História Nire etsaia zen - Capítulo 19


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Categorias Histórias Originais, La Casa de Papel
Personagens Alison Parker, Ángel, Arturo Román, Berlim, Coronel Prieto, Denver, Helsinque, Mãe da Raquel, Mercedes, Mônica Gaztambide, Moscou, Nairobi, Oslo, Pablo, Personagens Originais, Professor, Raquel Murillo, Rio, Tókyo
Visualizações 46
Palavras 7.704
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


E ai Dalís e Dalilas,quanto tempo.No?
Hoje vai ser um dos capítulos mais difícil e mais longo da historia.
São 8 mil palavras (Ksksks rindo de nervoso)Os leitores não vão ler tudo isso sua maluca,divide isso.
Queria,porém,são três dias sem postar e preciso compensar.
Mas mesmo assim perdoa-me pela quantidade 🙏😅

Capítulo 19 - Cuba


Talvez o retorno a casa não havia saído como o planejado, pois eu não estava o esperando.Ainda dormia,mas diversos soldados estavam localizados no portão de entrada do terreno como numa checagem de todos que entravam. 

Professor havia adotado uma postura rígida comparada a de alguns minutos atrás.Talvez ele pensou que os primeiros rostos vistos seria de sua mulher e de seus filhos,no entanto,ao sair do carro,foi Helena veio de encontro a ele, chateadamente ele acompanhou a madrasta até dentro da casa aonde foram direito para o escritório do Palácio. 



Fechando a porta e privando qualquer um de escutar alguma palavra se quer que saísse de lá. 



Jesús ordenou para os soldados que se reunissem na sala vermelha imediatamente.


Acordo num sobressalto de meu sonho desconcertante com aquela mulher do restaurante cantando ópera.Não consigo entender muito bem o significado daquela cantoria e imediatamente sou distraída por um guarda falando.


- Sabe o que aconteceu?.Porque o chefe nos chamou para a Sala Vermelha– Perguntou para um outro guarda ao lado. 


- Não, mas tenho a leve impressão de que iremos descobrir logo. – Murmurou batendo suas botas no chão.Parece sério... Acrescenta.



Chefe?Chamando? Sala Vermelha?Eles chegaram,meu professor chegou de viagem.Abro um sorriso gigantesco me levanto imediatamente indo para a porta sem nem ter reparado se meu vestuário estava adequado.Eu ainda estava de pijama,uma blusa fina e curta.Corri o mais apressado,a saudade estava me matando.


Na sala vermelha professor já tinha caminhado graciosamente para a frente da mesa e dado o início a seu discurso.


- Sei que alguns de vocês já devem estar com burburinhos de fofocas entre os corredores.  – Ela pausou e olhou para todos.E foi nessa hora que eu cheguei correndo para pular no seu colo,do que eu pulei minha calcinha ficou exposta,mas eu não estava ligando só queria permanecer naqueles braços beijando aquela boca sentindo suas mãos afagarem meus cabelos.


-Estava com saudades_falava dando bitoquinhas na sua boca encaixada na sua cintura agarrada no seu pescoço.


-Também_ele responde olhando para mim.Contudo,seus olhos descem para minha roupa e ele exclama _Você apenas com uma blusa!


-Sim_sussurro,envergonhada escondendo o rosto no seu peito_acabei de acordar.


-Poderia ter pelo menos colocado um short_me descendo do seu colo_Belos trajes senhorita,uma blusa branca,transparente e curta_diz ele horrizado.


Merda!Ele está furioso.Minha Deusa interior também me encara.Precisava mesmo vim tão rápido.Professor tira o terno ficando apenas com a camiseta e me envolve.


-Descalça nesse piso gelado_resmunga,enigmático,a boca franzindo-se rispidamente._Raquel,sente-se na mesa não quero você doente_ordena apontado para mesa.


- Que grosseria,Sérgio_Tento parecer chocada,e consigo.A plateia nos encara,e eu lembro que não são permitidos nomes.Jesús faz uma cara feia.


-Lisboa faça o que estou mandando_estora ele,passando suas mãos grandes ao redor da minha cintura me erguendo para mesa.


-E se eu não gostar de ficar sentada nessa mesa?


- Não comece,Lisboa_suspira ele.


- Não sou criança,Professor.


-Então para de agir como uma.


É como se tivesse me dado um tapa.Helena se intromete "Temos coisas mais importantes para tratar"


– Tens razão,então vamos lá_murmura ele desviando o olhar de mim para os soldados_Pois bem, como falado anteriormente há rumores nesses corredores ,então, vim esclarecer a real história dada nas circunstâncias apresentadas a mim. – Ele cruzou suas mãos atrás de seu corpo e ajeitou sua postura. – Recebi informações de um de meus contatos na Interpol, Alegando que cinco de nossos carregamentos estava prestes a ser interferido pela CIA. Nas bases apresentadas meu contato havia tentado burlar o caminho que iríamos percorrer mas acabou não conseguindo e consequentemente nossos carregamentos foram apreendidos, levando consigo 500Kg de Cocaína. 


Houvesse alguns burburinhos de soldados comentando as informações que o professor havia dito, ele apenas os olhou e suspirou tomando sua decisão. 


- Serão escalados cinco soldados à Cuba para ajudar a repor o prejuízo de bilhões de dólares. Dentro de uma semana saíram quinze equipes de vinte e cinco soldados, suas missões de assassinatos irão ser vedadas temporariamente até segunda ordem. 



Ele voltou a nos olhar e suspirou. 



- Enquanto estiverem lá, irão servir as ordens da Helena, e é claro de um infiltrado nosso. Alguém tem alguma pergunta?. 



- Iremos continuar recebendo?. – Uma voz grossa ressoou do fundo da sala. 



- Se protegerem a carga para que ninguém a capture... Sim. – Ele suspirou – Daqui cinco dias irão receber a lista dos nomes que irão partir para a Cuba, agora estão dispensados para fazerem seus afazeres. – Ele terminou seu pronunciamento e saiu da sala sendo seguido por Jesús e Helena me deixando na mesa na companhia de Tokio.


Idiota,maníaco por controle.Odeio quando ele fala assim comigo ainda mais em público. 



Ouvi dedos estalarem e olhei a mão de Tókio a frente de minha cara. 



- Ei estou falando com você. – Resmungou. 



- Desculpe, estava distraída. – Murmurei e sorri levemente – O que dizia?. 



- Sua calcinha é Lycra Branca e que trabalhar para Helena é como se pedisse a morte, ainda bem que não iremos. – Sorriu saindo da sala. 



- O que?. – A olhei a corri até ela que já estava a alguns passos longe de mim. – Como assim não iremos?. 



- Somos da guarda real e não somos escalados para essas missões “simples”. – Gesticulou com os dedos.



- E porque não? E se alguém da guarda quiser ir para lá? . 



- Seria como se fosse rebaixado, acredite se antes você achava ruim trabalhar direto para o professor, imagina trabalhar para a madrasta dele, é como se pedisse a morte embrulhada em um papel de presente com direto a fita colorida. – Resmungou. 



- Então eu posso estar maluca se eu estiver querendo ir para lá. 



- Você o que?. – Ela segurou meu braço, me forçando a olhá-la. – Você só pode estar de brincadeira. 



- Antes de... – Respirei fundo tentando tomar coragem. –De te contar uma negócio,eu preciso saber porque que desde que eu entrei só vi assassinatos e nunca drogas?



-O professor deixa as drogas longe de si,ele tem pontos no mundo todo,mas a central está em Cuba,ele vai lá duas vezes no mês para certificar como estão indo as vendas_Tokio disse.


-Poxa,queria ter sido escalado para ser traficante e não assassina._bufo.


-Ai Amiga,você não foi escalado foi escolha sua_fala,e eu faço uma careta e ela continua_No dia do seu julgamento na Sala Vermelha o professor,você não percebeu mais Helena estava lá e ela leu sua mente e pela escuridão no seu olhar você só poderia ser assassina.


-Uau!Helena é do Caralho mesmo,além de eu não vê-la ela ler mentes e olhares._suspirei encarando Tokio.


- Por isso que eu te falo que é bom não ir a essa missão,ela pode até ser uma boa sogra e uma boa madrasta,mas uma boa chefe ela não é.


- Ah,mas eu quero ir,e vou te contar o porquê.Agora vem a parte do negócio.


Eu a encarei seriamente, notando suas sobrancelhas enrijecerem em confusão . 



- É a verdade sobre minha atitude em observar o carro do professor na rua de Madri. 



- Pela sua cara isso parece ser sério... 



- E é... – Murmurei a puxando para seu quarto. 



Assim que chegamos ela se sentou em sua cama enquanto eu fiquei de pé, percorrendo um espaço minúsculos entre idas e vindas tentando pensar na melhor forma de começar a verdade. 



Mas como de fato começar?. 



Dizem que se deve começar pelo começo mas como você consegue encontrá-lo em meio a tantas verdades envolventes nessa história, a tantas perguntas sem respostas e atitudes incontroláveis... 



- Antes eu me chamava Raquel... Raquel Murillo para ser exata... – Comecei da forma que achei correta. – A quase três anos atrás eu era delegada de Madrid, eu tinha apenas uma missão no dia 2 de Maio. Interceder o tráfego de máquinas do cérebro do assalto, até então nós o conhecíamos apenas assim, não tínhamos um rosto ou sequer seu verdadeiro nome. 



Parei a sua frente e me encostei na parede do banheiro. 



- Havíamos recebido informações de um infiltrado de que haveria um roubo em um prédio a algumas quadras da Casa da Moeda... Depois dessa informação, montamos nossa tática e equipes, haviam dois, uma no prédio que intercedesse a venda do maquinário e outra a uma quadra do prédio opostos de qualquer fuga. 



- Você tinha um informante aqui?. – Ela perguntou e eu suspirei continuando minha história. 



- Quando chegou o dia, tudo estava pronto, eu dei a ordem que deveriam invadir, mais de cem policiais entraram naquele prédio, estávamos esperando por tiros em um confronto manual, mas recebemos o pior disso... Os policiais vasculharam todas as salas, então assim que terminaram eles notaram faltar uma e seguiram para lá, quando chegaram eles perceberam... 



- Que havia uma bomba. – Ela me interrompeu. 



- Faltando apenas trinta segundos eles começaram a correr mais já era tarde de mais, a bomba explodiu derrubando todo o prédio e matando todo os policiais, nós tínhamos câmeras instaladas nos capacetes dos policiais e quando notamos uma voltou a funcionar, nós vimos um dos soldados resistentes atirar nela, suas vestimentas vermelha não negavam o que ele era. 



Caminhei até Tóquio e me sentei ao seu lado. 



- Se passado alguns minutos eu ordenei o restante dos policiais que fossem atrás desses soldados, resultando em um confronto na Casa da Moeda, onde alunos seguiam sua visita pelo o espaço tranquilamente... Inclusive meus... – Respirei fundo tentando jogar para longe a imensa vontade de chorar. – Eu estava lá na Casa da Moeda, combatendo junto com os últimos policiais os soldados presentes, até que notei um deles apontar a arma para meus pais... Eles estavam de folga nesse dia e aproveitaram que a Casa estava aberta para visita-la.Meu pai sempre fora um colecionador de moeda e dinheiro,e queria muito saber como fabricava.

Sem sequer conseguir mais lutar minhas primeiras lágrimas começaram a descer por meu rosto. 


- Dizem que em momentos assim nós vimos tudo ao nosso redor em câmera lenta... E naquele dia eu vi, era como se eu não conseguisse mais correr, como se meus pés continham quilos forçando-os para baixo, eu não consegui chegar a tempo... Ele havia os matado... – Suspirei abaixando minha cabeça enquanto chorava. 



- Quem os matou?. – Tokio perguntou enquanto deslizava sua mão sob minhas costas tentando me confortar. 



- O Jesús. – Respirei fundo. 



- Eu sinto muito amiga . – Murmurou me puxando para seus braços me envolvendo em um caloroso abraço. 



- Desde então minha vida mudou... – Respirei fundo tentando controlar minha voz trêmula, passei a palma da mão em meu rosto limpando minhas lágrimas. – Eu comecei a beber todos os dias, a me drogar... Quando eu não estava fumando eu estava bebendo e havia horas que eu usava os dois juntos... – Suspirei. – Eu fui me afundando em uma solidão da onde nunca consegui sair, e por consequência eu fui afastada do cargo de delegada por ter trabalhado bêbada e quase causado mais mortes.  Eles me julgavam, eu sentia isso quando me olhavam... Não tinha forças para cuidar da minha filha e a única amiga que eu tinha na época era a Alicia que me ajudou muitas vezes a chegar em segurança em casa enquanto eu estava andando por aí bêbada. 



- Esse sobrenome não me é estranho... – Tokio murmurou. 



Me desfiz de seu abraço e olhei para seus olhos. 



- Desde a morte deles eu ia todos os dias a Casa da Moeda, me sentava na escada próximo da onde havia visto seus corpos ensanguentados... Mas em um dos dias em que eu estava lá, eu o vi... Ele havia mudado alguns traços, o cabelo estava diferente e ele estava com barba, mas eu o reconheci porque eu nunca esqueço um rosto... Então pela coragem que qualquer bêbado tem, eu o segui até o carro do professor e desde então tudo isso vem acontecendo em minha vida. 



- Você apenas o seguiu sem um plano? O que aconteceria se você fosse falar com ele?. – Ela me encarava. – “Olha só, você foi que matou meus pais se lembra?.“ – Fez gestos com os dedos. – Era isso que você faria?. 



- Não... Eu jurei matá-lo. – Murmurei entre dentes deixando a raiva que meu corpo sentia se apossar de minha voz. – Eu jurei matá-lo dolorosamente enquanto me pedia para que parasse, me pedisse perdão pelo o que havia causado a mim e a minha filha... Eu Lisboa, jurei me vingar de quem havia matado meus pais. 



- Mas ainda não entendi porquê você quer para Cuba se Jesús não vai está lá?. – Ela perguntou me olhando. 



- Quem disse que não,pensem comigo na hora que ser detectado alguma irregularidade Professor entrará em estado de alerta e como ele quase não vai para Cuba mandará seu pai e tudo começará a partir daí – Murmurei 



- Isso pode não dar certo. 



- Dando Certo ou não essa é minha única chance de me vingar sem ter Professor por perto – Resmunguei. – Não quero que ele veja a morte do pai,como eu vi dos meus.E será a forma dele pagar pelo o que fez.



- Eu não tiro sua razão, mas talvez você não esteja pensando direito. 



- O que você quer dizer com isso?. – Perguntei a olhando. 



- Você também é uma assassina, e se os parentes de suas vítimas resolvessem se vingar de você?. 



- Ai eu revidaria. – Resmunguei. 



- E você acha que ele não irá revidar?.



- Eu não me importo Silene. – Gritei. – Que ele revide eu mesmo assim continuarei com minha vingança em matá-lo. 



Tokio suspirou deslizando seus dedos pelos fios de seus cabelos. 



- Ok, eu te ajudo com a ida a Cuba, mas depois disso você estará sozinha, não poderei mais ajudar.  – Ela disse finalmente. 



- Obrigada Tokio. – Sorri e a abracei. 



- Agora o que irá fazer com o professor?. Porque você sabe não é? Ele é apaixonada por você... E a Paulinha?



-Terei que terminar o que temos e Paulinha voltará a ficar com minha amiga. – Suspirei. 



- Você ter certeza disso?Em relação a Paulinha eu posso ficar com ela– Ela falou me olhando. 



- Não sei... Eu preciso ficar em paz para seguir em frente,os sonhos esquisitos voltaram e a implicância do Jesús comigo só aumenta.Não consigo ficar nessa casa mas fingindo que gosto dele.Cê me entende?Ah,e muito obrigada por se disponibilizar em ficar com a Paulinha.



- De nada...Bom,eu lhe desejo boa sorte e que não morra durante esse percurso. – Ela sorriu acariciando meu ombro. – Agora vamos, está quase na hora do almoço. 



- Sempre com fome não é Tókio?. – Ri me levantando e caminhando com ela para o refeitório. 



- Sabe... Provavelmente o professor não irá gostar nada de você ir pra Cuba e não irá te colocar naquela lista, mas se você pedir a chefe diretamente... Quem sabe... – Murmurou. 



- Então acho aquele almoço que havíamos combinado vai sair. – Sorri para ela e entrei no refeitório podendo notar já alguns soldados pegando seu almoço. 



Rolei meu olhar sob o local e localizei Helena comendo tranquilamente na mesma mesa de sempre, estava sozinha... 



Era a oportunidade perfeita. 



Peguei meu almoço e subi os pequenos degraus que diferenciavam a mesa dela das demais. 



- Acho que seria um bom momento para cumprir aquele almoço que havíamos combinado?. – Perguntei quando me aproximei e coloquei a bandeja sobre a mesa. 



- Enteada?. Seria um prazer... Sente-se. – Apontou para a cadeira ao seu lado, tal cadeira que o Jesús costumava se sentar. 



- Como andam as coisas?. -Perguntei começando meu almoço. 



- Se encaminhando para a tranquilidade, mas só o tempo dirá. – Disse e bebericou seu suco. 



- Fiquei sabendo do que houve em Cuba, é tão perturbador perder bilhões assim não é?. 



- E como, mas com os soldados que enviaremos iremos conseguir repor esse valor. – Ela disse e voltou a comer. 



- Sobre isso... Qualquer um poderá ir a Cuba?. – Perguntei. 



- Não, apenas os soldados inferiores, aqueles que ainda não tiveram missão alguma. 



- É uma pena, eu queria me candidatar a vaga. 



- Você?. – Perguntou surpresa. – E por qual motivo você iria?. 



- Por uma causa maior. – Murmurei. – Sabe, repor esse valor está agora em um dos meus princípios.E esse dinheiro me pertence também já que sou da família.



- E qual seria o outro?. – Perguntou intrigada. 



- Estou sendo procurada pela polícia,fui abordada na rua por uma ex-colega de trabalho quando fui procurar a escola para o Cincinnati e eu indo Cuba iria minimizar um pouco a situação. 



- Faz sentido. – Murmurou e voltou a comer. 



- Fora também que se eu sair para alguma missão é capaz da polícia me reconhecer e me prender, e garanto que não serei útil presa. 



- De fato não seria mesmo. – Murmurou e depois me olhou. – Se está mesmo disposta a ir para Cuba irei colocar seu nome na lista.Mas,você trate de desmamar a Paulinha e falar com o Pro...



- Sim eu conversarei com ele,afinal,somos um casal e casais conversam. – Falei. 



-Sei bem como são essas conversas de vocês,você grita de lá e ele de lá.E ninguém chega num consenso mas espero que você consiga ir para Cuba.



- Eu vou você vai ver. – Falei sorrindo e toquei sua mão que estava sobre a mesa com a minha. Olhei para a porta e notei o Jesús entrar no refeitório e nos olhar. – Agora eu preciso ir. – Disse tirando minha mão da dela. – Foi ótimo o almoço espero repeti-lo quando eu voltar. 



- Combinado... – Murmurou. Desci o primeiro degrau quando senti sua mão envolveu meu pulso. – Um conselho que eu te ofereço... Não me subestime , não sou quem aparento ser... É pouco de arte cênica. 



- De arte cênica eu entendo, não se preocupe. – Sorri para ela e terminei de descer os degraus caminhando até a mesa em que Tóquio estava almoçando. 



- E então?. – Ela perguntou me olhando. 



Olhei para a mesa de Helena e notei o Jesús se sentar na cadeira onde eu estava antes enquanto dizia algo a Helena, seu olhar cruzou o refeitório e se encontrou com o meu, sorri levemente e pisquei um de meus olhos. 

(...)

Estava nos corredores do Palácio conversando descontraidamente com Tokio sobre sua paixão pelo o Agente Rio.


-Falando desse jeito você parece aquelas adolescentes patéticas que acabará de encontrar o príncipe encantado_Tokio murmurou me olhando enquanto eu fechava a porta do quarto de Paulinha.


- Eu não sou a única adolescente por aqui..._a olhei_ Se entregue a esse conto de fadas,quem sabe você não é feliz para sempre.


-Felizes para sempre não existe....


- Como você sabe se ainda nem tentou?_sorri a olhando_arrisque um início pelo menos.


-Assim como você iniciou?Tô fora,eu não gosto de carros_disse,sorrindo logo em seguida.Piadista nada essa menina.


- Não precisa ser necessariamente com carros não,sua boa_murmuro_mas você sabe o quão difícil o professor é,e se eu conseguir você também conseguirá o Rio.


-Não mesmo,mas enfim,você sabia que eles são muito amigos?_Ele e o professor costumavam treinar juntos quando adolescente até que Rio entrou na Interpol para ajudar o professor com o tráfico de drogas.


-Tá aí,é o destino,as duas amigas com os dois amigos.Perfeito_digo,entusiasmada.


- Você é doidinha sabia,a onde você arruma tanta baboseira para falar_diz,ela balançando a cabeça e batendo na testa._você deveria está preocupada era no que falar para o professor,e não nisso.


-Falar para mim?_De,repente o corpo do Professor se materializa em frente a porta pegando nos duas de surpresa._Sobre?Quem vai dizer?Digam,o gato comer a língua de vocês._ele olha para nós impassível,se aproximando do meu corpo.Olhamos uma para a outra,engulo seco e falo a primeira coisa que vem a cabeça.


-Sobre Cuba,estávamos falando sobre Cuba...E,sobre o quanto queria conhecee o país,um dia você vai me levar lá?_digo,tentando transparecer a mais natural possível enquanto meu coração quase pulava pela boca.Espero que ele acredite nisso.


-Claro,talvez na minha próxima ida eu te leve comigo_Professor falou_Mas você não está falando isso só pela missão não,você quer mesmo visitar o país?_Ele questiona 


- Sim,quero muito conhecer o país vi algumas fotos na internet e me apaixonei.Mas você me disse talvez,então nunca irei visitar_murmurei fingindo estar magoada.


-Ok amor,eu te levo da próxima vez que eu for lá.


-E por isso que eu te amo_comentei sorrindo deixando-lhe um selinho em seus lábios macios e carnudos_Sabe,mi vida,talvez você pudesse convidar o Rio para nos acompanhar...E como sei que você sempre leva sua escolta pessoal nas suas viagens chamar a sua velha amiga..._Insunuei para o Professor enquanto olhava para Tokio.


- Sua rapariga ._Tokio resmungou me olhando.


Pisquei e olhei para o professor,piscando meus olhos em sinal de carência como uma criança faz para querer algo.


-Ok,eu falo com ela,mas para com esse olhar,ele é assustador_o professor disse me olhando_Talvez você possa usá-lo em sua próxima vítima.


-Insensível_resmunguei entrando no quarto enquanto os dois conversavam entre si.


Como eu poderia magoar alguém assim?Estragar tudo o que eu conquistei por apenas seguir uma promessa estúpida que Raquel fez.


A bêbada da Raquel,a ex-delegada de Madri que foi afastada de seu posto por trabalhar alcoolizada.


Álcool...Já Se faziam meses em que não ingeria uma gota sequer,da última vez que lembro foi quando bebi na enfermaria com a Sidney...


Sidney,a garota que gostava de ouvir as conversas por detrás.Não a vi chegar com os demais da missão,será que ela foi dar uma de engraçadinha e Professor mandou executá-la



Como muitos pensamentos na cabeça eu não havia percebido que a conversa do Professor e da Tokio tinha acabado e ela já não estava mais ali.Professor bate a porta de uma só vez,e com o impacto eu desperto-me.

Ele sorri com meu acordar,e dá um passo para frente.Liga o iPod e aponta para o aparelho de som na parede de modo que as luzes do quarto se escureçam,ele aperta alguns botões e o sim de um trem de metrô ecoa pelo quarto.

Em seguida,abaixa o volume,e a batida eletrônica lenta e hipnótica que se segue fica como música de fundo.Uma mulher começa a cantar,não sei quem é,mas a voz é suave e rouca,e o ritmo é intenso,deliberado...erótico.Meu Deus.É música para fazer amor.

Professor de vira para mim,estou no fundo do quarto encostada na cômoda,o coração batendo forte meu sangue pulsando nas veias no ritmo sedutor despreocupado na minha direção e puxa meu queixo para que eu pare de morder o lábio.


- Eu não disse que quando chegasse queria seu corpo._murmura,deixando um beijo suave no canto da minha boca,seus dedos ainda segurando meu queixo.


- Como você quiser_sussurro.

Ele corre o polegar ao longo do meu lábio inferior,a testa franzida de novo.


-Você também tem que querer_seu tom de voz é gentil,mas ele me encara intensamente_não faço nada sem o consentimento.


- Eu quero_sussuro_eu quero muito.

Seu olhar escurece,tornando-se mais ousado à medida que assimila minha resposta.Depois do que parece uma eternidade,ele fala:


-Gosto quando você consente,isso abre um mar de possibilidades,Srta.Lisboa_Sua voz é baixa,animada._Mas vamos começar tirando meu terno e esse seu pijama.Nunca mais saia do quarto com ele_adverte.


Ele escorrega o terno pelos ombros,olho para ele por um segundo,e então solto e o terno desce esvoaçantemente por meu corpo caindo aos meus pés.


-Boa garota,agora só falta o pijama.Tire a roupa,devagar _ele me lança um olhar sensual e desafiador engulo em seco vendo ele se afastar e se sentar displicente sobre o braço da poltrona.


Pressiono as coxas uma contra a outra,porque já estou molhada entre as pernas deslizando as alças da blusa pelos os olhos,mantendo os olhos fixos nos dele,e com um movimento dos ombros deixo-as caírem suavemente no chão

Seus olhos cinzentos se acendem,e ele corre o indicador ao longo dos lábios,virando-se.Eu estou nua,praticamente ofegante e tão,tão pronta.


Professor permanece imóvel por um momento,e fico maravilhada com a apreciação carnal e sincera em sua expressão.Levantando-se,ele caminha até a cômoda e pega uma gravata vermelha.Brinca com ela entre os dedos ao se virar para mim,um sorriso os lábios.Já sei que ele vai exigir minhas mãos,mas não o faz apenas diz o que se parece um grande feito.


-Muy bueno,com poucas roupas_murmura.


Ele passa a gravata em torno do meu pescoço,e,devagar,mas com muita destreza,faz o que eu imagino ser um nó Windsor.Á medo de que ele aperta o nó,seus dedos arranham a base de meu pescoço,provocando dispersos elétricos através de meu corpo e me fazendo ofegar.Ele deixa a ponta mais larga da gravata bem longa,longa o suficiente para alisar meus pelos pubianos.


-Você está maravilhosa,agora._diz ele e se curva para me beijar com carinho nos lábios.

É um beijo rápido,e eu quero mais,o desejo se apoderando desenfreado de meu corpo.


- Vamos ver o que irei fazer agora._diz ele e,segurando a gravata dá um puxão brusco que me faz pular para a frente,em seus braços.

Suas mãos mergulham em meu cabelo,e ele puxa minha cabeça para trás e me beija de verdade,com força,sua língua implacável e impiedosa.Uma de suas mãos passeiam livremente pelas minhas costas até minha bunda.Quando se afasta de mim,também está ofegante,encarando-me,seus olhos cor de chumbo;eu fico cheia de desejo,tentando recuperar o fôlego,a mente complementamente perdida.Tenho certeza de que meus lábios vão ficar inchados depois de suas investidas sensuais.


-Vire-se_ordena com gentileza,e eu obedeço.Tirando meu cabelo do nó da gravata,ele rapidamente o prende numa trança.Então,puxa a trança,fazendo minha cabeça se inclinar para trás - Seu cabelo é lindo,Raquel - murmura e beija meu pescoço disparando arrepios ao longo de minha espinha 


- Se não estiver gostando é só falar "Pare",ok?_sussura contra minha garganta.

Concordo com a cabeça,os olhos fechados,e me direito com a sensação de seus lábios em mim.Ele me vira mais uma vez e pega a ponta da gravata.


-Venha,quero te mostrar umas coisinha que trouxe de viagem_diz,puxando-me com cuidado me levando até a cama onde está sua mala.Abre a mesma e retira conteúdos de uma caixa_Amor,trouxe esse objeto para a gente testa.Que tal?_ele levanta o plugue._Mas isto aqui é grande demais.Como uma virgem anal,não é uma boa ideia começar com isto.Ou você já?_ele me encara.


- Não eu nunca fiz_digo tímida,agora porque não sei se o normal,pelo menos para mim,é sexo vaginal.


-Então sugiro que começarmos com isto_ele ergue o dedinho mindinho,e eu engasgo,chocada.


Dedos...lá?Faço uma careta com a suposta sensação desagradável de ter algo naquele orifício.


-Só "dedo" no singular_diz baixinha,com aquela estranha habilidade decifrar minhas feições.

Meus olhos disparam para os seus.Como ele faz isso?


-Estes grampos são muito cruéis_ele ergue os grampos de mamilos._Vamos usar estes aqui._e coloca um par diferente sobre a cama.Eles parecem grampos de cabelo gigantes,mas com pingente na ponta._Estes são ajustáveis_sussurra,a voz repleta de gentileza e preocupação.


Pisco para ele,os olhos arregalados.Professor,meu metro sexual.Ele sabe tão mais sobre tudo isso do que eu.Nunca vou conseguir acompanhá-lo.Franzo a testa,ele sabe mais do que eu sobre muitas coisas...


-Pronta?_pergunta.


-Pronta_sussuro,minha boca seca._Você vai me dizer o que pretende fazer?


- Não.Estou improvisando.Porque isso não é uma cena totalmente planejada,Raquel.


-Hum,é como vou saber como me comportar?_seus sobrancelhas se franzem.


-Se comporte do jeito que você quiser.

Ah!


-Você estava esperando meu alter ego,Lisboa?_pergunta,seu tom vagamente zombeteiro e espantado ao mesmo tempo.Pisco para ele.


-Bem,estava.Você sempre usa,me acostumei._murmuro.

Ele sorri consigo mesmo e passa o polegar ao longo de minha bochecha.


- Ah,acostumou,é?_sussura e corre o polegar por todo meu lábio inferior._Mas eu sou seu amante e não seu Dominador.Estou acostumado de ouvir sua risada sua gargalha de menina.Acostumado ver você relaxada e feliz.Porque foi essa menina que apareceu na minha sala.Foi por ela que eu me apaixonei.

Fico boquiaberta,e uma onda bem-vinda de calor surge em meu coração.É felicidade - Pura felicidade.


-Mas tenho dito tudo isso,também estou acostumado a fazer maldades com você,Srta.Lisboa,e meu alter ego conhece um truque ou outro.Então faça o que estou mandando e se vire - seus olhos brilham com perversidade,e a felicidade se move acentuadamente para o sul,tornando-me com força e apertando cada tendão abaixo da minha cintura.

Obedeço.Atrás de mim,ele vai para a cômoda e,um momento depois está diante de mim novamente.


-Quero que você se ajoelha na cama_diz.

Ah,está bem.O que ele tem em mente?Minha Deusa interior mal pode esperar para descobrir - ela já foi derrubada em cima da cama e está olhando para ele com adoração.


Ele gentilmente me ergue sobre a cama,e eu dobro as pernas debaixo de mim e me ajoelho diante dele,surpresa com minha própria graciosidade.Agora estamos olhos nos olhos,ele leva as mãos até minhas coxas,agarra meus joelhos e separa minhas pernas ficando de pé bem na minha frente.Está muito sério,os olhos sombrios,semicerrados...lascivos.


-Braços atrás das costas.Vou algemar você.

Ele pega uma algema de couro do bolso de trás da calça e passa os braços ao redor de mim.É isso.Sua a proximidade é inebriante,sou incapaz de resistir a ele,e corro meus lábios entreabertos ao longo de sua mandíbula sentindo a barba por fazer - uma combinação inebriante de pele local do e suavidade sob minha língua.Ele fica paralisado e fecha os olhos.Sua respiração falha e ele se afasta.


-Pare.Ou isso vai terminar muito mais rápido do que nós dois queremos_adverte. 

Por um momento,acho que talvez esteja com raiva,mas então ele sorri,e os olhos ardentes se iluminam com diversão..


-Você é irresistível_resmungo.


- Ah,sou,é?_diz ele secamente. 

Faço que sim com a cabeça.


-Bem,não me distraia,ou vou amordaçar você. 


-Gosto de distrair você _sussuro,encarando-o,teimosa,e ele ergue uma sobrancelha para mim.


-Ou lhe dar uma palmadas.

Hum...tento esconder meus sorriso.Houve uma época,não faz muito tempo,em que suas ameaças me refreavam.Sorrio maliciosamente,e ele sorri para mim.


-Comporta-se_rosna e se afasta,olhando para mim e batendo com as algemas de couro na palma da mão.

O aviso está lá,implícito em suas ações.Tento transmitir um ar de arrependimento,e acho que consigo.Ele se aproxima de mim de novo.


-Melhor_sussura e passa os braços ao redor de mim mais uma vez mim,com as algemas na mão. 


Resisto à tentação de tocá-lo,mas inspiro seu cheiro maravilhoso ainda fresco do banho de ontem à noite.Hummmm….Estava esperando que ele me algemasse meus pulsos,mas ele me prende pelos cotovelos,o que me faz arquear as costas,empinando os seios para a frente,embora meus cotovelos não estejam de jeito nenhum juntos um do outro.Assim que termina,ele volta para me admirar.


-Tudo bem?_pergunta.


Não é a mais confortável das posições,mas estou tão excitada com a expectativa de como ele vai conduzir isso que faço que sim com a cabeça,fechando os olhos.


-Ótimo._ele pega a venda no bolso de trás.


-Acho que você já viu o suficiente por hoje_murmura.


Ele desliza a venda pela minha cabeça,cobrindo meus olhos.Minha respiração acelera.Uau.Por que estar com olhos vendados é tão erótico?Estou aqui amarrada e ajoelhada sobre uma cama,esperando - uma sensação quente e pesada de expectativa no fundo da barriga.Ainda  posso ouvir,no entanto,o ritmo melódico e constante da música.Não tinha notado ainda.Ele deve ter programado para repetir,já tem um tempinho que durmo aqui mas esse quarto ainda continua me surpreendendo.

Professor se afasta.O que está  fazendo?Ele caminha de volta para a mala que agora estava no chão abaixa-se e em um momento depois levanta-se diante de mim sinto um cheiro pungente,rico e almiscarado no ar.É delicioso  quase de dar água na boca.


-Não quero melar minhas gravatas_murmura.E ela se solta pouco a pouco,à medida que ele desfaz o nó.

Inspiro profundamente à medida que a ponta da gravata viaja pelo meu corpo,fazendo cócegas pelo caminho.Melar sua gravata?Fico ouvindo com atenção para tentar descobrir o que ele vai fazer.Ele está esfregando as mãos.De repente,sinto os nós de seus dedos contra o  meu rosto,descendo até queixo ao lado da mandíbula.

Meu corpo desperta,atento,à medida que seu toque envia um arrepio delicioso ao longo dele.Ele pousa uma das mãos sobre meu pescoço,e ela está coberta por um óleo de cheiro adocicado e,portanto,desliza suavemente por ele,cruzando pelo colo até o ombro,seus dedos massageando minha pele com carinho.

Hum,estou ganhando uma massagem,não era bem isso que eu esperava.

Ele coloca a outra mão em meu outro ombro e começa mais uma viagem provocante e lenta ao longo de minha clavícula.Solto um gemido baixinho enquanto ele prossegue em seu caminho na direção de meus seios cada vez mais sedentos pelo seu toque.É tentador.Arqueio-me mais na direção de seu toque hábil,mas suas mãos deslizam para as laterais do meu corpo,lentas,precisas,acompanhando o ritmo da música,e cuidadosamente evitando meus seios.Gemo,mas não sei se é de prazer ou de frustração por não tê-lo JÁ.


-Você é tão linda,Lisboa_murmura ele,a voz baixa e rouca,sua boca junto ao meu ouvido.

Seu nariz segue a linha da minha mandíbula enquanto ele continua massagear - debaixo de meus seios,por toda minha barriga,mais para baixo...Ele me beija por um instante nos lábios,então corre o nariz ao longo de meu pescoço.Caramba,estou pegando fogo...sua proximidade,suas mãos.

Deito a cabeça para trás e solto outro gemido.Seus dedos correm por meus pêlos pubianos,por cima do meu sexo,ele esfrega a palma da mão contra meu clitóris.


-Ah_sussuro,a palma da mão se esfregando em mim.Outro gemido.


-Isso_ofega ele,a palma da mão continuando a me provocar_Abra a boca.


Estou arfando,e minha boca já está aberta.Abro um pouco mais,e ele escorrega um objeto grande de metal frio entre meus lábios.É da forma de uma chupeta gigante e tem pequenos sulcos ou reentrâncias e o que parece ser uma corrente na ponta.É grande.


-Chupe_ordena ele,com calma._Vou colocar isso dentro de você.

Dentro de mim?Dentro de mim onde?Meu coração pula até a boca.


-Chupe_ele repete e para de esfregar a mão em mim.


Não,não pare!Quero gritar,mas estou de boca cheia.Suas mãos oleosas deslizam por meu corpo e enfim seguram meus seios negligenciados.


-Não pare de chupar.

Delicadamente,ele aperta meus mamilos entre os dedos,e eles enrijecem e se alongam sob seu toque experiente,enviando ondas simpáticas de prazer até minha virilha.


-Adoro que seus seios são pequenos e cabem todo na minha mão_murmura,e meus endurecem ainda mais em resposta.


Ouço seu murmúrio de aprovação e solto um gemido.Seus lábios descem ao longo do meu pescoço para um dos seios,deixando mordidas suaves e me chupando mais e mais,na direção do mamilo,e de repente sinto o aperto do grampo.


-Ah!_lanço um gemido através do objeto em minha boca.Minha nossa,a sensação é deliciosa,crua,dolorosa,prazerosa...uau,o beliscão.Gentilmente,ele lambe o mamilo preso,e,ao fazê-lo,coloca o outro grampo.O aperto é igualmente árduo...mas tão bom quanto o primeiro.Solto um gemido.


-Sinta isso_sussura.

Ah,estou sentindo.Estou sentindo.Estou sentindo.


-Me dê isto_Com cuidado,ele puxa a chupeta de metal adornando de minha boca,e eu a solto.


Mais uma vez suas mãos trilham um caminho ao longo de meu corpo até meu sexo.Ele passou mais óleo nas mãos.Elas deslizam pela minha bunda.

Suspiro.O que ele vai fazer?Fico tensa,de joelhos,à medida que ele corre os dedos entre minhas nádegas.


-Calma,fique calma_sussura perto de minha orelha e beija meu pescoço,seus dedos me alisando e me provocando.

O que ele vai fazer?Sua outra mão desliza para baixo ao longo de minha barriga até o meu sexo,esfregando-me mais uma vez.Ele desliza os dedos para dentro de mim,e eu gemo alto,satisfeita.


-Vou colocar isto dentro de você_murmura_Mas não aqui_seus dedos brincam entre minhas nadégas,espalhando o óleo _E sim aqui_Ele move os dedos para dentro e para fora,batendo contra a parede da frente da minha vagina.Eu gemo e meus mamilos presos se incham.


-Ah.


-Silêncio_Professor remove os dedos e enfia o objeto em mim.

Ele segura meu rosto entre as mãos e me beija,a boca invadindo a minha,e eu ouço um clique bem de leve.Imediatamente o plugue começa a vibrar dentro de mim,lá em baixo!Suspiro.A sensação é extraordinária_mais intensa do que já senti antes.


-Ah!


-Calma_Professsor me tranquiliza,sufocando meus suspiros com a boca.Suas mãos se movem para baixo e puxam os grampos delicadamente.Grito bem alto.


-Professor,por favor!.


-Calma,aguente só mais um pouquinho.

Isso é demais - todo esse excesso de estímulo,em todos os lugares.Meu corpo começa a subir,e de joelhos,sou incapaz de controlar a expectativa.Deus do céu….Será que vou ser capaz de aguentar isso?


-Boa menina_ele me calma.


-Professor_ofego,soando desesperada mesmo para meus próprios ouvido.


-Acalme-se,Lisboa,sinta isso.Não tenha medo.

Suas mãos estão agora em minha cintura,segurando-me,mas não consigo me concentrar nelas,no que está dentro de mim e também nos grampos.Meu corpo está se preparando,preparando-se para uma explosão:as vibrações implacáveis e a tontura  doce,tão doce,em meus mamilos.Puta merda.Vai ser intenso demais.Suas mãos descem de meus quadris,escorregadias e oleosas,tocando-me,sentindo-me,massageando minha pele - massageando minha bunda.


-Tão gostosa.


De repente ele enfia delicadamente um dedo cheio de óleo dentro de mim...lá!Na minha bunda.Porra.A sensação é estranha,intensa,proibida...mas,ah...é tão...boa.E ele se move devagar,entrando e saindo,enquanto seus dentes arranham  meu queixo erguido.


-Você é tão gostosa.


Estou suspensa no ar - no alto de uma ravina muito larga,e subo e caio ao mesmo tempo,tonta,mergulhando de volta à Terra.Não posso mais aguentar,e grito à medida que meu corpo se contorce e culmina na plenitude avassaladora.E enquanto meu corpo explode,não sou nada exceto sensação,em todos os lugares.Professor solta um dos grampos e depois o outro,fazendo com que meus mamilos reclamem com uma onda  de dor suave,mas é tão,tão bom e faz com que o meu orgasmo se prolongue mais e mais.Seu dedo permanece onde está,saindo e entrando devagar.


-Ah!_grito,e Professor me envolve,segurando-me,e meu corpo continua a pulsar por dentro,sem dó _Não!_grito de novo,implorando,e dessa vez ele tira o vibrador de dentro de mim,e o dedo também,enquanto meu corpo continua a se contorcer.

Ele solta uma das algemas,e meus braços caem para a frente.Minha cabeça descansa em seu ombro,e estou perdida,perdida com todas essas sensações esmagadoras.Sou toda respiração entrecortada,desejo exausto e torpor suave e bem-vindo.


Vagamente percebo que Professor me empurrar para cama colocando-me entre os travesseiros  de ganso .Depois de um momento,com as mãos ainda cheias de óleo ele massageia de leve as coxas,meus joelhos,minhas panturrilhas e meus ombros.Sinto a cama afundar quando ele se deita ao meu lado.


Professor tira minha venda,mas eu não tenho energia para abrir os olhos.Pegando minha trança,ele desfaz o laço no meu cabelo e se inclina para a frente,beijando-me com carinho nos lábios.Só minha respiração irregular pertuba o silêncio ao quarto,estabilizando-se à medida que desço devagar de volta à Terra.A música parou.


-Tão gostosa_murmura ele.

Quando convenço um dos meus olhos a se abrir,ele está me olhando,sorrindo de mansinho.


-Oi_diz.Consigo apenas soltar um grunhido em resposta,e seu sorriso se amplia_Foi exigir demais de você?


Faço que sim com a cabeça e abro um sorriso relutante.Caramba,mais um pouco desse exigir e eu não estaria mais viva.


-Você está tentando me matar_murmuro.


-Morte de orgasmo_sorri._Há maneiras piores de morrer_diz,mas em seguida,franze o cenho quase imperceptivelmente,quando um pensamento desagradável lhe passa pela cabeça.Isso me incomoda.Estico a mão e acaricio seu rosto.


-Você pode me matar desse jeito sempre que quiser_sussuro.

Noto que ele está maravilhosamente nu e pronto para ação.Quando pega minha mão e beija meus dedos,aproximo-me e seguro seu rosto entre as mãos,puxando sua boca para minha.Ele me beija rapidamente e então para.


-Isso é o que eu quero fazer_murmura e enfia a mão debaixo do travesseiro para pegar o controle remoto do aparelho de som.Aperta um botão e os acordes suaves de uma guitarra ecoam pelas paredes_Quero fazer amor com você _diz,olhando para mim,os olhos cinzentos ardendo de amor sincero e vívido.Baixinho,no fundo,uma voz familiar começa a cantar "The First Time Ever I Saw Your Face".E seus lábios encontram os meus.


Enquanto eu me comprimo ao redor dele,atingindo o orgasmo  mais uma vez,Professor se solta em meus braços,a cabeça jogada para trás,gritando meu codinome e meu nome.Ele aperta com força contra o peito quando nos sentamos face a face no meio da cama enorme,eu por cima dele.E,nesse momento - esse momento de alegria com esse homem e essa música - que penso que daqui três dias tudo isso vai acabar;ele nem sequer vai olhar para minha cara quando eu fizer o que eu quero fazer.


Estremeço ao pensar,e meus olhos enchem d'água.Ele vai sofrer tanto...Eu não quero que ele sofra...Eu o amo tanto.Minhas lágrimas escorrem,expostas,pelas bochechas. Mas estou fazendo não tanto por mim,é claro que eu preciso seguir minha vida em frente;preciso está em paz com o professor.Mas também pelo o que ele fez com você quando criança lhe deixando órfã de mãe.


-Ei_ofega ele,apertando minha cabeça entre as mãos,olhando-me.Ainda dentro de mim_Por que você está chorando,ainda nem fiz o pedido_sua voz está repleta de preocupação.


-Porque eu amo tanto voc...Espera,pedido.Que pedido_sussuro arqueando a sobrancelhas logo em seguida.


-Ó Droga,eu queria fazer o pedido de supetão_espragueja ao perceber a burrada que fez_Mas,primeiramente queria falar que amo muito você,garota do carro.Você me faz….inteiro_ele me beija suavemente nos lábios enquanto Roberta Flack termina sua canção_ Segundamente, que estava morrendo de saudades e terceiramente que te amo te amo te amo.Fim,gostou?_ele sorri para mim.


-Hum,sem nenhum pedido?_falo,e ele devolve com um balançar de cabeça "Não".


Sendo assim,sentamos juntos na cama;eu em seu colo - nossas pernas em torno um do outro ficamos conversando e conversando e conversando.Um  lençol de cetim vermelho nos envolve feito um casulo e eu não tenho ideia de quanto tempo se passou.Professor está rindo do meu texto dele com a atendente no Sexshop escolhendo essas coisas usadas em mim.


-Meu amor,o mais louco,foi a atendente querendo me dar aula de como usar_murmura,beijando meu nariz.


-Meu Deus,essa atendente realmente se preocupa com o cliente_sorrio,correndo o dedo preguiçosamente pelos cabelos em seu peito.Ele passa uma mecha de cabelo atrás de minha orelha pela enésima vez.


-Você aceita se casar comigo_sussurra ele.


É o quê?Não,espera.Calma,não é isso.Ele não está me pedindo em casamento.Me afasto um pouco dele.


-Como é que é?Você está me pedindo para juntar as escovas?_digo,embasbacada de um tanto que minha boca de abre.



-Sim,eu quero juntar as escovas,a pasta,o banheiro tudo...Eu quero tudo com você_sussura ele,me puxando novamente para perto dele.Seus dentes agora brincam com o lóbulo da minha orelha._Você topa?


-Calma,foi muito de supetão isso_pisco o olho_Esse é o pedido_arregalo o olho batendo no seu ombro suspirando e sorrindo_Meu Deus,você é mesmo….


-Ai!_exclama passando a mãos no ombro_E ai,você aceita ou não se casar comigo,podemos nos casar daqui uma semana_ ele acaricia meu rosto,os olhos brilhantes e suplicante.


Me casar com ele,daqui uma semana.QUERO,ACEITO.Aceito e quero muito ser sua mulher na alegria na tristeza na saúde na doença na riqueza na pobreza e com o meu corpo te venerar.Estou arfando,abrindo a boca para responder quando lembrou-me que daqui uma semana estarei partindo para Cuba atrás do meu objetivo que é matar quem me fez tanto mal.E fecho a boca olhando para ele enquanto a cabeça trava uma briga com si mesmo para se decidir.

Um momento depois, de decisão da cabeça e insistência de Professor respondo.


-Não_Digo baixinho e ele me encara franzindo a testa.Encho os pulmões de ar e falo novamente a resposta_Não,eu não posso me casar com você porque...Daqui uma semana não estarei aqui para celebração._ele abre e fecha a boca engole seco e volta tentar falar


-Eu disse uma semana,mas pode ser na outra semana e na outra.Como você quiser,você que decide a data não me importa.Mas...espera você vai para aonde na próxima semana.Se eu não liberei a sua saída?_ele desconfia.


-Eu vou para…._começo,mas ele toma a frente.


-Você vai para Cuba,é isso?EU NÃO AUTORIZO_Ele enrusbece,todo o ar me foge do corpo novamente.

Merda!Respiro fundo.


-Vais me prender aqui,é isso.Professor_resmunguei.

Ele suspirou e não respondeu nada,passei a mão por meu rosto recuperando o fôlego que já me faltava e voltei olha-lo.


-Me responda_Gritei.


-Eu não sei!_Gritou retrucando.


-Ah,você…._deslizei minha língua por meus lábios molhando-os_Você e essa sua mania de impedir que vá para as missões estão me cansando.EU ESTOU ME CANSANDO DE TUDO ISSO.


-O que você quer dizer com tudo isso?_perguntou sendo notado sua voz falhar_Você está cansada de mim.


-Não...mais ou menos.Estou cansada de você sempre me vetar das coisas porque acha perigoso que isso que aquilo.Ah!Chega,o maior perigo eu passo do seu lado porque és a pessoa mais procurada do mundo,VOCÊ É PERIGOSO.E quem está do seu lado se ferra,se machuca...e eu não quero ser a próxima.


-Hum,entendi_seu tom é seco.


-O melhor é eu ir para Cuba e nos manter longes antes que um de nós se machuque.A gente só sabe se engalfinhar,não dar.Nenhum um relacionamento dura assim._falei e suspirei o olhando.


-Você quer dizer se machucar ainda mais?.Porque o que você está fazendo….


-O que estou fazendo é garantindo que nenhum de nós mate esse sentimento lindo que sentimos um pelo outro por causa de uma proteção idiota.


-Proteção idiota?_perguntou francamente_Então o gostar de se sentir protegida por mim…


-É mentira_menti.


Amo me sentir amparada por ele,amo está nos seus braços encolhidinha enquanto ele passa as mãos nas minhas mechas de cabelo ou beija minha boca.


-Espero que saiba o que está fazendo..._ele murmurou levantando da cama se encaminhando para a porta do banheiro,tocou a maçaneta quando minhas palavras a impediram de girá-la.


-Não vai dizer mais nada?_esbravejei.

Ele se virou para mim sem desconectar sua mão da maçaneta.


-O que você espera que eu diga?_suspirou e se virou olhando para frente olhando a porta._Não importa o que eu diga...Você já tomou sua decisão.


O professor abriu a porta entrando por ela ligando o chuveiro e deixando a água adentrar no seu corpo e na sua cabeça.Não está sendo fácil essa situação.


Cruzei meus braços e respirei profundamente tentando controlar as lágrimas que insistiam em querer cair.

Agora estava feito,eu iria para Cuba sem apoio de ninguém e com a dor de ter magoado quem mais eu amava por uma vingança idiota que me acompanhava a anos atrás.


Notas Finais


Ô mulher esquece a p**** dessa vingança e aceita o pedido de casamento do meu bichinho.
Ninguém me toca,que eu estou triste com essa Raquel que se empoderou do nada do corpo da minha Lisboa.😔😒


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