História Ninniku: a princesa saiyajin - Capítulo 26


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Categorias Dragon Ball
Personagens Bills, Bra, Bulma, Goku, Pual, Rei Vegeta, Trunks, Vegeta, Whis, Yamcha
Tags Aventura, Bulma, Dilemas, Dragon Ball, Drama, Romance, Saiyajin, Vegeta, Yamcha
Visualizações 26
Palavras 3.678
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Famí­lia, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oie, pessoinhas! Como estão? Obrigada a todos que estão acompanhando pelas sugestões! Estou adorando!

*~~~~*~~~~~*
Ninniku retorna a corporação cápsula esperando chegar desapercebida. Porém, ela é surpreendida por alguém que já lhe aguardava. Finalmente, a mensagem de Mama parece ter sido traduzida. O que será que encontraremos em seu conteúdo?

*~~~~*~~~~~*

Capítulo 26 - A mensagem de Mama Ayame


Fanfic / Fanfiction Ninniku: a princesa saiyajin - Capítulo 26 - A mensagem de Mama Ayame

- Caham... – Ninniku escuta um pigarro em suas costas. Alguém a estava esperando,impaciente, na varanda.

Ninniku olha para o lado e vê aquela expressão fechada e familiar.

- Ora, ora. Enfim, resolveu voltar pra casa? – perguntou Vegeta, em um tom irritado. Ele estava encostado em uma das grades da varanda, com as mãos no bolsos. Ele vestia uma camisa azul e uma calça cáqui.

- Bom dia pra você também, “irmãozinho”! – disse Ninniku, dando um sorriso malicioso. – Acordado tão cedo?

- Tch... Sim, “irmãzinha”, estava te esperando. Pelo visto, meus conselhos não serviram de nada. Você continua a ignorar meus avisos. – disse Vegeta.

- Aww, você está preocupado comigo? – perguntou Ninniku, num tom meloso, porém sarcástico, se aproximando de Vegeta.

- Agr...  Eu não poderia me importar menos. – disse Vegeta, virando a cara para o lado.

Ninniku se aproxima de Vegeta e coloca a sua mão no ombro direito do saiyajin.

- Escuta, Vegeta, não precisa ficar preocupado. Eu já deixei alguns termos bem claros com ele. – disse Ninniku.

Vegeta vira o rosto para Ninniku e faz uma expressão confusa.

- Termos? – ele perguntou.

- Sim, vou te dar apenas um exemplo para você entender. Por acaso, você trairia alguém que pode arrancar sua cabeça fora? – perguntou Ninniku.

Vegeta arreganha os olhos.

- Como é? O que?

Ninniku começa a rir e fala:

- Hahahaha. Isso mesmo, acho que você entendeu meus termos, afinal! – disse Ninniku, piscando um dos olhos para Vegeta. Ela retira a mão do ombro do saiyajin.

Vegeta fica sem reação por alguns intantes. Mas, em seguida, ele dá um sorriso de canto de boca.

- Humpf... Você é mais esperta do que pensei... E perigosa também... – disse ele.

- Bem, não se deve mexer com uma mulher saiyajin, não é verdade? E, tenho certeza que ficará tudo bem, Vegeta. Você deveria tentar dar um voto de confiança a ele, pelo menos. – disse Ninniku.

- Tch... Tanto faz. Você que sabe. – disse Vegeta.

- Mas, afinal, era só por isso que você estava me esperando? – perguntou Ninniku, se encostando na grade ao lado de Vegeta.

- Ah... É que... Na verdade, acontece que aquele seu comunicador está emitindo um barulho desde muito cedo. E por ter a audição mais aguçada, não consegui mais dormir. Estava esperando alguma mensagem? – disse Vegeta.

Ninniku desencosta da grade rapidamente e se vira para a direção de Vegeta.

- Você disse que o meu comunicador está emitindo um barulho? – perguntou ela, preocupada.

- Sim, isso mesmo. – respondeu Vegeta.

“Será que é a carta da Mama?” – pensou a saiyajin.

- Vegeta, obrigada. – disse Ninniku, que saiu em direção ao quarto.

- Ei, espera! – disse  Vegeta – Mas que diabos está acontecendo? – o saiyajin saiu atrás de Ninniku.

Ninniku corre rapidamente em direção ao quarto. Quando ela entra, vai em direção ao móvel e abre uma de suas gavetas. O comunicador emanava uma luz azul e emitia um som de alarme.

- Isso, ele finalmente conseguiu terminar! – disse Ninniku, que começou a ficar um pouco ofegante e ansiosa.

- Alguma coisa errada? – perguntou Vegeta, que estava na porta com uma expressão confusa com a reação de Ninniku.

- Ah, não, na verdade é uma coisa maravilhosa! – disse Ninniku.

- Hã? O que acontece, afinal? – disse Vegeta, cruzando os braços.

Ninniku conta a Vegeta sobre o conteúdo do baú que ela recebeu dias atrás e sobre a carta que sua mãe de criação tinha deixado escrita em niwakiano.

- Ah, então é uma carta relacionada ao seu passado? – perguntou Vegeta.

- Bem, eu acredito que sim. Mas, vou ter certeza agora. – disse Ninniku.

Vegeta se levanta e vai em direção a porta.

- Ué, aonde você vai? – perguntou Ninniku.

- Acho que isso não é do meu interesse. Melhor você ler isso sozinha. – ele respondeu.

Ninniku deu um longo suspiro.

- Por que você não se senta aqui e escuta enquanto eu leio a carta? – disse Ninniku, dando uns tapinhas em um lugar ao seu lado na cama. – Pode ter algo sobre o planeta Vegeta.

- Tch... – resmungou Vegeta, que caminhou em direção a cama, mas preferiu ficar em pé. – Certo. Você tem minha atenção, por 5 minutos.

Ninniku dá um sorriso para Vegeta e volta sua atenção para a mensagem. Vegeta olha de longe, mas não reconhece os símbolos.

- Que língua é essa que essa carta está escrita? – ele perguntou.

- Bem, eu pedi para ele traduzir para valariano. É a língua do último lugar que eu morei e é bem mais simples de ler com ela. – respondeu Ninniku – Bem, posso começar? – ela perguntou.

Vegeta apenas assentiu com a cabeça.

Ninniku sentia seu coração acelerado. Ela não conseguia segurar a ansiedade. Mas, ela precisava se concentrar, senão dificilmente conseguiria ler. Ela começou a decifrar a carta.

Pequena Ninniku,

                              O planeta Vegeta será destruído em breve por um ser maligno chamado Freeza. Estávamos nos preparando para fugir, mas os saiyajins descobriram nossos planos e destruíram várias naves que havíamos roubado deles. Por sorte, conseguimos esconder essa última nave. Infelizmente, essa nave não terá capacidade para  todos nós, devido às suas péssimas condições. Resolvemos dar uma chance a você e a Kuri de se salvar. Desse modo, infelizmente, não poderemos mais ficar juntas. Mas, não fique com medo. Tenho fé que um ser bondoso a encontrará e cuidará de você com muito carinho. Eu oro por isso. Antes de encerrar esta carta, preciso lhe contar uma coisa. Eu não fui honesta com você. Eu sempre lhe disse que lhe encontrei perdida e que nunca soube quem era sua família. Na verdade, seu pai é o rei desse planeta, o rei Vegeta. Quando te encontrei, ele ordenou uma grande busca. Fiquei com medo dele te encontrar em minha casa e mandar destruir o meu povo. Somos escravos, ele não teria misericórdia da “escória”. Espero que me perdoe, do fundo do coração. Espero que você entenda que foi para proteger a todos da tirania dos saiyajins. Esse cristal dentro desse baú é um presente do seu mestre Anzu. Ele falou que você deve usá-lo caso a energia maligna do grande macado saiyajin se misture com seu ki de cura. Ele falou que isso pode ser perigoso. Ele me disse para você lembrar de manter a mente forte e o corpo sadio. E por favor, proteja Kuri. Ela é um pouco agressiva, mas, com um pouco de amor, ela pode melhorar. Tenha paciência com ela. Bem, é hora de me despedir. O tempo está se esgotando. Ninniku,  não se esqueça de ir em busca de conhecer as estrelas. Não é esse seu grande sonho? Espero que encontre um caminho de luz e amor. Seja feliz, minha filha amada.                                                                                                                                                                                                   Mama.”

Ninniku termina de ler a mensagem. Ela abaixa o comunicador. Várias lágrimas caem no seu rosto.

“Obrigada, Mama. Você se sacrificou por mim... E nem sequer tínhamos laços de sangue...  Não se preocupe, eu não guardo rancor. Você fez o melhor para o nosso povo...” - ela pensou.

Vegeta se aproxima e coloca a mão no ombro de Ninniku. Ele mantém o olhar em direção a porta.

- Ela foi uma mulher muito corajosa. Tenho certeza que ela teria orgulho de você agora. - ele disse.

Ninniku olhou surpresa para Vegeta, que continuou mantendo o olhar para outra direção, talvez evitando um contato visual constrangedor. Ele não era muito bom em consolar pessoas, afinal. Ninniku deu um leve sorriso.

- Sim, Mama era uma mulher muito destemida. Pena que ela se enganou em relação a Kuri. A maldade dela só aumentou cada vez mais... – disse Ninniku.

“Não se preocupe, Mama. Vou ensinar a ela uma boa lição.” – pensou Ninniku.

- Nós vamos detê-la. – disse Vegeta.

- Hã? Nós? Mas, você não está pensando em ... – disse Ninniku, quando foi interrompida.

- Eu vou com você. Vou te ajudar a derrota-la. – disse Vegeta, caminhando até a porta.

- Mas, eu não posso permitir que você se arrisque. E a sua família? – disse Ninniku, levantando.

- Já está decidido. – disse Vegeta, que parou na porta. – Afinal, você também é da minha família.

- Espera, Vegeta! Os saiyajins... Por que eles eram tão cruéis?  – perguntou Ninniku.

- Então, você quer saber sobre os saiyajins? – perguntou Vegeta, que se virou em direção a Ninniku.

- Sim, eu quero saber mais sobre eles. Ou melhor, sobre nós. – respondeu Ninniku.

- Apareça mais tarde na sala de gravidade. Eu te conto sobre isso enquanto treinamos. – disse Vegeta, saindo pelo corredor.

- Ei, espera!- disse Ninniku – Aff... Lá vai ele de novo. Esse Vegeta e sua mania de treinar... – ela disse, dando um sorriso.

Ela se joga na cama por uns minutos. Ela vira o rosto e observa o cristal que estava em cima do móvel.

“A energia maligna do grande macaco saiyajin... se misturando com meu ki de cura? O que será que ele quis dizer com isso?” – ela pensou.

Alguns minutos depois, Ninniku pulou da cama e logo trocou de roupa. Ela iria até a sala de gravidade, estava curiosa sobre a história dos saiyjins. Mas antes, ela iria comer alguma coisa. Ultimamente, ela sentia mais fome que o normal. Quando ela chega na varanda, ela encontra Bulma tomando um chá.

- Ah, olá, cunhadinha! Como foi a noite, hein? Hihihi – disse Bulma, em um tom malicioso.

- Bom dia, Bulma. Foi ótima. – disse Ninniku, se sentando ao lado dela, com o rosto levemente corado.

- E como foi? Vai me conta? Rolou alguma coisa interessante? Pega, toma um pouco de chá comigo.– perguntou Bulma, animada.

Ninniku franziu um pouco a testa. Ela com certeza não queria tornar pública seus momentos íntimos com Yamcha. Muito menos para Bulma. Isso seria estranho e constrangedor ao mesmo tempo.

- Bem, foi uma noite bem divertida... E animada... Só isso que tenho a dizer. – respondeu Ninniku, com um sorriso malicioso. Ela toma um gole de chá.

- Ai, como você é sem graça. – disse Bulma, com uma expressão aborrecida – Que que tem você me contar alguma coisa mais... interessante? Sem graça!

Ninniku apenas dá um sorriso para Bulma, que engole o chá com um ar de indignação.

- Ah, Bulma, a tradução da mensagem chegou. – disse Ninniku.

- Sério? E o que dizia? – perguntou Bulma, que colocou a xícara de volta ao pires.

Ninniku contou sobre o conteúdo da carta para Bulma. Bulma começou a chorar.

- Que coisa mais linda! Ela realmente era uma pessoa muito boa. Se sacrificar para salvar as filhas adotivas. Snif Snif. – disse Bulma, com a voz embargada.

Ninniku deu uns tapinhas na costa de Bulma.

- Calma, calma. Está tudo bem... Ela era uma mulher incrível mesmo. Tive sorte de ter sido encontrada por ela... – ela disse.

- Pena que sua irmã não seguiu o mesmo caminho que o seu... Ela ficaria triste com isso. – disse Bulma.

- É verdade... Mas, ela vai ter o que merece... – disse Ninniku.  Ela pega uma maçã na mesa e se levanta. – Bem, se não se importa, vou até a sala de gravidade.

Bulma fica surpresa.

- Hã? Você vai treinar com o Vegeta? – ela perguntou.

- Sim, irei. – disse Ninniku, olhando confusa para Bulma.

- Minha nossa, vocês estão finalmente convivendo em harmonia? Bem que dizem que gêmeos tendem a ter uma ligação mais forte. – disse Bulma.

- Hahahaha. Até parece... – disse Ninniku – Você é bem engraçada, Bulma. Bem, já vou indo.

Bulma apenas observa Ninniku sair e apoia o queixo em uma das mãos.

- Ai, ai. Esses dois. Tão orgulhosos! Mas, eu sei que no fim vocês vão se entender. – disse Bulma, sorridente. 

Enquanto isso, Ninniku vai comendo a maçã enquanto caminha pelo corredor. No caminho, ela encontra com Trunks.

- Tia Ninniku, bom dia! – disse o menino, se aproximando animado.

-Ah, bom dia, Trunks! Dormiu bem? – perguntou Ninniku, se abaixando para ficar próximo da visão do pequeno saiyajin. – Nossa, você está crescendo mesmo. – ela disse, deslizando as mãos nos cabelos do menino.

Trunks fica avermelhado e começa a sorrir.

- Hihihi. Sim, vou crescer e ficar bem forte que nem o meu pai.

Ninniku sorri e se levanta.

- Muito bem, então. Estou indo para a sala de gravidade encontrar com ele. Quer ir junto? – perguntou a sayiajin.

- Eu posso?  - perguntou o menino

- Claro! – respondeu Ninniku

- LEGAAAAAL! – gritou o menino.

Ninniku sorri com a empolgação de Trunks. Os dois começam a andar pelo corredor.

- Tia Ninniku, posso te perguntar uma coisa? – disse Trunks.

- Sim, pode perguntar! – ela respondeu. Ela começou a ficar curiosa.

- Quando é que você vai casar com o tio Yamcha? – perguntou o menino.

Ninniku engasga com um pedaço da maçã e começa a tossir.

- Cof cof cof. Quem te falou sobre isso? – disse Ninniku, tentando não morrer engasgada.

- Ah... É que... Eu vi vocês se beijando hoje cedo... – disse Trunks, olhando para o lado.

- O que? Você já estava acordado? – perguntou Ninniku, que estava bem avermelhada. Ela se abaixou e segurou Trunks pelos ombros.

- Sim. Hahaha. Ele é seu namorado, não é? – ele perguntou.

- Hahaha. Então temos um pequeno espião aqui, não é? – disse Ninniku, piscando o olho. – Vou te contar um segredo. Mas, não pode contar para ninguém, tá?

- Tá certo. Eu prometo. – disse Trunks.

- Eu acho que somos “namorados”. Mas, só você sabe,tá bom. Não conta a ninguém. Esse é o nosso segredinho. – disse Ninniku, que mordia um outro pedaço da maçã.

- Beleza! Eu vou guardar nosso segredo! – disse o menino. – Você sabia que eu também tenho uma namorada?

Ninniku começa a tossir mais uma vez.

- Cof, Cof...Sério, você tem uma namorada? – disse ela, surpresa – Mas, você não é muito jovem?

- Ela está viajando com os amigos dela. Está de férias. Quando ela voltar, vou apresentar ela pra você, tá bom? – disse Trunks.

Ninniku sorri e fecha a mão. Ela a estende a direção de Trunks.

- Combinado! – respondeu Ninniku, sorrindo.

Trunks fecha a mão e a encosta na mão de Ninniku. Eles voltam a caminhar em direção a sala de gravidade. Quando eles chegam a porta, Vegeta os estava esperando.

- Vejam só, hoje você também resolveu vir treinar, Trunks? – perguntou Vegeta.

- Sim, quero ficar forte para derrotar qualquer um que aparecer, papai!- respondeu o menino.

- Humpf, muito bem então. – disse Vegeta. Ele vira o olhar em direção a Ninniku. – e você? Está pronta?

- Claro. Vamos começar.

Vegeta, Ninniku e Trunks treinaram durante toda a manhã e por uma parte da tarde. Bulma apareceu em um telão para avisá-los do almoço, mas apenas Trunks saiu para comer. Vegeta e Ninniku resolveram estender o treino mais um pouco. Quando resolveram encerrar, os dois sentaram no chão, enquanto se hidratavam.

- Hum...Então, você quer saber um pouco mais sobre os saiyajins, não é? – disse Vegeta.

- Sim, eu quero saber mais sobre a nossa raça. -disse Ninniku, bebendo um pouco de água.

- Bem, vou lhe contar o que eu sei. Eu também não vivi muito tempo no planeta Vegeta, mas meu pai, ou melhor, nosso pai me contou algumas coisas.

Vegeta contou a Ninniku um pouco da história dos saiyajins.Contou sobre o planeta Sadala, a invasão do planeta Planta, a guerra contra os tsufurujins e o surgimento do planeta Vegeta, que recebeu esse nome em homenagem ao saiyajin mais forte, o rei Vegeta.

- Sempre fomos uma raça guerreira, visávamos ser sempre os mais fortes e para isso costumávamos dominar os mais fracos e roubar seus recursos, principalmente os tecnológicos. – disse Vegeta.

- E foi assim que os niwakianos foram escravizados... Entendi. Mas, e esse tal Freeza? Quem é ele? – perguntou Ninniku.

- Tch... Eu te conto sobre ele depois. Estou faminto. – disse Vegeta, levantando.

- Espera, você vai me deixar curiosa mesmo? – perguntou Ninniku.

- Hahaha. Não seja ansiosa. Teremos tempo para que eu lhe conte um pouco mais. – disse Vegeta, saindo da sala.

- Tch... Seu chato! – disse Ninniku, se levantando e seguindo Vegeta pelo corredor.

– Você deveria comer um pouco mais, não sei como sobrevive com a quantidade de comida que come. – disse Vegeta.

- Hã? Ah... Sempre vivi com poucos recursos, então, aprendi a sobreviver dessa forma.

- Aqui na Terra você não precisa se preocupar com isso. Aproveite e se alimente direito. – disse Vegeta, se sentando à mesa.

- Falando nisso, como foi que você veio parar aqui na Terra, Vegeta? – perguntou Ninniku, que se sentou próximo a ele.

- Bem, minha vinda para a Terra tem haver com o Freeza. Mas, isso eu contarei depois. E aliás, você não era a senhorita “odeio questionamentos”? Desde quando é você que faz as perguntas agora? – disse Vegeta, com um sorriso de canto de boca.

- Bem... De repente... Deve ser porque você é o mais misterioso de nós dois, agora. Hahahaha.- disse Ninniku.

- Tch... resmungou Vegeta.

Senhor Briefs se aproxima da mesa e acha curiosa a cena dos dois saiyjins conversando civilizadamente.

- Ora, ora. Que cena fascinante. Dois saiyajins que não se encontram para lutar. Hahahah

- Humpf... resmungou Vegeta.

- Olá, senhor Briefs! Como está? – perguntou Ninniku – Quer comer alguma coisa?

“Hohoho. Eles são gêmeos, mas são tão opostos!” – pensou o senhor Briefs.

- Ah, olá  aos dois! Ninniku, estava mesmo te procurando. O material da nave acabou de chegar.

- Sério? – perguntou Ninniku, que bateu com as duas mãos na mesa e se levantou.

- Sim, sim. Você quer ver? – perguntou o senhor Briefs.

- Claro! Vamos lá. – disse Ninniku.

- Você não vai terminar de comer esse sushi? – perguntou Vegeta.

- Não, pode comer se quiser. – disse Ninniku, saindo da mesa, seguindo o senhor Briefs.

Vegeta continua se empanturrando com comida. Enquanto isso, Ninniku acompanha o senhor Briefs até o laboratório.

- Então, Ninniku, como está esses dias na Terra? – ele perguntou.

- Bem, digamos que muita coisa aconteceu. Passei por várias turbulências, mas acredito que está tudo tranquilo nesse momento. Pelo menos, acredito que estará até o dia que terei que partir. – disse Ninniku.

- E você pretende mesmo partir? Por que não fica aqui? Aqui você pode ser muito feliz! – disse o senhor Briefs.

- Bem, eu tenho algo importante a cumprir e não sei bem se irei sobreviver a isso. Mas, quem sabe eu não retorne a Terra depois e fique por aqui... – disse Ninniku.

- Seria uma honra ter a sua presença aqui, comandante. Hohoho – disse o senhor Briefs.

Ninniku e senhor Briefs chegaram ao laboratório. Ela observou atentamente algumas peças. Ela passou o resto da tarde e um pedaço na noite com o cientista fazendo alguns ajustes em alguns cálculos.

- Acredito que em três semanas, tudo estará pronto e com os ajustes que você pediu. – disse o senhor Briefs.

- Mais três semanas... – disse Ninniku. – Bem... Não será de todo o mal. Pelo menos, temos um prazo concreto, finalmente.

- Isso mesmo! E já temos os materiais disponíveis. Acredito que conseguiremos reconstruí-la o mais rápido possível. Toda equipe estará empenhada nisso. Fique tranquila. – disse o senhor Briefs.

Depois do jantar, Ninniku vai a quarto descansar um pouco.

“Enfim, parece que a nave vai ficar pronta. Logo, irei partir da Terra. Há alguns dias atrás, talvez isso me deixasse super feliz. Mas, agora, eu não tenho muita certeza do que sinto em relação a isso. A Terra é um lugar tão encantador. Tem lugares com vistas que hipnotizam, uma boa comida e boas pessoas... E, no fim, foi na Terra que eu ganhei uma vida nova, uma família e até um... amor? Aiai... Esse lugar deve ser enfeitiçado. Deve ter sido por isso que o Vegeta resolveu ficar por aqui... Porém, eu tenho que realizar essa última missão. Kuri não pode sair impune do que fez. Eu tenho que detê-la e evitar que ela machuque mais alguém. E então, quem sabe, eu possa voltar à Terra...” – pensou Ninniku.

De repente, Ninniku escuta algo vibrar e uma melodia começou a tocar em uma das cômodas.

- Hã? O que será isso? – ela se perguntou.

Ninniku começa a procurar a fonte da música. Ela remexeu em algumas coisas e então ela encontrou aquele aparelho que Yamcha deu a ela. Na tela, havia uma foto de Yamcha brilhando. Ela se recordou sobre o botão verde e o apertou. Depois disso, o rosto de Yamcha aparece na tela e ele começou a falar.

- Oi, princesa saiyajin. Já estava dormindo? disse Yamcha

- Yamcha! Está tudo bem? Não, apenas pesando um pouco. – disse Ninniku

Ninniku compartilhou os acontecidos do dia, enquanto Yamcha estava empolgado com o jogo do dia seguinte. Os dois conversaram por algumas horas.

- Bem, princesa. Preciso ir dormir, senão eu não consigo jogar direito. Hahahah – disse Yamcha.

- Tudo bem. Acho que deve estar meio tarde mesmo. – disse Ninniku.

- Sim, estamos a horas aqui! Você fala demais, sabia? Hahaha. – disse Yamcha,que começou a gargalhar.

- Não é minha culpa se eu tenho mais novidades que você. Humpf! – disse Ninniku, olhando pro lado e fechando os olhos.

- Hahaha. Minha esquentadinha. Dorme bem, tá?! Se precisar falar comigo, você já sabe como faz, não é? – disse Yamcha.

- Sim, eu lembro como faz. Boa noite, princípe dos jogadores. – disse Ninniku, sorrindo.

- Hahahaha. Boa noite, minha princesa saiyajin.

Ninniku ia desligando a tela, quando Yamcha fala mais alguma coisa.

- Ninniku. – disse Yamcha.

- Oi? – perguntou Ninniku, inclinando a cabeça.

- Eu... Eu... Eu te ... Eu te... E-eu t-teee... desejo bons sonhos.  – disse Yamcha, gaguejando e ficando com o rosto avermelhado.

- Um? Bons sonhos pra você também, Yamcha. – disse Ninniku.

- Tchau! – disse Yamcha.

- Até mais! – disse Ninniku.

 A ligação terminou.

- Um... ele queria dizer alguma coisa, mas ficou nervoso. O que será que ele queria dizer? Espero que esteja tudo bem com ele. – disse Ninniku.

Ela se joga na cama e pega o ursinho que Yamcha lhe deu. Antes, ela considerava apenas um pedaço de estopa. Mas, aquele brinquedo parece que adquiriu um valor sentimental para ela. Como se determinasse a presença de alguém importante. Ela o coloca ao lado de seu travesseiro e cai no sono.

Ela não imagina a visita que receberá amanhã.

Continua.

 


Notas Finais


Oie, gente! Enfim, a tradução da carta da Mama. Não é uma mensagem linda? Acho que a Mama era uma mulher muito corajosa! E parece que Ninniku vai receber uma visita surpresa! Quem será?
Obrigada a todos pelas sugestões!
O próximo capítulo vem já já!
bjim :*


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