História Ninguém pode saber - Capítulo 1


Escrita por: e limbo_

Postado
Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Kyoka Jiro, Momo Yaoyorozu
Tags Angst, Mês De Agosto Qf, Qf Momojirou, Quirk Fics, Shipp Mensal Qf, Todomomo
Visualizações 208
Palavras 1.163
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, LGBT, Shoujo-Ai
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Um Momojirou curtinho para entristec- alegrar seu dia!! Eu amo tanto essas duas, é uma pena que eu não seja tão chegado no fandom Yuri. Bom, nunca é tarde demais! ♡

Primeiro, gostaria de agradecer YayCandy pela betagem. Muito, muito obrigado! Pretendo ter preferência por você nas próximas fanfics, hahah ♡♡
E eu nem preciso falar dessa capa maravilhosa, não é? Gente, olha que coisa mais linda, mais bem feita!!! Valeu mesmo, hassaikai! Eu adorei demais o resultado ♡♡

Enfim,
boa leitura! ✿

Capítulo 1 - Quatro badaladas


Certa vez, ela jurou a si mesma que nunca se apaixonaria. Era uma promessa, e promessas nunca devem ser quebradas ou ditas da boca para fora. Jirou sabia muito bem disso e permaneceu convicta com tal juramento.

Os garotos não costumavam se aproximar dela. Nem ao menos tentavam. Mas ela não se importava, pois seu coração sempre a enviou sinais de que o amor era um perigo a ser evitado, ainda mais quando seu maior sonho era ser uma heroína. Não poderia perder tempo com tal bobeira. E sua vida seguia o rumo que desejava.

Passava mais tempo sozinha do que consigo mesma. Nunca descobriu como as pessoas se auto consideravam suas melhores companhias; mas ela sempre se sentiu deslocada perante os outros, não era uma novidade. Talvez estivesse à frente do seu tempo, ou nunca chegou a desvencilhar-se do passado. Mas Jirou jamais teve certeza de algo na vida.

Até ela ser aceita na U.A.

Era para ser o dia mais feliz da sua vida — e, por um curto espaço de tempo, de fato foi, rotulando-o como inesquecível e deixando assim. Ela não havia dado o máximo de si no teste; ainda estava relutante em seguir seu maior sonho ou não decepcionar seus pais. Mas Jirou tinha sido aceita, e aquilo era algo, não importava o quanto desejasse que não fosse. Ela também havia se posto acima de seus pais, de modo ingrato e miserável.

E a primeira certeza de sua vida apareceu quando os ouviu chorando baixinho, nas penumbras da madrugada inclemente. Naquele momento, Jirou desejou não ter mais certeza de nada. Ela nunca disse aos seus pais que tinha os ouvido. Ninguém precisava saber.

 

A segunda certeza viera poucos meses depois, para sua infelicidade. Ela tinha se acostumado com a classe que fora posta, adaptou-se com os colegas gradualmente e em como cada um era especial de seu próprio modo — Jirou, no entanto, conceituava si mesma como uma exceção. Ela sempre era, não é?

Ainda se sentia culpada pela sua primeira certeza, mas tinha uma aluna específica que Jirou não conseguia despregar os olhos. Desde o primeiro segundo, a menina conseguiu invadir os pensamentos dela e permanecer ali, firme, em primeiro lugar, bem no centro da sua mente. Naquele ano, Jirou havia adquirido uma amiga.

Momo Yaoyorozu, é claro.

Mesmo que somente conversassem na escola, ela ainda era como a música sempre foi para Jirou: seu ponto seguro, um local fixo de escape da realidade, algo só seu, mas ao mesmo tempo ao alcance de todos. Quando mais precisou, a música esteve lá para Jirou; e quando precisasse novamente, ela permaneceria no mesmo lugar, numa espera imprescindível. Não havia uma data correta — não era possível prever seus próprios sentimentos — ou a hipótese de uma em especial, mas o tempo nunca fora sua maior preocupação; Jirou estava acostumada a enxergá-lo como um amigo apressado e a agradecê-lo com os presentes musicais que costumava trazer naquela viagem sem fim.

Em algum momento, Momo a alcançou. Como uma mão decidida a trazê-la de volta à vida, quando Jirou nem sequer havia percebido que já se encontrava tão fundo naquele mar de correntes. A música sempre a ajudou, mas nunca seria bastante, nunca seria algo físico; Jirou estava presa dentro de si há tanto tempo, com a mentira mais verdadeira de que estava tudo bem. O som a conduzia, mas ela havia se perdido da boa rota, e tentar achá-la sozinha era tempo perdido. Teve a certeza de que a música lhe era suficiente, mas aquilo era mais uma dentre tantas mentiras que cultivou.

Mas era o universo que controlava as certezas de alguém. Não a pessoa em si.

 

Jirou tem a curiosa teoria de que se você quer muito algo, não pode admiti-lo em voz alta, senão o universo fará de tudo para que dê errado. E ela nunca contaria a ninguém que Momo era mais especial para si do que a própria imaginava.

 

Mais um ano se passou. Jirou estava feliz.

Fazia algum tempo que não se sentia assim, mas permanecia com sua personalidade pragmática e face indiferente; ninguém podia saber, pois então…

Momo havia arranjado um namorado. Jirou estava feliz por ela.

Yaoyorozu era uma aluna bastante inteligente, sempre com as notas acima do esperado; seu corpo curvilíneo abrangia volume nas partes exatas, como se a sua perfeição atingisse além do possível alcance; e Momo jamais deixaria de ser uma garota gentil, amigável e uma ótima líder, com os melhores conselhos. Tudo o que Jirou desejou ser. Tudo o que Jirou mais quis ter.

Todoroki era um bom aluno também. Eles não eram opostos, mas se completavam. Jirou estava tão feliz pelo garoto ter a sorte de namorar Momo que desejou ser ele, por um mero momento.

Ele tinha Momo, logo, tinha tudo. Mas, então, Jirou havia notado que não podia confiar tampouco no universo, como em si mesma. Ela estava triste, mas ninguém podia ser, nem mesmo a própria Jirou.

 

A terceira certeza de sua vida chegou no último dia na U.A, quando ela sentiu uma flecha cravar seu peito e a dor não mais pudera ser escondida. Todos estavam animados com o rumo que suas vidas tomariam e faziam promessas que logo, logo seriam quebradas. No fundo, cada aluno daquela turma cultivava um sentimento de saudades por aqueles três anos. Mas, novamente, Jirou era uma exceção. E continuaria sendo até o fim de sua vida, essa, mais injusta do que ela estava sendo consigo mesma.

Algumas coisas nunca mudam. Sentimentos eram uma delas. Jirou descobriu muitas coisas em seus anos na U.A. Seus conhecimentos gerais se expandiram, e ela agora não tinha mais tanta vergonha de ser quem desejava ser.

Mas ninguém nunca a ensinou como curar um coração partido.

Quando os lábios de Todoroki se juntaram com os de Momo, perdidos na multidão, ela não conseguiu impedir as lágrimas de caírem. Aquela, Jirou sabia, era a única promessa que seria de fato cumprida: o amor verdadeiro nunca perde.

A melodia mais triste da vida de Jirou nunca veio. Aquela era a definitiva e ela havia perdido sua chance quando pensou que a amizade de Momo lhe seria suficiente. Jirou almejou ser tão autossuficiente quanto os outros adultos. Mas ela precisava de Momo. E continuaria naquele ciclo sem fim, porque Jirou nunca provaria o doce sabor dos lábios de sua amada.

A cada passo que Momo dava para fora, o mundo de Jirou saía do lugar.

 

Demorou muito mais para Jirou descobrir o porquê de ter se sentido tão mal naquele momento.

E a sua quarta certeza na vida fora completa. Jirou amava Momo Yaoyorozu.

Ela se sentiu mais reconfortada com aquele pensamento que cultivou com o passar dos solitários anos: você só pode ter quatro certezas em sua vida e deve guardá-las para os melhores. Ninguém pode saber, se no fim, o certo você conseguir escolher.

Porque, de quatro badaladas do seu coração, três foram para Momo. Três vezes que Jirou traiu a si mesma e se apaixonou.


Notas Finais


Tem uma parte no texto em que decidi brincar com o título de um álbum do Siba, chamado “Toda vez que eu dou um passo o mundo sai dor lugar”.


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❝ Fanfic escrita por — @limbo_
❝ Capa feita por — @hassaikai
➥ portfólio do capista — https://byscherzt.tumblr.com/
❝ Betagem feita por — @YayCandy


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