História Nights of a Hunter III - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Supernatural
Personagens Bobby Singer, Castiel, Chuck Shurley, Crowley, Dean Winchester, Ellen Harvelle, Jo Harvelle, Jody Mills, Lúcifer, Meg Masters, Miguel, Personagens Originais, Sam Winchester
Tags Bobby Singer, Castiel, Comedia, Crowley, Dean Winchester, Drama, Mistério, Romance, Sam Winchester, Supernatural, Terror
Visualizações 66
Palavras 3.658
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, espero que estejam ansiosos pelo capitulo de hoje... Mas antes dos afins, eu tenho uma novidade: a fanfic voltará a ser postada todos os dias. Então, boa leitura *-*

Capítulo 16 - Stolen Lives


Fanfic / Fanfiction Nights of a Hunter III - Capítulo 16 - Stolen Lives

Antes

Rachell P.O.V

– Eu achei que tudo estivesse saindo como você planejou.

– E está. Mas como eu disse, o meu plano A não incluía você, então já que você esta aqui, eu achei que pudesse me dar uma mãozinha. Aí no final, quando tudo der certo, eu libero você e saio do corpo de sua irmã.

– E quem garante que você irá fazer isso?

– Não se preocupe, eu sou do tipo que gosta de deixar algumas testemunhas. Afinal, quem tem conhecimento de uma boa história se não tiver ninguém pra contar?

– Você sabe que iremos atrás de você até no inferno.

Michelle se aproximou.

– É eu sei, e essa é a graça. O prazer que é maior quando a caça acaba com o caçador. – Suspirei e Michelle voltou a se encostar-se à cadeira. – Ah, qual é? Não vai nem considerar a ideia?

– O que você quer de mim? – perguntei irritada.

Michelle sorriu debochada e se levantou, tirando um canivete do bolso e se aproximando de mim.

– Não é nada de mais, eu só vou fazer um cortezinho. E não se preocupe, eu tenho anestesia. – então ela ergueu um braço com o punho cerrado e o desceu na minha direção.

Apaguei.

Agora

Assim que saíram do restaurante, os Winchesters voltaram para o hotel. Não passou nem dois minutos que então ouviram batidas desesperadas na porta. Sam abriu a mesma e então Michelle adentrou nervosa.

– Eles pegaram ela.

Sam fechou a porta e a olhou sem entender.

– Quem pegou o quê e por quê? – Dean perguntou se aproximando.

Michelle o olhou desnorteada.

– Demônios pegaram a Rachell, eu não sei por que.

– Espera, você tem certeza? – Sam perguntou preocupado.

– Não, Sam, eu não tenho, mas só pode ter acontecido isso. Nosso quarto tá uma bagunça, tem cheiro de enxofre e eu não consigo falar com a Rachell.

– Ela não tava com você? – Dean perguntou.

– Não, eu tinha saído pra abastecer o carro e quando voltei... Eu não sei o que houve, precisamos encontra-la.

Os irmãos se entreolharam.

– Tá, se acalme, vamos encontra-la. – Dean respondeu. – Viu o GPS do celular dela?

Michelle assentiu e pegou seu celular, entregando-o a Dean. Na tela, mostrava um mapa com a localização de Rachell.

– Ela tá no local onde o Reverendo falou para gente... Eu só estava esperando vocês, não achei prudente ir sozinha.

– Fez bem. – Sam respondeu pegando o celular do irmão.

Os três se sentaram e pesquisaram o endereço. Minutos depois, eles estavam no Impala, seguindo em direção à casa afastada.

– Vamos ter que nos separar. – Dean disse observando a casa. – Não sabemos quantos demônios tem ali.

– Eu não acho uma boa ideia. – Michelle disse. Estava sentada no banco de trás e também observava a casa. – A gente pode estar em desvantagem.

– Eu concordo. – Sam disse. – Por isso acho melhor vocês dois irem atrás dos demônios enquanto eu procuro a Rachell.

– Você tem certeza? – Dean perguntou. – É arriscado você ficar sozinho.

– Eu sei, mas vai ser mais rápido do que se andarmos pela casa toda com o mesmo objetivo.

– Tudo bem, mas seja rápido. – ele disse saindo do carro.

Os outros dois também saíram e os três foram até o porta-malas. Pegaram água benta e as armas, caminhando até o casarão poucos segundos depois. Dean e Michelle seguiram pelos fundos, enquanto Sam seguia pela porta da frente. Abriu a porta com cuidado e adentrou já mirando a arma. Não havia nada ali.

Seguiu pela sala de visitas e a sala de estar. Parou imediatamente quando ouviu um gemido distante. Apurou a audição e seguiu o som, encontrando Rachell amordaçada e amarrada a uma cadeira. Seu rosto estava machucado e seu nariz sangrava. Parecia estar acordando.

– Rachell! – ele exclamou, deixando a mala que carregava no chão e guardando o revolver no cós da calça. Se aproximou de Rachell e tirou a mordaça da moça, se abaixando diante dela e tentando fazê-la olhá-lo. – Ei, ei, tá tudo bem?

– Sam? – ela perguntou com a voz falha e tentando manter os olhos abertos.

– Sou eu, sou eu. – ele se levantou e pegou a faca de Ruby, que também estava no cós da calça e cortou a corda que amarrava os pés da moça. – Você tá bem? – perguntou olhando ao redor, esperando por demônios e indo para trás da moça, cortando as amarras em suas mãos.

Rachell só assentiu como resposta. Sam ficou de frente para moça e a ajudou a se levantar.

– Consegue andar? – ele perguntou.

Rachell assentiu dolorida e o soltou. Sam estava caminhando até sua mala quando ouviu um estrondo vindo do lado de fora. Pegou seu revolver e então ouviu um baque atrás de si. Se virou e viu Rachell ajoelhada no chão, com a mão na barriga, reclamando de dor.

– Ray, precisamos sair daqui. – ele disse se aproximando rapidamente dela e reclinando. – Vem, eu vou te ajudar. – ele colocou a mão no braço da moça, para erguê-la e então veio o susto.

Rachell se levantou bruscamente, acertando um soco no rosto de Sam, que cambaleou para trás. Aproveitando a vulnerabilidade do caçador, ela chutou seu estomago, fazendo com que ele perdesse o equilíbrio, caindo no chão.

Ela se aproximava dele quando ele lhe apontou o revolver.

– Olha, que isso? – perguntou divertida. – Vai atirar em mim?

Sam pareceu repensar, o que fez com que o sorriso de Rachell aumentasse.

– Você não consegue. – ela disse se aproximando, mesmo que Sam não tenha abaixado a arma. – Você não consegue, não é, Sam? Sabe por que não consegue? Porque é um fraco. – então ela chutou seu maxilar, fazendo-o rolar.

Rachell esperou em silencio e então o viu se apoiar nos cotovelos, deixando o sangue escorrer pelo chão. Sorriu vitoriosa mais uma vez e cruzou os braços.

– Por que você não usa seus superpoderes, Sam? – ela estalou a língua e se aproximou. – Tem razão, esqueci. Você é fraco... Mas útil... Eu adoraria acabar com sua vidinha patética, mas temos ordens diretas de não tocar em nem um fio do seu lindo e sedoso cabelo. – ela se abaixou e agarrou os cabelos de Sam, erguendo sua cabeça. – Sabe de quem é essas ordens, não é, Sam?

 

Michelle e Dean caminhavam para a parte de trás da casa, e pararam rente a porta de entrada.

– Eu ainda não entendi por que eles pegaram a sua irmã. – Dean cochichou com Michelle.

A moça apenas deu de ombros.

– Eu também não sei, eu voltei do mercado e encontrei o quarto vazio.

Dean franziu o cenho e olhou para Michelle que estava atrás dele.

– Pera aí, onde você disse que estava?

Michelle deu de ombros.

– No mercado.

– Eu achei que você havia dito que estava abastecendo o carro.

– É, eu estava... Mas que diferença faz onde eu estava, quando o que importa é onde estamos.

– Como? – Perguntou desentendido.

– Te prometo que logo você entenderá.

Michelle apenas lançou um sorriso de lado, e o acertou com uma coronhada, fazendo Dean cair sobre algumas latas de lixo, desmaiado.


Minutos depois, Sam começou acordar. Ele estava preso, amarrado em uma cadeira, tendo visão do irmão no outro canto do cômodo – também preso em uma cadeira – desmaiado.

Por algumas vezes Sam tentou se soltar, mas foi em vão, as cordas estavam bem presas, e aquilo era graças à habilidade de caçadora das irmãs.

– Poupe energia. – Falou Rachell, entrando na sala acompanhada de Michelle que estava com uma tigela em mãos. – Você tem que estar apresentável pra quando Lúcifer chegar. – Disse indo até Sam e agachando de frente pra ele. – Você não imagina o quanto ele mal pode esperar pra ouvir aquela palavrinha sair de sua boca.

– Eu não vou dizer nada!

Rachell apenas sorriu e caminhou até a irmã, que estava virada para uma mesa de costas.

– Você tem certeza?

Sam permaneceu quieto.

– Mesmo se isso custar a vida da sua adorável namoradinha? – Perguntou Michelle, se virando para ele com a faca nas mãos.

– É isso? – Finalmente falou. – Todo esse teatrinho foi armado por isso?

– Sinta-se horado, Sam. Não é todo mundo que tem um espetáculo sobre sua vida, com direito a se tornar o personagem principal não.

– Em troca de que vocês estão fazendo isso?

– Voce já ouviu falar em tirar a sorte grande? Então, isso é o que vai me acontecer quando entregar a sua cabeça pra ele.

– Não só você, né queridinha? – Corrigiu Rachell.

Michelle apenas se limitou a virar o corpo em direção de Rachell e com um sorriso no rosto falou:

– É, foi erro de expressão... Mas concordamos que a ideia foi minha, então a maior parte do premio é meu.

– Mas você não chegaria até aqui se não fosse pela minha ajuda. Eles nunca teriam vindo pra cá se eu não tivesse me apossado do corpo daqueles caras.

– Ah, qual é? Você pegou o bonde andando e quer ficar com todo o mérito?

– Pensando assim, até que não é uma má ideia.

Michelle sorriu com escarnio.

– O que é? Vai me tirar da jogada?

Rachell retribuiu o sorriso.

– Até que você não é tão lesada quanto dizem. – Disse esticando a mão e usando seus poderes para jogar Michelle contra a parede no outro lado do cômodo.

Sam apenas assistia a cena tentando se soltar, enquanto Dean dava indícios de acordar.

Michelle se levantou do chão devagar devido à força que fora jogada e olhou para Rachell.

– Eu acho que você vai precisar muito mais do que isso. – Disse esticando o braço, jogando Rachell contra outra parede, fazendo com que ela caísse no chão. Michelle caminhou até a moça, com um sorriso no rosto.

– Tá querendo provar alguma coisa? – Perguntou Rachell se levantando, humorada.

Michelle soltou um riso sarcástico, empurrando-a contra a parede mais uma vez e disparando vários socos. Com a força que ainda lhe restava, Rachell a chutou na barriga, fazendo Michelle cair no chão. Rachell se sentou em cima do quadril dela, e sem dar chance para a outra se defender, disparou alguns socos. Assim que parou já podia ver alguns hematomas visíveis no rosto de Michelle.

– Isso é por você ter me feito de trouxa. – Disse dando mais um soco, e antes de dar outro, falou: – E isso é pra você pensar duas vezes antes de tentar passar alguém pra trás.

Michelle deu um sorriso irônico e disse:

– É isso que você chama de soco? – Falou dando uma cabeçada em Rachell, que caiu para trás com o nariz ensanguentado.

Mesmo dolorida, Michelle se levantou e agachou de frente para Rachell.

– Se você soubesse o quanto eu estou querendo acabar com você agora. – Disse fechando a mão e fazendo Rachell sufocar. – Admito que você foi de grande ajuda, mas eu não tô afim de dividir o grande premio.

– Como é que é? – Falou com dificuldade.

Michelle sorriu.

– Tive uma ideia melhor.

– Do que você tá falando?

– Que eu não quero apenas acabar com a sua casca. – Disse dando as costas e caminhando até Sam. – Mas sim te mandar direto pro inferno.

Michelle parou de frente para Sam e se agachou procurando a faca de Ruby, mas assim que a pegou no cós da calça do caçador, Sam pulou em cima dela, tentando prende-la no chão. Não que ele estivesse preocupado com o demônio que se apossou do corpo de Rachell, mas ele pensava na casca que ele estava ocupando.

Rachell assistia toda a cena fraca, mas ao perceber que a faca do caçador havia caído, a mesma se levantou e caminhou até ela. Assim que a pegou, foi até Sam e Michelle, mas antes que pudesse fazer alguma coisa, Dean começou a citar o exorcismo. Na mesma hora, Rachell o olhou e tentou caminhar até ele, mas aos poucos a dificuldade de caminhar aumentava. A cada palavra que o caçador falava, ela se sentia fraca, tão fraca a ponto de cair de joelhos no chão e em poucos segundos a fumaça preta sair de sua boca e desaparecer.

Sam tentava manter Michelle presa, mas não teve sucesso por muito tempo. Com uma força extraordinária, Michelle o empurrou fazendo o caçador cair no chão.

– O que é, Sam? Não dá conta de um demônio sem usar os seus poderes? – Disse parando ao lado dele e disparando um soco no rosto dele, mas Sam não reagiu. – Qual é?  Eu sei que você pode fazer melhor... Ou, você tá com medinho de ferir a sua amiguinha?... Sinto muito em informar, mas ela realmente não tá nem aí se eu acabar com você. Sorte a sua você ser importante pro chefe... Mas eu acho que ele não vai se importar se eu arranhar um pouco a armadura dele, não acha? – Disse se levantando, mas antes que pudesse fazer alguma coisa, ouviu Dean citar o exorcismo novamente.

Michelle o olhou, e o caçador parecia surpreso pelo fato do exorcismo não estar funcionando.

– Olha, eu acho que não tá funcionando. – Dean continuava a olhando sem palavras, então Michelle caminhou, passando por Rachell e pegando a faca que estava no chão. – É cômico, como vocês humanos recorrem ao bom e velho exorcismo. – Falou parando de frente para ele e puxando a gola da camisa, deixando o desenho que havia feito no ombro a mostra. – Eu acho que isso aqui não é novidade pra você, não é?

Na hora Dean se lembrou de quando Sam havia sido possuído por Meg.

– Elo de liga? Achei que isso estivesse ultrapassado.

Michelle deu um sorriso cínico e começou a caminhar em volta de Dean.

– Debochado como sempre, né? Você acha que o sarcasmo consegue esconder a dor e o vazio que você sente, Dean? – Dean permaneceu descontraído, e Michelle parou de frente para ele. – Mas a verdade é que tá tudo estampado na sua cara. Você age como se fosse durão, mas lá no fundo você é apenas um garotinho assustado. Um garotinho assustado que faz tudo pelos outros, mas em troca só recebe traição e decepção. – Dean a olhou com o cenho franzido, e Michelle deu um sorriso satisfeita. – Vamos Dean, admita que você ainda tá se remoendo de raiva por causa da traição do seu irmão. – Dean permaneceu impassível e Michelle se agachou. – E que isso fique entre nós, mas a fofoca que rola entre os demônios, é que o seu irmão apenas fez aquilo por culpa sua.  

– Como é que é?

Michelle olhou para Sam que ainda permanecia no chão.

– Pelo visto você não contou, né? – Voltou a olhar para Dean. – A verdade é que seu irmão só deu ouvidos pra Ruby por sua causa. Você agia como se ele fosse um adolescente que não tinha o direito de ter a própria voz... Mas eu te entendo, Dean. Eu vejo o que ninguém viu. Todas aquelas suas escolhas era para o bem de todos... Mas veja no que deu. Tudo o que você fez foi afastar todos, e em troca de sua preocupação com o bem estar de todos, você recebeu uma apunhalada como aquela, não é? – Dean olhou para Sam e depois voltou a olhar o nada. – Sem falar dessa aqui. – Disse apontando para o próprio corpo. – Enquanto você sofria por ter que manter todos longe, ela estava aproveitando com outros. E quando eu digo outros eu quero dizer em geral, até com os mais próximos.

Dean a olhou.

– Do que você tá falando?

– O nome Benjamin não te lembra de ninguém não?... Por que a surpresa, Dean? Admita que lá no fundo você sabia que alguma coisa rolava entre os dois. E eu falo com toda a propriedade quando eu digo que ela até que se sentiu completa, se é que você me entende. - Sorriu. -  Eu até torço pros dois, mas é uma pena que nem ela e nem vocês vão sair vivos dessa. – Disse indo até a mesa e pegando uma tigela. Caminhou até Dean novamente, parando atrás dele. – Eu sinto muito pelo seu final não ser com as melhores revelações, mas eu preciso de um pouco, ou melhor, de muito do seu sangue. – Disse colocando a faca rente ao pescoço dele.

Mas antes que ela pudesse finalmente fazer qualquer coisa, os quatro escutaram um par de asas. Na hora, Michelle se levantou dando de cara com Castiel.

– Olá, Castiel. Há quanto tempo... A que devo as honras?

– Eu não vim aqui pra conversar. – Disse esticando o braço, mas Michelle recuou dois passos para trás.

– Olha, eu não sei se é uma boa ideia você fazer isso... Agora, se você quiser acabar com a doce Michelle, vá em frente.

Castiel hesitou desviando o olhar para os Winchesters, e quando Michelle deu um sorriso quase que vitorioso, o anjo a olhou.

– Isso não vai demorar. – Disse encostando a mão no ombro da moça e fazendo o elo de liga que ainda estava cicatrizando, se curar.

Assim que Castiel terminou, Sam começou a citar o exorcismo, fazendo Michelle, ou melhor, o demônio gritar. Em poucos segundos, uma fumaça negra saiu da boca dela, fazendo com que a mesma perdesse o equilíbrio, mas ela só não caiu no chão porque o anjo a segurou.

Em seguida Castiel a colocou sobre uma cadeira, e depois soltou Dean.

 

Com dificuldade e com uma forte dor nas costas, Sam se levantou e foi até Rachell, que parecia acordar.

– Ray? – Falou assim que a moça abriu os olhos.

– Sam? O que você... O que aconteceu? – Perguntou desnorteada.

Sam sorriu por aparentemente ela estar bem, e a ajudou se sentar.

– Longa história.

– Cadê a Michelle? Tá tudo bem? – Perguntou agitada, olhando para os lados, e parando o olhar na irmã que agora estava sendo atendida por Dean e Castiel.

– Vai ficar tudo bem... E você, como está?

Rachell o olhou.

– Tirando a forte dor de cabeça e nas costas, eu estou bem... – Disse reparando na fisionomia de Sam e reparando alguns machucados em volta do rosto dele. – Desculpe pelos chutes.

Sam deu um leve sorriso.

– Tudo bem. Eu sei que no fundo você não queria fazer isso.

– Ainda bem que você sabe disso. – Disse forçando um sorriso, já que as dores haviam começado a ficarem mais fortes. Ela olhou para Michelle que agora estava falando com Dean. – Que bom que tudo terminou bem.

Os dois fizeram um breve silencio, até Sam o quebrar, dizendo:

– Desculpa por vocês duas terem que passar por isso.

Rachell o olhou, e notou o olhar pesado de Sam.

– Você não tem culpa.

– Tenho sim. Se eu tivesse escutado vocês, isso...

– Ei.  – Disse colocando a mão no rosto de Sam. – A culpa não é sua. Você errou, mas que jogue a primeira pedra quem nunca cometeu um erro na vida.

– Mas isso também não teria acontecido se Lúcifer não tivesse algum interesse em mim.

– E esse é o motivo pra você não se sentir culpado. Não foi uma escolha sua ser a casca dele, como não foi uma escolha do seu irmão ser a casca de Miguel.

Sam assentiu, e Rachell continuou dizendo.

– Eu só espero que esse ocorrido não sirva de motivo pra você me afastar de sua vida.

– Você está mesmo disposta a continuar um relacionamento com um cara imã de problemas e casca do demônio?

– Se esse for o cara que eu amo, qual é o problema? Agora eu quero saber se você tá disposto a continuar com uma garota que servirá de isca pra pegarem você.

Sam sorriu.

– Se essa garota for a que eu amo, pra mim tudo bem.

Rachell apenas sorriu, deu um selinho nele e o abraçou aliviada por saber que em meio aos problemas, um teria ao outro.

 

– Obrigado Castiel, por ter dado uma força. – Falou Dean assim que ele e o anjo se afastaram de Michelle.

– Tudo bem, fico feliz em ter chegado a tempo. – Dean assentiu e olhou para Michelle, que permanecia na cadeira olhando pro nada.

– Ela vai ficar bem. – Falou Castiel, fazendo Dean assentir.

– É, eu sei.

Castiel permaneceu olhando para Dean, notando certa preocupação no caçador.

– E você, Dean. Vai ficar bem?

Dean o olhou e assentiu.

– Vou.

Castiel assentiu.

– Olha, eu tenho que ir.

– Tudo bem, e obrigado de novo.

Castiel assentiu novamente e desapareceu. Dean se aproximou de Michelle que parecia alheia a tudo.

– Você tá bem?

– Tô sim... E o Castiel?

– Ele teve que ir.

Michelle assentiu e dirigiu o olhar para a irmã que conversava com Sam.

– Algum problema? – Perguntou Dean ao notar que a moça estava viajando.

Sem desviar o olhar, Michelle disse:

– Eu via tudo o que estava acontecendo quando aquela... aberração se apossou do meu corpo. – Falou com certa chateação no seu tom de voz. – Eu a vi ordenar o outro demônio se apossar de outras pessoas... Eu a vi brincando com a cara de vocês, eu a ouvi dizer coisas... – Abaixou a cabeça.

– Bem, acho que não é fácil perder o controle do próprio corpo pra um demônio.

– O pior de tudo não foi perder o controle. – Michelle o olhou. – Quando ela disse a você que eu estava mais leve, ela não estava mentindo. Era como se por meio de tudo o que ela fazia, eu descontasse as minhas frustações.

– Mas não foi você que acabou com a vida dos outros.

– E quem disse que foi por ações? Eu me sentia aliviada quando ela dizia coisas que eu jamais pensei em dizer.

Dean assentiu.

– E você tá falando isso por...

– Por tudo. Até mesmo as coisas que eu disse pra você.

Os dois fizeram alguns segundos em silencio, até Dean dizer:

– Bem, pelo menos agora eu sei o que você realmente pensa sobre tudo... Sobre mim.

– Dean, eu não posso negar que realmente fiquei magoada com tudo, mas...

– O que você acha de enterrarmos esse assunto?

Michelle o encarou indignada.

– Como é que é?

Dean a olhou.

– Michelle, eu não tô com cabeça pra discutir, pelo menos não hoje... Por favor.

Michelle o encarou por alguns segundos. A vontade de falar e deixar tudo claro era grande, mas ela entendia ele. O dia não havia sido fácil para ninguém, ainda mais para ele que soube de algumas “verdades” pela boca de um demônio.

–Tudo bem.

Dean deu um sorriso fraco e se levantou saindo da casa.

 

 


Notas Finais


Até amanhã *-* (que saudade de dizer/escrever isso)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...