História Nights of a Hunter III - Capítulo 15


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Categorias Supernatural
Personagens Bobby Singer, Castiel, Chuck Shurley, Crowley, Dean Winchester, Ellen Harvelle, Jo Harvelle, Jody Mills, Lúcifer, Meg Masters, Miguel, Personagens Originais, Sam Winchester
Tags Bobby Singer, Castiel, Comedia, Crowley, Dean Winchester, Drama, Mistério, Romance, Sam Winchester, Supernatural, Terror
Visualizações 176
Palavras 4.035
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, esperamos que gostem *-*

Capítulo 15 - What a Surprise!


Fanfic / Fanfiction Nights of a Hunter III - Capítulo 15 - What a Surprise!

Antes

Rachell P.O.V

– Mas e a gente? – Perguntei já sabendo onde aquela conversa ia chegar.

Sam deu de ombros.

– Temos algumas coisas pendentes mais importantes pra fazer agora.

– Ah, é? – Perguntei provocando. – Deve ser muito importante pra largarmos o trabalho.

– Você não faz ideia. – Disse se aproximando mais de mim e me dando um beijo, que ao contrario do ritmo das batidas de meu coração, ele era calmo e suave.

Olhei Sam nos olhos assim que nos afastamos, e pude notar que partilhávamos da mesma necessidade e desejo.

– Então, o que você acha?

Depois de alguns segundos tentando colocar a mente no lugar, eu sorri e respondi:

– Perfeito.

Agora

Depois de falar com Rachell no celular, Michelle foi até o quarto de Dean e na terceira batida, ele abriu.

– E aí, a ressaca passou?

Dean assentiu e deu espaço para ela passar.

– Que bom, porque temos trabalho.

– E o que seria? – Perguntou fechando a porta e voltando para a mesa, que estava com o notebook ligado.

– Nós temos que ir ao hospital, pra falar com o reverendo.

– E por que a Ray e o Sam, não vão?

Michelle deu de ombros e se aproximou.

– Eu não sei, parece que eles tiveram que ir a outro lugar.

Dean arqueou a sobrancelha, com ar de: “sei...” e tomou um gole de whiskey.

– Pra quem acabou de sair de uma ressaca, você deveria passar bem longe do álcool... – Dean assentiu e Michelle se sentou, pegando a garrafa em seguida.  – Pra que né? Esse whiskey deve ser água pra você.

– Tá servida?

– Pensei que nunca fosse perguntar. – Disse pegando o copo de Dean e bebendo. Dean apenas franziu o cenho, mas não falou nada. – E aí o que você tá fazendo?

– Nada de mais. – Respondeu sem tirar os olhos da tela.

– Assistindo pornô? – Insistiu.

– Não.

Michelle estreitou os olhos.

– Tem certeza?

Dean a olhou.

– Tenho, e você sabe que eu não teria nenhum problema em falar.

– Hm, sei.

Dean balançou a cabeça e voltou a dizer.

– Eu não estava fazendo nada de mais.

– Procurando um caso?

– Você não tem o que fazer não?

– Eu tenho, mas não sei se é o que eu queria.

Dean fechou a tela do computador e se endireitou na cadeira.

– Eu achei que o trabalho fosse prioridade sua... Ah, não, esqueci que a sua prioridade agora é outra.

– Do que você tá falando?

– Nada.

Michelle o fitou e colocou o copo já vazio sobre a mesa.

– É impressão minha, ou tem um pouco de ressentimento em sua voz?

– Não é nada – deu de ombros – Só tô cansado.

Michelle continuou o encarando e depois de longos segundos em silencio, disse:

– Não, você tá ressentido, só não entendo por que. – Disse pensativa. – Tem alguma coisa a ver com o bar ontem?

– O quê? Do que você tá falando?

Michelle esboçou um sorriso e se curvou na direção dele.

– É por causa de ontem sim. – Falou mantendo o sorriso. Dean rolou os olhos, e virou o rosto. – É isso mesmo, produção? Dean Winchester está com ciúmes? – Disse se levantando.

– Ciúmes? Ciúmes do quê?

Michelle se virou para ele, e falou humorada:

– Isso quem tem que responder é você. Por um acaso não foi você que me dispensou?

– Eu não sei se dispensar é a palavra certa.

– É, você tem razão. Não foi você que me chutou pra fora da sua vida?

Dean pigarreou.

– Eu acho melhor a gente ir.

Michelle balançou a cabeça e fez um muxoxo.

– Você não faz o estilo que foge da forca, deixando as coisas sempre pendentes no ar.

– Eu não tô fugindo. Só achei que depois da conversa de ontem, você não teria mais nada pra falar.

Michelle balançou a cabeça e sorriu.

– É aí que você se engana. – Disse se sentando no colo de Dean de repente, fazendo que o mesmo ficasse sem reação, surpreso.  – Eu não gosto de deixar os negócios inacabados.

– O que você quer?

– Quero que você diga o quanto se arrepende, o quanto você gostaria de voltar no tempo e fazer tudo diferente.

Dean a encarou.

– E por um acaso isso mudaria alguma coisa?

Michelle sorriu e passou os braços nos ombros de Dean.

– Não, mas seria ótimo ver você se rastejando.

Dean soltou um riso nervoso e disse:

– Me desculpe, mas isso não vai acontecer.

Michelle o encarou e soltou um riso de canto.

– Tudo bem, já é suficiente ver em seus olhos o quanto você sente muito. O quanto você pensa naquele dia. O quanto você se sente mal quando estou por perto. – O olhou nos olhos. – Mesmo sabendo que o desejo por mim permanece vivo, apesar do tempo.

Dean a olhou, e agora ela podia sentir a respiração dele começando a ficar irregular.

– O que foi feito foi feito. Já está no passado.

– É, você tem razão – Disse passando a mão pelo abdômen dele – Mas ainda há coisas nas entrelinhas, e ao contrario de você, eu não gosto de deixar nada pendente. – Disse o puxando e o beijando em seguida.

Mesmo surpreso e com milhões de pensamentos tomando conta de sua cabeça, Dean não se esquivou, e a puxou mais para si, já que o desejo falava mais alto.

Michelle passou as mãos pela nuca, chegando aos cabelos dele, a atração era tão explicita quanto o desejo carnal. A cada toque, e arfadas que Dean soltava, ela queria mais. E Dean não tinha do que reclamar, já que ele sentia o mesmo.

Sem perder tempo, ele se adiantou e com as mãos rápidas, tirou a camisa de Michelle, e a moça não fez diferente. Logo, com o roçar de suas peles, e desejo a nível elevado, o oxigênio começou a fazer falta. Os dois se afastaram e Michelle o fitou. Os olhos de Dean diziam por si só o quanto ele esperava por aquilo.
Então Michelle esboçou um sorriso e disse:

– Desculpe, mas eu acho que não vai rolar.

Dean franziu o cenho, desentendido, e assim que Michelle se levantou e caminhou até onde estava a sua camisa, ele falou:

– Como é que é?

Michelle deu de ombros.

– Você entendeu muito bem.

Dean bufou, se levantou e se aproximou da moça.

– Não, eu não entendo.

Michelle voltou a olhar para ele.

– E o que é tão difícil pra você entender?

– Você e esse seu jeito de quem não sabe o que quer! Ontem você teve a oportunidade de falar tudo o que pensa sobre mim, mas não fez. E como se não fosse o suficiente, você vem pro meu quarto e dá a entender que tudo entre nós vai se resolver.

Michelle soltou um riso.

– Você só pode estar brincando, né? Desde quando você achou que eu esqueceria tudo com sexo? – Dean franziu o cenho e Michelle não pode deixar de balançar a cabeça. – Isso prova que você não me conhece mesmo.

Dean rolou os olhos.

– Pelo visto eu não sou o único. – Falou baixo, mas alto o suficiente para que pudesse ser ouvido.

– Quer saber, Dean? Você só está assim todo cabisbaixo porque você achou que depois de um beijo e caricias as coisas voltariam ao normal, mas é aí que você se engana. – Michelle o fitou por mais alguns segundos e percebeu que a expressão de desentendido mudou para surpreso. – Quer saber? Vamos deixar isso quieto. Temos trabalho a fazer.

Depois de longos silêncios sem se mover e dizer algo, Dean assentiu e caminhou até a mala.

– É, você tem razão. – Disse pegando o terno. – Espere um pouco, eu só vou me trocar.

Michelle assentiu.

– Tudo bem, eu também tenho que me vestir.

Dean assentiu e caminhou até o banheiro assim que Michelle deixou o quarto.

Minutos mais tarde, os dois deixaram o motel e partiram com o Challenger diretamente para o hospital. Ao chegar e se identificarem, os dois foram até o quarto do reverendo, onde tinha um policial na porta. Sem nenhum impedimento, os dois entraram no quarto se deparando com o reverendo lendo a bíblia.

– Reverendo Reynolds? – perguntou Dean mostrando o distintivo assim como Michelle, e o homem assentiu. – Sou o agente John Page, e essa é a minha colega Michelle Posey. Gostaríamos de fazer algumas perguntas.

Assim que o homem assentiu, perguntaram o que o homem tinha feito naquela manhã, e se ele havia se sentido alguma coisa diferente no decorrer do dia. Depois de o reverendo responder, e explicar que ele via tudo o que acontecia e que sentia que alguma coisa, uma força maior e maligna – palavras dele – dominasse todo o seu corpo e o obrigasse a partir para cima da irmã. Michelle perguntou se ele se lembrava do que aconteceu depois. O reverendo disse que, assim que sua irmã caiu desacordada no chão, ele apagou, mas as lembranças de tudo o que ele tinha feito, continuaram vividas quando ele acordou.

– Reverendo Reynolds, eu sei que o senhor deve estar cansado de nossas perguntas, mas antes de terminar eu gostaria de te perguntar uma coisa.

– Pergunte o que for necessário para esclarecer o que aconteceu comigo.

Michelle assentiu e perguntou:

– O senhor por um acaso frequentou algum lugar novo, diferente do habitual?

O reverendo franziu o cenho e Dean pigarreou, dizendo:

– Eu não sei em que isso pode ser útil, agente.

Michelle apenas o fuzilou com os olhos e voltou a atenção para o reverendo.

– Então, fez alguma coisa fora da sua rotina?

O reverendo ficou pensativo até dizer:

– Bem, dois dias antes de... Vocês sabem, atacar a minha irmã, eu e um grupo da igreja fomos a velha casa que fica na saída da cidade.

Michelle e Dean de entreolharam.

– E pra quê? – Perguntou Dean.

– Nós fomos lá pra benzer a casa mais uma vez. Mesmo depois de termos feito isso há um mês, varias pessoas nos procuraram garantindo terem ouvido ruídos e rizadas.

– Pera aí, você tá dizendo que vocês foram atrás de um fantasma?

O reverendo pensou

– Não exatamente. Nós apenas fizemos o que devíamos fazer. Fomos até a casa e benzemos o lugar.

– Ah, claro. – Dean fez desdém, fazendo Michelle lhe lançar outro olhar mortal, pigarrear e dizer:

– E o senhor poderia nos dizer quem o acompanhou?

– Bem, estava eu, a irmã Mary, Mark, Rick, Sarah, e Steffany.

– Pera aí, Mark e Rick? Aqueles que também piraram? – Perguntou Dean.

– Sim, eles eram membros da igreja e sempre estavam envolvidos nas ações da igreja, antes de tudo acontecer... Na verdade, eu acredito que a mesma coisa que me pegou, pegou eles também.

Dean olhou para Michelle, que disse:

– Será que senhor poderia nos falar onde fica essa casa?

– Vocês nem precisam de endereço. É a única que fica na saída da cidade.

Os dois assentiram, e Michelle disse:

– Obrigada reverendo, pelas suas respostas. – Disse se levantando. – Assim que tivermos um parecer nós voltamos a falar com o senhor.

O homem assentiu e Michelle e Dean saíram do quarto.

– E aí, você acha que o tal demônio pode estar de escondendo na casa?

– É isso, ou o reverendo e o resto da cidade tá piradona. – Falou humorado.

– Hum... Vejo que está bem humorado.

– E por que não estaria?

– É, eu não sei. – Disse irônica – Quem sabe por que as coisas não terminaram do jeito que você queria.

– Eu achei que já tínhamos dado esse assunto por encerrado.

– É, você tem razão... Tudo bem, vamos voltar pro hotel e esperamos os outros dois lá. – Disse passando pela porta de saída do hospital.

Dean parou diante ao Challenger, e disse:

– Olha, vai você, eu tenho umas coisas pra fazer.

– Tipo o quê? Afundar as tristezas e amarguras em bebidas?

– E se esse for o caso, qual é o problema?

– Nenhum, mas às vezes é mais fácil superar o passado do que ficar apenas remoendo.

– Pode deixar. Dica anotada. – Disse dando as costas, deixando Michelle apenas observando.

– Aproveite que foi de graça. – Comentou para si mesma ao entrar no carro.

 

Duas horas de folga deveria ser o suficiente, mas não na opinião de Rachell. Depois de falar com a irmã, e tentando evitar o risco de serem interrompidos, ela e Sam alugaram um quarto em um hotel, e lá acabaram como que estava consumindo-os: O desejo.

Enquanto os dois aproveitavam os últimos minutos de paz e sossego, no universo que ambos criaram um no braço do outro, Rachell deitou a cabeça sobre o peito de Sam, enquanto o mesmo acariciava a sua cabeça. Naquele momento não precisava de conversa, caricias ou qualquer outra coisa. Apenas a presença um do outro bastava.

– Eu poderia ficar aqui por dias. – Comentou Rachell, enquanto a mesma acariciava o abdômen de Sam.

– Bem, se você quiser...

Rachell sorriu pelo nariz.

– Ah, tá. Até parece que nossos queridos irmãos não dariam um jeito de nos encontrar.

– É, você tem razão. Mas até lá teríamos mais um tempo a sós.

– Espertinho. – Disse se debruçando e o olhando. – E você não acha que o nosso tempo foi o suficiente?

– Não exatamente.

– E o que esse exatamente significa?

Sam apenas passou o polegar sobre o rosto da moça.

– Significa que sempre que estou ao seu lado, o resto não importa. Os problemas desaparecem, e que por um momento a vida parece ser perfeita.

– Uau. – Falou tentando não agarra-lo de tamanha alegria que sentiu ouvindo aquelas palavras. – E eu tenho todo esse efeito sobre você?

– Esse e muitos outros mais.

Rachell sorriu.

– Eu entendo, porque sinto o mesmo. Poderia se passar dias, anos e o meu sentimento por você nunca mudaria, e sabe por quê? Porque você é a única coisa que faz sentido.

Sam apenas sorriu e a beijou, que de calmo e apaixonado, se tornou intenso e com vigor, resultado de muita saudade.

– Eu acho melhor pararmos por aqui. – Comentou Rachell, tentando parecer convincente, já que por ela continuaria até os afins. Mas eles tinham uma vida, e um caso para resolver no momento. – Já demos uma fugidinha, agora nada mais justo do que voltar ao trabalho.

Sam apenas suspirou e voltou a se deitar na cama, de fato ela tinha razão e por mais que ele tivesse preferencia de ficar ali e esquecer o mundo mais um pouco, ele assentiu.

– É, tá certo. – Falou inconformado, fazendo Rachell sorrir.

– Calma, querido. Pense pelo lado positivo. Quanto antes terminarmos, mais tempo de folga teremos.

– É. – Disse se sentando. – Já que não temos escolha, vamos lá.

Mesmo contra vontade, os dois se recompuseram e minutos depois estavam voltando ao hotel em que estavam hospedados. Mas assim que Sam estacionou o carro, o seu celular bipou.

– Algum problema? – Perguntou Rachell assim que Sam abriu a mensagem.

– Não é só o Dean que pediu pra busca-lo.

– Que estranho. O carro da Michelle tá estacionado. Será que ele foi sozinho?

Sam deu de ombros.

– Ou talvez, Dean decidiu sair assim que chegaram.

– É, pode ser... Então vai lá.

– Tudo bem. Até mais tarde. – Rachell assentiu e desceu do carro.

Assim que o Impala partiu, ela foi até o quarto que dividia com a irmã e ao abrir a porta, ela não sabia se ficava surpresa ou assustada com a cena que acabara de ver.

– O que você tá fazendo? – Perguntou para a irmã que estava de costas, olhando para o espelho e fazendo um símbolo na parte de trás de seu ombro com uma faca que a mesma esquentava com uma vela.

Não é difícil de imaginar os cortes que ela fazia na própria pele.

Michelle, com toda a calma colocou a faca sobre a cômoda, apagou a vela com um sopro, e olhou para Rachell.

– Nada.

– COMO NADA? QUE DROGA DE SÍMBOLO ERA AQUELE QUE VOCÊ ESTAVA FAZENDO?!

Michelle olhou a irmã nos olhos, e no fundo Rachell se perguntou quem realmente estava a sua frente.

– Você quer mesmo saber? – Esboçou um sorriso. – Tudo bem, então. Vamos dizer que neste momento a sua irmãzinha está de escanteio. – Disse ficando com os olhos negros.

Sem pensar duas vezes, Rachell foi para cima da irmã, a derrubando com tudo contra o chão.

– Quem é você?! – Disse a segurando pelo pescoço.

– Eu tenho vários nomes. Mas já que ficamos muito intimas nesses últimos dias, você pode me chamar de Cassie.

– Tudo bem, Cassie. Mas sinto muito em te informar que o seu disfarce acaba por aqui – Disse dando um soco na cara dela, e se rastejando até a mala com algumas armas, no outro lado do quarto. Mas antes que pudesse alcança-la, Cassie a puxou pela perna, e com muita agilidade, virou a moça e ficou sobre o quadril dela.

– É aí que você se engana. A cabeça do seu namoradinho vale uma bolada, e adivinha, eu não sou do tipo que desiste fácil. – Falou dando alguns socos em Rachell. A caçadora tentou se desvencilhar, mas era praticamente impossível. – Não adianta adiar o inevitável. – Falou disparando mais um soco. – Você queria saber o que estava acontecendo, então já te falei. Parabéns, graças a sua curiosidade, você acabou de ganhar um papel principal nessa peça. – Disse dando mais um soco, fazendo a moça desmaiar.

...

Rachell P.O.V On

Desnorteada e com uma forte dor de cabeça, eu abri os olhos. Levei alguns segundos para conseguir fixar meu olhar, mas quando eu o fiz, percebi que não estava mais em meu quarto e sim em uma casa, que pela sujeira deduzi que estava abandonada. Notei que meu corpo estava preso em uma cadeira, e não foi difícil concluir quem fizera aquilo comigo.

Vários flashes se passavam pela minha cabeça, mas minha mente se fixou apenas em um. Minha irmã com os olhos negros. Como não pude perceber aquilo? Em alguns casos, Michelle ficava instável, mas não a ponto de se comportar da maneira que ela estava se comportando. Os últimos meses não havia sido fáceis pra ninguém, mas eu não conseguia enxergar o motivo do por que aquilo estar acontecendo com ela.

Daria qualquer coisa pra saber o que tá se passando pela sua cabeça agora ­– ela disse entrando no cômodo.

– Pensei que você já estivesse longe. – Falei seca.

– E por que eu faria isso?

– Porque a primeira coisa que irei fazer ao sair daqui é acabar com você.

Michelle deu um sorriso e balançou a cabeça. Com o maior desdém, pegou uma cadeira, colocou de frente para mim e se sentou.

– Olha, eu acho que não, hein.  – Disse me mostrando o símbolo no ombro que ela estava fazendo quando foi pega no flagra. – Eu me prendi dentro do corpo da sua irmã, então se você quiser acabar comigo, vai ter que acabar com ela primeiro.

Tentei permanecer despreocupada por fora, e perguntei:

– E por que ela?

Michelle sorriu e recostou em sua cadeira.

– Por quê? Qual é Ray, achei que você fosse mais esperta.

– Por que ela? – Insisti.

– Eu acho que é mais fácil você perguntar “por que não ela?”... Ah, por que a surpresa? Todos sabem como a sua irmã se sentia. Traída, inferior a qualquer um. – Contou nos dedos. – Então eu decidi dar um novo rumo na vida dela, e eu acho que ela gostou. Desde que eu me apossei do corpo dela, ela vem se sentido mais leve, livre... Acho que ela tá curtindo descontar toda a raiva que sentia sem se sentir culpada.

Balancei a cabeça, e suspirei.

– Mas ela tem a tatuagem!

– É, e devo admitir que ela ganhou alguns pontos pela ousadia, mas não foi muito difícil acabar com o pequeno impedimento, e ter um acesso vip.

– Que pena que não será por muito tempo.

– Ah, qual é Ray, achei que fossemos melhores amigas.

– Vá se ferrar!

– Olha, você nunca foi um alvo. O meu objetivo é outro, e sua irmã já seria o suficiente... Mas pensando bem, a sua intromissão pode me servir de alguma coisa.

– Objetivo?

– É, querida. Ou você pensou que a sua irmã tem alguma importância pra gente? Ela só foi uma via expressa pro que realmente me interessa. Sam.

Franzi o cenho.

– Sam? Por quê?

– Você ainda pergunta por quê? Ele é a casca de Lúcifer, e o chefão precisa dele. E nada mais garantido do que pegar as amigas dele e força-lo a dizer o grande e tão esperado sim... Aquele corpo sarado e musculoso é o meu bilhete premiado. O demônio que conseguir leva-lo até Lucífer, ganhará muitos pontos. 

Ri com desdém.

– Eu acho que você não fez o seu dever de casa direito. Nós deixamos de ser muito importante uns para os outros há muito tempo.

Michelle deu um riso cínico.

– É aí que você se engana... Não precisei passar muito tempo observando vocês.

– Observando?

– É, e admito que foi muito trabalhoso. Vocês são espertas, e eu sabia que não seria fácil me manter por perto. Então forjei um caso e vocês morderam a isca. Daí, foi questão de tempo pra pegar a sua irmã... E o resto você já sabe.

– Mas por que a gente? Por que você não foi atrás do Sam logo?

– Porque a lista de demônios mortos tá ficando cada vez mais extensa. Todos que foram atrás deles, acabaram sendo mandados pro inferno ou evaporaram do mapa... É meio arriscado essa coisa de caça ao tesouro, mas como eu quero um crédito com o Boss, eu decidi arriscar. E olha agora, estou com duas das pessoas que eles têm muita consideração.

– Já não passou pela sua cabeça que se nós nos separamos é que essa “consideração” já não é a mesma?

– Eu pensei nisso, mas mesmo assim decidi arriscar. E pra minha própria surpresa, não demorou muito pra saber que ainda existe um tipo de conexão entre os quatro. Principalmente você, já que você ainda anda se esfregando com o Sam por aí, mas você é muito chata e seria um porre me passar por você. Então, sabendo que os Winchesters se importam com todos que chamam de família, eu escolhi a sua irmã. Na primeira oportunidade, eu me passei pelo cara bonitão e simpático, e como consequência, ganhei a confiança de sua irmã. – Logo me lembrei do xerife que Michelle havia me falado.  – E fiquei surpresa em como a sua irmã se deixou levar pelo charme do bonitão.

– Sua vadia!

Michelle soltou uma gargalhada.

– Querida, eu já fui chamada de tanta coisa, vadia é o meu segundo nome.

Continuei a encarando enquanto a mesma me olhava com deboche. Sinceramente, eu faria qualquer coisa para acabar com ela ali na hora, mas não podia me esquecer de que ela estava se apossando do corpo da Michelle. Pensei varias vezes em citar o exorcismo. Apesar de nunca ter exorcizado, eu já havia visto vários, mas isso seria inútil, já que ela havia se trancado no corpo. E agora eu me vejo sem nenhuma opção em mente. Não havia nada por perto que pudesse me ajudar a me soltar.

– Não queime seus neurônios. –Disse me acordando de meus pensamentos. – Não tem nenhuma chance de você sair daqui, a não ser quando eu quiser.

A olhei e suspirei.

– Até parece que você me soltaria por pura compaixão.

– É, você tem razão. Mas podemos barganhar a sua liberdade.

Franzi o cenho.

– Como é que é?

– É isso mesmo. Você terá chance a um alvará de soltura, se...

– Se...

– Você colaborar comigo.

– Eu achei que tudo estivesse saindo como você planejou.

– E está. Mas como eu disse, o meu plano A não incluía você, então já que você esta aqui, eu achei que pudesse me dar uma mãozinha. Aí no final, quando tudo der certo, eu libero você e saio do corpo de sua irmã.

– E quem garante que você irá fazer isso?

– Não se preocupe, eu sou do tipo que gosta de deixar algumas testemunhas. Afinal, quem tem conhecimento de uma boa história se não tiver ninguém pra contar?

– Você sabe que iremos atrás de você até no inferno.

Michelle se aproximou.

– É eu sei, e essa é a graça. O prazer que é maior quando a caça acaba com o caçador. – Suspirei e Michelle voltou a se encostar-se à cadeira. – Ah, qual é? Não vai nem considerar a ideia?

– O que você quer de mim? – perguntei irritada.

Michelle sorriu debochada e se levantou, tirando um canivete do bolso e se aproximando de mim.

– Não é nada de mais, eu só vou fazer um cortezinho. E não se preocupe, eu tenho anestesia. – então ela ergueu um braço com o punho cerrado e o desceu na minha direção.

Apaguei.

 


Notas Finais


Até a próxima, e um bom final de semana =)


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