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História .nineteen eighty nine - Capítulo 10


Escrita por: e meiocampista


Notas do Autor


Eric era terrivelmente mal, o maior foragido e o bandido mais cruel que poderia existir porém quando ele amava Dele fazia tudo tão bem a ponto daquilo sumir.

Capítulo 10 - .wildest dreams


Fanfic / Fanfiction .nineteen eighty nine - Capítulo 10 - .wildest dreams

O som das sirenes das viaturas policiais deixavam de ser ouvidas gradativamente até que se perdem-se no ar longe de Eric Dier e Dele Alli. O delito que cometeram era uma loucura que Alli sequer passou em toda sua vida, jamais imaginou-se estar envolvido em uma ocorrência policial e perseguição. Mas ali estava, usando seus óculos escuros encarando o comparsa. Eric era terrivelmente mal, o maior foragido e o bandido mais cruel que poderia existir porém quando ele amava Dele fazia tudo tão bem a ponto daquilo sumir. Se envolver com um fora da lei foi de livre espontânea vontade, encarar os olhos azuis encantadores era o seu maior privilégio que poderia tirar de tudo aquilo.

Dier foi o seu melhor de todos os tempos e o pior dos crimes que possa ter cometido.

— Vamos sair dessa cidade, dirigir para fora daqui e para longe de toda multidão. — Dier anunciou, não era uma pergunta, sempre fora o mais velho a tomar decisões naquela parceria.

Dele encarou a estrada que já haviam percorrido pela última vez, vendo as grandes construções imponentes da cidade desaparecendo de vista. Ele sabia que nem Deus poderia o tirar daquela enrascada, necessitava fugir com Dier para longe de tudo. Fugiria com o seu amor. Passou a encarar o céu ensolarado acima deles, iluminando o caminho e todos os pensamentos de Alli, definitivamente sairia destruído de qualquer uma das opções. E mesmo que nada dure para sempre, viveria ao lado de Eric.

— O que for preciso, Dier. — Dele respondeu enfim com um sorriso fácil nos lábios e Eric o retribuiu selando os lábios, sem retribuir o sorriso ou confiante do que falará anteriormente.

Então, Alli soube que era o início do fim. 

— E o que faremos agora? — Dele encarou a velha casa. Esquecida e dada a sorte, a casa era um esconderijo perfeito para os dois criminosos, nenhum rastro de civilização é visto a quilômetros atrás antes de chegarem nela. 

— Vamos entrar. — Eric caçoou de Dele sorrindo aliviado pela primeira vez desde todo o ocorrido. Parou na porta da frente, indicando para que Alli o ajudasse a desbravar a casa abandonada. 

Dele apenas o seguiu sem protesto algum adentrado na casa, era minimamente confortável e os quartos pareciam ser adequados para a situação. Todo o dinheiro roubado foi parar dentro de um dos armários precários e a arma acompanhou o saco. Livres de qualquer resquício, escondendo assim as provas que pudessem o incriminar de algum crime e enfim os deixando a sós para um longo selar necessitado. 

— É como se nada tivesse acontecido. — Dier deixou um beijo no topo da cabeça do seu amor após o beijo partido. — Essa é a única vantagem que temos nessa vida criminal, Dele, esconder os vestígios atrás de portas e termos a merecida paz depois de um dia cheio. — disse por fim encarando Alli que concordou repousando a sua cabeça em um dos ombros do namorado.

— Eric. — Alli soou fraco tentando escolher bem as palavras que formariam a sua dúvida. Dier o encarou repentinamente, com um olhar atencioso não visto ainda naquele dia, dando a abertura necessária para prosseguir. — Você se lembrará de mim caso alguma coisa acontecer?

— Ninguém precisa saber o que você fez, Dele. Te deixarei partir por aquela porta sem protesto, se quiser, fácil assim. — Eric explicou, fugindo da pergunta feita anteriormente como sempre fazia quando não tinha certeza de algo. Apesar de poucos tempos juntos Dele sabia ler Dier perfeitamente bem.

— Ninguém precisa saber do que nós fizemos. — Alli corrigiu por fim, encerrando qualquer especulação o ansiedade que poderia provocar aquela conversa. 

Dier limitou-se a sorrir, sem dar garantia do futuro que enfrentaria pela frente. 

Com uma de suas mãos Eric alcançou a mão de Dele, sem a intenção de soltá-la naquele momento, a outra fora de encontro ao cabelos cacheados de Alli se perdendo por ali. As roupas espalhadas pelo quarto era o indício do que faziam sobre a velha cama — a qual prepararam genuína para que aquele momento acontecesse — comemorando a liberdade daquela noite. Qualquer momento de afeto era devidamente aproveitado pelos dois e sem qualquer desperdício, eram horas que se comprometem um com o outro. 

Sem planos. Sem rotas de fuga. Sem medo de ruir. Apenas ardendo em chamas do amor mútuo que nutriam um pelo outro.

Em um último suspiro de Dier atingiram o ponto máximo daquela noite. Dele estava devidamente encaixado sobre o colo de Eric dedilhando cada mísero detalhe como se fosse a última vez que visse — e algo dentro de si confirmava aquilo. — em busca de marcar em sua mente qualquer lembrança que poderia guardar. Quando recuperado, Dier o selou brevemente, desta vez com um aspecto diferente qual era desconhecido de Alli.

— Quando tudo isso acabar, se lembre de mim ao seu lado em um carro de fuga sorrindo genuína como sempre faço nem que seja em seus sonhos mais selvagens. — Dele impediu Eric de responder ao seu pedido com uma falsa crença. — Deixe nossas memórias te seguirem onde você for porque eu farei isso. — finalizou unindo as testas para que nada de sua fala fosse refutado. 

♡ 

Dele acordou assustado as mesmas sirenes do dia anterior pareciam aumentar o volume por todos lados, quando se levantou pode observar Eric assustado vindo em sua direção  com as roupas vestidas por eles na noite anterior. Alli entendeu que deveria vesti-las o quanto antes para sumirem dali o mais rápido possível.

 

— Eles estão chegando, Dele. Vista suas roupas e suma daqui com o carro. — Dier o entregou as chaves com algumas lágrimas em seu olhar. 

— E você? — Dele pegou as chaves do carro rapidamente e mais fatal como um tiro ele entendo o que aconteceria. Dier se entregaria para que ele ganhasse o tempo necessário para fugir. — Eric isso é loucura, eu vou me entregar com você. — aos gritos protestou enquanto era arrastado para fora da casa. 

— Você vai ir embora, vai sumir, sem olhar para trás. Não terá tempo para nós dois. — Dier colocou Alli dentro do carro mesmo com toda a resistência do outro. Ao horizonte as viaturas já apareciam com suas luzes vermelhas cortando o ar. — Adeus, Dele. Estou te deixando. — se despediu.

Dele arrancou com o carro em prantos deixando Eric para trás, o encarando em retrospectiva pelo retrovisor. Não saberia se suportaria a dor de lembrar do último olhar de Eric para si, deveria ter ficado lá e se entregado junto os dois mereciam isso. Iria se entregar e decidido abriu o porta luvas em busca de algum telefone celular que ficara ali, mas apenas encontrou um bilhete escrito à mão por Dier.

Eu sempre me lembrarei de você em meus sonhos mais selvagens, meu caro.

Dele jamais saberia porque Eric decidiu assumir a culpa dos delitos que promoveram juntos, mas a promessa feita na última noite de amor que tiveram se manteria até os momentos de finais da sua vida. Dele Alli se lembraria de Eric Dier em seus sonhos mais selvagens.





 


Notas Finais


i said: no one has to know what we do

até espirei depois de recuperar o arquivo de tanta poeira que tinha


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