. Olhava para si mesma tremendo violentamente seja pelo frio ou por medo – ou os dois, o que parecia mais provável para Ansel. Logo, a garotinha foi abrindo os olhos devagar, piscando várias vezes sem parar, mas sem fazer um se quer movimento para se levantar. Foi quando o som de passos e do que parecia um piado de uma ave soarem próximos a clareira.

Logo, uma figura masculina apareceu na clareira com um olhar confuso e uma varinha em mãos. Ansel o reconheceu como sendo Aberforth. Em seguida, um vulto vermelho e dourado passou voando por ele e posou delicadamente ao lado da garotinha de cabelos loiros. Aberforth logo guardou sua varinha antes de correr até a garota e se ajoelhar ao lado dela.

– Você está bem? – Ansel ouviu o mais velho perguntar.

Aberforth não obteve uma resposta apenas um choramingo vindo da garota e Ansel instintivamente se virou para encarar Maya que engolia em seco ao seu lago enquanto segurava com força o colar ao redor de seu pescoço. Ansel nem mesmo tinha reparado que ela o usava naquela noite. Ele então voltou a encarar a cena a sua frente e viu a fênix, Fawkes, se inclinar levemente sobre o rosto da pequena Maya ainda de uma lágrima cair sobre o rosto da garotinha e no mesmo instante o corte que ela tinha ali foi desaparecendo enquanto Aberforth murmurava algo sobre tirá-la dali para ajudá-la.

O som foi aos poucos desaparecendo assim como a clareira onde se encontravam que ia se desfazendo como fumaça. Tudo foi se tornando uma completa escuridão onde apenas seu corpo e o de Maya pareciam continuar da mesma maneira...

Então Ansel se viu no que ele reconheceu de imediato como sendo o Cabeça de Javali, em especial, um dos quartos de hospedagem. Em uma cama se encontrava a garotinha de antes só que agora a mesma estava sentada com as pernas penduradas para fora da cama, sua forma pequena ainda tremia levemente enquanto seus pés não conseguiam alcançar o chão. Seu rosto estava limpo assim como seu cabelo e ela trajava agora o que parecia ser um suéter feminino muito maior do que ela. Ao lado dela, Ansel percebeu que se encontrava a fênix de antes que tinha os olhos fechados enquanto era acariciada por Maya.

Ele então ouviu murmúrios e se virou para encontrar a porta do quarto entreaberta, um pequeno vislumbro do que parecia ser Aberforth e mais alguém conversando. Aberforth suspirou e então eles ouviram o barulho de passos descendo uma escada. Ansel não conseguia entender o que eles falavam o que logo o fez franzir as sobrancelhas.

– Eu não consegui ouvir a conversa por isso não podemos entendê-los. – Maya explicou e Ansel logo se virou para encarar a loira que tinha os olhos presos em sua versão mais nova sentada na cama. – Eu estava morrendo de medo, sabe? Não entendia o que estava acontecendo, não sabia quem eu era, de onde eu vim... Esse foi meu quinto dia com Aberforth. De acordo com ele eu dormi por quase um dia inteiro. – disse ela antes de soltar um pequeno riso nasalado. – No segundo dia, ele e Madame Rosmerta tentaram conversar comigo, mas não conseguiram nenhuma resposta. Foi somente no quarto dia durante a noite que eu acabei falando com Aberforth depois dele me contar a lenda sobre as fênix e a família Dumbledore enquanto tentava me convencer a comer alguma coisa.

Antes que Ansel pudesse pensar em dizer ou perguntar alguma coisa, Maya se virou para encarar a porta e logo a mesma foi aberta. Logo um garoto de cabelos castanhos claros entrou, o mesmo parecendo ser alguns anos mais velhos que a garotinha.

– Oi. – disse o garoto com um sorriso enquanto se sentava em frente a Maya que o olhava com desconfiança. – Eu sou o Edward Lupin, mas meus amigos me chamam de Teddy! – se apresentou e Ansel não pode deixar de arregalar levemente os olhos antes de olhar Maya ao seu lado que tinha um sorriso pequeno nos lábios. – E o cabeção espiando pela porta é meu irmão, mas ele é covarde demais pra vir até aqui. – disse o garoto enquanto dava ênfase na palavra covarde e apontava para a porta onde Ansel viu um pequeno vulto se esconder sendo seguido pelo pequeno riso da pequena Maya.

Os dois conversaram mais um pouco até que o garotinho olhou rapidamente para a porta antes de perguntar se Maya queria ver algo legal. A loira balançou a cabeça levemente e logo o cabelo antes castanho do garoto adquiriu um tom rosa forte e os olhos da menina brilharam em admiração enquanto Maya soltou um pequeno riso ao lado de Ansel. O garoto se virou para olhar a amiga antes de voltar seu olhar novamente para a memória de Maya. Teddy parecia entretê-la enquanto ela ria com ele e dizia cores ou coisas que ele pudesse se transformar. Sem nem mesmo perceber, um pequeno e muito discreto sorriso surgiu no rosto de Ansel.

Logo, a porta foi aberta novamente e Ansel reconheceu a voz de Harry Potter chamando pro Teddy. Aberforth entrou com um pequeno sorriso e logo foi seguido pelo próprio Harry Potter e ao seu lado Hermione Granger. Atrás de Harry, Ansel notou que havia um garotinho se escondendo, olhando levemente pelo lado, mas sem nunca se mostrar demais. Ele então se virou para encarar a pequena Maya que tinha os olhos arregalados enquanto olhava assustada para os dois membros do Ministério, lançando um olhar para Aberforth que sorriu levemente para ela o que fez a garota visivelmente relaxar enquanto o garoto com cabelos agora azuis ainda sorria para a loira.

Ansel nunca tinha visto Aberforth sorrir antes. O Dumbledore assim como os outros dois conversaram levemente com Maya, fizeram algumas perguntas que a garota não soube responder e logo Ansel viu Harry suspirar antes de olhar para Hermione que tinha um sorriso gentil em seu rosto. Hermione então disse para a garotinha que se ela quisesse, ela poderia ficar com Aberforth, que ele cuidaria dela até que encontrassem a família dela. A pequena Maya parecia gostar da ideia e balançou a cabeça afirmativamente antes de sorrir. Harry foi quem falou em seguida, perguntando se ela tinha algum nome pelo qual gostaria de ser chamada.

Ela apenas negou com a cabeça seus olhos tristes até que Aberforth se pronunciou sugerindo um nome que fez um grande e brilhante sorriso surgir no rosto da garotinha de cabelos loiros. Os três adultos então deixaram o cômodo, mas dessa vez o garotinho que se escondia atrás de Harry ficou pra trás enquanto Teddy se despediu de Maya e deixou a sala junto com os mais velhos. O mesmo possuía olhos verdes e uma pela clara e cheia de sardas, óculos tortos sobre seu nariz e seu cabelo cacheado tampando parte de seu rosto. Ansel o olhou com curiosidade enquanto ele aprecia meio hesitante.

Com um pequeno e tímido sorriso no rosto, o garotinho se sentou ao lado de Maya e estendeu a mão para ela.

– Oi... – começou timidamente enquanto Maya murmurava um cumprimento de volta. – Eu sou o James, James Potter. – se apresentou com orgulho claro em sua voz. – Sou o irmão do Teddy.

– Eu sou a Maya – a garota disse com certa confiança enquanto apertava a mão de James. – Maya... Apenas Maya. – disse e Ansel não pode deixar de notar a expressão triste no rosto da garota. – Eu... Eu não sou irmã nem amiga de ninguém... – murmurou a garotinha.

O pequeno James sorriu abertamente para Maya e logo toda a timidez que ele tinha antes desapareceu enquanto seus olhos brilhavam fortemente.

– Você pode ser minha irmã se quiser! – James ofereceu. – Eu tenho outro irmão também, o Liam, mas ele é chato e nunca quer brincar comigo. – reclamou James o que fez Maya rir levemente. – E eu sempre quis uma irmã mais nova! Nos podemos tomar conta um do outro. – o garoto continuou e Maya riu levemente ao lado de Ansel, o garoto reparou então que uma pequena lágrima escoria por seu rosto. – Eu prometo ser o melhor irmão mais velho do mundo! E nunca deixar nada de ruim acontecer com você! Promessa de irmão.

Com isso, novamente o som foi desaparecendo impossibilitando os dois de ouvirem a conversa de Maya e James. O quarto logo foi se desfazendo como fumaça, mais uma vez, enquanto os dois se encontravam em meio a escuridão até que outro cenário apareceu. Memória após memória os dois foram passando, Maya não dizia muita coisa, apenas explicava uma ou outra coisa quando pensava que Ansel poderia estar confuso. Eles viram memórias felizes da garota assim como viram memórias tristes. Ele viu Maya em Hogwarts pela primeira vez, quando ela foi selecionada para a Grifinória – e como quase acabou na Sonserina para a surpresa de Ansel –, ele viu ela conhecendo aqueles que mais tarde se tornariam seus melhores amigos, viu Maya brigar com Aberforth por não dizer quem ela é...

E então enquanto o Cabeça de Javali desaparecia enquanto Maya e seus amigos brindavam algo com um grande sorriso, Ansel sentiu Maya ficar visivelmente tensa ao seu lado enquanto a escuridão em que eles se encontravam logo se tornava um lugar que Ansel não reconhecia de maneira alguma. Eles estavam do lado de fora do que parecia a entrada de um túnel localizado no meio de um bosque ou floresta. Haviam trilhos velhos e quebrados no chão assim como uma placa quebrava e desbotada.

Ansel olhou ao redor confuso até que ouviu o barulho alto de passos correndo e ao se virar ele encontrou uma Maya ofegante parando em frente ao túnel escuro. Ela trajava roupas que Ansel jurava já ter visto antes, pareciam as roupas que ela usava quando ainda trabalhava como auror; uma roupa confortável e pratica com um sobretudo preto por cima Seu cabelo loiro solto e bagunçado enquanto ela segurava sua varinha firmemente em sua mão.

Um barulho veio de dentro do túnel e o que parecia uma voz abafada e familiar ecoou para fora do mesmo. Ansel viu a Maya da memória ofegar antes de correr para dentro do túnel e logo ele estava atrás dela com a verdadeiro loira ao seu lado. O túnel estava escuro e Ansel conseguia ouvir o que parecia ser goteiras, poças de água em meio ao que pareceu um dia ser um túnel pelo qual um trem passava.

– Sirius! – a Maya da memória gritou enquanto olhava ao seu redor com sua varinha erguida, uma pequena luz na ponta da mesma iluminando as cosias a sua volta.

Logo o som de passos soou pelo túnel e Ansel sentiu Maya estremecer levemente ao seu lado enquanto olhava para sua memória que parecia ao mesmo tempo aterrorizada e desesperada. A loira então se virou esperançosamente em direção ao som e murmurou o nome do garoto novamente enquanto dava alguns passos para a frente. Foi então que uma figura levemente familiar apareceu, a luz da varinha de Maya iluminando-a.

– Sirius? – perguntou a loira antes de arregalar os olhos ao ver uma figura feminina caminhar em sua direção.

A mulher tinha um sorriso maldoso nos lábios, seu cabelo estava totalmente jogado para trás e aprecia molhado enquanto suas vestes escuras estavam extremamente secas. Havia um pouco de sangue seco escorrendo de sua boca. Seus olhos azuis brilham perigosamente e Ansel sentiu Maya congelar ao seu lado enquanto, assim como sua memória, olhava com pavor para a mulher.

– Nope. – respondeu a mulher enquanto fazia um leve estalo com os lábios no final da palavra. – Errou o membro da família, garotinha. Decepcionada? – disse enquanto piscava algumas vezes e curvava os lábios para baixo fazendo uma cara de falsa tristeza. Logo a mulher assumiu um olhar frio, seu rosto sem mostrar mais nenhuma expressão. – Eu diria que é bom te ver, mas estaria mentindo.

A Maya da memória perguntou alguma coisa, mas Ansel não prestou realmente atenção enquanto tinha os fixos na garota da memória. Maya dava passos para trás enquanto apontava sua varinha para a mulher de cabelos negros, mas antes que qualquer cosia pudesse acontecer tudo ficou escuro. Não como das últimas vezes que tudo foi aos poucos desaparecendo, daquela vez tudo literalmente ficou escuro e quando Ansel se deu conta, ele estava novamente no escritório da diretora parado em frente a Penseira.

O garoto franziu o cenho levemente enquanto olhava para a Penseira. Depois de alguns instantes ele se virou para encarar Maya que estava há alguns passos dele, suas costas voltadas para ele enquanto ela parecia tremer levemente o que só deixou Ansel mais confuso.

– Aquela era a Paige. – Maya disse com um tom de voz tão baixo que Ansel mal conseguiu ouvi-la. – Paige Bertinelli. Irmã mais velha do Sirius e do Chase. – Ansel então entendeu de onde conhecia a garota de cabelos negros, mas não disse nada enquanto via os ombros de Maya tremerem levemente. – Essa memória... Essa... Foi um pouco antes do meu acidente. – a garota contou e Ansel sentiu seu sangue ficar frio enquanto fechava suas mãos em punhos ao lado de seu corpo. – Nós estávamos investigando algumas coisas e... Eu tive um sonho em que o Sirius era torturado e morto naquele túnel e, bom, você sabe como são os meus sonhos. – Ansel engoliu em seco com o tom levemente ácido que Maya tinha ao se referir aos próprios sonhos, um tom que ela nunca usava. – Eu fiquei desesperada, ele estava fora com a Kyra e eu já fazia alguns dias e pensei que o pior aconteceu. – continuou a garota enquanto se apoiava levemente em uma mesa, suas costas ainda para Ansel. – Então eu localizei e fui até o túnel. Quando eu cheguei lá... Bom, você viu. Era uma armadilha.

Ansel não disse nada enquanto continuava encarando as costas de Maya. Ele não se sentia mais confuso, se sentia com raiva, muita raiva. Ele tinha raiva pois sabia o que aconteceria depois, ou pelo menos sabia que algo aconteceria. Agora o que ou como... Ele não sabia. Só sabia que seja lá o que Paige havia feito quase custou a vida da garota loira que tremia levemente na sua frente.

– E-eu pensei... Eu realmente pensei que conseguiria.... Que conseguiria te mostrar. – Maya disse com a voz tremula e Ansel se sentiu ficar levemente confortável ao perceber que a garota sempre tão corajosa parecia estar segurando as lágrimas pelo tom de sua voz. – Eu não consigo. Não sou forte o bastante. – ela disse enquanto sua respiração ofegante e seus soluços eram o único som na sala. – Eu sinto muito... Eu realmente queria te mostrar... E-eu... Eu queria te mostrar que confio em você mostrando o... O acidente, mas eu não consigo ver aquilo de novo. Eu não... Eu sinto muito.

Maya continuou murmurando desculpas e outras coisas, mas Ansel não prestou atenção. Com passos hesitantes, Ansel se aproximou da garota de cabelos loiros até ficar há poucos centímetros de distância da mesma. Ele não sabia ao certo o que fazer em seguida enquanto os soluços de Maya soavam pela sala. Ele nunca havia visto a garota chorar antes, nunca havia visto Maya parecer tão indefesa, nem mesmo quando ele foi visité-la em St. Mungus depois de seu acidente. Mesmo quando estava desacordada ela parecia forte e valente, mas naquele momento ela parecia quebrada de uma maneira que Ansel nunca imaginou e isso só fazia a raiva crescer dentro de si.

Ele sabia que não tinha muito o que fazer, mas ele sentia que ele devia ter protegido a garota mais velha. Que ele não deveria ter deixado algo assim acontecer com ela. Mas já havia acontecido e não havia nada que ele pudesse fazer agora.

Ansel engoliu em seco, antes de ouvir um pequeno som que aprecia ser alguém limpando a garganta. Ao olhar ao redor, seus olhos pousaram no retrato do ex diretor que agora parecia muto acordado enquanto seus olhos pareciam tristes por ver a garota chorar. O retrato fez um sinal com a cabeça que Ansel entendeu muito bem o que significava, mas ele não sabia ao certo se conseguiria fazê-lo descentemente.

Respirando fundo Ansel se virou para encarar Maya novamente antes de colocar a mão no ombro da garota e virá-la de modo que ela estivesse de frente para ele. Seus olhos estavam vermelhos e sua maquiagem levemente borrada enquanto ela pediu desculpas por deixá-lo desconfortável. Ansel não respondeu nada, ao em vez disso ele passou os braços hesitantemente ao redor da garota e a puxou para um abraço.

Ele sentiu Maya ficar tensa pela surpresa, mas logo os braços da garota o envolveram também enquanto ela enterrava o rosto no ombro dele. Ansel não sabia ao certo o que fazer, ele não estava acostumado a abraçar pessoas, muito menos a abraçar e confortar pessoas chorando ao mesmo tempo. Merlim, ele acha que nunca nem mesmo fez tais coisas separadamente.

Ansel enquanto aumentou seu aperto sobre a figura de Maya antes de hesitantemente e com um pouco de estranheza começar a passar a mão levemente pelas costas dela para acalmá-la, sua outra mão indo até o cabelo dela e acariciando levemente os fios loiros. Ele acreditou que estava fazendo certo já que logo a garota parou de soluçar apesar de sua respiração ainda estar irregular.

– Eu confio em você. – Ansel disse com um tom de voz rouco enquanto olhava diretamente para o quadro de Dumbledore que sorria levemente para ele. Se Maya havia sido corajosa o suficiente para mostrar suas memórias mais pessoais, por tentar mostrar o momento mais traumático de sua vida, Ansel poderia ser corajoso o suficiente para deixar a amiga de Maya tentar entender seus sonhos. Ele confiava em Maya e se Maya confiava nessa garota, Ansel estava disposto a dar uma chance para ela. – Eu confio em você. – ele repetiu com mais firmeza e pelo aperto que Maya deu em seu abraço ele soube que ela entendeu o que ele quis dizer com isso.

 

 

. . .

 

 

Kyra tinha os braços cruzados sobre o peito enquanto observava os alunos dançando à distância, um discreto sorriso em seu rosto enquanto ela se lembrava dos bailes que frequentou quando ainda estudava em Hogwarts. A bela e calma voz de Jack ecoava por todo o salão enquanto ele cantava mais uma música lenta, anunciando que o baile logo chegaria ao fim. Ela suspirou levemente enquanto seu sorriso se tornava triste e as memórias inundavam sua mente.

Ela estava feliz pelos alunos estarem se divertindo, ela sabia o quanto eles mereciam isso, mas ao mesmo tempo ela não podia evitar se sentir aliviada que o baile finalmente estava chegando ao fim. Observar todos eles rindo e se divertindo, dançando com as pessoas que gostavam e aproveitando seu tempo com aqueles que amavam deixam Kyra com inveja. Inveja porque ela sabia que nunca teve e provavelmente nunca teria isso. Ela nunca conseguiu dançar num baile da escola com aquele que ela amava e ela sabia que nunca mais poderia, ou pelo menos era isso que sua mente tentava dizê-la. Ao mesmo tempo que Kyra sentia seu coração se apertar ao se lembrar da época em que ainda frequentava tal baile e que se divertia com seus amigos, ela sentia um sorriso triste se manter em seus lábios ao pensar que ao menos essas crianças estavam tendo a chance de aproveitar uma noite comum sem se preocupar com tantas coisas como ela se preocupava na idade deles.

Estar ali no salão fez Kyra se sentir desconfortável e por mais que ela tentasse evitar, não conseguia esconder a carranca em seu rosto. Estar ali só a fazia lembrar que ele não estava lá com ela, que ele morreu durante um evento assim e ninguém percebeu. Ela falou com ele naquela noite, foi a última a falar com ele. Se ela tivesse notado que ele estava em perigo poderia ter feito algo. Parte dela sabia que não teria adiantado, mas a outra parte tentava convencê-la de que ao menos ela poderia ter tentado. Ela poderia ao menos ter se despedido descentemente.

Relembrando daquela noite Kyra percebeu que foi ingênua. James se despediu dela, ele disse tudo aquilo que queria dizer e ela não percebeu. Ela não percebeu o que ele queria dizer, o que tudo aquilo significada. Considerada sempre uma garota tão inteligente, uma garota tão observadora, Kyra se sentia uma completa fraude. O namorado dela estava morrendo e ela nem mesmo percebeu.

Respirando fundo e tentando se acalmar, Kyra fechou os olhos brevemente antes de sentir a mão de Richard em seu ombro e a voz preocupada dele questionar se ela estava se sentindo bem. Com um fraco e falso sorriso Kyra concordou com a cabeça antes de voltar seu olhar para a pista de dança notavelmente cheia considerando o horário, os casais apaixonados restavam no salão enquanto dançavam lentamente nos braços um do outro.

Kyra não pode conter o pequeno sorriso em seus lábios ao observar Liam dançar com os olhos fechados, suas mãos na cintura de Myah enquanto ele descansava a cabeça na dela e tinha um sorriso bobo em seu rosto. Ela estava feliz por ele. Liam era um garoto incrível, Kyra sempre soube disso, e ele merecia muito mais do que a vida lhe dava. Ele já havia sofrido demais e merecia felicidade por mais simples que ela fosse. Ela então viu Min-Ho que dançava junto com sua amiga Samantha, se Kyra não se enganava. Ele parecia genuinamente feliz e isso fez Kyra se sentir feliz por ele também.

A garota então olhou para os outros poucos casais ali como Ártemis e Jon, a garota da Lufa-Lufa finalmente aproveitando sua noite com o namorado ao em vez de ficar andando desesperadamente de um lado para o outro garantindo que os outros estivessem aproveitando sua noite. Próximos a eles, Mike e Ella também dançavam ambos com sorrisos tímidos em seus lábios enquanto aproveitavam a noite assim como Simon e Jimin, apesar do garoto de cabelos loiros estar visivelmente vermelho e nervoso enquanto Jimin ria levemente e o ajudava a dançar, ou pelo menos tentava.

No meio da pista de dança, o rei e a rainha do baile ainda dançavam alegremente, ambos sorrindo abertamente um para o outro, os olhos cheios de um brilho que Kyra reconheceria em qualquer lugar. Kyra riu levemente com aquilo, ela sentia falta desse sentimento. O sentimento de estar apaixonada, de sentir que não existe nada no mundo além de você e da pessoa amada.

– Você deveria dançar um pouco. – Richard comentou ao lado de Kyra fazendo com que a morena se virasse para encará-lo com uma sobrancelha arqueada. O menino apenas deu de ombros, seus olhos fixos na pista de dança. – Diana me disse que você ama dançar.

– Estamos trabalhando, não temos tempo para diversão. – murmurou a garota apesar de se sentir levemente exposta com o conhecimento do ex grifinório sobre sua particular paixão pela dança.

– Todos nós dançamos essa noite e você disse, e eu repito, “é bom se divertir um pouco quando o mundo está se desfazendo ao seu redor”. – citou o garoto antes de lançar um sorriso conhecedor para Kyra que revirou os olhos. – Vamos, lá só uma dança. Você devia aplicar seu conselho a si mesma, sabia?

– E com quem eu dançaria? Você? – perguntou sarcasticamente enquanto cruzava os braços sobre o peito fazendo Richard rir levemente.

– Se você quiser, mas já vou avisando: tenho namorada e ela é muito ciumenta. – brincou o garoto fazendo Kyra sorrir divertida para ele, os dois sabendo muito bem o tipo de pessoal que a prima da morena era.

– Obrigada, mas não. – disse Kyra com um tom sério antes de um olhar melancólico tomar conta de suas feições. – Eu não danço. Não mais.

Richard suspirou levemente ao lado da garota.

– Olha, eu sei como é, okay? Eu literalmente sei como é perder alguém que você ama dessa maneira... – o garoto começou e Kyra desviou o olhar, olhando para seus pés enquanto Richard engolia em seco. –Parece que se divertir sem ela é como se você a estivesse traindo. Mas você não está, Kyra. Eu sei que você o amava e sei que você acredita que ele ainda está por aí – Richard disse antes de sorrir levemente e colocar a mão gentilmente sobre o ombro da ex sonserina. –, mas você tem que voltar a se divertir. James não gostaria que você se prendesse ao passado e não vivesse o presente.

– Você não sabe disso. – disse entredentes, seu tom mais ácido do que ela pretendia. – Ninguém sabe disso. Ele não está aqui agora para sabermos o que ele iria querer.

A melodia então parou por um momento enquanto Jack sorria para todos os alunos ainda presentes e anunciava que eles tocariam agora a última música da noite, anunciando que Avalon seria aquela que cantaria a música. Kyra engoliu levemente em seco enquanto se mexia desconfortavelmente sobre o olhar de Richard que parecia analisá-la. Ela sabia que de todas as pessoas com quem ela ultimamente, Richard era aquele que a melhor entenderia. Ele passou por algo parecido afinal, mas Kyra não queria escutá-lo. Ela sabia que ele estava certo, James não ia querer vê-la assim, mas ela não podia evitar. O pensamento de se divertir, rir sem ele a machucava pois ela sentia que se começasse a viver o presente, ela o esqueceria. E ela não poderia lidar com a possibilidade de esquecê-lo. Kyra observou enquanto a garota de cabelos rosas que se aproximou do microfone e disse que daria um tempinho para que todos os casais que quisessem dançar a última dança fossem para a pista.

– Você me concederia essa dança? – Kyra se virou para encontrar um garoto trajando um terno branco com detalhes em vinho e dourado sorrindo para ela enquanto tinha a mão estendida em sua direção.

– Eu não danço, garoto. – respondeu com um tom mais ríspido que o necessário enquanto olhava com firmeza para o garoto que apenas riu, o som fazendo um calafrio percorrer a espinha de Kyra. – Estou trabalhando.

– Vamos lá, todos os outros dançaram. – o garroto insistiu e Kyra engoliu em seco sabendo que ele estava certo sobre isso enquanto ouvia Richard rir levemente ao lado dela. – Com tudo que está acontecendo, o que são alguns minutos para se divertir?

Kyra olhou com os olhos semicerrados para o garoto a sua frente. Ele falava quase como Richard e ela quase pensou que talvez o moreno tivesse armado tudo isso. Ela queria negar de novo, mas algo dentro dela parecia impedi-la de fazer isso. Talvez fosse a ideia de que James ficaria desapontado se ela negasse ou então fosse o olhar de Richard sobre ela, esperançosamente acreditando que ela aceitaria e seguiria seu próprio conselho. É só uma dança, a voz de James soava em sua mente, que mal há nisso? Kyra olhou hesitantemente para Richard ao seu lado como se estivesse perguntando se ela deveria ou não dançar com o aluno, ela encontrou Richard sorrindo para ela e fazendo um sinal positivo com a cabeça, incentivando-a a dançar.

– Não seja tão carreta, Kyra. Se divirta um pouco! – Richard disse com um sorriso. – Nunca se sabe quando você terá essa chance de novo. – completou com um tom mais sério que ele logo tentou disfarçar com um sorriso.

Suspirando audivelmente, Kyra se virou para encarar o garoto antes de pegar a mão estendida dele e guiá-lo até a pista de dança. Ao chegarem no meio da mesma, Kyra reparou que a iluminação do salão estava mais escura, uma única luz prateada iluminando o centro da pista de dança como se fosse a própria luz do luar sobre eles. Kyra então se virou para encarar o garoto que sorria para ela e ela não pode deixar de analisá-lo com mais calma.

Ele possuía cabelos loiros e ondulados, olhos azuis cristalinos, pele claro e nenhuma sarda a vista; uma máscara simples e branca com uma borda vermelha escondia uma boa parte de seu rosto. Tinha algo de familiar no garoto que fazia com que Kyra se sentisse ao mesmo tempo desconfortável e segura o que a intrigava profundamente.

– Nada de mãos bobas, garoto. – advertiu a garota de cabelos negros enquanto colocava ambas as mãos nos ombros largos do garoto e deixava que ele descansasse as deles em sua cintura.

Kyra sentiu um calafrio percorrer seu corpo novamente quando o garoto apertou sua cintura com um pouco de força, não de maneira que a machucasse, mas que a reconfortasse. Ela se viu segurando a respiração por um instante enquanto olhava para o menino de cabelos claros que sorriu timidamente para ela enquanto a puxava para mais perto quando a melodia começou a soar por todo o salão.

Normalmente Kyra não deixaria ninguém a guiar numa dança ou mesmo segurá-la da maneira que o garoto segurava, mas algo dentro dela parecia não se importar com isso no momento. Ela sentia como se não houvesse necessidade de se afastar e apesar do desconforto que ela logo percebeu ser causado por seu nervosismo, ela sentia como se fosse certo eles dançarem juntos e isso fez seu coração se apertar e ela se culpar por sentir algo assim.

Logo, a voz de Avalon começou a acompanhar a melodia e Kyra não pode deixar de se concentrar na letra da música com a falsa esperança de que isso faria com que ela não sentisse mais as borboletas que ela sentia se formar em seu estômago. Olhando para qualquer ponto que não fosse o garoto, Kyra sentiu quando ele acariciou sua cintura com o dedão para reconfortá-la e acalmá-la, algo que James costumava fazer todas as vezes que eles se abraçavam e ele percebia que ela estava inquieta.

Kyra se virou para encarar os olhos do garoto com surpresa e ao vê-lo sorrir levemente para ela, ela sentiu seu corpo instintivamente relaxar enquanto ela se sentiu hipnotizar pelo olhar carregado do garoto. Tantas emoções passavam por aqueles olhos cristalinos e Kyra tinha a sensação que aquelas mesmas sensações se refletiam em seus próprios olhos enquanto ela se aproximava levemente, sem nem mesmo perceber, e segurava os ombros do garoto com mais firmeza e ternura.

Seus corpos mexiam de maneira sincronizada ao ritmo da música, balançando de um lado para o outro enquanto eles se olhavam nos olhos e se deixavam levar pela melodia e se esqueciam de tudo o que havia ao seu redor. Kyra queria se sentir culpado por sentir algo assim, por se deixar levar dessa maneira, mas algo sobre o garoto na sua frente fazia com que ela sentisse o oposto de tudo isso. Ela sentia que aquilo era certo, que precisava da disso mais do que podia entender e algo no olhar dele fazia ela acreditar que o garoto sentia o mesmo.

O garoto sorriu para ela antes pegar uma das mãos dela na sua e girá-la delicadamente. Kyra fechou os olhos por um segundo e no momento em que voltava para os braços do garoto, ela os abriu e sentiu sua respiração ficar presa em seu rosto enquanto ela via o sorriso tão familiar e os olhos que ela tanto amava e sentia falta. Por um momento ela viu James e um sorriso surgiu em seu rosto antes dela piscar e a imagem de James desaparecer, mas não por completo.

Eles poderiam não ser os mesmos, mas ao olhar diretamente para os olhos do garoto quando eles voltaram para a posição que estavam antes, Kyra podia jurar que os olhos dele eram esverdeados e não cristalinos e que ela podia ver algumas sardas discretas pelos vãos da máscara. Instintivamente ela olhou para o cabelo dele, mas os mesmos ainda eram loiros apesar dela jurar que eles estavam levemente mais escuros do que no momento em que ele a convidou para dançar.

– Quem é você? – a morena se viu perguntando enquanto olhava para o garoto que sorriu tristemente para ela, mas não respondeu.

A morena estava tão entretida na dança que ela nem mesmo percebeu que a música estava chegando ao fim até sentir o aperto do garoto em sua cintura se apertar por um momento antes de relaxar e aos poucos se afastarem conforme a melodia ir desaparecendo aos poucos. Kyra não se mexeu nem mesmo quando a música parou e Avalon falava alguma coisa que ela sinceramente não prestava atenção, seus olhos estavam fixos nos do garoto que hesitantemente deu passo em direção à Kyra e parou a poucos centímetros dela, pegando uma das mãos dela na dele e apertando-a com ternura.

– Eu te disse que sempre achávamos um jeito. – ele disse e Kyra sentiu sua respiração sumir novamente enquanto seu coração se apertava de uma maneira diferente ao observar o sorriso que o garoto tinha. – Eu te fiz uma promessa. E eu sempre cumpro minhas promessas.

Kyra sentia como se não pudesse sentir seu corpo enquanto observava os olhos que no começo da noite eram cristalinos adquirirem o familiar tom esverdeado que ela tanto amava e que a assombrava em seus sonhos todas as noites, a pele branca antes pálida adquirindo um tom rosado e sardas se destacando aos poucos na pele exposta. O garoto sorria para ela, mas Kyra não conseguia se mexer ou mesmo reagir, o choque tomando conta de seu corpo.

Ela então sentiu algo gelado ser colocado em sua mão antes do garoto fazer com que a mão dela se fechasse sobre o objeto. Lançando um último sorriso para ela, o garoto se virou e foi embora com passos rápidos, deixando Kyra parado no meio da pista de dança com o braço dobrado em frente ao peito e a mão fechada sobre algum objeto que ela desconhecia.

 – Kyra! – ela ouviu a voz de Richard soar atrás de si e ao se virar ela viu o garoto de cabelos castanhos encará-la com preocupação. – Você está bem? Você aprece pálida...

Kyra tinha seus olhos marejados e não respondeu a pergunta de Richard, virando para encarar a entrada do Salão Principal enquanto apertava com força o objeto em sua mão. Ela ouviu Richard dizer mais alguma coisa, mas ela não prestava atenção em nada. Ela apenas murmurou um “estou bem” e então caminhou para fora do salão dizendo que precisava de um pouco de ar. Kyra acelerou o passo e passou direto por um visivelmente confuso Teddy enquanto se dirigia para o pátio de entrada do castelo, parando em frente ao mesmo e olhando ao seu redor enquanto a brisa gelada da madrugada balançava seu cabelo. Não havia ninguém por perto e isso fez Kyra sentir seu coração se apertar antes dela então se lembrar no objeto em suas mãos.

Com cuidado e hesitação, Kyra abriu sua mão e sua respiração ficou presa em sua garganta ao ver o que era. Ela sentiu as lágrimas se acumularem em seus olhos enquanto ela levava uma mão até o rosto e então olhava novamente para o horizonte, não se importando com a voz preocupada de Teddy perguntando se ela estava bem e o que estava acontecendo.


Notas Finais


Entãoooo, gostaram??
Realmente espero que sim porque eu amo demais esse capítulo <3 Principalmente porque temos o mini James ashauhsuahsuahus Eu não ia colocar essa cena, mas ai eu tive a ideia e não resisti! Tive que colocar o mini James porque eu amo o mini James kkkkkkk E também amo mini Teddy, mas amo Teddy de todos os jeitos então nem conta kkkkk Teddy muito meu xodó e não tento nem disfarçar >.< Remus e Tonks podem descansar em paz porque vou cuidar bem do filho deles! Teddy é o único personagem com um futuro garantido KKKKKKKK

Esse capítulo teve até que muita informação, eu diria! Ele tem, como eu disse, um pouquinho de tudo e é a conclusão tão esperada de nosso querido baile de Halloween ^^ Nele, teríamos uma cena do Min-Ho também, mas pelo tamanho exagerado do capítulo eu acabei cortando a cena ashuahsu Talvez eu poste ela mais tarde como Cena Extra ou não já que em breve teremos um capítulo praticamente inteiro narrado pelo Min-Ho >.<
Como eu havia comentado antes, esse capítulo marca o termino de uma fase da fanfic! O próximo capítulo será mais "leve", eu diria, e se passará alguns dias depois do baile, durante uma aula! Ele terá uma pegava sim mais leve, mas também trará um pouquinho de tensão junto com o que eu diria ser o começo do desenvolvimento dos arcos de alguns personagens importantes!

Agora vamos aos avisinhos né!

1º AVISO - LOST TALE: quem acompanha o Tumblr da Biblioteca deve ter visto que eu postei um Lost Tale esses dias sobre a briga da Kate e da Nena Norgard! Tal Lost Tale foi um pedido da própria criadora como prêmio por ter sido a leitora do mês de Abril ^^ O capítulo demorou mais do que eu pretendi parar ser terminado pois tive um puta bloqueio criativo do inferno enquanto escrevia kkkkkk De qualquer maneira, eu dedico esse Lost Tale à @OnyxBitch <3 Em breve eu devo postar outro Lost Tale, também dedicado à Onyx, só que desta vez como prêmio de melhor leitora de Maio!! O próximo Lost Tale que ela pediu é sobre a famosa briga no trem da Kyra e do James então se preparem pra tensão hehehehe

2º AVISO - TAÇA DAS CASAS: estamos na contagem regressiva para acabar o mês de junho e por tanto mais uma Taça das Casas!! Ainda hoje eu pretendo atualizar as pontuações no Tumblr para vocês saberem como que anda o placar e ver se sua casa está ou não na liderança! Lembrando que ainda dá para ganhar pontos! Temos duas votações em andamento, capítulos para comentar, o especial de Ask Game entre outros ^^ O link para o especial de Ask Game e para as votações estarão no final das notas!!

3º AVISO - PONTUAÇÃO: eu decidi acrescentar mais uma maneira de ganhar pontos para a Taça das Casas e a competição individual! eu percebi esses dias que era injusto eu dar pontos pelas respostas que vocês mandam para os seus personagens, afinal, vocês estão participando e MUITO! então, a partir de Julho, eu vou começar a contar 15 pontos para o leitor/criador por pergunta respondida para seu personagem ^^ exemplo, digamos que a Margo é minha personagem, toda vez que mandarem uma pergunta para ela e eu responder, eu ganho 15 pontos pra mim e para a minha casa, entenderam?

4º AVISO - INTERATIVOS: como eu disse, a fanfic vai começar a ficar mais tensa e séria agora! e eu pretendo começar a focar mais nos interativos que os leitores participam mais, ainda acompanham a história! então eu queria pedir para os criadores dos interativos (com exceção desses com quem eu converso com frequência e que estão sempre por aqui) darem um sinal de vida, seja comentando tipo "ainda estou vivo rs" ou só me mandando uma MP dizendo que ainda acompanha a fanfic! pois tem leitores que não aparecem há mais de um ano e acho injusto eu dar 'destaque' ao personagem dele quando ele nem mesmo acompanha mais a fanfic...

5º AVISO - PÁGINA DOS PERSONAGENS: acho que a maioria de vocês já deve ter visto lá no Tumblr que eu estou atualizando a página individual dos personagens, colocando mais informações, etc! por isso eu queria dizer para os criadores dos interativos que eu vou me basear na ficha deles na hora de colocar o bicho papão, etc, massss se você imaginar o bicho papão do seu personagem sendo outra coisa que não está na ficha é só me mandar depois por MP assim como, se quiser, a varinha do seu personagem (com exceção do pessoal da Lufa-Lufa e Corvinal, pois já tenho a varinha deles assim como de alguns da Grifinória e da Sonserina)!! Lembrando que isso é opcional, okay? Não vai afetar em nada! É apenas para curiosidade da página mesmo ^^

E eu acho que por hoje é só isso mesmo!! Vamos agora a explicação das músicas da playlist hsuahsuaha

lost tale kate e nena: https://biblioteca-nightmares.tumblr.com/post/622047296079659008/palavras-6627-palavras-resumo-depois-de-uma

ask game - dia dos namorados: https://corujal-nightmares.tumblr.com/post/622115000783339520/corujal-nightmares-corujal-nightmares

votações pendentes: https://nightmares-fanfic.tumblr.com/post/620316523309023232/novas-vota%C3%A7%C3%B5es






_____A PLAYLIST:

....01 - Despacito – Luis Fonsi feat. Justin Bierber Ft. Daddy Yankee: é a música que o Arthur vê a Gwen e o Kaled dançando, aquela que o Kaled puxa a Gwen pra dançar e no final ela abraça o Gabes ^^

....02 - Dance Monkey – Tones and I: outra música que estaria tocando na festa, sendo que eu coloquei ela porque adoro ela e super imagino Gwen e Kaled dançando ashuahsuahsu essa é também a música que o Ansel dança com o Kaled :D

....03 - Last Friday Night – Katy Perry: essa música maravilhosa seria meio que o Ansel pensando em tudo que aconteceu no baile kkkkkkkk essa é tipo a melhor música para representar o que os alunos estão sentindo depois do baile kkkkk fizeram tantas coisas, tantas merdas que vão acordar totalmente perdidos no dia seguinte sem acreditar em tudo que fizeram kkkkkk

....04 - Thriller – Michael Jackson: e esta maravilhosa música que não poderia ficar de fora eu coloquei porque mostra muito bem o que o Ansel sentiu/estava acontecendo quando ele vê o vulto na entrada do Salão e depois escuta alguém chamando ele. Eu adoro essa música e ela simplesmente combina perfeitamente bem com a história em geral né e assim né gente, nunca que teríamos um baile de Halloween sem esse ícone de música kkkkk

....05 - How Can I Go On – Freddie Mercury feat Montserrat Caballé: escolhi essa música pois acho que ela combina demais com o Ansel e também a Maya. Com o Ansel pelo fato dele ter todos seus demônios internos para lutar contra e ainda assim ter que aturar as pessoas apontando o dedo para ele e o acusando de coisas que ele nunca fez, ter que lidar com sonhos estranhos e com o que possivelmente é alguém tentando usá-lo. Já com a Maya por ela ter tanta coisa com as quais lidar e não saber ao certo como ela consegue seguir em frente apesar de tudo isso.

....06 - Secrets – OneRepublic: coloquei essa música pois acredito que ela mostra muito bem o que a Maya queria dizer pro Ansel quando diz que vai mostrar pra ele suas memórias, ou seja, seus segredos ^^ Eu sempre associei demais essa música com a Maya e sinceramente eu achei ela perfeita para representar tudo o que ela está sentindo quando decide mostrar suas memórias para o Ansel. Ela não quer mais esconder as coisas, não quer mais mentir, não quer mais se importar com o que vão falar, ela só quer tirar tudo isso do peito e mostrar tudo o que ela esconde por baixo do sorriso gentil e amigável que ela sempre tem no rosto.

....07 - The Show Must Go On – Queen: essa música assim como a próxima eu coloquei porque representam muito bem os sentimentos da Maya em relação a todo o passado dela e principalmente ao acidente que ela sofreu! ela está sempre com um sorriso no rosto, mas por dentro ela está desmoronando. Todos pensam que ela está bem, mas como o próprio Ansel testemunhou ela não está nenhum pouco bem, mas ela continua seguindo emf rente pois o Show tem que continuar...

....08 - Head Above Water – Avril Lavigne: a mesma coisa da de cima!! ela mostra muito bem o que a Maya sente, sobre ela querer se fechar para se sentir segura e como ela está sempre lutando para se manter forte e seguir em frente, não se afogar em seu próprio passado e em todos seus traumas. Ela está sempre lutando pela vida dela e tentando se mostrar segura, que pode lidar com tudo sozinha quando na verdade ela precisa de alguém para ajudá-la com tudo isso.

....09 - Airplanes – B.o.B feat. Hayley Williams: eu amo demais essa música e quando vocês pediram por ela eu surtei asauhsuahsua já essa música eu coloquei porque me fez lembrar da Kyra e do que ela está sentindo no começo da cena dela, como ela gostaria que as coisas fossem diferentes e etc. Essa é uma música muito bonita e que tem uma letra muito linda também e eu associo demais ela com os personagens da fanfic em geral ^^

....10 - Never Tears Us Apart – Bishop Briggs: essa música é muito Kyra e James e eu coloquei ela nessa playlist pois acredito que mostra muito bem o que a Kyra sente em relação ao James, que mesmo ele não estando lá, nada pode separá-los e por isso ela não quer seguir em frente pois seguir em frente seria se separar dele na cabeça dela.

....11 - I Want To Know What Love Is – Mariah Carey: essa seria a música é muito amorzinho e eu coloquei ela porque é totalmente o que a Kyra sentia em relação ao James! Fora isso, ela seria uma das músicas românticas que estariam tocando ^^ E eu quase usei ela como A música do capítulo ahsuahsuah

....12 - I Don’t Wanna Miss A Thing – Aerosmith: essa aqui seria a música que os outros casais estariam dançando enquanto a Kyra e o Ricahrd conversavam e observavam eles.

....13 - Please Don’t Go – Joel Adams: a famosa música do TikTok kkkkkk essa música é muito bonita, sério! eu gosto demais dela! eu coloquei ela aqui pois acho que ela combina perfeitamente com a Kyra e o que ela sente desde que o James se foi, ela é muito perfeita, sério <3 e mostra bem o que ela está sentindo sobre não querer deixá-lo ir e viver o presente.

....14 - WINGS - BIRDY: a música que causou no Tumblr shuahsuahsua eu mal via a hora de eu poder falar sobre a cena dela sendo que eu dei alguns indícios no tumblr do que era hshauhsua De qualquer maneira, essa é a música que a Kyra dança com esse cara misterioso e estranho. eu amo essa música e a letra dela se encaixa muito bem com a cena então vale muito a pena pesquisar a letra da mesma!

....15 - My Love Will Never Die – Claire Wyndham: e por último essa música épica que quem assiste Lucifer COM CERTEZA reconhece <3 o que eu posso dizer? leiam a letra da música hsuahsua Não posso entrar em muitos detalhes sobre ela, mas a letra é bem sugestiva! Ela representa com perfeição absoluta os sentimentos da Kyra e acho que isso é o suficiente para entender tudo! Essa é literalmente a melhor música que tinha para se terminar esse capítulo!

xoxo


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