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História No Amor e na Guerra - Capítulo 13


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Notas do Autor


Hey, amores! Devido a quarentena ganhei um tempinho pra voltar a escrever... Pretendo terminar de editar esses capítulos prontos e logo finalizar a história pra vocês!

Capítulo 13 - Quem você pensa que é?


Fanfic / Fanfiction No Amor e na Guerra - Capítulo 13 - Quem você pensa que é?



Quando duas pessoas decidem ficar juntas, essa decisão pode ser um grande equívoco ou a melhor coisa que já lhes aconteceu. Muitos diriam que o tal sentimento denominado amor nem mesmo existe. Mas e os casais que duraram por 60 anos, ou aqueles que realmente acabaram com "até que a morte os separe"? São provas de que esse sentimento desgraçado e misterioso pode ser entendido e discutido de muitas formas. Mas uma coisa é certa: ele é único para cada um, e somente aqueles  que já o viveram conseguem realmente entendê-lo. Não pertinente, outros que baseiam-se em acontecimentos de uma noite e em paixões passageiras, tem poucas coisa que já os fizeram disparar o coração. 

E se, mesmo que aquilo fosse um grande equívoco, estivesse certo? Agora, mais do que nunca, Emma e Regina podiam sentir que, mesmo se tudo era um grande erro ou que elas nunca deveriam ficar juntas, jamais ficariam tão felizes em estarem erradas. Sentimentos fortes podem surgir em momentos de tensão, tragédia e dor... Era difícil dormir com tantos pensamentos ruins na cabeça que, de uma hora para outra, pareciam nebulosos devido ao seu relacionamento. Já que nada pode ser tão ruim que não tenha fim ou nada tão bom que dure pra sempre... ou será que o amor pode? 

Regina já estava no quinquagésimo sono, mas Emma não conseguia dormir de maneira alguma.

–Você sabe que daqui pra frente vai ser tudo diferente, não sabe?- Falou ela, acordando a morena.

–Eu... Eu sei sim, Emma, mas porque você está me falando nisso agora? Está com dor? Venha aqui... pode me abraçar se quiser.

Deitaram de conchinha, mas se costas uma para outra. Emma podia sentir a leve mão da morena acariciando-a. Aquilo era tão bom! O carinho que afaga, era simplesmente relaxante e, aos poucos, o seu turbilhão de pensamentos começou a se acalmar. Regina passou a acariciar a sua barriga. A gravidez ainda não era tão visível, mas a vibração de uma nova vida era inexplicável.

–Você vai me deixar cuidar dele, não é? Dizia Regina. Tudo o que ela conseguia pensar era na proposta que tinha recebido para criarem a criança juntas. Logo ela, que não podia ter filhos, seria abençoada com um filho junto com a mulher que vinha fazendo o seu coração bater mais forte, que dava sentido àqueles dias escuros. 

Mas o medo da loira era de que, ali naquele campo, tudo era tão imprevisível que talvez a médica ou até mesmo ela própria não conhecessem o seu filho.

–Acha que o parto dele vai ser normal, Regina?- Falou ríspida.

–Não pense nisso agora. É muito cedo e ainda não podemos prever nada disso. É complicado e...- Emma a interrompeu.

–Só responda, Regina. O parto do meu filho vai ser normal ou não?- Não havia motivos para Emma estar tão exaltada. Regina já havia notado nos últimos dias que ela andava estressada demais, mas quem não estaria em um lugar como aquele?

–Não, Emma. Eu não acho que o parto do NOSSO filho vai ser normal. Achei que as suas declarações e propostas pra mim tinham sido mais sérias.

Quem ela pensava que era para falar com Regina daquela maneira? Enquanto a morena apenas queria uma parte sua vida, talvez nem uma parte, mas compartilhar a sua vida com a dela para sempre? Ver a criança crescer juntinhas, vê-lo dar os primeiros passos e pronunciar a primeira palavra? 


Parecia que ela ter dito: "Emma, eu quero você para mim para sempre" não significava nada. Mas a verdade era que essas palavras que faziam a cabeça dela embaçar. Era exatamente isso que a confundia.

–Eu realmente não sei o que vai acontecer, você não entende isso? Eu quero estar aqui para ver o nosso filho crescer. 

-E você acha que eu não quero?! Que eu não estou fazendo todo o possível para que vocês dois fiquem bem? 

-Regina, olha tudo que me aconteceu até agora! Quando eu cheguei aqui ninguém ligou que eu estava grávida, você me jogou num buraco! 

-Com certeza eu sabia disso, né?! Cai na real Emma, se fosse qualquer outro médico na inspeção você não estaria viva! 

-Acho que não estar viva seria melhor do que tudo que eu passei... Eu me olho no espelho e não vejo mais eu mesma!- as duas bufavam, tinha falado coisas que se arrependeriam com certeza, mas que não podiam ser apagadas. Mas a última fala de Emma foi o auge. Regina aprendeu com o tempo a ser muito paciente, mas o seu passageiro sombrio gritava dentro dela.

"você é forte, Regina. Ela só está nervosa, é só isso. Não se exalte, você é melhor que isso." Ela repetia consigo, mas não pareceu adiantar muito. Sua respiração foi tornando-se mais tensa, lágrimas quase escorreram.

–Emma, eu disse que queria passar a minha vida inteira com você, mesmo que ela pareça curta no momento. Isso não significa nada? Eu me ajoelhar e pedir perdão por tudo, não significa nada?! 

-Você não pode apagar o passado me colocando num quarto bonito Regina, é só abrir a janela que o mundo lá fora ainda é o mesmo! Nazista, armas e arame farpado! Eu estou dormindo com uma nazista, puta merda! 

-Acha mesmo que eu deixaria algo te acontecer, mesmo com todas essas maldades de merda lá fora? Eu não sou como eles, não sei como te provar isso sem me humilhar mais uma vez! 

-Com ações, Regina! Ações, gestos... não só palavras! 

-Você quer ações? Hoje mesmo eu tentei mandar uma carta para a minha irmã, implorando que aonde quer que ela esteja, que venha cuidar de você, porque ela cuidaria desse bebê melhor do que ninguém. Isso não é pensar no melhor pra vocês? 

-Não quero que isso seja tarefa dos outros, quero que façamos isso juntas! 

-Pois é né, você acabou de falar que era seu e não nosso! Eu me controlo o tempo todo, eu pego fogo por dentro de tão puta que fico e mesmo assim tenho que lutar para que o meu coração não se torne gelado novamente! Acha que isso não significa nada? Dói Emma, dói! Quem você pensa que é, algum tipo que caçadora de corações que só deixa cicatrizes nas pessoas? Eu não consigo mais dar nenhum passo sem você, não entende isso?

Regina soluçava e Emma lutava para não se exaltar também. Havia um empasse ali, as duas estavam sentindo a mesma coisa, com certeza, mas não sabiam como agir àquela situação. Emma subiu em cima de Regina e colocou o braço sobre o pescoço dela. Era tão sensível, tão facilmente quebrável. Suas veias podiam ser sentidas, as fortes batidas de sua pressão. As lágrimas escorriam e passavam pelo braço de Emma.

"Não faça isso comigo, Regina. Bom, acho que você já fez."

–Emma! Me solta!- Gritava Regina sem parar, mas Emma não obedecia. Ela a encarava cada vez com mais voracidade.

–Primeiro, você vai engolir essas lágrimas e vai ouvir tudo o que eu tenho para dizer, entendeu?

Aquele tom de autoridade era mortal. Regina já podia imaginar o que viria pela frente. Ou elas se matariam, ali e agora, ou Emma a envolveria novamente às suas carícias.

–Emma...

–Eu disse para não falar, Regina.- Protestou Emma, tapando a boca da comandante.

–Escuta aqui, agora, eu vou fazer o que eu bem entender, porque você me envolveu de uma maneira que eu não consigo mais me controlar. Eu não respiro mais sem você, Regina, e você me tira do sério como ninguém fez antes.

Regina a fitava, somente. Emma retirou a mão de sua boca, como quem esperava que ela falasse alguma coisa. Ela nada fez, só continuou encarando-a. O olhar mortal, e aquela cicatriz... A mão de Emma deslizava pelo rosto de Regina, tocavam seus lábios e continuavam até o seu pescoço. Nenhum palavra da morena, só o gesto que trouxe Emma a centímetros de sua boca.

–Você não pode fazer isso, Emma. Não pode me ter agora. Vai se controlar.-

Golpe baixo! Quem ela pensava que era, torturando-a daquela forma? Parece que "quem você pensa que é?" Já era quase um ditado entre as duas. Ela não sabe que o desejo pelo proibido é ainda mais forte? Se ela jogava sujo, Emma também jogaria.

–Me diga uma coisa...- Dizia Emma, também descendo a mão pelo rosto de Regina.-Você não pode me tocar porque eu estou em uma gravidez de risco, mas o que impede que eu a toque? Você não pode se mexer, sua perna está... Bem, não está disposta neste momento, então eu diria que você tem que ficar bem quietinha, não é?

Aquele tom de voz, era rouco e sensual. Regina não aguentaria, nem somente por um segundo. Ela podia ficar parada, tentar evitar, mas não era mais possível. Quando ela percebeu, seus lábios e os de Emma se tocavam, suas mãos já acariciavam as costas de Emma e as dela já a traziam mais para perto de si.

Emma a tocava profundamente, enquanto ela desceu mais a sua mão, mais rápido que em qualquer uma das outras vezes, arranhando as costas de Emma e chegando até as suas coxas. Somente um pequeno toque no íntimo da loira a fez gemer, mas Regina parou, empurrando-a para o lado e tirando-a de cima dela.

–Você vai aprender, senhorita Swan, que nem sempre vai ter as coisas que você quer na hora que você quiser...- Sussurrou Regina em seu ouvido.

Ela sabia com todas as forças que Emma simplesmente não aguentava quando ela a chamava de senhorita Swan, que a excitava profundamente. Mas ela se conteve.

–Se você quer assim, comandante, é assim que vai ser então.- Emma não a deixaria mais a dominar, e nem vice versa. -E um dia, quando essa sua barreira baixar, eu vou fazer tudo o que tenho vontade de fazer.- Levantou depressa da cama, mas antes pegou um palheiro na cabeçeira de Regina e enrolou. 

-Você sabe que eu não vou deixar que fume isso, né?-rebateu a médica, arqueando as sobrancelhas.

-Acha mesmo que um cigarro de merda vai fazer mais estrago do que tudo que eu já passei?-respondeu a loira, acendendo-no com um fósforo e se aproximando da janela. Mas essa atitude provocante pareceu não funcionar, Regina simplesmente enfiou a cabeça por debaixo do travesseiro depois de, ao relance, balançar a cabeça negativamente. 

Realmente, o mundo lá fora era um inferno sem a morena para consolá-la. Depois da briga, parece que tudo perdeu sentido. A começar pela grade que a separava do campo, o arame não parecia mais quebrável, os guardas não pareciam vencíveis... Até a lua se escondia atrás de nuvens pesadas que não a deixava iluminar a clareira perto dos alojamentos. 

Terminou o cigarro e o apagou, ficou observando a fumaça sair pela janela enquanto se ajeitava na cadeira do canto do quarto. E assim, perdida em pensamentos, pegou no sono pela primeira vez em semanas longe da sua morena.

A manhã raiou como se fosse de um segundo para outro. Emma não se lembrava mais como havia pegado no sono, o que parecia impossível na noite passada. Apesar de atordoada, percebeu que Regina não estava no quarto.

–Está bem, vou baixar a barreira só uma vez.

Queria se levantar e procurar por ela, mas algo parecia extremamente errado com seu corpo. Não que isso realmente importasse, já que a sua mente já estava girando e relembrando das palavras horríveis que ela dissera na noite passada. 

No outro cômodo, Mary Margareth preparava o café, e ainda nenhum sinal de Regina.

–Ela não estava aqui quando eu acordei, Emma. Aconteceu alguma coisa, filha?-

Era a primeira vez, ao menos que Emma se lembrasse, que Mary estava tendo alguma conversa aberta com ela sobre a sua vida pessoal.

–Não, tudo está perfeitamente bem. Regina que está fazendo tempestade em copo d'água.

Tudo estava bem sim, as duas só estavam travando uma guerra interna para ver quem aguentava mais tempo sem sexo e sem tentar matar a outra por causa disso.

–Eu sei que talvez vocês tenham tido algum contratempo, mas como foi que ela saiu, se ela não conseguia nem andar?

Um pensamento horrível passou pela cabeça de Emma. E se Gold havia feito alguma coisa enquanto elas dormiam? Não, Emma não tinha o sono tão pesado assim. O banheiro! Regina podia ter sentido dor e ido para lá pegar alguns analgésicos, mas não. A dispensa? Também não... Somente as peças de seu pijama estavam lá. Porra! Por que não conseguia lembrar o que havia acontecido no resto da noite? Era óbvio que ela não tinha dormido de imediato depois do ocorrido. Regina havia sumido, sem explicação alguma, e Emma pensava cada vez com mais certeza de que ela havia sido a culpada pelo seu desaparecimento.



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