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História Nisoiro FASE 1 - Capítulo 5


Escrita por: e Zur-En-Arrh


Notas do Autor


Curiosidade: No início por meio de uma causa o universo tomou forma em Caos e Ordem...

Capítulo 5 - Deserto


Fanfic / Fanfiction Nisoiro FASE 1 - Capítulo 5 - Deserto

Volume l


Deserto

Suzaki se aproxima da pequena cidade, olhando fixamente para os corpos expostos na frente. Ele faz um esforço para afastar o olhar e adentra seus muros. Sem que perceba, um dos homens que guardavam os portões da cidade reparou em suas roupas diferentes e sua arma pendurada nas costas. Tinha certeza de que o garoto não era exatamente da região. Se aproximou mais um pouco e viu um detalhe pequeno em sua arma. 

A pintura estava praticamente borrada, mas o formato denunciava o significado. Era o brasão da Império Ao. O oficial não tinha dúvidas, estava diante de um possível herdeiro do trono. Não era a primeira vez que os azuis mandavam um príncipe ao Reino Midori. O garoto se aproxima dele e começa a fazer perguntas.


- Licença, mas o que são esses corpos? Por que estão aqui? - Suzaki indagou.
- Olha, garoto, eu não tenho permissão de te falar isso. Presta atenção para os visitantes que chegam aqui. Você vê alguém reparando nos corpos? Não. Então por que você deveria? Vamos! Circulando!


Suzaki foi empurrado para longe e ignorado pelo guarda, ou pelo menos achava. As pessoas ao redor estranharam seu comportamento. Olhos se voltavam para o menino com julgamento. Ele logo percebeu que, talvez, essas coisas eram normais para aquelas pessoas. Estava chamando muita atenção. Precisava ser discreto. Entrou em um beco para despistar os olhares e ficar sozinho por um momento. Andando entre os prédios, escuta algo que parecem passos, pouco atrás dele. Começa a andar mais rápido e os passos ficam mais frequentes. Suzaki estava sendo seguido.


Ele tenta se mover de novo para a multidão. Seu observador era Raito, um jovem pouco mais velho que Suzaki, e estava acompanhado. Além dele, Kin e Dai, a mais nova do grupo e o melhor amigo de Raito, respectivamente, estavam seguindo de outros pontos da rua. Mitensai, o último membro, estava mais atrás. Perceberam uma dobra para outro beco, e tentaram seguir logo atrás. Quando chegaram onde julgavam ter avistado Suzaki, não havia ninguém lá.
Sem acreditar que perderam uma presa fácil, eles se indignam. Porém, ao se virar para fazer seu retorno, Raito dá de cara com Suzaki, que o surpreende apontando sua lâmina para ele.


- Por que estão me seguindo? O que querem? - vocifera, mas ainda não entendia bem a situação.

- Eh...eh... bem a gente só tava... - Raito não conseguia acreditar que foi descoberto, nem que estava sendo interrogado sobre suas intenções. Qualquer um já saberia que aquilo era uma tentativa de assalto.
Antes que ele pudesse achar as palavras, seus amigos chegam surpresos com Suzaki. O desespero com a arma do oponente, faz com que a retaliação nem fosse uma opção.


- Ei, o que você tá fazendo? Se afasta dele! - Mitensai, chega por trás de Suzaki, colocando a mão em seu braço para afastar a lâmina do pescoço de Raito - Ninguém quer te machucar. A gente só, hum... queria te conhecer. Só que a timidez, sabe?
- Raito! Você tá bem? - Dai já afasta seu amigo da situação com pressa.
- Ei, bonitão, abaixa essa arma aí. Só queremos falar com você! - Kin, olha Suzaki da cabeça aos pés, impressionada com o porte do viajante.
Suzaki não sabe muito bem o que está acontecendo. A situação o faz sentir-se envergonhado. Ele guarda a arma e afasta Mitensai, que ainda estava segurando seu braço. Os dois trocam olhares por alguns segundos, depois ele se vira.


- Eu não tenho tempo para brincadeira de criança. Se não têm nada para me oferecer, então saiam da minha frente. - Suzaki já se move para longe do grupo.
- Olha só, você também não é isso tudo, baixinho - disse Dai, o mais velho - Do jeito que tu tá perdidinho andando por aí, deu sorte de encontrar a gente. Podemos te mostrar a cidade.
- Vocês conhecem o lugar? Se puderem me mostrar o lugar, eu...
- É, isso aí. Nós vamos te apresentar à cidade. Vem!


Dai já se adianta sem dar tempo de reação para Suzaki. Ele já é envolvido pelo grupo, que o arrasta pela cidade. Aos poucos, percebe em poucas quadras andadas a situação do povo. Pessoas na rua pedindo esmola, e as que estão bem vestidas e andando para algum destino, parecem assustadas. Desde que entrou, a sensação de estar sendo observado tem sido uma constante. Suzaki não tinha tanta noção dos perigos de assaltantes, mas conhecia muito bem táticas de combate furtivo. Foi treinado a ouvir passos, analisar o ambiente, procurar brechas. O grupo, então foi parado por um guarda, aquele mesmo que vira Suzaki na entrada.

- Ei, vocês aí, parem! - o guarda gritou - Venham comigo vocês três Midori, e você e ela não saiam daqui.
- Opa, opa, o que é isso, a gente só tava mostrando a cidade pro cara - Raito se desespera com a autoridade.
Os três foram levados. Kin e Suzaki ficaram esperando por eles. O jovem suspeita muito do acontecimento. Enquanto isso, aproveitando um certo tempo a sós com ele, a garota o olha de forma curiosa e tenta puxar assunto
- Esses meninos só arrumam problemas, ninguém manda ficarem furtando os outros por aí.
Suzaki se aborrece com o comentário e pensa: "Eles estavam tentando me assaltar é isso?". No entanto, a reunião não teve a ver com suas ilegalidades. O guarda virou-se para eles e disse.


- Dai já foi informado não é mesmo? Já sabe bem do nosso objetivo com este cara.
Mitensai se assusta, só estava nessa por ter sido chamado pelos seus amigos, assim como Raito que foi chamado por Dai, que pergunta o que está acontecendo.
- Esse sem dúvidas é um grande desafio para vocês. Estão vendo o brasão em sua arma? Ele é da realeza do Império Ao. Ele entrou em nosso território pela floresta Hercínia, pela idade e arma dele pode se julgar como alguém muito poderoso. Raito surpreso e com um certo temor pelo o que havia acontecido antes. 


- Esse cara tem algum poder especial? - Dai responde de forma repentina - Se é especial ou não, eu não ligo. Meu Pai confiou essa missão a mim, e por isso chamei vocês dois. Nossa missão é apenas levarmos ele para o Beco ao Oeste. De lá meu pai disse que toma conta do recado, ele será sequestrado. 


- Oi? Aquele cara é um nobre então hm? - Mitensai lembra da troca de olhar que teve com o alvo, O Guarda toma a fala.
- É. E essa é a missão de vocês, serão prestigiados, trabalhem em equipe eu termino por aqui.
Mitensai ficou perplexo com a informação, mas não menos audacioso. Logo ao sair da companhia do guarda, ele levanta a voz.


- Ei Vocês! - Mitensai, advertiu - Eu vou na frente. Vocês me encontrem no próximo ao beco daqui a duas quadras. Lá é abandonado e trazer o cara para lá vai ser moleza.
- Do que está falando? - Dai pergunta sem entender bem.
- Ele já olhou torto para mim antes. Fomos abordados por um guarda e ele teve que ficar nos esperando por esse tempo, bom.. se eu estivesse no lugar dele já teria fugido, ele realmente não está aqui atoa... Se pensar que tamos sacaneando ele de novo, vai fugir para valer. Ou até mesmo fazer o pior, a intenção dele não é fugir isso é evidente.
Raito e Dai não entenderam inicialmente as intenções de Mitensai, mas escolheram seguir o plano. Ele então parte para o encontro de Suzaki que ficou esperando na mesma rua, para confrontá-lo e atrair para a cilada. 


- Desculpe o atraso, ela deve ter enchido seu saco - Diz Mitensai com um sorriso envergonhado - Os garotos foram levados pelo guarda eu saí limpo, prometi a eles que vou continuar te mostrando a cidade. Kin vá ver qual vai ser a conclusão do caso dos garotos.
Kin percebe o sinal de Mitensai e o movimento repentino e se despede de Suzaki que está muito pensativo e com muitas suspeitas. Os dois andam por uns segundos sem trocar nenhuma palavra, até que Mitensai olha pra trás e pensa sobre estarem sozinhos agora. 


- Escuta aqui consegui encaminhar as coisas bem para que possamos estar sozinhos agora. Você provavelmente é um membro da realeza vizinha certo?
Suzaki se espanta por ter descuidado quanto a sua identidade, em reação só fica calado.
- É melhor me escutar, você não sabe onde veio parar, não sei por que está aqui mas sei que seu objetivo não é fugir se não já teria feito...
Suzaki então pergunta se eles pretendem assaltá-lo.


- Sua pergunta só revela o quão não tem noção de onde está. Veja bem, estou te levando para uma armadilha, um sequestro - O ambiente se silencia e se torna totalmente tenso na caminhada, e Suzaki atrasa seu passo. - Eu tenho duas opções pra você, aceitar o sequestro ou me contar seu objetivo e fugir. Suzaki se impressiona com a intelectualidade de seu oponente mais novo, e não consegue prevê o motivo dele estar fazendo isso tudo, mas ele também tinha sua carta na manga. Um barulho repentino afiado surge em um reflexo por trás de Mitensai, Suzaki o ameaça de morte de forma discreta e diz. 


- Bom, deveria se preocupar mais com suas opções... - Mitensai para de caminhar em aflição, ele conseguiu disputar bem, intelectualmente, porém esqueceu de um detalhe. O inimigo é poderoso. Suzaki arrasta sua lâmina no chão e fala para Mitensai permanecer andando. Apesar de Mitensai estar obedecendo, Suzaki não lhe disse o que quer e nem fugiu. Isso acaba deixando Mitensai muito aflito o que o leva a perguntar.


- O que você quer com essa ameaça? Eu estava tentando ajudá-lo, porém não posso lhe deixar ir com mãos vazias. - Se tem uma coisa que aprendi aqui é que não posso confiar nas pessoas certo? - Suzaki ri de forma sarcástica.Mitensai se voltou a palavra chave "confiança" e conseguiu ter uma pista do que o Suzaki queria. A verdade, ou seja, informações, então logo parou de andar e falou. 


- Este território é comandado pela Gangue Midori, e ela quem está armando seu sequestro, são criminosos que por meio de conflitos internos conseguiram se manter no poder. E até hoje vivemos embaixo disso, a Gangue é adorada por garantir não só a segurança mas até o crescimento dos Midori no mundo, apesar do espanto no olhar das pessoas na rua.


Suzaki se impressiona e pergunta o que levou o Mitensai a livrar ele da isca. - Sempre fui ensinado a fazer as coisas certas. Seu sequestro poderia resultar em uma guerra, porém o motivo de você estar aqui... também pode. Então você me fez refém não tive uma alternativa a não ser... 


- Espera, está me deixando fugir pra evitar conflito?
- Sim, não há sentido em lhe sequestrar, não deixei você fugir, já sou o refém aqui então.
Os dois passam mais alguns minutos ali com Suzaki tirando suas dúvidas e conseguindo informações sobre os Midori. Já finalizando, Suzaki como recompensa diz ao Mitensai apenas que está em seu rito de passagem, e que é uma viagem do mundo particular dele apenas para crescer. Ele e Suzaki forjaram a derrota de Mitensai para a fuga, porém ele insistiu. 


- É melhor que evite visitar ou até mesmo passar por aqui novamente, a Gangue não deve ser subestimada. Siga para o Norte e logo estará aonde deseja por esta direção
- Um dia irei visitá-lo, Mitensai, certo? Ganhou minha confiança, não só pelas informações, mas pela inteligência... Admirável, agora até mais. 


Depois da demora de Mitensai, Dai, Raito e um dos Líderes da Gangue que planejou o sequestro Hideki pai de Dai. O encontraram imobilizado. Suzaki utilizou um poder de remoção de água no corpo de Mitensai, mas tirou uma quantidade que apenas o deixaria extremamente incapaz de ir atrás dele. Porém Mitensai levou duas para se recuperar se fato, e além disso Hideki se convenceu com o que houve, e assumiu que o erro foi dele, porém também advertiu os garotos por não trabalharem em equipe. Com o grande respeito que Mitensai teve por Suzaki ele não contou para ninguém sobre o rito, até por que não é só Suzaki que não tem alguém para confiar no momento...


Suzaki então caminhando chega aonde tanto desejava, mas onde sempre se sentiu desde que saiu para o Rito, em um Deserto. Andando pelas dunas, mal consegue olhar para frente com as areias vindo ao seu rosto. O sol é impiedoso e castiga o jovem. Suzaki tenta se forçar a ignorar a situação. Preocupar-se só com as coisas que estão em seu controle, e ignorar o que está nas mãos do acaso. Precisava chegar no próximo destino. Um reino, uma civilização no deserto, de iro amarelo. As areias douradas apontavam para o horizonte, e Suzaki andava naquela direção, como se estivesse indo para o próprio Sol. Mais ao leste era possível ver pequenas construções humanas, o alívio era grande no garoto pois ele finalmente poderia matar sua sede, não havia mais dúvida. Ele avistou a Dinastia Kiiro.

Não se pode fazer em equipe aquilo que foi confiado apenas a você mesmo...

FIM!



Notas Finais


Prévia: Suzaki entra nos Kiiro buscando abrigo pelo desgaste do deserto. Enquanto Yanaho é chamado pelo seu Tio, ansioso pelos mistérios da cidadela.

Capítulo 6 - Lar


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