História No balanço do amor. - Capítulo 20


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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Sakura, Sasuke
Visualizações 234
Palavras 5.362
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oii!

Eu sei que estou sumida, mas é que minha vida está muito agitada. Mas finalmente escrevi mais um capítulo para vocês. Devo confessar que estava sem inspiração, as ideias vinham na mente mais não sabia exatamente como transformá-la em palavras, pra te noção demorei quase dois meses para escrever esse capítulo aqui. Escrevia, apagava, escrevia e apagava novamente... No entanto saiu e quando fui reler para ver como ficou devo confessar que fiquei surpresa, não sei se vocês iram gostar tanto como eu gostei. Achei que ficou muito bom, porém aqui o que importa é o que vocês acham.

espero que gostem e desculpa a demora.



Boa leitura.

Capítulo 20 - Sua falta.


 

 

 

Na entrada do Instituto tinha mais pessoas querendo ir à viagem do que eu imaginava. No total eram seis ônibus disponíveis e os quatros primeiros já pareciam está lotados, alguns professores orientavam aos alunos o que deveriam fazer para depois pegar o número do assento e em qual ônibus partiria. Entreguei minhas malas ao professor Kakashe, ele colocou adesivos numéricos nelas e me deu os comprovantes, de longe avistei minha amiga correndo pra onde eu estava, acenei para ela que apenas sorriu:

 

— Pensei que tinha desistido – colocou as mãos no joelho recuperando a respiração – Ainda bem que veio senão iria ficar sozinha.

 

— Só vim mesmo por sua causa já que as meninas não puderam vim. Como eu queria está na minha cama agora.

 

— Ai para de reclamar, dessa maneira parece que está indo para uma prisão e não para um passeio.

 

— Está em qual ônibus?

 

— No primeiro e você? – quando ia verificar o papel Ino o arrancou da minha mão dando um longo suspiro – você está no último ônibus.

 

— Não fica assim, você vai me ter todinha quando chegamos no Kamaishi – brinquei imitando voz de criança, a Yamanaka fechou a cara – Ainda estou com aquela sensação que esqueci alguma coisa?

 

— Não me vai dizer que foi o celular, foi? – com os braços cruzados me encarou incrédula, mesmo sem eu dizer uma palavra ela já sabia a resposta – Qual é Sakura? Sabe como esses momentos são importantes e precisam ser registrados?

 

— Meu despertador não tocou. Desculpa.

 

— Você está de parabéns senhorita Haruno! Consegue chegar no horário na escola, chega até antes se for preciso, mas para se diverti não consegue.

 

— Já pedi desculpa – chiei – melhor entramos logo, daqui a pouco o ônibus está saindo.

 

O motorista já se encontrava no seu posto com o veiculo pronto para da partida. O aquecedor estava ligado aquecendo as pessoas do tremendo frio, esfreguei a mão uma na outra as e coloquei sobre o rosto. Meu banco era o último ao lado da janela, suspirei em desanimo. De tantos lugares tinha que ser logo no fundão – o pior lugar possível. Agora teria que aturar um pula-pula danado quando o motorista passasse pelo quebra mola.

 

Sentei no lugar me aconchegando, a viagem seria longa e eu pretenderia dormi até chegar lá. Mesmo com o aquecedor ligado ainda estava frio, peguei minha bolsa e tirei o lençol me cobrindo, pode parecer cafona e meio brega, mas prefiro ser isso a passar frio. Quando estava preste a vira para o lado e tentar dormi, o vi vindo à minha direção e do nada tinha esquecido como se respirava. Sem me encarar sentou do meu lado, não que eu estivesse fascinada pelo Uchiha, mas simplesmente não sabia como me comporta na frente dele depois de tudo. Se deveria falar alguma coisa ou apenas... Apenas ser como antes e fingir que nada aconteceu, essa pequena coisa era tão difícil para mim, porém para o Sasuke parecia ser muito fácil. Não conseguir evitar e o olhei, ele inclinou a cadeira fechando os olhos. Eu queria ser indiferente como ele, mas de alguma forma isso me incomodava e... “Não Sakura, esqueça isso”. Realmente eu apenas deveria esquecer. O veiculo começou a se mover, virei para janela tentando controlar meus pensamentos conturbados.

 

 

...

 

 

Três dias tinham se passado desde que chegamos ao Kamaishi e devo confessar que estava sendo muito divertido. Ino não parava quieta um só minuto. A cada momento me arrastava para uma loja diferente – até parece que tem tanto dinheiro assim. Não posso dizer que não estava gostando até por que era muito melhor curti assim do que está trancada dentro de casa encarando as paredes:

 

— Pena que nossos quartos ficam tão distante – Ino resmungou se jogando na cama - seria tão bom se nosso quarto fosse perto, agente podia ficar falando besteira até de madrugada. Maldito toque de recolher!

 

— Quando quiser dormi aqui e só vim, mas não acho que você vai trocar uma noite fazendo ‘besteira’ para falar ‘besteira’.

 

— Não sei do que você tá falando. – murmurou olhando para baixo.

 

— Serio isso Ino? – não aguentei e comecei a ri do rosto vermelho dela – Teve uma vez que fui falar com você, mas antes que eu batesse na porta ouvi “Ah, isso Gaara, nossa, mais rápido Gaara”.

 

— Eu-eu-eu-

 

— Se não quer que ninguém descubra, seria bom gemer mais baixo sabe.

 

— Estava me espionando é?! – falou me acertou com o travesseiro.

 

— Eu nem sei por que está com vergonha, você vive contando tudo o que faz na cama, da no mesmo.

 

— Não da no mesmo nada. Contar é uma coisa, agora se vista é outra – a Yamanaka continuava me acertando, cai na gargalhada com a reação da loira.

 

— Ino eu não vi, apenas ouvi.

 

— Pior ainda, sua pervertida. – ela grita e enfia a cara no travesseiro escondendo o rosto – Já tomou banho?

 

— Não. Nem vou tomar agora, só de madrugada.

 

— Por quê?

 

— Mesmo Kurenai separando os horários entre o sexo oposto, eu não me sinto confortável com um monte de estranhas me olhando, é meio antiquado.

 

— Nisso eu tenho que concorda com você. Vem, vamos da uma volta.

 

— Agora?

 

— Eu não vim aqui para ficar olhando pro o teto não e sim pra conhecer o local. Podemos da uma passada no shopping que tem aqui perto. O que acha?

 

— Pode ser.

 

 

...

 

 

Ino estava procurando algumas lembrancinhas para levamos para as meninas. Entramos em uma das lojas mais famosas do local enquanto procuramos reparava em um cordão dourado com duas pedrinhas pequenas brilhantes, o brilho do colar era tão fascinante que não conseguia parar de admira-lo:

 

— Vai levar? É lindo.

 

 — É lindo, mas pelo preço pra mim não dá.

 

— O preço tá bem puxado mesmo. Será que é ouro?

 

Dei de ombros puxando a Yamanaka, quando estávamos saindo da loja reparei no Uchiha acompanhado do Uzumaki olhando alguma coisa. Fazia quase dois meses que terminei meu caso com o ele e desde aquilo estava sendo difícil de encara-lo, mas não sabia ao certo se era o desprezo continuo nos olhos ônix dele ou pelo fato do termino nada amistoso. Para falar a verdade eu achei que depois daquilo ele iria infernizar minha vida, mais ao contrario disso apenas me ignorou. Por uma fração de segundo nossos olhos se cruzaram e eu sentir meu coração salta, porém como na maioria das vezes ele pareceu não me notar e passou reto. Dois meses atrás eu nem conseguia me esconder e agora parece ser tão fácil e ao mesmo tempo... Doloroso. Ino resmungou alguma coisa e me arrastou para outra loja á procura de lembranças e mesmo que eu quisesse me manter concentrada nisso, meus pensamentos estava todos focados no Sasuke.

 

Andamos basicamente a cidade inteira, a Yamanaka queria visitar todas as lojas do Kamaishi e não iria deixar uma só de fora. Já estava quase anoitecendo quando resolvemos fazer uma parada para lancharmos, não tinha comido nada hoje e estava morta de fome e muito cansada. Ino estava se divertindo como nunca que acabou deixando a dieta de lado e pediu um hambúrguer com porção extra de batata frita, uma coca bem gelada e para finalizar milk sheik, e para não contrariar pedi o mesmo.

 

Deixei Ino aguardando os pedidos e fui ao banheiro, no espelho encarava meu reflexo e suspirava. Aproveitei para endireitar os fios rebeldes que estavam fora do lugar e sem ao menos perceber o Uchiha novamente apareceu nos meus pensamentos, com um suspiro pesado fechei os olhos. Ônix. A imagem dos olhos dele me encarando era tão vivida na minha mente que meu coração disparava e eu queria ficar ali parada me deliciando com essa sensação, eu tinha pra mim que isso não era mais errado e que Karin não sentia nada por ele.

 

Outro suspiro solto e tento me recompor, o dia estava tão divertido que não queria estragar com uma coisa tão mesquinha. Saindo do banheiro me deparo com a única pessoa que pensava que nunca mais veria de novo, um pouco afastada o observo para ter certeza que não era ilusão da minha cabeça, ao constatar que era realmente ele xinguei tudo qualquer nome possível mentalmente. Sai. O que esse desgraçado estaria fazendo aqui? Se Ino o visse ficaria extremamente abatida, não apenas abatida como relembraria tudo o que ocorreu naquele dia por causa dele, disfarçadamente passei pelo Sai para que não fosse notada. Aos poucos fui aumentando os passos, de longe a vi Ino sentada na mesa devorando seu lanche:

 

— Ino temos que ir embora. Agora!

 

— Por quê? – com a boca cheira me encarou e sem ao menos mastigar o alimento continuou – o lanche acabou de chegar, vamos comer primeiro.

 

— Você não entendeu o que eu disse. Temos que ir agora, nesse exato momento!

 

— Pra quer tanta presa?

 

— Toque de recolher... Senão chegarmos antes vamos ser advertidas e quem sabe vão tirar pontos. – falei a primeira coisa que veio a mante, Ino sem me entender guardou as coisas dentro da sacola.

 

— Toma seu refrigerante.

 

Na trajetória até a saída do shopping ficava olhando de um lado para o outro pra garantir que ela não se esbarasse com o lombriga branca. Quando cruzamos a porta da saída pude respirar aliviada e despreocupada, olhei para a loira que comia seu hambúrguer despreocupadamente. Já era oito horas e daqui a pouco iria tocar o toque de recolher, porém não era nada tão preocupante assim:

 

— Você acha que as meninas vão gostar das lembrancinhas? Sakura?

 

— Hun? O que foi?

 

— Você está estranha. Aconteceu alguma coisa?

 

— Que besteira Ino. Por que acha que eu estou estranha? Claro que não.

 

— Pelo fato de te praticamente me arrastado do shopping agora a pouco. Esqueci o presente de Shee lá encima. Espera aqui que vou lá rapidinho.

 

— Ino n-

 

Não foi preciso dizer nenhuma palavra, Ino nem deu dois passos e congelou, ficou ali parada o encarando perplexa e receosa. Eu poderia dizer que foi apenas uma mera coincidência se eu não o conhecesse, ele com certeza me viu saindo do banheiro e me seguiu. Fiquei do lado da Ino e segurei sua mão, ela me olhou e naquele momento seus olhos se encheram de lágrimas e eu percebi o quanto ela estava nervosa, assustada.  Puxei Ino na direção ao contraria. A noite estava escura e devido está nevando havia pouquíssimas pessoas andando nas ruas, antes que pudesse atravessar o sinal, Sai se pronunciou e a Yamanaka travou:

 

— Não vai ir embora sem dizer um ‘oi’, ou vai? – falou ironicamente abrindo um sorriso sínico – mesmo depois de tanto tempo você não mudou nada, continua a mesma.

 

— Não acho que continuo a mesma daquela época – disse com desdém, e mesmo tentando manter firme a voz saiu falha.

 

— Nem da para perceber.

 

— Você não percebe muita coisa – ralhei me colocando na frente da Yamanaka – não temos tempo para perde com você. Ino vamos.

 

— Oi pra você também, Haruno. – só de ver o sorriso estampado na cara dele me dava ânsia de vômito.

 

— Eu conheço você e não é de hoje então para de tentar parecer amigável, coisa que você está longe de ser – novamente a puxei, mas ele parece não ter vergonha na cara e veio nos acompanhado.

 

— Você deveria ser um pouco mais hostil depois que me fez passar aquela vergonha por uma brincadeira boba. – Sai agarrou o braço dela com brutalidade a puxando para trás – Você acabou com minha vida espalhando aquele falso boato sabia? Por causa de você e de suas amigas fui expulso.

 

— Acho pouco comparando ao que fez comigo – a loira vociferou tentando se soltar – você não apenas brincou com meus sentimentos, mas me iludiu para que fossemos para cama, e como não bastasse filmou tudo e ficou mostrando pro seus amigos – com a voz tremula ela falava tudo com pesar, com os olhos marejados Ino o encarava com raiva – então não venha me dizer que á vitima da história é você.

 

— Solta a Ino Sai.

 

O sorriso que antes estava nos lábios dele desapareceu dando lugar a uma feição raivosa. Ele pressionou o braço dela com mais força e Ino grunhiu, no momento que ele erguei a mão eu sabia exatamente o que ele planejava fazer, e antes de concretizar meu pensamento em fração de segundo o meu corpo estava na frente da Yamanaka. Sentir um formigamento ao mesmo tempo de uma ardência e um gosto metálico misturado com ferrugem, às sacolas que Ino segurava se espalhou pelo chão. Novamente ele  agarrou o braço dela com força, e tudo o que eu vi foi o Sai sendo jogado para longe:

 

— Gaara – Ino sussurrou sem encará-lo, as lágrimas caíram.

 

— Isso é pra você aprender a não mexer com a minha garota.

 

Gaara partiu pra cima do Sai enfurecido, o socava com raiva sem parar. Sai revidou dando um soco no ruivo que acabou dando um passo para trás, ele novamente partiu para cima do ex da Yamanaka disferindo vários golpes e mesmo que o outro já estivesse jogado no chão o moreno não parava:

 

— Gaara... Chega. – Ino suplicava em prantos – eu só quero... Ir para o dormitório.

 

Deu mais um soco deixando o outro quase inconsciente jogado no chão, o puxou pela blusa:

 

— È fácil intimida mulheres. Se eu imaginar que olhou para aquelas mulheres, pode apostar que vou deixar seu rosto irreconhecível. 

 

 O jogou no chão com nenhuma delicadeza e foi até a Ino amparando á loira que não parava de chorar, ele abraçou a loira e me olhou, balancei a cabeça sussurrei ‘está tudo bem’.

 

 

 

...

 

 

 

Molhei o algodão com água oxigenada e passei em torno do meu lábio inferior, grunhir devido á ardência. Olhei meu reflexo reparando na ferida causada pelo Sai, bufei de raiva e frustrada só de lembrar a cena. Gaara tinha levado Ino para o quarto dela e isso me deixa tranquila e despreocupada porque sabia que o ruivo cuidaria bem da minha amiga.

 

Fazia tanto tempo que não nevava e nos últimos dias tem nevado como nunca e por causa disso a noite tem ficado mais fria que o normal. Observava a neve cair ao fazer a trajetória até meu quarto, no meio do caminho sentir minha visão ficar turva e minhas pernas parecia não sustentar mais meu peso, colada na parede aos poucos me arrastava até quarto, porém o quanto mais eu me mexia mais minha visão ficava embaçada e minha respiração ofegante. Sem força sentei no chão com a costa encostada na parede e tudo o que vi antes de desmaiar foram olhos ônix... Um ônix tão sereno e profundo me encarando.

 

Não sabia exatamente quanto tempo fiquei desacordada, mas pelo visto ainda era noite. Meio zonza sentei na cama, minha cabeça parecia que ia explodir. Olhei em volta reparando que estava no meu quarto, mas não me lembrava de como havia chegado aqui, tudo que me recordava era de desmaia e acorda agora. Eu deveria ter comido alguma coisa antes de sair hoje cedo tirando que ainda estou de estomago vazio, “vou da um pulo na cantina e vê se tem alguma coisa para comer”, antes mesmo de eu tocasse na maçaneta a porta foi aberta e por ela entrou a última pessoa que eu poderia imaginar que entraria... Uchiha Sasuke. Meio confusa esfreguei as pálpebras para ter certeza que não era apenas mais uma alucinação, mas para minha grande surpresa era ele e em pessoa. Sasuke não falou nada, apenas entrou fechando a porta. O olhei e por um momento esqueci como respirava, ele se aproximou tocando meu rosto, as batidas do meu coração estavam mais que aceleradas. Com o polegar tocou levemente no meu machucado e acabei gruindo devido à dor e pela primeira vez olhei na imensidão dos seus olhos:

 

— Quem fez isso? – curto e direto, ao mesmo tempo em que a voz era grosa e serena eu sentia um pouco de raiva no final. – quem foi?

 

— O que está fazendo no meu quarto? Não deveria está aqui.

 

— Você não respondeu minha pergunta.

 

— E você não era para está aqui.

 

— Esse é o meu quarto. Eu te encontrei desmaiada lá fora e te trouxe para cá. – explicou ao perceber que eu estava confusa. – Agora responda a minha pergunta: Qual foi o desgraçado que machucou você?

 

Sasuke estava diferente do normal, estava preocupado e extremante irritado, mesmo quando agente ficávamos escondidos eu nunca tinha presenciado esse lado dele antes, apenas posse e ciúme, tudo menos esse lado e por causa disso estava meio relutante sobre o que falar, não havia necessidade de eu mentir ou omitir alguma coisa sobre o Sai, e mesmo pensando isso o que saiu da minha boca foi completamente ao contrario do que queria:

 

— Apenas me machuquei.

 

— Você quer que eu acredite nisso? – falou com irônica.

 

— Acredite no que quiser. De qualquer forma obrigado por mais cedo e me desculpa. Os quartos são todos tão parecidos que pensei que fosse meu e fui grossa com você.

 

De costa para ele falava tudo enquanto segurava a maçaneta e antes mesmo que pudesse sair ele segurou meu pulso, virei sem o encarar e mirava o chão. O vento frio sobrou me fazendo estremecer e sem dizer nada ele novamente encostou a porta e me deu uma sacola:

 

— O que é isso?

 

— Como primeiro. Sua pressão está baixa, melhor se alimentar para não acontecer o mesmo de antes.

 

— O-Obrigada.

 

Eu realmente estava com fome, desde ontem de manhã que não coloco nada no estômago. Não fiz cerimonia e comecei a comer o lanche que ele trouxe para mim. Sasuke não falava nada apenas me observava enquanto comia e isso de certa forma me deixava desconfortável e constrangida, de vez em quando eu o olhava e disfarçava quando percebia seu olhar sobre mim. Quando voltei para meu quarto ele me acompanhou o caminho todo em silêncio, parecia que queria falar alguma coisa só não encontrava o momento certo.

 

 

 

...

 

 

 

—Você está bem? E esse machucado está doendo?

 

— Eu estou bem. É você que não parece está bem.

 

— Para falar a verdade bem, bem eu não estou não. Mas eu não posso deixar isso atrapalhar a minha vida... O Sai mesmo aparecendo agora ele pertence ao meu passado e mesmo que eu queira mudar esse fato não tem como, agora devo focar no meu presente e planejar o futuro e não ficar pensando nele.

 

A todo o momento ela manteve a cabeça baixa, com as mãos tremulas dobrava as roupas jogadas na cama. Eu queria falar alguma coisa para conforta a Yamanaka, mas não encontrava as palavras certas, para não piorar as coisas falando algo que não deveria preferir ficar quieta e ajuda-la com a arrumação. Ino estava um pouco desnorteada, ao mesmo tempo em que parecia está aqui estava distante e triste. Sabia perfeitamente como ela se sentia e tudo o que houve ontem só serviu para trazer lembranças dolorosas que novamente a feria:

 

— Ino...

 

— Sabe Sakura... Eu nunca esperava o encontrar novamente, e tudo o que sinto é raiva de mim mesmo por te acreditado nele. Eu sou uma completa idiota. – a voz dela estava calma, depois de um tempo solta um suspiro pesado.

 

— Todo mundo erra, ninguém é perfeito.

 

— Eu mais que errei, eu confiei demais. Acho que é por isso que não consigo, sei lá, me relacionar com alguém.

 

— Esse alguém seria o Gaara?!

 

— Talvez...

 

— Por que não da um voto de confiança á ele? O No Sabaku já demostrou que gosta de você de verdade, não apenas demonstrou como provou.

 

— Por isso tenho medo... Tenho medo de confiar de novo e quebrar á cara. Eu gosto dele, gosto muito dele. E isso me deixa com mais medo.

 

— Talvez você deva se arriscar um pouco mais e da um voto de confiança.

 

— E se de errado? E se-

 

— Você só saberá se tentar. Se depender de mim tudo vai da certo, basta você da o primeiro passo – O No Sabaku olhou a loira que abaixou a cabeça com o rosto corado.

 

— Há quanto tempo você está ai? – falou baixo, mas alto o bastante para o ruivo escutar, Ino tenta esconder o rosto constrangida e ele deu um pequeno sorriso se aproximando.

 

— Tempo o bastante pra saber que você gosta de mim, loira aguada. – ele me encarrou – Foi mau Sakura, acabei dando tanta atenção a essa daqui que me esqueci de você. Mas como você está?

 

— Tirando esse machucadinho estou de boa. Obrigado por perguntar. Bom, vou deixar o casal melação ai e vou da uma volta para vocês se pegarem. Garanto que dessa vez vou está bem distante para não ouvir nadinha de nada.

 

Brinquei antes de Sair, Ino riu baixinho enquanto Gaara não estava entendendo nada, olhei para a loira que estava como um pimentão.

 

 

Como não tinha muita coisa para fazer dei uma volta pelo local para passar o tempo. Fazia quatro dias desde que chegamos ao Kamaishi e muitas coisas já tinham acontecido, sentei no banco e aproveitei pra relaxar um pouco, o tempo estava tão frio que nem dava para sentir a quentura do casaco. Fechei os olhos apreciando o momento enquanto relaxava um pouco, ontem a noite não tinha dormido direito e por causa disso estava um pouco cansada. Tudo o que via quando fechava os olhos era a imensidão dos olhos do Uchiha e por mais que eu quisesse não conseguia parar de pensar na maneira como ele agiu, mesmo depois de tudo o que eu fiz... Ele parecia se importa comigo, ou novamente eu está imaginando demais. “Para com isso Sakura, já está passando do limite!” Bufei frustrada abrindo os olhos, como não bastasse o imenso frio começou a nevar. Estiquei a mão segurando alguns flocos de neve que aos poucos engrossavam:

 

— Dessa maneira vai pegar um resfriado – falou sentando do meu lado, dava para ver sua respiração formada pelo ar gelado. – Você não vai me contar quem te machucou?

 

— Há pouco tempo eu era invisível para você e agora que saber de algo tão insignificativo. Eu me machuquei sozinha.

 

— Quero a verdade. Alguém te bateu e eu quero saber quem foi.

 

— Você não acha essa situação irônica? Não temos relação nenhuma e você está aqui, me interrogando como se fosse intimo.

 

— Porque me preocupo com você.

 

Sasuke apenas olhou para frente sem me encarar, estava pensativo e ao mesmo tempo parecia apreensivo. Seu cabelo era levemente balançado no ar e eu não conseguia parar de olha-lo, meu coração dava leves palpitadas. Eu queria entender o que exatamente ele quis dizer com aquelas palavras, se ele realmente se preocupava comigo ou era apenas mais uma mentira tosca... O que me deixava mais frustrada era não saber o verdadeiro significado das palavras pronunciadas por ele, suspirei. Depois de um tempo em silêncio Sasuke segurou minha mão me puxando e eu o seguir sem dizer nada, mesmo que minha mente dissesse ‘não’ eu não conseguia evitar a atitude tomada pelo meu coração, eu estava gostando de ficar perto dele depois de tanto tempo.

 

Não sabia exatamente para onde ele estava me levando, para falar a verdade nem estava me importando com isso. Entrei no carro e Sasuke deu partida, eu queria falar alguma coisa, mas toda vez que abria aboca não conseguia pronunciar nenhuma palavra e apenas o observava. Parecia que nem o frio conseguia atingir o estilo do Uchiha, no meio de tanta neve ele ainda usava a jaqueta de couro enquanto eu parecia ser uma bola de neve de tantos casacos:

 

— Não está com frio? – quebrei o silêncio, ele me olhou de relance voltando à atenção para a estrada – sua jaqueta... Nesse frio era pra está usando algo mais quentinho. Você não sente frio?

 

— Sinto.

 

— Então porque não coloca um casaco?

 

— Não combina muito com meu estilo. Espera aqui. Já voltou. – falou e  saiu do veiculo.

 

Sem perceber acabei abrindo um sorriso enquanto o olhava se distanciando. Sasuke estava tão diferente desde a última vez que conversei assim com ele, suas palavras estavam tão calmas e suaves. O seguir com os olhos até que desaparecesse no meio da multidão, estava tão distraída com a presença dele que nem havia perguntado para onde estava indo e o que pretendia fazer e principalmente por que me trouxe aqui, para dizer a verdade eu nem me importava tanto assim.

 

Sasuke tinha deixado o carro ligado por causa do aquecedor e eu agradecia mentalmente por isso, aqui dentro estava tão quentinho que por mim nem sairia mais daqui. O Uchiha estava demorando um pouco a volta e por causa disso acabei cochilando, nunca tinha imaginado como um carro poderia ser tão confortante nessas horas – tirando que eu só ando de ônibus, sou pobre. Quando estava quase pegando no sono ouso algumas batidas no vidro o que me fez da um mine pulo de susto, olho para o banco do motorista notando que Sasuke ainda não tinha voltado e novamente escuto batidas de leve, ao olhar pelo vido do carona tomo mais um susto, parece que essa praga me persegue. Abaixei um pouco o vidro:

 

— O que você quer? – fui grossa não querendo muito assunto.

 

— A Ino. Onde ela está?

 

— Como se eu fosse te contar – revirei os olhos bufando – A única coisa que ela quer nesse momento é ficar com o homem dela, que nesse caso não é você. – o encarei com desdém – Vai embora.

 

Apertei o botão para fechar a janela, mas a praga é tão sem noção que impediu a janela de ser  fechar colocando a carteira, suspirei pesadamente pediu a Deus paciência que era a única coisa que eu não tinha nesse momento. Deu uma olhada em volta reparando na multidão de pessoas e não vi nenhum sinal do Uchiha o que me deixava aliviada, abrir a porta saindo do carro com o objetivo de mantar o ex da Ino embora antes que Sasuke voltasse para que não houvesse outra confusão:

 

— Sai, sai daqui de uma vez. Não deu para entender que eu não suporto ver sua cara e que Ino não quer mais nada com você? Desaparece.

 

— Você não consegue se segurar e vive se metendo no assunto que não é da sua conta. Foi assim no passado como ontem. Eu queria rebentar a cara da Ino, mas você entrou na frente – ele falava tudo como se fosse à coisa mais normal do mundo. – da próxima vez não precisa entrar na frente não, basta pedir que eu te bato.

 

— Você acha que me deixa com medo falando desse jeito? Sai, antigamente eu achava que você era doente, mas hoje tenho certeza disso. Ainda bem que a Ino encontrou um homem muito melhor do que você, em todos os aspectos. A surra que levou do Gaara só serviu para te deixar mais sem noção – murmurei a última frase – Vai embora.

 

Não dava para entender esse cara, mesmo que eu me esforçasse muito eu não conseguia. Depois de tanto tempo ele só volta para trazer mais desgraça. Quando estava preste a entrar no veiculo ele me puxa para trás batendo a porta, dava para ver a raiva contida em seus olho e nesse momento engolir em seco, ele apertou meu pulso com tanta foça que me machucou, tentei me soltar e ele segurou com mais força:

 

— Tá me machucando. Me solta.

 

— Quem você acha que é para falar desse jeito comigo?

 

— Me solta.

 

— Você é uma vagabunda mal comida. Acha que tem o direito de falar assim comigo? – cuspia as palavras.

 

— O que você vai fazer agora? Me bater? Você não passa de um covarde que gosta de bater nas mulheres. Você só gosta de intimida os mais fracos, quando o Gaara partiu para cima só faltou chorar com o rabo entre as pernas. Covarde!

 

Sabia que estava brincando com fogo, mas não conseguir me segurar, esse cara me tira do serio. Quando o vi ergue á mão fechei os olhos esperando o tapa, mas nada aconteceu. Meio relutante abrir os olhos e não dava para acreditar no que eu vi, Sasuke estava parado na minha frente segurando o braço do sai, com um movimento rápido o empurrou para trás:

 

— Então foi você. Você que machucou a Sakura, não foi?!

 

— Sasuke...

 

— E ‘se’ foi, o que você tem isso?

 

Sasuke o segurou pelo casaco e o acertou no rosto, uma, duas, três vezes em seguida, Sai revidou tentando acerta o Uchiha que desviou e novamente o acertou. Eu olhava aquilo tudo e não tentava impedi, eu sabia que deveria para o Sasuke e ir embora dali antes que uma tragédia acontecesse, mas no fundo estava gostando de o ver sofrer um terço do que a Ino sofreu na mão dele. Uma multidão de pessoa havia se formado ao nosso redor e ninguém tentava separar ele, apenas filmavam e ficavam apontando, e por mais que eu gostasse de ver o Sai apanhando sabia que já era a hora de ir embora:

 

— Sasuke não vale apena perder tempo com ele. Sasuke. Sasuke. SASUKE! – gritava o puxando, mas o mesmo não queria me ouvir. – Vamos agora.

 

Depois de um tempo o Uchiha acabou cedendo, o Sai mesmo estando todo machucado não aparava de fazer insulto a minha pessoa e por pouco Sasuke não voltou para acertá-lo de novo. Quando Sasuke deu partida no carro olhei uma última vez para o ex da minha amiga e mesmo ele estando todo ferrado no chão não conseguir ter um pingo de pena, pelo contrario, foi bem merecida á surra. Já era quase de noite quando voltamos para o lugar no qual estávamos hospedados, Sasuke estacionou o carro um pouco afastado da entrada do estabelecimento. Ele mexeu na sacola tirando de dentro dela uma palmada, eu olhei aquilo sem entender muito bem, ele colocou um pouco no dedo indicativo e com a outra mão ergueu meu rosto e com delicadeza passou na ferida, e sem querer acabei rindo da sua atitude o deixando meio sem jeito:

 

— È apenas um machucado. Não é o fim do mundo.

 

— Hun.

 

— Estou falando sério. Logo, logo sara. Não é um machucado que precisa ficar cuidando desse jeito – falei zombeteira – De qualquer forma, obrigada por hoje.

 

— Quem era aquele cara?

 

— Um ex da Ino.

 

— Por que ele estava atrás de você?

 

— Talvez por que eu seja intrometida de mais. Acho que é isso. – falava rindo e pelo jeito Sasuke pareceu não gosta pela feição do seu rosto.

 

Ele realmente estava diferente, e isso mexia comigo. Pela primeira vez olhei na imensidão ônix dos seus olhos e isso me hipnotizava, por mais que eu o olhasse eu queria continuar o olhando sem parar, não apenas olhar eu queria toca-lo. Desviei para seus lábios, tão finos e macios. Mordisquei meu lábio inferior e mesmo minha consciência mandando me distanciar dessa vez preferir ouvir meu coração. Respirei fundo para ganhar coragem e por impulso o beijei. Quando meus lábios tocaram os dele eu sentir uma sensação tão boa, parecia que meu coração iria pular para fora a qualquer momento. Aproveitando cada segundo daquele momento, ao me afastar o olhei e sentir minhas bochechas esquentarem. Sasuke estava perplexo com os olhos arregalados e isso só serviu para aumentar ainda mais meu constrangimento:

 

— Desculp-

 

Seus lábios tomaram os meus com vontade e sem pensar duas vezes o correspondi com a mesma intensidade. Sasuke segurou minha nuca para aprofundar o beijo ainda mais, quando sua língua se enroscou com a minha sentir um arrepio percorrer todo meu corpo. Enterrei minha mão no seu cabelo dando leves puxadas, soltei um suspiro alto quando ele mordiscou meu lábio inferior e dando uma leve puxada. Era tão bom sentir a mão do Uchiha deslizando pelo meu corpo, seus lábios molhados tocando minha pele quente, sua respiração colidir com a minha e se envolver em um beijo ardente. Sasuke começou a dar lambidas e mordidas no meu pescoço e isso estava me levando à loucura, o puxei novamente devorando seus lábios, ele me segurou na cintura fazendo-me sentar no seu colo. Quando o ar nos faltou encostei a minha testa na dele, seus olhos transbordavam de desejo, ele tocou meu rosto passando o pelega no em torno de seus lábios e sem aviso os tomou novamente para si. Eu sentia meu corpo quente, fervendo. Eu queria o sentir cada vez mais e mais.

 

Eu não conseguia mais negar, eu o queria para mim, eu o amava... E sentia falta de senti-lo dessa maneira.


Notas Finais


E ai, como ficou?

até o próximo capítulo.


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