História No bater da bola - Capítulo 7


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Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Kagami Taiga
Tags Basquete, Kagami Taiga, K-pop, Kuroko No Basket
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Palavras 1.406
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Esporte, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Capítulo 7 - Apostas oportunas


Antes do treino começar, o treinador me puxou num canto e ficou uns 10 minutos perguntando se eu estava bem, se não era melhor eu só assistir hoje, que se eu me sentisse mal eu podia sair numa boa, e etc. É claro que ele já sabe do ocorrido e super aprovou nosso método de prevenção a possíveis ataques. O Sr. Silverstone — sobrenome diferentão, né — pode ser 90% do tempo mega rigoroso e cobrador, mas ele se preocupa muito com a gente — e digamos que se ele não fosse assim, nunca iríamos ganhar uma partida —, e como todos nós moramos longe de casa, ele é com um pai pra nós. E ele é novo até, deve ter seus 35 anos, pensa num tiozinho 10/10 — e esta solteiro, interessadas entrar em contato via inbox.

 

Desde que o novato chegou, os treinos masculinos tem sido mais voltados para verificar as habilidades e defeitos dele. Basicamente, descobrir no que ele é muito bom e no que precisa muito melhorar. Ao que parece ele é bom com saltos, e seu estilo de jogo é baseado em maior parte de instinto, o que pode ser maravilhoso ou horrível, dependendo da situação de jogo. Mas como nosso estilo de time não tem titulares — ou seja, é colocado em quadra os jogadores com habilidades e modo de jogo com maior chance de vencer, e são feitas bastantes substituições, valorizando o estilo pessoal de cada um —, não é algo grave, mas vão precisar reforçar o trabalho em equipe e se acostumar com o Kagami.

Mas isso não é comigo, máximo que posso fazer é mandar um 'fighting!', e seguir o meu treininho. E outra, eu sei que vai dá tudo certo. Eu lembro quando eu cheguei aqui que o Harry e o Gui se odiavam, mas se odiavam mesmo, eram e ainda são completos opostos. Mas quando pisavam na quadra, era bonito de se ver, deixavam todas as diferenças de lado e pareciam dois irmãos, numa sintonia incrível. Então, trabalho em equipe, eles ensinam qualquer um.

De lembrar disso, acabei ficando nostálgica e levei umas três boladas na cara em meia hora de treino. Minha capacidade de me machucar é incrível, não sei como nunca quebrei um osso até agora. Depois de tanta bordoada, acabei saindo uns quinze minutos mais cedo do treino. Ou seja, fui a primeira a ficar pronta duas vezes na mesma semana. É um recorde, será que entro pro Guinness Book?

Mas quando saio do vestiário, descobri que não fui a única a ser liberada mais cedo. Dei de cara com a confusão vermelha e preta de fios um pouco úmidos do banho ainda.

Ele estava sentado no banco mais próximo da entrada dos vestiários, e levantou quando eu apareci, meio que no automático. Então sentou de novo, ainda com os olhos rubros em mim, colocou sua mochila que estava do seu lado no chão e me deu espaço para sentar. Juro pra vocês que por um momento cogitei que a ideia dele sair correndo da menina-vomito/garota-cara-de-demônio fosse menos constrangedora.

E eu me sentei. E silêncio. Um silêncio muito constrangedor que eu não sei terminar. Ainda bem que ele decidiu que ia tentar.

– Você... não sentiu... hum... mal-estar depois... daquele dia? – ele falou escolhendo bem as palavras, acho que está com medo que alguma que diga me faça gorfar, dessa vez nele.

– Não.. quer dizer, sim... não, pera, NÃO. – e a tapada ataca novamente – Digo, eu não vomitei mais depois, meu estômago tá bem calminho. Não se preocupe, estou comendo bem menos ultimamente, não vai acontecer de eu vomitar em você ou algo do tipo, fique susse. – sabe aquele vídeo que aparece uma pessoa batendo na testa, depois vai aumentando o número de pessoas batendo na testa? É essa imagem que meu cérebro tá esfregando na minha cara nesse exato momento.

– Não, não. Eu não quis insinuar nada. Eu.. – e agora nós dois estamos com os rostos e orelhas vermelhas. Ele coça a nuca e olha pra outro lado. – Eu acho que você devia se alimentar direito. – ele falou tão baixo que quase não escutei. – Se eu puder te ajudar, não ligo se vomitar em mim. – quando se vira de novo pra mim, sou eu quem muda a direção do olhar, mas juro que vejo um sorrisinho de leve antes de virar a cabeça.

Nossa conversa longa e cativante termina aqui, que quando os outros começam a ficar prontos. Depois disso, não nos falamos mais, nem olho pra ele direito, ainda tentando raciocinar sobre o que ele falou.

 

Algumas horas depois...

 

– Ei, pirralha. Terra para mundo da Lua. – ainda estou tentando entender tudo aquilo sobre comer e vomitar, quando as mãos de Harry começam abanar na frente de meu rosto. – Consegui contato??

– Parece que sim. – sorrio levemente. – Hora de fazer o jantar? – Harry balança a cabeça positivamente.

Harry é um cozinheiro de mão cheia, e eu ajudo ele, cortando vegetais, alcançando temperos, mexendo as panelas quando ele tem que usar o banheiro, essas coisas assim — na verdade mesmo, só ajudo pra escapar da louça depois, mas shhh, não espalhem.

Mas dessa vez foi diferente, tudo tem sido diferente ultimamente. Quando estávamos no meio do caminho até a cozinha, a porta se abre e surge dela uma Molly e uma Ashley super animadas, um Kagami desnorteado e um Mike com a cara de nada que ele faz com bastante frequência, já acostumado com a agitação das duas.

Quando Molly nos focaliza na sua visão, vem em disparada até nós. Eu vou para trás de Harry, usando ele com escudo humano, às vezes ainda tenho medo dos ataques de animação dela.

– Me digam que vocês ainda não começaram a janta, por favorzinho. – negamos com a cabeça atentos a qualquer movimento dela. – Ótimo, a gente estava conversando e o Kagami disse que sabe cozinhar, aí pensamos dele fazer o jantar hoje. Tipo, um prato típico, sabe? – os olhos dela faiscavam de animação.

– Ta, vamos por partes. – Harry, calmo como sempre, tomou as rédeas da situação. – Quando você diz pensamos, isso inclui o Kagami, ou vocês duas estão arrastando pra isso? – questiona, olhando de uma para outra.

– É... – Molly começa mas não vai pra frente. Harry levanta uma sobrancelha.

– Por mim está tudo bem. – é Kagami quem salva as duas de um bom sermão.

– Ok, e vocês tem tudo que precisa pra fazer? – o britânico cruza os braços. Ou ele está com medo que elas explodam a cozinha ou tá com ciúmes dos seus utensílios.

– Estão aqui, chefe. – Mike, já jogado no sofá, aponta para algumas sacolas em cima da mesinha de centro. Enquanto Harry examina as possibilidades, Mike faz a palavra 'medo' com a boca para Jack, que estava o tempo todo do outro lado do sofá, enquanto faz sinal de dez com as duas mãos. Já Jack faz sinal de positivo, e sua aposta vai em ciúmes. E eu, ainda atrás de Harry, viro de lado e abano as mãos para eles me notaram e entro na jogada apostando que é os dois ao mesmo tempo. Os dois fazem positivo com uma mão, e eu retribuo com as duas. Agora é só esperar.

Viro de frente pras costas de Harry novamente, e no caminho me perco nas imensidões vermelhas que me observam, como se tivesse em transe – em outras palavras, numa boa brisa. Fico vermelha. Quando percebe, balança a cabeça, acordando do transe e suas orelhas ficam vermelhas. Não posso julga-lo, já que já fiz isso muitas vezes antes.

– Ok. Mas com uma condição.. – as duas moças aguardam ansiosas por sua resposta. – Vocês duas bem longe daquela cozinha.

– Não estava nos meus planos ficar lá mesmo. Muito obrigada, Harry. – Molly revela, dá um sorrisão de agradecimento, e pula, abraçando Harry.

Ashley faz o mesmo e as duas se vão. Harry suspira, e vai pegar as sacolas na mesinha.

– Vamos lá então, garanhão. – entrega algumas sacolas para Kagami e se vira pra mim. – Parece que hoje eu serei o assistente, então está liberada. – pisca pra mim e desarruma meu cabelo.

– Mas antes me conte uma coisa. – Jack finalmente se pronuncia por nós. – Era medo ou ciúmes?

– Sobre eu liberar a cozinha? – os três apostadores balançam a cabeça de forma afirmativa. – Os dois, é claro, aquelas duas são loucas.

– Isso aí. – comemoro levantando a mão em punho fechado. – Vinte pratas na minha mão agora.

 

 

 

– Vocês, vocês. – revira os olhos e retorna seu caminho até a cozinha, com Kagami o seguindo dessa vez.


Notas Finais


Gente, eu jogo basquete, mas não entendo nada sobre estratégias de jogo. Então, se lerem algo muito sem noção, desconsiderem.

Beijos :3


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