História Nire etsaia zen - Capítulo 20


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Categorias Histórias Originais, La Casa de Papel
Personagens Alison Parker, Ángel, Arturo Román, Berlim, Coronel Prieto, Denver, Helsinque, Mãe da Raquel, Mercedes, Mônica Gaztambide, Moscou, Nairobi, Oslo, Pablo, Personagens Originais, Professor, Raquel Murillo, Rio, Tókyo
Visualizações 27
Palavras 5.377
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 20 - Havana


A semana havia se passado rápida,e com ela veio a lista com os nomes dos soldados escalados para a viagem a Cuba,e o meu estava incluso,graças a Helena que havia posto meu nome e a raiva que o Professor sentia de mim autorizou a minha partida,e devo confessar que durante essa semana foi difícil dormir sem o calor do seu corpo,sem seus roncos,sem o seu bom dia de manhã.Passei a dormir no quarto de Paulinha e ir para meu quarto apenas para pegar alguma coisa,mas Professor não mais olhava na minha cara.Ele evitava a todo custo minha presença saia quando eu entrava ou cobria o rosto com o travesseiro ou o lençol para não me ver…Suas proteção não era idiota,nosso amor não era idiota e nada do que a gente era idiota eu não havia mentido em dizer-lhe que o amava.


Mas os meus objetivos tem que acontecer….


Ao terminar de arrumar minha mala eu notei a pasta que Alicia havia me entregado,o nome do assassino da mãe do professor estava naquelas fotos,o cadáver carbonizado dentro de um carro.


Em meio a um ninho de cobras você não poderia confiar em ninguém,nem mesmo na sua própria família...Ele deveria levar essas palavras sempre consigo.Respirei profundamente tentando controlar novamente a imensa vontade de chorar,ergui colchão e coloquei a pasta lá deixando-a escondida de todos inclusive do Jesús, que entrava às vezes no quarto, queria que apenas uma pessoa encontrasse.


Fui até o guarda roupa e peguei de dentro de uma gaveta um bloco de folhas e uma caneta.

Olhei alguns minutos para o papel a minha frente achando a melhor forma de lhe contar toda a verdade da minha partida.


Mas como desfazer algo desse porte?Talvez a verdade fosse a única solução.


Começando por ela,eu lhe contei o real motivo de ter seguido o homem até seu carro,contei sobre Jesús e sobre meus pais.Mas acima de tudo contei sobre meus sentimentos por ele e que seu pedido de casamento está mais que aceitado 

"Meu amor,tudo que eu mais quero nessa vida é me chama Raquel Fuentes Murillo Marquina.Isso se você ainda me quiser para esposa"


Respirei fundo e notei uma lágrima cair sobre minha mão levei a mesma até meu rosto para limpar-lá. 


E como estava contando toda a verdade falei onde encontrar a pasta com as informações do assassino da sua mãe.


Fechei a carta e olhei para uma das ceras que usava como selo.Derreti e derramei sobre o papel peguei minha insignia de soldado resistente e pressionei contra a cera derretida.


Suspirei e escrevi do outro lado da carta.


El profesor.


Ao terminar notei a porta se abrir e Professor passar por ela.



-Está pronta?Alguns soldados já foram._falou enquanto olhava para a mala.Triste de braços cruzados,voltou-se para mim me olhando como se pedisse silenciosamente que eu não fosse,ou é pelo menos isso que eu imagino.


-Espera..._me aproximei e segurei sua mão_Quero lhe entregar algo.


-Uma carta?_ele franze o cenho_porque você escreveu sendo que eu estou na sua frente e você pode falar.


-Porque achei que não fosse te ver antes de partir_suspirei_Não vou falar porque prefiro que leia,leia assim que eu sair.


Ele fixa seu olhar no meu falando que não vai ler porcaria de carta nenhuma sendo que estou na frente dele e tenho boca para contar.Respondo "Sinto muito ,então, você não vai saber o que está escrito e te asseguro que é importante.

Solto nossas mãos e imediatamente ele volta com elas agora puxando-me para mais perto apertando minha cintura.Estou colada no seu corpo o seu perfume entrando nas minhas narinas me inebriando.


-Você não sai daqui!_diz ele autoritário.


-Por favor,não vamos começar tudo de novo.Deixa eu ir,por favor._eu imploro baixinho fazendo beicinho._Por favor.


Se ele soubesse que meu coração já está partido não faria um negócio desse.


Professor abaixa a cabeça para me beijar e eu coloco a mão na sua boca.


-Eu preciso ir,Sérgio_digo mais uma vez,minha voz já estava rouca eu ia chorar a qualquer momento.


-E eu preciso de você_seus olhos já estavam cheios d'água e ele fazia sua cara de pidão_Eu não quero ficar aqui sozinho,não me tira assim da sua vida.


-Eu preciso desse tempo,Sérgio,eu preciso resolver umas coisas na minha vida.Eu não posso me entregar para uma pessoa sem antes ter paz para viver com essa pessoa.E é por isso que estou indo_murmuro,e as lágrimas já se fazem presentes caindo no chão do quarto.


Me desvencilhei dele pegando minha mala da cama e indo para porta ,enquanto,o professor vira-se de costa cruzando os braços se recusando me ver partir.


-PODE IR,VAI RAQUEL!PODE PROCURAR A SUA PAZ JÁ QUE EU NÃO SOU CAPAZ DE TE DAR._ele corre para a porta e abre ela de uma vez gritando.


Coloco a mão na testa dando um passo para frente e ele se ajoelha nos meus pés,Tóquio que estava na frente com a Paulinha e Cinci afasta-se para o lado.Os três estão horrorizados com a cena Paulinha até esconde o rostinho nos cabelos de Tóquio,Cinci e Paulinha choram coincidindo com minhas lágrimas e de Professor.


-NÃO,NÃO,amor.Fica_implora ele me empurrando para trás.


-Professor,Sérgio.Para com isso.PARA POR FAVOR_ordeno,e ele se levanta atacando meus lábios me beijando desesperadamente.O beijo está bom,mas eu preciso me afastar,então seguro seu cabelo e o empurro correndo para fora do carro sem malas mesmo.


-Leva as malas para mim_murmuro,rapidamente para Tókio que ainda está no corredor com as crianças,pego Paulinha do seu colo e seguro a mãozinha de Cincinnati  indo com eles para a garagem.


Por que,meu Deus,tem que ser assim.Tão difícil e tão doloroso.Vou o mais rápido possível para onde os carros para o Professor não me alcançar,acredito eu que Tóquio esteja com ele conversando e o acalmando.


(...)


Depois de um tempo,Tokio chegou com a minha mala e eu estava no carro amamentando Paulinha e Cincinnati brincava com Jesús de pega-pega  pela vidraça da janela eu vi o quanto o avô e o neto eram felizes e materializei Paulinha e Papai neles,será que é justo fazer com Cincinnati a mesma coisa que fizera a minha filha.Deixá-lo sem avô.


Ô Deus,o que estou fazendo da minha vida.Porque estou deixando a desgraçada da Raquel adentrar em mim.


Tokio chega esticando minha necessaire,a mala ela já tinha pedido para um dos soldados colocar no porta-mala.


-Boa viagem,amiga_deseja,esperando Paulinha arrotar para pegá-la do meu colo.Tóquio pega minha filha no colo e ela sorri para ela.Minha pequenina mal sabe ela que vai ficar um tempinho sem ver a mamãe,meu coração se aperta e choro um pouquinho.


-Raquel,ainda dar tempo de desistir se não queres_Toquio fala,ao notar as lágrimas molharem minha roupa.


-Por mais que eu queira desistir a vontade de fazer justiça sempre vai voltar.E eu não sei se aguento mais ficar nessa,preciso dar um ponto final nessa história_digo,entregando um celular descartável para ela com meu número para ligar-me.


-Vamos entrar em contato todas as noites enquanto estiver lá_afirmei_Eu quero que..._suspirei_Se houver alguma noite que não te ligue ou retorne sua ligação pelo menos 10 horas.


-Beleza,vou sentir muita falta de você_murmurou e lhe abracei.


-Também Silene,mais uma coisa como ele;o professor,está_pergunto.


-Eu dei uma conversada com ele,expliquei algumas coisinha.Mas não revelei nada sobre o que tem por trás dessa viagem,pode ficar tranquila_murmurou,e eu digo a ela que ele  saberá de tudo pela carta que deixei._Pois é,amiga.Ele vai ficar bem,agora não sei o que vai fazer contigo quando ler que você vai matar o pai dele.Mas não pense nisso...Faça uma boa viagem.


-Cuide de todos para mim_ela asente,e eu pisco para ela dando um tchauzinho para minha pequena que retribui com o sorriso maior do mundo.Tão inocente meu nenê.Mamãe ama demais,Silene então sai do carro e fecha a porta.


Olhei para o lado e Helena já está vindo respirei fundo notando alguns outros soldados virem também,minutos depois todos se acomodaram e chegava a hora de partir.Eu levava consigo apenas meus sentimentos pelo Professor,a dor de deixar minha filhinha,o pedido,a verdade e a vingança…


_________


Cuba...


Ao chegar na cidade em que ficaríamos, Havana era movimentada mas aparentemente uma cidade tranquila aos olhos de quem acabava de chegar, mal se ver que a cidade era a capital do maior tráfico de drogas dos soldados resistentes.


O ponto de tráfico mais procurado do país estava em uma simples cidade que aparentava ser pacata.


Entramos em nosso destino final um galpão de aparência abandonada por fora e completamente diferente por dentro,tinha um posto de tecnologia, química e armamento dividido em vários andares deixando os superiores para os quartos e refeitório. 


Levava consigo o ar de perigo, cerca elétrica com arame farpado distribuídas por todo o perímetro envolta da propriedade não havia como entrar ou sair sem permissão.


Ou seja, permissão de Helena...


E falando nela... Ela caminhava para frente abordada em seu sorriso mais presunçoso e patético.Virando-se à nossa frente.


- Sejam bem vindos soldados. – disse ela .– Bom,no primeiro andar é onde alguns de vocês irão trabalhar, no segundo a sala de química e no terceiro os quarto e refeitório. – Falou rapidamente explicando um pouco sobre o local –Deixem suas malas no quarto e voltem temos muito trabalho a fazer. 


Segui com os outros soldado para o terceiro andar. Escolhi um dos quarto e coloquei minhas mochilas de ombro sobre a cama.


Respirei profundamente olhando o quarto, não era nada comparado ao do Palácio, ali era mal limpo, cheirava mal, as paredes estavam gastas e cheias de morfos.


Era horrível.


Acostumada com a mordomia que o professor me proporcionava, eu teria a certeza que levaria um tempo para me acostumar com aquilo, mas de fato eu não gostaria de passar muito tempo aqui eu quero fazer aquilo que vim fazer e voltar para a casa... Para os braços do professor, do meu professor.


Ouvi um megafone ressoar por todo o balcão.


- Atenção recrutas!. Voltem para o térreo que serão distribuídas suas tarefas. – Uma voz diferente comunicou.


Desci novamente e me encontrei com os outros soldados, juntos ficamos em filas horizontais a frente de Helena e de um homem negro com drags no cabelo.


- Este é Cairo, meu olheiro em Cuba. Caso queiram tirar alguma dúvida ou algum problema é com ele que devem resolver. – Helena disse nos olhando. Pegou uma prancheta das mãos de Cairo e leu o conteúdo dos papéis a sua frente. – Os nomes que eu disser por favor um passo à frente. 


Respirei fundo para não fazer logo o caos e atrair Jesús logo para cá e acabar com tudo isso.


- Luanda,Jamaica, Berlim ,Bogotá, Kinshasa,Asunción,São Paulo,Guiana, Los Angeles, Lisboa,Chicago, Miami,Florida, Boston,Seattle,Dallas,San Diego,Austin,Denver, Charlotte,Jhonny, Tampa, Albany,Petersburgo. – 


Ele respirou fundo e nos olhou assim que estávamos a um passo de distância do outros soldados. – Vocês serão responsáveis pelo transporte, acompanhe o Cairo que ele irá mostrar seus afazeres.


Caminhei com os outros soldados atrás de Cairo enquanto Helena continuava falando nomes e os dando posições diferentes.


- Será disponíveis a vocês carros e caminhões pelos transportes, alguém aqui consegue dirigir em alta velocidade sem medo ou coisa do tipo?. – Cairo perguntou.


Levantei minha mão e notei ter mais três soldados também levantarem.


- Ok, seus nomes?. – Perguntou enquanto pegava uma prancheta e anotava.


- Boston. – Um dos soldados gritou para ele conseguir escutá-la.


- Jamaica. – Outro soldado disse.


- Florida. – O terceiro disse.


- Lisboa. – Falei e notei todos me olharem espantados. – Que foi?. Nunca me viram não?. – Perguntei olhando-os.


- A mulher do professor entre nós?. O que faz aqui realeza?. – Cairo perguntou.


- Vim certificar de que as drogas sejam repostas. – Olhei para Cairo firmemente._Se quiser pode perguntar para minha sogra.


- Não precisa eu confio no clã, um dos carros será seu.


- Exijo o mais veloz. – Esbravejei entredentes.


- E terá realeza. – Murmurou. – Os outros irão dirigir o caminhão, na carroceria protegendo a carga e no carregamento com nossas máquinas. – Ele caminhou para fora do galpão e nós o acompanhamos. – Iremos fazer um pequeno teste com vocês, então vão para seus postos. – Ele apontou para o caminhão e os carros Dodge Charger preto fosco que reluziam em seu perfeito estado.


Caminhei até um deles e passei meus dedos pelo capô, sorrindo eu entrei no carro e coloquei o cinto, liguei o mesmo e acelerei escutando o ronco de seu motor veloz. 


Olhei para o painel do carro e notei um sistema de GPS e um rádio embutido parecido com o que usávamos nas viaturas de polícia.


Escutei a porta do passageiro de meu carro se abrir e o Cairo se sentar ao meu lado, ele pegou o rádio em sua mão.


- Pois bem. – Ele disse olhando para a estrada à nossa frente atrás de cercas. – Nos carros e caminhão á um sistema de GPS, nele já contém o endereço que devem ir, sigam corretamente e não deixem que a polícia os peguem.


Sorri levemente deslizando meus dedos pelo volante.


- Vamos lá. – Ele murmurou no rádio.


Acelerei saindo da propriedade primeiro, mantendo a velocidade entre 150 e 170 km/h. Andávamos tranquilamente entre as estradas de terra.


- Logo a frente a um cruzamento, ainda não consta no GPS por ter sido terminado a menos de uma semana. Então virem a direita para a rota 63. – Cairo dizia através do rádio.


Fiz o percurso que ele havia falado e notei pelo retrovisor o caminhão e os outros carros também fazerem.


- Você é boa motorista Lisboa. – Cairo disse me olhando.


- Você ainda não viu nada. – Troquei a marcha e acelerei mais.


Olhei para o GPS e notei ter que entrar em outra rota. Aumentei a velocidade e virei a esquerda bruscamente tendo que puxar o freio de mão para logo solta-lo e acelerar em linha reta.


Notei pelo olhar periférico Cairo se segurar no puxador da porta, aquilo me fez rir internamente mas não soltei por perceber que não seria uma boa ideia caçoar de meu superior.


Notei mais a frente algumas viaturas de polícia.


- Isso faz parte do treinamento?. – Perguntei sem olhá-lo.


- Não sei, me diga você... Como deveríamos agir nesse momento?.


Bufei e peguei o rádio de sua mão, pressionei o botão e comecei a falar com o outros carros.


- Carros se igualem em linha reta ao meu lado. Caminhão fique um pouco afastado mas bem atrás de mim. – Olhei pelos retrovisores e os vi fazendo o que havia pedido. – Quando estivermos perto deles, acelerem e fiquem em linha reta atrás de mim. Dois carros atrás do caminhão.


- Isso não vai dar certo. – Cairo murmurou segurando novamente no puxador da porta enquanto eu acelerava ainda mais.


- Quer pagar pra ver?. – Perguntei desafiando-o.


- O que você quer?. – Ele perguntou me olhando.


- A liderança, tanto dos soldados que acabaram de chegar quanto dos demais transportadores.


- Ok, se passar por essas... – Contou quantas viaturas de polícia continha em linha reta cortando nossa passagem. – sete viaturas, a liderança será sua.


- Ótimo. – Murmurei notando já estarmos perto. Peguei o rádio novamente e pressionei o botão. – Agora!. – Falei enquanto acelerava mais e notava pelo retrovisor os carros e o caminhão se alinharem atrás de mim, virei o volante para a esquerda e passei pela pequena passagem que tinha entre duas viaturas.


Assim que passei por eles virei o volante para a direita fazendo o carro girar na pista, peguei a arma do Cairo que estava em seu coldre na cintura e atirei nos pneus das viaturas que não haviam sido atingidas pelo caminhão assim que ele passou, por ser mais largo ele havia causado um estrago nas duas viaturas que havíamos passado no meio.


Assim que o último carro passou por mim, eu ajeitei o carro na pista e acelerei ficando novamente a frente deles.


- Me deve um cargo agora. – Falei sorrindo para o Cairo que continuava quieto enquanto segurava o puxador de olhos arregalados.


Troquei de marcha e acelerei mais notando finalmente Cairo dizer algo.


- O que você é?. Um Dominic Toretto da vida?. – Murmurou e escutei ele respirar fundo.


- Não, mas sou amante de velocidade. – Sorri olhando para a estrada.


- Em duzentos metros vire à direita. – A voz do GPS se fez presente no carro.


- Você é boa no volante... Porque virou assassina?. – Ele perguntou me olhando.


- Gosto de tirar vidas. – Murmurei virando onde o GPS havia indicado, entrando em uma estrada de terra tampada por morros formados por pedras imensas. – Sabe... A adrenalina de matar...


- Não sei mais como é, já faz um tempo em que não mato alguém. – Murmurou Cairo.


- Qual foi a última vez?. – Perguntei e o olhei rapidamente mas logo voltando a focar na estrada de terra a minha frente. 


- Ano passado quando matei um La Calavera por ter destruído meu carro. – Resmungou.


- O que é um La Calavera . – Perguntei curiosa.


- A máfia mexicana... Eles competem poder com os soldados resistentes.Estão sempre aqui em Cuba.


- Nunca ouvi falar sobre eles. – Murmurei.


- Eles são como fantasmas, aparecem e somem do nada. 


- E como você sabe que uma pessoa que você acha ser comum é um La Calavera?. – Perguntei o olhando.


- Eles tem uma tatuagem de caveira no antebraço. – Falou e me olhou.


Ri levemente e voltei a olhar para a estrada.


- Nossa não esperava por essa... Eles são tão surpreendentes – Falei ironicamente.


- Nunca os subestimem. – Murmurou. – Para você ter uma ideia até hoje eu nunca vi o líder deles. Apenas ouvi falar algumas coisas.


- O que você ouviu?. – Perguntei.


- Que ele pode ser tão impiedoso quanto o El Profesor. Acho que se juntasse todas as mortes eles poderiam ter a mesma quantidade...


- E você sabe quantos o professor já matou?.


- Não... Um número exato não, mas já ouvi falarem que seria mais de duzentos.


- Também já ouvi falarem isso. – Murmurei. – Porque ele nunca diz a quantidade exata?. Porque ele sabe de fato quantos foi, ele sempre conta pelo o que eu já percebi.


- Não sei... Talvez ele goste desse mistério todo.


- Ele me disse uma vez que quando for a hora certa ele irá usar esse número a seu favor. 


- Seu destino final está a quatrocentos metros. – A voz do GPS ressoou pelo carro.


- A montanha é nosso ponto final?. – Perguntei olhando para a imensa montanha a nossa frente aonde a estrada terminava.


- Não, é o que tem atrás dela. – Murmurou e pegou um controle de seu bolso, apertou o botão azul e uma das “paredes” da montanha se abriu podendo notar que caberia facilmente um caminhão pela passagem. – Siga reto.


Fiz o que ele havia pedido e entrei pela passagem notando que a parte interna da montanha havia sido retirada e por ela uma imensa passagem se havia contendo estacas de aço reforçado segurando as estruturas para não ter um provável desmoronamento.


- Vocês usarão essa passagem para chegar ao galpão e para a troca sem que a polícia os persiga, mas lembre-se de os despistar antes de fazer a última curva saindo da rota 63 ou eles saberão da passagem secreta.


- Ok – Murmurei chegando ao final da estrada. – Caito, não tem mais para onde seguir.


- Tem sim. – ele pegou o controle e apertou novamente o botão azul fazendo a parede a nossa frente se abrir. – O botão azul serve apenas para abrir e o vermelho para fechar. Lembre-se disso, só precisa apontar o controle para a passagem.


- Ok. – Murmurei. – Notei sairmos da montanha e seguir o solo de terra novamente, mas dessa vez não havia uma estrada feita, havia apenas um terreno plano.


Olhei para o GPS e o notei não traçar mais nenhuma rota.


- Porque não há mais rota?. – Perguntei o olhando.


- Aqui não pega qualquer tipo de sinal de algum aparelho eletrônico. – Ele sorriu e me olhou. – Espalhamos inibidores por todo o perímetro.


- Então por onde eu devo seguir?. – Perguntei.


- Até ali. – Ele apontou para um lugar da estrada e eu pude notar alguns carros e outro caminhão parados. – Este é nosso ponto de troca de drogas.


- Vocês entregam às drogas e eles o dinheiro?. – Perguntei o olhando.


- Exatamente.


- Então se todos aqueles carros estão aqui isso não é... – Parei de fazer e arregalei os olhos. – Isso não é apenas um treinamento... Há menos que de fato contenha drogas naquele caminhão...


- Você é esperta Lisboa. – Ele sorriu.


Estacionei meu carro perto dos outros e o olhei.


- Quem são eles?.


- Outros traficantes Bella Ciao, eles são responsáveis por espalharem as drogas nas cidades. – Ele disse e saiu do carro. Caminhou até um homem e o cumprimentou sorrindo.


Continuei dentro do carro os olhando, podendo notar que havia alguma amizade entre eles, um carinho... 


Eles caminharão para o caminhão e notei os soldados que estavam lá saírem e irem para o caminhão que já estava lá quando havíamos chegado, eles entraram e dirigiram o caminhão até onde eu estava.


- Lisboa venha, quero te apresentar uma pessoa. – Cairo disse próximo ao carro.


Olhei para ele e suspirei saindo do carro e caminhando até eles.


- Esse é o Singapura. Encarregado da distribuição das drogas. – Ele sorriu e apontou para o homem ao nosso lado.


Musculoso, alto e barbudo. Era bem notável que aquela barba havia crescido mais do que alguns homens deixavam, era em estilo papai Noel e se ele não fosse ruivo e se não tivesse o olhar de que me mataria a qualquer momento eu poderia muito bem apelida-lo de Noel.


Talvez quem sabe se nos tornássemos “amigos” durante minha estadia nesse lugar.


- Prazer, Sou a Lisboa. – Estendi minha mão e o mesmo logo apertou e arregalou os olhos enquanto me fitava.


- A mulher do El profesor?. – Ele perguntou.


- Pelo jeito as notícias correm entre os soldados resistentes... – Murmurei.


- Aqui não somos soldados resistentes, eles são intitulado para os assassinos de aluguel. Aqui nós somos os traficantes Bella Ciao . – O ruivo disse.


- Ah! Desculpe. – Sorri sem graça.


- Não se preocupe, ainda é nova nisso. – Ele sorriu maliciosamente enquanto checava meu corpo com o olhar.


- Meus olhos estão aqui em cima. – Murmurei chamando sua atenção. – Acho que o Professor não gostaria de saber que você estava cobiçando sua mulher.


- Oh!. Perdoe-me. – Falou sem graça e olhou para o Cairo. – Nos vemos no próximo carregamento. – Ele disse enquanto saia.


- Na verdade não. – Cairo disse chamando sua atenção. Ele parou seus passos e se virou nos olhando. – A partir de agora você tratará apenas com a Lisboa, ela será encarregada do transporte.


- Ah sim... – Murmurou e me olhou.


- Será um prazer trabalhar contigo Singapura. – Falei sorrindo maliciosamente em sua direção e talvez meu olhar havia sido tenebroso demais por conseguir ver que ele havia engolido seco após minhas palavras.


- Ah sim... Claro, Claro. – Falou gaguejando e saiu o quanto antes de perto de nós e entrou em um dos carros pretos fosco que haviam lá, acelerando rapidamente enquanto sua equipe o seguia. 


Cruzei meus braços enquanto olhava de longe os carros com o caminhão se afastarem rapidamente.


- Espero que dessa vez me diga o que tem no caminhão antes de eu entrar no carro. – Murmurei ao Cairo.


- Não há nada no caminhão. – Ele disse e foi para o lado do passageiro do carro em que havíamos vindo.


- É o que vamos ver. – Disse enquanto ia para a parte traseira do caminhão.


- O que você vai fazer?. – Cairo gritou e correu em minha direção.


Notei todos os soldados saírem dos carros e do caminhão para ficarem ao meu lado caso Cairo tentasse alguma estupidez.


Puxei alavanca da trava das portas do caminhão e as abri, olhando seu interior.


- Viu, não à nada aí. – Cairo disse ofegante pela pequena corrida que havia feito, olhou para o interior do caminhão e depois me olhou. – Você está sendo desconfiada demais Lisboa. – Ele disse enquanto se virava e assim que ele deu o primeiro passo para longe de nós eu chamei sua atenção. 



Play na música.



- Ei Cairo!. – Falei sorrindo para ele. – Deveriam esconder melhor o dinheiro.


- Que dinheiro garota?. – Ele perguntou nervoso.


- O dinheiro escondido nos compartimentos secretos. – Murmurei notando todos os soldados olhando para o caminhão tentando achar onde era.


- Não sei do que você está falando. – Murmurou Cairo cruzando os braços.


- Não me faça subir no caminhão e abrir os compartimentos que estou vendo. – O encarei com fúria, ele estava me desafiando e eu não gostava disso. – Boston suba no caminhão. – Olhei para um dos soldados que estava perto de nós.


Acatando minha ordem ele subiu no caminhão e caminhou pelo mesmo olhando cada detalhe.


- Senhora não tem nada aqui... – Boston disse e me olhou.


- Viu só, você está ficando paranóica. –Cairo disse. – Vamos embora, saia de dentro desse caminhão. – Ele disse olhando para o Boston.


Sem desviar meu olhar de Cairo ou se quer descruzar meus braços eu falei.


- Boston, pise com força na parte metálica que está soldada à sua direita e puxe para cima quando a tampa se abrir.


Escutei passos de dentro do caminhão e um barulho maior quando o Boston pisou com mais força onde eu havia pedido, ele notou subir a placa que eu havia dito e com isso os burburinhos ao nosso lado se fez presente, ele a abriu por completo e olhou o que havia dentro do compartimento.


- E então Boston? O que temos aí?. – Perguntei ainda olhando o Cairo.


- Grana... Muita grana. – Ele se abaixou e tirou dois maços de dólares do compartimento.


- E então Cairo?. Não há nada no caminhão?. – Perguntei sorrindo enquanto via a fúria em seus olhos. 


- Você se acha muito esperta não é?. – Ele esbravejou.


- Eu não me acho... – Me virei de costas para ele. – Eu sou!. – Olhei para os soldados ao nosso redor. – Apaguem ele. – Sai andando enquanto os via se aproximarem de Cairo.


Com apenas algumas horas em que estava em Havana eu já havia descoberto o que provavelmente havia acontecido com o carregamento de drogas do El profesor.


E talvez essa descoberta aumentaria as minhas chances de matar o Jesús, mas se eu não conseguisse matá-lo em Cuba, eu iria aonde ele for e faria tal feito. 


Bati a porta do carro assim que entrei no mesmo. Me abaixei e peguei de dentro de meu coturno um celular descartável e liguei para a única pessoa que poderia me ajudar a esclarecer as lacunas que faltavam desse pequeno “roubo”.


- A que devo a honra da sua ligação?. – A voz do outro lado da linha debochou.


- Preciso de um favor. – Murmurei olhando pelo retrovisor os soldados colocarem Cairo desacordado e amarrado em meu porta malas.


- Qual?. – A voz disse.


- Investigue tudo sobre o roubo das drogas do professor.


- Porque o interesse?. E porque fala que foi um roubo?. – Perguntou novamente.


- Tenho a intuição de que foi um roubo causado pelos traficantes resistentes...O professor está tendo traidores em sua equipe Cubana.


- Ok, irei investigar.


- Obrigada... – Suspirei sem conseguir controlar minha boca ao perguntar. – Como ele está?.


- Sendo o assassino que foi criado para ser. – Suspirou em seguida. – Após sua saída já foram vinte e oito...


- Proteja-o enquanto eu não puder... – Suspirei. Eu volto assim que as coisas estiverem resolvidas.


- Ok, se cuide. – Desliguei após suas palavras e guardei o celular no coturno novamente.


Ouvi uma buzina e notei um dos carros parar ao meu lado.


- Podemos ir senhora?. – Boston disse me olhando.


- Sim. – Sorri para ele e peguei o rádio que antes o Cairo carregava. – Vamos lá soldados.


Liguei o carro e acelerei saindo daquele local com eles.


O caminho de volta estava sendo tranquilo, a polícia não havia nos incomodado novamente... Mas como nem tudo ia ser perfeito... Na última curva antes de entrar na estrada de terra que levava ao galpão dos traficantes resistentes, pude notar várias motos espalhadas pela estrada contendo em cada uma dois passageiros e apenas em três motos havia apenas um.


Suspirei profundamente enquanto parava o carro e notava os outros pararem ao meu lado.


Uma das motos em que havia dois passageiros veio em nossa direção, enquanto o motorista dirigia tranquilamente, o passageiro tinhas suas mãos erguidas como sinal de paz e em uma delas havia apenas um celular que pude notar logo quando se aproximou de meu carro.


Abaixei o vidro e o motoqueiro estendeu o celular para mim que rapidamente o peguei ainda olhando para os dois.


- Quem são vocês?. – Perguntei os olhando seriamente até que notei a tatuagem em seus antebraços. A caveira... – La Calaveras... – Murmurei.


O motorista piscou e acelerou a moto saindo de perto de mim e voltando para as outras motos. 


Quando eles estavam a alguns metros do restante do grupo o celular que ele havia me entregado começou a tocar.


Suspirei ao olhar o identificador de chamadas. 

“Puebla”. 


Atendi o telefone enquanto olhava os motoqueiros a nossa frente.


- Vejo que já encontrou com meus meninos. – A voz de uma mulher ressoou pela linha.


- Quem é você?. – Perguntei.


- Ah desculpe a grosseria, sou Puebla. – Murmurou e pelo seu tom de voz ela poderia estar sorrindo.


- Isso eu já percebi. – Resmunguei.


- Como?. – Perguntou curiosa.


- Identificador de chamadas, um de seus meninos deve ter me entregado seu próprio celular ao invés de um descartável, o que me faz pensar de que eles não devem ser muito espertos e você muito menos por estar falando comigo pelo telefone dele já que foi você que ligou.


- Que esperta... Preciso de garotas como você em minha equipe. – Ela disse.


- Eu nunca entraria para os La Calaveras. – Esbravejei.


- Que pena, porque poderíamos ter uma troca de favores justa.


- O que quer dizer com isso?. – Murmurei.


- Eu te contaria como matar Jesús Marquina para sempre.


- E porque diabos você faria isso?. – Falei ainda olhando os motoqueiros.


- Ué, para você conseguir sua vingança... – Ela disse, arregalei meus olhos enquanto colocava a mão no volante apertando com força.


- Como você?... – Falei mais ela me cortou. 


- Como eu sei sobre isso?. Simples Raquel, ninguém entra em meu território sem eu saber, e advinha só quando eu descobri a sua provável vinda sabia que era para matar seu sogro.Afinal você só não fez isso antes em consideração ao Professor e Helena e essa viagem é a desculpa perfeita para matar o assassino dos seus pais. Sabe, admito que não foi fácil conseguir todas as informações sobre você, mas o fato é que eu sei quem você é e o que veio fazer aqui... Acho que o Jesús não ia gostar de saber que você veio aqui se vingar dele,mas é claro como ele pode ser tão burro a ponto de não desconfiar que um soldado resistente da guarda não pode se rebaixar a um mísero traficante Bella Ciao...


- O que você quer?. – Esbravejei cortando-a. 


-A cabeça de Helena_resmunga. 


-Por que?_perguntei_O que ela te fez.


- Ela me fez....Ah,você aceita ou não,temos um acordo Lisboa?_Ela perguntou. _Somos duas pessoas com o mesmo objetivo,se juntarmos conseguimos mais rápido.


- Ok,temos um acorda Cancún. – Sorri levemente_mas depois quero explicações sobre essa cabeça perturada_e desliguei a ligação.


Abri a porta do carro de deixei um pouco distante o celular no chão, voltei a chegar a porta e peguei o rádio.


- Vamos embora soldados, está tudo resolvido.


Acelerei o carro saindo de lá e notando as motos nos darem passagem enquanto uma delas ia pegar o celular que eu havia deixado no asfalto.


Talvez Cancún havia caído ao meu lado quando eu mais precisava, porque mesmo eu não admitindo... Eu precisaria de ajuda para matar o Jesús.


E se para isso entregar a cabeça de Helena for o preço a pagar, então eu pagaria.Mesmo achando um absurdo,mas vai saber se Cancún também não tinha seus motivos para matá-la.Mais uma buscando justiça.Helena não é nenhuma santa a quem diga que ela chega ser pior que o marido.

Pelo menos ele não ler mentes.


Notas Finais


E então como estamos?.
O que acharam dessa Lisboa em Cuba han? tenho a leve impressão que ela vai colocar ordem no lugar kkk. Quem será a Cancún? deixem a opinião de vocês ai nos comentários. 


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