História No Azul Dos Seus Olhos - Capítulo 45


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Comedia, Drama, Morte, Novela, Romance, Shoujo, Suspense, Tragedia, Violencia, Yaoi
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Palavras 1.401
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Fala aí minhas trutas, tudo certin?

Chegamos a metade da última temporada, mais cinco capítulos e chegaremos ao fim!

Gostaria de me desculpar com a @salvatoreclara que favoritou a fic já a algum tempo e eu esqueci de agradecê-la, muito obrigado sua lindja!

Acho que ficarão felizes em saber que os problemas ~internéticos~ foram resolvidos, bem antes do esperado inclusive!

Hoje vamos com os lendários Beatles, Ticket To Ride

https://m.youtube.com/watch?v=SyNt5zm3U_M

Capítulo 45 - Programado Para Sofrer


Fanfic / Fanfiction No Azul Dos Seus Olhos - Capítulo 45 - Programado Para Sofrer


Uma Semana e Meia Depois...


Abri os olhos automaticamente, se dependesse de mim, os manteria fechados para o resto de minha vida.

Aproveitando toda a escuridão do quarto, me revirei no colchão, puxando a grossa coberta de lã até que cobrisse meu rosto.

Aquela dor parecia aumentar a cada hora, estava custando para a ficha cair de verdade, minha filha, o bebê que carreguei em meu ventre por oito meses, simplesmente se fora.

Quando diziam que não há dor maior no mundo do que perder um filho, confesso que imaginava diversas outras coisas mais dolorosas, mas infelizmente, é a pura verdade, e aprendi isto da pior maneira, sentindo na pele.

Há três dias, recebi alta do hospital, desde então, não tive um segundo de paz sequer, são visitas diárias, umas atrás das outras, e honestamente, nenhuma delas me agradava, não tinha disposição ou vontade de ver, estar perto ou participar de conversas, com quem quer que fosse.

Sim, senti uma pontada de tristeza ao ouvir de Margareth que estava sendo forçada a retornar para Barcelona, do pouco que me lembro, acho que está indo hoje mesmo, penso em Max, e em como deve estar devastado.

Ele também esteve aqui, junto de Marcos e Vanessa, isso ontem ou anteontem, não sei ao certo. Desde que fui liberada, estou na casa de minha mãe, Mary, praticamente a obriguei a me deixar ficar, para ser justa, em momento algum a senhora foi contra, afinal de contas, era minha mãe.

Os únicos que não botaram os pés aqui, foram os que eu realmente não queria que o fizessem, quando o doutor Richards me explicara o motivo, além de descobrir que tenho pressão alta, uma raiva de outro mundo tomou conta de mim, antes mesmo de saber disto, quando estava ali, deitada, olhando para ele, que nem foi capaz de me olhar nos olhos e me dizer o que tinha acontecido.

Eu o culpava, tenho plena e total certeza de que antes de conhecê-lo, eu não tinha nada, eu era perfeitamente normal. Eu tinha um pai, uma mãe, e vivia miseravelmente, eu detestava meu pai e a mulher com quem convivi minha vida inteira não era minha verdadeira mãe, mas, que Deus me perdoe, eu preferia aquela vida de mentiras, a esta de sofrimento, se pudesse voltar no tempo, jamais teria trocado uma palavra com aquele... aquele... desprezível.











Ele engoliu um pão com uma xícara de café gelado, após lavar a louça que sujou, agarrou seu casaco verde escuro e o vestiu rapidamente, fechando o zíper até seu peito, tirou as chaves do pequeno pote em cima do armário da cozinha e caminhou até a porta, estava pronto para a pôr na fechadura quando escutou pesados passos atrás de si, virou-se para o corredor, para encontrar sua irmã, vestida com um roupão felpudo, da cor rosa, o observando com os olhos exaustos:


- Onde vai tão cedo? - 


Rose esfregava um dos olhos, James enfiou ambas as mãos nos bolsos da jaqueta, tentara fazer a menor quantidade de barulho possível, mas claramente não havia sido suficiente 


- Eu... Vou dar uma volta - 


Respondeu com a voz falha, de tanto chorar, gritar e xingar nestes últimos dias, suas cordas vocais estavam bastante danificadas, a feição no rosto de Rose mudara ao ouvir aquilo, ela passou correndo pelo irmão, o assustando, e se colocou a frente da porta, esticando seus pés e suas mãos, bloqueando a mesma


- Só por cima do meu cadáver que você vai voltar para Brixton... - 


Rose exclamou em meio a um ensaio de choro, James suspirou, cansado


- Eu não estou indo para Brixton Rose... - 


Falou encarando a irmã, Rose não estava convencida


- Ah é? Então pra onde vai ás oito da manhã? - 


Perguntou ela com petulância, James respirou fundo, não estava no clima para discussões, coçando a nuca, voltou a encarar a irmã


- Eu vou trabalhar Rose - 


Revelou o rapaz, Rose riu pelo nariz


- Trabalhar? Conta outra James... - 


Rose desdenhou até James a interromper bruscamente 


- Eu estou falando sério sua retardada, eu arranjei um trampo, agora tira essa carcaça da minha frente! - 


A raiva tomou conta do garoto, ainda assim, precisava controlar sua voz para não acordar Judith


- E posso saber a onde você trabalha? - 


Rose questionou com os braços cruzados, James suspirou enraivecido, abrindo sua jaqueta com força, ele mostrou a camisa preta que vestia, com os dizeres "Oficina do Tom" escritos em letras amarelas que circulavam a imagem de um automóvel, localizado ao lado esquerdo do peito, Rose olhava da camisa para o rosto de quem a usava, estupefata 


- Porque... Porque não... - 


Novamente ela fora cortada pelo irmão, que elevara a voz após fechar sua jaqueta


- Porque o quê Rose? Porque não lhe contei? Porque não quis, se a vó sabe? Sabe, porque estou trabalhando? Para ocupar minha mente, você devia tentar, não arranca pedaço sabia? E antes que você venha com seu papinho motivacional, guarde para alguém que se importe, ela não quer saber de nós, de mim, ela teve a coragem de me culpar pelo que aconteceu, como se eu não quisesse estar com a minha filha nos meus braços agora, então ela que se foda! - 


Esbravejou sem mais se importar com o volume de sua voz, seu peito subia e descia freneticamente, Rose tinha os olhos arregalados, sua boca abria e fechava em uma inútil tentativa de formular uma resposta, James cansou de esperar, virou as costas e deixou a irmã sozinha, saindo de casa pela porta da sala.


















"I think I'm gonna be sad

I think it's today, yeah 

The girl that's driving me mad

Is going away..."


Maxwell corria como um desesperado, já tinha perdido a conta de em quantas pessoas havia esbarrado durante o trajeto que fazia até um dos portões de embarque do aeroporto, as pessoas o olhavam confusas, imaginando o porque daquele jovem estar tão afoito...


"She's got a ticket to ride

She's got a ticket to ride

She's got a ticket to ride

But she don't care..."


Parou em frente a uma enorme fila em frente ao portão de embarques internacionais, andando ao lado desta mesma fila, seus olhos corriam entre todos os cidadãos, seu desespero só aumentava conforme ia se aproximando do começo da fila e nada de encontrar Margareth e sua família...


"She said that living with me

Is bringing her down, yeah

For she would never be free 

When I was around, yeah..."


Atenção senhores passageiros do voô 174 com destino à Barcelona, última chamada para embarque no portão seis...


O coração de Max congelou, portão seis, ele levou seu olhar até a placa em cima do portão onde no momento se encontrava, portão quatro, sem perder mais tempo, saiu em disparada, esbarrando em mais algumas pessoas logo em seguida...


"She's got a ticket to ride 

She's got a ticket to ride 

She's got a ticket to ride 

But she don't care..."


Finalmente, chegou ao tal portão de número seis, apenas para encontrá-lo vazio, correu até ao homem que terminava de organizar alguns papéis bem abaixo da entrada entreaberta:


- Senhor... Por favor... Eu preciso... Preciso... - 


Max estava tão ofegante que era incapaz de completar uma frase, o homem de cabelos castanhos curtos, barba mal feita e estatura mediana olhava entediado para o jovem


- Já fechamos o embarque, chamamos diversas vezes - 


Disse ele voltando suas atenções para as folhas em suas mãos, percebendo sua desatenção, Maxwell passou correndo pelo portão, disparando corredor abaixo...


"I don't know why she's riding so high 

She ought to think twice

She ought to do right by me

Before she gets to saying goodbye..."


Max ouvia os passos e os gritos atrás de si, mas não se importava, não dava a mínima se acabasse tendo de dormir em uma cela naquela noite, precisava vê-la, o pai de Margareth havia proibido a filha de sair nesses últimos dias, e Max não estava satisfeito apenas com uma despedida por telefone, aliás, não estava satisfeito com despedida alguma


- MARGARETH! MARGARETH! - 


Ele gritava, chegando mais perto da porta do avião, ao notar a situação, a aeromoça se assustou, fechando a porta e a trancando


- MARGARETH! SOU EU MARGARETH! MARGARETH! - 


Não demorou para que a segurança do aeroporto o alcançasse, Max se debatia, tentando escapar do agarro de um dos seguranças que mais parecia um armário, enquanto era arrastado para fora, podia jurar que havia escutado seu nome, do lado de dentro do avião...


"Ah, she's got a ticket to ride 

She's got a ticket to ride 

She's got a ticket to ride 

But she don't care."








Notas Finais


O fim de Maxareth?

Até a próxima!


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